domingo, 5 de julho de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 06/07/2026

ANO A


Mt 9,18-26

COMENTÁRIO AO EVANGELHO

Confia, filha! Tua fé te salvou


Os episódios que se seguem servem para exemplificar a controvérsia do texto anterior. O foco está na fé tanto do chefe dos judeus como da mulher hemorroíssa. Para aquele, bastaria que Jesus impusesse as mãos e a filha voltaria à vida. Para esta, bastaria que tocasse a barra do manto de Jesus e ficaria curada. Nos dois casos, a fé não provocou a cura, mas revelou o valor da sua exigência e a sua potência para acontecer. Se, no primeiro caso, Jesus seguiu o chefe dos judeus, no segundo, Jesus foi seguido pela mulher. Nas duas situações, Jesus manifestou seu poder sobre a morte ou o que a esta pode conduzir. É digno de nota: o chefe já sabia que sua filha estava morta e mesmo assim buscou Jesus; a mulher sabia que era impura, mas mesmo assim ousou tocar a barra do manto de Jesus. Ambos não se deixaram vencer pela situação.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.

Reflexão

Jesus cura duas mulheres. É significativo ler este trecho do Evangelho no contexto atual, em um momento em que a sociedade sofre com tantos casos de violência contra a mulher e até mesmo de feminicídio. Infelizmente, ainda não aprendemos a respeitar e valorizar a mulher como Jesus fazia. Ele rompeu todos os preconceitos de seu tempo para nos mostrar que homem e mulher são igualmente criados à imagem e semelhança de Deus, não podendo existir superiores ou inferiores. Provavelmente “caçoaram” de Jesus porque ele demonstrou interesse pela situação da mulher e por devolver-lhe integralmente a vida. As curas relatadas hoje, de duas mulheres com idades bastante diferentes, mostram que a aparente fragilidade das mulheres é, na verdade, fonte de força, motivação e fé.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)

Reflexão

«A tua fé te Salvou»

Rev. D. Antoni CAROL i Hostench
(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje, a Liturgia da Palavra nos convida a admirar duas magníficas manifestações de fé. Tão magníficas que comoveram o coração de Jesus Cristo e provocaram imediatamente a sua resposta. O Senhor não se deixa vencer em generosidade!
«Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem impor a mão sobre ela, e viverá» (Mt 9,18). Quase poderíamos dizer que com uma fé consistente nós «obrigamos» a Deus. Ele gosta desta espécie de obrigação. O outro testemunho de fé do Evangelho de hoje também é impressionante: «Se eu conseguir ao menos tocar no seu manto, ficarei curada» (Mt 9,21).
Poderíamos afirmar que Deus se deixa «manipular» de bom grado pela nossa boa fé. O que Ele não admite é que O tentemos por desconfiança. Este foi o caso de Zacarias, que pediu uma prova ao arcanjo Gabriel: «Zacarias disse ao anjo: Como posso ter certeza disso?» (Lc 1,18). O Arcanjo não cedeu à desconfiança de Zacarias e respondeu: «Eu sou Gabriel, e estou sempre na presença de Deus (...). E agora, ficarás mudo, sem poder falar até o dia em que estas coisas acontecerem, já que não acreditaste nas minhas palavras, que se cumprirão no tempo certo» (Lc 1,19-20). E assim aconteceu.
É Ele mesmo quem deseja “obrigar-se” conosco e deixar-se “prender” por nossa fé: «Eu vos digo: pedi e vos será dado; procurai e encontrareis; batei e a porta vos será aberta» (Lc 11,9). Ele é nosso Pai, e não quer negar nada do que convém aos seus filhos.
Entretanto, é necessário que lhe manifestemos confiantemente os nossos pedidos. A confiança e a conaturalidade com Deus requerem intimidade: para confiar em alguém é preciso conhecê-lo, e para conhecê-lo é necessário conviver com ele. Assim, «a fé faz brotar a oração, e a oração - enquanto brota - alcança a firmeza da fé» (Santo Agostinho). Não nos esqueçamos do louvor que mereceu Santa Maria: «Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!» (Lc 1,45).

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Embora estejamos deitados na cama dos nossos pecados e do nosso corpo, se Jesus nos tocar, ficaremos instantaneamente curados» (São Jerônimo)

- «Jesus Cristo veio para vencer o mal pela raiz, e as curas são uma amostra da sua vitória, obtida com a sua morte e ressurreição» (Bento XVI)

- «‘Curai os enfermos!’ (Mt 10, 8). A Igreja recebeu este encargo do Senhor e procura cumpri-lo, tanto pelos cuidados que dispensa aos doentes, como pela oração de intercessão com que os acompanha. Ela crê na presença vivificante de Cristo, médico das almas e dos corpos (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1509)

Reflexão

O céu não está vazio

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, perante o aparente ditado dos elementos do mundo (a morte inapelável, uma doença incurável) Jairo e a “hemorróissa” apresentam uma nova esperança: Jesus Cristo! Nesta cena inverte-se a concepção do mundo —também hoje em auge— que vê o divino nas forças cósmicas, mas não num Deus ao que se pode rezar.
Não são os elementos do cosmos, nem as leis da matéria, o que definitivamente governa o mundo e o homem, mas um Deus pessoal. A “última palavra” tem-na a razão, a vontade, o amor: uma Pessoa. E se conhecermos esta Pessoa, e ela a nós, então o poder inexorável dos elementos materiais já não é a ultima instância; já não somos escravos do universo e das suas leis, agora somos livres.
—Jesus, contemplando-te a ti afiança-se em nós a confiança de que nada é casual nem fatal nas nossas vidas: há um Espírito que em ti se revelou como Amor. O céu não está vazio!

Comentário do Evangelho

Jesus ressuscita a filha de Jairo e cura a mulher que sofria de hemorragias


Hoje, vamos com Jesus a casa de Jairo, onde a sua filha está muito doente, em perigo de morte. Pelo caminho acontece algo extraordinário… A mulher que sofria um fluxo de sangue! A sua grande fé e confiança no Salvador ajudou-a a superar os obstáculos…
- Superando a vergonha e o medo, abriu caminho através da multidão até “tocar” Jesus. «E a partir daquele momento a mulher ficou curada».

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

Uma mulher, há doze anos, sofria de hemorragia. Ela tinha uma enfermidade, mas também tinha fé. Na sua fé, ela acreditava que, se ao menos tocasse no manto de Jesus Cristo, ficaria curada. Ao tocar o manto do Senhor, ela ouviu estas palavras: “coragem, filha! A tua fé te salvou”. Pela fé, ela foi curada. A sua fé fez a diferença. O Evangelho de hoje nos apresenta outro testemunho de fé: um chefe, movido pela fé, pede que Jesus ressuscite a sua filha. A sua filha estava morta, mas a sua fé estava viva. Aquela menina que estava morta, volta à vida. O Evangelho, com esses dois fatos, nos mostra o valor da fé e do acreditar em Jesus Cristo. Quando existe fé, a graça de Deus acontece. Deus não ignora os sofrimentos dos seus filhos, porque Ele muito nos ama.
Coleta
Ó DEUS, pela humilhação do vosso Filho reerguestes o mundo decaído, dai-nos uma santa alegria, para que, livres da servidão do pecado, cheguemos à felicidade eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

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