O Reino de Deus: Como a Semente que Cresce e Dá Frutos
No evangelho de hoje (Mc 4,26-34), Jesus usa duas parábolas para explicar o Reino de Deus. A primeira fala sobre a semente que cresce por si mesma, mesmo sem a intervenção direta do semeador. Isso nos ensina que, apesar de a semente do Reino ser pequena e muitas vezes imperceptível, ela cresce de maneira invisível e inevitável quando semeada. A segunda parábola compara o Reino de Deus a um grão de mostarda, que é a menor de todas as sementes, mas cresce e se torna a maior das hortaliças, oferecendo abrigo para as aves. Essas parábolas nos lembram que o Reino de Deus começa pequeno, mas traz frutos abundantes, transformando a realidade e trazendo vida. O evangelho também nos ensina a paciência e a confiança na ação de Deus, que age silenciosamente em nossas vidas e em nossa história.
Nenhuma plantação começou grande, mas sim com uma pequena semente, que encontrou terra fértil e recebeu os cuidados necessários. Não obstante a pequenez da semente, Jesus – Filho de Deus feito Filho do Homem, o mundo, amado por Deus – a recebeu e, sob o véu de sua humanidade, é capaz de fazê-la crescer, atingir seu ápice e produzir frutos. O Reino de Deus, inaugurado por Jesus, está entre nós e é eficaz, mas, para ver seu ápice, é preciso ter paciência, não esmorecer na fé e cultivar o otimismo próprio da esperança. Às vezes as ações evangelizadoras e missionárias até parecem sem sucesso aos olhos de muitas pessoas, dentro e fora da Igreja, mas, aos olhos de Deus, que vê o íntimo, elas estão operando a transformação da realidade. Em cada época, o Reino de Deus oferece os frutos a serem colhidos, de modo que sempre novas sementes continuam sendo lançadas, até a colheita final.
Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.
Diante de pessoas simples, muitas delas agricultores, Jesus recorre aos símbolos da terra para explicar as coisas do céu; a elementos visíveis e próximos para fazê-los compreender realidades invisíveis e eternas. Fala da semente que, uma vez lançada na terra, germina e cresce espontaneamente; e do grão de mostarda, que se transforma na maior das hortaliças conhecidas na época. O Reino de Deus age do mesmo modo: após ser semeado por Jesus e seus discípulos (e por nós, hoje), crescerá infinitas vezes, envolvendo todo o mundo e abrigando todas as pessoas sob a sua sombra.
«O Reino de Deus é como quando alguém lança a semente na terra e a terra produz o fruto por si mesma»
Rev. D. Jordi PASCUAL i Bancells
(Salt, Girona, Espanha)
Hoje, Jesus fala às pessoas de uma experiência muito próxima das suas vidas: «Um homem lança a semente na terra (…); a semente germina e cresce (…). A terra produz o fruto por si mesma: primeiro aparecem as folhas, depois a espiga e, finalmente, os grãos que enchem a espiga» (Mc 4,26-28). Refere-se, com estas palavras, ao Reino de Deus, que consiste na «santidade e graça, Verdade e Vida, justiça, amor e paz» (Prefácio da Solenidade de Cristo Rei), que Jesus Cristo nos veio trazer. Este Reino tem de ser uma realidade, em primeiro lugar dentro de cada um de nós; depois, no nosso mundo.
Pelo Batismo, Jesus semeou, na alma de cada cristão, a graça, a santidade, a Verdade… Temos de fazer crescer esta semente para que frutifique em abundância de boas obras: de serviço e caridade, de amabilidade e generosidade, de sacrifício para cumprir bem o nosso dever de cada dia e para fazer felizes aqueles que nos rodeiam, de oração constante, de perdão e compreensão, de esforço para crescer em virtudes, de alegria…
Assim, este Reino de Deus – que começa dentro de cada um – se estenderá a nossa família, a nossa cidade, a nossa sociedade, ao nosso mundo. Porque quem vive assim, «que faz senão preparar o caminho do Senhor (…), a fim de que nele penetre a força da graça, que o ilumine a luz da verdade, que faça retos os caminhos que conduzem a Deus?» (São Gregório Magno).
A semente começa pequena, como «um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes. Mas, depois de semeada, cresce e se torna maior que todas as outras hortaliças» (Mc 4,31-32). Porém, a força de Deus difunde-se e cresce com um vigor surpreendente. Como nos primeiros tempos do Cristianismo, Jesus pede-nos hoje que difundamos o seu Reino por todo o mundo.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Semeia tu também na tua horta a Cristo, na qual faça florescer a beleza das tuas obras e se respire o multiforme olor das diversas vir¬tudes» (Santo Ambrósio de Milão)
- «A debilidade é a força da semente, ao morrer chega á sua máxima potência. Assim é o reino de Deus: uma realidade humanamente pequena, composta pelos pobres de coração, pelos que não confiam só na sua própria força, senão na do amor de Deus» (Bento XVI)
- «A vocação própria dos leigos consiste precisamente em procurar o Reino de Deus ocupando-se das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus [...]. Pertence-lhes, de modo particular, iluminar e orientar todas as realidades temporais a que estão estreitamente ligados, de tal modo que elas sejam realizadas e prosperem constantemente segundo Cristo, para glória do Criador e Redentor» (438) (Catecismo da Igreja Católica, nº 898)
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje, a mensagem de Jesus sobre o “Reino” ensina-nos a escassa importância que esta tem em relação ao poder temporal, a pesar de exercer uma “soberania” real e profunda nas almas. É como um grão de mostarda, a mais pequena de todas as sementes; é como a levadura, uma parte muito pequena em comparação com toda a massa mas determinante no resultado final.
É como a semente que se lança à terra e ali passa por diferentes sortes: é bicada pelos pássaros, afogada pelas silvas ou amadurece e dá muito fruto. Noutra parábola, a semente do reino cresce, mas um inimigo semeou, no meio dela, cizânia que cresceu junto com trigo e só no fim é apartada. Está misteriosa “soberania de Deus” aparece também quando Jesus a compara a um tesouro enterrado no campo: quem o encontra vende tudo o que tem para poder comprar o campo e assim poder ficar com o tesouro.
—A comunhão contigo, Jesus, é a “pedra preciosa” que vale mais que todas as outras coisas.
Hoje, Jesus explica como nasce e cresce a nossa vida. Deus é o semeador que nos criou com um “coração”, fortalecido pela semente do Baptismo. Deus também é a terra boa em que a semente cresce. E com o crescimento do amor chegam os frutos: uma família e um trabalho que enriquecem o mundo…
- Eu sou uma “semente” muito pequena, chamada a ser uma grande “árvore”.
Jesus Cristo, ao anunciar o Reino de Deus, usava uma linguagem compreensível para todos. Muitos dos seus ouvintes eram agricultores, por isso, no Evangelho de hoje, Ele compara o Reino de Deus com sementes lançadas na terra. Quando um agricultor lança uma semente na terra, lança também uma esperança: esperança de que a semente lançada, nasça, cresça e produza muitos frutos. Em cada coração humano, Deus lança uma semente e, também, a esperança de que a semente lançada em nossos corações produza muitos frutos. Todavia, a primeira leitura nos apresenta a fraqueza humana que se deixa seduzir pelo pecado. Diante da realidade do pecado que mancha a nossa santidade, hoje pedimos: “Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!”
Coleta
DEUS ETERNO E TODO-PODEROSO, dirigi nossas ações segundo a vossa vontade, para que, em nome do vosso dileto Filho, mereçamos frutificar em boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
"Amor, amor e mais uma vez amor a Deus! Superior a isso
nada há nem no céu, nem na terra. A máxima grandeza é
amar a Deus; a verdadeira grandeza encontra-se no amor
a Deus; a verdadeira sabedoria é amar a Deus. Tudo que é
grande e belo — está em Deus; fora de Deus não existe
beleza nem grandeza. Ó sábios do mundo e grandes
inteligências — conhecei que a verdadeira grandeza está
em amar a Deus. Oh, quanto me admiro de que algumas
pessoas enganem a si mesmas dizendo: a eternidade não
existe."