Dom Walmor Oliveira de Azevedo Arcebispo de Belo Horizonte
Arquivo Arquidiocese de BH
Ano da Fé reforça a importância de se viver a fé como dom, afirma Dom Walmor
Encerrando o Ano da Fé
Com a celebração da Festa de Cristo Rei do Universo, neste domingo, 24, a Igreja Católica no mundo inteiro se une, de maneira especial, ao Papa Francisco, no encerramento do Ano da Fé.
O Papa emérito Bento XVI foi quem convocou a vivência do Ano da Fé, iniciado em 11 de outubro de 2012, quando se celebrava o cinquentenário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II. Uma data relevante para a vida e missão da Igreja na sua tarefa de fazer de todos discípulos e discípulas de Jesus.
O grande propósito deste Ano da Fé foi exatamente a oportunidade para um aprofundamento, compreensão e vivência da fé como experiência de encontro pessoal com Jesus, única pessoa que pode dar à vida, de maneira duradoura, um novo horizonte e, com isto, como afirmou o Papa Bento XVI, na sua Carta Encíclica Deus é Amor, uma direção decisiva.
VATICANO, 20 Ago. 13 / 02:19 pm (ACI/EWTN
Noticias).- O Pontifício Conselho para a Promoção da Nova
Evangelização divulgou o programa oficial da Jornada Mariana a ser realizada em
Roma nos dias 12 e 13 de outubro, evento em que o Papa Francisco consagrará o
mundo ao Imaculado Coração de Maria diante da imagem daVirgem de Fátimaque será levada desde seu santuário em
Portugal.
Lançado em 2012 pelo
Papa Emérito Bento XVI, o Ano da Fé cultivado em 2013 reflete iniciativas na
linha de formação religiosa, com cursos, encontros e publicações voltadas para
clérigos, bispos e presbíteros, incluindo os pronunciamentos de Bento XVI sobre
o assunto. De acordo com a CNBB, todas as atividades são amplamente
apoiadas pelo Papa Francisco.
No sexto dia da 51ª Assembleia Geral dos
Bispos do Brasil, foi lançado texto intitulado “As razões da fé na ação
evangelizadora”, que pretende ser um instrumento fortalecedor de aprofundamento
dos conhecimentos relacionados à fé.
Com a proposta de debater o conceito de paróquia,
a partir da definição ‘comunidade de comunidades’ cerca de 360 bispos,
inscritos até o momento, estarão reunidos na 51ª Assembleia Geral da
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que acontece no Santuário
Nacional de Aparecida a partir desta quarta-feira (10).
O Credo ensina que "Jesus desceu à mansão dos mortos". Isso significa que, de fato, Ele morreu e que, por Sua
morte por nós, venceu a morte e o diabo, o dominador da morte (Hb 2,14). São
João disse que Ele veio a nós para "destruir as obras do demônio" (1
Jo 3,8). "Ele foi eliminado da terra dos vivos" (Is 53,8).
"Minha carne repousará na esperança, porque não abandonarás minha alma no
Hades nem permitirás que teu Santo veja a corrupção" (At 2,26-27).
Jesus morreu, mas Sua alma, embora separada de Seu corpo, ficou unida à Sua
Pessoa Divina, o Verbo, e desceu à morada dos mortos para abrir as portas do
céu aos justos que o haviam precedido (cf. Cat. §637). Para lá foi como
Salvador, proclamando a Boa Nova aos espíritos que ali estavam aprisionados. Os
Santos Padres da igreja dos primeiros séculos explicaram bem isso. São Gregório
de Nissa (†340) disse: "Deus [o Filho] não impediu a morte de separar a
alma do corpo, segundo a ordem necessária à natureza, mas os reuniu novamente
um ao outro pela Ressurreição, a fim de ser Ele mesmo, em Sua pessoa, o ponto
de encontro da morte e da vida, e tornando-se, Ele mesmo, princípio de reunião
para as partes separadas” (Or. Catech. , 16: PG: 45,52B).
São João Damasceno (†407), doutor da Igreja e patriarca de Constantinopla ensinou que: “Pelo fato de que, na morte de Cristo, a Sua alma tenha sido separada da carne, a única pessoa não foi dividida em duas pessoas, pois o corpo e alma de Jesus existiram da mesma forma desde o início na pessoa do Verbo; e na Morte, embora separados um do outro, ficaram cada um com a mesma e única pessoa do Verbo” (De fide orthodoxa, 3, 37: PG 94, 109 BA).
"A Escritura chama de 'Morada dos Mortos". Inferno, Sheol ou Hades, o estado das almas privadas da visão de Deus; são todos os mortos, maus ou justos, à espera do Redentor. Mas o destino deles não é o mesmo como mostra Jesus na parábola do pobre Lázaro recebido no "seio de Abraão". Jesus não desceu aos infernos (= interior) para ali libertar os condenados nem para destruir o inferno da condenação, mas para libertar os justos, diz o Catecismo (§ 633).
Assim, a Boa Nova foi anunciada também
aos mortos, como fala São Pedro (1Pd 4,6). Esta descida de Jesus ao Hades é o
cumprimento, até sua plenitude, do anúncio do Evangelho da salvação, e é a
última fase da missão de Cristo, é a extensão da redenção a todos os homens de
todos os tempos e de todos os lugares. São João disse que Cristo desceu ao seio
da terra [um modo de falar], a fim de que "os mortos ouçam a voz do Filho
de Deus, e os que a ouvirem vivam" (Jo 5,25). Assim, Jesus, "o
Príncipe da vida", "destruiu pela morte o dominador da morte,
isto é, o diabo, e libertou os que passaram toda a vida em estado de servidão,
pelo temor da morte" (Hb 2,5). A partir de agora, Cristo ressuscitado
"detém a chave da morte e do Hades" (Ap 1,18), e "ao nome de
Jesus todo joelho se dobra no Céu, na Terra e nos Infernos" (Fl 2,10). Uma
antiga homilia, de um autor grego desconhecido, e que a Igreja colocou na
segunda leitura da Liturgia das Horas, no dia de Sábado Santo, diz:
“Um grande silêncio reina, hoje, na terra, um grande silêncio
e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei dorme. A terra tremeu e
acalmou-se, porque Deus adormeceu na carne e foi acordar os que dormiam desde
séculos. Ele vai procurar Adão, nosso primeiro Pai, a ovelha perdida. Quer
visitar todos os que se assentaram nas trevas e à sombra da morte. Vai libertar
de suas dores aqueles dos quais é filho e para os quais é Deus: Adão,
acorrentado, e Eva com ele cativa. "Eu sou teu Deus e por causa de
ti me tornei teu filho. Levanta-te, tu que dormes, pois não te criei para que
fiques prisioneiro do Inferno: Levanta-te dentre os mortos, eu sou a Vida dos
mortos."
O Papa beato João Paulo II, falando sobre este mistério, disse: “Depois da deposição de Jesus no sepulcro, Maria é a única que
permanece a ter viva a chama da fé, preparando-se para acolher o anúncio
jubiloso e surpreendente da ressurreição. A espera vivida no Sábado Santo
constitui um dos momentos mais altos da fé da Mãe do Senhor. Na obscuridade que
envolve o universo, Ela se entrega plenamente ao Deus da vida e, recordando as
palavras do Filho, espera a realização plena das promessas divinas”.
(L'Osservatore Romano, ed. port. n.21, 24/05/1997, pag. 12(240).
Este é o quarto artigo de uma série de outros doze, explicando,
resumidamente, cada um dos artigos do 'Credo'.
VATICANO, 30 Jan. 13 / 11:23
am (ACI/EWTN Noticias).- Em sua habitual audiência geral das
quartas-feiras, o Santo Padre refletiu neste 30 de janeiro sobre aoraçãodo
Credo, no marco da Ano da Fé enfatizando a primeira definição de Deus que o
Credo apresenta: ser Pai e Criador. O Papa remarcou também que a onipotência de
Deus não se revela anulando nosso sofrimento, mas respeitando a liberdade
humana e acompanhado o homem com amor de Pai.
No dia 11 de outubro do ano passado, iniciamos o "Ano da Fé", proclamado pelo Papa Bento XVI, pela ocasião do cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II e aniversário de vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, no dia 24 de novembro do ano corrente. Qual o sentido do ano da fé? A fé ainda tem espaço em nossa cultura secularizada? Em um mundo marcado pela miséria, fome, guerras, onde Deus parece não ter mais lugar, nem vez, não seria uma alienação proclamar um Ano da Fé? Para que serve a fé? O cristão diante dessa problemática não se cala. Devemos descobrir, na oração, os desígnios de Deus e dar respostas adequadas. Descobrir e responder: eis a atitude que se faz necessária para todos os que desejam viver sua fé, com consciência, e não apenas como uma herança de seus pais e avós, guardada e esquecida em um canto perdido da própria vida, não tendo nenhuma incidência concreta no modo de viver, pensar, ser e relacionar-se. Assim nos convida o Papa Bento XVI: "Nesta feliz ocorrência, pretendo convidar os Irmãos Bispos de todo o mundo para que se unam ao Sucessor de Pedro, no tempo da graça espiritual que o Senhor nos oferece, a fim de comemorar o dom precioso da fé. Queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda. Deverá intensificar-se a reflexão sobre a fé, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem mais conscientes e revigorarem a sua adesão ao evangelho, sobretudo num momento de profunda mudança como este que a humanidade está vivendo. [...] Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão, forma de fazer publicamente a profissão do Credo" (Porta Fidei, n. 8).
O Ano da Fé nos traz “um ano de graça do Senhor” e essa graça não vamos desperdiçar. Vejo, com muita admiração, o esforço hercúleo que a humanidade faz para desvendar os segredos do átomo, da matéria escura, das leis da alma humana. O que vai acontecer no dia em que os cientistas não conseguirem mais deter a curiosidade sobre as riquezas da pessoa de Cristo. Será um progresso jamais visto. O que está escondido nessa rica personalidade vai ser motivo de empolgação permanente. Está previsto nas Escrituras que esse tempo há de chegar. “Todos me conhecerão desde o menor até o maior” (Hb. 8, 11).
Uma logomarca vai acompanhar toda a trajetória do Ano da Fé, carregada de um significado próprio. Entenda cada parte deste logo:
Ledendas da esquerda para a direita: A nau – A Igreja, O mastro principal – A cruz, O trigrama – IHS, O sol – A EucaristiaNo campo quadrado e com borda, encontra-se simbolicamente representada a nau, imagem da Igreja, que navega sobre águas sutilmente esboçadas.
O mastro principal é uma cruz que iça as velas. Estas por sua vez, realizam o Trigama de Cristo (IHS). E, ao fundo das velas, aparece o sol que associado ao Trigama remete à Eucaristia.
No contexto do Ano da Fé, o Papa Bento XVI fez uma importante catequese sobre a fé, mostrando que ela não pode ser algo subjetivo e apenas pessoal, mas eclesial
Entre outras coisas disse o Papa: “Não posso construir a minha fé pessoal em um diálogo privado com Jesus, porque a fé é doada a mim por Deus através de uma comunidade crente que é a Igreja e me insere assim na multidão dos crentes em uma comunhão que não é só social, mas enraizada no amor eterno de Deus, que em Si mesmo é comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo, é Amor trinitário.
“A Porta da Fé que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós”.
No dia 11 de outubro de 2012, junto à comemoração do cinquentenário do Concílio Vaticano II e dos vinte anos de Catecismo da Igreja Católica, tem início o Ano da Fé. “Convite para uma autentica e renovada conversão ao Senhor”, conforme definiu o Papa Bento XVI, o Ano da Fé convoca os católicos a estreitarem suas relações com Cristo e intensificarem o testemunho da caridade.
A convite da Revista Ave Maria, Dom Roberto Ferreria Paz, bispo de Campos (RJ), mostra os caminhos para a vivência da fé no dia a dia e Ângela Cabrera analisa a presença e o significado da fé nos livros bíblicos.
Um caminho a percorrer
Por Dom Roberto Francisco Ferreria da Paz
Com a Carta Apostólica Porta Fidei, o Papa Bento XVI gloriosamente reinante, anunciou a abertura do Ano da Fé no dia 11 de outubro de 2012, que culminará na Festa de Cristo Rei, no dia 24 de novembro de 2013.
Audiência Geral: Papa
propõe a fé como antídoto contra o deserto espiritual que nos circunda -
24/10/2012 - 14:35
Milhares de fiéis e
peregrinos compareceram esta quarta-feira na Praça S. Pedro para a Audiência
Geral com o Santo Padre.
Em sua catequese, neste Ano da Fé, Bento XVI falou sobre o sentido da fé cristã
neste nosso tempo, partindo de algumas perguntas: A fé ainda faz sentido num
mundo em que ciência e técnica abriram horizontes até pouco tempo atrás
imprensáveis? Que significa crer hoje?
LIMA, 25 Out. 12 / 08:06 am (ACI/EWTN Noticias).- O Dr. Guzmán Carriquiry Lecour, Secretário da
Pontifícia Comissão para a América Latina, afirmou que o Ano da Fé é uma grande
ocasião para que "os leigos e toda aIgreja retomem
em suas mãos alguns documentos do Concílio Vaticano II" e o CatecismodaIgreja
Católica.
Em declarações ao grupoACI,
Carriquiry Lecour assinalou que "só retomar e reler a Constituição sobre a
Igreja Lumen Gentium, seria uma obra magnífica para o crescimento da
consciência de ser cristão, de ser Igreja".
A Lumen Gentium, indicou, "é um documento que tem uma verdade
tão persuasiva, tão resplandecente, ainda cheio de virtualidades para fazer-nos
crescer na autoconsciência de ser Igreja".
RIO DE JANEIRO, 25 Out. 12 /
11:46 am (ACI).- Neste sábado, 27 de outubro, será realizada a
abertura oficial do Ano da Fé no Regional Leste I da CNBB, com celebração daMissa, às 9h, no Centro de Estudos do Sumaré, no Rio de
Janeiro.
O Presidente do Regional e Arcebispo Metropolitano
de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, presidirá a
Celebração Eucarística, que será concelebrada pelosbisposdas
arquidioceses e dioceses que compõem o Regional: arquidioceses do Rio de
Janeiro e Niterói, dioceses de Caxias, Nova Iguaçu, Barra do Piraí-Volta
Redonda, Valença, Itaguaí, Petrópolis, Nova Friburgo, Campos e Administração
Apostólica São João Maria Vianney.
Vaticano, 24 Out. 12 / 06:27
pm (ACI/EWTN Noticias).- Seguindo o
ciclo de catequeses que anunciou na quarta-feira passada pela ocasião do Ano da
Fé, oPapa Bento XVIdedicou a audiência geral desta manhã a responder
à pergunta: O que é a fé? Diante dos 30 mil fiéis reunidos na Praça de São
Pedro que ainda exibe as imagensdos 7 novos Santos canonizados no domingo, o
Santo Padre disse que "hoje queria refletir com vocês sobre o elementar: o
que é a fé? Tem sentido a fé em um mundo onde a ciência e a tecnologia abriram
novos horizontes até recentemente impensáveis? O que significa acreditar hoje
em dia?"
Boletim da Santa Sé (Tradução de Nicole Melhado - equipe CN Notícias)
Mensagem Chamados a fazer resplandecer a Palavra de verdade (Lett. ap. Porta fidei, 6)
Mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial das Missões
Quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Queridos irmãos e irmãs! A celebração do Dia Mundial das Missões deste ano está carrega de um significado todo especial. A recordação do 50º aniversário do Decreto conciliar Ad gentes, a abertura do Ano da Fé e o Sínodo dos Bispos sobre o tema da nova evangelização contribuem para reafirmar a vontade da Igreja de empenhar-se com maior coragem e ardor namissio ad gentes para que o Evangelho chegue até os extremos confins da terra.
O Concílio Ecumênico Vaticano II, com a participação dos Bispos católicos provenientes de cada canto da terra, foi um empenho luminoso para a universalidade da Igreja, acolhendo, pela primeira vez, um alto número de Padres Conciliadores provenientes da Ásia, África, América Latina e da Oceania. Bispos missionários e bispos nativos, Pastores de comunidades espalhadas entreas populaçõesnão cristãs, que buscavam, no Assizes, conciliara imagemda Igrejapresente emtodos os continentes, eque eram osintérpretesdas realidadescomplexasdo entãochamado “Terceiro Mundo”. Ricos em experiências derivadas por serem Pastores de Igrejas jovens e em caminho de formação, animados pela missão pela difusão do Reino de Deus, esses contribuíram de maneira relevante na reafirmação da necessidade e urgência da evangelização ad gentes, e, assim, levar, ao centro da eclesiologia, a natureza missionária da Igreja.
''É uma vocação específica'', diz Dom Sérgio Braschi sobre a missão Ad Gentes
Todo batizado é missionário. O Concílio Vaticano II, que completa 50 anos em 2012, colocou esse aspecto de forma muito clara, ao afirmar no Decreto Ad Gentes que todos os fiéis, como membros de Cristo, têm por obrigação "colaborar no crescimento e na expansão do Seu corpo para o levar a atingir, quanto antes, a sua plenitude" (n 36).
Essa necessidade de se inserir na ação missionária é enfatizada em especial neste mês de outubro, período celebrado pela Igreja como o mês missionário. Para aprofundar um pouco mais sobre o trabalho missionário na Igreja, o noticias.cancaonova.com preparou uma série de reportagens especiais que serão disponibilizadas durante toda essa semana.
Ao longo deste mês, a Igreja recorda aqueles que têm essa missão de transmitir a fé. Um apelo sempre urgente, pois, como destaca a mensagem do Papa para o Dia Mundial das Missões, "aumentou o número daqueles que ainda não conhecem Cristo".