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quinta-feira, 12 de novembro de 2020

LITURGIA DIÁRIA - 12/11/2020


Tema do dia

O REINO DE DEUS ESTÁ DENTRO DE NÓS

Paulo devolve a Filêmon o seu escravo Onésimo – que fugira, fora recapturado, e no cativeiro se tornara cristão, sendo batizado pelo Apóstolo. Paulo não podia proclamar abolida aquela escravidão, mas quis transformar o coração de Filêmon, até então o ‘senhor’ do escravo, implantando nele nova relação humana: agora são ‘irmãos’.

Oração para antes de ler a Bíblia


Meu Senhor e meu Pai! Envia teu Santo Espírito para que eu compreenda e acolha tua Santa Palavra! Que eu te conheça e te faça conhecer, te ame e te faça amar, te sirva e te faça servir, te louve e te faça louvar por todas as criaturas. Fazei, ó Pai, que pela leitura da Palavra os pecadores se convertam, os justos perseverem na graça e todos consigamos a vida eterna. Amém.

5ª-feira da 32ª Semana Do Tempo Comum
S. Josafá BMt, memória
Cor: Vermelho


Primeira Leitura (Fm 7-20)
32ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira - 12/11/2020

Leitura da Carta de São Paulo a Filêmon.

Caríssimo, 7Grande alegria e consolo tive por causa de tua caridade. Os corações dos santos foram reanimados por ti, irmão. 8Por este motivo, se bem que tenha plena autoridade em Cristo para prescrever-te tua obrigação, 9prefiro fazer apenas um apelo à tua caridade.
Eu, Paulo, velho como estou e agora também prisioneiro de Cristo Jesus, 10faço-te um pedido em favor do meu filho que fiz nascer para Cristo na prisão, Onésimo. 11Antes, ele era inútil para ti; agora, ele é valioso para ti e para mim. 12Eu o estou mandando de volta para ti. Ele é como se fosse o meu próprio coração. 13Gostaria de tê-lo comigo, a fim de que fosse teu representante para cuidar de mim nesta prisão, que eu devo ao evangelho. 14Mas, eu não quis fazer nada sem o teu parecer, para que a tua bondade não seja forçada, mas espontânea.
15Se ele te foi retirado por algum tempo, talvez seja para que o tenhas de volta para sempre, 16já não como escravo, mas, muito mais do que isso, como um irmão querido, muitíssimo querido para mim quanto mais o for para ti, tanto como pessoa humana quanto como irmão no Senhor. 17Assim, se estás em comunhão de fé comigo, recebe-o como se fosse a mim mesmo. 18Se em alguma coisa te prejudicou ou se alguma coisa te deve, põe em minha conta. 19Eu, Paulo, de meu punho o escrevo; eu o pagarei, para não dizer que tu mesmo me deves a própria vida. 20Sim, irmão, deixa que eu te explore no Senhor. Conforta em Cristo meu coração.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo Responsorial (Sl 145)
32ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira - 12/11/2020

— Feliz quem se apoia no Deus de Jacó!
— Feliz quem se apoia no Deus de Jacó!

— O Senhor faz justiça aos que são oprimidos; ele dá alimento aos famintos, é o Senhor quem liberta os cativos.
— O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor faz erguer-se o caído, o Senhor ama aquele que é justo. É o Senhor quem protege o estrangeiro.
— Quem ampara a viúva e o órfão, mas confunde os caminhos dos maus. O Senhor reinará para sempre! Ó Sião, o teu Deus reinará para sempre e por todos os séculos!

Evangelho (Lc 17,20-25)
32ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira - 12/11/2020


O Reino de Deus está no meio de vós

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 20os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o Reino de Deus. Jesus respondeu: “O Reino de Deus não vem ostensivamente. 21Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘Está ali’, porque o Reino de Deus está entre vós”.
22E Jesus disse aos discípulos: “Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do Homem e não podereis ver. 23As pessoas vos dirão: ‘Ele está ali’ ou ‘Ele está aqui’. Não deveis ir, nem correr atrás. 24Pois, como o relâmpago brilha de um lado até o outro do céu, assim também será o Filho do Homem, no seu dia. 25Antes, porém, ele deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta geração”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.


Oração para depois de ler a Bíblia


Dou-Te graças, meu Deus, pelos bons propósitos, afetos e inspirações que me comunicastes nesta meditação; peço-Te ajuda para colocá-los em prática. Minha Mãe Imaculada, meu protetor São José e Anjo da minha guarda, intercedem todos por mim. Amém.

domingo, 8 de novembro de 2020

Por que perdemos o “óleo” da devoção? (Homilia Dominical.530: 32.º Domingo do Tempo Comum) - Padre Paulo Ricardo


Canal do Youtube: Padre Paulo Ricardo

Publicado em 7 de nov. de 2020

Na parábola das dez virgens, cinco se distinguem por sua sabedoria prática, pois providenciaram o óleo necessário para esperar o noivo. As outras, porém, foram insensatas e, tendo ocupado sua inteligência com futilidades, esqueceram-se de repor o óleo das lâmpadas e, assim, não foram reconhecidas pelo noivo. Nós também, na vida espiritual, se não voltarmos nossa inteligência para Deus, através da oração e da meditação, cairemos numa vida tíbia, sem o “óleo” da devoção e da prontidão para buscar as coisas do alto e realizar a santa vontade divina.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 24/06/2020

ANO A


Lc 1,57-66.80

Comentário do Evangelho

Deus cumpre o que promete

Os vizinhos se alegram com o nascimento de João (v. 58), precursor do Messias. Esta alegria já havia sido prometida quando do anúncio do anjo a Zacarias, no Templo: “… muitos se alegrarão com o seu nascimento” (Lc 1,14). Deus cumpre o que promete. O acordo entre Isabel e Zacarias sobre o nome do menino (vv. 60.63) mostra que o nome de João (= Deus concedeu a sua graça) é de origem divina (cf. 1,13). Recebendo esta revelação como Palavra de Deus, a boca de Zacarias se abre para bendizer Deus: “Bendito seja o Senhor Deus de Israel…” (1,67).
Carlos Alberto Contieri,sj
Oração
Pai, toma-me sob a tua proteção e robustece-me com o teu Espírito, de modo que eu possa cumprir, com coragem e fidelidade, as tarefas do Reino que me são confiadas.
Fonte: Paulinas em 24/06/2013

Comentário do Evangelho

O que Deus promete, ele o cumpre.

Na releitura cristã da Escritura predomina o esquema promessa-cumprimento. Também no interior do evangelho de Lucas esse esquema aparece com relativa frequência. O que Deus promete, ele o cumpre. É o caso do evangelho da festa de hoje. Os vizinhos reconhecem a ação de Deus na concepção e no nascimento de João Batista e se alegram por Isabel, pois o Senhor a tinha tirado do opróbrio. Essa alegria havia sido objeto de promessa quando o anjo anunciou o nascimento de João a Zacarias, no Templo de Jerusalém (Lc 1,14). Outro aspecto é a mudez de Zacarias e o nome imposto ao menino. O nome a ser dado ao menino é imposição do mensageiro celeste (1,13), uma forma de dizer de sua eleição divina. A mudez de Zacarias é consequência de sua incredulidade (1,20) e, ao mesmo tempo, sinal da intervenção de Deus (1,21-22). A língua de Zacarias se soltará quando da realização da promessa (1,20). O acordo entre Isabel e Zacarias sobre o nome do menino (vv. 60.63) realiza a promessa e indica que o nome “João” (= Deus concedeu a sua graça) é de origem divina. Recebendo essa revelação como Palavra de Deus, a boca de Zacarias se abre e sua língua se solta para bendizer Deus (v. 67).
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, toma-me sob a tua proteção e robustece-me com o teu Espírito, de modo que eu possa cumprir, com coragem e fidelidade, as tarefas do Reino que me são confiadas.
Fonte: Paulinas em 24/06/2014

Vivendo a Palavra

Lembrar João Batista nos leva a ouvi-lo dizendo que era chegada a hora do antigo ceder lugar ao Novo; hora dele diminuir para Jesus crescer. O tempo da promessa chegava ao fim e o Reino de Deus despontava. Não esqueçamos a lição de João, apegando-nos às coisas passadas. Deus se manifesta no tempo que chamamos hoje. Procuremos encontrá-lo e partilhá-lo com os irmãos!
Fonte: Arquidiocese BH em 24/06/2013

Vivendo a Palavra

«O que será que esse menino vai ser?» A história nos conta que com aquela criança se aproximava a plenitude dos tempos. O Pai Misericordioso logo enviaria o Filho Unigênito para fazer conosco sua experiência de humanidade. João Batista nos ensina a honrar o passado, vivendo o presente na certeza do futuro glorioso junto ao Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Fonte: Arquidiocese BH em 24/06/2014

VIVENDO A PALAVRA

«O que será que esse menino vai ser?» A história nos conta que com aquela criança se aproximava a plenitude dos tempos. O Pai Misericordioso logo enviaria o Filho Unigênito para fazer conosco sua experiência de humanidade. João Batista nos ensina a honrar o passado, vivendo o presente na certeza do futuro glorioso junto ao Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Fonte: Arquidiocese BH em 24/06/2017

VIVENDO A PALAVRA

E todos ficavam pensando: «O que será que esse menino vai ser?» A história nos conta que naquela criança se aproximava a plenitude dos tempos. Ele era o Precursor! O Pai Misericordioso logo enviaria o Filho Unigênito para fazer em Jesus de Nazaré sua experiência de humanidade. João Batista nos ensina a honrar o passado, vivendo o presente na certeza do futuro glorioso junto ao Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

Reflexão

O nascimento de João Batista nos mostra a atuação de Deus na história e que nem sempre entendemos esta atuação ou os nossos projetos são os mesmos dele. Quando existe discordância entre a vontade de Deus e a nossa vontade, nós nos tornamos limitados e incapazes de viver plenamente na graça divina e de comunicar esta graça aos nossos irmãos e irmãs, mas quando a nossa vida é conforme a vontade de Deus, a graça divina atua em nós, a mão do Senhor está conosco e a nossa boca se abre para anunciar suas maravilhas e proclamar os seus louvores.
Fonte: CNBB em 24/06/2013 e 24/06/2014

Reflexão

Na solenidade da natividade de João Batista, o evangelho não podia ser outro. Ele nos traz justamente o relato do nascimento do precursor, que tem muitos traços em comum com o do nascimento de Jesus. O nascimento de João é uma bênção para os pais, já idosos, e Isabel estéril, e motivo de alegria para a vizinhança. Ainda hoje São João é celebrado com muita festa e alegria pelo povo brasileiro. O nome João, proposto pela mãe e confirmado pelo pai, significa “Deus é misericórdia”. Com a chegada de João, Deus confirma sua misericórdia para com os pobres. Eles são os portadores do amor misericordioso de Deus Pai. Lá nas periferias, longe do centro político e religioso, nasce a esperança do povo. Com o aparecimento de uma criança, surgem a esperança e a dúvida: o que será dessa criança? Sim, essa criança será o futuro anunciador da misericórdia divina e o precursor do Messias. Ele cresce e se fortalece no Espírito do Senhor e, no deserto, se prepara para assumir sua missão, que era preparar o povo para a chegada de Jesus. Abre os caminhos para que o Mestre chegue.
Oração
Ó divino Salvador, o Pai celeste preparou com muito zelo o nascimento do teu precursor, João Batista. Vizinhos e parentes de sua mãe, Isabel, exultaram de alegria, porque Deus usou de misericórdia com ela, que era idosa e estéril. Bendito seja Deus pelas maravilhas que realiza para nos salvar. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))

Meditação

João Batista é a “voz no deserto!” Você tem muitas oportunidades de ser a voz de Deus no contexto em que vive? - Você cumpre com amor as tarefas que Deus lhe dá? - Tem consciência de que Deus está presente nas tribulações de sua vida? - Você procura levar sempre a Boa Nova do Evangelho? - Em que ambientes atua?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário em 24/06/2013

Recadinho

João Batista é a “voz no deserto!” Você tem muitas oportunidades de ser a voz de Deus no contexto em que vive? - Você cumpre com amor as tarefas que Deus lhe dá? - Tem consciência de que Deus está presente nas tribulações de sua vida? - Você procura levar sempre a Boa Nova do Evangelho? - Em que ambientes atua?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 24/06/2014

Meditando o evangelho

SOB A PROTEÇÃO DO SENHOR

O texto evangélico sublinha a intensa manifestação divina nos fatos ligados ao nascimento de João Batista, a quem seria confiada a tarefa de preparar os caminhos do Messias Jesus. E isto, a tal ponto que, por toda a redondeza, espalhou-se um temor divino, levando o povo a se perguntar: “O que será que esse menino vai ser?”
A mudez inexplicada de seu pai Zacarias foi um evidente indício de que algo maravilhoso estava acontecendo. Ele só voltou a falar quando cumpriu a ordem divina de dar ao filho o nome de João, que significa “Deus é favorável”, embora sua parentela julgasse que o mais normal seria chamá-lo de Zacarias, como o pai.
O parto de Isabel também foi interpretado como “demonstração de uma grande misericórdia do Senhor” para com ela. De fato, sem a ajuda divina jamais poderia conceber e dar à luz, dado a sua idade avançada e sua esterilidade.
A proteção divina dispensada a João Batista enquadrava-se no projeto de Deus de confiar-lhe a tarefa de preparar o povo para acolher o Messias, predispondo-o à conversão. A gravidade desta tarefa exigia que fosse “robustecido” pelo próprio Espírito, de modo a capacitar-se para o cumprimento do desígnio divino.
João Batista soube corresponder à ação do Espírito. Sua vida haveria de ser um testemunho fulgurante de temor a Deus, de cujos caminhos jamais se desviou, mesmo devendo padecer o martírio.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Pai, toma-me sob a tua proteção e robustece-me com o teu Espírito, de modo que eu possa cumprir, com coragem e fidelidade, as tarefas do Reino que me são confiadas.

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1. JOÃO É O SEU NOME
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).

A Igreja, desde seus primórdios, reconheceu a grandeza da figura de João Batista, dada sua estreita ligação com a pessoa de Jesus. Aliás, a importância do Batista provém da pessoa de Jesus: sua missão consistiu em ser precursor do Messias.
O nascimento de João Batista foi todo envolto de mistério divino. A notícia de sua concepção foi dada pelo Anjo do Senhor a seu pai Zacarias, quando este desempenhava suas funções sacerdotais, no templo. Tratava-se de um fato formidável, pois Zacarias e sua esposa eram de idade avançada, com o agravante de Isabel ser estéril. A incredulidade de Zacarias foi punida com a privação da fala, até que a Palavra de Deus se cumprisse. Tudo se realizou conforme fora anunciado pelo Anjo. Os próprios vizinhos e parentes reconheceram que Deus havia cumulado de misericórdia aquela família.
Quando se tratou de dar um nome ao menino, novamente aconteceu um fato maravilhoso. Muitos queriam que se chamasse Zacarias, como o pai. Todavia, em conformidade com a ordem do Anjo, Isabel recusou. Seu nome seria João, que significa "Deus é favorável". Quando Zacarias confirmou o nome dado por Isabel, sua língua se soltou e ele começou a falar normalmente. Então, os parentes e vizinhos, tomados de temor sagrado, reconheceram que a mão de Deus estava com aquele menino.
Oração
Senhor Jesus, que a figura de João Batista inspire minha tarefa de preparar os corações para receber-te.
Fonte: NPD Brasil em 24/06/2013

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. COMPLETOU-SE O TEMPO...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Nossa vida de fé é marcada por muitas promessas, a primeira delas no Batismo, quando pais e padrinhos, falando por nós prometem e se comprometem em professar uma fé viva, capaz de um testemunho autêntico diante do filho ou do afilhado, e na unção crismal prometemos acolher em nossa vida o dom do Espírito Santo e deixarmo-nos conduzir por ele.
O “amém” ao receber a Eucaristia não deixa de ser também uma promessa, de viver sempre em comunhão com Jesus, e nos sacramentos da ordem ou do Matrimônio, prometemos viver um amor total de entrega e doação à Santa Igreja, ou um ao outro, na vida conjugal. Fazemos muitas promessas diante de Deus, antes de receber o sinal sacramental e sabemos muito bem, que por causa dos nossos pecados, muitas vezes quebramos promessas sagradas, quando acontecem as separações, o abandono da comunidade ou de uma vocação religiosa.
Não é de hoje que o homem não cumpre suas promessas diante de Deus, à Bíblia está repleta de relatos onde as pessoas, e próprio povo descumpriu algo prometido diante de Deus. Entretanto, não encontramos uma só palavra ou frase, no antigo ou no novo testamento, onde afirme que Deus deixou de cumprir alguma de suas promessas, feitas para o homem.
A natividade de João Batista, único santo que no calendário da Igreja, tem comemorado o seu nascimento, se reveste de fundamental importância na história da salvação, justamente por ser um elemento divisor entre o tempo chamado das promessas, e o tempo do cumprimento das mesmas.
Há na religiosidade do povo brasileiro uma prática que a modernidade não conseguiu matar: a de fazer promessas! Todas as promessas são feitas para Deus, mas com a intercessão dos santos. A história da Salvação teve início com uma promessa, feita pelo próprio Deus. Ele prometeu através de líderes como Moisés, dos patriarcas Abraão, Isaac e Jacó, dos profetas e demais homens e mulheres de Deus.
“Terminou para Isabel o tempo da gravidez e ela deu a luz um filho...”. Este não é um nascimento qualquer de um israelita, Lucas faz questão de salientar que se completou o tempo de gestação, o tempo de espera, e o útero de Isabel, antes estéril e incapaz de gerar vida, tocado por Deus torna-se fértil, simbolizando de repente o coração de todo um povo, cansado de sofrer, de andar por caminhos errados, por atalhos que só levavam à morte, guiados por falsos líderes, toda a esperança que este povo guardava no coração nas promessas de Deus, irrompe agora como um lençol d’água que fura a rocha e flui à flor da terra, para saciar os sedentos de esperança e de vida nova.
João Batista é a resposta de Deus aos anseios do povo, após um silêncio de quase três séculos! Inspirados por Deus, todos os profetas haviam falado deste tempo novo, para consolar e fortalecer um povo desiludido, desmotivado, esmorecido e sem esperança, certamente esses profetas foram tidos como loucos, sonhadores, fantasiosos, mas muitos guardaram no coração essas promessas, e souberam transmiti-las de geração em geração, sem deixar morrer a esperança, o próprio Zacarias, sacerdote do templo e pai de João Batista, faz parte deste povo que espera, seu nome significa “Deus se recordou”.
A sua súbita mudez, longe de ser um castigo, é prenúncio do tempo feliz que com ele irá se iniciar, e ao apresentar a criança no templo, para ser circuncidado como era costume, ele confirma o nome de “João” que significa “Aquele que anuncia” e recuperando a voz, glorifica a Deus que visitou o seu povo.
Que significado tem, para nós cristãos, a celebração do nascimento de João Batista neste 24 de junho? Se ficarmos apenas na popularidade e nos festejos joaninos típicos desta data, iremos nos divertir muito, mas certamente não iremos aprender nenhuma lição.
O nosso povo, tanto quanto aquele povo de Israel, em meio aos sofrimentos físicos e morais, também tem guardado no coração essa esperança, de que um dia o bem supremo irá triunfar sobre as forças do mal, é verdade que conforme os dias vão passando, as vezes o desânimo vai tomando conta do coração de muitos que perderam a crença em Deus, no amor e na própria vida, são certas promessas mirabolantes que nunca se realizam, são líderes charlatães que iludem, enganam, roubam. São lideranças religiosas que não cumprem e nem honram seu papel de ministros de Deus, criando uma religião fantasiosa, que explora e cria tantas ilusões.
João vislumbra algo que ninguém tinha ainda vislumbrado: que o reino já estava no meio dos homens, na pessoa e na missão de Jesus de Nazaré. Anuncia a necessidade de uma mudança de mentalidade e de coração, para acolher este reino novo, que não se fundamenta em mentiras e fantasias, mas na Verdade que é Jesus Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.
Olhando para a origem de João, seu nascimento e a missão de precursor do Messias, que Deus lhe confiou, podemos refletir sobre tais acontecimentos à luz do evangelho, e mais do que refletir, já está na hora de vivermos esse evangelho, que fala de um tempo novo, de um reino que já está entre nós e que consegue restituir ao coração humano toda essa Esperança que é Jesus de Nazaré, pois como João Batista, todos nós nascemos para ser os portadores e anunciadores dessa Boa Nova, ao homem descrente deste terceiro milênio.

2. Ele vai se chamar João - Lc 1,57-66.80
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Neste dia nasceu um menino que foi forte e corajoso. Nunca vestiu seda nem saiu embriagado do palácio real. Chamamos a sede de um governo de “paço municipal”. João Batista seria o homem de muitos passos e de nenhum paço. Foi numa festa neste último que decidiram interromper-lhe os passos. Vestido de pelos de camelo e alimentado de mel silvestre e gafanhotos, este menino teve muita coisa a dizer ao mundo do seu tempo e ao de todos os tempos. Por isso, cantou seu pai, ao recuperar a fala: “E tu, menino, serás profeta do Altíssimo, pois irás andando à frente do Senhor para aplainar e preparar os seus caminhos”. Iria andando, abrindo caminho, com a difícil tarefa de aplainar o que era áspero.

HOMILIA DIÁRIA

O profeta é uma seta que nos mostra o caminho

O profeta é uma seta que nos mostra o caminho. Ele é a voz que nos mostra a única palavra que nos liberta e nos salva: a Palavra eterna de Deus.
Nós, hoje, celebramos, com muito amor e devoção, a festa de São João Batista.
Hoje, celebramos o nascimento de João Batista aqui para a Terra. Em agosto, celebramos o seu nascimento para o céu, o seu martírio.
O nascimento de João Batista, no meio dos homens, tem um significado muito especial, pois ele foi santificado no ventre de sua mãe. No momento em que Isabel se encontrou com Maria, aquela que foi escolhida para ser a mãe de Jesus, uma criança exulta de alegria no ventre de Isabel e João Batista é santificado.
Ele nasceu com uma missão muito bem delineada, muito bem específica, pois foi o profeta escolhido ainda no ventre de sua mãe. Mas para que João Batista foi escolhido? Para preparar, abrir os caminhos, apontar a direção e nos dizer quem é o Cordeiro de Deus, aquele capaz de tirar o pecado do mundo, o pecado da nossa vida.
João Batista não veio anunciar a si mesmo nem chamar a luz sobre si. Ele veio mostrar que o único que salva e liberta, o único que batiza, no poder do Espírito, é Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
O profeta é uma seta que nos mostra o caminho. Ele é a voz que nos mostra a única palavra que nos liberta e nos salva: a Palavra eterna de Deus. Nós louvamos o Senhor pelo profeta tão humilde, nós O louvamos por um profeta tão cético como foi João Batista, o qual viveu retirado, que viveu uma vida mítica, dedicando-se exclusivamente à causa do reino, mostrar aos homens o caminho da Salvação: Jesus Cristo.
Que, hoje, possamos aprender com São João Batista o jeito de sermos também profetas, de mostrarmos aos homens e às mulheres o caminho da salvação. Que nós possamos ser aquela seta que nos mostra Jesus como o caminho, a verdade e a vida.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo – Comunidade Canção Nova
Fonte: Canção Nova em 24/06/2013

HOMILIA DIÁRIA

Retiremos do nosso coração todas as vaidades

João é um referencial para nossa sociedade tão cercada por vaidades humanas

“O que virá a ser este menino? De fato, a mão do Senhor estava com ele. E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel.” (Lucas 1,66.80)

Celebramos, hoje, com toda a Igreja, o nascimento de João Batista, o filho de Zacarias e Isabel, esse casal estéril, idoso, mas temente a Deus, consagrado e entregue ao amor divino. Por isso, Deus os abençoou e permitiu a fecundidade mesmo em idade avançada. Mesmo que a condição genética não fosse a melhor, eles conceberam um filho e este foi consagrado ao Senhor Nosso Deus.
É Jesus quem vai nos dizer: “Entre os nascidos de mulher não houve ninguém maior do que João Batista; contudo, o menor no Reino dos Céus será maior do que ele” (Mateus 11,11). Por que João é maior? Por causa da sua humildade, da vida discreta e humilde que ele vivia. É João quem dizia: “Convém que ele cresça e eu diminua”. João veio antes para preparar os caminhos para o Senhor, para abrir as portas para que Ele passasse, mas para ele nenhuma glória, nenhum reconhecimento humano. João era um homem despojado, penitente; ele penitenciava o seu coração, para não ser levado pelo gosto das vaidades.
Ao longo da vida, vamos crescendo e nos tornando pessoas vaidosas. A nossa vaidade já começa no ventre de nossa mãe. Nossas mães nos dão muito amor e ternura, mas, muitas vezes, alimentam nossas vaidades, querem que nós sejamos as crianças mais lindas, querem que nós sejamos melhores que os outros em tantas coisas. Crescemos na vida alimentando o orgulho, o sentido da competitividade do mundo em que vivemos. Crescemos e nos deixamos ludibriar pelas vaidades do mundo.
João, o Batista, aquele que vai batizar, é para nós o exemplo da humildade, do serviço, da entrega e da abnegação por causa do Reino de Deus. João nasceu, viveu e morreu sem vaidades. Ele nasceu todo de Deus, viveu para Deus e morreu em Deus. João é para nossa sociedade, tão cercada por vaidades humanas, um referencial; nela, a humildade de coração e o despojamento se fazem necessários.
Celebremos o nascimento de João Batista. E já que se tem o costume de acender fogueiras para celebrar o nascimento de João, aproveitemos as fogueiras para queimar todos os sentimentos de vaidades humanas que estão em nosso coração.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 24/06/2017

Oração Final
Pai Santo, faze-nos sóbrios, corajosos e fortes como João Batista. Que as seduções do mundo não nos vençam e que possamos nos manter fieis à Verdade, Caminho e Vida que foram vividos e ensinados pelo Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 24/06/2013

Oração Final
Pai Santo, que a nossa admiração pela vida austera de João Batista nos encoraje a vencer as tentações da sociedade de consumo: o poder, o prazer e as riquezas desejados por nós sejam habitar na Tua Morada Santa em todos os dias da nossa vida, com os irmãos peregrinos que colocaste junto a nós. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 24/06/2014

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, que a nossa admiração pela vida austera de João Batista nos encoraje a vencer as tentações da sociedade de consumo: o poder, o prazer e as riquezas desejados por nós sejam habitar na Tua Morada Santa em todos os dias da nossa vida, com os irmãos peregrinos que colocaste junto a nós. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 24/06/2017