sábado, 10 de fevereiro de 2024

CARNAVAL É ALEGRIA! DIVIRTA-SE!!! UM SANTO E ABENÇOADO CARNAVAL, NA ALEGRIA, COM CRISTO. SE BEBER NÃO DIRIJA E NEM DÊ CARONA. SE DIRIGIR NÃO BEBA.



CARNAVAL É ALEGRIA!

DIVIRTA-SE!!!

UM SANTO E ABENÇOADO CARNAVAL,
NA ALEGRIA, COM CRISTO.

SE BEBER NÃO DIRIJA
E NEM DÊ CARONA.

SE DIRIGIR NÃO BEBA.


AO ENTRAR QUE VENHA COM DEUS... AO SAIR QUE DEUS TE ACOMPANHE…

Prof. Felipe Aquino fala sobre Espiritualidade no Carnaval


 

FELIZ CARNAVAL!!! SE MANTENHA VIVO.... SE DIRIGIR NÃO BEBA E SE BEBER NÃO DIRIJA... VAMOS ACABAR COM TANTAS VÍTIMAS QUE O ÁLCOOL FAZ... SIM A CAMPANHA "MOTORISTA DA RODADA..."

 

FELIZ CARNAVAL!!! FIQUE VIVO. SE BEBER NÃO DIRIJA E NEM DÊ CARONA.

O JEJUM QUE SALVA!


Por no dia fev 17th, 2010 sobre Quaresma.

Este dia e a sexta-feira santa são os únicos em que é pedido a todos os adultos que jejuem (isto é, que renunciem a uma das refeições importantes do dia) em sinal de disponibilidade e solidariedade. Disponibilidade à escuta de Deus, demonstrando dar mais valor à sua Palavra que ao bem estar imediato, sinal de conversão do coração; isto é que significa o jejum dos cristãos, como o do Mestre no inicio de sua missão.
Um jejum mais sensível neste dia, mas que se prolongará por todo o tempo da Quaresma, com outras iniciativas pessoais de desapego, renúncia às comodidades e satisfações mesmo legitimas, para maior liberdade interior. Assim o jejum ritual, feito com interioridade e não por mero formalismo, se torna sinal da fé e caminho de salvação para todo o nosso ser.
Por outro lado, sofrendo um pouco de privação, saibamos unir-nos de algum modo aos homens para os quais é habitual a privação de alimento, de meios econômicos, de bens culturais e de possibilidades concretas de desenvolvimento; o jejum se torna um gesto simbólico, denúncia profética da injustiça que nasce do egoísmo, solidariedade com os mais pobres. Assim, a preparação para a Páscoa se torna “Campanha da Fraternidade”, e a ceia do Senhor um gesto de pobreza, contrição, esperança, anuncio. Quem participa seriamente da Paixão do Senhor, ainda hoje viva nos pobres da terra, sabe que a volta ao Pai (tanto a sua como a da comunidade) já começou, e que na mortificação da carne pode florescer o Espírito da ressurreição e da vida.
Para nós não ficarmos perdidos onde preciso nos converter, a Campanha da Fraternidade deste ano tem como tema Economia e Vida, e o lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (cf. Mt 6,24). Que o jejum e a oração possa desenvolver em nossos corações a caridade, a partilha, o sair de si. O consumismo desenfreado é um grande pecado contra os mais pobres, o desperdício de alimentos é uma afronta a tantos irmãos que hoje mesmo não tem o que comer. O acumulo de bens e de coisas que não usamos mais, revelam o lugar que Deus tem ocupado em nossas vidas e consequentemente o lugar do irmão. Pois quem não tem Deus em primeiro lugar, não pode pensar nos outros, vive infelizmente o culto a si mesmo, as coisas e a idolatria do dinheiro.
O jejum que salva nos leva a conversão e nos dá um coração mais manso, humilde e pobre e solidário. Pois na matemática de Deus dividindo, partilhando se multiplica o que se tem. Uma diga simples: o alimento do seu jejum ou aquilo que você tem e não usa mais pode ser doado para alguém ou uma instituição.

Oração: Ofereço Senhor as minhas disposições e o meu jejum. Que este gesto possa colocar Deus em primeiro lugar na minha vida e imediatamente o meu irmão. Conversão para uma vida nova e para ser mais sensível as necessidades dos meus irmãos mais pobres, que este jejum seja agradável a Ti Senhor e que faça com que eu saia do meu comodismo e ofereça aquilo que me sobra aos mais carentes, carentes do meu tempo, da minha atenção e da minha ajuda.

Padre Luizinho,
Com. Canção Nova.

Fonte de pesquisa: Missal Cotidiano, Missal da Assembleia Cristã.

Fonte - blog Canção Nova - Padre Luizinho em 2010

Jejum e abstinência - A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa são dias de abstinência e jejum.


Jejum e abstinência

O jejum consiste em fazer uma só refeição forte ao dia. A abstinência consiste em não comer carne. A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa são dias de abstinência e jejum. A abstinência é obrigatória a partir dos quatorze anos e o jejum dos dezoito aos cinquenta e nove anos de idade.
Com estes sacrifícios, trata-se de que todo nosso ser (alma e corpo) participe em um ato onde reconheça a necessidade de fazer obras com as quais reparemos o dano causado com nossos pecados e para o bem da Igreja.
O jejum e a abstinência podem ser trocados por outro sacrifício, dependendo do que ditem as Conferências Episcopais de cada país, pois elas têm autoridade para determinar as diversas formas de penitência cristã.

Por que o Jejum?

É necessário dar uma profunda resposta a esta pergunta, para que fique clara a relação entre o jejum e a conversão, isto é, a transformação espiritual que aproxima o homem a Deus.
O abster-se de comida e bebida tem com como fim introduzir na existência do homem não somente o equilíbrio necessário, mas também o desprendimento do que se poderia definir como "atitude consumista".
Tal atitude veio a ser em nosso tempo uma das características da civilização ocidental. O homem, orientado aos bens materiais, muito frequentemente abusa deles. A civilização se mede então segundo quantidade e a qualidade das coisas que estão em condições de prover ao homem e não se mede com a medida adequada ao homem.
Esta civilização de consumo fornece os bens materiais não somente para que sirvam ao homem em ordem a desenvolver as atividades criativas e úteis, mas cada vez mais para satisfazer os sentidos, a excitação que deriva deles, o prazer, uma multiplicação de sensações cada vez maior.
O homem de hoje deve abster-se de muitos meios de consumo, de estímulos, de satisfação dos sentidos, jejuar significa abster-se de algo. O homem é ele mesmo quando consegue dizer a si mesmo: Não.
Não é uma renúncia pela renúncia: mas para melhor e mais equilibrado desenvolvimento de si mesmo, para viver melhor os valores superiores, para o domínio de si mesmo.

Quarta-feira de Cinzas


Quarta-feira de Cinzas

Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar

A Quarta-feira de Cinzas na Igreja é um momento especial porque nos introduz precisamente no mistério quaresmal.
Uma das frases – no momento da imposição das cinzas – serve de lembrete para nós: 'Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar.' A cinza quer demonstrar justamente isso; viemos do pó, viemos da cinza e voltaremos para lá, mas, precisamos estar com os nossos corações preparados, com a nossa alma preparada para Deus.
A Quarta-feira de Cinzas leva-nos a visualizar a Quaresma, exatamente para que busquemos a conversão, busquemos o Senhor. A liturgia do tempo quaresmal mostra-nos a esmola, a oração e o jejum como o princípios da Quaresma.
A própria Quarta-feira de Cinzas nos coloca dentro do mistério. É um tempo de muita conversão, de muita oração, de arrependimento, um tempo de voltarmos para Deus.
Eu gosto muito de um texto do livro das Crônicas que diz: “Se meu povo, sobre o qual foi invocado o meu nome, se humilhar, se procurar minha face para orar, se renunciar ao seu mau procedimento, escutarei do alto dos céus e sanarei sua terra” (II Cr 7, 14).
A Quaresma é tempo conversão, tempo de silêncio, de penitência, de jejum e de oração.
Eu, padre Roger, pergunto para Deus: “Senhor, que queres que eu faça”? - mesma pergunta de São Francisco diante do crucifixo. Mas, geralmente, a minha penitência é ofertar algo de que eu gosto muito para Deus neste tempo quaresmal. Você, que fuma, por exemplo, deixe de fazê-lo na Quaresma. Tenho certeza de que após esse tempo quaresmal Deus o libertará do vício do cigarro. Você, que bebe, não beba, permitindo que o próprio Deus o leve à conversão pela penitência que você está fazendo. Talvez você precise fazer penitência da língua, da fofoca. Escolha uma coisa concreta e não algo que, de tão abstrato, não vai levá-lo a nada. Faça penitência de novela, você que as assiste. Tem de ser algo que o leve à conversão.
O Espírito Santo o levará à penitência que você precisa fazer nesta Quaresma.

Padre Roger Luis
Comunidade Canção Nova

QUARTA-FEIRA DE CINZAS - Entrevista com Padre Luizinho

 Entrevista com Padre Luizinho

Padre Luizinho

"A 'Quarta-feira de Cinzas' nos introduz no tempo quaresmal, que é uma preparação para celebrarmos bem a Páscoa".

Nesta entrevista, o sacerdote da Comunidade Canção Nova padre Luizinho nos fala da 'Quarta-feira de Cinzas' e da espiritualidade deste tempo quaresmal. Segundo o sacerdote, "este tempo quaresmal deve ser vivido como um retiro de 40 dias em preparação para a festa maior do Cristianismo, que é a Páscoa"

O sacerdote integra a equipe de formação do discipulado da Canção Nova e exerce a pastoral digital com o seu blog de conteúdos formativos, de espiritualidade e aconselhamento.

Padre Luizinho: Na liturgia da 'Quarta-feira de Cinzas' nós entramos no tempo quaresmal. Ela existe para nos recordar deste novo tempo e para preparar o nosso coração para tudo que vai ser a Quaresma – 40 dias que antecedem a Páscoa do Senhor. Para este dia há toda uma liturgia, e o Evangelho deste tempo nos fala dos exercícios quaresmais. A própria cinza que colocamos sobre a cabeça nos recorda das nossas fraquezas. Até na cor litúrgica [roxo], a Quarta-feira nos ajuda a entrar neste tempo novo de recolhimento. Então, a 'Quarta-feira de Cinzas' é a abertura do tempo quaresmal e a introdução deste tempo de penitência e conversão.

cancaonova.com: O que significam as cinzas que são colocadas na cabeça dos fiéis neste dia?

Padre Luizinho: Quando nós recebemos as cinzas sobre a cabeça na Quarta-feira de Cinzas, o sacerdote ou o ministro vai dizer: “Lembra-te que és pó a ao pó voltarás” (Gêneses 3,19) e completa: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Marcos 1,15). Essas cinzas, desde a cultura bíblica, são um sinal de penitência, de recolhimento e lembra também as nossas fraquezas humanas, nossas quedas, nossa inclinação ao pecado e ao mal; ela também nos coloca em nosso lugar de penitente. É um sinal de penitência na Bíblia e nos recorda do nosso fim; não para ficarmos tristes, mas para nos prepararmos para este fim.

cancaonova.com: Muitas pessoas associam penitência à tristeza. Quais sentimentos que devemos ter neste tempo?

Padre Luizinho: Eu acho interessante vocês tocarem neste tema da Quaresma a partir da 'Quarta-feira de Cinzas', porque as leituras bíblicas, que serão proclamadas neste dia, já nos dão todo o itinerário e nos dizem quais são os sentimentos que devemos ter neste tempo. Jesus diz no Evangelho da 'Quarta-feira de Cinzas' sobre a oração, o jejum e a esmola. Sobre o jejum, por exemplo, Ele diz que quando você for fazê-lo, não fique triste, acabrunhado para que todo o mundo perceba que você está jejuando. Lave o seu rosto e tenha um semblante tranquilo. Penitência e jejum não são sinônimos de tristeza. Nós devemos viver isso em nosso interior, mesmo que as nossas fraquezas nos causem tristeza; a alegria de estarmos buscando a nossa conversão deve ser muito maior do que aquele sacrifício que estamos fazendo, lembrando que Jesus fez o maior de todos os sacrifícios e ressuscitou.


cancaonova.com: Qual dica que o senhor dá àqueles que desejam viver bem este tempo quaresmal?

Padre Luizinho: Eu vivo este tempo de 40 dias como um retiro. Todas as leituras do tempo quaresmal, principalmente os domingos, nos levam a este retiro de preparação para a Páscoa, ou seja, a passagem da morte para a vida, do homem velho para o homem novo, que em Cristo nasce, morre e ressuscita. Então, o tempo da Quaresma é para vivermos o recolhimento, principalmente a escuta da Palavra que será proclamada. Deus vai nos falar muito por meio da Palavra e da Liturgia celebrada. É um tempo de fazermos retiro e vivermos os exercícios de conversão, que são a oração, o jejum e a caridade [esmola], a qual pode ser vivida de muitas maneiras. Não é somente dar um dinheiro ou alguma coisa material a alguém, mas, sobretudo, visitar [os pobres, os enfermos], dar um sorriso, socorrer alguém nas suas necessidades, prestar um serviço voluntário; isso também é esmola e é caridade.

cancaonova.com: Muitas pessoas costumam fazer algum tipo de abstinência como forma de mortificação. Se uma pessoa faz um voto de penitência - como não comer carne - esta penitência deve ser feita também aos domingos?

Padre Luizinho: A Igreja pede que todos os católicos façam o jejum na 'Quarta-feira de Cinzas' e na 'Sexta-feira Santa'. São os dias prescritos pelo Direito Canônico. Mas o domingo nunca deixa de ser o dia do Senhor, o dia da Ressurreição, da vida. Para vivermos bem este aspecto, precisamos distinguir bem o que é a penitência e o que é o jejum. O jejum que a Igreja pede é a abstinência da carne e do muito comer, mas, às vezes, eu faço a penitência de refrigerante, por exemplo. Eu não vou tomar refrigerante nestes 40 dias por um motivo particular ou para o meu próprio bem, para que eu controle os meus instintos, os meus desejos, as minhas más inclinações. No domingo, eu vou, sim, continuar este propósito, porque o voto foi de viver sem isso durante os 40 dias. No entanto, não significa que eu vou viver o domingo igual à Sexta-feira Santa, não é isso! Mas se o meu propósito foi de, durante esses 40 dias, não tomar refrigerante, eu vou cumpri-lo inclusive nos domingos, porque isso não é um jejum, é uma mortificação para que, morrendo o homem velho, surja o homem novo mais controlado nos seus instintos. Então, se durante este tempo eu fiz o propósito de não comer chocolate durante 40 dias, eu vou fazê-lo também aos domingos.

11 coisas que todo católico deve saber sobre a Quarta-feira de Cinzas


Na próxima quarta-feira, a Igreja celebra a Quarta-feira de Cinzas, dando início à Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa. Recordamos algumas coisas essenciais que todo católico precisa saber para poder viver intensamente este tempo.

1. O que é a Quarta-feira de Cinzas?

É o primeiro dia da Quaresma, ou seja, dos 40 dias nos quais a Igreja chama os fiéis a se converterem e a se prepararem verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo durante a Semana Santa.
A Quarta-feira de Cinzas é uma celebração que está no Missal Romano, o qual explica que no final da Missa, abençoa-se e impõe-se as cinzas obtidas da queima dos ramos usados no Domingo de Ramos do ano anterior.

2. Como nasceu a tradição de impor as cinzas?

A tradição de impor a cinza é da Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e se apresentavam ante a comunidade com um “hábito penitencial” para receber o Sacramento da Reconciliação na Quinta-feira Santa.
A Quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos por volta do ano 400 d.C. e, a partir do século XI, a Igreja de Roma passou a impor as cinzas no início deste tempo.

3. Por que se impõe as cinzas?

A cinza é um símbolo. Sua função está descrita em um importante documento da Igreja, mais precisamente no artigo 125 do Diretório sobre a piedade popular e a liturgia:
“O começo dos quarenta dias de penitência, no Rito romano, caracteriza-se pelo austero símbolo das Cinzas, que caracteriza a Liturgia da Quarta-feira de Cinzas. Próprio dos antigos ritos nos quais os pecadores convertidos se submetiam à penitência canônica, o gesto de cobrir-se com cinza tem o sentido de reconhecer a própria fragilidade e mortalidade, que precisa ser redimida pela misericórdia de Deus. Este não era um gesto puramente exterior, a Igreja o conservou como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. Deve-se ajudar os fiéis, que vão receber as Cinzas, para que aprendam o significado interior que este gesto tem, que abre a cada pessoa a conversão e ao esforço da renovação pascal”.

4. O que as cinzas simbolizam e o que recordam?

A palavra cinza, que provém do latim “cinis”, representa o produto da combustão de algo pelo fogo. Esta adotou desde muito cedo um sentido simbólico de morte, expiração, mas também de humildade e penitência.
A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra” (Gn 2,7); “até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3,19).

5. Onde podemos conseguir as cinzas?

Para a cerimônia devem ser queimados os restos dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estes recebem água benta e logo são aromatizados com incenso.

6. Como se impõe as cinzas?

Este ato acontece durante a Missa, depois da homilia, e está permitido que os leigos ajudem o sacerdote. As cinzas são impostas na fronte, em forma de cruz, enquanto o ministro pronuncia as palavras Bíblicas: “Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

7. O que devem fazer quando não há sacerdote?

Quando não há sacerdote, a imposição das cinzas pode ser realizada sem Missa, de forma extraordinária. Entretanto, é recomendável que antes do ato participem da liturgia da palavra.
É importante recordar que a bênção das cinzas, como todo sacramental, somente pode ser feita por um sacerdote ou um diácono.

8. Quem pode receber as cinzas?

Qualquer pessoa pode receber este sacramental, inclusive os não católicos. Como explica o Catecismo (1670 ss.), “sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela”.

9. A imposição das cinzas é obrigatória?

A Quarta-feira de Cinzas não é dia de preceito e, portanto, não é obrigatória. Não obstante, nesse dia muitas pessoas costumam participar da Santa Missa, algo que sempre é recomendável.

10. Quanto tempo é necessário permanecer com a cinza na fronte?

Quanto tempo a pessoa quiser. Não existe um tempo determinado.

11. O jejum e a abstinência são necessários?

O jejum e a abstinência são obrigatórios durante a Quarta-feira de Cinzas, como também na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos. Fora desses limites, é opcional. Nesse dia, os fiéis podem ter uma refeição “principal” uma vez durante o dia.
A abstinência de comer carne é obrigatória a partir dos 14 anos. Todas as sextas-feiras da Quaresma também são de abstinência obrigatória. As sextas-feiras do ano também são dias de abstinência. O gesto, dependendo da determinação da Conferência Episcopal de cada país, pode ser substituído por outro tipo de mortificação ou oferecimento como a oração do terço.

Prof. Felipe Aquino

Veja também:

Quarta-feira de CINZAS - O que um católico precisa saber!


Canal do Youtube: Padre Leonardo

Publicado em 2 de mar. de 2019

1 - Vocês sabe o que um católico deve fazer na QUARTA-FEIRA DE CINZAS?
2 - Devemos ir à Santa Missa?
3 - Devemos fazer Jejum?
4 - Até que idade se deve fazer jejum?
5 - O que é a ABSTINÊNCIA DE CARNE?

Os católicos, de modo geral, são pouco informados sobre esse dia importante na liturgia católica que é a quarta-feira de cinzas. Especialmente, têm curiosidade de saber o significado das cinzas na quarta-feira de cinzas. Quais são as penitências que a Igreja nos prescreve na quarta-feira de cinzas? A partir de quantos anos é obrigatória a abstinência de carne? Até quantos anos devemos fazer o jejum? Qual a idade que começa a ser obrigatório o jejum e a abstinência??

Qual o significado da celebração das cinzas?

Qual é o significado das cinzas que recebemos na testa ou na cabeça na Quarta-feira de Cinzas?

Esse dia marca o início da Quaresma, tempo forte de oração, conversão, penitência, esmola e jejum, e essa cinza é um sinal que somos pó e que ao pó da terra voltaremos.

Confira neste vídeo a explicação do Prof. Felipe Aquino:


Veja também:

Quarta-feira de Cinzas


Quarta-feira de Cinzas

Com a imposição das cinzas, inicia-se uma estação espiritual particularmente relevante para todo cristão que quer se preparar dignamente para viver o Mistério Pascal, quer dizer, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.
Este tempo vigoroso do Ano litúrgico se caracteriza pela mensagem bíblica que pode ser resumida em uma palavra: " matanoeiete", que quer dizer "Convertei-vos". Este imperativo é proposto à mente dos fiéis mediante o austero rito da imposição das cinzas, o qual, com as palavras "Convertei-vos e crede no Evangelho" e com a expressão "Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás", convida a todos a refletir sobre o dever da conversão, recordando a inexorável caducidade e efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.
A sugestiva cerimônia das cinzas eleva nossas mentes à realidade eterna que não passa jamais, a Deus; princípio e fim, alfa e ômega de nossa existência. A conversão não é, com efeito, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz indefectível de sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência cada vez mais diáfana do fato de que estamos de passagem neste fadigoso itinerário sobre a terra, e que nos impulsiona e estimula a trabalhar até o final, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça.
Sinônimo de "conversão", é também a palavra "penitência" …
Penitência como mudança de mentalidade. Penitência como expressão de livre positivo esforço no seguimento de Cristo.

Tradição

Na Igreja primitiva, variava a duração da Quaresma, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa.
Isto só dava por resultado 36 dias de jejum (já que se excluem os domingos). No século VII foram acrescentados quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma estabelecendo os quarenta dias de jejum, para imitar o jejum de Cristo no deserto.
Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitência pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com saial e obrigados a manter-se longe até que se reconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou a Quinta-feira antes da Páscoa. Quando estas práticas caíram em desuso (do século VIII ao X) o início da temporada penitencial da Quaresma foi simbolizada colocando cinzas nas cabeças de toda a congregação.
Hoje em dia na Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, o cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior. Esta tradição da Igreja ficou como um simples serviço em algumas Igrejas protestantes como a anglicana e a luterana. A Igreja Ortodoxa começa a quaresma a partir da segunda-feira anterior e não celebra a Quarta-feira de Cinzas.


CINZAS: INÍCIO DA QUARESMA


CINZAS: INÍCIO DA QUARESMA

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

A Quarta-Feira de Cinzas marca em toda a Santa Igreja o início do tempo da Quaresma, um tempo em que somos convidados a praticar o jejum, a penitência e a caridade. Não devemos confundir o período quaresmal com tristeza, com um ar de velório, mas muito pelo contrário, é um tempo no qual somos chamados por Deus a mudar algumas atitudes e chegarmos renovados na celebração da Páscoa. É o tempo do deserto, do encontro com o Senhor. Ela nos encaminha para a Páscoa!

Na Quarta-Feira de Cinzas, todo católico deve participar da Santa Missa e receber em sua cabeça a imposição das cinzas. O significado não é simplesmente de receber as cinzas na cabeça, mas quer nos chamar à conversão: Convertei-vos e crede no Evangelho e também dizer que do pó viemos e ao pó voltaremos. O povo do Antigo Israel para reparação de seus pecados punha cinzas na cabeça e se vestiam de saco em sinal de penitência: “No dia vinte e quatro desse sétimo mês, o povo de Israel se reuniu para jejuar a fim de mostrar a sua tristeza pelos seus pecados. Eles já haviam se separado de todos os estrangeiros. Em sinal de tristeza, vestiram roupas feitas de pano grosseiro e puseram terra na cabeça. Então se levantaram e começaram a confessar os pecados que eles e os seus antepassados haviam cometido. Durante mais ou menos três horas, a Lei do SENHOR, seu Deus, foi lida para eles. E nas três horas seguintes eles confessaram os seus pecados e adoraram o SENHOR” (cf. Ne 9, 1-2).

A cinza feita com a queima dos ramos secos que foram abençoados no Domingo de Ramos do ano passado quer recordar que o sinal de nossa vida cristã e de nossa profissão de fé precisa ser renovado. Aliás, serão muitos os sinais que nos serão tirados durante a quaresma e que só retornarão a partir da semana santa, culminando com a renovação das promessas batismais na noite da Vigília Pascal.

A Igreja no Brasil com a Quarta-feira de Cinzas também inicia a Campanha da Fraternidade, que é uma forma de tomarmos consciência de situações de pecados que tem repercussão no social e nos chama à conversão, além de toda a mudança de vida que nós somos chamados a vivenciar neste tempo favorável de jejum e penitência. Na Campanha da Fraternidade todo ano é escolhido um tema social, onde somos chamados a viver e pô-lo em prática como um gesto concreto durante o período quaresmal. Um tema que alerta a todos nós católicos, mas também a nossa sociedade e os nossos governantes para olharem por aqueles que mais sofrem e que estão feridos em sua dignidade. Neste ano de 2020, o tema da Campanha da Fraternidade é: Fraternidade e Vida – Dom e compromisso, e o lema, “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (cf. Lc 10,33-34). Somos convidados a partir deste tema e deste lema a cuidar daqueles que estão feridos, esquecidos pela sociedade, que ninguém cuida, que as pessoas fingem que vê e não vê, passam adiante. Somos convidados a sermos bons samaritanos para essas pessoas e cuidar daqueles que se encontram feridos.

A intenção ao iniciar a Quaresma impondo cinzas em nossas cabeças é levar-nos ao arrependimento dos pecados, marcando o início da Quaresma, é fazer-nos lembrar de que não podemos nos apegar a esta vida, achando que a felicidade plena possa ser construída aqui. É uma ilusão perigosa. A morada definitiva é o céu.

Ao celebrarmos a Quarta-Feira de Cinzas iniciamos o tempo que tem como símbolo o número 40 como encontramos em tantas outras situações do povo de Deus: mas, de modo especial, recordamos os quarenta dias que Jesus passou no deserto, sendo tentado por Satanás (iremos ouvir esse texto no primeiro domingo da quaresma). Somos convidados a vencermos as tentações do mal no dia a dia, assim como Jesus conseguiu vencer. É o que período quaresmal nos convida a vencer as tentações e procurar mudar de vida.

Recordamos, também, os 40 anos de peregrinação do Povo de Israel no deserto, até chegar na Terra Prometida, recordando-nos assim que a nossa vida é um caminhar (sair das escravidões de nossas vidas e caminhar para a vida da graça). Cada ano renovamos essa passagem pelo deserto até chegar na Terra em que corre leite e mel. E para nós cristãos, peregrinamos aqui na Terra rumo ao Céu, onde nos encontraremos definitivamente com Deus e aguardaremos a ressurreição assim como Jesus.

Isso nos mostra que a vida está em nós, mas não é nossa. Quando vemos uma bela rosa murchar, é como se ela estivesse nos dizendo que a beleza está nela, mas não lhe pertence.

Com a celebração da Quarta-Feira de Cinzas, somos convidados a refletir que desta vida não levaremos nada, não adianta acumularmos riquezas, rancor ou ódio, ou mesmo revanchismos. Não levaremos nada daqui, mas somente o amor, a misericórdia e a compaixão, que demonstraremos aos nossos irmãos. Somente o bem que aqui plantamos e vamos colher no céu. Definitivamente, nos recorda que do pó viemos e ao pó voltaremos, por isso: convertei-vos e crede no Evangelho. Que a nossa vida não nos pertence, mas pertence a Deus.

Na Quarta-Feira de Cinzas e durante o tempo quaresmal, na liturgia, não se canta e nem recita o Hino do Glória e nem o Aleluia que só retomaremos (salvado exceções), com alegria e entusiasmo na Vigília Pascal, na Noite Santa da Ressurreição do Senhor, porque assim entramos no sentido espiritual que esse tempo nos convida. Portanto, vivenciamos a Quaresma como um tempo voltado para a oração, a penitência e o jejum. O sacerdote durante esse tempo usa o paramento na cor roxa, chamando-nos a atenção para fazermos penitência. Há dois momentos durante o ano em que a Igreja nos exorta a fazer uma boa confissão, que é na Quaresma e no Advento. Para nos preparar para duas grandes celebrações da nossa fé – Páscoa e Natal. É claro isso é mínimo, pois somos convidados a, em outros momentos do ano, nos confessarmos, mas esses são dois momentos fortes e propícios para isso.

Esmola, jejum e oração: tripé da espiritualidade quaresmal. Estas três palavras são propostas como características da espiritualidade da quaresma: esmola, jejum e oração. A oração sobretudo deve animar a espiritualidade da Quaresma. Uma oração feita no silêncio do próprio quarto, da interioridade para meditar a Palavra, para deixar que a Palavra compenetre e transforme a nossa vida. E então, seremos capazes de jejum. A oração em que pedimos que o Senhor venha ao nosso encontro, venha iluminar nosso itinerário quaresmal, para uma profunda conversão. Lembrando que não é só jejum da carne, dos alimentos, mas de palavras inúteis, do uso do celular em excesso, do uso das redes sociais em excesso, um jejum de multiplicar as fake news. A dimensão da esmola que se torna sensibilidade social, atenção aos mais pobres e solidariedade.

A Quaresma é um tempo favorável para que nós melhoremos como cristãos e como cidadãos. Só iremos melhorar olhando para o Senhor Jesus que nos amou até dar a sua vida, que preparou a sua missão como os grandes profetas, como o seu povo lá no deserto, purificando-se, orando e entrando em diálogo com o Pai.

Por fim, no início do tempo quaresmal somos chamados a nos abster de carne vermelha, para assim nos lembrarmos do sacrifício de Cristo na Cruz por nós, com jejum e abstinência de carne na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa. Porém em toda a quaresma (com exceção dos domingos), em especial às sextas feiras somos chamados a um tempo de penitência.

Que Deus nos abençoe para iniciarmos com a Quarta-Feira de Cinzas uma boa preparação para a Páscoa, com o período Quaresmal. Que Maria interceda para que entendamos bem o significado deste tempo para as nossas vidas. E com ele, aprendamos a amar mais os nossos semelhantes, principalmente, aqueles que mais sofrem, sendo “Bons Samaritanos e cuidando das feridas daqueles que se encontram doentes”.