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quarta-feira, 5 de março de 2025

QUARTA-FEIRA DE CINZAS: 10 coisas que todo Católico deve saber



Canal do Youtube - Ana Lucia CN

Publicado em 3 de mar. de 2025

11 coisas que todo católico deve saber sobre a Quarta-feira de Cinzas


A Igreja celebra a Quarta-feira de Cinzas, dando início à Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa. Recordamos algumas coisas essenciais que todo católico precisa saber para poder viver intensamente este tempo.

1. O que é a Quarta-feira de Cinzas?

É o primeiro dia da Quaresma, ou seja, dos 40 dias nos quais a Igreja chama os fiéis a se converterem e a se prepararem verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo durante a Semana Santa.
A Quarta-feira de Cinzas é uma celebração que está no Missal Romano, o qual explica que no final da Missa, abençoa-se e impõe-se as cinzas obtidas da queima dos ramos usados no Domingo de Ramos do ano anterior.

2. Como nasceu a tradição de impor as cinzas?

A tradição de impor a cinza é da Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e se apresentavam ante a comunidade com um “hábito penitencial” para receber o Sacramento da Reconciliação na Quinta-feira Santa.
A Quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos por volta do ano 400 d.C. e, a partir do século XI, a Igreja de Roma passou a impor as cinzas no início deste tempo.

3. Por que se impõe as cinzas?

A cinza é um símbolo. Sua função está descrita em um importante documento da Igreja, mais precisamente no artigo 125 do Diretório sobre a piedade popular e a liturgia:
“O começo dos quarenta dias de penitência, no Rito romano, caracteriza-se pelo austero símbolo das Cinzas, que caracteriza a Liturgia da Quarta-feira de Cinzas. Próprio dos antigos ritos nos quais os pecadores convertidos se submetiam à penitência canônica, o gesto de cobrir-se com cinza tem o sentido de reconhecer a própria fragilidade e mortalidade, que precisa ser redimida pela misericórdia de Deus. Este não era um gesto puramente exterior, a Igreja o conservou como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. Deve-se ajudar os fiéis, que vão receber as Cinzas, para que aprendam o significado interior que este gesto tem, que abre a cada pessoa a conversão e ao esforço da renovação pascal”.

4. O que as cinzas simbolizam e o que recordam?

A palavra cinza, que provém do latim “cinis”, representa o produto da combustão de algo pelo fogo. Esta adotou desde muito cedo um sentido simbólico de morte, expiração, mas também de humildade e penitência.
A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra” (Gn 2,7); “até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3,19).

5. Onde podemos conseguir as cinzas?

Para a cerimônia devem ser queimados os restos dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estes recebem água benta e logo são aromatizados com incenso.

6. Como se impõe as cinzas?

Este ato acontece durante a Missa, depois da homilia, e está permitido que os leigos ajudem o sacerdote. As cinzas são impostas na fronte, em forma de cruz, enquanto o ministro pronuncia as palavras Bíblicas: “Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

7. O que devem fazer quando não há sacerdote?

Quando não há sacerdote, a imposição das cinzas pode ser realizada sem Missa, de forma extraordinária. Entretanto, é recomendável que antes do ato participem da liturgia da palavra.
É importante recordar que a bênção das cinzas, como todo sacramental, somente pode ser feita por um sacerdote ou um diácono.

8. Quem pode receber as cinzas?

Qualquer pessoa pode receber este sacramental, inclusive os não católicos. Como explica o Catecismo (1670 ss.), “sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela”.

9. A imposição das cinzas é obrigatória?

A Quarta-feira de Cinzas não é dia de preceito e, portanto, não é obrigatória. Não obstante, nesse dia muitas pessoas costumam participar da Santa Missa, algo que sempre é recomendável.

10. Quanto tempo é necessário permanecer com a cinza na fronte?

Quanto tempo a pessoa quiser. Não existe um tempo determinado.

11. O jejum e a abstinência são necessários?

O jejum e a abstinência são obrigatórios durante a Quarta-feira de Cinzas, como também na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos. Fora desses limites, é opcional. Nesse dia, os fiéis podem ter uma refeição “principal” uma vez durante o dia.
A abstinência de comer carne é obrigatória a partir dos 14 anos. Todas as sextas-feiras da Quaresma também são de abstinência obrigatória. As sextas-feiras do ano também são dias de abstinência. O gesto, dependendo da determinação da Conferência Episcopal de cada país, pode ser substituído por outro tipo de mortificação ou oferecimento como a oração do terço.

Prof. Felipe Aquino

Fonte: Cleofas (Informação do site - Algumas melhorias estão sendo implementadas. Em breve o site estará normalizado! Agradecemos a sua compreensão!) e

QUARTA-FEIRA DE CINZAS - Entrevista com Padre Luizinho

Entrevista com Padre Luizinho

Padre Luizinho

"A 'Quarta-feira de Cinzas' nos introduz no tempo quaresmal, que é uma preparação para celebrarmos bem a Páscoa".

Nesta entrevista, o sacerdote da Comunidade Canção Nova padre Luizinho nos fala da 'Quarta-feira de Cinzas' e da espiritualidade deste tempo quaresmal. Segundo o sacerdote, "este tempo quaresmal deve ser vivido como um retiro de 40 dias em preparação para a festa maior do Cristianismo, que é a Páscoa"

O sacerdote integra a equipe de formação do discipulado da Canção Nova e exerce a pastoral digital com o seu blog de conteúdos formativos, de espiritualidade e aconselhamento.

Padre Luizinho: Na liturgia da 'Quarta-feira de Cinzas' nós entramos no tempo quaresmal. Ela existe para nos recordar deste novo tempo e para preparar o nosso coração para tudo que vai ser a Quaresma – 40 dias que antecedem a Páscoa do Senhor. Para este dia há toda uma liturgia, e o Evangelho deste tempo nos fala dos exercícios quaresmais. A própria cinza que colocamos sobre a cabeça nos recorda das nossas fraquezas. Até na cor litúrgica [roxo], a Quarta-feira nos ajuda a entrar neste tempo novo de recolhimento. Então, a 'Quarta-feira de Cinzas' é a abertura do tempo quaresmal e a introdução deste tempo de penitência e conversão.

cancaonova.com: O que significam as cinzas que são colocadas na cabeça dos fiéis neste dia?

Padre Luizinho: Quando nós recebemos as cinzas sobre a cabeça na Quarta-feira de Cinzas, o sacerdote ou o ministro vai dizer: “Lembra-te que és pó a ao pó voltarás” (Gêneses 3,19) e completa: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Marcos 1,15). Essas cinzas, desde a cultura bíblica, são um sinal de penitência, de recolhimento e lembra também as nossas fraquezas humanas, nossas quedas, nossa inclinação ao pecado e ao mal; ela também nos coloca em nosso lugar de penitente. É um sinal de penitência na Bíblia e nos recorda do nosso fim; não para ficarmos tristes, mas para nos prepararmos para este fim.

cancaonova.com: Muitas pessoas associam penitência à tristeza. Quais sentimentos que devemos ter neste tempo?

Padre Luizinho: Eu acho interessante vocês tocarem neste tema da Quaresma a partir da 'Quarta-feira de Cinzas', porque as leituras bíblicas, que serão proclamadas neste dia, já nos dão todo o itinerário e nos dizem quais são os sentimentos que devemos ter neste tempo. Jesus diz no Evangelho da 'Quarta-feira de Cinzas' sobre a oração, o jejum e a esmola. Sobre o jejum, por exemplo, Ele diz que quando você for fazê-lo, não fique triste, acabrunhado para que todo o mundo perceba que você está jejuando. Lave o seu rosto e tenha um semblante tranquilo. Penitência e jejum não são sinônimos de tristeza. Nós devemos viver isso em nosso interior, mesmo que as nossas fraquezas nos causem tristeza; a alegria de estarmos buscando a nossa conversão deve ser muito maior do que aquele sacrifício que estamos fazendo, lembrando que Jesus fez o maior de todos os sacrifícios e ressuscitou.


cancaonova.com: Qual dica que o senhor dá àqueles que desejam viver bem este tempo quaresmal?

Padre Luizinho: Eu vivo este tempo de 40 dias como um retiro. Todas as leituras do tempo quaresmal, principalmente os domingos, nos levam a este retiro de preparação para a Páscoa, ou seja, a passagem da morte para a vida, do homem velho para o homem novo, que em Cristo nasce, morre e ressuscita. Então, o tempo da Quaresma é para vivermos o recolhimento, principalmente a escuta da Palavra que será proclamada. Deus vai nos falar muito por meio da Palavra e da Liturgia celebrada. É um tempo de fazermos retiro e vivermos os exercícios de conversão, que são a oração, o jejum e a caridade [esmola], a qual pode ser vivida de muitas maneiras. Não é somente dar um dinheiro ou alguma coisa material a alguém, mas, sobretudo, visitar [os pobres, os enfermos], dar um sorriso, socorrer alguém nas suas necessidades, prestar um serviço voluntário; isso também é esmola e é caridade.

cancaonova.com: Muitas pessoas costumam fazer algum tipo de abstinência como forma de mortificação. Se uma pessoa faz um voto de penitência - como não comer carne - esta penitência deve ser feita também aos domingos?

Padre Luizinho: A Igreja pede que todos os católicos façam o jejum na 'Quarta-feira de Cinzas' e na 'Sexta-feira Santa'. São os dias prescritos pelo Direito Canônico. Mas o domingo nunca deixa de ser o dia do Senhor, o dia da Ressurreição, da vida. Para vivermos bem este aspecto, precisamos distinguir bem o que é a penitência e o que é o jejum. O jejum que a Igreja pede é a abstinência da carne e do muito comer, mas, às vezes, eu faço a penitência de refrigerante, por exemplo. Eu não vou tomar refrigerante nestes 40 dias por um motivo particular ou para o meu próprio bem, para que eu controle os meus instintos, os meus desejos, as minhas más inclinações. No domingo, eu vou, sim, continuar este propósito, porque o voto foi de viver sem isso durante os 40 dias. No entanto, não significa que eu vou viver o domingo igual à Sexta-feira Santa, não é isso! Mas se o meu propósito foi de, durante esses 40 dias, não tomar refrigerante, eu vou cumpri-lo inclusive nos domingos, porque isso não é um jejum, é uma mortificação para que, morrendo o homem velho, surja o homem novo mais controlado nos seus instintos. Então, se durante este tempo eu fiz o propósito de não comer chocolate durante 40 dias, eu vou fazê-lo também aos domingos.

Quarta-feira de Cinzas


Quarta-feira de Cinzas

Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar

A Quarta-feira de Cinzas na Igreja é um momento especial porque nos introduz precisamente no mistério quaresmal.
Uma das frases – no momento da imposição das cinzas – serve de lembrete para nós: 'Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar.' A cinza quer demonstrar justamente isso; viemos do pó, viemos da cinza e voltaremos para lá, mas, precisamos estar com os nossos corações preparados, com a nossa alma preparada para Deus.
A Quarta-feira de Cinzas leva-nos a visualizar a Quaresma, exatamente para que busquemos a conversão, busquemos o Senhor. A liturgia do tempo quaresmal mostra-nos a esmola, a oração e o jejum como o princípios da Quaresma.
A própria Quarta-feira de Cinzas nos coloca dentro do mistério. É um tempo de muita conversão, de muita oração, de arrependimento, um tempo de voltarmos para Deus.
Eu gosto muito de um texto do livro das Crônicas que diz: “Se meu povo, sobre o qual foi invocado o meu nome, se humilhar, se procurar minha face para orar, se renunciar ao seu mau procedimento, escutarei do alto dos céus e sanarei sua terra” (II Cr 7, 14).
A Quaresma é tempo conversão, tempo de silêncio, de penitência, de jejum e de oração.
Eu, padre Roger, pergunto para Deus: “Senhor, que queres que eu faça”? - mesma pergunta de São Francisco diante do crucifixo. Mas, geralmente, a minha penitência é ofertar algo de que eu gosto muito para Deus neste tempo quaresmal. Você, que fuma, por exemplo, deixe de fazê-lo na Quaresma. Tenho certeza de que após esse tempo quaresmal Deus o libertará do vício do cigarro. Você, que bebe, não beba, permitindo que o próprio Deus o leve à conversão pela penitência que você está fazendo. Talvez você precise fazer penitência da língua, da fofoca. Escolha uma coisa concreta e não algo que, de tão abstrato, não vai levá-lo a nada. Faça penitência de novela, você que as assiste. Tem de ser algo que o leve à conversão.
O Espírito Santo o levará à penitência que você precisa fazer nesta Quaresma.

Padre Roger Luis
Comunidade Canção Nova

O JEJUM QUE SALVA!


Por no dia fev 17th, 2010 sobre Quaresma.

Este dia e a sexta-feira santa são os únicos em que é pedido a todos os adultos que jejuem (isto é, que renunciem a uma das refeições importantes do dia) em sinal de disponibilidade e solidariedade. Disponibilidade à escuta de Deus, demonstrando dar mais valor à sua Palavra que ao bem estar imediato, sinal de conversão do coração; isto é que significa o jejum dos cristãos, como o do Mestre no inicio de sua missão.
Um jejum mais sensível neste dia, mas que se prolongará por todo o tempo da Quaresma, com outras iniciativas pessoais de desapego, renúncia às comodidades e satisfações mesmo legitimas, para maior liberdade interior. Assim o jejum ritual, feito com interioridade e não por mero formalismo, se torna sinal da fé e caminho de salvação para todo o nosso ser.
Por outro lado, sofrendo um pouco de privação, saibamos unir-nos de algum modo aos homens para os quais é habitual a privação de alimento, de meios econômicos, de bens culturais e de possibilidades concretas de desenvolvimento; o jejum se torna um gesto simbólico, denúncia profética da injustiça que nasce do egoísmo, solidariedade com os mais pobres. Assim, a preparação para a Páscoa se torna “Campanha da Fraternidade”, e a ceia do Senhor um gesto de pobreza, contrição, esperança, anuncio. Quem participa seriamente da Paixão do Senhor, ainda hoje viva nos pobres da terra, sabe que a volta ao Pai (tanto a sua como a da comunidade) já começou, e que na mortificação da carne pode florescer o Espírito da ressurreição e da vida.
Para nós não ficarmos perdidos onde preciso nos converter, a Campanha da Fraternidade deste ano tem como tema Economia e Vida, e o lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (cf. Mt 6,24). Que o jejum e a oração possa desenvolver em nossos corações a caridade, a partilha, o sair de si. O consumismo desenfreado é um grande pecado contra os mais pobres, o desperdício de alimentos é uma afronta a tantos irmãos que hoje mesmo não tem o que comer. O acumulo de bens e de coisas que não usamos mais, revelam o lugar que Deus tem ocupado em nossas vidas e consequentemente o lugar do irmão. Pois quem não tem Deus em primeiro lugar, não pode pensar nos outros, vive infelizmente o culto a si mesmo, as coisas e a idolatria do dinheiro.
O jejum que salva nos leva a conversão e nos dá um coração mais manso, humilde e pobre e solidário. Pois na matemática de Deus dividindo, partilhando se multiplica o que se tem. Uma diga simples: o alimento do seu jejum ou aquilo que você tem e não usa mais pode ser doado para alguém ou uma instituição.

Oração: Ofereço Senhor as minhas disposições e o meu jejum. Que este gesto possa colocar Deus em primeiro lugar na minha vida e imediatamente o meu irmão. Conversão para uma vida nova e para ser mais sensível as necessidades dos meus irmãos mais pobres, que este jejum seja agradável a Ti Senhor e que faça com que eu saia do meu comodismo e ofereça aquilo que me sobra aos mais carentes, carentes do meu tempo, da minha atenção e da minha ajuda.

Padre Luizinho,
Com. Canção Nova.

Fonte de pesquisa: Missal Cotidiano, Missal da Assembleia Cristã.

Fonte - blog Canção Nova - Padre Luizinho em 2010

Jejum e abstinência - A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa são dias de abstinência e jejum.


Jejum e abstinência

O jejum consiste em fazer uma só refeição forte ao dia. A abstinência consiste em não comer carne. A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa são dias de abstinência e jejum. A abstinência é obrigatória a partir dos quatorze anos e o jejum dos dezoito aos cinquenta e nove anos de idade.
Com estes sacrifícios, trata-se de que todo nosso ser (alma e corpo) participe em um ato onde reconheça a necessidade de fazer obras com as quais reparemos o dano causado com nossos pecados e para o bem da Igreja.
O jejum e a abstinência podem ser trocados por outro sacrifício, dependendo do que ditem as Conferências Episcopais de cada país, pois elas têm autoridade para determinar as diversas formas de penitência cristã.

Por que o Jejum?

É necessário dar uma profunda resposta a esta pergunta, para que fique clara a relação entre o jejum e a conversão, isto é, a transformação espiritual que aproxima o homem a Deus.
O abster-se de comida e bebida tem com como fim introduzir na existência do homem não somente o equilíbrio necessário, mas também o desprendimento do que se poderia definir como "atitude consumista".
Tal atitude veio a ser em nosso tempo uma das características da civilização ocidental. O homem, orientado aos bens materiais, muito frequentemente abusa deles. A civilização se mede então segundo quantidade e a qualidade das coisas que estão em condições de prover ao homem e não se mede com a medida adequada ao homem.
Esta civilização de consumo fornece os bens materiais não somente para que sirvam ao homem em ordem a desenvolver as atividades criativas e úteis, mas cada vez mais para satisfazer os sentidos, a excitação que deriva deles, o prazer, uma multiplicação de sensações cada vez maior.
O homem de hoje deve abster-se de muitos meios de consumo, de estímulos, de satisfação dos sentidos, jejuar significa abster-se de algo. O homem é ele mesmo quando consegue dizer a si mesmo: Não.
Não é uma renúncia pela renúncia: mas para melhor e mais equilibrado desenvolvimento de si mesmo, para viver melhor os valores superiores, para o domínio de si mesmo.

Quarta-feira de Cinzas em 2025 - Início da Quaresma, começa em 5 de março


O período da Quaresma deste ano começa em 5 de março, Quarta-feira de Cinzas, e termina em 17 de abril, Quinta-feira Santa.

Dom Henrique Soares | Reflexão sobre a Quarta-feira de Cinzas e sua Liturgia da Palavra



Canal do Youtube - Padre José Augusto OFICIAL

Publicado em 4 de mar. de 2025

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=s72FbihFQIY

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Quarta-feira de Cinzas em 2025 - Início da Quaresma, começa em 5 de março e termina em 17 de abril, Quinta-feira Santa


O período da Quaresma deste ano começa em 5 de março, Quarta-feira de Cinzas, e termina em 17 de abril, Quinta-feira Santa.

Quarta-feira de Cinzas


Quarta-feira de Cinzas

Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar

A Quarta-feira de Cinzas na Igreja é um momento especial porque nos introduz precisamente no mistério quaresmal.
Uma das frases – no momento da imposição das cinzas – serve de lembrete para nós: 'Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar.' A cinza quer demonstrar justamente isso; viemos do pó, viemos da cinza e voltaremos para lá, mas, precisamos estar com os nossos corações preparados, com a nossa alma preparada para Deus.
A Quarta-feira de Cinzas leva-nos a visualizar a Quaresma, exatamente para que busquemos a conversão, busquemos o Senhor. A liturgia do tempo quaresmal mostra-nos a esmola, a oração e o jejum como o princípios da Quaresma.
A própria Quarta-feira de Cinzas nos coloca dentro do mistério. É um tempo de muita conversão, de muita oração, de arrependimento, um tempo de voltarmos para Deus.
Eu gosto muito de um texto do livro das Crônicas que diz: “Se meu povo, sobre o qual foi invocado o meu nome, se humilhar, se procurar minha face para orar, se renunciar ao seu mau procedimento, escutarei do alto dos céus e sanarei sua terra” (II Cr 7, 14).
A Quaresma é tempo conversão, tempo de silêncio, de penitência, de jejum e de oração.
Eu, padre Roger, pergunto para Deus: “Senhor, que queres que eu faça”? - mesma pergunta de São Francisco diante do crucifixo. Mas, geralmente, a minha penitência é ofertar algo de que eu gosto muito para Deus neste tempo quaresmal. Você, que fuma, por exemplo, deixe de fazê-lo na Quaresma. Tenho certeza de que após esse tempo quaresmal Deus o libertará do vício do cigarro. Você, que bebe, não beba, permitindo que o próprio Deus o leve à conversão pela penitência que você está fazendo. Talvez você precise fazer penitência da língua, da fofoca. Escolha uma coisa concreta e não algo que, de tão abstrato, não vai levá-lo a nada. Faça penitência de novela, você que as assiste. Tem de ser algo que o leve à conversão.
O Espírito Santo o levará à penitência que você precisa fazer nesta Quaresma.

Padre Roger Luis
Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

sexta-feira, 29 de março de 2024

Jejum e abstinência - A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa são dias de abstinência e jejum.


Jejum e abstinência

O jejum consiste em fazer uma só refeição forte ao dia. A abstinência consiste em não comer carne. A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa são dias de abstinência e jejum. A abstinência é obrigatória a partir dos quatorze anos e o jejum dos dezoito aos cinquenta e nove anos de idade.
Com estes sacrifícios, trata-se de que todo nosso ser (alma e corpo) participe em um ato onde reconheça a necessidade de fazer obras com as quais reparemos o dano causado com nossos pecados e para o bem da Igreja.
O jejum e a abstinência podem ser trocados por outro sacrifício, dependendo do que ditem as Conferências Episcopais de cada país, pois elas têm autoridade para determinar as diversas formas de penitência cristã.

Por que o Jejum?

É necessário dar uma profunda resposta a esta pergunta, para que fique clara a relação entre o jejum e a conversão, isto é, a transformação espiritual que aproxima o homem a Deus.
O abster-se de comida e bebida tem com como fim introduzir na existência do homem não somente o equilíbrio necessário, mas também o desprendimento do que se poderia definir como "atitude consumista".
Tal atitude veio a ser em nosso tempo uma das características da civilização ocidental. O homem, orientado aos bens materiais, muito frequentemente abusa deles. A civilização se mede então segundo quantidade e a qualidade das coisas que estão em condições de prover ao homem e não se mede com a medida adequada ao homem.
Esta civilização de consumo fornece os bens materiais não somente para que sirvam ao homem em ordem a desenvolver as atividades criativas e úteis, mas cada vez mais para satisfazer os sentidos, a excitação que deriva deles, o prazer, uma multiplicação de sensações cada vez maior.
O homem de hoje deve abster-se de muitos meios de consumo, de estímulos, de satisfação dos sentidos, jejuar significa abster-se de algo. O homem é ele mesmo quando consegue dizer a si mesmo: Não.
Não é uma renúncia pela renúncia: mas para melhor e mais equilibrado desenvolvimento de si mesmo, para viver melhor os valores superiores, para o domínio de si mesmo.

sábado, 10 de fevereiro de 2024

O JEJUM QUE SALVA!


Por no dia fev 17th, 2010 sobre Quaresma.

Este dia e a sexta-feira santa são os únicos em que é pedido a todos os adultos que jejuem (isto é, que renunciem a uma das refeições importantes do dia) em sinal de disponibilidade e solidariedade. Disponibilidade à escuta de Deus, demonstrando dar mais valor à sua Palavra que ao bem estar imediato, sinal de conversão do coração; isto é que significa o jejum dos cristãos, como o do Mestre no inicio de sua missão.
Um jejum mais sensível neste dia, mas que se prolongará por todo o tempo da Quaresma, com outras iniciativas pessoais de desapego, renúncia às comodidades e satisfações mesmo legitimas, para maior liberdade interior. Assim o jejum ritual, feito com interioridade e não por mero formalismo, se torna sinal da fé e caminho de salvação para todo o nosso ser.
Por outro lado, sofrendo um pouco de privação, saibamos unir-nos de algum modo aos homens para os quais é habitual a privação de alimento, de meios econômicos, de bens culturais e de possibilidades concretas de desenvolvimento; o jejum se torna um gesto simbólico, denúncia profética da injustiça que nasce do egoísmo, solidariedade com os mais pobres. Assim, a preparação para a Páscoa se torna “Campanha da Fraternidade”, e a ceia do Senhor um gesto de pobreza, contrição, esperança, anuncio. Quem participa seriamente da Paixão do Senhor, ainda hoje viva nos pobres da terra, sabe que a volta ao Pai (tanto a sua como a da comunidade) já começou, e que na mortificação da carne pode florescer o Espírito da ressurreição e da vida.
Para nós não ficarmos perdidos onde preciso nos converter, a Campanha da Fraternidade deste ano tem como tema Economia e Vida, e o lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (cf. Mt 6,24). Que o jejum e a oração possa desenvolver em nossos corações a caridade, a partilha, o sair de si. O consumismo desenfreado é um grande pecado contra os mais pobres, o desperdício de alimentos é uma afronta a tantos irmãos que hoje mesmo não tem o que comer. O acumulo de bens e de coisas que não usamos mais, revelam o lugar que Deus tem ocupado em nossas vidas e consequentemente o lugar do irmão. Pois quem não tem Deus em primeiro lugar, não pode pensar nos outros, vive infelizmente o culto a si mesmo, as coisas e a idolatria do dinheiro.
O jejum que salva nos leva a conversão e nos dá um coração mais manso, humilde e pobre e solidário. Pois na matemática de Deus dividindo, partilhando se multiplica o que se tem. Uma diga simples: o alimento do seu jejum ou aquilo que você tem e não usa mais pode ser doado para alguém ou uma instituição.

Oração: Ofereço Senhor as minhas disposições e o meu jejum. Que este gesto possa colocar Deus em primeiro lugar na minha vida e imediatamente o meu irmão. Conversão para uma vida nova e para ser mais sensível as necessidades dos meus irmãos mais pobres, que este jejum seja agradável a Ti Senhor e que faça com que eu saia do meu comodismo e ofereça aquilo que me sobra aos mais carentes, carentes do meu tempo, da minha atenção e da minha ajuda.

Padre Luizinho,
Com. Canção Nova.

Fonte de pesquisa: Missal Cotidiano, Missal da Assembleia Cristã.

Fonte - blog Canção Nova - Padre Luizinho em 2010

Jejum e abstinência - A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa são dias de abstinência e jejum.


Jejum e abstinência

O jejum consiste em fazer uma só refeição forte ao dia. A abstinência consiste em não comer carne. A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa são dias de abstinência e jejum. A abstinência é obrigatória a partir dos quatorze anos e o jejum dos dezoito aos cinquenta e nove anos de idade.
Com estes sacrifícios, trata-se de que todo nosso ser (alma e corpo) participe em um ato onde reconheça a necessidade de fazer obras com as quais reparemos o dano causado com nossos pecados e para o bem da Igreja.
O jejum e a abstinência podem ser trocados por outro sacrifício, dependendo do que ditem as Conferências Episcopais de cada país, pois elas têm autoridade para determinar as diversas formas de penitência cristã.

Por que o Jejum?

É necessário dar uma profunda resposta a esta pergunta, para que fique clara a relação entre o jejum e a conversão, isto é, a transformação espiritual que aproxima o homem a Deus.
O abster-se de comida e bebida tem com como fim introduzir na existência do homem não somente o equilíbrio necessário, mas também o desprendimento do que se poderia definir como "atitude consumista".
Tal atitude veio a ser em nosso tempo uma das características da civilização ocidental. O homem, orientado aos bens materiais, muito frequentemente abusa deles. A civilização se mede então segundo quantidade e a qualidade das coisas que estão em condições de prover ao homem e não se mede com a medida adequada ao homem.
Esta civilização de consumo fornece os bens materiais não somente para que sirvam ao homem em ordem a desenvolver as atividades criativas e úteis, mas cada vez mais para satisfazer os sentidos, a excitação que deriva deles, o prazer, uma multiplicação de sensações cada vez maior.
O homem de hoje deve abster-se de muitos meios de consumo, de estímulos, de satisfação dos sentidos, jejuar significa abster-se de algo. O homem é ele mesmo quando consegue dizer a si mesmo: Não.
Não é uma renúncia pela renúncia: mas para melhor e mais equilibrado desenvolvimento de si mesmo, para viver melhor os valores superiores, para o domínio de si mesmo.