quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Sorrindo pra Vida - 25/12/18


Canal do Youtube - Canção Nova Play

Publicado em 25 de dez de 2018

Categoria - Entretenimento

LEITURA ORANTE DO DIA - 25/12/2018



LEITURA ORANTE

Lc 2,1-14 - Nasceu o Salvador! É Natal!


- A nós, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:

Oração pela família no Natal

Senhor, diante de teu presépio
venho pedir por minha família.
Abençoa as pessoas que amo
onde quer que estejam.

Que dentro de nosso lar habite
a confiança de tua mãe, Maria,
o zelo de teu pai, José,
e a inocência de teu rosto de criança.

Afugenta de nossa casa as dores,
lágrimas e angústias causadas por
tantos Herodes que lutam por
matar nossos sonhos de paz.

Concede-nos a saúde do corpo e
da alma, para que possamos cantar
teus louvores a cada dia deste novo ano.

Que nossas portas estejam sempre
abertas para ti, nas visitas que nos fazes
em tantos rostos sofridos.

Dá-nos a alegria de tua presença em
nosso lar: o maior de todos os presentes possíveis.
Abençoa minha família neste Natal, Senhor.
Amém.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto e observo atentamente palavras, gestos, atitudes, relacionamentos : Lc 2, 1-14.
Naquele tempo o imperador Augusto mandou uma ordem para todos os povos do Império. Todas as pessoas deviam se registrar a fim de ser feita uma contagem da população. Quando foi feito esse primeiro recenseamento, Cirênio era governador da Síria. Então todos foram se registrar, cada um na sua própria cidade.
Por isso José foi de Nazaré, na Galileia, para a região da Judeia, a uma cidade chamada Belém, onde tinha nascido o rei Davi. José foi registrar-se lá porque era descendente de Davi. Levou consigo Maria, com quem tinha casamento contratado. Ela estava grávida, e aconteceu que, enquanto se achavam em Belém, chegou o tempo de a criança nascer. Então Maria deu à luz o seu primeiro filho. Enrolou o menino em panos e o deitou numa manjedoura, pois não havia lugar para eles na pensão.
Naquela região havia pastores que estavam passando a noite nos campos, tomando conta dos rebanhos de ovelhas. Então um anjo do Senhor apareceu, e a luz gloriosa do Senhor brilhou por cima dos pastores. Eles ficaram com muito medo, mas o anjo disse:
- Não tenham medo! Estou aqui a fim de trazer uma boa notícia para vocês, e ela será motivo de grande alegria também para todo o povo! Hoje mesmo, na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês - o Messias, o Senhor! Esta será a prova: vocês encontrarão uma criancinha enrolada em panos e deitada numa manjedoura.
No mesmo instante apareceu junto com o anjo uma multidão de outros anjos, como se fosse um exército celestial. Eles cantavam hinos de louvor a Deus, dizendo:
- Glória a Deus nas maiores alturas do céu!
E  paz na terra para as pessoas a quem ele quer bem!
Refletindo
Lucas narra o nascimento de Jesus e focaliza a pobreza que envolve o acontecimento. O evangelista prioriza os pobres quando narra a visita dos pastores que passavam a noite no campo, tomando conta das ovelhas. Estes recebem a boa notícia, constatam o fato, e se tornam comunicadores do grande evento.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Entro em diálogo com o texto.
Meditando
O que o texto me diz no momento?
Sou capaz de receber a boa notícia e reconhecer Jesus nos pobres, nos mais excluídos ou “descartados” como disseram os bispos na Conferência de Aparecida?
Sou capaz de partilhar o que tenho com os pobres?

3. Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Faço minha oração pessoal e depois, rezo:

Senhor, outro Natal é possível
Onde o Menino Jesus não fique envergonhado,
Ao ser escanteado e substituído pelo Papai Noel,
Verdadeiro mascote de vendas e lucros.

Onde as crianças, além de brinquedos,
Ganhem oportunidades de saúde, escola e lazer,
E possam exibir o sorriso largo e o olhar luminoso.

Onde os pais de crianças pobres não sejam inferiorizados
Diante dos apelos do marketing e da propaganda,
Com a tirania da última novidade em brinquedos;

Onde, além da mesa e da ceia natalina,
Estejam recheados o coração e o espírito,
Dos que buscam a justiça, o direito e a paz.

Onde as luzes e cores, presentes e enfeites,
Não formem um verniz de falsidade e ilusão,
Mas expressem um clima de alegria fraterna.

Onde o presépio relembre a cada pessoa e família,
O valor dos laços primários, sólidos, duradouros,
Alicerce de um edifício social sadio e saudável.

Onde o planeta Terra, casa de Deus e casa de todos,
Seja livre da devastação, corrupção e poluição,
Sonho eterno do bem viver e da terra sem males!

Onde os olhos brilhem e os corpos dancem,
Embriagados não pelo prazer e as drogas do egoísmo,
Mas pelas mãos e braços abertos à solidariedade.

Onde o Deus do caminho prevaleça sobre o Deus do templo,
Verbo que se faz carne e arma sua tenda entre nós.
Vem, Senhor Jesus, fica e caminha conosco!
Pe. Alfredo J. Gonçalves, CS

4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus que se faz um de nós.

Bênção de Natal
Senhor, volta para mim, na maneira simples de chegar.
E que te possa descobrir
em todos os presépios e casas,
em todas as manjedouras e berços,
em todas as Marias e Josés.
Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp
irpatricias@gmail.com

Homília Diária - Mãe Maria - 25/12/18 - Dom Walmor Oliveira de Azevedo


Canal do Youtube: Arquidiocese de Belo Horizonte

Publicado em 24 de dez de 2018

Apresentado pelo Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, o programa Mãe Maria é um tempo dedicado à reflexão e oração, à luz do Evangelho proposto pela liturgia de cada dia. Inspirada no exemplo de Nossa Senhora, a reflexão ilumina a realidade, o caminhar da Igreja e a vida de cada discípulo missionário de Cristo Jesus.

Categoria - Sem fins lucrativos/ativismo

Evangelho do Dia - 25/12/2018, com o Padre Rodrigo Vieira


Canal do Youtube: WebTV Redentor

Publicado em 24 de dez de 2018

Anúncio do Evangelho (Jo 1,1-18)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

1No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus.
2No princípio estava ela com Deus. 3Tudo foi feito por ela, e sem ela nada se fez de tudo que foi feito.
4Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la.
6Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. 7Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: 9daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano.
10A Palavra estava no mundo — e o mundo foi feito por meio dela — mas o mundo não quis conhecê-la. 11Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram.
12Mas, a todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus, isto é, aos que acreditam em seu nome, 13pois estes não nasceram do sangue nem da vontade da carne nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo.
14E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade. 15Dele, João dá testemunho, clamando: “Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mim”. 16De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. 17Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo.
18A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Categoria - Pessoas e blogs

Solenidade do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo (Homilia Diária.1039) - Padre Paulo Ricardo


Canal do Youtube: Padre Paulo Ricardo

Publicado em 24 de dez de 2018

Hoje nos é anunciada uma grande alegria, celebrada com os hinos mais solenes da corte celeste: “Hoje nasceu para vós um Salvador!” O Cristo, nosso Senhor e Redentor, finalmente veio ao mundo: eis a boa-nova, eis o evangelho que neste dia santíssimo deve fazer os nossos corações transbordarem de celestial alegria!não estamos sozinhos, já nasceu o Sol que iluminará os nossos caminhos, já temos um Salvador em cujas mãos hemos de depositar toda a nossa vida! Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 25 de dezembro, e celebre conosco mais um santo e feliz Natal!

Categoria - Educação

HOMÍLIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) - Jo 1,1-18 - 25/12/2018


Contemplemos o nosso Salvador

Bendito seja seu divino Filho Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador, Deus vivo e presente no meio de nós

“E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade” (João 1,14).

Contemplamos e adoramos Jesus. Hoje, voltamo-nos inteiramente para Ele. O que poderíamos refletir, neste dia de hoje, que se chama Natal? Nascimento. Contemplemos Aquele que nasceu. Contemplemos Aquele que veio ao nosso encontro para nos salvar. Contemplemos o divino Salvador, a Palavra eterna de Deus, o Verbo eterno encarnado, vivo e presente no meio de nós! Imagine o quanto o nascimento de uma criança traz alegria para uma casa, para uma família, para os pais. Imagine a alegria que, hoje, deve ressoar em toda a eternidade, porque um filho nos foi dado, porque Deus está encarnado, presente e vivo no meio de nós.
A alegria que celebramos, hoje, não é a alegria que vem daquilo que são as futilidades humanas. É a alegria que vem como um dom divino e celeste. É a alegria de ter a certeza de que não estamos abandonados, não fomos largados ao leu, não fomos esquecidos; pelo contrário, fomos mais do que lembrados, fomos inteiramente amados por Deus.
Alguém poderia perguntar como Deus poderia nos tirar da armadilha do mal, do pecado que nos afastou e nos separou d’Ele. Ele não mandou ninguém, Ele mesmo veio estar entre nós. Ele veio viver no meio de nós e ser um de nós.
Nada poderia ser tão divino como esse amor que Deus tem por nós: amor encarnado, amor que assume a nossa humanidade, que se faz um de nós naquilo que vivemos e somos.
Bendito seja Deus. Bendito seja seu divino Filho Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador, Deus vivo e presente no meio de nós.
Quero mais do que desejar Feliz Natal, uma noite ou um dia feliz. Quero, do fundo do meu coração, pedir que estejamos em torno de Jesus, que O celebremos e O amemos, que levemos Jesus como grande dom e dádiva, como o grande presente que podemos oferecer uns aos outros neste dia.
Que ninguém fique triste, desolado, que ninguém esteja centrado e preocupado com suas coisas. Alegremo-nos n’Ele, por Ele e com Ele, porque o Senhor veio para ser o nosso Salvador.
Um feliz e abençoado Natal!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova


Santo e Abençoado Natal para Você e sua família. "Ele nasce e renasce a cada instante, no coração que acolhe seu irmão, seu semelhante."

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 25/12/2018

ANO C


Missa da véspera: Lucas 2,1-14
Missa do dia: João 1,1-18)

Lc 2,1-14
(missa da véspera)

Comentário do Evangelho

Maria dá à luz o Filho de Deus

O "evangelho de infância" de Jesus, com narrativas de sua concepção, nascimento e infância, só é encontrado em Mateus e Lucas. Este dois, começando seus evangelhos com a narrativa de nascimento na cidade de Belém, vinculada à memória de Davi, têm a intenção de atribuir a Jesus uma origem davídica. Lucas destaca as condições de despojamento e pobreza neste nascimento. Enquanto Mateus narra a visita dos magos do Oriente trazendo ricos presentes, Lucas narra a visita dos humildes pastores em vigília dos rebanhos de seus patrões. Lucas é o evangelista dos pobres amados por Deus. Em um mundo marcado pelas injustiças dos poderosos, o povo oprimido vislumbra a libertação e a vida plena.
José Raimundo Oliva
Oração
Pai, dá-me um coração de pobre que me permita contemplar o nascimento de teu Filho Jesus, que viveu pobre para ser solidário com os pobres.
Fonte: Paulinas em 25/12/2012

Vivendo a Palavra

Natal é isto: um mergulho no Mistério de Amor. O Pai Misericordioso amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigênito para que todos que crerem nele não morram, mas permaneçam para a Vida Eterna. Que proclamemos esse Mistério de Amor com o testemunho da nossa vida fraterna.
Fonte: Arquidiocese BH em 25/12/2012

VIVENDO A PALAVRA

Natal é isto: um mergulho no Mistério do Amor. O Pai Misericordioso amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigênito para que todos que creem nele não morram, mas permaneçam para a Vida Eterna. Que proclamemos esse Mistério de Amor com o testemunho da nossa vida em comunhão fraterna.

Meditando o evangelho

Lucas e Mateus, começando seus evangelhos com a narrativa do nascimento de Jesus na cidade de Belém, vinculada à memória de Davi, têm a intenção de atribuir a Jesus uma origem davídica. Nos evangelhos de Marcos e de João não há referências ao nascimento em Belém. Lucas destaca as condições de despojamento e pobreza neste nascimento. Enquanto Mateus narra a visita dos magos do oriente trazendo ricos presentes, Lucas narra a visita dos humildes pastores em vigília dos rebanhos de seus patrões. Lucas é o evangelista dos pobres amados por Deus. Em um mundo marcado pelas injustiças dos poderosos, o povo oprimido vislumbra a libertação e a vida plena.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Ó, Jesus, contemplando o teu nascimento, faz nascer em mim a esperança! Ajuda-me a ser sinal dela, como a estrela de Belém o foi para os sábios do Oriente. Com tua ajuda eu poderei levar consolo aos que mais sofre.

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. NASCEU PARA VÓS UM SALVADOR!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

O anúncio do evangelho de Cristo na celebração de Natal, não quer destruir os símbolos natalinos que a sociedade se utiliza nessa época, mas quer restituir ao mundo o verdadeiro sentido do Natal.
O natal paganizado, que se prostra diante do deus- consumismo, só oferece a felicidade aos que muito podem comprar, por isso, para o comércio é um tempo de esperança, que se realiza no dinheiro que entra no caixa da loja.
Para as pessoas de um modo geral, Natal é panetone com champanhe, presente, amigo invisível, confraternizações, gigantescas árvores de natal, fachadas residenciais e comerciais iluminadas com mil luzes, perus e tender, regado com cerveja ou um bom vinho, quem não pode passar por esse ritual de consumismo, está fora da aldeia global.É bem verdade que por conta do sentimentalismo, a emoção toma conta dos encontros familiares, pensa-se nos que já partiram, e até algumas reconciliações marcadas pelas lágrimas acabam acontecendo.
Tempo de cartões e mensagens belíssimas, que falam de paz, esperança, otimismo,alegria. Quanto ao Papai Noel, inspirado em São Nicolau, um velhinho bondoso que ajudava os mais pobres, cada vez mais se torna em cada natal, a personificação do deus consumismo. É uma imagem meiga que inspira ternura, que risca os céus estrelados dos filmes natalinos, com o trenó puxado pelas Renas, veio do Pólo Sul onde a lenda diz que está sua fantástica fábrica de brinquedos, e sem dúvida alguma “roubou” a cena do protagonista principal, que não é uma lenda ou um conto de fadas, que nos trás, não um saco cheio de presentes, mas sim o maior de todos os presentes: a Salvação do Senhor nosso Deus!
A humanidade de hoje não compreende o sentido da palavra Salvação, ela foi trocada pelo consumismo, o homem quer ser feliz hoje, nessa vida, do seu jeito e não do jeito de Deus, o homem tem os seus planos e não está disposto a abrir mão deles, por causa do Plano de Deus.
Chama-nos a atenção nessa noite a forma inusitada como Deus veio ao encontro do homem: uma criança, frágil, pequena, desprotegida e carente. Maria e José não são pessoas especiais, dotadas de poderes extraordinários, são simples mortais como qualquer um de nós, é verdade que Maria foi preservada do pecado, mas isso não fazia dela uma mulher especial, diferente das demais mulheres da Galiléia. Do mesmo modo que os pastores, primeiros a receberem o anúncio no evangelho de São Lucas, não são místicos ou visionários, pelo contrário, eram pessoas muito mal vistas pela sociedade,por terem fama de serem ladrões e mentirosos.
A encarnação de Jesus não se dá fora de um contexto humano, ele não cai do céu de pára-quedas, mas se insere no momento histórico que o seu povo vive, sob a dominação romana, quando César Augusto publicou um decreto, ordenando o recenseamento de toda a terra, quando Quirino era governador da Síria. José e Maria são apenas mais um casal, dos muitos que tiveram de se deslocar para sua cidade de origem para fazerem o censo. Deus não quis parar o fluxo da história para entrar na humanidade...
A vinda do Messias tão esperado não era apenas um fato religioso, mas também histórico, social e político, o que os poderosos não esperavam é que o nascimento do Messias fosse fugir totalmente do controle dos sumo sacerdotes, que detinham o poder religioso da época. E por isso o rejeitaram com veemência “Veio para o que era seu, mas os seus não o acolheram” . Jesus Cristo, uma criança pobre e frágil, filho do Zé e da Maria, estava muito longe do poderoso Messias que viria com poder e glória. Nessa natal a voz do anjo ecoa no tempo e no espaço “Não tenhais medo, hoje nasceu para vós um Salvador !” . Alguém que mudou a nossa sorte no prenúncio do profeta Isaias “Alegrai-vos e exultai ao mesmo tempo oh ruínas de Jerusalém, o Senhor consolou seu povo e resgatou Jerusalém” . Das ruínas da grandiosa cidade, e de um resto desprezível, Deus suscita algo novo, assentando as bases de um Reino que será eterno. Eis aí algo fantástico! Deus reconstrói os sonhos desfeitos, os planos que não deram certo. Isso é a Salvação!
Ah se nessa noite os homens todos parassem e ouvissem essa mensagem, trazida na boca de um anjo...Seria um recomeço, a recriação do mundo. Felizes os simples e humildes, que nessa noite se extasiam celebrando o Deus criança, são poucos o sabemos, porém estão em toda a parte. Para estes, Jesus não é uma imagem de uma criancinha, que se coloca em uma caixa de papelão e se guarda em cima do guarda roupa até o próximo ano,mas é o Filho de Deus, o Verbo Encarnado, de quem recebemos graça por graça, como afirma João no seu evangelho.
Que nesta noite possamos todos nos renovar, permitindo que de nossas ruínas interiores, a graça de Deus reconstrua tudo aquilo que o pecado destruiu. “Brilha hoje uma luz sobre nós, pois nasceu para nós o Senhor”.

2. O NASCIMENTO DE JESUS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).

Lucas e Mateus, começando seus evangelhos com a narrativa do nascimento de Jesus na cidade de Belém, vinculada à memória de Davi, têm a intenção de atribuir a Jesus uma origem davídica. Nos evangelhos de Marcos e de João não há referências ao nascimento em Belém. Lucas destaca as condições de despojamento e pobreza neste nascimento. Enquanto Mateus narra a visita dos magos do oriente trazendo ricos presentes, Lucas narra a visita dos humildes pastores em vigília dos rebanhos de seus patrões.
Lucas é o evangelista dos pobres amados por Deus. Em um mundo marcado pelas injustiças dos poderosos, o povo oprimido vislumbra a libertação e a vida plena.
Fonte: NPD Brasil em 25/12/2012

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Nasceu para nós o Deus-Menino
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

O sentir medo faz parte do ser humano, principalmente na relação com Deus, todos os personagens do A T, desde os patriarcas até os profetas, sentiram medo quando Deus se revelou para confiar-lhes uma missão. O pecado e o sentimento de culpa nos fazem ainda mais medrosos diante de Deus, no NT percebe-se que constantemente os discípulos são dominados pelo medo em muitas situações na experiência que fizeram com Jesus, e em todas essas situações o próprio senhor irá lhes dizer “Não tenhais medo...”. Temos medo daquilo que não conhecemos, temos medo de algo que é muito maior que nós, temos medo de tudo aquilo sobre o qual não temos controle e nem a compreensão.
Temos medo das forças da natureza, medo presente em tantas fobias e traumas sofridos na infância ou adolescência, mas temos muito medo principalmente de Deus, infelizmente muitos fazem da experiência com Deus uma relação baseada no medo, de não ser amado, perdoado, compreendido e aceito. Qualquer rejeição nesta vida é dolorosa, mas o pensamento tenebroso de que Deus possa nos rejeitar algum dia, nos causa grande pavor e angústia.
Os pastores eram pessoas rejeitadas pela sociedade e religião, considerados impuros e incapazes de alcançarem à salvação, nem no templo podiam entrar e ninguém confiava em suas palavras. Eles representam neste evangelho da Noite de Natal, todas aquelas categorias de pessoas excluídas, marginalizadas, consideradas lixos da humanidade, irrecuperáveis e desprezadas, pessoas de tão baixa qualidade que não compensaria trabalhar para recuperá-las socialmente e moralmente. Cada um de nós conhece alguém nessas condições, talvez membro da nossa família, ou que more perto de nós, pode também ser alguém da comunidade, que muitas vezes olhamos com o canto dos olhos.
Nesta noite de natal Deus fez uma revolução, deixou de lado as noventa e nove ovelhas de Israel e se manifestou na pastagem, em primeiríssimo lugar aos homens desqualificados e desprezados, que diante de tanta rejeição social e religiosa, já tinham gravado no coração e na mente, que o Messias Salvador jamais viria para eles, mas somente para os justos praticantes da lei de Moisés, por isso, o primeiro sentimento que lhes invade o coração diante do anjo do senhor que lhes apareceu, é justamente o medo, talvez de um castigo ou condenação. Não é este por acaso, o sentimento que temos quando pensamos em nossa morte?
“Na tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo: hoje na cidade de Davi, nasceu para vós um salvador, que é o Cristo Senhor...”
Nasceu para vós - não nasceu para os que se consideram justos, santos e zelosos cumpridores da lei, é um salvador que fala a nossa linguagem, que tem a nossa carne, que é pobre e rejeitado, como os pastores, nem tinha um lugar confortável para nascer. O sinal confirma essa proximidade de Deus com os homens, trata-se realmente do Emanuel, “Deus conosco” – não se trata de uma criança com super poderes, mas de um menininho pobre, deitado entre as palhas de uma manjedoura, envolto em faixas e que precisa dos cuidados de um pai e mãe, como qualquer criança.
Nesse dá para confiar, é um dos nossos! É igual a nós! É pé no chão! Capaz de sonhar os nossos sonhos, de ter no coração as nossas mesmas esperanças. Todo o céu se alegra e os anjos cantam os louvores de Deus. Anjos que estão em plena sintonia com o projeto de Deus, que para manifestar o grande amor pela humanidade pecadora, envia seu Filho Divino, da mesma natureza e essência, que livremente aceita o rebaixamento.
Ato salvífico que manifesta ao mesmo tempo toda glória e louvor a Deus, transmitindo também a paz aos homens por ele amados. A paz que derruba as barreiras entre Deus e os homens, a paz que abre o nosso coração para o amor e a graça trazida por Jesus de Nazaré! Não há mais razão para ter medo! Deus nos provou o seu amor, nesta noite Feliz!

2. Natal do Senhor
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Chegou a plenitude dos tempos. Deus enviou seu Filho ao mundo. Exultemos todos de alegria no Senhor, porque nasceu na terra o nosso Salvador. Hoje desceu do céu sobre nós a verdadeira paz. Mais do que ausência de guerra, mais do que um estado da alma, a paz é alguém. A paz é o Senhor Jesus. Moisés, no Deuteronômio, manda que os filhos de Israel se “colem” no Senhor, sem tê-lo visto e sendo ele puro espírito. Agora já podemos abraçá-lo e ser por ele abraçados.

3. O VERBO SE FEZ CARNE
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total).

Lucas e Mateus, começando seus evangelhos com a narrativa do nascimento de Jesus na cidade de Belém, vinculada à memória de Davi, têm a intenção de atribuir a Jesus uma origem davídica. Nos evangelhos de Marcos e de João não há referências ao nascimento em Belém. Lucas destaca as condições de despojamento e pobreza neste nascimento. Enquanto Mateus narra a visita dos magos do oriente trazendo ricos presentes, Lucas narra a visita dos humildes pastores em vigília dos rebanhos de seus patrões. Lucas é o evangelista dos pobres amados por Deus. Em um mundo marcado pelas injustiças dos poderosos, o povo oprimido vislumbra a libertação e a vida plena.
Pelo mistério da Encarnação, estabeleceu-se uma comunhão indissolúvel entre a divindade e a humanidade. Jesus foi o ponto de encontro deste movimento que ligou a Terra ao Céu, o homem a Deus, a história à eternidade.
Vindo de junto do Pai, Jesus é a Palavra de Deus que se tornou visível na história humana. Sua existência iria manifestar os desígnios divinos, tanto no seu falar quanto no seu agir. A vida que haveria de transmitir, mediante gestos poderosos, provinha da abundância da vida herdada do Pai. Sua presença se constituiria em luz para orientar a humanidade dacaída, ansiosa de salvação. Por meio dele, seria possível chegar até Deus e experimentar a comunhão divina.
Todavia, este Jesus era plenamente humano, excluindo-se apenas a experiência do pecado. Não lhe foram concedidas regalias, pelo fato de ser o Filho de Deus. Por isso, experimentou a rejeição exatamente daqueles para os quais fora enviado. Sua não-acolhida revelar-se-ia em forma de perseguição, hostilidades e abandono, para culminar na morte de cruz. Na medida em que descia aos porões da humanidade, Jesus ia comunicando ao ser humano, ferido pelo pecado, o lenitivo da salvação. Desta forma, as pessoas reconciliavam-se com Deus e recuperavam sua dignidade original. Nisto consiste o mistério do Natal!
Oração Final
Pai Santo, que o Natal não seja para nós apenas um dia, ou mesmo uma oitava de festas, mas a lembrança por toda nossa vida de que teu Filho Unigênito se fez humano como nós, para que nós O seguíssemos, tornando-nos filhos do teu Amor. Pelo mesmo Cristo Jesus, na unidade do Espírito Santo.

Oração Final
Pai Santo, que o Natal não seja para nós apenas um dia, ou mesmo uma oitava de festas, mas a lembrança por toda nossa vida de que teu Filho Unigênito se fez humano como nós, para que nós O seguíssemos, tornando-nos filhos do teu Amor. Pelo mesmo Cristo Jesus, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 25/12/2012

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, diante do Dom Maior que nos dás – a tua Palavra Libertadora – calamos nossas vozes e, em reverente silêncio, pedimos que envies o teu Espírito para que Ele, em nós e por nós, manifeste encantamento e gratidão pelo Cristo, que hoje se tornou humano como nós em Jesus de Nazaré. Por Ele, que agora vivo, contigo reina na unidade do Espírito Santo.

NATAL DO SENHOR - MISSA DO DIA

Ano C - Branco

“A Palavra se encarnou e armou sua tenda entre nós.”

Jo 1,1-18
(missa do dia)

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DO NATAL DO SENHOR PULSANDINHO: É Natal! As promessas de Deus se cumprem: um menino nasceu para nós! Na pessoa do Filho, Palavra encarnada que armou sua tenda em nosso meio, Deus fala-nos face a face, e podemos contemplá-lo como um de nós. Somos gratos ao Pai, pois na Palavra feita gente recebemos o poder de nos tornarmos filhos de Deus, nós que acolhemos Jesus e acreditamos em seu nome.

INTRODUÇÃO DO NATAL DO POVO DE DEUS: Nasceu-nos hoje um Menino, um Filho nos foi dado! Esse é o nosso canto neste dia que o Senhor preparou para que experimentássemos a sua fidelidade no cumprimento de suas promessas. O Esperado das Nações, o Cristo que vem, armou sua tenda entre nós. A divindade invisível tornou-se visível em nos- sa carne e, desde este dia, a história ganhou novo sentido. Com este nascimento, nossa esperança é renovada e nossa fé robustecida pela certeza de que Deus nos ama e que, nascendo pobre, fez-se pobre entre os mais pobres para nos oferecer o caminho de nossa salvação.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Para reconquistar os homens, para elevá-los a sí, para falar com eles, Deus veio a este mundo como uma criança; como um balbucio que é fácil de sufocar. E, de fato, o sufocam. Sufocam-no fazendo do Natal a festa da sociedade de consumo, do esbanjamento institucionalizado; festa dos presentes e das decorações luminosas, do décimo terceiro salário e dos champanhes e panetones; festa de certa poesia e bondade generalizada, de um difuso sentimentalismo com verniz de generosidade e emoção. Outrros sufocam o Deus-Menino impedindo-o de crescer: Deus permanece criança por toda sua vida; uma frágil estatueta de terracota, relegada a uma caixa, que se coloca no presépio uma vez por ano; é preciso um pretexto para dar certa aparência religiosa a esse natal pagão. As palavras que essa Criança trouxe aos homens não são ouvidas; são exigentes demais e inoportunas, enquanto um cristianismo adocicado e conveniente à nossa vida sem a presença real dEle pois é muito mais cômodo...

Reflexão

Para compreender a encarnação de Deus no seio de Maria, João inicia seu evangelho com o prólogo, no qual encontramos como que uma síntese dos temas desenvolvidos ao longo do evangelho. João inicia o prólogo como inicia o primeiro livro da Bíblia. Nos dois livros encontramos a Palavra criadora e geradora de vida. Segundo o autor, Jesus é a palavra geradora de vida. Tornando-se carne, a Palavra de Deus tornou-se visível e luz da humanidade. Com sua chegada, Jesus inicia nova humanidade. Deus tornou-se um de nós, sujeito à fragilidade, à dor e à derrota. O Filho tornou visível o Deus invisível. Deus não mais está mudo e escondido, mas revelou-se à humanidade, encarnando-se nela. Ele não se comunicou apenas com palavras e teorias, compreensíveis apenas aos sábios e entendidos. Sua palavra encarnou-se no Filho para que todos, até os mais simples, possam compreendê-lo ao nos revelar o rosto humano do Pai que é amor, misericórdia e perdão. Para conhecer a Deus, basta olhar para Jesus, para sua vida, para suas opções.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

Meditando o evangelho

O VERBO SE FEZ CARNE

Pelo mistério da Encarnação, estabeleceu-se uma comunhão indissolúvel entre a divindade e a humanidade. Jesus foi o ponto de encontro deste movimento que ligou a Terra ao Céu, o homem a Deus, a história à eternidade.
Vindo de junto do Pai, Jesus é a Palavra de Deus que se tornou visível na história humana. Sua existência iria manifestar os desígnios divinos, tanto no seu falar quanto no seu agir. A vida que haveria de transmitir, mediante gestos poderosos, provinha da abundância da vida herdada do Pai. Sua presença se constituiria em luz para orientar a humanidade dacaída, ansiosa de salvação. Por meio dele, seria possível chegar até Deus e experimentar a comunhão divina.
Todavia, este Jesus era plenamente humano, excluindo-se apenas a experiência do pecado. Não lhe foram concedidas regalias, pelo fato de ser o Filho de Deus. Por isso, experimentou a rejeição exatamente daqueles para os quais fora enviado. Sua não-acolhida revelar-se-ia em forma de perseguição, hostilidades e abandono, para culminar na morte de cruz. Na medida em que descia aos porões da humanidade, Jesus ia comunicando ao ser humano, ferido pelo pecado, o lenitivo da salvação. Desta forma, as pessoas reconciliavam-se com Deus e recuperavam sua dignidade original. Nisto consiste o mistério do Natal!
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, vieste ao mundo para reconciliar a humanidade com Deus. Que eu saiba colher os frutos de teu gesto de amor, deixando a divindade transparecer em mim.

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1 - Homilia do Diácono José da Cruz – NATAL DO SENHOR (Missa do dia) - "O VERBO DIVINO SE FEZ HOMEM E HABITOU ENTRE NÓS"

Mais do que um teólogo, acho que o evangelista João era um poeta dos melhores, essa frase é a palavra chave do seu evangelho, proclamado na Missa do dia de Natal, mais parece uma poesia, coisa de quem sentiu um encantamento com o nascimento de Jesus. O evangelho da missa da vigília mostra-nos como Deus vai se movendo em meio a situações desencontradas na vida de duas pessoas: Maria e José. O noivado com José, a gravidez inesperada, a reação de José, que abre mão do seu direito de denunciar Maria, para não lhe causar nenhum mal e resolve abandoná-la. Um amor que quer o bem da esposa, ainda que isso signifique viver longe dela, um amor que não quer dominar ser o dono da verdade, ter toda a razão, mas um amor que quer preservar a vida de quem ama, ainda que isso lhe traga dores, dúvidas e amarguras. Deus escolheu o homem certo, José era justo, mesmo que não entendesse os fatos envolvendo sua noiva, fez prevalecer o amor. O amor a Deus e aos irmãos não explica, mas aceita e só quer o bem do outro.
E por trás de um amor puro e devotado, está à vontade de Deus, que vai realizar tudo o que os profetas haviam falado – eis que a virgem conceberá e dará a luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa “Deus conosco”. José aceita, não porque compreende racionalmente os fatos, mas porque sabe que Deus está agindo e isso lhe basta.
Costuma-se dizer sempre que “Deus escreve sempre certo, por linhas tortas” e isso é mesmo a mais pura verdade, o grande rei Davi havia nascido em Belém, e seria lá também que o messias haveria de nascer, José e Maria não são pessoas especiais, diferentes das demais, mas vivem em meio a história, dentro das estruturas do mundo, o cristão não pode alienar-se do mundo e fugir do seu destino humano, José e Maria, sujeito às leis do império romano, sobem até Belém para serem recenseados, e lá Jesus acaba nascendo em uma estrebaria, nas grandes cidades nem sempre há um cantinho para o migrante que tem de se virar em qualquer canto, no banco de uma praça ou em baixo de uma ponte, nos barracos e favelas e assim, do mesmo modo que os moradores de rua partilham suas alegrias, quando as tem, Deus quis partilhar com uma classe marginalizada a grande alegria do nascimento do seu filho – e assim, os pastores são os primeiros a serem informados. Logo eles, que tinham fama de serem brigões e mentirosos, homens sem palavra que jamais seriam ouvido como testemunhas nos tribunais, foram os privilegiados.
Para gente simples o sinal é também simples, encontrareis um menino envolto em faixas e deitado nas palhas de uma estrebaria. Não é uma criança sobrenatural, mas excluído e rejeitado igual eles, que eram proibidos de entrarem no templo ou na sinagoga.
Deram glória a Deus porque sentiram a alegria de serem lembrados por ele, chegou enfim a salvação, que não vem da corte ou dos palácios, que não vem das pomposas cerimônias do templo, mas de uma criancinha deitada em uma humilde estrebaria.
Infelizmente o natal do consumismo vai por outro caminho, e só leva boas notícias aos ricos e poderosos, que podem se banquetear na noite de natal, e trocar ricos presentes, pois ainda temos entre nós tantos “pastores” banidos da sociedade e das igrejas, gente desprezada e deixada de lado por um sistema injusto e pecaminoso, gente que não conhece e nem faz idéia de que Deus os ama apaixonadamente e que essa declaração de amor acontece e é renovada na noite de natal. A igreja é por excelência portadora desse anúncio onde os últimos da sociedade deverão ser os primeiros a receber esta boa nova.
José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail jotacruz3051@gmail.com

2 - Homilia do Padre Françoá Rodrigues Costa – NATAL DO SENHOR (Missa do dia) - “Vitória, perdão e vida junto ao Menino-Deus”

“Exulte o justo, porque se aproxima da vitória; rejubile o pecador, porque lhe é oferecido o perdão; reanime-se o pagão, porque é chamado à vida” (S. Leão Magno).
Vitória. Perdão. Vida. Tudo isso nos é dado porque “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1,14). No dia 25 de março, a Igreja celebra a anunciação do Senhor e a encarnação do Verbo; nove meses depois, no dia 25 de dezembro, o Verbo encarnado nasce para que possamos ver a sua glória velada, mas real. O menino frágil e dependente de Maria e de José é o Filho de Deus encarnado, é ele e somente ele quem pode dar-nos a vitória, o perdão e a vida.
Vitória! Esta palavra me lembra daquele canto tradicional: “Vitória! Tu reinarás, ó Cruz tu nos salvarás!” A vitória vem pela Cruz! Mas o despojamento da Cruz já se prefigura em Belém. O Filho de Deus, desde o seu nascimento temporal, se deixa acompanhar pela pobreza, pela simplicidade e até pela perseguição. E aí se encontra a vitória? Para uma mentalidade hedonista, materialista e sem fé, tal coisa seria um absurdo. Malgrado, tal maneira de pensar está penetrando em muitos cristãos que, em nome de uma “corrente da prosperidade”, já não querem abraçar a cruz das tribulações nesta vida. Ao contrário, pretendem viver sem tribulações nesta vida e na outra. Na outra, tudo bem. Nesta vida, porém, a coisa é diferente! Jesus passou por muitas dificuldades e abraçou a cruz amorosamente desde o seu nascimento… E nós? Por que tanto medo da cruz? Por que tanto medo de encontrar-nos com o Cristo pobre e simples? Por que tanto medo da vitória de Deus que é, de maneira patente, vitória sobre o nosso egoísmo e aburguesamento?
Mas podemos recomeçar! O perdão de Deus se nos oferece constantemente para que, com alegria, vivamos a nossa fé. Por mais pecador que sejamos não tenhamos medo do Senhor, ele fez-se tão pequeno para que os pequenos deste mundo se aproximassem dele com a esperança da reconciliação com Deus e com todos os homens. Nem permitiremos que alguma falta de perdão aos outros invada o nosso coração neste dia santo. Abriremos de par em par o nosso ser a Deus e a todos os homens e mulheres, máxime àqueles que estão próximos a nós. Tais pessoas merecem a nossa atenção, gratidão e estima. Lembremo-nos da oração que o Senhor nos ensinou: “perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Perdoemos! Perdoemos de coração a quem nos ofendeu e sentiremos um grande alívio, uma grande paz, uma restauração que vai do mais profundo ao mais periférico do nosso ser.
“Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (Jo 1,5). A vida do Filho de Deus ilumina a vida dos filhos dos homens. Ilumina-a porque a retira das trevas do pecado e da morte. Ilumina-a porque dá sentido ao que antes estava desorientado. Ilumina-a porque dá todos os meios necessários para alcançar a felicidade já neste mundo e, depois, na eternidade. Talvez muitas pessoas considerem-se como que “jogadas aí na existência” e aí deixadas simplesmente porque não descobriram o projeto de Deus para as suas vidas. É misterioso e, ao mesmo tempo, é duro pensar que nós, seres humanos, podemos frustrar os desígnios de Deus. Foi exatamente isso que aconteceu com alguns dos contemporâneos de Jesus, fariseus e mestres da Lei, dos quais se diz que ao rejeitarem o batismo de João e, posteriormente, o de Jesus “tornaram inútil para si mesmos o projeto de Deus” (Lc 7,30).
Não tornaremos inútil o projeto de Deus para nós. Ao participarmos das celebrações da Igreja durante esses dias solenes, aproximar-nos-emos do presépio humilde de Belém e diremos ao Senhor que a sua Vida encha a nossa vida, que o nosso amor encha o nosso coração e que nas nossas vidas se cumpram os eternos desígnios da Santíssima Trindade. Maria, a Mãe de Jesus, está segurando o Menino Jesus nos seus braços e quer deixar que também nós tenhamos em nossos braços o Divino Infante. Ela sabe que só ele tem a chave para todos os mistérios da nossa vida. Jesus, sendo verdadeiro Deus, é também o verdadeiro homem que mostra em si mesmo como deve ser a pessoa humana segundo os projetos eternos.
Feliz Natal!
Pe. Françoá Rodrigues Figueiredo Costa

3 - Homilia de Dom Henrique Soares da Costa - NATAL DO SENHOR (Missa do dia)

“Um Menino nasceu para nós: um Filho nos foi dado! O poder repousa nos seus ombros. Ele será chamado ‘Mensageiro do Conselho de Deus’”. Estas palavras, lidas na leitura da Missa da Noite, dão bem o sentido da presente celebração. Nasceu para nós um Menino; foi-nos dado um Filho! Vamos encontrá-lo pobrezinho e frágil, deitado na manjedoura, alimentado por uma Virgem Mãe, guardado por um pobre carpinteiro. Mas, quem é este Menino? Quem é este Filho? Agora, com o sol já claro e alto, podemos enxergar melhor o Mistério: meditemos bem sobre o que celebramos na noite de ontem para hoje, no que professamos neste dia tão santo!
Este menininho, a Escritura nos diz que ele é a Palavra eterna do Pai: esta Palavra “no princípio estava com Deus… e a Palavra era Deus”. Esta Palavra, que dorme agora no presépio, depois de ter mamado, é aquela Palavra poderosa pela qual tudo que existe foi feito, “e sem ela nada se fez de tudo que foi feito”. Esta Palavra tão potente, feita tão frágil, esta Palavra que sempre existiu e que nasceu na madrugada de hoje, esta Palavra que é Deus, feita agora recém-nascido, é a própria Vida, e esta Vida é a nossa luz, é a luz de toda humanidade. Fora dela, só há treva confusa e densa! Sim, fora do Deus feito homem, do Emanuel, não há vida verdadeira! O Autor da Carta aos Hebreus, na segunda leitura, diz que, após ter falado aos nossos pais de tantos modos, Deus, agora, falou-nos pessoalmente no seu Filho, “a quem ele constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também criou o universo”; somente a ele, o Pai disse: “tu és o meu Filho, eu hoje te gerei!” Por isso, somente eles nos dá o dom da vida do próprio Deus!
Eis o mistério da festa de hoje: nesta criancinha nascida para nós, Deus visitou o seu povo, Deus entrou na humanidade. Que mistério tão profundo: ele, sem deixar de ser Deus, tornou-se homem verdadeiramente. Deus se humanizou! Veio desposar a nossa condição humana, veio caminhar pelos nossos caminhos, veio experimentar a dor e a alegria de viver humanamente: amou com um coração humano, sonhou sonhos humanos, chorou lágrimas humanas, sentiu a angústia humana… Ele, Filho eterno do Pai, tornou-se filho dos homens para salvar toda a humanidade, “tornou-se de tal modo um de nós, que nós nos tornamos eternos!”
Ó criatura humana, por que temes com a vinda do Senhor? Ele não veio para julgar ninguém. Não nasceu para condenar. Por isso ele apareceu como criancinha e não como um rei potente; pode ser encontrado na manjedoura, não no trono. Seu chorinho é doce, não afugenta ninguém. Sua mãe enfeixou seus bracinhos frágeis: por que ainda temes? Ele não veio armado para punir. Ele está aí franzino para ficar junto de nós e nos libertar! Celebra, pois, a chegada do teu maior Amigo! Canta Aquele que foi sempre, no sono e na vigília, esperado e ansiado, o guarda de Israel, o consolo da humanidade, o alento do nosso coração. Ele chegou, finalmente! Chegou para nunca mais nos deixar, porque desposou para sempre a nossa pobre humanidade! São Jerônimo, com palavras cheias de ternura, medita sobre este mistério: “O Cristo não encontra lugar no Santo dos Santos, onde o ouro, as pedras preciosas, a seda e a prata reluziam: não, ele não nasce entre o ouro e as riquezas, mas nasce num estábulo, na lama dos nossos pecados. Ele nasce num estábulo para reerguer os que jazem no meio do estrume: ‘Ele retira o pobre do estrume’. Que todos os pobres encontrem nisso consolo! Não havia outro lugar para o nascimento do Senhor, a não ser um estábulo; um estábulo onde se achavam amarrados bois e burros! Ah! Se me fosse dado ver este estábulo onde Deus repousou! Na realidade, pensamos honrar o Cristo retirando o presépio de palha e substituindo-o por um de prata… Para mim tem mais valor justamente o que foi retirado: o paganismo merece prata e ouro. A fé cristã merece o estábulo de palha. Pois bem! Ouvimos a criança choramingar no estábulo: adoremo-la, todos nós, no dia de hoje. Ergamo-la em nossos braços, adoremos o Filho de Deus. Um Deus poderoso, que por longo tempo, bradou alto dos céus e não salvou ninguém: agora choramingou e salvou. A elevação jamais salva; o que salva é a humildade! O Filho de Deus estava no céu, e não era adorado; desce à terra e passa a ser adorado. Mantinha sob seu domínio o sol, a lua, os anjos, e não era adorado; nasce na terra, homem, homem completo, integralmente homem, a fim de curar a terra inteira. Tudo o que não assumisse de humano, também não salvaria…”
É este o mistério do Santo Natal! Tenhamos o cuidado de não parar nas aparências, de não ficarmos somente na meiga cena do Menino, com a Virgem e são José! Este Menino é o Emanuel, o Deus-conosco! Este Menino veio como sinal de contradição, pois diante dele ninguém pode ser indiferente: ou se o acolhe, ou se o rejeita: “A Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito por meio dela, mas o mundo não quis conhece-la. Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram. Mas, a todos os que a acolheram, deram a capacidade de se tornarem filhos de Deus…” Pois bem: acolhamo-la, a Palavra que se fez Menino, Filho que nos foi dado! Se o acolhermos de verdade, na pobreza do dia-a-dia, no esforço de uma vida santa, então poderemos cantar com o salmista: “Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça. Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!”
Vamos todos! Sejamos testemunhas da graça deste dia, da novidade desta festa. E cumpram-se em nós as palavras da Escritura na leitura da missa de hoje: “Como são belos, sobre os montes, os pés do mensageiro que anuncia a paz, de quem anuncia o bem e prega a salvação e diz a Sião: o teu Deus reina! O Senhor consolou o seu povo! O Senhor desnudou seu santo braço aos olhos de todas as nações; todos os confins da terra hão dever a salvação que vem do nosso Deus”.Sejamos mensageiros dessa paz, dessa boa nova, sejamos testemunhas do Menino, irradiemos a graça do Santo Natal! Amém.
Dom Henrique Soares da Costa

4 - Homilia do Mons. José Maria - NATAL DO SENHOR (Missa do dia)

Somos convidados a formar coro com os anjos: Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na Terra às pessoas de boa vontade. Chegou a salvação! A luz se manifestou para iluminar os caminhos da humanidade, que anseia por paz e fraternidade. Deus se torna presente em nosso meio. A palavra se fez carne e veio morar junto a nós!
Alegremo-nos todos no Senhor! Hoje nasceu o Salvador do mundo; hoje desceu do céu a verdadeira paz. "Acabamos de ouvir uma mensagem transbordante de alegria e digna de todo o apreço: Cristo Jesus, o Filho de Deus, nasceu em Belém de Judá. A notícia faz-me estremecer, o meu espírito acende-se no meu interior e apressa-se, como sempre, a comunicar-vos esta alegria e este júbilo", anuncia São Bernardo. Coloquemo-nos a caminho para contemplar e adorar Jesus, pois todos temos necessidade dEle; é unicamente dEle que temos verdadeira necessidade. A verdade é que nenhum caminho que empreendemos vale a pena se não termina no Menino-Deus.
"Hoje nasceu o nosso Salvador. Não pode haver lugar para a tristeza, quando acaba de nascer a própria vida, a mesma que põe fim ao temor da mortalidade e nos infunde a alegria da eternidade prometida. Ninguém deve sentir-se incapaz de participar de tal felicidade, a todos é comum o motivo para o júbilo; pois Nosso Senhor, destrutor do pecado e da morte, como não encontrou ninguém livre de culpa, veio libertar-nos a todos. Alegre-se o santo, já que se aproxima a vitória. Alegre-se o gentio, já que é chamado à vida. Pois o Filho, ao chegar a plenitude dos tempos, assumiu a natureza do gênero humano para reconciliá-la com o seu Criador" (São Leão Magno). Daqui nasce para todos, como um rio que não pode ser contido, a alegria destas festas.
Vamos à Gruta de Belém levando o nosso presente! E talvez aquilo que mais agrade à Virgem Maria seja uma alma mais delicada, mais limpa, mais alegre por ser mais consciente da sua filiação divina, mais bem preparada por meio de uma confissão realmente contrita, a fim de que o Senhor resida com mais plenitude em nós: essa confissão que talvez Deus esteja esperando há tanto tempo…
Maria e José estão nos convidando a entrar. E, já dentro, dizemos a Jesus com a Igreja: "Rei do universo, a quem os pastores encontraram envolto em panos, ajudai-nos a imitar sempre a vossa pobreza e a vossa simplicidade" (Preces das Laudes de 5 de janeiro).
No presépio contemplamos Jesus, recém nascido, que não fala; mas é a Palavra eterna do Pai. Já se disse que o Presépio é uma cátedra. Nós deveríamos hoje "entender as lições que Jesus nos dá, já desde Menino, desde recém-nascido, desde que os seus olhos se abriram para esta bendita terra dos homens" (São Josemaria Escrivá, É Cristo que passa, nº14).
Jesus nasce pobre e ensina-nos que a felicidade não se encontra na abundância de bens. Vem ao mundo sem, ostentação alguma, e anima-nos a ser humildes e a não estar preocupados com o aplauso dos homens.
Quando nos aproximarmos hoje do Menino para beijá-lo, quando contemplarmos o presépio ou meditarmos neste grande mistério, agradeçamos a Deus o seu desejo de descer até nós para se fazer entender e amar, e decidamo-nos, nós também a tornar-nos crianças, para podermos assim entrar no Reino dos Céus.
Sejamos anunciadores da Boa Nova da Salvação que veio até nós! Na verdade, para que serviria celebrar o Natal de Jesus se os cristãos não soubessem anunciá-Lo aos seus irmãos com a sua própria vida? Celebra verdadeiramente o Natal todo aquele que, em si mesmo, acolhe o Salvador, com fé e com amor cada vez mais intensos, aquele que O deixa nascer e viver em seu coração para que possa manifestar-Se ao mundo na bondade, benignidade e doação generosa de quantos n'Ele acreditamos.
Um Feliz e Santo Natal para todos!
Mons. José Maria Pereira

HOMILIA DIÁRIA

Natal, festa da vida

Postado por: homilia
dezembro 25th, 2012

Ressoou, nesta noite, o antigo e sempre novo anúncio do Natal do Senhor. Ressoou para quem está alerta, como os pastores de Belém há mais de dois mil anos; também ressoa para quem aderiu ao apelo do Advento e, permanecendo atento, está pronto a acolher a mensagem feliz que canta a liturgia: “Hoje nasceu o nosso Salvador”.
Nesta noite, o tempo abre-se ao eterno, pois vós, ó Cristo, nascestes entre nós vindo do Alto. Do seio de uma Mulher, de todas a mais bendita, vós viestes à luz, Filho do Altíssimo. A vossa santidade purificou, de uma vez por todas, o nosso tempo: os dias, os séculos, os milênios. Com o vosso nascimento, fizestes do tempo um “hoje” de salvação.
Celebramos, nesta noite, o mistério de Belém, o mistério de uma noite singular que está, de certa forma, no tempo e para além do tempo. Do seio da Virgem nasceu um Menino, uma manjedoura serviu de berço para a Vida imortal.
Natal é a festa da vida, porque Jesus, vindo à luz como cada um de nós, abençoou a hora do nascimento. Uma hora que, simbolicamente, representa o mistério da existência humana, unindo a aflição à esperança, a dor à alegria. Tudo isto aconteceu em Belém: uma Virgem-Mãe deu à luz; “veio ao mundo um homem” (Jo 16,21), o Filho de Deus, o Filho do Homem. Mistério de Belém!
O Verbo chora numa manjedoura. Chama-se Jesus, que significa “Deus salva”, porque Ele “salvará o povo dos seus pecados” (Mt 1,21).
Não é em um palácio que nasce o Redentor, que vem instaurar o Reino eterno e universal. Ele nasce em um estábulo e, permanecendo entre nós, acende no mundo o fogo do amor de Deus (cf. Lc 12,49). Este fogo nunca mais se apagará.
Que possa este fogo arder nos corações como chama de caridade ativa, que dê acolhimento e apoio a tantos irmãos provados pela necessidade e pelo sofrimento!
Senhor Jesus, que contemplamos na pobreza de Belém, faça-nos testemunhas de sua Verdade e de seu amor que O levou a despojar-se da glória divina, a fim de nascer entre os homens e morrer por nós.
Faça, Senhor, que a luz desta noite, mais brilhante que o dia, difunda-se no futuro e oriente nossos passos no caminho da paz, que só se encontra na Verdade.
O que diremos sobre a encarnação do Verbo Divino? A encarnação é o supremo ato de amor de Deus, que assume a condição humana, transformando-a pelo dom do amor pleno. Em Jesus não é assumida apenas a sua corporeidade individual, mas a condição corpórea de toda a humanidade, integrada em todos os valores de dignidade, justiça e verdade, que, no amor, são revestidos de eternidade. “Deus é amor, e aquele que permanece no amor, permanece em Deus, e Deus, nele” (1Jo 4,16).
A encarnação do Filho de Deus é a revelação da presença real, amorosa e terna, vivificante e eterna do Pai entre homens e mulheres, pequenos e humildes.
O prólogo do Evangelho de João apresenta a origem divina de Jesus, como a Palavra eterna que procede de Deus, faz-se carne, morando entre nós, e, por graça, torna-nos seus filhos eternos. Renascidos no Batismo, como Ele, reinaremos eternamente.
Aproveito a oportunidade para expressar meus votos de um feliz e santo Natal a você e seus familiares!
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 25/12/2012