sábado, 28 de setembro de 2013

Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael - 29 de Setembro





Com alegria, comemoramos a festa de três Arcanjos neste dia: Miguel, Gabriel e Rafael. A Igreja Católica, guiada pelo Espírito Santo, herdou do Antigo Testamento a devoção a estes amigos, protetores e intercessores que do Céu vêm em nosso socorro pois, como São Paulo, vivemos num constante bom combate. A palavra “Arcanjo” significa “Anjo principal”. E a palavra “Anjo”, por sua vez, significa “mensageiro”.

LITURGIA DIÁRIA - O Domingo – Crianças

Dia 29 – MISSA DO 26º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Não ao egoísmo!


HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 29/09/2013

29 de Setembro de 2013

Ano C


Lc 16,19-31

Comentário do Evangelho

Quais os meios para entrar no Reino de Deus?

Os versículos 14 a 18 do capítulo 16 fazem a transição da parábola do administrador desonesto para o do rico e Lázaro.
Estes versículos nos deixam a impressão de que os fariseus amam o dinheiro (cf. v. 14) e exaltam em seus corações o que é detestável (até mesmo idolátrico) aos olhos de Deus (cf. v. 15). O que é um momento pobre para os fariseus é, na verdade, um grande momento, pois é um tempo em que todo homem se esforça por entrar no Reino de Deus (cf. v. 16), pela obediência à Lei (cf. v. 17). O que Jesus está tentando fazer ver aos fariseus é que, num tempo onde os meios para entrar no Reino de Deus estão na Lei de Deus, eles correm o risco de abraçar não a Lei, mas o que é abominável aos olhos de Deus.
É sobre esse pano de fundo que Jesus conta a parábola do rico e de Lázaro, nosso evangelho de hoje, em que se vive a vida como se a Lei não impusesse obrigações com relação ao próximo, como: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19,18). O desprezo pelo outro compromete o cumprimento dos mandamentos. Marcos no seu evangelho nos alerta para situação semelhante: “Abandonais o mandamento de Deus, apegando-vos à tradição dos homens” (Mc 7,8). Da região dos mortos (v. 23), o rico compreende que é a obediência à Lei o meio de entrar no Reino de Deus, por isso ele pede a Abraão que envie Lázaro ao seu irmão para alertá-lo (vv. 27-28). Mas Abraão insiste que eles já têm os meios: Moisés e os Profetas (v. 29.31), isto é, toda a Escritura, que é preciso ouvir (v. 29). Se eles rejeitam este meio, rejeitarão também Lázaro, ressuscitado dos mortos (cf. v. 31).
Cabe a eles, como também a nós, buscar os meios adequados, não quaisquer meios, mas os consignados na Escritura, para entrar no Reino de Deus. A Lei e os Profetas são dados para esta vida em vista do Reino de Deus.

Vivendo a Palavra

O homem rico pedia aparições miraculosas de mortos para a conversão de seus parentes. Jesus ensina que a nossa opção deve ser feita diante de um milagre – sim, um milagre! – mas o milagre da vida e das relações com os irmãos. A Igreja é lugar de viver a fraternidade – caminho natural para o Reino de Deus.

Meditação

Você é rico? Em que consiste sua riqueza? - Você é pobre? Pobre de que coisas? - Sua riqueza espiritual lhe dá sentido à vida? -  Como você encara seus irmãos pobres de bens materiais? -  Você participa de alguma obra que socorre os necessitados?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R

REFLEXÕES DE HOJE


29 de SETEMBRO – DOMINGO


1 - IGNORAR O POBRE É IGNORAR O PRÓPRIO JESUS! - Olívia Coutinho

2 - O HOMEM RICO E O POBRE LÁZARO - José Salviano

3 - Lázaro e o homem rico - Padre Queiroz

4 - Na companhia dos anjos ou no tormento - Helena Serpa

5 - Quem vai para o Céu?-Diac. José da Cruz


Liturgia comentada

No outro mundo... (Lc 16, 19-31)
Notável a parábola do “rico indiferente”, ou melhor, a “parábola dos seis irmãos”, como sugere J. Jeremias (“As Parábolas de Jesus”, Ed. Paulinas, 1983). Parábola que pode ser lida com humor ou com tremor...
Uma narrativa em dois tempos: neste mundo, o pobre entre dores e o rico entre gozos; no outro mundo, posições invertidas. E... para sempre, sem remissão... Detalhe curioso: é a única parábola de Jesus em que um dos personagens tem nome: Lázaro (ou Eleazar), que significa, em hebraico, “Deus ajuda”. Já o apelido do rico indiferente – Epulão – é posterior e não consta do original.
Entre os dois “tempos”, a morte como um limiar e uma virada, que tudo multiplica por (–1), invertendo todos os valores. O mendigo sofredor acaba no “seio de Abraão” (imagem do Céu), enquanto o rico gozador acaba atormentado no inferno (dispensa imagens!). O rico tenta um recurso paradoxal: pede a Abraão uma espécie de mediação do próprio Lázaro, para refrescar sua sede infernal. O mesmo que, antes, negara migalhas de pão, agora suplica por uma gota d’água...
Como isto era impossível, pois um abismo intransponível (chaos magnum, em latim) impede o contato entre céu e inferno, o condenado mostra preocupação com seus cinco irmãos que ainda vivem na terra e – supõe-se – viviam um estilo de vida semelhante ao que ele mesmo havia escolhido. Pede que o fantasma de Lázaro vá alertá-los. E ouve do Pai Abraão a resposta: “Eles têm Moisés (a Palavra escrita, lógos) e os Profetas (a Palavra viva, rhema). Basta ouvi-los!”
O ricaço ainda argumenta que a aparição de um morto teria mais impacto e os levaria à conversão. E a crua resposta: quem não ouve a Lei e as Profecias, também não daria ouvidos a um morto...
Quantas lições para nós! Não se vive impunemente. Há uma retribuição proporcional. Ficar surdo à Lei de Deus é coisa séria, de graves consequências. A indiferença ao pobre é mortal!
Prefiro, contudo, fixar-me em uma única lição: existe um OUTRO MUNDO. Este mundo não é o único. Aliás, este é provisório, passageiro. O outro, sim, é definitivo, tecido de eternidade. E viver como se nada houvesse além deste mundo, é pura insanidade!
Para que mundo nós estamos vivendo?
Orai sem cessar: “A ti, Senhor, o pobre se abandona confiante!” (Sl 10, 14)
Texto de  Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
santini@novaalianca.com.br

Liturgia de 29.09.2013 - 25º DTC - O rico e Lázaro

 

29 de setembro – 26º DOMINGO DO TEMPO COMUM


COITADO, SÓ TEM DINHEIRO!


I. INTRODUÇÃO GERAL

As leituras do 26º domingo comum dificilmente deixarão insensível o coração do verdadeiro cristão. Trazem uma contundente crítica à ganância, que, esta sim, torna insensíveis as pessoas. As leituras de hoje trazem um forte chamamento à conversão à solidariedade e à justiça social para a transformação de uma realidade injusta e iníqua, segundo a vontade de Deus. Essa necessidade de conversão não é apenas para os ricos, mas também para os pobres que têm coração e mentalidade de ricos e para todos os que não abrem os olhos para a realidade social injusta.

II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

1. I leitura (Am 6,1a.4-7)
Mais uma vez (como no domingo passado) Amós, mestre da ironia profética (veja as “vacas de Basã”, Am 4,1), critica a “sociedade de consumo” de Samaria e de Jerusalém (Sião). Os ricos, especialmente os da corte real, aproveitam a vida sem se importar com a “casa de José”, ou seja, com a ruína do povo. A “casa de José” são as tribos de Efraim e Manassés, filhos de José do Egito, que constituíram o reino do Norte (Samaria). José, porém, distribuía alimentos ao povo, enquanto os donos de Samaria tiravam o pão do povo. Por isso, essa elite tem que ir ao cativeiro, para aprender o que é a justiça e o direito.
Na leitura da semana passada, Amós revelava a ambiguidade dos ricos comerciantes da Samaria. Hoje, censura-lhes a irresponsabilidade. Denuncia o luxo e a luxúria das classes dominantes. Evoca ironicamente a gloriosa história antiga: os ricos, porque têm uma cítara para tocar, acham que são cantores como Davi… enquanto o povo é ameaçado pela catástrofe da injustiça social e da invasão assíria. Por isso, esses ricaços sairão ao exílio na frente dos deportados…

2. Evangelho (Lc 16,19-31)
A insensibilidade pelo sofrimento do pobre é também o tema da leitura evangélica deste domingo, a parábola do ricaço e do pobre Lázaro, Lc 16,19-31. Nesta parábola, própria de Lucas, o narrador acentua o perigo da riqueza. Mostra a insensibilidade de quem vendeu sua alma em troca de riqueza – quem é tão pobre que só possui dinheiro!
A descrição do pobre e de sua contrapartida, o ricaço, é extremamente viva. As sobras da mesa do rico não vão para o pobre, mas para o cachorro. Parece que é hoje. Significativo é que Lázaro tem nome, e seu nome quer dizer: Deus ajuda. O rico não tem nome, é ignominioso. Quando então sobrevém a morte, igual para ambos, o quadro se inverte. Lázaro vai para “o seio de Abraão” (é acolhido por Abraão no lugar de honra do banquete, podendo reclinar-se sobre seu lado). O rico, entretanto, vai para o xeol, a região dos mortos, onde passa por tormentos. Há entre os dois um abismo intransponível, de modo que Lázaro não poderia nem dar ao ricaço um pouco de água na ponta do dedo para aliviar-lhe o calor infernal. Na realidade, esse abismo já existia antes da morte – o abismo entre ricos e pobres –, mas com a morte tornou-se intransponível, definitivo. Então, o rico pede que Lázaro possa avisar seus irmãos, que vivem do mesmo jeito como ele viveu. Mas Abraão responde: “Eles têm Moisés e os profetas. Nem mesmo se alguém ressuscitasse dos mortos, não acreditariam nele”: alusão a Cristo.
Dureza, isolamento, incredulidade: eis as consequências do viver para o dinheiro. Podemos verificar esse diagnóstico em redor de nós, cada dia, e, provavelmente, também em nós mesmos. A pessoa só tem um coração; se o coração se afeiçoa ao dinheiro, fecha-se ao irmão.
Os ricos são infelizes porque se rodeiam de bens como de uma fortaleza. É a impressão que suscitam hoje os condomínios fechados. São “incomunicáveis”. As pessoas vivem defendendo-se a si e a suas riquezas. Os pobres não têm nada a perder. Por isso, “as mãos mais pobres são as que mais se abrem para tudo dar”.
Em nosso mundo de competição, a riqueza transforma as pessoas em concorrentes. A riqueza é vista não como “gerência” daquilo que deve servir para todos, mas como conquista e expressão de status. Tal atitude marca a riqueza financeira (capitalização sem distribuição), a riqueza cultural (saber não para servir, mas para sobrepujar) e a riqueza afetiva (possessividade, sem verdadeira comunhão). Considera-se a riqueza recebida como posse em vez de “economia” (palavra grega que significa: gerência da casa). Não se imagina o tamanho deste mal numa sociedade que proclamou o lucro e a competição como seus dinamismos fundamentais. Até a afetividade transforma-se em posse. As pessoas não se sentem satisfeitas enquanto não possuem o objeto de seu desejo, e, quando o possuem, não sabem o que fazer com ele, passando a desejar outro… Não sabem entrar em comunhão. Assim, a parábola de hoje é um comentário do “ai de vós, ricos” (Lc 6,24).

3. II leitura (1Tm 6,11-16)
A 2ª leitura de hoje não participa da temática principal da 1ª leitura e do evangelho, mas completa-a, no sentido de apresentar o contrário da dureza e avareza.
Imediatamente antes do trecho de hoje, a primeira Carta a Timóteo fala da avareza, que chega a abalar a fé (6,10). Também os ministros da Igreja devem cuidar-se dela. Depois, positivamente, exorta Timóteo a cultivar as boas virtudes (6,11-12), a ser fiel à profissão da fé (6,12.13), confiada a ele por Cristo, até sua volta (6,14.15-16). A Igreja está no tempo do crescimento; deve conservar o que lhe é confiado.
O testemunho de Cristo neste mundo não é nada pacífico. É uma luta: o bom combate. Importa travar esta luta – como o fez Paulo – até o fim, para que vivamos para sempre com aquele que possui o fim da História. (Poder-se-iam acrescentar à leitura os versículos que seguem, 1Tm 6,17-19, e que são uma lição do que o cristão deve fazer com seus bens.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

A riqueza que endurece: ouvimos as censuras de Amós contra os ricos da Samaria, endurecidos no seu luxo e insensíveis ao estado lamentável em que se encontra o povo. Jesus, no evangelho, descreve esse tipo de comportamento na inesquecível pintura do ricaço e seus irmãos, que vivem banqueteando-se, enquanto desprezam o pobre Lázaro, mendigo sentado à porta. Quando morre e vai ao xeol, o rico vê, de longe, Lázaro no céu, com o pai Abraão e todos os justos. Pede a Lázaro que venha com uma gota d’água aliviar sua sede. Mas é impossível. O rico não pode fazer mais nada, nem sequer consegue que Deus mande Lázaro avisar seus irmãos a respeito de seu erro. Pois, diz Deus, nem mandando alguém dentre os mortos eles não acreditam. Imagine, se mesmo a mensagem de Jesus ressuscitado não encontra ouvido!
E nós? Nós continuamos como o rico e seus irmãos. Os pobres morrem às nossas portas, onde despejamos montes de comida inutilizada… (Alguma prefeitura poderia talvez organizar a distribuição das sobras dos restaurantes para os pobres.) Será que devemos criar uma nova estrutura na sociedade, de modo que não haja mais necessidade de mendigar nem supérfluos a despejar? Isso certamente aliviaria, ao mesmo tempo, o problema social e o problema ecológico, pois o meio ambiente não precisaria mais acolher os nossos supérfluos. Mas, ao contrário, cada dia produzimos mais lixo e mais mendigos.
O exemplo do rico confirma a mensagem de domingo passado: não é possível servir a Deus e ao dinheiro. Quem opta pelo dinheiro afasta-se de Deus, de seu plano e de seus filhos. Talvez decisivamente.
Em teoria, aceitamos essa lição. Mas ficamos por demais no nível pessoal e interior. Procuramos ter a alma limpa do apego ao dinheiro e, se nem sempre o conseguimos, consideramos isso uma fraqueza que Deus há de perdoar. Mas não fazemos a opção por Deus e pelos pobres em nível estrutural, ou seja, na organização de nossa sociedade, de nosso sistema comercial etc. Temos até raiva de quem quer mudar a ordem de nossa sociedade. Prendemo-nos ao sistema que produz os milhões de lázaros às nossas portas. Pior para nós, que não teremos realizado a justiça, enquanto eles estarão na paz de Deus.
A “lição do pobre Lázaro” só produzirá seu efeito em nós, “cristãos de bem”, se metermos a mão na massa para mudar as estruturas econômicas, políticas e sociais de nossa sociedade. Porém, que adiantariam novas estruturas se também não se renovassem os corações? Quem conhece a história sabe que nenhuma estrutura social ou econômica é definitiva, porque é fruto do trabalho humano, que é sempre provisório. As estruturas mais justas não dispensam a sensibilidade por aquele que sofre, e é assumindo nossa responsabilidade diante do sofrimento de cada um, na dedicação ao amor fraterno, que cuidaremos também de tornar mais fraternas as próprias estruturas da sociedade.
Pe. Johan Konings, sj
Nascido na Bélgica, reside há muitos anos no Brasil, onde leciona desde 1972. É doutor em Teologia e licenciado em Filosofia e em Filologia Bíblica pela Universidade Católica de Leuven (Lovaina). Atualmente, é professor de Exegese Bíblica na Faje, em Belo Horizonte. Entre outras obras, publicou: Descobrir a Bíblia a partir da liturgia; A Palavra se fez livro; Liturgia dominical: mistério de Cristo e formação dos fiéis – anos A - B - C; Ser cristão;
Evangelho segundo João: amor e fidelidade; A Bíblia nas suas origens e hoje.
E-mail: konings@faculdadejesuita.edu.br

29 de setembro – 26° DOMINGO COMUM

TEMOS MISERICÓRDIA EM NÓS?

Lázaro passava necessidades, enquanto o homem rico fazia banquetes refinados todos os dias, sem se importar com o clamor daquele e de outros pobres. Não tinha misericórdia. Poderíamos dizer que era alguém que só pensava no próprio sucesso e não se compadecia dos sofredores, só levava em conta seu prazer e bem-estar. Em nosso dias, fala-se muito em ter sucesso, em conquistar o máximo de bens para si. Todos sabemos que bens materiais são importantes; por isso é que, inspirada em Jesus e em seu evangelho, a Igreja nos manda assistir os necessitados em suas dificuldades, partilhar o pão com os famintos, proporcionar refúgio aos desabrigados. No entanto, o evangelho nos ensina a viver com o necessário. Quem deseja ser discípulo de Jesus não pode fazer do bem-estar, do conforto, o principal objetivo da vida.
A parábola de Lázaro e do rico nos faz considerar uma verdade de nossa fé: quem só pensa em si mesmo e não é sensível aos sofrimentos dos outros fica longe do reino de Deus, por mais dinheiro que tenha, por mais riqueza que possua. Existe até uma propaganda de cartão de crédito que diz que o dinheiro não compra tudo, mas parece que muitos ainda não se convenceram disso e têm como meta de vida possuir mais e mais. O evangelho não está sugerindo que devemos ser displicentes ou desorganizados com nossas finanças, mas quer chamar a nossa atenção para o que é mais importante na vida. Vamos ouvir agora, enquanto temos tempo, “a Lei e os profetas”. A vida passa rápido, e o tempo perdido não volta.
Muita gente não desperdiça uma ocasião sequer de ganhar dinheiro. Não há problema nisso se não está trapaceando ou prejudicando alguém. No entanto, como discípulos e missionários de Jesus, não nos convém desperdiçar as ocasiões de fazer o bem a alguém. Lázaro estava passando fome e precisando de cuidados médicos. O rico o ignorava. A companhia do pobre eram os cachorros, que vinham lamber suas feridas. Talvez o evangelho queira nos dizer que quem ignora o sofrimento dos outros, quem não cuida do irmão, está abaixo dos cães, dos animais. Tudo isso não deve nos levar a julgar as outras pessoas, mas fazer um exame de consciência. Cada pessoa se pergunte: estou cuidando do meu próximo ou só penso em minhas necessidades?
Senhor, fazei-nos instrumentos de paz e amor!
Claudiano Avelino dos Santos, ssp 

29 de setembro: 26º domingo comum

ABISMO ENTRE RICOS E POBRES

Pobreza e riqueza, eis uma questão presente no evangelho de hoje que se torna assunto de encontros e conferências ao longo do tempo e nos lugares mais remotos.
Há várias interpretações para a existência de pobreza e riqueza, pobres e ricos: muitos ligam pobreza e riqueza à sorte e ao acaso; outros veem na pobreza sinal de incompetência e preguiça e na riqueza prêmio de competência e dedicação. A verdade é que a pobreza deve ser combatida e a riqueza partilhada.
Segundo a parábola, o rico não é condenado por ser explorador, por tratar mal seus empregados, por este ou aquele ato, mas porque, enquanto se banqueteava em “festas esplêndidas”, não via o pobre faminto em frente à sua casa. Foi insensível e indiferente à necessidade do pobre. Eis o grande pecado de hoje, o abismo que separa ricos e pobres: a indiferença, que pode tornar-se definitiva, permanente, até a eternidade.
O perigo da riqueza mostra-se real quando desumaniza a pessoa, tornando-a insensível e indiferente à realidade de miséria e sofrimento de muitos filhos e filhas de Deus. A razão de ser dos bens, fruto do trabalho de todos, é a promoção de todas as pessoas da sociedade.
Muitos países ricos estão construindo um abismo, fechando a porta a imigrantes que buscam – em meio à angústia e necessidades – vida com dignidade. Nações ou grupos multinacionais controlam a riqueza e fazem dela fonte de divisões em favor de seu domínio econômico.
Há também o abismo da discriminação e da intolerância derivada da cor, do gênero e da cultura – esquecendo que nos tornamos mais humanos quando nos relacionamos com a diversidade e a aceitamos.
O planeta Terra é a casa de todos ou a “casa comum”, onde convivemos com todos e nos sentimos em nosso próprio lar, usufruindo dos frutos do trabalho humano e dos bens – dons de Deus – que a própria natureza nos fornece.
Pe. Nilo Luza, ssp
Não construa sua riqueza em cima da miséria alheia
Onde vivemos, há ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres. Muitas vezes, a riqueza de alguns é construída em cima da miséria de muitos.
“Filho lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez , os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado” (Lc 16,25).
Um dos Evangelhos que relata, de forma muito clara, o drama que vive a comunidade desde os seus primórdios. O Evangelho nos mostra duas realidades. De um lado, a do rico que tudo tem, que tudo pode, que esbanja dos bens que tem, das posses, do dinheiro e de tudo aquilo que as riquezas podem dar a uma pessoa. E do outro lado, o pobre Lázaro praticamente miserável, que vive das misérias, da boa vontade das pessoas quando lhe dão algo para comer ou para poder sobreviver, de modo que ele vive jogado nas ruas, até os cachorros lambiam suas feridas.
No mundo em que nós vivemos, existem muitos ricos como no Evangelho de hoje; não existe pecado nenhum em ser rico, não existe mal nenhum em ter bens, em trabalhar honestamente, em adquirir posses e riquezas. O único mal é quando você olha a riqueza pela riqueza, faz dela o seu triunfo e coloca nela o sentido da sua vida, e você não pode olhar mais além; e pior ainda quando você se torna rico e não se lembra dos pobres.
Onde vivemos, há ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres. Muitas vezes, a riqueza de alguns é construída em cima da miséria de muitos.
Muitas vezes, o rico não se lembra de tratar com dignidade, com respeito e até promover a dignidade daqueles que estão sofrendo na miséria; por isso o Evangelho de hoje apresenta para nós o destino final da humanidade. O rico que vai sofrer os tormentos do inferno e o pobre que vai receber o consolo de Deus. Lá, o rico vai pedir o consolo ao pobre para vir em seu socorro, mas Abraão, representando o pai eterno, diz que é um abismo que separa quem está no céu de quem está no inferno.
Hoje, pobres e ricos podem conviver juntos pelo menos no mesmo planeta. É óbvio que um abismo social enorme os separa. É nosso papel, é nosso dever em cima daquilo que nos ensina o Evangelho, a Doutrina Social da Igreja. Trabalharmos e nos empenharmos, cada vez mais, para que a pobreza desapareça e para que menos pessoas passem por necessidades. Cuidemos dos pobres, porque a carne dos pobres, desprezados e sofridos, é a carne do próprio Jesus.
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.Facebook Twitter
LEITURA ORANTE

Lc 16,19-31 - Apelo à conversão



Preparo-me para a oração, rezando com todos os internautas:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.
Trindade Santíssima
- Pai, Filho, Espírito Santo,
presente e agindo na Igreja e na profundidade do meu ser,
eu vos adoro, amo e agradeço.
E invoco o Espírito Santo para que me ilumine na Leitura Orante:
Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis.
E acendei neles o fogo do vosso amor.
- Enviai, Senhor, o vosso Espírito e tudo será criado.
- E renovareis a face da terra.
Oremos:
Ó Deus, que instruístes os corações dos fiéis com as luzes do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas, segundo o mesmo Espírito e  gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo Senhor nosso. Amém.

1. Leitura (Verdade)
- O que a Palavra diz?
Começo lendo atentamente o texto do dia, possivelmente, na minha Bíblia : Lc 16,19-31.
Jesus continuou:
- Havia um homem rico que vestia roupas muito caras e todos os dias dava uma grande festa. Havia também um homem pobre, chamado Lázaro, que tinha o corpo coberto de feridas, e que costumavam largar perto da casa do rico. Lázaro ficava ali, procurando matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do homem rico. E até os cachorros vinham lamber as suas feridas. O pobre morreu e foi levado pelos anjos para junto de Abraão, na festa do céu. O rico também morreu e foi sepultado. Ele sofria muito no mundo dos mortos. Quando olhou, viu lá longe Abraão e Lázaro ao lado dele. Então gritou: "Pai Abraão, tenha pena de mim! Mande que Lázaro molhe o dedo na água e venha refrescar a minha língua porque estou sofrendo muito neste fogo!"
- Mas Abraão respondeu: "Meu filho, lembre que você recebeu na sua vida todas as coisas boas, porém Lázaro só recebeu o que era mau. E agora ele está feliz aqui, enquanto você está sofrendo. Além disso, há um grande abismo entre nós, de modo que os que querem atravessar daqui até vocês não podem, como também os daí não podem passar para cá."
- O rico disse: "Nesse caso, Pai Abraão, peço que mande Lázaro até a casa do meu pai porque eu tenho cinco irmãos. Deixe que ele vá e os avise para que assim não venham para este lugar de sofrimento."
- Mas Abraão respondeu: "Os seus irmãos têm a Lei de Moisés e os livros dos Profetas para os avisar. Que eles os escutem!"
- "Só isso não basta, Pai Abraão!", respondeu o rico. "Porém, se alguém ressuscitar e for falar com eles, aí eles se arrependerão dos seus pecados."
- Mas Abraão respondeu: "Se eles não escutarem Moisés nem os profetas, não crerão, mesmo que alguém ressuscite."

Nesta parábola, que Jesus contou, está um forte apelo à conversão. Enquanto vivemos é tempo de conversão, mudança de vida, solidariedade, tempo de viver as propostas do Reino que é amor, perdão, justiça, fraternidade. Amanhã talvez, eu e você não tenhamos mais tempo. Depois da morte este tempo não existirá mais. E viveremos eternamente como fomos encontrados neste momento.

2. Meditação (Caminho)
- O que a Palavra diz para mim?
Pergunto-me se não estou deixando o tempo passar, deixando a conversão para depois.
O bem-aventurado Alberione recebeu de Deus e comunicou à Família Paulina, o apelo de viver em "contínua conversão". Os bipos, na Conferência de Aparecida, disseram:“No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5,40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3,12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação. (DAp 351).

3. Oração (Vida)
- O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Jesus me recomenda a dar aos outros o melhor, a partilhar, a viver a fraternidade.
Rezo como Jesus nos ensinou: Pai nosso...

4. Contemplação(Vida/ Missão)
- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu olhar de contemplação é um olhar de conversão que cancela tudo aquilo que em minha vida é acomodação, indiferença, omissão, como evitar as pessoas que precisam de mim. Que Deus abençoe este meu propósito.
Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. 


Ir. Patrícia Silva, fsp
Oração Final
Pai Santo, dá-nos sabedoria para viver fraternalmente com os companheiros que colocaste perto de nós nesta jornada. Que sejamos testemunhas para o mundo do quanto nos sentimos amados por ti, e da esperança/certeza do teu Reino. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.

XXVI Domingo do Tempo Comum (Ano C)


XXVI Domingo do Tempo Comum (Ano C)

Leituras e subsídios para liturgia e homilia:

Confira as cifras do Salmo Dominical 145

29/09/2013 Salmo 145

 D                Em7      A4         D
 — Bendize, minha alma, e louva o Senhor.
      D/F#        Em7      A4         D A4 2x ( D )
 — Bendize, minha alma, e louva o Senhor
  
         G     A/G       F#m7 Bm7
 — O Senhor é fiel para sempre,/ 
         Em7          G       A4
 faz justiça aos que são oprimidos;/ 
      G     A/G         F#m7 Bm7
 ele dá alimento aos famintos,/ 
         Em7        G          A4  D/F#
 é o Senhor quem liberta os cativos.
 — O Senhor abre os olhos aos cegos,/ 
 
 o Senhor faz erguer-se o caído;/ 
 
 o Senhor ama aquele que é justo./ 
 
 É o Senhor quem protege o estrangeiro.
 — Ele ampara a viúva e o órfão,/
 
 mas confunde o caminho dos maus./ 
 
 O Senhor reinará para sempre!/ 
 
 Ó Sião, o teu Deus reinará!
 APRENDA A TOCAR O SALMO COM @paulinhodejesus http://blog.cancaonova.com/cliquesom

Baixe e Ouça o Salmo Dominical 145

Melodia para o Salmo 145
Por Rosiane Tais

O canal da música traz para você a sugestão de melodia para o Salmo 145,
que será entoado na liturgia do 26º Domingo do Tempo Comum.

"Bendize, minha alma, e louva o Senhor."



Produção musical, arranjos e execução - Paulinho de Jesus
Melodia: Rosiane Tais e Paulinho de Jesus



Como baixar:
Ao ir para a página do Podcast dos Salmos dominicais, você encontrará, abaixo de cada um deles, uma seta; ao clicar nela você conseguirá baixar o arquivo em MP3.




A melodia do Salmo 145 é interpretada por Rosiane Tais, é membro da Comunidade Canção Nova desde 2011. 

Na liturgia deste domingo, vemos que os profetas estão sempre dizendo que os pobres e humildes são a pupila dos olhos do Senhor. Maltratá-los é crime que clama aos céus! Diante de Deus, de nada adianta a “esperteza”, pois todos deverão prestar contas a Ele um dia.