segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Fé é atitude

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Fé é atitude

A fé que não gera em nós uma atitude, não é fé verdadeira!

Como o cristão deve viver? O que caracteriza a existência cristã? Você, certamente, já pensou sobre essas perguntas! Tenho fé; creio em Deus... Mas qual a incidência da minha fé na minha vida de cada dia? Não podemos separar fé e vida, seja dentro da Igreja, seja andando pela rua não deixamos de ser quem somos. Divorciar a fé da vida é desacreditar a fé e matar a vida! Sem vida, a fé de nada vale; e sem fé, a vida perde o sentido!

Mas, o que é a fé? Fé não se resume na aquisição de conhecimentos, embora estes sejam necessários. Não basta conhecer Jesus, a Igreja e os artigos do Catecismo da Igreja Católica. A fé antes de ser pensada, deve ser celebrada! Fé, antes de ser conhecimento, é seguimento, mesmo no sofrimento! Guarde bem isso! A fé que não gera em nós uma atitude, não é fé verdadeira! É clássica a afirmação de São Tiago: "Mostra-me a tua fé sem as obras, que mostrarei pelas minhas obras a minha fé."

A comunidade cristã é essencialmente uma comunidade de seguidores. Seguir significa conviver, acompanhar, estar junto... Ter fé em Jesus é conviver com Ele, acompanhá-Lo, estar junto d'Ele. É dizer como Pedro: "Mestre, é bom estar aqui Contigo." Esse seguimento fiel e assíduo nos converte e nos transforma. Na medida em que convivemos com o Senhor, vamos nos deixando moldar por Ele. Passamos a ser outros "Cristos" - é isso que significa a palavra cristão: ser Cristo para os irmãos!

Assim, a vida cristã deve ser banhada e iluminada pela fé! Resumindo, isso quer dizer, no mínimo, duas coisas:
1ª. Tenho fé porque sei em quem depositei a minha fé! Sei que mesmo no sofrimento não estou sozinho. Deus está comigo. Ele é nosso Deus auxiliador (Leia os poemas do 'Servo Sofredor' no livro de Isaías).
2ª. A fé que tenho deve ser traduzida em compromisso concreto com a missão de Jesus. Preciso ser fiel a Ele e tentar reproduzir em minha vida os gestos e as palavras d'Ele.

É claro que não estou fazendo, aqui, qualquer tipo de defesa à preguiça intelectual. Aprender a fé estudando a Bíblia e artigos religiosos é muito importante. Quando a gente ama, procura conhecer profundamente a pessoa amada! Por isso, precisamos ler, meditar e refletir a Palavra de Deus e a doutrina cristã. Mas como devemos fazer isso? Com toda distância, isenção e imparcialidade? Claro que não. Não podemos abdicar da nossa fé quando, ao estudar, procuramos aprofundá-la. Se deixássemos a fé de lado na hora de estudá-la, nos assemelharíamos a um médico legista que, no frio do mármore, estuda um corpo sem vida.

Assim como o caminho se faz caminhando, a fé se faz praticando! Não é algo que guardo na cabeça e no coração, mas que, porque a guardo na cabeça e no coração, move minhas palavras e minhas atitudes!

Fé é vida e a vida do cristão é fé!

Dito mais simplesmente, a fé nasce primeiro de um encontro com o Senhor. Depois disso, vamos nos outros encontros com Ele, nos encantando cada vez mais com aquilo que Ele diz e com aquilo que Ele faz!
Finalmente, no do Salmo 116, temos uma síntese do que foi dito anteriormente: "Andarei na presença do Senhor!" Vida cristã é exatamente isso. Andar na presença do Senhor, de tal maneira que passemos pela terra fazendo o bem (cf. At 10, 38)

Padre Renato Vieira

São Martiniano - 13 de Fevereiro




São MartinianoNasceu no século IV, em Cesareia, na Palestina. Muito jovem, discerniu sua vocação à vida de eremita; retirou-se a um lugar distante para se entregar à vida de sacrifício e de oração pela salvação das pessoas e também pela própria conversão. Ele vivia um grande combate contra o homem velho, aquele que tem fome de pecado, que é desequilibrado pela consequência do pecado original que atingiu a humanidade que todos nós herdamos. Mas foi pela Misericórdia, pela força do Espírito Santo que ele se tornou santo.

Sua fama foi se espalhando e muitos procuravam Martiniano. Embora jovem, ele era cheio do Espírito Santo para o aconselhamento, a direção espiritual, até apresentando situações de enfermidades, na qual ele clamava ao Senhor Jesus pela cura e muitos milagres aconteciam. Através dele, Jesus curava os enfermos.

Homem humilde, buscava a vontade de Deus dentro deste drama de querer ser santo e ter a carnalidade sempre presente. Aconteceu que Zoé, uma mulher muito rica, mas dada aos prazeres carnais e também às aventuras com um grupo de amigos, fez uma aposta de que levaria o santo para o pecado. Vestiu-se com vestes simples, pobres, pediu para que ele a abrigasse por um dia. Eles dormiram em lugares distantes, mas ela, depois, vestiu-se com uma roupa bem sedutora e foi ser instrumento de sedução para Martiniano. Conta-nos a história que ele caiu na tentação.

Os santos não foram homens e mulheres de aço, pelo contrário, ao tomar consciência daquele pecado, ele se prostrou, arrependeu-se, penitenciou-se, mergulhou o seu coração e a sua natureza na misericórdia de Deus. Claro que o Senhor o perdoou.

Só há um pecado que Deus não perdoa: aquele do qual não somos capazes de nos arrepender.

São Martiniano arrependeu-se e retomou o seu propósito. Ele foi um instrumento de evangelização para aquela mulher que, de tal forma, também acolheu a graça do arrependimento, entrou para a vida religiosa e consagrou-se, fazendo parte do mosteiro das religiosas de Santa Paula e ali se santificou.

O santo, depois, foi para uma ilha; em seguida para Atenas, na Grécia, e, no ano 400, partiu para a glória tendo recebido os sacramentos.

Santo não é aquele que "nunca pecou". A oração, a vigilância e o mergulho da própria miséria na Misericórdia Divina é o que nos santifica.

São Martiniano, rogai por nós!

FONTE DE PESQUISA: Canção Nova

HOMÍLIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 13/02/2012

13 de Fevereiro de 2012 

Marcos 8,11-13

Comentário do Evangelho

Os sinais de Jesus, sinais do Reino

Na Galileia, onde Jesus viveu, predominava a presença de gentios. Os rabinos do judaísmo localizavam-se em algumas cidades maiores, onde construíam sinagogas. Enquanto a cúpula religiosa, formada por uma elite sacerdotal, estava sediada em Jerusalém, onde se localizava o Templo, na periférica Galileia os rabinos fariseus eram as autoridades locais. O anúncio de Jesus contradiz a doutrina destes chefes religiosos, os quais procuram eliminar Jesus. Constantemente acusavam Jesus de desrespeitar o sábado, bem como o acusaram de blasfemador, quando ele perdoou o pecado de um paralítico. Agora, para pôr Jesus à prova, querem simplesmente um sinal vindo do céu. Jesus dá um suspiro profundo de mágoa e nega qualquer sinal. O judaísmo ("esta geração") está fechado ao seu anúncio da universalidade e da misericórdia do Reino. Marcos, com esta sua narrativa dirigida às comunidades, procura demover das comunidades a expectativa da manifestação de sinais extraordinários de Jesus. Os sinais de Jesus, que são os sinais do Reino, não são os atos de poder, na realização de coisas surpreendentes e espantosas, mas sim são os atos em vista da libertação dos oprimidos e da promoção da vida. O grande sinal é o testemunho de amor, que conquista as pessoas, as faz mudar de vida e comportamento, aderindo ao projeto vivificante de Deus, transformando o mundo.
José Raimundo Oliva

Vivendo a Palavra

Jesus se recusa a fazer milagres para ‘provar’ aos fariseus – e também a nós, em todos os tempos e lugares – a sua autoridade divina. O Evangelho deixa bem claro que a fé é dom do Pai, rico em misericórdia, e é ela que produz milagres. O Mestre jamais realiza milagres para forçar a fé ou constranger a liberdade de alguém.



Reflexão
Quando Jesus foi tentado pelo demônio no deserto, a segunda tentação era que ele se atirasse do pináculo do
 Templo, uma vez que os anjos cuidariam dele.Mas a resposta que Jesus deu ao demônio foi: "Não tentarás
 o Senhor teu Deus". O Evangelho de hoje nos mostra que existem pessoas que sempre estão tentando a Deus,
 pois, assim como os fariseus pediam um sinal do céu para por Jesus à prova, muitas pessoas querem fazer 
chantagem com Deus, fazendo uma série de exigências e pedidos mesquinhos para satisfazer seus desejos e
fundamentam a sua fé não no amor a Deus, mas na satisfação de suas exigências.

Postado por: homilia

fevereiro 13th, 2012






Irmãos, vejam que amor o Pai nos consagrou! Enquanto os homens mergulham em suas audácias,
Deus se nos apresenta com insondável bondade e em nós contempla toda a criação. Ele está em
toda a parte, em tudo, e sem Ele não podemos existir.
Dirigindo-me a você: gostaria de lhe indicar esta receita para uma vida feliz: ajude o seu próximo 
com atos inspirados pelo amor, pois os frutos dessas obras serão graças suplementares que farão 
morada em sua alma. Você, então, começará, a desabrochar lentamente – tal qual uma linda 
flor! – e aspirará à alegria de amar a Deus.
Há tantas religiões e cada uma segue a Deus “à sua maneira”. Quanto a mim, sigo o caminho de 
Cristo: Jesus é o meu Deus, Jesus é o meu único amor, Jesus é o meu tudo! Que sinal do céu devo
 pedir mais se já tenho a Árvore da Vida, o Sacerdote que entra no santuário, não com o sangue 
alheio, mas com o Seu próprio Sangue? Que prova porei a Jesus se Ele é a prova maior de que 
Deus me ama?
Eis a razão pela qual nunca tenho medo! Faço o meu trabalho com Jesus, faço-o por Ele com 
dedicação. Por isso, os resultados são Seus e não meus. Se precisar de um guia, você só tem que 
voltar os olhos para Jesus Cristo. Deve entregar-se a Ele e contar inteiramente com Ele.
Quando você faz isso, a dúvida se dissipa e a segurança o invade. Não se esqueça de que o mais
 belo ato de fé é o que sai dos seus lábios em plena obscuridade, no meio dos sacrifícios, dos 
sofrimentos. O esforço supremo de uma vontade firme em fazer o bem. Como um raio, este ato
 de fé dissipa as trevas da sua alma. No meio dos relâmpagos, da tempestade, este ato de
 fé eleva e conduz seu interior a Deus.
A fé viva, a certeza inquebrantável e a adesão incondicional à vontade do Senhor. Eis a luz que
 guiou os passos do povo de Deus no deserto. É esta mesma luz que resplandece a cada
 instante no espírito agradável ao Pai. Foi também esta luz que conduziu os Reis Magos e os fez
 adorar o Messias recém-nascido. É a estrela profetizada por Balaão (cf. Nm 24,17), o archote 
que guia os passos de todo o homem que procura Deus.
Esta luz, esta estrela, este archote igualmente iluminam a sua alma e dirigem seus passos para
 o impedir de vacilar e fortificar o seu espírito no amor de Deus. Você não os vê, não os compreende, 
mas isso não é necessário. Tenha por certo que Jesus é o Sol que resplandece na sua alma.
 O profeta do Senhor cantou a seu respeito: “Na tua luz é que vemos a luz” (Salmo 36,10).
Não deixe o seu espírito sucumbir à tentação e à tristeza, porque a alegria do 
coração é a vida da alma. A tristeza não serve para nada e cria a morte espiritual.
 Acontece, por vezes, que as trevas da prova oprimem o céu da sua alma. Mas elas se convertem
 em luz com Cristo e em Cristo!
Você deve progredir na alegria de um coração sincero e de grande abertura para Deus.
 E se lhe é impossível conservar esta alegria, pelo menos não perca a coragem e conserve 
toda a sua confiança em Deus.
No texto de hoje vemos duas coisas: de um lado, obras divinas; de outro lado, um homem, 
um galileu. Só Deus pode realizar obras divinas, então preste bem atenção e veja se o Todo-poderoso 
não está escondido naquele “galileu”, ou seja, em quem está ao seu lado, conhecido ou não. 
Sim, esteja bem atento ao que vê e creia no que não vê. Aquele que chamou você a acreditar, 
não o abandonou e jamais o fará. Mesmo quando lhe pede que creia no que não pode ser visto, 
Ele não o deixou sem nada para ver, pois vê-Lo é ver o Pai.
Será que, para você, a própria criação é um sinal pobre, uma manifestação frágil do seu Criador?
 Repara que Ele vem e realiza milagres. Você não podia ver a Deus, mas podia ver um homem. 
Então, Deus fez-se homem! Não perca tempo exigindo de Deus mais um sinal, quando já tem
 o maior sinal: Aquele que supera Jonas, Salomão e João Batista. Ele é Aquele que, levantado 
da terra, atrai tudo e todos para Si e, consequentemente, atrai também para Deus, o Seu Pai.
Jesus é o verdadeiro sinal que devemos querer e trazer no nosso dia a dia. Desta forma, é
 certo que veremos a salvação que vem de Deus.
Padre Bantu Mendonça



COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. "O Cristianismo dos SINAIS..."
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz 
- Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Nos dias de hoje vive muito um Cristianismo bem a moda "Fariseu", 
assistindo os "testemunhos" das pessoas que migram para as novas 
igrejas da linha pentecostalista, todas sem exceção iniciaram sua 
caminhada com Jesus naquela denominação, porque receberam um 
grandioso milagre, coisa que em outras denominações cristãs não 
conseguiram, então agora se sentem realizadas e felizes porque
 enfim encontraram o verdadeiro caminho...

O Jesus criado de maneira estratégica pelos especialistas nesse 
marketing religioso atende as necessidades dos "clientes", é o 
Cristo do consumismo, da concorrência, e quem tiver o melhor Jesus 
terá como recompensa a casa cheia e o Ibope garantido nas telas 
da TV. Não há problema que fique sem solução com esse Jesus dos 
espertalhões, quando há falha, o fiel é culpado porque lhe faltou Fé, 
e quando a urucubaca é demais, entra em cena o diabo, que precisa
 urgente ser expulso para que o fiel possa ser libertado... Mas até aí 
a concorrência é brava, pois só aquela entidade religiosa e aquele
 determinado Fulano tem a fórmula infalível para botar o diabo prá correr...

Este não é o caso das Igrejas Históricas que tem raiz e tradição: estas 
preservam o valor da FÉ e do testemunho cristão autêntico. Os fariseus
 exigem de Jesus um sinal estrondoso que confirme o seu messianismo.
 A Pessoa de Jesus, o que ele pensa e fala, suas atitudes de 
comprometimento com as pessoas, tudo isso não têm para o Farisaísmo
 a menor importância, o que importa mesmo é o milagre, pois só este irá 
convencê-los a ser também seguidores com os demais...

Mas o termo discípulo seguidor, nesse caso é uma grande piada,
 ao quererem ser convencidos pelos sinais prodigiosos, eles querem se 
tornar clientes que precisam ser atendidos em todas as suas necessidades
 físicas, morais, psíquicas, afetivas e materiais. Não é por acaso exatamente 
esse o Jesus que inventaram na pós-modernidade?

Atitudes assim continuam fazendo  Jesus suspirar profundamente em seu coração.

2. Os sinais de Jesus, sinais do Reino(O comentário do Evangelho abaixo 
é feito por José Raimundo Oliva - e disponibilizado no Portal Paulinas)

Vide acima

3. DISPUTANDO COM JESUS(O comentário do Evangelho abaixo é feito 
pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor
 da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).

Uma ala do farisaísmo esteve em contínuo litígio com Jesus. Certos fariseus
 não perdiam a oportunidade de colocar-lhe armadilhas. Tentavam pegá-lo
 em alguma palavra passível de ser mal-interpretada, para poder 
acusá-lo diante das autoridades civis e religiosas. Jesus, porém, sempre se 
manteve vigilante para não se deixar enredar.

Mas o que eles não aceitavam em Jesus? Entre outras coisas, a forma 
irreverente como se referia a Deus, chamando-o de pai; a pretensão de ser 
igual a Deus, ao realizar obras que só a este competia fazer; a insubmissão
 diante dos preceitos religiosos; o fato de misturar-se com os pecadores, 
marginalizados e gente de má fama.

Por sua vez, Jesus não aceitava, nos fariseus: a hipocrisia deslavada, 
que os levava a ensinar uma coisa e fazer outra bem diferente; a insensibilidade
 diante dos fracos e pequenos, a quem impunham uma religiosidade 
opressora; o espírito segregacionista, que lhes dava ares de superioridade;
 a teologia anacrônica, incapaz de adaptar-se à novidade do Reino;
 a manipulação da religião, reduzida a seus caprichos e interesses.
O conflito ficará sem solução, até que os fariseus decidam eliminar Jesus, 
fazendo-o pender de uma cruz. A superação desse conflito acontecerá 
quando o Pai ressuscitar seu Filho, por estar do lado dele e dar-lhe razão.

Oração 

Espírito de amor, faze-me acolher, de boa vontade, a pessoa de Jesus, mostrando-me sensível 
ao seu convite de conversão do Reino.



Leitura Orante 

Preparo-me para a Leitura Orante da Palavra, 
rezando com todos que se encontram na rede da internet, ao Espírito Santo: 


Vinde, Espírito Santo, e dai-nos o dom da sabedoria, 
para que possamos avaliar todas 
as coisas à luz do Evangelho 
e ler nos acontecimento da vida os projetos de amor do Pai. 


1. Leitura (Verdade) 


- O que a Palavra diz?


Faço, na Bíblia, a leitura atenta de 
Mc 8,11-13.


Vejo três momentos nesta passagem do Evangelho: 


1 - Os fariseus para provar Jesus pedem-lhe um sinal do céu. 
O Mestre resiste a esta tentação. 


2 - Jesus tem uma reação de tristeza: "deu um grande suspiro". 


3 - Jesus se afasta diante de tanta dureza de coração. 


2. Meditação (Caminho) 


- O que a Palavra diz para mim? 


Pergunto-me: como é meu relacionamento com Jesus? 
Também eu fico a espera de sinais especiais de Deus? 

Muitas vezes, como Jesus, preciso me retirar, me afastar, tomar distância 
de certas realidades e apelos que me colocam em contradição com meus 
princípios cristãos. É melhor ir "para a outra margem", repensar. 


Disseram os bispos, em Aparecida: 


"A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com 
fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias 
latino-americanas e mundiais. Ela não pode fechar-se frente àqueles que só 
vêem confusão, perigos e ameaças ou àqueles que pretendem cobrir a 
variedade e complexidade das situações com uma capa de ideologias gastas ou de 
agressões irresponsáveis. Trata-se de confirmar, renovar e revitalizar a novidade 
do Evangelho arraigada em nossa história, a partir de um encontro pessoal e 
comunitário com Jesus Cristo, que desperte discípulos e missionários. I
sso não depende tanto de grandes programas e estruturas, mas de homens e
 mulheres novos que encarnem essa tradição e novidade, como discípulos de
 Jesus Cristo e missionários de seu Reino, protagonistas de uma vida nova para
 uma América Latina que deseja reconhecerse com a luz e a força do Espírito."
(DAp 11). 


3. Oração (Vida) 


- O que a Palavra me leva a dizer a Deus? 


Senhor, não preciso de sinais extraordinários para crer. 
Por isso, rezo com o papa Clemente Romano: 
Com as tuas obras tornastes visível a eterna ordem do mundo. 
Tu, Senhor, criastes a terra, és fiel em todas as gerações, 
justo nos teus julgamentos. 
Admirável na força e na magnificência, 
sábio no criar, 
inteligente no sustentar as coisas criadas, 
bom nas coisas visíveis, 
benévolo para com os que confiam em ti, misericordioso e compassivo. 


4. Contemplação (Vida) 


- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra? 


Vou estar atento a princípios que entram em contradição com 
meus princípios cristãos. Renovarei minha fé. 


Bênção Bíblica 


O Senhor nos abençoe e nos guarde! 
O Senhor nos mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de nós!
O Senhor nos mostre seu rosto e nos conceda a paz!' 
(Nm 6,24-27 )


Abençoe-nos Deus misericordioso, 
Pai e Filho e Espírito Santo. 
Amém. 

I. Patrícia Silva, fsp 


LITURGIA DIÁRIA - 13/02/2012



«A essa geração não será dado nenhum sinal.»

Iniciamos a Carta de Tiago e caminharemos com ela nos próximos dias. O autor começa falando da alegria que sentimos quando somos postos à prova pela fé; da pobreza e da necessidade que temos da sabedoria, dom de Deus que devemos pedir sempre.




Primeira leitura (Tiago 1,1-11)


Segunda-Feira, 13 de Fevereiro de 2012
6ª Semana Comum


Início da Carta de São Tiago.

1Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que vivem na dispersão: Saudações. 2Meus irmãos, quando deveis passar por diversas provações, considerai isso motivo de grande alegria, 3por saberdes que a comprovação da fé produz em vós a perseverança. 4Mas é preciso que a perseverança gere uma obra de perfeição, para que vos torneis perfeitos e íntegros, sem falta ou deficiência alguma.
5Se a alguém de vós falta sabedoria, peça-a a Deus, que a concede generosamente a todos, sem impor condições; e ela lhe será dada. 6Mas peça com fé, sem duvidar, porque aquele que duvida é semelhante a uma onda do mar, impelida e agitada pelo vento. 7Não pense tal pessoa que receberá alguma coisa do Senhor: 8o homem de duas almas é inconstante em todos os seus caminhos.
9O irmão humilde pode ufanar-se de sua exaltação, 10mas o rico deve gloriar-se de sua humilhação. Pois há de passar como a flor da erva. 11Com efeito, basta que surja o sol com o seu calor, logo seca a erva, cai a sua flor, e desaparece a beleza do seu aspecto. Assim também acabará por murchar o rico no meio de seus negócios.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo (Salmos 118,67.68.72.75.76)

Segunda-Feira, 13 de Fevereiro de 2012
6ª Semana Comum


— Venha a mim o vosso amor e viverei.
— Venha a mim o vosso amor e viverei.

— Antes de ser por vós provado, eu me perdera; mas agora sigo firme em vossa lei!
— Porque sois bom e realizais somente o bem, ensinai-me a fazer vossa vontade!
— Para mim foi muito bom ser humilhado, porque assim eu aprendi vossa vontade!
— A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata.
— Sei que os vossos julgamentos são corretos e com justiça me provastes, ó Senhor!
— Vosso amor seja um consolo para mim, conforme a vosso servo prometestes.


Evangelho (Marcos 8,11-13)


Segunda-Feira, 13 de Fevereiro de 2012
6ª Semana Comum




Gente de coração duro!

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 11os fariseus vieram e começaram a discutir com Jesus. E, para pô-lo à prova, pediam-lhe um sinal do céu. 12Mas Jesus deu um suspiro profundo e disse: “Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal”. 13E, deixando-os, Jesus entrou de novo na barca e se dirigiu para a outra margem.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Meditação reduz a ansiedade e o estresse e auxilia na cura de doenças

SAÚDE - Crianças deixadas de lado durante as brincadeiras

Crianças deixadas de lado durante as brincadeiras são mais sedentárias, diz pesquisa

Estudo observou que jovens, após experimentarem situações de exclusão, optam por atividades menos ativas

Exclusão: ao serem deixados de lado por outras crianças, jovens tendem a preferir atividades menos ativas
Exclusão: ao serem deixados de lado por outras crianças, jovens tendem a preferir atividades menos ativas(ThinkStock)
Crianças que são deixadas de lado por outras crianças, mesmo que por pouco tempo, tendem a ser menos ativas. Essa é a conclusão de um estudo desenvolvido pela Universidade de Kent, nos Estados Unidos, e publicado nesta segunda-feira no periódico Pediatrics. A pesquisa é a primeira a analisar os efeitos do ostracismo infantil na escolha das atividades físicas dos jovens.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: The Effect of Simulated Ostracism on Physical Activity Behavior in Children

Onde foi divulgada: periódico Pediatrics

Quem fez: Jacob E. Barkley, Sarah-Jeanne Salvy e James N. Roemmich

Instituição: Universidade de Kent, Estados Unidos

Dados de amostragem: 19 crianças de 8 a 12 anos

Resultado: Após experimentarem exclusão em um jogo virtual, as crianças optaram principalmente por atividades sedentárias. Elas realizaram atividades 22% menos intensas e passaram 41% mais tempo lendo livros ou desenhando do que jogando bola ou pulando corda
O estudo realizou duas sessões experimentais com 19 crianças, sendo 11 meninos e oito meninas com idades de 8 a 12 anos. Em cada sessão, que durou 30 minutos, os participantes deveriam jogar um videogame que simulava uma brincadeira com bola virtual. Em uma sessão, o jogo estava programado para que as crianças interagissem com outras, e na outra, para que nenhuma outra criança interagisse com ela. Após cada jogo, as crianças eram levadas para um ginásio onde poderiam escolher qualquer atividade que quisessem.
Os pesquisadores observaram que, quando as crianças eram excluídas durante o jogo de computador, elas passavam 41% mais tempo em atividades sedentárias no ginásio, como fazendo desenhos, palavras cruzadas e lendo revistas, do que em ativas, como pular corda, chutar uma bola de futebol em torno de cones ou arremessar bolas de basquete. Essas crianças também tinham contagem 22% menor no acelerômetro usado na pesquisa para medir a intensidade das atividades. Entretanto, curiosamente, as crianças disseram aos pesquisadores que gostaram das atividades pós-jogo da mesma forma, tendo experimentado ou não o ostracismo.
De acordo com Jacob Barkley, um dos autores do estudo, outras pesquisas haviam relacionado o ostracismo com crianças que comem mais, mas esses novos resultados sugerem outra explicação para como a exclusão leva à obesidade. "Essas descobertas são preocupantes. A falta de atividades físicas e o engajamento em comportamentos sedentários em crianças e adolescentes são relacionados com a obesidade e com vários outros problemas de saúde", afirma Barkley.