Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Aqueles dias, queridos irmãos, que passaram entre a ressurreição do Senhor e a sua ascensão não se perderam à toa, mas durante eles foram confirmados grandes sacramentos, grandes mistérios foram revelados» (São Leão Magno)
- «Ainda hoje é árduo o seguimento de Cristo; significa aprender a ter o olhar de Jesus, A conhecê-lo intimamente, a ouvi-lo na Palavra e a encontrá-lo nos sacramentos; significa aprender a conformar a própria vontade com a sua» (Bento XVI)
- «O discípulo de Cristo, não somente deve guardar a fé e viver dela, como ainda professá-la, dar firme testemunho dela e propagá-la: ‘Todos devem estar dispostos a confessar Cristo diante dos homens e a segui-Lo no caminho da cruz, no meio das perseguições que nunca faltam à Igreja’ (Concílio Vaticano II)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.816)
Reflexão
Tradição e Sagrada Escritura
Rev. D. Fidel CATALÁN i Catalán
(Terrassa, Barcelona, Espanha)
Hoje, lemos a parte final do Evangelho de S. João. O Senhor ressuscitado aparece aos seus discípulos e renova-os no Seu seguimento. Seguidamente encontramos o texto que hoje proclamamos. A figura do discípulo amado é central. O texto ajuda a dar um elemento de continuidade à experiência dos Apóstolos [a Tradição].
“Se eu quero que ele permaneça até que eu venha” pode indicar esta continuidade. O discípulo amado converte-se em testemunha de tudo na medida em que tem consciência de que o Senhor permanece com ele. Esta é a razão pela qual pode escrever [Sagrada Escritura] e a sua palavra é verdadeira, porque descreve com a sua pena a experiência contínua daqueles que vivem a sua missão no meio do mundo, experimentando a presença de Jesus Cristo.
—Senhor, cada um de nós pode ser o discípulo amado na medida em que nos deixemos guiar pelo Espírito Santo, que nos ajuda a descobrir esta presença.
Recadinho
Meditemos! Deus nos criou por Amor. Por Amor se fez ser humano igual a nós. Por Amor enviou o Espírito que nos santifica. Por Amor Jesus permanece conosco na Eucaristia. Como a Pedro Ele nos pergunta se o amamos de verdade, de coração sincero!
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Meditação
Pedro era muito semelhante a nós. Curioso, queria saber o que aconteceria com o discípulo que Jesus amava. Assim como eu, que vivo querendo saber de Deus, coisas que não preciso saber; ou como eu, que, em vez de viver e amar, vivo buscando coisas maravilhosas, as mais recentes aparições com suas promessas e ameaças. Para mim também Jesus diz: “Que te importa isso? O que deves fazer é seguir-me”. O fundamental e indispensável é colocar-se no seguimento dele.
Oração
Deus todo-poderoso, nós vos pedimos que, com vossa ajuda generosa, conservemos, em nossa vida e em nossos costumes, o que celebramos nas festas pascais que estamos para encerrar. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Comentário sobre o Evangelho
João, apóstolo e evangelista, é testemunha direta da morte e ressurreição de Jesus
Hoje, lemos as últimas palavras do Evangelho segundo S. João. Entre os Apóstolos João também tem um “lugar especial”: é testemunha direta da morte de Jesus e do próprio Jesus Cristo ressuscitado. João atua como um “notário”: ele quer dar «testemunho destas coisas» e é ele mesmo quem «as escreveu». Com palavras parecidas João quis também certificar a morte real de Cristo com o coração trespassado por uma lança.
- A vida de Jesus é apaixonante, rica em palavras e feitos. S. João, que sobreviveu aos outros Apóstolos, narra o essencial. Muitas outras coisas podemos nós “ver” apoiados na Tradição da Igreja e na meditação pessoal.
Meditando o evangelho
O TESTEMUNHO VERDADEIRO
O texto evangélico refere-se ao "discípulo a quem Jesus amava", e lhe atribui a autoria deste evangelho. Tendo vivido próximo a Jesus, sente-se na obrigação de cuidar para que o testemunho do Mestre não se perca.
As interpretações sobre quem era este discípulo são desencontradas. Há quem o considere símbolo da comunidade ideal, de tipo carismático ou profético. Esta interpretação teria sido criada para motivar a comunidade cristã a ser mais amorosa e fraterna em suas relações interpessoais. O modelo seria o afeto existente entre Jesus e o discípulo amado. Outros identificam-no com um do grupo dos doze, conhecido por sua intimidade no trato com Jesus. Mais do que ninguém, este estava capacitado para escrever a respeito de Jesus, como também para tornar-se um referencial seguro para a comunidade. Quiçá, até mesmo mais que Pedro! O evangelista não se preocupou em revelar sua verdadeira identidade, uma vez que se escondeu sob a designação genérica de “discípulo a quem Jesus amava”.
É possível juntar estas duas interpretações, a simbólica e a histórica. O discípulo amado foi um personagem histórico, testemunho ocular do ministério de Jesus, que se tornou um guia confiável da comunidade cristã. Seu modo de relacionar-se com o Mestre tornou-se símbolo do discípulo ideal: aquele que se aproxima de Jesus e se deixa amar por ele. Um tipo de discipulado até então desconhecido.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Pai, como o discípulo amado, desejo estar perto de Jesus e ser amado por ele. Seja o testemunho deste amor suficientemente forte para atrair muitos outros discípulos para ele.
Meditando o evangelho
NAS MÃOS DO SENHOR
A profissão de fé no Ressuscitado exige do discípulo entregar-se totalmente em suas mãos. Este não se julga dono da própria vida. Ela pertence ao Senhor, a quem compete determinar-lhe os rumos. Pode-se definir o discípulo como aquele que coloca toda a sua existência nas mãos do Senhor, deixando-se guiar por ele com total docilidade, e buscando, em tudo, realizar o seu projeto. O querer do discípulo confunde-se com o querer do Senhor, não lhe sendo pesado carregar este fardo.
A experiência de Pedro e do discípulo amado ilustram muito bem este tema. O impulsivo Pedro queria conhecer o destino reservado ao discípulo amado. E foi recriminado pelo Senhor: "Não lhe interessa saber o que reservei para ele; cuide você de fazer o que ordenei". A Pedro caberia uma sorte diferente. Bastava-lhe confiar ao Senhor os rumos de sua vida, e pôr-se a segui-lo.
Depois de optar pelo Mestre Jesus, o discípulo torna-se dócil e se deixa guiar por ele, quanto aos caminhos a serem trilhados, as tarefas a serem cumpridas, o Evangelho a ser proclamado, o testemunho a ser dado, as batalhas a serem travadas. O Senhor garante o destino do discípulo, junto do Pai, e, para lá, o conduz. E tudo isto o discípulo acolhe com alegria, feliz por estar em boas mãos.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Espírito que me conduz, quebra todas as resistências que me impedem de ser guiado pelo Senhor, tornando-me dócil a seu amor benevolente.
Oração
Concedei-nos, Deus todo-poderoso, conservar sempre em nossa vida e nossas ações a alegria das festas pascais que estamos para encerrar. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Meditando o evangelho
Nesta conclusão do Evangelho, o autor, que se identifica com "o discípulo que Jesus mais amava", após a afirmação da primazia de Pedro, reafirma o dom da vida eterna a este discípulo com a "permanência" após a morte. O texto faz uma clara distinção entre o "morrer" e o "permanecer". A morte é passageira, porém a permanência no amor, em Jesus e no Pai, é eterna. Para fortalecimento da fé dos leitores, o autor garante que é testemunha de todas as coisas narradas. E encerra com um gracioso exagero retórico helenístico, asseverando que Jesus fez ainda muitas outras coisas que não estão escritas. A tradição identificou este discípulo com João, irmão de Tiago e filho de Zebedeu. Contudo, pode-se pensar que este Evangelho tenha sido elaborado em uma comunidade de discípulos deste João.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Que a nossa fé, pela força do amor, seja capaz de nos fazer seguir fielmente Jesus, testemunhar a sua Palavra e trabalhar pela concretização do seu Reino em nosso meio.
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
1. Tu, segue-me
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
O que lemos nas Escrituras do Novo Testamento foi escrito para crermos que Jesus é o Filho de Deus e, crendo, ter vida em seu nome. Jesus, porém, fez muitas coisas que não foram escritas. Estas que lemos nos Evangelhos foram selecionadas pelos escritores sagrados para a formação da comunidade dos discípulos de Jesus. Portanto, além da revelação escrita, temos também a revelação oral, que se mantém na Tradição. O Quarto Evangelho é obra do Discípulo Amado. Quem é ele? Não sabemos ao certo. Muitos pensam que é o apóstolo São João. Seja quem for, seu Evangelho é obra do Espírito Santo, escrita por alguém que destaca a importância de ser discípulo. Na última cena, aparentemente de concorrência entre o apóstolo Pedro e o Discípulo, Jesus diz a Pedro, em outras palavras: “Que te importa o que vai acontecer com ele? Seja você discípulo também”. O discípulo segue o Mestre!
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. Autenticidade dos escritos joaninos e aceitação da comunidade
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Qualquer leitor do Novo Testamento percebe que o evangelho de João é totalmente diferente dos sinóticos. Considerando-se que os evangelhos são frutos de uma experiência de vida das comunidades, conclui-se que a Comunidade Joanina era atípica e as desconfianças eram muitas, falava-se em Gnosticismo, por causa do modo de João escrever sobre Jesus, usando uma alta Cristologia que realçava sua Divindade. O fato é que esse capítulo 21, que foi acrescentado ao evangelho quando João já tinha morrido, atesta a autenticidade do evangelho, e aceita no seio da Igreja essa comunidade Joanina, que tinha captado na essência o que era o verdadeiro cristianismo.
A pergunta de Pedro a Jesus, "Senhor, e este, o que será dele?" demonstrava a desconfiança que a Igreja Tradicional de Jerusalém tinha em relação a essa comunidade. Era como se perguntasse, "Podemos confiar nessa comunidade de João? O que será que vai acontecer com ela?".
A resposta de Jesus a Pedro "Que te importa se eu quero que ele fique até que eu venha?", pode ser vista como uma alusão a autenticidade da comunidade, que faz parte da Igreja e com ela permanecerá até a sua volta. Mas não é só isso, o próprio texto traz uma razão muito simples para confirmar a autenticidade do escrito Joanino: o autor era íntimo de Jesus, e na última ceia estava com a cabeça recostada em seu peito (sinal de intimidade), portanto quem viveu essa experiência tão íntima com Jesus amando-o e sentindo-se amado, pode escrever com autoridade sobre Jesus, da mesma forma que Jesus fala do Pai, porque com Ele está intimamente unido pelo Amor. E uma afirmação Joanina poderia concluir essa reflexão "Deus é amor... Só quem ama pode dizer que conhece a Deus..."
Muito mais do que simplesmente comprovar a autenticidade do escrito joanino, esse evangelho ensina que a única forma de conhecer a Deus e viver em comunhão com ele, para que possamos falar dele com conhecimento de causa, é Vivermos no Amor., exatamente como o evangelista João que fez essa experiência profunda da essência de Deus que é o Amor.
2. Senhor, quem é que vai te entregar? - Jo 21,20-25
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
Chegamos ao termo das festas pascais. Que toda a nossa vida seja um testemunho fiel do Senhor Ressuscitado. Dois pontos para nossa meditação às vésperas de Pentecostes. “Seguir” é o verbo do discípulo. Nem tudo o que Jesus fez e ensinou está na Bíblia, que é a revelação escrita. As últimas palavras de Jesus a Pedro foram: “Tu, segue-me”. Pedro é, em primeiro lugar, discípulo, seguidor do Mestre. Todos os que seguem Jesus formam um só corpo sem distinções, porque a vida e a vocação de todos consistem em “seguir Jesus”. E o redator do Quarto Evangelho termina sua obra dizendo que não escreveu tudo o que Jesus fez. Se tudo o que Jesus fez fosse escrito, o mundo seria pequeno para comportar todos os livros. A revelação é feita por escrito e pela boca, pela Bíblia e pela tradição. Não ande atrás de ilusões, de vaidades passageiras, de si mesmo. Ande atrás de Jesus, que caminha à sua frente.
HOMILIA
JESUS E O OUTRO DISCÍPULO
Estamos diante de uma forte e verdadeira harmonia entre o mestre que chama e convida e Pedro que reconhecendo a sua falha, o seu pecado em ter negado, traído e ter entregue à prisão se assim podemos dizer o seu Senhor. Depois de termos testemunhado a tríplice chamada Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?, e o quanto Jesus o confirma na sua missão, apascenta as minhas ovelhas. Quando tu eras criança, tu mesmo te aprontavas e ias para onde querias. Mas eu te digo que isto é verdade: quando fores velho, tu estenderás as mãos, alguém te cingirá a cintura e te levará para onde tu não quererias ir. No de hoje, ante a preocupação de Pedro sobre o futuro de João, Jesus simplesmente responde: tu vens e segue-me!
Primeiro vemos a decisão do mestre em apostar na pessoa de Pedro e depois, a preocupação de que a pessoa que é chamada não pode olhar para o sim dos outros. É necessário que cada um responda o seu sim. Pois assim como o chamamento é pessoal assim o é também a resposta.
Muitas pessoas gostam de dizer “ eu vou ajudar, ou trabalhar, vou contribuir se o fulano ou fulana participarem. Todas as vezes que assim pensares quer no teu coração, quer falando Jesus te responde como à Pedro: Se eu quiser que ele viva até que eu volte, o que é que te importa? Tu vem e segue-me! Ele quer que tu diga, sim e como Pedro reabilites a tua sua tríplice confissão de fé a Jesus. Até porque o discípulo que Jesus amava esteve sempre presente e fiel até ao pé da cruz. Neste texto que é o final do Evangelho de João, é recordado o discípulo amado – João – como modelo dos seguidores de Jesus. O discípulo amado é aquele que também ama e, por amar, conduz as pessoas a Jesus.
Neste texto Jesus quer que nós façamos uma clara distinção entre o morrer e o permanecer. A morte é passageira, porém a permanência no amor, em Jesus e no Pai, é eterna. Para fortalecimento da fé dos leitores, o autor garante que é testemunha de todas as coisas narradas.
O que o texto diz para mim, hoje? Posso me comparar a João? Amo a Jesus e levo outras pessoas por este mesmo caminho? O que o texto me leva a dizer a Deus? Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Meu novo olhar é aquele do: O compromisso missionário de toda a comunidade. Que sai ao encontro dos afastados, interessa-se por sua situação, a fim de reentroduzí-los na Igreja e convidá-los a novamente se envolverem com ela? Faça tua esta reflexão meu irmão e minha irmã! Pois a vida deste mundo é breve. Quanto mais dura menos dura! Só o amor no Pai, na pessoa de Jesus Seu Filho amado no poder do Espírito Santo teremos a vida eterna, ou seja, que permaneceremos vivos eternamente.
Senhor faça-me perceber as discriminações e exclusões que marcam a sociedade. Conduze meu olhar e ajuda-nos a reconhecer os nossos preconceitos. Ensina-nos a expulsar todo desprezo de meu coração, para que aprecie a alegria de viver na unidade. Amém.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
REFLEXÕES DE HOJE
SÁBADO
HOMILIA DIÁRIA
Temos sede de Deus, sede de amor, sede de eternidade!
Aquilo que o Evangelho de João diz é o que, de fato, nós queremos clamar, porque nós temos sede de Deus, sede de amor, de eternidade e de bondade!
“Aquele que crê em mim, conforme diz a Escritura, rios de água viva jorrarão do seu interior.” (João 7, 38)
Nós, hoje, queremos meditar sobre a Liturgia da Vigília de Pentecostes, toda a Igreja reunida para clamar o dom do alto, o dom do Espírito Santo, a grande promessa de Deus para Sua Igreja, a grande promessa de Deus para cada um de nós, a grande promessa de Deus para a nossa vida. “Sobre vós derramareis o meu Espírito“, afirma Jesus.
Aquilo que o Evangelho de João diz é o que, de fato, nós queremos clamar, porque nós temos sede – temos sede de Deus, sede de amor, sede de eternidade, sede de bondade; há uma secura dentro de nós. E nós, muitas vezes, queremos saciar e inebriar a nossa sede com aquilo que não sacia, com aquilo que não tira a nossa sede; muito pelo contrário, nos deixa cada vez mais sedentos e vazios. Quantos precisam se dirigir aos vícios, quantos precisam se dirigir a coisas que não levam a nada para saciar uma sede profunda que há na alma humana.
Jesus diz hoje a mim e a você: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (João 7, 37). Jesus é aquele que sacia a nossa sede. E de que forma o Senhor a sacia? Ele nos faz ficar inebriados nas fontes de água viva, a qual jorra para a eternidade. Jesus nos mergulha no Seu Espírito, Jesus nos deixa inebriados com Seu Santo Espírito e nos faz plenos e repletos d’Ele [Espírito Santo]. E como nós precisamos deste Espírito, precisamos d’Ele para continuar vencendo, para continuar lutando, para continuarmos em pé no seguimento de Jesus Cristo e não desanimarmos!
E uma vez que esse mesmo Espírito é derramado sobre nós, uma vez que nós nos encharcamos desse mesmo Espírito, rios de água viva jorram do nosso interior. E desses rios de água, que jorram de nós, brotam os frutos do Espírito que habitam em nós. O rio que jorra para todos os lados, esparrama água, esparrama o frescor e o vigor que vem dessa água pura, límpida que renova e faz novas todas as coisas!
Aquele que é cheio do Espírito está derramando o Seu Espírito, está jorrando para quem está do Seu lado e os frutos d’Ele: a alegria, a paz, o amor, a bondade, a generosidade, a afabilidade, a caridade, a temperança e tudo aquilo que nós conhecemos da vida nova que o Espírito faz brotar em nós.
Que hoje permaneçamos unidos na oração, na súplica para que seja revigorada em nossa vida essa graça original do batismo que recebemos do Espírito Santo de Deus.
Deus deseja que de mim e de você brote um rio de água viva para saciar a fome e a sede do mundo; para saciar a sede da nossa casa, da nossa família e dos nossos. Essa sede precisa ser saciada na fonte que brota do coração de Jesus.