segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

TENHA UMA LINDA SEMANA!!! SEGURA NA MÃO DE DEUS!!!


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1. Se as águas do mar da vida quiserem te afogar.
Segura na mão de Deus e vai
Se as tristezas desta vida quiserem te sufocar.
Segura na mão de Deus e vai
Segura na mão de Deus, segura na mão de Deus,
pois ela, ela te sustentará.
Não temas segue adiante e não olhes para trás.
Segura na mão de Deus e vai

2. Se a jornada é pesada e te cansas da caminhada.
Segura na mão de Deus e vai
Orando, jejuando, confiando e confessando.
Segura na mão de Deus e vai

3. O Espírito do Senhor sempre te revestirá.
Segura na mão de Deus e vai
Jesus Cristo prometeu que jamais te deixará.
Segura na mão de Deus e vai.
Ele sempre vai te ajudar...

PAZ E LUZ PARA TODOS VOCÊS!!!

-:¦:- E -:¦:-

Um Dia Abençoado para todos!!

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Passei para te deixar essas flores e desejar uma abençoada TERÇA-FEIRA! Fique com DEUS!!


BOA NOITE! "A vida é um milhão de novos começos movidos pelo desafio de viver, é fazer todo sonho brilhar. Aproveite este noite para desfrutar das coisas boas que fazem você feliz. Uma ótima noite e bons sonhos!"

LITURGIA DOMINICAL - O Domingo – Crianças

Dia 22 – 1º Domingo da Quaresma

O reino de Deus está próximo!


COMPROMISSO DE VIDA:
Escrever em uma folha de papel dois compromissos concretos a serem pessoalmente assumidos no tempo quaresmal.
http://www.paulus.com.br/portal/o-domingo-criancas/dia-22-1o-domingo-da-quaresma#.VOulXPnF9Mc

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 22/02/2015

ANO B



Mc 1,12-15

Comentário do Evangelho

Jesus é o portador da vida nova

Na última quarta-feira, com a celebração das Cinzas iniciamos o tempo da quaresma, tempo de graça e reconciliação. Esse tempo deve ser marcado pela penitência, com vista à conversão, e pela recordação de nosso batismo, a fim de que possamos assumir plenamente nossa vocação que nasce na fonte batismal. Os domingos do tempo da quaresma são como que etapas que nos preparam para a celebração do mistério pascal de Jesus Cristo. O trecho do livro do Gênesis na primeira leitura faz referência à aliança de Deus com Noé e toda a sua família, após o dilúvio. Vale lembrar que o dilúvio não foi, sobretudo, uma obra de destruição, mas de purificação, pois a maldade do homem era grande e a humanidade inteira havia se corrompido (cf. Gn 6,5-16). Noé, homem justo e íntegro, e toda a sua família, juntamente com um casal de cada espécie animal, foram preservados. Com Noé Deus faz uma aliança em favor de toda a terra. Deus promete não mais destruir nenhum ser vivo e que não haverá mais dilúvio. É o tempo da salvação. O sinal da aliança é um “arco na nuvem”, símbolo da paz. O relato das tentações de Jesus em Marcos é o mais breve dos evangelhos sinóticos, mas denso de significado. Nesse breve relato, Marcos não descreve as tentações de Jesus; ele se contenta em simplesmente dizer que Jesus foi tentado. Jesus vai ao deserto, lugar de provação e, ao mesmo tempo, de revelação da misericórdia de Deus para se preparar para o seu ministério público. Essa preparação, o texto nos sugere, é um combate espiritual, que acontece no coração de Jesus, contra as forças do mal. A sua missão requer uma preparação espiritual adequada. A menção dos anjos que serviam Jesus tem um duplo significado: Deus permanece com o seu Filho nesse combate espiritual e Jesus, pela sua união com Deus, vence as tentações. Após as tentações, Jesus começa o seu ministério. O início do ministério de Jesus está em continuidade com a pregação de João Batista: é um apelo à conversão. De que se trata quando se fala de conversão? A conversão é crer no Evangelho; é fé na pessoa de Jesus Cristo, ele que é a Boa-Notícia de Deus para a humanidade; é fé na palavra de Jesus, que é portadora de um sopro que faz viver. Sem essa confiança não é possível reconhecer a vida e a vinda do Verbo de Deus como dom, nem acolhê-lo.
Pe. Carlos Alberto Contieri
Oração
Vivei em nós, Jesus, pelo vosso Espírito, para que vos amemos com todo o nosso ser e amemos o próximo como a nós mesmos, no vosso amor.

Vivendo a Palavra

Para os discípulos, Jesus profetiza não um fim, mas uma páscoa, isto é, uma passagem definitiva para o Reino do Pai. Diante do quadro de destruição que esboça, Ele nos pede que ‘levantemo-nos e ergamos nossas cabeças, porque a nossa libertação está próxima’.

Comentário do Evangelho

É TEMPO DE CONVERSÃO

A pregação de Jesus teve início com um apelo premente: "O tempo atingiu a sua plenitude. É hora de converter-se e acreditar no Evangelho".
A plenitude do tempo aconteceu com o advento de Jesus na história humana. Nele, todas as expectativas do passado encontraram sua plena realização, pois Deus mesmo assumiu esta história, para redimi-la do pecado. A presença salvadora de Jesus foi um convite para que todos aceitassem a salvação oferecida por Deus. Era uma ocasião única, que ninguém devia perder. Corria o risco de não participar da salvação quem não atendesse ao apelo de Jesus.
O convite à conversão, lançado por Jesus, supunha que a pessoa fosse capaz de dar uma guinada na própria vida. Tratava-se de passar do egoísmo ao amor, da injustiça à justiça, da idolatria ao Deus vivo. O autêntico processo de conversão atingia o ser humano no mais profundo de sua existência, e o transformava a partir de dentro. Os efeitos da conversão se faziam sentir, de maneira inequívoca, no modo como se agia. O indivíduo convertido tendia a assimilar o modo de ser de Jesus, uma vez que foi por ele transformado.
A Boa-Nova proclamada por Jesus apresentava o amor ao próximo, especialmente, aos excluídos e marginalizados como o eixo principal deste projeto de vida. Crer no Evangelho significava muito mais do que uma profissão verbal da própria fé. Crer era agir.
Oração
Senhor Jesus, que o teu apelo exigente de conversão não me intimide, antes me estimule a mudar radicalmente meu modo de agir.

Homilia do 1º Domingo da Quaresma

Pe. Luiz Carlos de Oliveira
Redentorista

“Estabelecer a paz”

Aliança para a paz Quando entra em Jerusalém, o Senhor chora sobre a cidade: “Ah! Se neste dia também tu conhecesses a mensagem de paz” (Lc 19,42).
Na primeira leitura lemos que Deus faz aliança com Noé e coloca seu arco no céu. É o arco-íris que lembra o arco de guerra. Deus quer a paz (Gn 9,13).
No Natal os Anjos cantam aos pastores: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens que Ele ama” (Lc 2,14). Paulo exclama: “Deixai-vos reconciliar” (2Cor 5,20).
O Messias veio para trazer a paz e a reconciliação. Chamamos de Quaresma (40 dias) esse tempo de preparação para a Páscoa para viver a reconciliação pela Morte e Ressurreição do Senhor.
As leituras nos levam a perceber a aliança que Deus fez durante a história da salvação para culminar com a aliança selada com o sangue do Filho.
A salvação chega a nós e é explicada através de muitos símbolos. Na leitura sobre o dilúvio entendemos que as águas nos purificam e a arca simboliza o batismo que hoje é nossa salvação como nos explica Pedro (2Pd 3,21).
Neste quadro de aliança, surge a questão da tentação. É bom ser tentado, como nos diz S. Agostinho: “Enquanto somos peregrinos neste mundo, não podemos estar livres de tentações, pois é através delas que se realiza nosso progresso e ninguém pode conhecer-se a si mesmo sem ter sido tentado. Ninguém pode vencer sem ter combatido, nem pode combater se não tiver inimigo e tentações” (CCL 39,766).
As tentações de Cristo nos animam a não temermos. Ele foi realmente tentado, como nós. “Ele nos representou em sua pessoa quando quis ser tentado... Em Cristo tu eras tentado, porque Ele assumiu tua condição humana, para te dar a sua salvação... Se Nele fomos tentados, Nele também venceremos o demônio... Reconhece-te Nele em sua tentação, reconhece-te Nele em sua vitória” (Idem).
Esta vitória nos dá a paz e reafirma nossa aliança. Na oração, no texto original em latim, dizemos sacramento da Quaresma. Como sacramento, não só lembra, mas torna presente o mistério recordado e faz agir.

Vitórias sobre o mal

Deus projeta uma permanente aliança. Pendurou seu arco no céu e não quer mais castigar a terra. Para superar as grandes tentações contra o projeto de paz de Deus, o esforço humano procurará mudar de mentalidade, que significa converter-se. Certamente não temos as belas tradições do passado.
Houve um aprofundamento. Não ficamos na periferia das questões, mas vamos a sua raiz. É a vitória sobre o mal. É a Páscoa que se atualiza na vida de cada um. O profeta Joel é claro: “Rasgai os vossos corações e não as vossas vestes” (Jl 2,13).
Não bastam atitudes exteriores, é preciso mudar a fonte do mal que nos domina. Aí sim podemos assumir as atitudes bonitas da penitência, do jejum e outros. É preciso encontrar modos que correspondam ao nosso mal. Rezamos: “Mostrai-nos Senhor vossos caminhos, fazei-me conhecer vossa estrada” (Sl 24).

Uma comunidade de vida

No deserto Jesus vivia entre os animais selvagens e os anjos O serviam. A comunidade tem dificuldades que são selvagens. Mas temos também, nessa comunidade, o serviço mútuo dos anjos que sevem. A Quaresma não é um exercício individual, mas uma comunhão de vida no serviço fraterno, sobretudo para com os mais necessitados.
É de se pensar em tirar um pouco do que temos para dar aos que não o tem. Dar vida é o que nos garante ter Vida. O tempo de deserto para Jesus não era solidão, mas comunhão com o Espírito Santo. Daí parte para evangelizar semeando a paz.

Leituras: Gênesis 9,8-15; Salmo 24; 2Pedro3,18-22; Marcos 1,12-15
Ficha nº 1416: Homilia do 1º Domingo da Quaresma (22.02.15)

O Messias veio trazer a paz e a reconciliação. Deus diz a Noé que não vai destruir a terra, por isso pendura seu arco no céu. Na Quaresma preparamos a Páscoa para celebrar e viver a reconciliação.
No quadro da Aliança aparece a tentação. Ela é boa, nos ensina a lutar e nos fortalece no combate. Em Cristo somos tentados e Nele vencemos. Para superar a tentação contra o projeto de paz de Deus, o esforço humano procurará mudar a mentalidade através conversão. Mudaram-se as tradições.
Aliás, aprofundou-se o sentido da Quaresma. Vamos à raiz. É a vitória sobre o mal. Não bastam atitudes externas, é preciso tirar o mal que nos domina. Assim podemos assumir as atitudes externas mais aptas a nós. Em seu jejum Jesus vivia entre os animais selvagens e era servido pelos anjos.
Na comunidade temos o serviço mútuo feito pelos anjos com quem vivemos na comunhão do amor fraterno. Dar vida é o que garante a nossa vida. O tempo de Jesus no deserto não era solidão, mas comunhão com o Espírito.

Mais feio que parece

Iniciando a Quaresma ouvimos que Jesus foi tentado. Ele vivia nossa condição humana e participou em tudo de nossos sofrimentos. É bom ser tentado para ver a força que temos para corresponder à proposta de Jesus. Ele nos dá a graça para vencermos. O diabo não é tão feio como pintam, mas, mais perigoso do que parece.
Temos muitos símbolos na Quaresma. As águas simbolizam a purificação. A arca lembra o batismo que é o lugar para celebrar a purificação pelo perdão. Por isso rezamos no salmo: “Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, fazei-me conhecer vossa verdade. Vossa verdade me oriente e me conduza” (Sl 24). A partir da vitória sobre a tentação, Jesus inicia sua pregação: “O Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15).
A Quaresma não é só um tempo litúrgico. É um sacramento no qual temos muitas práticas que nos levam a viver o Mistério Pascal de Cristo, fonte de todos os sacramentos.

REFLEXÕES DE HOJE


DIA 22 DE FEVEREIRO – DOMINGO
http://liturgiadiariacomentada2.blogspot.com.br/

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22 de fevereiro – 1º domingo da Quaresma
Por Johan Konings, sj

I. Introdução geral

Estamos iniciando a Quaresma, tempo de conversão em vista da celebração do mistério pascal. Tempo de volta ao nosso “primeiro amor”, nosso projeto de vida assumido diante de Deus e Jesus Cristo. As leituras deste domingo ensinam-nos a acreditar na possibilidade da renovação de nossa vida cristã.
A liturgia de hoje se inspira na catequese batismal. Nos primórdios da Igreja, a Quaresma era preparação para o batismo administrado na noite pascal. O batismo era visto como participação na reconciliação operada pelo sacrifício de Cristo por nós (cf. Rm 3,21-26; 5,1-11; 6,3 etc.). No mesmo espírito, a liturgia renovada do Concílio Vaticano II insiste em que, na noite pascal, sejam batizados alguns novos fiéis, de preferência adultos, e todos os fiéis façam a renovação de seu compromisso batismal. Essa insistência na renovação da vida batismal faz sentido, pois, enquanto não tivermos passado pela última prova, estamos sujeitos à desistência. Como à humanidade toda, no tempo de Noé, também a cada um, batizado ou não, Deus dá novas chances: eis o tempo da conversão.
A liturgia de hoje é animada por um espírito de confiança. Ora, confiança significa entrega: corresponder ao amor de Deus por uma vida santa (oração do dia). É claro, devemos sempre viver em harmonia com Deus, correspondendo ao seu amor. Na instabilidade da vida, porém, as forças do mal nos apanham desprevenidos. Mas a Quaresma é um “tempo forte”, em que convém pôr à prova o nosso amor, esforçando-nos mais intensamente por uma vida santa.

II. Comentário dos textos bíblicos

1. I leitura (Gn 9,8-15)
As águas do dilúvio representavam, para os antigos, um desencadeamento das forças do mal. Mas quem tem a última palavra é o amor divino. Deus não quer destruir o ser humano, impõe limites ao dilúvio e já não voltará a destruir a terra. O dilúvio é o símbolo do juízo de Deus sobre este mundo, mas acima de tudo está a sua misericórdia, simbolizada pelo arco-íris. No fim do dilúvio, Deus faz uma aliança com Noé e sua descendência, a humanidade inteira: apesar da presença do mal, ele não voltará a destruir a humanidade. Deus repete o dia da criação, em que venceu o caos originário, separou as águas de cima e de baixo e deu ao ser humano um lugar para morar. Faz uma nova criação, melhor que a anterior, pois acompanhada de um pacto de proteção. O arco-íris que, no fim do temporal, espontaneamente nos alegra é o sinal natural dessa aliança.
O salmo responsorial (Sl 25[24],4bc-5ab.6-7bc.8-9) lembra a fidelidade de Deus ao seu amor. O íntimo ser de Deus é, ao mesmo tempo, bondade e justiça: “Ele reconduz ao bom caminho os pecadores, aos humildes conduz até o fim, em seu amor”. Por essa razão, todos os batizados renovam, na celebração da Páscoa, seu compromisso batismal. 

2. II leitura (1Pd 3,18-22)
A segunda leitura faz parte da catequese batismal que caracteriza a 1ª carta de Pedro. O batismo supõe a transmissão de credo. Assim, 1Pd 3,18-4,6 contém os elementos do primitivo credo: Cristo morreu e desceu aos infernos (3,18-19), ressuscitou (3,18.21), foi exaltado ao lado de Deus (3,22), julgará vivos e mortos (4,5). Tendo ele trilhado nosso caminho até a morte, nós podemos seguir seu caminho à vida (3,18). O batismo, que lembra o dilúvio no sentido contrário (salvação em vez de destruição), purifica a consciência e nos orienta para onde Cristo nos precedeu.
Jesus, porém, não vai sozinho. Leva-nos consigo. Ele é como a arca que salvou Noé e os seus das águas do dilúvio. Com ele somos imersos no batismo e saímos dele renovados, numa nova e eterna aliança. Ao fim da Quaresma serão batizados os novos candidatos à fé. Na “releitura” do dilúvio feita pela 1ª carta de Pedro, a imagem da arca está num contexto que lembra os principais pontos do credo: a morte de Cristo e sua descida aos infernos (para estender a força salvadora até os justos do passado); sua ressurreição e exaltação (onde ele permanece como Senhor da história futura, até o fim). Batismo é transmissão da fé.

3. Evangelho (Mc 1,12-15)
Quando de seu batismo por João, Jesus foi investido por Deus com o título de “Filho amado” e com seu beneplácito, que é, na realidade, a missão de realizar no mundo aquilo que faz a alegria de Deus: a salvação de todos os seus filhos. Assim, a missão de Jesus começa com a vitória sobre o mal, o qual se opõe à vontade de seu Pai.
O mal tem muitas faces e, além disso, uma coerência interior que faz pensar numa figura pessoal, embora não visível no mundo material. Essa figura chama-se “satanás”, o adversário, ou “diabo”, destruidor, presente desde o início da humanidade. Impelido pelo Espírito de Deus, Jesus enfrenta no deserto as forças do mal – satanás e os animais selvagens –, mas vence, e os anjos do Altíssimo o servem. A “provação” de Jesus no deserto, depois de seu batismo por João, prepara o anúncio do Reino. Aproxima-se a grande virada do tempo: Jesus anuncia a boa-nova do Reino. Deus oferece novas chances. Incansavelmente deseja que o ser humano viva, mesmo sendo pecador (cf. Ez 18,23). Sua oferta tem pleno sucesso com Jesus de Nazaré. Este é verdadeiramente seu Filho (Mc 1,11). Vitória escondida, como convém na primeira parte de Marcos, tempo do “segredo messiânico”.
Nos seus 40 dias de deserto, Jesus resume a caminhada do povo de Israel e antecipa também seu próprio caminho de servo do Senhor. A tentação no deserto transforma-se em situação paradisíaca: Jesus é o novo Adão, vencedor da serpente. Seu chamado à conversão é um chamado à fé e à confiança. Nas próximas semanas o acompanharemos em sua subida a Jerusalém, obediente ao Pai. Será a verdadeira prova, na doação até a morte, morte de cruz. E, “por isso, Deus o exaltou”… (cf. Fl 2,9).
Assim preparado, Jesus inicia o anúncio do Reino de Deus e pede conversão e fé no evangelho, o euangélion, a alegre notícia (cf. 3º domingo do tempo comum). Que ele exorte a acreditar na novidade, a gente entende. Mas por que conversão, se se trata de boa notícia? Exatamente por isso. Pois, como mostram os noticiários da TV, estamos muito mais sintonizados para notícias ruins que para notícia boa. Conversão não é a mesma coisa que penitência, como às vezes se traduz em Mc 1,15, sem razão. Conversão significa dar nova postura à nossa vida e nosso coração, “deixar para lá” a imagem de um Deus ameaçador para voltar-nos a ele e a seu reinado com um coração alegre e confiante.

III. Dicas para reflexão

Celebramos o 1º domingo da Quaresma. Muitos jovens não sabem o que é a Quaresma. Nem sequer sabem de onde vem o carnaval, antiga festa do fim do inverno (no hemisfério norte) que, na cristandade, se tornou a despedida da fartura antes de iniciar o jejum da Quaresma.
A Quaresma (do latim quadragesima) significa um tempo de 40 dias vivido na proximidade do Senhor, na entrega a Deus. Depois de ser batizado por João Batista no rio Jordão, Jesus se retirou ao deserto de Judá e jejuou durante 40 dias, preparando-se para anunciar o Reino de Deus. Vivia no meio das feras, mas os anjos de Deus cuidavam dele. Preparando-se desse modo, Jesus assemelha-se a Moisés, que jejuou durante 40 dias no monte Horeb (Ex 24,18; 34,28; Dt 9,11 etc.), e a Elias, que caminhou 40 dias, alimentado pelos corvos, até chegar a essa montanha (1Rs 19,8). O povo de Israel peregrinou durante 40 anos pelo deserto (Dt 2,7), alimentado pelo Senhor.
Na Quaresma deixamos para trás as preocupações mundanas e priorizamos as de Deus. Vivemos numa atitude de volta para Deus, de conversão. Isso não consiste necessariamente em abster-se de pão, mas sobretudo em repartir o pão com o faminto e em viver todas as demais formas de justiça. Tal é o verdadeiro jejum (Is 58,6-8).
A Igreja, desde seus inícios, viu nos 40 dias de preparação de Jesus uma imagem da preparação dos candidatos ao batismo. Assim como Jesus, depois desses 40 dias, se entregou à missão recebida de Deus, os catecúmenos eram, depois de 40 dias de preparação, incorporados a Cristo pelo batismo, para participar da vida nova. O batismo era celebrado na noite da Páscoa, noite da ressurreição. E toda a comunidade vivia na austeridade material e na riqueza espiritual, preparando-se para celebrar a ressurreição.
A meta da Quaresma é a Páscoa, o batismo, a regeneração para uma vida nova. Para os que ainda não foram batizados – os catecúmenos –, isso se dá no sacramento do batismo na noite pascal; para os já batizados, na conversão que sempre é necessária em nossa vida cristã. Daí o sentido da renovação do compromisso batismal e do sacramento da reconciliação nesse período.
Conversão e renovação, se preciso também arrependimento por nossas infidelidades, mas o tom principal é a alegria pela boa-nova e por Deus que, em Cristo, renova nossa vida.
Johan Konings, sj
Nascido na Bélgica, reside há muitos anos no Brasil, onde leciona desde 1972. É doutor em Teologia e mestre em Filosofia e em Filologia Bíblica pela Universidade Católica de Lovaina. Atualmente é professor de Exegese Bíblica na Faje, em Belo Horizonte. Dedica-se principalmente aos seguintes assuntos: Bíblia – Antigo e Novo Testamento (tradução), evangelhos (especialmente o de João) e hermenêutica bíblica.Entre outras obras, publicou: Descobrir a Bíblia a partir da liturgia; A Palavra se fez livro; Liturgia dominical: mistério de Cristo e formação dos fiéis – anos A-B-C.
http://vidapastoral.com.br/roteiros/22-de-fevereiro-1o-domingo-da-quaresma/

22 de fevereiro: 1º Domingo da Quaresma
O TEMPO SE CUMPRIU: O REINO ESTÁ PERTO

Jesus, logo após o batismo, é conduzido pelo Espírito ao deserto, onde se prepara para a missão e é tentado por satanás. O deserto é o lugar de retiro em vista de uma missão, mas também lugar de desafios e de provas. Após a experiência no deserto – a exemplo do povo de Israel – e em seguida à prisão de João Batista, Jesus sai do anonimato, dirige-se à Galileia e começa a pregar: “O tempo se cumpriu e o reino de Deus está perto”. Essas são as primeiras palavras de Jesus relatadas no Evangelho de Marcos.
Marcos não detalha as tentações de Jesus, apenas diz que ele foi tentado por satanás, o adversário do seu projeto. Jesus, o novo Adão que não sucumbe à tentação da serpente, ensina-nos que é possível vencer as tentações. O Espírito que o levou ao deserto e o fortalece contra a tentação é o mesmo que recebemos no batismo. Diariamente somos desafiados a viver com fidelidade seu projeto. Ao longo da vida, assumimos opções e fazemos escolhas, mostrando até que ponto somos de fato discípulos missionários de Jesus no dia a dia. 
O tempo se cumpriu, o reino está próximo e é hora de conversão. Não é mais tempo de espera. Deus vem instaurar seu reino no meio da humanidade. Portanto, é ocasião de agir, já não cabe esperar. Com Jesus chegou a boa notícia para o povo, é momento de aderir ao seu reino. O forte apelo de conversão acompanha a Quaresma toda. Pela palavra de Deus, o cristão é convidado continuamente à conversão, ou seja, à mudança de mentalidade e de atitudes. A conversão envolve a pessoa em sua totalidade e determina novo rumo em sua vida.
Ora, o reino inaugurado por Jesus é algo que não se concretiza de forma mágica nem se impõe de forma violenta. Ele vai acontecendo à medida que nos convertemos a ele e aderimos ao evangelho. O reino de Deus só estarárealizado quando a vida das pessoas estiver conforme o desejo do Pai. Satanás continua sendo o grande obstáculo do reino; como tentou Jesus, continua tentando a humanidade.
Pe. Nilo Luza, SSP
http://www.paulus.com.br/portal/o-domingo/22-de-fevereiro-1o-domingo-da-quaresma#.VOtgLfnF9Md

Dia 22 – 1°Domingo da Quaresma
CF-2015: Apresentação do tema e do lema

A Campanha da Fraternidade de 2015 tem como tema: “Fraternidade – Igreja e sociedade”. Esse tema foi escolhido pelos bispos do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), na CNBB, com o objetivo de inserir a CF nas comemorações do jubileu de encerramento do Concílio Vaticano II. O tema foi proposto porque o Concílio constitui para a Igreja o marco inicial de uma caminhada de diálogo amplo e afetuoso com o mundo moderno, a fim de que a comunidade dos discípulos e discípulas missionários de Jesus seja sinal e instrumento para a comunhão com Deus e a unidade de todo o gênero humano, seja cooperadora da verdade e do bem comum.
O lema proposto para a CF-2015, “Eu vim para servir” (cf. Mc 10,45), é oportuno e iluminador. O objetivo desta campanha, que se volta às sábias palavras e diretrizes do Concílio Vaticano II, é aprofundar a relação entre a Igreja e a sociedade no contexto atual. A sociedade, com seu dinamismo e pujança, continua a proporcionar alegrias e tristezas, interrogações e apreensões, as quais precisam ser conduzidas pelo processo de evangelização àquele que, com sua entrega total, faz nascer uma esperança inquebrantável.
Celebrado no início da década de 1960, anos de gestação e nascimento da CF, o Concílio refletiu-se nos primeiros temas das campanhas, contribuindo para que a Igreja no Brasil conhecesse melhor e implantasse as principais propostas conciliares. No ano de 2015, o Concílio Vaticano II e a Campanha da Fraternidade reeditarão o encontro salutar que, no passado, produziu muitos frutos para a Igreja no Brasil.
Pe. Luiz Carlos Dias, Secretário-executivo da CF
Reflexão:

O deserto despertava fortes lembranças para os hebreus. A caminho da Terra prometida, eles permaneceram quarenta anos no deserto, onde Moisés teve a experiência de Deus libertador e recebeu os Mandamentos, base da sociedade alicerçada na justiça. O número quarenta indica totalidade. Pode-se dizer que Jesus foi tentado durante toda a sua vida pública. É no deserto, lugar do encontro com Deus, que Jesus consolida sua decisão de fazer a vontade do Pai. Deverá enfrentar toda tentação do poder opressor. Para fortalecê-lo nessa luta, Jesus tem a seu favor o Espírito Santo e os anjos (bons mensageiros), em contraste com Satanás, seu rival. Após a prisão do Batista, Jesus inicia sua missão na Galileia, longe de Jerusalém, centro do poder político, econômico e religioso.
(Dia a dia com o Evangelho 2015, Pe. Luiz Miguel Duarte)

DOMINGO, 22 DE FEVEREIRO DE 2015
Homilia do 1º Domingo da Quaresma, por Pe. Paulo Ricardo


Contrariar-se por amor ao Outro

No Evangelho deste Domingo, assim como em todo 1º Domingo da Quaresma, Nosso Senhor vai para o deserto. À imitação de Cristo – e do povo de Israel, que, para entrar na Terra Prometida, permaneceu quarenta anos no deserto –, também nós precisamos passar por esta realidade, a fim de entrarmos no Amor.
A grande passagem de Cristo, porém, mais que o deserto, foram a Sua morte e ressurreição, que constituem o cume de Seu grande amor por nós. Na verdade, todo amor comporta uma certa morte. Diferentemente dos animais que, não tendo liberdade e agindo por mero instinto, são incapazes de se contrariar – e, por conseguinte, não podem amar –, o ser humano, mesmo com fome e tendo diante de si uma comida saborosa, é capaz de renunciar a isso por amor a alguém. As mães mesmo fazem atos desse tipo o tempo todo, por causa de seus filhos. O amor, pois, consiste justamente nisto: em contrariar-se, dizer "não" às próprias vontades, caprichos e veleidades, por causa do outro.
Infelizmente, esta realidade humana do amor foi degradada com a queda de nossos primeiros pais. A partir do pecado original, o ser humano foi colocado de cabeça para baixo. Deixando que os seus instintos animais o governassem e procurando a felicidade nos endereços errados, ele foi, de alguma forma, degradando a sua capacidade de amar.
Nesta Quaresma, o Senhor – que, por meio de Seu Filho, não só restaurou a humanidade, mas deu-lhe poder viver a caridade sobrenatural, isto é, o amor em Deus, por causa d'Ele – refaz a nós o convite do amor. É este, pois, o sentido dos jejuns, penitências e orações tão pedidos pela Igreja neste tempo. Não adianta simplesmente jejuar, se a isso não estiver unida a virtude da caridade. Passar fome, por si só, não santifica ninguém. Se assim fosse, a África seria o continente mais santo do mundo. O que santifica o homem é o amor, é o contrariar sábia e prudentemente os próprios instintos por causa de um Outro, que é Deus.
No mundo animal, distinguem-se dois instintos (ou apetites): o primeiro é a concupiscência (ou apetite concupiscível), pela qual as criaturas buscam o prazer e a gratificação; e o segundo, a ira (ou apetite irascível), pela qual elas reagem quando são contrariadas. O homem, sendo um animal, também possui esses apetites; sendo, porém, racional, e contando com a graça divina, é chamado a governar os seus instintos e conduzi-los a Deus – assim como um cavaleiro precisa domar um cavalo chucro para levá-lo aonde quer. Para tanto, a alma, explica Santo Tomás de Aquino, deve agir "politicamente" [1]: não deve castrar as energias do corpo, mas dominá-las aos poucos, de forma sábia e com cuidado. Afinal, não somos anjos. Se Deus nos criou com um corpo, este pode – e deve – ser-nos útil.
De forma bem prática, é importante lutar contra duas tentações básicas, mormente as contra a castidade e as contra a paciência, já que estão diretamente ligadas aos apetites concupiscível e irascível. Primeiro, viver a castidade, lutando contra o sexo desordenado e dando a vida pelos outros, seja no matrimônio, seja no celibato; segundo, exercitar a paciência, suportando as contrariedades do dia a dia e também contrariando a nós mesmos, voluntariamente, por amor de Deus. De fato, dentro de nós existe como que um "pequeno deus", que diz: Seja feita a minha vontade. Quando as coisas não acontecem do jeito que queremos, somos tentados a ficar emburrados e com raiva, como crianças mal educadas. A nossa atitude, porém, deve ser madura e virtuosa: quando surgem as contrariedades, que bela oportunidade temos de amar a Deus!
Quanto às penitências específicas a escolher, não há uma medida única para todas as pessoas. Cada pessoa deve discernir – talvez junto com o seu diretor espiritual – a prática adequada para si. O que importa é que todas as coisas sejam feitas com generosidade. Diz Nosso Senhor que "o Reino dos Céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam" [2]. O Reino dos Céus é das pessoas que tomam a vida espiritual de assalto e se decidem seriamente a amar, com determinação.
Nesta Quaresma, dirijamo-nos com Jesus ao deserto e, na prática do jejum, da oração e da esmola, cresçamos cada vez mais na caridade. T
Referências:
Cf. Summa Theologiae, I, q. 81, a. 3, ad 2.
Mt 11, 12.
Liturgia de 22.02.2015 - 1º Domingo da Quaresma - Ano B
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Dermeval Neves



A voz do Pastor - 1º Domingo da Quaresma - 22/02/2015
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arqrio



Foi tentado por Satanás, e os anjos o serviam.

Vivei em nós, Jesus, pelo vosso Espírito,
para que vos amemos com todo o nosso ser
e amemos o próximo como a nós mesmos, no vosso amor.



HOMILIA - Mc 1,12-15
CONVERTEI-VOS E CREDE NO EVANGELHO
O título desta homilia marca o final do Evangelho do primeiro Domingo da Quaresma. Como ouvimos, Marcos narra o ambiente e as circunstâncias da tentação de Jesus. Estamos diante de três elementos: o deserto, os anjos e o diabo. Os três são elementos representam o árduo caminho da quaresma, iniciado na última quarta-feira e a nossa grande missão durante este tempo: a conversão.
O deserto indica um local de provação. Jesus é o novo Israel que passa 40 dias no deserto e vence a tentação, permanecendo fiel à vontade divina e à sua Aliança.
O diabo e os anjos representam o interior de cada um de nós. Dentro de nós pode morar um anjo e um diabo. Quando nos damos de corpo e alma a Deus em nós sobressai o lado angélico e quando nos damos aos prazeres da carne então fala mais alto o lado diabólico. Vivemos num mudo onde existem pessoas com corações diversificados. Há aqueles que são mais compreensivos e curtem a paz, até mesmo em momentos críticos. São os que têm como razão de viver o cultivo da vida interior com Deus e em Deus. Para estes, os anjos de Deus constantemente os servem com a paz, com a fortaleza, com a sabedoria, com o temor de Deus e assim por diante. Mesmo que tenham um temperamento forte, sabem controlar seus impulsos e seus instintos.
O diabo representado pelos impulsos e os instintos. Todos nós sabemos que os animais reagem por impulsos e instintos. E isso também existe dentro de cada um de nós quando não fazemos usa da nossa liberdade e vontade que vindos de Deus deveriam ser usados para escolher sempre o bem! Em alguns, parecem indomáveis estes dois elementos. Trata-se de pessoas impulsivas, que primeiro fazem e depois pensam, quando as conseqüências amargam na vida. O diabo que indomada existe em quem vive pelo instinto, incapaz de ter qualquer controle sobre si próprio.
No deserto, local da sede, da fome e da provação, o que acontece conosco, aconteceu com Jesus, porque ele era homem, igual a cada um de nós. Poderia se deixar levar pelo instinto e a impulsividade do diabo. Mas não. Ele vence a tentação optando pelo serviço dos anjos e isso acontece pela fidelidade ao plano divino. Eis a diferença entre nós e Ele. Enquanto muitas vezes nós nos deixamos vencer pelo diabo, Ele o desafia. E então Aquele que é fiel, envia os seus anjos para servi-lo. O que vemos em Jesus é um exemplo para vencermos as tentações. Os nossos desertos são muitos e podem ser localizados aqui na Canção Nova – Cachoeira Paulista onde moro e podem ser localizados aí na tua cidade, na tua casa. Podem ser na tua família, pode ser a escola, pode ser o trabalho. É nos locais onde vivemos, trabalhamos que a tentação aparece e faz transparecer o controle de si ou o terrível diabo que salta pelos olhos e pela boca.
Quero lembrar-te que esse tipo de reação não se trata com controles mentais ou técnicas de relaxamento ou por meio de uma consulta ao psicólogo ou psicanalista. Isso pode ajudar, mas a proposta da espiritualidade cristã diz que a vida interior só se resolve a partir do momento em que optamos por Deus. É o que fez Jesus. Pois, existe dentro de nós uma duplicidade: ou optamos por Deus e Ele nos serve, ou deixamos que nossos impulsos e instintos apareçam e estes tomam conta de nossa vida, a ponto de infernizá-la e então caímos nas malhas do diabo que nos domina o tempo todo.
A vida interior só se torna divinizada à medida que formos capazes de nos esvaziar de nós mesmos, de tirar de nós os instintos e os impulsos, para acolher com simplicidade, humildade e no espírito de pobreza, o que Deus nos oferece por meio do Seu Filho manso e humilde de coração.
Portanto, neste tempo quaresmal o nosso primeiro empenho é acolher o convite à conversão: CONVERTEI-VOS E CREDE NO EVANGELHO. E converter-se, hoje, significa considerar a vida interior de cada um de nós. Ver o que é mais saliente em nós: o lado divino ou o lado dos impulsos e instintos? O lado divino ou o lado humano? Lapidai-me ó Deus, para que convertido possa acolher o vosso Reino .  Acolhendo-o os vossos anjos me venham servir como fizeram a Jesus!
Fonte Canção Nova
HOMILIA
Deixemo-nos tocar pelo apelo de mudança que Deus nos faz
O Evangelho é a Boa Nova anunciada por Cristo para nos converter.
“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!”(Marcos 1, 15).


Hoje é o primeiro domingo da Quaresma, estamos neste tempo forte de conversão, de apelo de Deus para repensarmos nossas atitudes e aquilo que está dentro de nós. Por isso, Jesus foi ao deserto, o deserto é lugar do encontro consigo mesmo, do encontro com a realidade mais profunda.
No deserto vamos ver nosso interior abençoado e iluminado pela presença de Deus e os anjos estarão ao nosso serviço. Mas, no deserto, estaremos também entre os animais selvagens, as feras dentro de nós clamando por aqueles sentimentos negativos como a ira, a raiva, o ressentimento, o medo, a sensualidade, a gula.
É por intermédio dessas feras, dentro de nós, que muitas vezes o tentador vem ao nosso encontro para nos fazer propostas, oferecer caminhos diferentes daqueles que Deus nos apontou. Por isso, a ida para o deserto é uma oportunidade de conhecermos as nossas fraquezas e limites, de conhecermos aquilo que nós somos e precisa de mudança.
O deserto é também o lugar do encontro com Deus, é lá que podemos nos rever e sermos refeitos pela Palavra d’Ele. Depois de passar quarenta dias no deserto, de ser tentado pelo inimigo, Jesus foi para a Galiléia anunciar o Reino de Deus, manifestar que o Reino do Senhor já estava presente e que era necessário se converter e crer no Evangelho.
Precisamos aprender, no deserto da vida, que a nossa conversão é diária e precisamos realmente converter nossa mente, aquilo que está dentro de nós para que nossos pensamentos e sentimentos sejam do Senhor. Por isso é necessário crer no Evangelho e fazer dele a força que move nossa vida, que modela nossas ações. O Evangelho é a Boa Nova anunciada por Cristo para nos converter.
Nestes quarenta dias da Quaresma, somos chamados a ter atitudes e a primeira delas é a oração. Oração do recolhimento e da vida interior na qual vamos para o silêncio do nosso quarto ou para uma casa de retiros, para um lugar onde possamos encontrar com nós mesmos sem medo da solidão e do deserto para que ali possamos nos purificar dos nossos pecados, combater as tentações e deixar que o Evangelho nos converta.
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
LEITURA ORANTE

Mc 1,12-15 - Conversão e fé - 1º Domingo da Quaresma



Iniciemos cantando
Hino da CF 2015


Preparo-me,
com todos os que se encontram na rede da internet,
para a Leitura orante,
invocando a Santíssima Trindade:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.
Trindade Santíssima
- Pai, Filho, Espírito Santo -
presente e atuante na Igreja e na profundidade do meu ser.
Eu vos adoro, amo e agradeço.

1. Leitura (Verdade)
- O que a Palavra diz?
Tomo contato com o texto de hoje, lendo-o, na Bíblia, em Mc 1,12-15.
Logo depois o Espírito Santo fez com que Jesus fosse para o deserto. Jesus ficou lá durante quarenta dias, sendo tentado por Satanás. Ali havia animais selvagens, e os anjos cuidavam de Jesus.
Depois que João foi preso, Jesus seguiu para a região da Galileia e ali anunciava a boa notícia que vem de Deus. Ele dizia:
- Chegou a hora, e o Reino de Deus está perto. Arrependam-se dos seus pecados e creiam no evangelho.
O texto apresenta duas partes: as tentações de Jesus e o início de sua evangelização. Inicia dizendo que o  Espírito fez com que Jesus fosse para o deserto. Todos os três evangelistas (Mateus, Lucas e Marcos) têm como principal autor desse retiro no deserto, o Espírito.
Jesus vai para o deserto. Deserto significa lugar desabitado, solitário, desamparado, abandonado. No sentido bíblico, deserto era terra  da aridez, símbolo da privação de chuva e de fertilidade. É o lugar da purificação e da pobreza.
No deserto Jesus ficou quarenta dias. Este número recorda os quarenta anos do Povo de Deus no deserto, rumo à libertação. Foram quarenta dias em que Moisés  permaneceu no alto do Horeb diante de Deus. para receber as tábuas da lei (Dt 9,9).
Sendo tentado por Satanás, diz o Evangelho. As tentações de Jesus eram para desviá-lo de sua missão messiânica.
Convivia  com as feras. A frase indica que durante esse tempo Jesus não viu nenhuma pessoa humana.
E os anjos o serviam. O evangelho apresenta prova segura da existência dos anjos, não como mensageiros, mas como seres que servem.
Depois que João foi preso, Jesus veio para a Galileia, proclamando a Boa-Nova de Deus.
O texto faz entender que Jesus estava na Judeia e retornou à Galileia onde faz a proclamação do Reino, resumida na conversão e fé no Evangelho.
"Convertei-vos. Arrependam-se". O Evangelho, além da fé, exige de cada pessoa o desejo de modificar sua conduta segundo a  Boa-Nova.

2. Meditação(Caminho)
- O que a Palavra diz para mim?
Conversão e fé . Eis o ponto central da Boa-Nova de Jesus. Devo renovar minhas idéias sobre o Reino. O anúncio de Jesus me chama à conversão. O bem-aventurado Alberione sentiu um apelo que transmitiu a toda a Família Paulina: “Vivam em contínua conversão”. Agora, num instante de silêncio, verifico em que devo me converter.
Em Aparecida, os Bispos, afirmaram: "No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5,40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3,12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação." (DAp351).

3. Oração (Vida)
- O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Faço a
Oração da Campanha da Fraternidade 2015
Ó Pai, Alegria e esperança de vosso povo,
vós conduzis a Igreja, servidora da vida,
nos caminhos da história.
A exemplo de Jesus Cristo
e ouvindo sua palavra
que chama à conversão,
seja vossa igreja testemunha viva de
fraternidade
e de liberdade, de justiça e de paz.
Enviai o vosso Espírito da verdade
para que a sociedade se abra
à aurora de um mundo justo e solidário,
sinal do Reino que há de vir.
Por Cristo Senhor nosso.
Amém!

4. Contemplação(Vida/ Missão)
- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
O tema da Campanha da Fraternidade CF 2015 é “Fraternidade: Igreja e Sociedade”
e o lema: “Eu vim para servir” (cf. Mc 10,45). É o que me proponho viver nesta quaresma

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Sugestões:
I. Patrícia Silva, fsp

patricia.silva@paulinas.com.br

LEITURA ORANTE

ORAÇÃO INICIAL
Celebrando hoje o primeiro domingo da quaresma, nos encontramos diante do convite de Jesus: "Convertei-vos e crede na Boa-Nova". O anúncio da Boa-Nova começa justamente por "convertei-vos", e não por "alegrai-vos".
Converter-se é voltar o olhar, o coração, a vida toda para Jesus. Confiemos na presença do Espírito Santo. O mesmo Espírito que fez Jesus sair para o deserto, nos conduz e fortalece na nossa caminhada quaresmal. Rezemos: Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.

1- LEITURA (VERDADE)
Primeiro momento: leia o texto acolhendo cada palavra em seu coração. Leia novamente com calma, fazendo pequenas paradas para repetir a palavra que chama a sua atenção durante a leitura.
Qual é a temática do texto?
Quais são as palavras ditas por Jesus?
O que nos lembra o deserto?
Qual é a experiência que Jesus vive no deserto?
O que quer dizer "o Reino de Deus está próximo"?
Para a compreensão do texto, vamos ter presente que não é com a finalidade de ser tentado que Jesus vai para o deserto. Para o evangelista, o deserto é o lugar da proximidade com Deus. Também a convivência com os animais selvagens e os anjos que o servem mostram essa proximidade. Diante das tentações, Jesus revela que seu único querer é fazer a vontade do Pai. A Boa-Nova no texto, não é somente anunciada, mas realizada, pois Jesus é o Reino. E diante da proximidade do Reino, a atitude esperada é a conversão.

2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)
Silencie e procure perceber o que o texto diz para sua vida.
Qual foi a palavra que encontrou maior sintonia com os apelos do seu coração?
Deixe a Palavra de Deus encontrar espaço em sua vida.
Examine sua consciência, reveja suas ações, confronte suas atitudes com a mensagem de Jesus.
O que compreendo por tentações?
Como ecoa em mim as palavras de Jesus: "Convertei-vos e crede na Boa-Nova"?
O texto nos mostra o caminho a ser percorrido durante este tempo litúrgico: acolher a Boa-Nova do Reino, que é o próprio Cristo, e viver em contínua conversão, voltando-nos, mente, vontade e coração para o Senhor.

3- ORAÇÃO (VIDA)
Peça ao Senhor a graça de viver com profundidade este tempo de graça que a liturgia nos apresenta. A graça do encontro com o Pai misericordioso. A graça do despojamento, da humildade, da simplicidade do coração. A graça da conversão pessoal. Reze também pela Igreja que vive a Campanha da Fraternidade. 
Ó Pai, alegria e esperança de vosso povo, vós conduzis a Igreja, servidora da vida, nos caminhos da história. A exemplo de Jesus Cristo e ouvindo sua palavra que chama à conversão, seja vossa Igreja testemunha viva de fraternidade e de liberdade, de justiça e de paz. Enviai o vosso Espírito da verdade para que a sociedade se abra à aurora de um mundo justo e solidário, sinal do reino que há de vir. Por Cristo Senhor nosso. Amém.

4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)
Recolha em poucas palavras o apelo que você sentiu para colocar em prática durante o dia.
O que me proponho a viver?
Como vou atingir este propósito?

BÊNÇÃO
- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Angela Klidzio, fsp
angela.klidzio@paulinas.com.br

Oração Final

Pai Santo, que para estar perto de nós sujeitaste teu Filho às tentações, dá-nos força e grandeza d’alma para seguir Jesus de Nazaré na sua luta contra o pecado e, como Ele vencedores, conduze-nos unidos ao teu Reino de Amor. Pelo mesmo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.