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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Como obter indulgência plenária no Domingo da Divina Misericórdia?


REDAÇÃO CENTRAL, 05 Abr. 18 / 08:00 am (ACI).- No segundo domingo da Páscoa – neste ano, dia 8 de abril –, é celebrada a Divina Misericórdia. Esta festa litúrgica permite ao fiel alcançar a graça do perdão dos pecados.
“Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores (...). Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças”, prometeu Jesus em suas aparições à Santa Faustina Kowalska.

10 coisas que deve saber sobre o Domingo da Divina Misericórdia


REDAÇÃO CENTRAL, 04 Abr. 18 / 08:00 am (ACI).- A Igreja está prestes a celebrar o segundo Domingo da Páscoa ou da Divina Misericórdia. O que é este dia e por que é tão importante para os católicos? Estas são 10 coisas que deve saber sobre esta data:

1. O Domingo da Misericórdia se baseia em revelações privadas

Esta celebração acontece no segundo Domingo da Páscoa. Baseia-se nas revelações privadas a Santa Faustina Kowalska, religiosa polonesa que recebeu as mensagens de Jesus sobre sua Divina Misericórdia no povoado de Plock, na Polônia.

2. Faz parte do calendário da Igreja por ação de São João Paulo II

ENTRONIZAÇÃO DO QUADRO DE JESUS MISERICORDIOSO NO LAR


Entronização do quadro de Jesus Misericordioso

Acolhendo solenemente o quadro de Jesus Misericordioso em seu lar

Antigamente era normal encontrar em nossos lares católicos algum sinal visível da sua fé – um quadro dos Sagrados Corações, uma cruz, a imagem de N. Sra. Aparecida e assim por diante. Muitos destes objetos sacros traziam consigo uma longa história, como se fossem uma preciosa herança dos antepassados. Para eles a fé era um valor que valia a pena cultivar e demonstrar, na simplicidade de um gesto ou de um símbolo.

sábado, 26 de abril de 2025

VATICANO - O DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIA - INDULGÊNCIA


PENITENCIARIA APOSTÓLICA

DECRETO

Anexadas indulgências aos atos de culto, realizados
em honra da Misericórdia Divina

"A tua misericórdia, ó Deus, não conhece limites e é infinito o tesouro da tua bondade...(Oração depois do Hino "Te Deum") e "Ó Deus, que revelas a tua omnipotência sobretudo com a misericórdia e com o perdão..." (Oração do Domingo XXVI do Tempo Comum), canta humilde e fielmente a Santa Mãe Igreja. De facto, a imensa condescendência de Deus, tanto em relação ao género humano no seu conjunto como ao de cada homem individualmente, resplandece de maneira especial quando pelo próprio Deus omnipotente são perdoados pecados e defeitos morais e os culpados são paternalmente readmitidos na sua amizade, que merecidamente perderam.

sexta-feira, 25 de abril de 2025

ENTRONIZAÇÃO DO QUADRO DE JESUS MISERICORDIOSO NO LAR


Entronização do quadro de Jesus Misericordioso

Acolhendo solenemente o quadro de Jesus Misericordioso em seu lar

Antigamente era normal encontrar em nossos lares católicos algum sinal visível da sua fé – um quadro dos Sagrados Corações, uma cruz, a imagem de N. Sra. Aparecida e assim por diante. Muitos destes objetos sacros traziam consigo uma longa história, como se fossem uma preciosa herança dos antepassados. Para eles a fé era um valor que valia a pena cultivar e demonstrar, na simplicidade de um gesto ou de um símbolo.

10 coisas que deve saber sobre o Domingo da Divina Misericórdia


REDAÇÃO CENTRAL, 04 Abr. 18 / 08:00 am (ACI).- A Igreja está prestes a celebrar o segundo Domingo da Páscoa ou da Divina Misericórdia. O que é este dia e por que é tão importante para os católicos? Estas são 10 coisas que deve saber sobre esta data:

1. O Domingo da Misericórdia se baseia em revelações privadas

Esta celebração acontece no segundo Domingo da Páscoa. Baseia-se nas revelações privadas a Santa Faustina Kowalska, religiosa polonesa que recebeu as mensagens de Jesus sobre sua Divina Misericórdia no povoado de Plock, na Polônia.

2. Faz parte do calendário da Igreja por ação de São João Paulo II

Como obter indulgência plenária no Domingo da Divina Misericórdia?


REDAÇÃO CENTRAL, 05 Abr. 18 / 08:00 am (ACI).- No segundo domingo da Páscoa – neste ano, dia 8 de abril –, é celebrada a Divina Misericórdia. Esta festa litúrgica permite ao fiel alcançar a graça do perdão dos pecados.
“Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores (...). Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças”, prometeu Jesus em suas aparições à Santa Faustina Kowalska.

quinta-feira, 24 de abril de 2025

A FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA


FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA

"Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. (...). Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate. A Minha misericórdia é tão grande que, por toda a eternidade, nenhuma mente, nem humana, nem angélica a aprofundará" (Diário, 699).

"Ainda que a alma esteja em decomposição como um cadáver e ainda que humanamente já não haja possibilidade de restauração, e tudo já esteja perdido, Deus não vê as coisas dessa maneira. O milagre da misericórdia de Deus fará ressurgir aquela alma para uma vida plena." (Diário, 1448)

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Elementos da Devoção

Um dos elementos mais importantes da devoção à Divina Misericórdia presentes nas revelações de Nosso Senhor à Santa Faustina é a Festa da Misericórdia. No Diário o tema recorrem em 37 números, em 16 dos quais nos deparamos com uma manifestação extraordinária de Jesus a seu respeito. Com efeito, aos 22/02/1931, uma das primeiras revelações de Jesus à Santa Faustina diz respeito à Festa da Misericórdia, que deveria ser celebrada no 2º domingo da Páscoa:

“Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja benzida solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia” (Diário, 49; cf. 88; 280; 299b; 458; 742; 1048; 1517).

A Festa é uma obra divina, mas Ele quer que Santa Faustina se empenhe tanto em sua implantação (D. 74; 341; 463; 1581; 1680), como em seu incremento: “Na Minha festa, na Festa da Misericórdia, percorrerás o mundo inteiro e trarás as almas que desfalecem à fonte da Minha misericórdia. Eu as curarei e fortalecerei” (D. 206); “Pede ao Meu servo fiel que, nesse dia, fale ao mundo inteiro desta Minha grande misericórdia, que aquele que, nesse dia, se aproximar da Fonte da Vida, alcançará perdão total das culpas e penas” (D. 300a; cf. 1072). Santa Faustina abraça com toda a alma esta causa, pelo que exclama e reza: “Oh! como desejo ardentemente que a Festa da Misericórdia seja conhecida pelas almas!” (D. 505); “Apressai, Senhor, a Festa da Misericórdia, para que as almas conheçam a fonte da Vossa bondade” (D. 1003; cf. 1041). Jesus leva a sério a dedicação de Santa Faustina nesta missão: “Pelos teus ardentes desejos, estou apressando a Festa da Misericórdia...” (D. 1082; cf. 1530), e por isso o demônio procura atrapalhar o seu caminho (D. 1496).

Em 1935, no domingo de encerramento do Jubileu da Redenção, Santa Faustina participa da Eucaristia como se estivesse celebrando a Festa da Misericórdia; Jesus então se lhe manifesta como está na imagem e lhe diz: “Essa Festa saiu do mais íntimo da Minha misericórdia e está aprovada nas profundezas da Minha compaixão. Toda alma que crê e confia na Minha misericórdia irá alcançá-la” (D. 420; cf. 1042; 1073). Sabe, contudo, que talvez não participe em vida da sua celebração, mas nem por isso se desanima: “Eu sou apenas Seu instrumento. Oh! quão ardentemente desejo ver essa Festa da Misericórdia Divina que Deus está exigindo através de mim, mas se for a vontade de Deus e se ela tiver que ser comemorada solenemente apenas depois da minha morte, eu já agora me alegro com ela e já a comemoro interiormente com a permissão do confessor” (D. 711). Chega a tomar conhecimento – por iluminação divina – das disputas que se dão no Vaticano por causa desta Festa (D. 1110; cf. 1463) e dos avanços positivos a seu respeito através do Beato Pe. Sopocko (D. 1254). A Festa propriamente dita seria celebrada no Santuário de Cracóvia-Lagiewniki seis anos após a morte de Santa Faustina (1944).

Fica patente no Diário que existe uma relação muito estreita entre Festa da Misericórdia e veneração do quadro, proclamação da divina misericórdia, confiança nesta divina misericórdia, participação nos sacramentos (Eucaristia e Confissão) e remissão dos pecados (culpas e penas):
“A tua tarefa e obrigação é pedir aqui na Terra a misericórdia para o mundo inteiro. Nenhuma alma terá justificação, enquanto não se dirigir, com confiança, à Minha misericórdia. E é por isso que o primeiro domingo depois da Páscoa deve ser a Festa da Misericórdia. Nesse dia, os sacerdotes devem falar às almas desta Minha grande e insondável misericórdia. Faço-te dispensadora da Minha misericórdia. Diz ao teu confessor que aquela Imagem deve ser exposta na igreja, e não dentro da clausura desse Convento. Por meio dessa Imagem concederei muitas graças às almas; que toda alma tenha, por isso, acesso a ela” (D. 570); “Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate. A Minha misericórdia é tão grande que, por toda a eternidade, nenhuma mente, nem humana, nem angélica a aprofundará. Tudo o que existe saiu das entranhas da Minha misericórdia. Toda alma contemplará em relação a Mim, por toda a eternidade, todo o Meu amor e a Minha misericórdia. A Festa da Misericórdia saiu das Minhas entranhas. Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa” (D. 699); “Desejo conceder indulgência plenária às almas que se confessarem e receberem a Santa Comunhão na Festa da Minha misericórdia” (D. 1109).

Em 1936 o Senhor lhe pede que esta Festa seja preparada espiritualmente: “O Senhor me disse para rezar o Terço da Misericórdia por nove dias antes da Festa da Misericórdia. Devo começar na Sexta-feira Santa. Através desta novena concederei às almas toda espécie de graças” (D. 796; cf. 1059; 1209). A relevância desta Festa se pode depreender também da seguinte exortação e promessa: “As almas se perdem, apesar da Minha amarga Paixão. Estou lhes dando a última tábua de salvação, isto é, a Festa da Minha Misericórdia. Se não venerarem a Minha misericórdia, perecerão por toda a eternidade” (D. 965; cf. 998).

Não fechemos o nosso coração: ouçamos a voz do Senhor! Caro devoto e apóstolo, não deixe de participar da grande Festa da Divina Misericórdia em nosso Santuário ou onde lhe for mais conveniente! Prepare-se com uma boa confissão, traga o seu quadro e convide os seus parentes e amigos! Eis o tempo da graça, eis o dia da salvação!
Fonte: Misericórdia

sábado, 19 de outubro de 2024

Propagação da Devoção à Divina Misericórdia


Propagação da Devoção à Divina Misericórdia

As almas que divulgam o culto à Minha misericórdia, Eu as defendo por toda a vida como uma terna mãe defende o seu filhinho e na hora da morte não serei para elas Juiz, mas sim Salvador misericordioso (D. 1075). Esta é a promessa que Jesus deu a todos aqueles que pregam Sua misericórdia e divulgam Sua glória. Os sacerdotes podem ainda se alegrar com uma promessa adicional de Jesus: Os pecadores empedernidos demonstrarão contrição diante das palavras deles, quando falarem da Minha insondável misericórdia, da compaixão que tenho para com eles no Meu Coração. Aos sacerdotes que proclamarem e glorificarem a Minha misericórdia darei um poder extraordinário e ungirei as suas palavras, e tocarei os corações daqueles a quem falarem (D. 1521). Essas promessas falam muito sobre a importância de divulgar a devoção à Misericórdia, uma vez que Jesus promete proteção maternal na vida e no momento da morte a todos os que assumirem essa tarefa. A propagação da devoção à Misericórdia é, portanto, uma forma de devoção à Divina Misericórdia, juntamente com a Imagem da Misericórdia, a Festa da Divina Misericórdia, o Terço e a Hora da Misericórdia, já que essa prática também foi dotada de promessas de Jesus que podem ser desfrutadas por todos.

Difundir o culto à Misericórdia, ou seja, proclamar o mistério da misericórdia de Deus revelado mais plenamente no Cristo crucificado e ressuscitado, por meio do testemunho de vida, ações, palavras e oração, não é apenas mostrar o caminho para uma vida bela e feliz na Terra, mas também, e talvez acima de tudo, servir à obra de salvação e santificação do mundo e preparar a humanidade para a segunda vinda de Cristo à Terra. Secretária da Minha misericórdia – disse Jesus à Irmã Faustina – fala às almas desta Minha grande misericórdia, porque está próximo o dia terrível, o dia da Minha justiça (D. 965). Não te canses de divulgar a Minha misericórdia (D. 1521). Fala a todo o mundo da Minha inconcebível misericórdia (D. 699). Que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos Tempos. Depois dele virá o dia da justiça (D. 848). Escreve: Antes de vir como justo Juiz, abro de par em par as portas da Minha misericórdia. Quem não quiser passar pela porta da misericórdia, terá que passar pela porta da Minha justiça… (D. 1146). É por isso que nas páginas do Diário tantas vezes ressoa este apelo urgente de Jesus dirigido à Irmã Faustina, e através dela a toda a Igreja e ao mundo.

Esta tarefa – proclamar a mensagem da Misericórdia – é um dom que recebemos  já no sacramento do batismo. É também direito e dever da Igreja e, portanto, de todos os fiéis. E chegou a hora – disse o Papa João Paulo II em Cracóvia, no parque Błonie,  em 2002 – de a mensagem da misericórdia de Deus derramar esperança nos corações humanos e tornar-se o germe de uma nova civilização – a civilização do amor.

  1. Conhecendo o mistério da misericórdia de Deus

A tarefa de proclamar e de tornar presente o amor misericordioso de Deus de várias maneiras (pela vida, pelos atos, pela palavra e pela oração) requer, antes de tudo, uma aprendizagem contínua deste belíssimo mistério da nossa fé, a partir dos textos das Sagradas Escrituras, procurando as manifestações deste amor na própria vida e no mundo. Foi o que fez a Irmã Faustina, que, seguindo sua regra religiosa, primeiro refletiu sobre a bondade de Deus na obra da criação e da salvação, na Santa Igreja, na Palavra de Deus e nos sacramentos, na vocação do homem à união com Deus já na terra e pela eternidade… Todos os dias, em todos os acontecimentos de sua vida, ela esforçava-se por ver a mão amorosa do Pai celestial. Esse aprendizado sobre o mistério da misericórdia de Deus a levou a concluir que, na vida humana, tudo de bom vem de Deus e é um presente de Seu amor misericordioso. A Vossa misericórdia – escreveu no seu Diário – como um fio de ouro, atravessa toda a nossa vida e mantém o contato do nosso ser com Deus em cada aspecto. [Deus] não tem necessidade de nada para ser feliz, portanto, tudo é unicamente obra da Sua misericórdia. Os meus sentidos se paralisam pela alegria quando Deus me dá a conhecer mais profundamente esse Seu grande atributo, isto é, a Sua insondável misericórdia (D. 1466). O conhecimento da misericórdia Divina pelas forças naturais da razão e da vontade, foi nela fortalecido por Deus com o dom da contemplação, graças à qual pôde mergulhar profundamente neste mistério, para proclamá-lo frutuosamente ao mundo.

Para levar ao mundo o mistério da misericórdia de Deus de forma eficiente – como ensina o testemunho de vida de Faustina – não é suficiente conhecer intelectualmente esta verdade de fé, mas é preciso vivê-la todos os dias. É por isso que Jesus, ensinando Faustina, muitas vezes a incentivou não apenas a meditar sobre Seu amor misericordioso e Sua bondade, mas, acima de tudo, a imitá-Lo em Sua atitude de misericórdia para com as pessoas. Minha filha – disse Ele – olha para o Meu misericordioso Coração e reflete a Sua compaixão em teu próprio coração e em tuas ações, para que tu mesma, que anuncias ao mundo a Minha misericórdia, sejas a primeira a arder com ela (D. 1688). Obediente às palavras de Jesus, quis transformar-se completamente em Misericórdia, ser o Seu reflexo vivo. Ó meu Jesus, cada um de Vossos santos reflete em si uma das Vossas virtudes – ela escreveu – eu desejo refletir o Vosso Coração compassivo e cheio de misericórdia, quero glorificá-Lo. Que a Vossa misericórdia, Jesus, fique gravada no meu coração e na minha alma como um selo, e isso será o meu sinal distintivo nesta e na outra vida. Glorificar a Vossa misericórdia é a finalidade única da minha vida (D. 1242).

  1. Pregando a mensagem de misericórdia

Irmã Faustina difundiu a veneração à Misericórdia primeiro através do testemunho de sua própria vida, no espírito de confiança em Deus e da misericórdia para com o próximo. O cuidado com o crescimento diário neste espírito requer um trabalho adequado sobre si mesmo, dedicação à vida espiritual, esforços para ser fiel no cumprimento da vontade de Deus e fazer o bem aos outros em todas as oportunidades. A pessoa que confia em Deus (que faz a Sua vontade) e realiza obras de misericórdia, é uma imagem viva da misericórdia Divina, porque todos aqueles que olham para esse sinal sabem que Deus é bom, que vale a pena confiar Nele e imitá-Lo no amor misericordioso pelas pessoas. É particularmente significativo demonstrar misericórdia para com o próximo em pequenas e grandes coisas. Esse é o argumento mais forte, pelo qual o culto à Divina Misericórdia é proclamado de forma frutífera. O testemunho de vida nesse espírito é o primeiro e principal meio de difundir a veneração à Misericórdia.

Porém, não basta apenas o  testemunho de vida; é necessário também pregar a misericórdia de Deus com palavras. Nos seus contatos pessoais, a Irmã Faustina aproveitava todas as oportunidades para falar da bondade de Deus e encorajar as pessoas a confiar n’Ele. Ela proclamava a mensagem da misericórdia de Deus não apenas por meio da palavra viva, mas também por escrito. Por ordem de Jesus, ela manteve um diário no qual anotava as grandes obras que Deus  havia feito em sua vida e no mundo. Por meio de seu Diário, ela continua a proclamar o mistério da misericórdia de Deus ao mundo até hoje: ela conta como Deus é bom, o quanto Ele se preocupa com os seres humanos, com sua felicidade temporal e eterna, e os incentiva a confiar em Sua misericórdia e a formar suas vidas no espírito da misericórdia.

Normalmente, a tarefa de pregar a misericórdia de Deus com palavras está associada a um discurso público: sermão, catequese, programas de rádio ou TV, livros, artigos, etc. Entretanto, na maioria das vezes temos a oportunidade de fazê-lo na vida cotidiana, nas relações interpessoais, e o fazemos sempre quando – como Faustina – em nossas conversas, na interpretação de fatos e eventos, tentamos ver a bondade de Deus; quando somos capazes de transportar as situações cotidianas para a dimensão da fé e ver nelas a mão amorosa do Pai celestial, mesmo em dolorosas provações e grandes sofrimentos. Esse apostolado – no cotidiano da vida – produz grandes frutos.

 Outra maneira de difundir a devoção à Misericórdia é por meio da oração, especialmente a prática da devoção à Divina Misericórdia nas formas que Jesus transmitiu por meio de Faustina. Todos os dias, pela Liturgia da Igreja e pela veneração individual da imagem de Jesus Misericordioso, pela recitação do Terço da Divina Misericórdia ou pela prática de rezar na Hora da Misericórdia, pode-se adorar a Deus no mistério de Sua misericórdia, divulgar Seu louvor e obter misericórdia para o mundo.

Jesus também fala sobre como essa tarefa pode ser cumprida na vida. Unirás as orações, os jejuns, as mortificações –  Ele ensinava a Faustina –  os trabalhos e todos os sofrimentos com a Minha oração, jejum, mortificação, trabalho e sofrimento e assim terão poder diante de Meu Pai (D. 531). O sofrimento desempenha um papel especial no pedido pela misericórdia de Deus. Um só é o preço – disse-lhe Jesus – pelo qual se resgatam as almas e é o sofrimento unido ao Meu sofrimento na cruz (D. 324). Cada conversão de uma alma pecadora exige sacrifício (D. 961). Ele Pediu: Necessito dos teus sofrimentos para a salvação das almas (D. 1612). Ajuda-Me, Minha filha, a salvar as almas. Une os teus sofrimentos à Minha Paixão e oferece-os ao Pai Celestial pelos pecadores (D. 1032). Ele ensinou que a oração e o sofrimento salvariam mais almas do que um missionário apenas com o conhecimento  e a pregação (cf. D. 1767).

A Irmã Faustina, assim como todos aqueles que acolhem a mensagem da Divina Misericórdia, devia pedir graças sobretudo para os pecadores, porque são os que estão em maior miséria e são os que mais precisam da misericórdia de Deus. É por isso que Jesus frequentemente pedia oração por eles. Ele disse: Pede por eles a graça, para que também eles glorifiquem a Minha misericórdia (D. 1160). A perda de cada alma – explicou em outra ocasião – mergulha-Me em tristeza mortal. Sempre Me consolas quando rezas pelos pecadores. A oração que Me é mais agradável — é a oração pela conversão das almas pecadoras. Deves saber, Minha filha, que essa oração sempre é ouvida e atendida (D. 1397), porque está de acordo com a vontade de Deus. Deus não deseja nada mais que a salvação de todos os homens, porque criou a todos por amor. Jesus deu a vida por todos e quer com eles estar na casa do Pai por toda a eternidade.

O segundo grupo de pessoas privilegiadas na oração dos Apóstolos da Divina Misericórdia são os sacerdotes e religiosos, ou seja, aqueles que guiam o povo de Deus pelos caminhos da salvação e estão na linha de frente da batalha pelas almas. Eles também precisam muito do apoio da oração. Estou te entregando duas pérolas preciosas ao Meu Coração, que são as almas dos sacerdotes e as almas religiosas – disse Jesus à Faustina. Rezarás especialmente por elas, a força delas estará no vosso despojamento (D. 531).

No Diário de Santa Faustina é possível encontrar o pedido de Jesus para rezar pelos agonizantes. Pede para eles a confiança na Minha misericórdia – disse – porque eles são os que mais necessitam de confiança e os que menos a têm. Fica sabendo que a graça da salvação eterna de algumas almas, no seu derradeiro momento, depende da tua oração (D. 1777). Ele também instruiu a Irmã Faustina a “entrar” no Purgatório com frequência, porque ela lá era necessária (cf. D. 1738), ou seja, ela deveria rezar pelos mortos, e testemunhar a misericórdia para com eles por meio da oração e do sacrifício. Embora Jesus não mencione outras categorias de pessoas em detalhes, diz-nos para rezar por todos, pois Ele fala sobre pedir a misericórdia de Deus para o mundo inteiro.

 Em nenhum momento – escreveu o Santo Padre João Paulo II – e em nenhum período da história, especialmente numa época tão crítica como a nossa, a Igreja pode esquecer esta oração que é um grito de súplica à misericórdia de Deus, perante as múltiplas formas do mal que pesam sobre a humanidade e a ameaçam. Tal é o direito e o dever da Igreja, em Cristo Jesus (DM 15).

  1. Propagação correta da Misericórdia

Na divulgação da devoção à Misericórdia, é extremamente importante transmitir corretamente a mensagem, inclusive cuidando da pureza do culto à Divina Misericórdia nas formas fornecidas por Santa Faustina. Sabe-se que em nossos tempos o culto à Divina Misericórdia goza de grande popularidade. Em consequência, tem havido muitas publicações que promovem a devoção à Divina Misericórdia de forma muito simplificada e por vezes errônea, o que resulta em uma prática inadequada.

O fundamento teológico para essa devoção foi firmado pelo Pe. Ignacy Różycki em uma dissertação sobre os escritos da Irmã Faustina, preparada para o processo de beatificação. Um resumo dessa dissertação foi publicado em um livreto intitulado: “Misericórdia de Deus – Características fundamentais da Devoção à Divina Misericórdia”, e o texto inteiro, no livro “Devoção à Divina Misericórdia” (Editora “Misericórdia”, Cracóvia 1999, ed. II – 2008). À luz dessa dissertação, a essência da devoção à Divina Misericórdia é uma atitude de confiança em Deus (ou seja, a atitude bíblica de confiança) e uma atitude de misericórdia para com o próximo. É somente sobre este fundamento que se erguem as formas de culto: a imagem de Jesus Misericordioso, a Festa da Misericórdia, o Terço da Divina Misericórdia, a Hora da Misericórdia e a divulgação da devoção à Misericórdia. Associadas a essas formas de devoção à Divina Misericórdia estão as promessas de Jesus feitas a todos (não apenas à própria Faustina, como é o caso das promessas que Jesus fez exclusivamente a ela, vinculadas à Novena da Divina Misericórdia e à invocação “Ó, Sangue e Água”). Se não houver fundamento, ou seja, a formação da vida cristã no espírito de confiança em Deus e misericórdia para com o próximo, nenhuma das formas de culto será um autêntico ato de devoção e não trará os resultados esperados. Assim – escreve o Pe. Różycki –- se alguém, por exemplo, recitar o Terço da Divina Misericórdia, mas não tiver confiança, não receberá em troca nada do que Jesus atribuiu à recitação confiante do Terço.

Os erros mais comuns na divulgação e na prática da devoção à Divina Misericórdia resultam de um tratamento fragmentário do texto do Diário e de uma prática inadequada dessa devoção.

Tal fragmentação consiste em retirar determinadas frases do Diário e divulgá-las sem analisar a obra inteira. Dessa forma, a frase publicada (afirmação) é tratada como uma verdade inquestionável ou como toda a verdade sobre algo. Exemplos:

Desejo que haja uma congregação que anuncie a misericórdia de Deus e a suplique para o mundo. Quem lê apenas esta frase pensa que Jesus queria que fosse fundada uma congregação religiosa específica, que assumiria tarefas específicas. Entretanto, a análise de todo o Diário mostra que Jesus não está falando de uma única congregação, mas de uma grande obra na Igreja, que hoje chamamos de Movimento Apostólico da Divina Misericórdia (ver D. 1155).

A alma que venerar essa imagem não perecerá (ou outras promessas dadas sem condições). Essa ou outras promessas de Jesus serão cumpridas quando a pessoa atender a certas condições, que na devoção à Divina Misericórdia são a confiança em Deus e uma atitude de amor ativo ao próximo. A alma que venerar essa imagem…, ou seja, aquela que reza diante dela com confiança e une a oração confiante com obras de misericórdia, e não aquela que, por exemplo, apenas carrega a imagem de Jesus Misericordioso em sua carteira.

Um erro comum é promover formas específicas de devoção à Divina Misericórdia – por exemplo, o Terço, a Novena ou a Ladainha – sem explicar qual é a essência do culto da Divina Misericórdia e distinguir as formas privilegiadas de culto de outras orações registradas no Diário de Santa Faustina.

O segundo grupo de erros provém da prática imprópria da devoção à Divina Misericórdia e consiste na maioria das vezes em:

Omitir nos fiéis a formação de uma atitude cristã de confiança em Deus e misericórdia para com o próximo, e limitando-se às formas de devoção, por exemplo, apenas recitando o Terço;
acrescentar ou retirar palavras ao rezar o Terço da Divina Misericórdia;
vincular revelações e devoções particulares;
tratar a missão da Irmã Faustina de forma isolada das Sagradas Escrituras.

A mensagem de misericórdia, que devemos viver e compartilhar, é o grande presente de Deus para o nosso tempo, um presente que é um sinal de esperança, uma garantia de salvação e uma luz que ilumina os caminhos das pessoas no terceiro milênio da fé, e é por isso que deve ser transmitida com grande humildade e de acordo com o desígnio de Jesus. Esta mensagem, como disse o Santo Padre Bento XVI, é de fato a principal mensagem do nosso tempo: a misericórdia como poder de Deus, como limite de Deus para o mal do mundo inteiro. Portanto, há uma grande necessidade de compartilhar este dom da melhor maneira possível e com muita generosidade.

Ir. M. Elżbieta Siepak ISMM

Tradução: Robert Janowski
Revisão gramatical: Camila Zarembski

https://www.santafaustina.com.br/propagacao-da-devocao-a-divina-misericordia/?wide=true#more-37

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Consagração do mundo à Divina Misericórdia


Há 14 anos, no dia 17 de agosto de 2002, no Santuário da Divina Misericórdia, em Lagiewnik-Cracóvia, São João Paulo II confiou solenemente o Mundo à Divina Misericórdia e pronunciou as palavras:
Quanta necessidade da misericórdia de Deus tem hoje o mundo! Em todos os continentes, do profundo do sofrimento humano, parece que se eleva a invocação da misericórdia. Onde predominam o ódio e a sede de vingança, onde a guerra causa o sofrimento e a morte dos inocentes, é necessária a graça da misericórdia para aplacar as mentes e os corações, e para fazer reinar a paz. Onde falta o respeito pela vida e pela dignidade do homem, é necessário o amor misericordioso de Deus, a cuja luz se manifesta o indescritível valor de cada ser humano. É necessária a misericórdia para fazer com que toda a injustiça no mundo encontre o seu fim no esplendor da verdade.
Por isso hoje, neste Santuário, desejo confiar solenemente o mundo à Misericórdia Divina. Faço-o com o desejo ardente de que a mensagem do amor misericordioso de Deus, aqui proclamado por intermédio de Santa Faustina, chegue a todos os habitantes da terra e cumule os seus corações de esperança. Esta mensagem se difunda deste lugar em toda a nossa Pátria e no mundo. Oxalá se realize a firme promessa do Senhor Jesus:  deve elevar-se deste lugar “a centelha que preparará o mundo para a sua última vinda” (cf. Diário, 1732, ed. it., pág. 568). É preciso acender esta centelha da graça de Deus. É necessário transmitir ao mundo este fogo da misericórdia. Na misericórdia de Deus o mundo encontrará a paz, e o homem a felicidade!
Confio-vos esta tarefa a vós, caríssimos Irmãos e Irmãs, à Igreja que se encontra em Cracóvia e na Polônia, e a todos os devotos da Misericórdia Divina, que aqui vierem da Polônia e do mundo inteiro. Sede testemunhas da misericórdia!

Deus, Pai misericordioso
que revelaste o Teu amor
no Teu Filho Jesus Cristo
e o derramaste sobre nós
no Espírito Santo, Consolador
confiamos-te hoje o destino
do mundo e de cada homem.
Inclina-te sobre nós, pecadores
cura a nossa debilidade
vence o mal
faz com que todos
os habitantes da terra
conheçam a tua misericórdia
para que em Ti, Deus Uno e Trino
encontrem sempre a esperança.
Pai eterno
pela dolorosa Paixão e Ressurreição
do teu Filho
tem misericórdia de nós
e do mundo inteiro.
Amém!


quarta-feira, 3 de julho de 2019

Oração ao Precioso Sangue de Cristo



Oração ao Precioso Sangue de Cristo

Oh! Sangue adorável de meu amado Jesus, preço da redenção do mundo e fonte de vida eterna que purificas nossas almas, sangue preciosíssimo, que intercedes poderosamente por nós ante o trono da suprema misericórdia, eu vos adoro profundamente e quero reparar com minhas adorações e meu fervor todas as injúrias e ultrajes que continuamente recebes dos homens, especialmente no Santíssimo Sacramento do altar.
Eu vos adoro, doce Jesus meu; imprime em minha alma a recordação de tua Sacratíssima Paixão.
Fazei que a memória de tuas dores e sofrimentos infunda em minha alma um horror supremo ao pecado e um ardentíssimo amor por ti, para corresponder de algum modo ao sacrifício que fizeste na Cruz por minha salvação e resgate.
Assim seja.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

GOTAS DE MISERICÓRDIA - Dez frases de Jesus à Santa Faustina


REDAÇÃO CENTRAL, 03 Abr. 16 / 03:00 pm (ACI).- Foi em suas aparições a Santa Faustina Kowalska que Jesus apresentou ao mundo a devoção da Divina Misericórdia, sua festa, a imagem, o Terço. À religiosa polonesa, o Senhor deixou também palavras que expressam essa imensa graça, as quais foram registradas por ela em seu Diário.

A seguir, confira algumas frases ditas pelo Senhor Jesus à Santa Faustina:

“... necessito de sacrifício repleto de amor, porque apenas este tem valor diante de Mim. Grandes são as dívidas contraídas pelo Mundo diante de Mim. Podem pagá-las as almas puras, pelo seu sacrifício, praticando a misericórdia em espírito” (Diário, 1316)