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sábado, 8 de julho de 2023

LEITURA ORANTE DO DIA 08/07/2023



LEITURA ORANTE

Mt 9,14-17 - A alegria de estar com Jesus


Preparamo-nos para a Leitura Orante,
rezando com todos que fazem esta oração:
Ó Espírito Santo
Ó Espírito Santo, amor do Pai e do Filho!
Inspirai-me sempre aquilo que devo pensar,
aquilo que devo dizer,
como eu devo dizê-lo,
aquilo que devo calar,
aquilo que devo escrever,
como eu devo agir,
aquilo que devo fazer, para procurar
a vossa glória, o bem das almas e minha própria santificação.
Ó Jesus, toda a minha confiança está em Vós.
Ó Maria, templo do Espírito Santo,
 ensinai-nos a sermos fiéis Àquele que habita em nosso coração.
(Cardeal Verdier)

1. Leitura (Verdade)
O que a Palavra diz?
Lemos  o Evangelho de hoje: Mt 9,14-19.
Então os discípulos de João Batista chegaram perto de Jesus e perguntaram:
- Por que é que nós e os fariseus jejuamos muitas vezes, mas os discípulos do senhor não jejuam? Jesus respondeu:
- Vocês acham que os convidados de um casamento podem estar tristes enquanto o noivo está com eles? Claro que não! Mas chegará o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; então sim eles vão jejuar!
- Ninguém usa um retalho de pano novo para remendar uma roupa velha; pois o remendo novo encolhe e rasga a roupa velha, aumentando o buraco.
Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados.
Pelo contrário, o vinho novo é posto em odres novos, e assim não se perdem nem os odres nem o vinho.
Refletindo
O texto diz que Jesus vem trazer clima de festa, de alegria.
O jejum que ele pede não é como o fazem os fariseus.
O jejum que ele quer é um coração arrependido,
é a atitude de perdão e de partilha do que
se tem com os mais necessitados.
Estar com Jesus é uma festa!

2. Meditação (Caminho)
O que a Palavra diz para nós?
Na Evangelii Gaudiam  papa Francisco nos diz:
"Ninguém nos pode tirar a dignidade que este amor infinito e inabalável nos confere. Ele permite-nos levantar a cabeça e recomeçar, com uma ternura que nunca nos defrauda e sempre nos pode restituir a alegria." (EG 3)

3. Oração (Vida)
O que a Palavra nos leva a dizer a Deus?
Rezamos:
Oração de Santa Tereza de Calcutá

Senhor, quando eu tiver fome,
dá-me alguém que necessite de comida.

Quando tiver sede,
dá-me alguém que precise de água.

Quando sentir frio,
dá-me alguém que necessite de calor.

Quando tiver um aborrecimento,
dá-me alguém que necessite de consolo.

Quando minha cruz parecer pesada,
deixa-me compartilhar a cruz do outro.

Quando me achar pobre,
põe ao meu lado alguém necessitado.

Quanto não tiver tempo,
dá-me alguém que precise
de alguns dos meus minutos.

Quando sofrer humilhação,
dá-me ocasião para elogiar alguém.

Quando estiver desanimada,
dá-me alguém para lhe dar novo ânimo.

Quando sentir a necessidade
da compreensão dos outros,
dá-me alguém que necessite da minha.

Quando sentir necessidade de que cuidem de mim,
dá-me alguém que eu tenha de atender.

Quando pensar em mim mesma,
volta minha atenção para outra pessoa.

Torna-nos dignos, Senhor,
de servir nossos irmãos
que vivem e morrem pobres e com fome
no mundo de hoje.

Dá-lhes, através das nossas mãos,
o pão de cada dia e dá-lhes,
graças ao nosso amor compassivo,
a paz e a alegria.
(Santa Teresa de Calcutá)

4. Contemplação (Vida)
Qual o nosso novo olhar a partir da Palavra?
Procuraremos viver diante de Deus, na alegria de sermos seus filhos, suas filhas.
Procuraremos ter o coração em festa, como recomenda Jesus, com atitudes de perdão e de partilha.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patricia Silva, fsp

Palavra se fez carne - 08 de Julho, Sábado, 13ª Semana do Tempo Comum


08 de Julho, Sábado, 13ª Semana do Tempo Comum


– Hoje é dia 08 de Julho, Sábado da 13ª Semana do Tempo Comum.

– Os discípulos de João questionam por que os discípulos de Jesus não jejuam. Então Jesus lhes mostra que o jejum significa um procedimento que revela a ausência de algo, o afastamento de Deus. É, portanto, algo reparador. Quando sentimos a ausência de Deus na nossa vida, o jejum serve para corrigir nossas falhas, nossos erros e pecados, as causas do afastamento e, assim, corrigidos destes erros, voltamos para os caminhos de Deus e nos aproximamos dele. Os discípulos de João e os fariseus continuavam a fazer jejum, pois, não viam em Jesus a presença de Deus e se penitenciavam para ter a graça de encontrar o Messias. Peça ao Senhor que aumente a sua fé em Jesus como o Messias prometido, que veio a nós.

– Escute o Evangelho Segundo Mateus, Capítulo 9, versículos 14 a 17.

Naquele tempo, os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?" Disse-lhes Jesus: "Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão. Ninguém coloca remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa a roupa e o rasgão fica maior ainda. Também não se coloca vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se coloca em odres novos, e assim os dois se conservam".

– Os discípulos de Jesus sabiam que ele era o Messias, o Filho de Deus, e não havia razão para jejuar. Pelo contrário, era motivo de alegria, de festa. Assim, Jesus explica o porquê de os discípulos seus não jejuarem. Jesus é o noivo que está presente nesta festa da vida. Ele veio para desposar a humanidade. Quando ele não estiver mais no meio deles, aí sim eles deverão jejuar. Que a nossa prática religiosa seja de alegria pela presença de Jesus entre nós. Ele é a plena novidade, o vinho novo da alegria do Reino que chegou em sua Pessoa. Em sua resposta aos discípulos de João Batista, Jesus faz alusão à alegria do banquete nupcial no Reino de Deus oferecido pelo Messias, à “festa de casamento” entre a humanidade redimida pelo Messias Jesus. Converse com Deus sobre seu acolhimento e seguimento do Messias Jesus, a absoluta novidade.

– Jesus é a novidade absoluta em sua vida cotidiana? Como está a sua Fé no Messias Jesus? Seu Jejum é uma prática vazia, até hipócrita ou é revestido em favor dos que padecem na fome e na vida indigna? O Jejum que o Senhor deseja é que partilhemos o pão, vistamos os nus, rompamos as algemas, quebremos toda escravidão.

– “Jesus lhes respondeu: Acaso os convidados do casamento podem estar de luto enquanto o noivo está com eles”? Viva a alegria da presença do Senhor ressuscitado encorajando sua vida para que ela seja expressão do seu amor redentor. Ouça um trecho do texto “O Jejum que verdadeiramente agrada a Deus" de Pe. Reginaldo Manzotti:

“O jejum verdadeiro é aquele em que partilhamos o alimento com quem não tem, a prática da caridade faz parte do jejum.
O jejum que agrada a Deus e que nos é proposto como prática quaresmal inclui obra de caridade, é cobrir o que está nu, levar o consolo aos doentes, dar pão a quem tem fome, água a quem tem sede. Esse é o jejum verdadeiro que brota de um espírito contrito. Só assim não será só mais um gesto externo, mas sim uma transformação de vida.”

– Termina sua oração agradecendo ao Senhor a presença ressuscitada do seu Filho redentor, o Messias Jesus, que nos ensina amar e servir edificando seu reinado de Justiça e Paz.

– O SENHOR TE ABENÇOE E TE GUARDE. O SENHOR FAÇA BRILHAR SOBRE TI A SUA FACE E TE SEJA PROPÍCIO. O SENHOR VOLTE PARA TI O SEU ROSTO E TE DÊ A PAZ.


Abra-se a uma nova mentalidade | Mt 9,14-17 | Padre Adriano Zandoná (08/07/23)



Canal do Youtube - Padre Adriano Zandoná

Publicado em 7 de jul. de 2023

Evangelho (Mt 9,14-17)

Naquele tempo, os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão.
Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa a roupa e o rasgão fica maior ainda. Também não se põe vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se põe em odres novos, e assim os dois se conservam”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Exemplar na escuta | Mãe Maria (08/07/2023) - Dom Walmor



Canal do Youtube: TV Horizonte

Publicado em 8 de jul. de 2023

Homilia Diária - 08.07.2023 | "Eu sou Esaú, teu filho primogênito" - Padre Roger Araújo



Canal do Youtube: Padre Roger Araújo

Publicado em 8 de jul. de 2023

Gênesis (27,1-5.15-29)

Quando Isaac ficou velho, seus olhos enfraqueceram e já não podia ver. Chamou, então, o filho mais velho Esaú, e lhe disse: “Meu Filho!” Este respondeu: “Aqui estou!” Disse-lhe o pai: “Como vês, já estou velho e não sei qual será o dia da minha morte. Toma as tuas armas, as flechas e o arco, e sai para o campo. Se apanhares alguma caça, prepara-me um assado saboroso, como sabes que eu gosto, e traze-o para que o coma, e assim te dar a bênção antes de morrer”.
Rebeca escutava o que Isaac dizia a seu filho Esaú. Esaú saiu para o campo à procura de caça para o pai. Rebeca tomou, então, as melhores roupas que o filho mais velho tinha em casa, e vestiu com elas o filho mais novo, Jacó. Cobriu-lhe as mãos e a parte lisa do pescoço com peles de cabrito. Pôs nas mãos do filho Jacó o assado e o pão que havia preparado. Este levou-os ao pai, dizendo: “Meu pai!”
“Estou ouvindo”, respondeu Isaac. “Quem és tu, meu filho?” E disse Jacó a seu pai: “Eu sou Esaú, teu filho primogênito; fiz como me ordenaste. Levanta-te, senta-te e come da minha caça, para me abençoares”.
Isaac replicou-lhe: “Como conseguiste achar assim depressa, meu filho?” Ele respondeu: “É o Senhor teu Deus que fez com que isso acontecesse”. Isaac disse a Jacó: “Vem cá, meu filho, para que eu te apalpe e veja se és ou não meu filho Esaú”.
Jacó achegou-se a seu pai Isaac, que o apalpou e disse: “A voz é a voz de Jacó, mas as mãos são as mãos de Esaú”. E não o reconheceu, pois suas mãos estavam peludas como as do seu filho Esaú. Então, decidiu abençoá-lo. Perguntou-lhe ainda: “Tu és, de fato, meu filho Esaú?” Ele respondeu: “Sou”. Isaac continuou:
“Meu filho, serve-me da tua caça para eu comer e te abençoar”. Jacó serviu-o e ele comeu; trouxe-lhe depois vinho e ele bebeu. Disse-lhe então seu pai Isaac: “Aproxima-te, meu filho, e beija-me”. Jacó aproximou-se e o beijou. Quando Isaac sentiu o cheiro das suas roupas, abençoou-o, dizendo: “Este é o cheiro do meu filho: é como o aroma de um campo fértil que o Senhor abençoou! Que Deus te conceda o orvalho do céu, e a fertilidade da terra, a abundância de trigo e de vinho. Que os povos te sirvam e se prostrem as nações em tua presença. Sê o senhor de teus irmãos, e diante de ti se inclinem os filhos de tua mãe. Maldito seja quem te amaldiçoar, e quem te abençoar, seja bendito!”

Palavra da Salvação, 08/07/2023 com o Padre Rafael dos Santos



Canal do Youtube: WebTV Redentor

Publicado em 7 de jul. de 2023

Sábado, 13ª Semana do Tempo Comum

Evangelho (Mt 9,14-17)

Naquele tempo, 14os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” 15Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão.
16Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa a roupa e o rasgão fica maior ainda. 17Também não se põe vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se põe em odres novos, e assim os dois se conservam”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Homilia Diária | Sem a graça de Deus, nada podemos! (Sábado da 13.ª Semana do Tempo Comum) - Padre Paulo Ricardo



Canal do Youtube: Padre Paulo Ricardo

Publicado em 7 de jul. de 2023

Sem a renovação que a graça opera em nós, somos como panos e odres velhos, incapazes de, com as próprias forças, suportar as exigências da vida cristã nem, muito menos, de levar a cabo a obra da nossa santificação. Só Deus pode vir em nosso socorro e, por meio de sua graça, transformar-nos em criaturas novas, cujas obras passam a ser dignas, nele e por Ele, de receber como prêmio a vida eterna. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para este sábado, dia 8 de julho, e peçamos a Cristo que venha amparar e fortalecer a nós, que somos verdadeiros mendigos da graça divina.

HOMILIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) – Mt 9,14-17 - 08/07/2023


Tenha a vida transformada pelas práticas espirituais

“Naquele tempo, os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: ‘Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?’ Disse-lhes Jesus: ‘Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles?’” (Mateus 9,14-15)



Meus irmãos e minhas irmãs, essa é a temática do jejum. Os discípulos de João e os fariseus praticam, muitas vezes, o jejum, diz a Palavra. O destaque para o termo “pólis” aqui é interessante, porque indica uma prática que era frequente para sublinhar que algo era constante na vida dos discípulos de João e também dos fariseus: a prática do jejum.
Uma prática vivida certamente ao pé da letra, mas que havia caído na esterilidade. Esterilidade, por quê? Uma prática espiritual que não conduzia a uma relação amorosa com Deus nem mesmo com os irmãos.
Praticava-se o jejum explorando os mais fracos — basta ler, por exemplo, o Antigo Testamento, quando os profetas fazem uma denúncia muito forte sobre a prática de jejuns no meio da exploração dos mais fracos.
Ao mesmo tempo que se praticava algo espiritual, também se fazia o mal no mesmo dia. Ou seja, a mesma pessoa que se dizia religiosa, que se dizia observante, era capaz de praticar e fazer atos de injustiça contra o seu próximo.

A prática espiritual deve nos levar à imitação de Cristo

Isso é o perigo de vivermos as nossas realidades espirituais como um mero devocionismo. Uma devoção precisa nos conduzir a uma espiritualidade. Devoção toca os sentimentos, a espiritualidade deve levar a nossa opção a um estilo de vida. A prática espiritual deve nos levar à imitação de Cristo.
Por isso o jejum, quando praticado como forma de espiritualidade, nos conduz à imitação de Cristo. Se você não colocar Cristo no dia do seu jejum, o seu jejum vai ser uma mera dieta, será uma greve de fome, uma interrupção das suas refeições. Por isso que o espírito do jejum não é nos fazer parecer pessoas espirituais.
A Primeira Leitura, deste dia de hoje, fala sobre isso. Veja a trapaça que Rebeca fez enganando Isaque, fazendo com que Jacó se passasse pelo filho mais velho, Esaú, só para que Jacó tivesse a bênção do pai. A bênção era destinada para o filho Esaú, e Rebeca apresenta o seu filho Jacó, enganando Isaque, fazendo com que Jacó recebesse a bênção no lugar do irmão.
Veja, ela chegou a ponto até de colocar peles de cabrito nas mãos do filho e no seu pescoço para que ele se parecesse mais com o irmão. Estou dizendo isso porque se nós vivermos as nossas práticas espirituais somente como aparência de seres espirituais, mas não como pessoas transformadas por Cristo, essa prática cai num devocionismo e não é espiritualidade.
O jejum só é eficaz se nos transforma no Filho, Jesus; se Ele nos faz ter as feições do Filho, sermos mais parecidos com Jesus.
Peçamos ao Senhor que as nossas práticas espirituais nos conduzam a uma imitação do Seu coração.
Desça sobre vós a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 08/07/2023

ANO A


Mt 9,14-17

Comentário do Evangelho

O sentido do jejum

O texto do evangelho é composto de duas partes: uma controvérsia sobre o jejum (vv. 14-15), seguida de duas pequenas parábolas (vv. 16-17). A questão sobre a prática do jejum põe a pergunta acerca de que jejum se está falando: do recomendado pela Lei em vista do perdão dos pecados (Lv 16,29-31; 23,27-32) ou o das práticas de devoção, sobretudo dos fariseus, que visavam impor como obrigação para todos? Parece-nos que se trata mais da prática devocional, mas o texto não nos oferece nenhuma especificação a respeito. A resposta de Jesus situa o jejum num outro patamar. No novo tempo inaugurado pelo advento do Messias, a questão fundamental é o sentido do jejum. A imagem da festa de casamento (v. 15) para simbolizar os tempos messiânicos é atestada no Antigo Testamento (ver: Is 61,10; 62,5), ainda que a metáfora do Messias como o esposa não se encontra na tradição vetero-testamentária. Seja como for, a ideia é importante: as práticas penitenciais devocionais para apressar a vinda do Messias são inadequadas, pois ele já se encontra presente. É em relação à pessoa de Jesus que o jejum é ou não praticado. O jejum recebe um sentido cristológico. As duas parábolas (vv. 16-17) são um convite a se abrir para a novidade dos tempos messiânicos; é preciso uma verdadeira conversão.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, dá-me suficiente bom senso para reconhecer o que corresponde ao projeto de Jesus, sem querer misturá-lo com esquemas incompatíveis com a novidade do Reino.
Fonte: Paulinas em 06/07/2013

Comentário do Evangelho

O jejum recebe, no novo tempo, um sentido cristológico.

Qual jejum é objeto da controvérsia? É difícil imaginar que se trate do jejum prescrito pela Lei por ocasião da festa do perdão dos pecados (Lv 16,29-31; 23,27-32). É bastante provável se tratar das práticas devocionais do partido dos fariseus que eles visavam impor como obrigatórias para todo o povo. Dos fariseus nós sabemos que eles jejuavam duas vezes por semana (Lc 18,12), mas da prática dos discípulos de João não temos nenhuma informação. Seja como for, a resposta de Jesus situa a questão noutra perspectiva. Na plenitude dos tempos (Gl 4,4) a questão do jejum encontra seu sentido em referência à presença ou ausência do Messias. A imagem da festa de casamento para simbolizar os tempos messiânicos é atestada no Antigo Testamento (Is 61,10; 62,5). Ainda que a metáfora do Messias como esposo não se encontre nos textos veterotestamentários, a ideia que essas imagens transmitem é o que importa: as práticas penitenciais devocionais para apressar a vinda do Messias são obsoletas, pois ele já se encontra presente. O jejum recebe, no novo tempo, um sentido cristológico: quando o Messias for tirado, referência à morte de Jesus, aí será o tempo de jejuar. Para essa novidade é que as duas parábolas (vv. 16-17) são convites a se abrir.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, dá-me suficiente bom senso para reconhecer o que corresponde ao projeto de Jesus, sem querer misturá-lo com esquemas incompatíveis com a novidade do Reino.
Fonte: Paulinas em 05/07/2014

Vivendo a Palavra

O jejum ensinado pelo Mestre não é um rito para consumo externo, que possa ser conferido pelas autoridades, mas uma atitude interior de luta contra os nossos instintos maus, contra nosso egoísmo e nossas paixões. Temos que nos tornar pessoas novas para viver o seguimento do Caminho Novo de Jesus.
Fonte: Arquidiocese BH em 06/07/2013

VIVENDO A PALAVRA

O vinho novo trazido por Jesus – a Boa Notícia do Reino do Pai entre nós – não pode ser guardado nos nossos velhos barris. Não poucas vezes nós tentamos ‘ajeitar’ o Mandamento Novo à nossa antiga maneira acomodada de viver. Não é possível. Seguir o Mestre exige a opção radical de vida pelo Amor.
Fonte: Arquidiocese BH em 05/07/2014 e 08/07/2017

VIVENDO A PALAVRA

O jejum ensinado pelo Mestre não é um rito para consumo externo, que possa ser conferido pelas autoridades. É uma atitude interior de luta contra os nossos instintos maus, contra nosso egoísmo e nossas paixões. Temos que nos tornar pessoas novas para viver seguindo o Caminho Novo de Jesus.
Fonte: Arquidiocese BH em 06/07/2019

Reflexão

Muitas vezes somos totalmente incapazes de compreender o momento que estamos vivendo e a graça que Deus está nos proporcionando. Assim aconteceu com os judeus no tempo de Jesus e acontece hoje. Enquanto Jesus estava mostrando a presença do Reino e a atuação de Deus na vida do povo, os judeus estavam mais preocupados com práticas religiosas tradicionais como o jejum. É claro que a história e a tradição, assim como as práticas religiosas em geral possuem seus valores, mas é importante que não nos fixemos na tradição pela tradição ou na prática religiosa pela prática em si ou por ser costume, mas é necessário que saibamos descobrir os valores do Reino presentes, pois caso contrário podemos reduzir até mesmo a eucaristia a uma prática religiosa como as demais, sendo apenas remendo novo em pano velho.
Fonte: CNBB em 06/07/2013, 05/07/2014 e 08/07/2017

Reflexão

Os discípulos de João Batista vão até Jesus para pôr na balança dois comportamentos. Eles e os fariseus jejuam, ao passo que os discípulos de Jesus não jejuam. Por que não? Aos ouvidos dos fariseus soavam ainda as palavras de Oseias, retomadas por Jesus: “Vão e aprendam o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’” (Os 6,6). Agora vão aprender uma lição sobre a prática do jejum. Jejuar em vista de quê? Só para aumentar e exibir a coleção de boas obras como trunfo para ganhar a aprovação de Deus e conquistar o céu? Mas Deus aprova antes de tudo os que ouvem o “Noivo” da nova comunidade (Jesus) e põem em prática suas palavras. É o esforço que fazem “os amigos do noivo”. É o tempo da libertação para uma vida nova. Mas, na cabeça dos fariseus, essa novidade transformadora não entra.
(Dia a dia com o Evangelho 2019 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 06/07/2019

Reflexão

Os discípulos de João Batista vão até Jesus para pôr na balança dois comportamentos. Eles e os fariseus jejuam, ao passo que os discípulos de Jesus não jejuam. Por que não? Nos ouvidos dos fariseus, soavam ainda as palavras de Oseias, retomadas por Jesus: “Vão e aprendam o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício'” (Os 6,6). Agora vão aprender uma lição sobre a prática do jejum. Jejuar em vista de quê? Só para aumentar e exibir a coleção de boas obras como trunfo para ganhar a aprovação de Deus e conquistar o céu? Mas Deus aprova antes de tudo os que ouvem o “Noivo” da nova comunidade (Jesus) e põem em prática suas palavras. É o esforço que fazem “os amigos do noivo”. É o tempo da libertação para uma vida nova. Mas, na cabeça dos fariseus, essa novidade transformadora não entra.
(Dia a Dia com o Evangelho 2023)

Reflexão

«Dias virão em que o noivo lhes será tirado. Então jejuarão»

Rev. D. Joaquim FORTUNY i Vizcarro
(Cunit, Tarragona, Espanha)

Hoje notamos os novos tempos que se iniciam com Jesus, a sua nova doutrina que é ensinada com autoridade, e, como todas as coisas novas, vemos como elas chocam e questionam a realidade e os valores dominantes na sociedade. Assim, nas páginas que precedem o Evangelho que estamos contemplando, vemos a Jesus perdoando os pecados, o paralítico sendo curado e, ao mesmo tempo, acompanhamos como isso escandaliza os fariseus. Vemos também Jesus, chamado à casa de Mateus, o cobrador de impostos, comendo com eles outros publicanos e pecadores, o que fez os fariseus “subir pelas paredes”. No Evangelho de hoje são os discípulos de João que se aproximam de Jesus porque não compreendem que Ele e seus discípulos não jejuem.
Jesus que nunca deixa a ninguém sem resposta, lhes dirá: «Acaso os convidados do casamento podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado. Então jejuarão» (Mt 9,15). O jejum era, e é, uma prática penitencial que contribui para «adquirir o domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração» (Catecismo da Igreja Católica, n. 2043) e a implorar à misericórdia divina. Mas nesses momentos, a misericórdia e o amor infinito de Deus estava no meio deles com a presença de Jesus, o Verbo Encarnado. Como podiam jejuar? Só havia uma atitude possível: a alegria, o gozo pela presença de Deus feito homem. Como poderiam jejuar se Jesus havia revelado uma maneira nova de relacionar-se com Deus, um espírito novo que rompia com todas aquelas maneiras antigas de viver?
Hoje Jesus está: «Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos» (Mt 28,20) e também não está, porque voltou ao Pai e por isso clamamos: Vem Senhor Jesus!
Estamos vivendo tempos de expectativa. Por isso, convém renovar-nos a cada dia, com o espírito novo de Jesus, desprendendo-nos de nossas rotinas, jejuando de tudo aquilo que nos impeça de avançar a uma identificação plena com Cristo, à santidade. «Justo é nosso choro —nosso jejum— se queimamos em desejos de vê-lo» (Santo Agostinho).
À Santa Maria, supliquemos que nos outorgue as graças que necessitamos para viver a alegria de nos sabermos filhos amados de Deus.
Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «O jejum é o timoneiro da vida humana e governa todo o navio do nosso corpo» (São Pedro Crisólogo)

- «Ao vinho novo, odres novos. E por esta razão, a Igreja pede a todos nós que façamos algumas mudanças, pede-nos que ponhamos de lado as estruturas perecíveis: não servem para nada! E abraçar outras novas, as do Evangelho» (Francisco)

- «Os leigos realizam a sua missão profética também pela evangelização, isto é, pelo anúncio de Cristo, concretizado no testemunho da vida e na palavra´. Para os leigos, esta ação evangelizadora adquire um carácter específico e uma particular eficácia, por se realizar nas condições ordinárias da vida secular´ (Concilio Vaticano II)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 905)

Reflexão

A nova evangelização: é necessário atualizar a “compreensão” da fé

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, Jesus nos chama à "fidelidade renovada": mesmo que o conteúdo da fé não muda substancialmente, devemos considerar as mudanças de percepção cultural e as graves dificuldades do tempo com respeito à profissão da fé verdadeira e sua justa interpretação.
Os conteúdos essenciais que desde os séculos constituem o patrimônio de todos os crentes têm necessidade de ser confirmados, compreendidos e aprofundados de maneira sempre nova, com o fim de dar um testemunho coerente em condições históricas diferentes às do passado. O magistério da Igreja tem a responsabilidade de intensificar a reflexão sobre a fé para ajudar a todos os crentes em Cristo a que sua adesão ao Evangelho seja mais consciente e vigorosa em cada tempo.
—Nos tempos mais recentes a Igreja vem cumprindo esta missão com o Concilio Vaticano II ("bússola segura para orientar-nos no caminho do século que começa") e convocando duas vezes o "Ano da Fé" (com Paulo VI e com Bento XVI), entre outras muitas iniciativas.

Meditação/Recadinho

Tenho tido oportunidades de jejuar de vez em quando? - Em que consiste meu jejum? - Que motivos me levam a jejuar? - Comente a afirmação de que “a vida com Deus é uma festa contínua!” - Peço sempre a Deus que renove meu espírito e meu coração?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário em 06/07/2013 e 05/07/2014

Meditação

Para aceitar a doutrina de Jesus, para viver como Ele ensina, é preciso abandonar toda nossa maneira anterior de pensar e de viver. E não apenas uma vez, mas sempre de novo, porque Ele está sempre a nos arrastar mais para a frente e para mais longe. Não adianta ficar tentando combinar suas propostas com nossa indolência ou nossa falta de coragem. Ele não é nem permite remendo. Vivemos no tempo pós-pascal, e por isso nosso olhar se volta sempre para o horizonte, para o futuro. Não fiquemos presos em fórmulas e sim busquemos a vida que nos vem de Cristo.
Oração
Ó Deus, pela vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da vossa verdade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Comentário sobre o Evangelho

Jesus nos ensina que a lei do amor está acima do cumprimento das normas


Hoje, Jesus ensina-nos que não há que “jejuar por jejuar”, como quem cumpre somente uma norma. «Podem os companheiros do esposo ficar de luto enquanto o esposo estiver com eles?». Aí está a questão: acima do “cumprimento” está a lei do amor (a caridade). Imaginas-te a ti próprio a jejuar num casamento?
- Os santos não são pessoas aborrecidas: sabem que há um tempo para jejuar e um tempo para festejar. Além disso, têm presente o sentido mais profundo do jejum: acompanhar Jesus na Cruz. – Há quanto tempo não passo pelo Calvário?

Comentário do Evangelho

Várias são as controvérsias em que Jesus e seus discípulos são envolvidos em torno do tema do comer: comer com pecadores e publicanos; não observar o jejum; colher espigas no sábado e comê-las; comer com as mãos impuras. O destaque no texto de hoje é o jejum. Jesus é questionado por discípulos de João Batista: "Por que jejuamos, nós e os fariseus, ao passo que os teus discípulos não jejuam?". O episódio, narrado por Mateus, exprime as dificuldades de alguns grupos de discípulos de João em aderirem às comunidades do movimento de Jesus. Estes discípulos são convidados a participar da alegria pela presença do noivo, Jesus, que oferece o banquete da vida. A referência à retirada do noivo e ao retorno ao jejum é uma interpretação tardia de discípulos de Jesus que, como os discípulos de João, regrediram a algumas práticas do antigo judaísmo. Com as parábolas do remendo e do vinho, Jesus exprime que sua novidade não é suportada pela antiga tradição de Israel.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Ó Deus, pela vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erra, mas brilhe em nossas vidas a luz da vossa verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 05/07/2014

Meditando o evangelho

NÃO É HORA DE TRISTEZA

O tempo da existência terrena de Jesus foi entendido como antecipação da alegria que seria experimentada quando o Reino de Deus se manifestasse em plenitude. Quando não mais houvesse lugar para lágrima ou tristeza e tudo fosse felicidade. Sendo assim, não tinha sentido seus discípulos se entregarem à penitência e ao jejum, como faziam certos grupos, enquanto tinham consigo Jesus. Não era hora de tristeza! Não fica bem alguém recusar-se a comer em plena festa de casamento, quando o noivo ainda está presente.
Todavia, o jejum se justificaria quando os discípulos fossem privados da presença física de Jesus. O jejum, então, teria um sentido diferente do rigorismo ascético da piedade judaica. E deveria ser pensado a partir do projeto de Reino proclamado por Jesus. A prática penitencial não visaria tanto a busca da própria perfeição, num sentido individualista, nem seria uma forma velada de masoquismo. O jejum teria duplo significado. Ele seria uma forma de proclamar o absoluto de Deus e seu Reino na vida do discípulo, através da vitória sobre os instintos e as paixões desordenadas. Por outro lado, indicaria estar o discípulo em contínua preparação para o festim definitivo do Reino. Ninguém se alimenta fartamente antes de ir a uma festa. Pelo contrário, priva-se de alimentos na perspectiva do que encontrará. O jejum cristão prepara o discípulo para a festa que o Pai lhe preparou.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total).
Oração
Senhor Jesus, faz-me compreender a prática do jejum como preparação para o encontro definitivo contigo no teu Reino.
Fonte: Dom Total em 08/07/2017 e 06/07/2019

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Quando o Jejum não têm sentido.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Aviso aos navegantes: este evangelho não é uma crítica a quem tem o costume de jejuar, Jesus não é contra o jejum, ele mesmo jejuou no deserto por 40 dias quando se preparava para iniciar o seu ministério publicamente. O problema aqui é outro, por que jejuar? Os discípulos de João e os Fariseus jejuavam, mas os discípulos de Jesus não. O que isso significa?
Naquele tempo o jejum também era uma forma de suplicar a Deus para que mandasse o prometido Messias, pois Jejum ( que significa estar privado de alimentação que é essencial) queria significar exatamente isso, que sem o Messias Enviado de Deus, o homem estava privado da Verdadeira Vida. Jejum era dizer a Deus, que mais importante do que o alimento material que sustenta o corpo, era o alimento da Salvação, que alimentava a alma.
Pronto! Agora ficou fácil entender a censura que Jesus faz nesse evangelho. Exatamente porque os seus discípulos já estavam saboreando a bênção e a graça do seu messianismo, enquanto que os discípulos de João e os Fariseus, mais preocupados em seguir a Lei e a tradição, ainda estavam à espera do tal Messias, sem se dar conta de que ele já estava no meio deles.
Tudo o que os outros suplicavam e esperavam, para que suas vidas fossem mudadas, os discípulos de Jesus já estavam experimentando essa mudança interior. O Jejum de hoje tem quase esse mesmo sentido, nosso único e verdadeiro alimento é Deus, pois dele em Jesus Cristo nos vêm a Vida Nova, é, portanto, apenas Dele que temos necessidade.
Jejuar na quaresma, nos dois dias determinados pela Igreja: Quarta Feira de Cinzas e Sexta Feira Santa, é reafirmamos a nossa Fé e esperança em Cristo Jesus, pois a sua morte na cruz tornou possível  essa Vida Nova em nós, cuja necessidade supera até a nossa fome material. Claro que o jejum vem acompanhado pela oração e práticas de caridade, sem isso, ele não têm sentido nenhum e de nada nos valerá.

2. Aproximaram-se de Jesus
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Os discípulos de João Batista jejuavam, os discípulos dos fariseus também. Os de Jesus, não. Por quê? Essa pergunta foi feita a Jesus pelos discípulos de São João Batista. A resposta de Jesus aos discípulos de João aponta para uma comunidade livre de espaços e observâncias. Jesus disse à samaritana, no Evangelho de João, que o Pai quer adoradores em espírito e verdade, não presos a normas e lugares, seja de Jerusalém, seja da Samaria. Os discípulos de Jesus jejuarão quando tiverem que jejuar. Impulsionados e iluminados pelo Espírito de Sabedoria, saberão o que fazer em cada tempo e lugar. Farão o que o discernimento da vontade de Deus lhes disser. Sempre houve pessoas que se juntaram em torno de religiosos de destaque. Entre nós se fala atualmente em Comunidades de Aliança. Tais grupos costumam ter práticas que os caracterizam, de pequenos gestos rituais a grandes obras sociais de solidariedade humana. João formou com seus discípulos uma Comunidade de Aliança, que existiu até o início dos tempos apostólicos. Jesus também tinha em torno de si uma comunidade. É a esta comunidade que damos o nome de Igreja.
Fonte: NPD Brasil em 06/07/2019

HOMILIA

JESUS E O JEJUM

João Batista, cujo ministério tinha por finalidade preparar o povo para a chegada do Messias, tinha discípulos que ainda haviam ficado com ele durante o princípio do ministério do Senhor Jesus.
Eles observavam os discípulos do Messias, alguns dos quais também haviam sido de João, e vieram perguntar porque eles não jejuavam como os de João e os fariseus faziam? Era uma crítica, pois o ritual do jejum representava muito para eles.
Para compreendermos melhor o que se passou naquela ocasião, devemos lembrar que João Batista fora ainda um profeta do Velho Testamento, e ele e os seus discípulos ainda estavam presos à lei de Moisés, com seus preceitos e rituais. Ele apresentara o Messias, e foi Este que deu início a uma nova era, ou dispensação, introduzindo o Novo Testamento entre Deus e a humanidade com a propiciação feita com o Seu sangue.
O curto ministério do Messias aqui na terra foi um intervalo durante o qual Ele anunciou o início do Seu reino e preparou os Seus discípulos para a nova dispensação.
Os "filhos das bodas" mencionados na resposta são uma expressão idiomática da época significando os convidados a um casamento. O jejum entre os judeus era um ato de abnegação devido a tristeza e contrição. Assim como os convidados não podem demonstrar tristeza na presença de um noivo no seu casamento, também não era próprio para os discípulos demonstrarem tristeza enquanto o seu Salvador estivesse junto com eles.
Mas haveria ocasião para jejum quando Ele voltasse para o céu, completada a obra de redenção que viera fazer, quando então estaria fisicamente ausente dos seus discípulos.
Não existe um mandamento para jejuar como havia no Velho Testamento. O jejum é encontrado junto com a oração na igreja primitiva, em ocasiões em que a direção de Deus era pedida para a tomada de grandes decisões. Também, nas versões mais antigas, aparece com a oração em 1 Coríntios 4:5. É um ato de abnegação diante de Deus, aprovado aqui pelo Senhor Jesus.
Em seguida o Senhor usa duas ilustrações para mostrar a mudança da dispensação do Velho Testamento para a do Novo Testamento, e para ensinar que os seus princípios não devem ser misturados: Ninguém usa um retalho de pano novo para remendar uma roupa velha; pois o remendo novo encolhe e rasga a roupa velha, aumentando o buraco. Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados. Pelo contrário, o vinho novo é posto em odres novos, e assim não se perdem nem os odres nem o vinho.
A utilidade do Velho Testamento, com a lei de Moisés, estava no fim, e o Senhor Jesus não veio para lhe dar continuidade mediante alguns remendos pois estes só podiam piorar a sua situação. O Velho Testamento não podia conter o Evangelho da salvação unicamente mediante a fé na obra redentora de Cristo.
O Senhor Jesus veio para introduzir uma veste totalmente nova, um vinho completamente novo, para substituir de uma só vez o que existia naquela época. O apóstolo João abrevia isso assim "a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo".
Pelo jejum devemos proclamar que temos fome de Deus e significar que só encontramos sentido para nós na verdadeira liberdade face a tudo que é terreno e material. O nosso coração só encontra felicidade quando repousa em Deus.
Pai dá-me suficiente bom senso para reconhecer o que corresponde ao projeto de Jesus, sem querer misturá-lo com esquemas incompatíveis com a novidade do Reino.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 05/07/2014

REFLEXÕES DE HOJE

SÁBADO

Fonte: Liturgia Diária Comentada2 em 05/07/2014

HOMILIA DIÁRIA

Uma nova mentalidade e um novo coração

Se nós queremos escolher a novidade do Reino que chega até nós, precisamos ter uma nova mentalidade e um novo coração.

“Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão.” (Mt 9,15)

Os fariseus questionam por que eles jejuam duas vezes por semana, mas os discípulos de Jesus não estão jejuando.
O Senhor, então, lhes disse: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles?”. Por isso a Igreja jejua toda sexta-feira, em memória daquele dia em que o noivo Jesus foi tirado da Sua Igreja.
Não basta ter essa atitude de querer jejuar, não basta a atitude de querer fazer muitos sacrifícios, rezar muitos terços, muitas orações… Tudo isso é justo, louvável, pois precisamos fazer obras de penitência para nossa conversão e mudança de vida; no entanto, as obras de penitência precisam estar ligadas a uma conversão do nosso coração, a uma profunda misericórdia. Nós precisamos, acima de tudo, ter uma atitude nova, um coração novo, uma nova visão diante das pessoas e dos fatos. Sabemos que um coração está sendo purificado por Deus quando ele para de julgar os outros, condená-los ou ainda se sentir melhor que eles.
Quando um coração se aproxima de Deus para ser renovado, ele reconhece primeiro, e com muita insistência, os seus próprios pecados para com os pecadores, para com aqueles que tem este ou aquele defeito, um olhar e uma atitude de misericórdia.
Nós precisamos aprender com o nosso Mestre Jesus. Se nós queremos escolher a novidade do Reino que chega até nós, precisamos ter uma nova mentalidade e um novo coração.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo – Comunidade Canção Nova
Fonte: Canção Nova em 06/07/2013

HOMILIA DIÁRIA

Abramos o coração para acolher a novidade de Deus

Abramos o coração para acolher a novidade Deus. Não fiquemos com os velhos conceitos de outrora. Estejamos dispostos todos os dias a aprender com Jesus o Seu modo de ser!

“Também não se põe vinho novo em odres velhos. Mas vinho novo se põe em odres novos, e assim os dois se conservam.” (Mateus 9,7)

Jesus hoje nos mostra de que forma podemos acolher o Reino de Deus, porque a Boa Nova, transmitida pelo Evangelho, a mensagem de Jesus, é a grande novidade que salva toda a humanidade. Deixe-me dizer: como Deus deseja que a Sua Palavra penetre em nosso coração e, quando a Palavra de Deus, a mensagem de Deus, a mensagem do Evangelho, entra, de fato, em nossa vida e em nosso interior, ela vai nos lavando, nos renovando e nos purificando e, assim, vamos nos tornando novos pela graça de Deus!
Mas se não abrimos a cabeça, se não abrimos o coração, se ficamos com aqueles velhos argumentos, com aquelas velhas explicações ou com aquelas justificativas de sempre a novidade de Deus não acontece em nossa vida. Cada vez que nos aproximamos da Palavra de Deus ela é uma novidade para nós, por mais que a tenhamos lido e a escutado mil vezes – as mil vezes que ela se apresenta a nós se tornam sempre uma novidade quando temos a mente nova, o coração novo e a disposição nova para a [Palavra de Deus] acolher como novidade.
Se antes tínhamos essa postura, se pensávamos dessa forma, a sabedoria não é termos a cabeça dura, não é ficarmos fechados nas nossas tradições, conceitos e em nosso ponto de vista. Ser sábio é sabermos nos abrir para o novo, é acolher a novidade de Deus.
Algumas vezes, as pessoas perguntam: “Por que Deus não me renova? Por que Deus não me faz de novo? Por que eu não experimento as novidades de Deus em minha vida?”. Isso acontece porque não abrimos a mente e o coração.
O novo, quando é colocado no velho, fica velho também. Então, se se põe um remendo novo em uma calça velha, ninguém vai perceber o novo. Da mesma forma, vinho novo precisa de odres novos, para que o sabor se conserve (cf. Mt 9,7).
Para que a Palavra de Deus se conserve em nós, para que a novidade de Deus tenha efeito em nós, abramos o nosso coração e a nossa mente. Não sejamos fechados, não fiquemos com as velhas posturas e com os velhos conceitos de outrora, mas que estejamos dispostos, todos os dias, a aprender com Jesus o Seu modo de ser!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo - Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 05/07/2014

HOMILIA DIÁRIA

Tenhamos um coração novo

Para abraçar Jesus ou aquilo que Ele traz de novo é preciso ter um coração renovado

“Mas vinho novo se põe em odres novos, e assim os dois se conservam.” (Mateus 9,17)

Para abraçar Jesus ou aquilo que Ele traz de novo é preciso ter um novo coração! Um vinho novo deve ser colocado num vasilhame novo, porque o vinho pode ser o melhor, mas se você o colocar num vasilhame velho, ele vai perder o sabor, vai perder a graça.
Do mesmo jeito, você pode ter o melhor remendo para colocar num rasgão de uma roupa, mas se a roupa é nova, o remendo também tem de ser novo. Se a roupa é nova e você coloca um remendo velho, sujo, estragado, perdeu-se aquela roupa.
Permita-me dizer a você: a graça de Deus é sempre nova, não envelhece; ela se renova a cada dia, porque o Espírito é novo e está sempre nos renovando. Não adianta ficarmos com a velha mentalidade, com os velhos conceitos e ressentimentos, as velhas mágoas, reclamações e murmurações; com os velhos e ultrapassados conceitos que não nos levam a nada, as velhas discussões que nós costumamos travar o tempo inteiro, e não progredimos.
Não adianta querermos renovar as coisas com essas discussões antiquadas e ultrapassadas, com essas acusações que ficamos jogando na cara do outro o tempo inteiro. Um casal que está há 30, 40 anos casados vive batendo na mesma tecla, não consegue sair do lugar, acusa-se dia e noite da mesma coisa.
Largue o que é velho, pare de se apegar ao que não serve para nada, pare de apegar-se àquilo que só nos estraga, pare de viver guardando e juntando traças velhas. E as traças não estão somente nas coisas velhas, nas ninharias que juntamos e guardamos em casa; elas estão também dentro de nós, do nosso coração, dos nossos conceitos, da nossa forma de enxergar as coisas.
Para acolher a novidade de Deus é preciso ter um coração novo, uma disposição nova para ver as coisas. O problema não é ser velho na idade, porque, graças a Deus, nossos idosos têm uma mente nova, uma disposição nova de ver as coisas. O que mais estraga é ver tantos jovens, tantos de nós tão envelhecidos na forma de enxergar as coisas, não se abrem para o novo nem o acolhem, por isso o novo de Deus não acontece em nossa vida.
Para vinhos novos, odres novos. Para a graça nova, um novo coração, uma nova mentalidade, para que Deus seja sempre novo em nossa vida.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

HOMILIA DIÁRIA

A graça de Deus renova tudo o que envelheceu

“Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa a roupa e o rasgão fica maior ainda. Também não se põe vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se põe em odres novos, e assim os dois se conservam.” (Mateus 9,16-17)

Nada é mais novo em nossa vida do que a graça de Deus, do que Sua Boa Nova, porque Ele é sempre novo, Ele não conhece o que é velho. A graça de Deus renova tudo o que envelheceu, estragou, corrompeu-se, mas precisamos ter um coração novo, uma disposição nova ou uma mentalidade nova para que o novo de Deus entre em nós.
Perdemos, estragamos, não cuidamos da graça que recebemos. A graça chega até nós, mas volta, porque não encontra uma acolhida nova para permanecer em nós. Continuamos presos àqueles nossos pensamentos e mesquinharias, continuamos bitolados na nossa forma de ver. Podemos ter 80 anos e começarmos a aprender agora, mas o jovem acha que pode tudo. Precisamos, na verdade, aprender, todos os dias, sobre tudo.
Em Deus somos sempre crianças que estão aprendendo a andar. Precisamos amadurecer, mas nunca perder o sentimento nem o sentido da criança que está aprendendo a andar.
O Evangelho é sempre novo a cada dia, as letras do Evangelho podem ser as mesmas de dois mil anos atrás, mas, a cada dia que temos uma disposição nova, uma abertura de mente nova, o Espírito cria o novo de Deus em nós. Por isso, quero que a Palavra do Senhor, hoje, pregada ao meu coração, realize o novo de Deus na minha vida.

Deus faz nova todas as coisas naquele que se permite, a cada dia, renovar-se n’Ele

Hoje, deve ser o primeiro dia da nossa vida, deve ser o dia em que Deus realiza a sua obra dentro de nós, por isso não podemos desejar outra coisa, a não ser ter um novo coração e um novo sentimento.
É triste reencontrarmos uma pessoa muitos anos depois e ela continuar com a aquela mesma mágoa, o mesmo ressentimento, com a mesma amargura; e o pior é que depois, de um tempo, a amargura azeda e a pessoa vai envelhecendo, porque não larga aquelas coisas que envelhecem a alma, o espírito e o sentimento humano.
Apegamo-nos a muitas tranqueiras, coisas velhas e picuinhas. Há pessoas que passam muito tempo brigando pela mesma coisa, não se renovam, não partem para o novo nem deixam o novo acontecer.
Larguemos tudo isso, deixemos de lado tudo que só nos envelhece e estraga. Permitamos que o novo de Deus renove nossos sentimentos, tire de nós essa maneira velha de falarmos, de nos dirigirmos, de agredirmos uns aos outros, para renovarmos a nossa linguagem, a nossa forma de falar, de dirigir e lidar uns com os outros.
Deus faz nova todas as coisas naquele que se permite, a cada dia, renovar-se n’Ele.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 06/07/2019

Oração Final
Pai Santo, dá-nos força para vencer o nosso inimigo interno – o pecado – e nos dá, também, humildade e discrição para não cairmos na tentação de reivindicar que o nosso próximo reconheça os méritos de nossa luta. Nós Te pedimos, Pai amoroso, pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 06/07/2013

Oração Final
Pai Santo, dá-nos coragem para atravessar a porta estreita e seguir pelo caminho áspero da conversão. Que vivamos nesta terra, alegres e agradecidos, a certeza de já estarmos, ainda que não em plenitude, no teu Reino de Amor. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 05/07/2014

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, dá-nos coragem para atravessar a porta estreita e seguir pelo caminho áspero da conversão. Que vivamos nesta terra, alegres e agradecidos, a certeza de já estarmos, ainda que não em plenitude, vivendo o teu Reino de Amor. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 08/07/2017

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, dá-nos força para vencer o nosso inimigo interno – o pecado – e nos dá, também, humildade e discrição para não cairmos na tentação de reivindicar que o nosso próximo reconheça méritos em nossa luta. Nós Te pedimos, amado Pai, pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.Fonte: Arquidiocese BH em 06/07/2019