terça-feira, 19 de setembro de 2017

Homilia Diária 19/09/2017 - Pe Paulo Ricardo


Canal no youtube: Adriana Estrela

Publicado em 18 de set de 2017

Homilia Diária.643: Aparição de Nossa Senhora de La Salette (19 de setembro)

No dia 19 de setembro de 1846, numa pequena montanha em La Salette, na França, Nossa Senhora aparecia a dois pequenos pastores. Apresentando-se como uma bela Senhora de aspecto triste e abatido, a Virgem Santíssima revelou-lhes como o esquecimento de Deus e o desprezo dos Mandamentos, como a idolatria da “deusa” Razão e o egoísmo, longe de fazer-nos melhores e mais independentes, nos colocam abaixo do mais bruto dos animais e nos merecem, com justiça, o castigo divino. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta terça-feira, dia 19 de setembro, e reflitamos juntos sobre a mensagem, ainda atual, que Nosso Senhor nos quis transmitir em La Salette. Contribua também, com sua generosidade e orações, para a construção do nosso centro de catequese: bit.ly/2qNBUh5!

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LEITURA ORANTE DO DIA - 19/09/2017



LEITURA ORANTE

Lc 7,11-17 - O toque e a Palavra da vida


Preparo-me para a Leitura Orante, rezando a bênção bíblica:
A bênção do Deus de Sara, Abraão e Agar,
a bênção do Filho, nascido de Maria,
a bênção do Espírito Santo de amor,
que cuida com carinho,
qual mãe cuida da gente,
esteja sobre todos nós. Amém!
Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

1. Leitura (Verdade)
- O que a Palavra diz?
Leio de forma pausada e atenta a Palavra em Lc 7,11-17.
Pouco tempo depois Jesus foi para uma cidade chamada Naim. Os seus discípulos e uma grande multidão foram com ele. Quando ele estava chegando perto do portão da cidade, ia saindo um enterro. O defunto era filho único de uma viúva, e muita gente da cidade ia com ela. Quando o Senhor a viu, ficou com muita pena dela e disse:
- Não chore.
Então ele chegou mais perto e tocou no caixão. E os que o estavam carregando pararam.
Então Jesus disse:
- Moço, eu ordeno a você: levante-se!
O moço sentou-se no caixão e começou a falar, e Jesus o entregou à mãe. Todos ficaram com muito medo e louvavam a Deus, dizendo:
- Que grande profeta apareceu entre nós! Deus veio salvar o seu povo!
Essas notícias a respeito de Jesus se espalharam por todo o país e pelas regiões vizinhas.
Refletindo
Na estrada, de Cafarnaum à Samaria, fica Naim. Jesus encontra, perto da cidade, este funeral: o filho único de uma viúva. O texto diz que Jesus "ficou com muita pena dela", da mãe. Primeiro, a consola: "Não chore!" Depois chegou mais perto do caixão e os que carregavam o defunto, pararam. E "tocou" o caixão. Em seguida, deu a ordem de vida: "Moço, eu ordeno a você: levante-se!" O moço sentou-se e começou a falar. Jesus o ressuscitou! E o entregou à sua mãe. O toque de Jesus com sua mão é um toque de vida. Acrescente-se a este gesto, a sua Palavra.
O toque de Jesus curou cegos, fez paralíticos andar, curou leprosos, curou a febre da sogra de Pedro, abraçou e abençoou crianças, deu segurança a Pedro que se afundava no mar, multiplicou pães e peixes, expulsou demônios, levantou pecadores, curou a mulher hemorroíssa, ressuscitou a menina...e hoje pode me levantar de qualquer situação que queira me derrubar e me abençoar.

2. Meditação(Caminho)
- O que a Palavra diz para mim?
Posso me perguntar tantas coisas.
Jesus, pela sua Palavra e pela Eucaristia é Deus conosco, "todos os dias", como garante ele próprio?( Cf Mt 28,20).
Como acolho este "toque", mais que isso: esta vinda de Jesus a mim pela comunhão?
Creio que ele pode ressuscitar aquilo que está fraco e até, de certa forma, morto em mim?
Meditando
Os Bispos na V Conferência, afirmaram: "Nossos povos não querem andar pelas sombras da morte. Têm sede de vida e de felicidade em Cristo. Buscam-no como fonte de vida. Desejam essa vida nova em Deus, para a qual o discípulo do Senhor nasce pelo batismo e renasce pelo sacramento da reconciliação. Procuram essa vida que se fortalece, quando é confirmada pelo Espírito de Jesus e quando o discípulo renova sua aliança de amor em Cristo, com o Pai e com os irmãos, em cada celebração eucarística. Acolhendo a Palavra de vida eterna e alimentados pelo Pão descido do céu, quer viver a plenitude do amor e conduzir todos ao encontro com Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida." (DAp 350).

3. Oração (Vida)
- O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Rezo com o Salmista:
Senhor, tu me mostras o caminho que leva à vida.
A tua presença me enche de alegria e
Me traz felicidade para sempre. (Sl 16,11).

4. Contemplação(Vida/ Missão)
- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Hoje, nos momentos bons e também nos mais complicados terei esta certeza: Deus está aqui. O Senhor dirige a minha vida! Meu futuro está nas suas mãos. (Sl 16,5)
Palavra para lembrar: "Jesus tocou".

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp
patricia.silva@paulinas.com.br

HOMÍLIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) - Lc 7,11-17 - 19/09/2017


Jesus é o consolo para o sofrimento de todas as mães

Jesus quer ser o consolo de todas as mães que sofrem e estão, no dia a dia, tendo de acompanhar as angústias, os ânimos e fracassos de seus filhos

“Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: ‘Não chores!’” (Lc 7,13).


Jesus está chegando na cidade de Naim. Quando Ele entra nesse pequeno povoado, há uma procissão, um velório, ali, porque uma mãe perdeu seu filho único. Essa mãe, além de perder o filho, é viúva, e essa é a causa da dor e do sofrimento dela, pois, além de não ter mais o esposo, ela não tem mais seu filho.
Penso que uma das dores mais difíceis e duras de um coração é a dor de uma mãe que tem de enterrar um filho. É uma espada de sofrimento e dor, que passa no coração dessa mãe, que não há modo de explicarmos tamanho sofrimento.
Assim como Jesus teve compaixão dessa viúva de Naim, Ele tem compaixão das dores de nossas mães; sejam mães que precisam enterrar seus filhos, sejam as que precisam chorar por eles, ou aquelas que, muitas vezes, não sabem o que fazer com os sofrimentos, com seus filhos (crianças pequenas ou filhos já crescidos).
Nada é mais importante para o coração de uma mãe do que um filho, pois este sai do coração, sai do ventre, das entranhas dela. Todo filho precisa tomar consciência de que, por mais que seja independente e precise seguir sua vida, ele nunca sai do coração de uma mãe.
A mãe quer ver o filho ir longe, quer vê-lo prosperar e dar certo. A alegria do filho é a alegria da mãe, o sofrimento e a dor dele é o sofrimento e a dor dela. Uma mãe acompanha tudo que o filho passa, tudo o que ele vive.
Os filhos não podem ser indiferentes ao coração, à dor, ao sofrimento e a tudo aquilo que a mãe vive. O coração de uma mãe nunca se desliga do coração do filho. Ele pode morar longe, pode viver o que tem para viver na vida, mas, no coração da mãe, o filho será sempre filho.
Hoje, Jesus quer ser o consolo e o amparo de todas as mães que sofrem e estão, no dia a dia, tendo de acompanhar as angústias, vitórias e derrotas de seus filhos, também os ânimos e fracassos. O mais importante é que cada filho saiba ser consolo para sua mãe, e que cada mãe saiba que tem o consolo de Deus na sua luta de cada dia para amar seus filhos.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 19/09/2017

ANO A


Lc 7,11-17

Comentário do Evangelho

A iniciativa é de Jesus, provocada pela sua compaixão.

O relato do evangelho é próprio a Lucas. Inspira-se em 1Rs 17,8-24, no episódio do filho de uma viúva, em Sarepta.
Jesus vai para Naim, pequeno vilarejo entre Cafarnaum e a Samaria. É acompanhado de seus discípulos e de grande multidão (v. 11). Às portas da cidade Jesus e seus discípulos se encontram com outro grupo: “levavam um morto para enterrar, um filho único, cuja mãe era viúva. Uma grande multidão da cidade a acompanhava” (v. 12). O paralelo é evidente: os dois grupos caminham em direções opostas; o primeiro segue um homem poderoso em gestos e palavras, o segundo grupo, um morto. Até este ponto a descrição da cena e dos personagens é puramente objetiva. De repente somos surpreendidos por uma focalização interna, a menção da compaixão de Jesus: “Ao vê-la, o Senhor encheu-se de compaixão por ela e disse: ‘Não chores!’” (v. 13). A iniciativa é de Jesus, provocada pela sua compaixão. A palavra de Jesus permite entrar no coração das pessoas. É por Jesus que somos informados do sofrimento da mulher: “não chores mais” (v. 13) e a idade do morto: um “jovem” (v. 14). Não é da morte que Jesus tem compaixão, nem do morto, mas da pessoa que sofre. O acento de todo o episódio é posto em Jesus, sobre sua compaixão e sua palavra poderosa. Nomeando Jesus como senhor no versículo 13, o narrador nos informa que se trata do Senhor da vida que se dirige à viúva.
Nesta passagem não é a morte nem o morto que importam, nem mesmo o retorno à vida, mas que uma mãe já viúva tenha perdido o seu filho único. O retorno à vida não é o objetivo da iniciativa de Jesus. Mas, a consolação da mãe que chora. A ação de Jesus termina com uma observação: “E Jesus o entregou à sua mãe” (v. 15b). O texto apresenta uma transformação que se dá não somente pelo retorno de um jovem à vida, mas das duas multidões que, primeiramente separadas, são reunidas, num segundo momento, no louvor a Deus. A passagem de Jesus por Naim possibilita um duplo reconhecimento, a saber, da identidade de Jesus (Profeta) e da visita salvífica de Deus (cf. v. 16).
Lucas situou o episódio do filho da viúva de Naim antes do da mulher pecadora (7,36-50). A razão: ele quer ir da morte física à espiritual, da ressurreição física à espiritual. Procedimento semelhante ele utilizará com relação aos dois tipos de cegueira (18,35-43; 19,1-10).
Carlos Alberto Contieri, sj
Fonte: Paulinas em 17/09/2013

Vivendo a Palavra

Nenhum pedido foi feito a Jesus. A expectativa de um milagre não estava em cogitação. O Mestre não apenas devolve à vida o filho da viúva – Ele toma a iniciativa. Este é o exemplo legado para a sua Igreja. Que nós saibamos sair do comodismo para socorrer os irmãos necessitados, os pobres abandonados.
Fonte: Arquidiocese BH em 17/09/2013

VIVENDO A PALAVRA

Os sinais realizados por Jesus não são feitos isolados. São parte do anúncio do Reino de Deus. É a sua maneira de dar a grande notícia: o tempo se cumpriu! O Pai Misericordioso está entre nós e os mais sofredores já podem experimentar seu amor compassivo. Deus quer que o mundo seja de todos.

Reflexão

Os milagres que Jesus realiza não possuem uma finalidade em si, mas são a expressão de uma realidade maior. Quando vemos o caso do Evangelho de hoje, percebemos duas coisas: primeiro: o nosso Deus é o Deus da vida e da vida em abundância, e tem poder sobre a morte; segundo: o que motiva Jesus a agir é a compaixão com os que sofrem, e isso nos mostra um aspecto muito importante da sua missão, que é a solidariedade com os mais pobres e necessitados. E tudo isso nos revela que Deus veio visitar o seu povo, ser solidário com ele, e esta notícia precisa ser espalhada para todos os homens a fim de que todos possam perceber a presença amorosa de Deus em suas vidas.
Fonte: CNBB em 17/09/2013

Meditação

Já viveu a experiência de ter que dizer a alguém que recobre ânimo, que se levante? - Você consegue ver desafios nas dificuldades e barreiras da vida? - Busca forças em Deus? - Você pode dizer que serve de apoio aos que, a seu lado, estão caindo? - Consegue manter o ânimo? - Sabe fazer-se presente?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 17/09/2013

Meditando o evangelho

TOCADO PELA DOR

O sofrimento da pobre viúva tocou fundo o coração de Jesus, a ponto de fazê-lo interromper seu caminho rumo à cidadezinha de Naim, situada nos arredores de Nazaré.
O texto evangélico refere-se a dois cortejos: o cortejo alegre do Messias e o cortejo fúnebre do filho de uma viúva da cidade. Com o Mestre, iam os discípulos e uma grande multidão. É fácil de imaginar o clima que reinava entre eles. Sentiam-se empolgados pela presença de Jesus, por suas palavras e seus gestos poderosos. As pessoas contemplavam-no, esperançosas. Vendo-se abandonadas por todos, finalmente parecia que uma esperança despontava em seu horizonte. Era como se uma luz começasse a brilhar!
Na direção contrária seguia o enterro de um jovem, acompanhado por sua mãe e por "muita gente da cidade". A situação da mãe era lastimável. A morte do filho único deixava-a desesperada. Quem haveria de socorrê-la em suas necessidades? Quem haveria de defendê-la contra os prepotentes? Para ela, era como se sua única luz tivesse extinguido!
O encontro com Jesus reverteu essa situação. O Mestre ressuscitou o jovem e o restitui à sua mãe, ao passo que o cortejo fúnebre entrou no clima de empolgação dos que seguiam o Mestre. Chegaram até a pensar que ele fosse o profeta Elias de volta para o meio do povo para trazer-lhe salvação. De fato, ele era o Messias cheio de compaixão pelos sofrimentos da humanidade.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Pai, torna-me sensível ao sofrimento e à dor de cada pessoa que encontro no meu caminho. Que a minha compaixão se demonstre com gestos concretos.

Liturgia comentada

Pelo caminho reto... (Sl 101 [100])
O homem é um andarilho sobre a terra. Mesmo depois de abandonar a vida nômade dos beduínos e tuaregues, fixando-se em aldeias e cidades, ele prossegue uma peregrinação interior. Homo viator, ele sabe intimamente que está de passagem...
O apóstolo Paulo insiste neste aspecto da transitoriedade humana: “Sabemos, com efeito, que ao se desfazer a tenda que habitamos neste mundo, recebemos uma casa preparada por Deus e não por mãos humanas, uma habitação eterna, no céu. [...] Sabemos que todo o tempo que passamos no corpo é um exílio longe do Senhor”. (2Cor 5,1.6b)
No entanto, nosso exílio ou peregrinação exige um rumo a seguir. Não podemos caminhar em círculos como Israel em seu êxodo, nem caminhar para a ruína como os soldados de Faraó incursionando no mar.
Por isso mesmo, o Salmo 1 – esse magnífico pórtico de entrada para o Saltério – nos posiciona diante de uma encruzilhada, com dois caminhos opcionais: o caminho da vida e o caminho da morte. No primeiro, somos como árvores plantadas à beira das águas, com uma folhagem que não murcha e frutos na estação adequada. No segundo caminho, acabaríamos como palha seca arrastada pelo vento do deserto.
A Bíblia não foi escrita por sonhadores que caminhavam sobre as nuvens; ao contrário, seus redatores inspirados tinham os pés bem firmes sobre a terra da qual foram modelados. Assim, ao falar da trajetória espiritual dos homens, o verbo “caminhar” lhes ocorre com naturalidade. E não caminhamos sozinhos, pois Deus caminha conosco.
“Eu sou o Deus Todo-poderoso. Caminha em minha presença e sê íntegro. Quero fazer-te o dom de minha aliança entre mim e ti, e multiplicarei ao extremo a tua descendência.” Em pleno Êxodo, Deus ainda é companheiro de caminhada: “O próprio Senhor caminhava à frente deles: de dia, numa coluna de nuvens para abrir-lhes o caminho; à noite, numa coluna de fogo para os iluminar”. (Ex 13,21)
Nosso tempo traz a marca da dúvida sistemática, do pragmatismo, do relativismo e do cinismo. Apesar disso – ou exatamente por isso! – a Igreja cristã não pode calar o que lhe foi revelado: não é indiferente optar por um caminho ou por outro. Nossa escolha traz consequências para o tempo e para a eternidade. Basta pensar na História – o tempo dos homens – e verificar o resultado de escolhas que nos roubaram a paz.
Isaías disse: “Os caminhos da paz eles não conhecem, a justiça não está no seu trajeto, fazem para si trilhos cheios de curvas, quem por eles passa não conhece a paz”. (Is 59,8)
Orai sem cessar: “Mostra-me, Senhor, os teus caminhos!” (Sl 25,4)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
santini@novaalianca.com.br
Fonte: NS Rainha em 17/09/2013

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. O SENHOR DA VIDA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Jesus não ressuscitou muita gente naquele tempo, os evangelhos mencionam apenas três: Lázaro de Betânia, irmão de Marta e Maria, a filhinha de Jairo, Chefe da Sinagoga, e o filho da viúva de Naim, que Lucas narra no evangelho desse domingo.
Conclui-se, portanto, que não era propósito de Jesus libertar e salvar os homens da morte biológica, pois se fosse assim, sua missão teria sido um fracasso já que ressuscitou apenas esses três e nem José, seu pai adotivo, ele teria conseguido livrar da morte. Há ainda outra questão importante a ser considerada: que vantagem teria se ressuscitar fosse apenas retornar a esta vida, com todas as suas limitações e aprendizado, suas angústias e tribulações? Por acaso não iríamos morrer novamente, como o próprio Lázaro, a filha de Jairo e o moço que Jesus ressuscita nesse evangelho? Não, não valeria a pena, com toda certeza!
Essa vida nova que Cristo nos dá, através de sua paixão, morte e ressurreição, é infinitamente melhor e superior a esta existência terrena, a ponto do apóstolo Paulo afirmar em uma de suas cartas “os sofrimentos do tempo presente nem se comparam àquilo que Deus irá nos revelar”, ou ainda “o que vemos hoje é como se fosse em um espelho, mas depois nos veremos como de fato o somos”.
A chave que decifra esse mistério da Vida e da morte está precisamente em Cristo, nele o Pai não só se revela, mas revela também quem é o homem. A graça de Deus que em Cristo recebemos nos faz criaturas novas onde o mistério é iluminado pela luz da Fé.
Essa grande e feliz Verdade chegou até nós por causa do evangelho, anunciado pelo próprio Cristo – filho de Deus feito homem, que ao trazer-nos a Boa Nova permitiu-nos conhecer a Deus, descobrindo o sentido da nossa vida na Vida de Cristo, onde todos os limites humanos foram superados, ao dar-nos acesso a Deus, rompendo para sempre a barreira do pecado.
Sem este anúncio e esta graça, a nossa esperança por uma Vida Nova, seria vã, não passaria de uma grande utopia, uma fantasia e ilusão que um belo dia chegaria ao seu final, mas o homem que vive pela fé, a comunhão com Cristo, sabe em seu coração que não caminha para o fracasso da morte e esta esperança viva é que dá a esta vida terrena um sentido novo.
Portanto, nossa Vida está em Cristo porque nele nos movemos e somos, sem ele, nossa caminhada terrena não passa de um cortejo fúnebre, onde somos como um morto vivo, caminhando para a ruína da morte biológica, para ser devorado pela terra.
A vida do homem que tomou a decisão de viver sem Deus, ignorando esta Salvação e Libertação oferecida por Jesus, é muito triste, porque ele se ilude com toda pompa que esta vida oferece, satisfazendo seus desejos egoístas, colocando toda sua esperança nas coisas que passam, e no final, descobre que foi enganado, quando percebe que caminha para a morte. Mas nunca é tarde para reverter esse quadro doloroso, pois, para quem caminha assim, como se fosse um corpo sem vida, irradiando tristeza e dor aos que o acompanham. O evangelho desse domingo anuncia algo maravilhoso: no sentido contrário, vem chegando Cristo Jesus, Senhor da Vida, aquele que movido de compaixão, como na entrada da cidade de Naim, irá dizer a viúva e aos que a seguiam no enterro de seu filho: não chores!
Hoje há tantas mães caminhando tristes, levando seus filhos para a sepultura, há tanta gente caminhando cabisbaixa, sem uma perspectiva de vida e sem esperança no coração. Não chores mais – diz o Senhor, que ao tocar no esquife, que são as misérias do homem, dirá com firmeza “Moço, eu te ordeno, levanta-te!”.
E diante de sua palavra libertadora e restauradora, o homem renasce e se torna uma nova criatura, só Cristo é a nossa vida, só ele tem a palavra de ordem, capaz de nos levantar de todos os nossos pecados que querem nos arrastar inexoravelmente para a morte. Longe de Deus e da sua Salvação oferecida por Jesus, iremos fatalmente morrer, mas com ele teremos a Vida Eterna, que extrapola os nossos limites e nos reconduz ao paraíso da plenitude, resgatando a nossa imagem e semelhança com que fomos criados por Deus.
É missão nossa como Igreja anunciar a toda criatura esta vida que vem de Jesus, mas isso só será possível se como ele, tivermos no coração essa compaixão, que nos leve a sofrer e chorar com quem sofre e chora, onde um sorriso, um abraço, uma palavra de consolo ou um gesto de caridade, sempre feito em nome de Jesus, terá a mesma força de sua palavra libertadora, capaz de levantar quem se julga morto. O cristão, como qualquer ser humano, também pranteia seus mortos, mas a diferença está naquilo que ele espera: a plenitude da Vida, reservada aos que crêem que esta vida é uma peregrinação para a casa do Pai, predestinados que fomos desde toda a eternidade.

2. O consolo da mãe com a ressurreição do filho
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Deus visita o seu povo. Em Naim, o sinal da visita foi o consolo da mãe com a ressurreição do filho. O jovem morto podia estar a caminho do paraíso, mas sua mãe estava sofrendo. Jesus o ressuscitou e devolveu à sua mãe. Foi o sinal da presença de um grande profeta, foi o sinal de que Deus estava visitando o seu povo. Nas portas da cidadezinha de Naim, o clima era triste por causa do enterro do jovem falecido. O clima triste se tornou espanto e glorificação, não, porém, espetáculo. Nas Sagradas Escrituras, a visita de Deus às vezes tem o sentido de visita punitiva. Há, de fato, situações que pedem punições exemplares para que se veja a gravidade da culpa. Jeremias fala dos que praticam o mal no meio do povo, que vão tropeçar e cair entre os que caem quando Deus os visitar. Jesus usa expressões-limite como fogo do inferno e se lamenta por Betsaida, Corazim e Jerusalém. No entanto, por onde passa, Jesus passa fazendo o bem. É o Deus encarnado cujo coração se enche de compaixão diante de pessoas tristes e abandonadas.

HOMILIA DIÁRIA

Jesus, liberte nossos jovens que são vítimas das drogas!

Que as palavras de Jesus cheguem ao coração dos nossos jovens, libertando-os do mal das drogas, um dos maiores males deste século.
Jesus ordenou aos que carregavam o caixão que parassem. Então, o Senhor disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” (cf. Lc 7,14).
Meus irmãos e minhas irmãs, a Palavra de Deus nos mostra, hoje, a situação dessa pobre mãe viúva e agora mãe de um filho único; e este mesmo está no caixão, morto. Que sofrimento, que dor no coração dessa mãe! E o Senhor Jesus é movido por compaixão: primeiro, Ele ordena à mulher: “Não chores!”.
A ordem que Jesus dá hoje a essa mulher, viúva de Naim, é a ordem que o Senhor quer dar ao coração de tantas mães que choram, que sofrem, que se angustiam, que passam pela dor e pela aflição por causa de seus filhos.
Seus filhos já morreram, já foram para a casa do Pai, ou estão morrendo. Estão morrendo porque estão longe de Deus, porque estão no caminho da perdição, porque estão no caminho das drogas e se entregaram para aquilo que é um dos maiores males deste século.
Eu digo que se tem um mal que o inimigo lançou hoje na humanidade para perder e perverter os filhos e as filhas de Deus, esse mal se chama drogas. Toda e qualquer espécie de drogas.
O alcoolismo é um mal terrível. Infelizmente, tira a sobriedade do coração dos homens e das mulheres. Mas se não bastasse o alcoolismo que deixa tantas pessoas dependentes dele, existe um mal mais terrível ainda que se chama drogas.
Na verdade, os nossos jovens são vítimas deste mal que faz com que eles percam o rumo, a direção. Os jovens são escravizados. Sobretudo, a vontade e o coração. Uma vez que se torna dependente, é difícil se recuperar. Como nossos jovens perdem a direção e o caminho da vida! Mas o mesmo Jesus que diz à mãe: “Não chores”, está dizendo a esta mesma: “Confie, mulher, a graça de Deus pode fazer algo pelo seu filho”. O mesmo Jesus que se volta para o jovem e diz: “Eu te ordeno, levanta-te, sai dessa situação”.
Oremos, meus filhos, por nossos jovens. Não percamos a esperança! Sejamos portadores dessa ordem divina ao coração de qualquer jovem que está se perdendo por esse males terríveis que se chamam drogas e álcool.
A ordem de Jesus é: “Saia! Levanta-te!” Que as palavras de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo cheguem ao coração dos nossos jovens, libertando-os deste mal.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 17/09/2013

Oração Final
Pai Santo, não permitas que a certeza de teu infinito Amor nos acomode e nos leve a esquecer as dores dos irmãos. Faze-nos fraternos, solidários, generosos e prontos para cuidar dos despojados que estão à margem do caminho. Por Jesus, o Cristo, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 17/09/2013

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, liberta-nos do pensamento sectário e excludente. Abre as portas dos corações e da tua Igreja para todos os nossos companheiros de caminhada neste mundo, sem distinção de qualquer natureza. Estaremos seguindo o Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.

HOMÍLIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) - 1Tm 2,1-8 - 18/09/2017


Que nossa oração seja de súplica e confiança

Antes de falarmos mal, de reclamarmos e condenarmos as pessoas, na caridade e no amor, a nossa primeira obrigação é a oração

“Caríssimo, antes de tudo, recomendo que se façam preces e orações, súplicas e ações de graças, por todos os homens, pelos que governam e por todos que ocupam altos cargos, a fim de que possamos levar uma vida tranquila e serena” (1Tm 2,1-2).

A Palavra de Deus que estamos meditando, no dia de hoje, da Carta de São Paulo a seu filho Timóteo, é muito atual para o momento pelo qual estamos passando. Todos nós sabemos do momento político do nosso país e do mundo inteiro; não é um momento fácil, mas muito delicado, no qual muitos de nós desacreditamos das autoridades, daqueles que exercem cargos públicos, por todas as situações, que é do conhecimento de todos.
O que é importante? A primeira coisa que a Palavra está nos recomendando é a prática da oração. A oração é súplica, é intercessão. Precisamos orar por todos os homens, precisamos orar pela humanidade, por aqueles que creem em Deus e por aqueles que não creem, que são do nosso convívio e por aqueles que não são. Orando por aqueles que creem e por aqueles que não levam uma vida de comunhão com Deus, a oração chega ao coração deles da mesma forma.
Antes de falarmos mal, de reclamarmos e condenarmos as pessoas, na caridade e no amor, a nossa primeira obrigação é a oração e a intercessão, é colocarmos todas essas necessidades, situações que nós encaramos na luz e no poder da oração.
Precisamos orar pelos nossos governantes e por todos aqueles que são constituídos em dignidade e autoridade. Por mais que tenhamos repugnância a tantos políticos, àqueles que ocupam cargos públicos e assim por diante, eles são autoridade constituídas para governar e fazer o que precisa ser feito. O fato de muitos não corresponderem ou não serem responsáveis naquilo que estão fazendo, não pode nos colocar omissos diante da nossa obrigação da oração e da súplica.
Precisamos ter governantes justos e honestos, mas precisamos, em primeiro lugar, de cidadãos, de homens e mulheres de Deus comprometidos em levar uma vida justa, honesta e ética.
Existe uma ética espiritual que nos leva, justamente, a ter um compromisso da oração. Quantas vezes, nas suas preces, nas suas súplicas, você se lembrou de orar pelos nossos governantes, por aqueles que estão ocupando os nossos cargos?
A lógica do mundo é falar mal, criticar, transformar tudo em piada, generalizar todas as situações e se esquecer de que somos sal da terra e luz do mundo. A nossa missão é ser fermento na massa, é cobrar e fiscalizar, mas a nossa missão é também orar.
Que a nossa oração seja de súplica e confiança por um tempo e por um mundo melhor!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova

LEITURA ORANTE DO DIA - 18/09/2017



LEITURA ORANTE

Lc 7,1-10 - A graça rompe fronteiras

"Nunca vi tanta fé!"

Preparo-me para a Leitura, agradecendo por este momento
muito especial de encontro com a Palavra na
grande rede da web.
Agradeço-te, meu Deus,
porque me chamaste,
tirando-me das minhas ocupações do dia-a-dia,
muitas vezes difíceis e pesadas,
para aqui me encontrar contigo.
Dispõe o meu coração na paz e na humildade
para poder ser por ti encontrado/a e ouvir a tua Palavra.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Lc 7,1-10 - Jesus cura sem limites.
Quando Jesus acabou de dizer essas coisas ao povo, foi para a cidade de Cafarnaum. Havia ali um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito. O empregado estava gravemente doente, quase morto. Quando o oficial ouviu falar de Jesus, enviou alguns líderes judeus para pedirem a ele que viesse curar o seu empregado. Eles foram falar com Jesus e lhe pediram com insistência:
- Esse homem merece, de fato, a sua ajuda, pois estima muito o nosso povo e até construiu uma sinagoga para nós.
Então Jesus foi com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial romano mandou alguns amigos dizerem a Jesus:
- Senhor, não se incomode, pois eu não mereço que entre na minha casa. E acho também que não mereço a honra de falar pessoalmente com o senhor. Dê somente uma ordem, e o meu empregado ficará bom. Eu também estou debaixo da autoridade de oficiais superiores e tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Digo para um: "Vá lá", e ele vai. Digo para outro: "Venha cá", e ele vem. E digo também para o meu empregado: "Faça isto", e ele faz.
Jesus ficou muito admirado quando ouviu isso. Então virou-se e disse para a multidão que o seguia:
- Eu afirmo a vocês que nunca vi tanta fé, nem mesmo entre o povo de Israel!
Aí os amigos do oficial voltaram para a casa dele e encontraram o empregado curado.
Refletindo
O oficial romano, por ser pagão, era para os judeus “ impuro”, isto é, inaceitável. Um judeu observante não falava com um pagão e, muito menos, entrava na sua casa. Era o preconceito por ser considerado impuro. O oficial romano é também chamado “centurião”, derivado de “cento”, ou seja, chefe de um batalhão de cem soldados. Pela sua fé, elogiada por Jesus, o centurião se torna representante de todos os pagãos que vão crer em Jesus. Fica também entendido, neste fato do Evangelho, que as fronteiras do Reino de Deus vão muito além das fronteiras que criamos. A fronteira é a fé. Sem esta fé não se entra no Reino.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim?
Jesus não se deixa vencer pelo preconceito. Deixou-se vencer pela humildade e pela fé do oficial romano. Questiono-me se a minha fé me permite abrir as portas da minha casa, do meu coração, da minha família, do meu trabalho para Cristo. Pergunto-me ainda se me deixo vencer por algum preconceito. Se ainda não tenho fé que rompe as fronteiras, vou repetir hoje muitas vezes:
Senhor! Eu não mereço que o Senhor entre na minha casa.
Meditando
Os bispos, na Conferência de Aparecida, disseram: "Neste momento, com incertezas no coração, perguntamo-nos com Tomé: “Como vamos saber o caminho?” (Jo 14,5). Jesus nos responde com uma proposta provocadora: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Ele é o verdadeiro caminho para o Pai., quem tanto amou ao mundo que deu seu Filho único, para que todo aquele que nele creia tenha a vida eterna (cf. Jo 3,16). Esta é a vida eterna: “que te conheçam a ti o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo teu enviado” (Jo 17,3). A fé em Jesus como o Filho do Pai é a porta de entrada para a Vida. Como discípulos de Jesus, confessamos nossa fé com as palavras de Pedro: “Tuas palavras dão vida eterna” (Jo 6,68); “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16)" (DAp 101).

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo com o centurião, a canção do Pe. Zezinho.
Posso cantar com o Pe. Zezinho:
Eu não sou digno, ó meu Senhor
Eu não sou digno,
De que Tu entres, ó meu Senhor, na minha casa
porque és tão Santo e eu pecador
eu nem me atrevo a ti pedir este favor
Eu não sou digna, ó meu Senhor
Eu não sou digna,
De que Tu entres, ó meu Senhor, na minha casa
meu coração é tão pecador
eu nem me atrevo a ti pedir este favor

Mas se disseres uma palavra,
a minha casa se transformará
Uma palavra é suficiente
suavemente ela nos salvará (2x)
Álbum: CD Canções que a fé escreveu, Faixa: 14

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Lembrarei do centurião e me motivarei no dia de hoje, com as palavras do papa Bento XVI no início de seu Pontificado, fazendo eco a  São João Paulo II: “Não temam! Abram, abram de par em par as portas a Cristo!... quem deixa Cristo entrar a não perde nada, nada – absolutamente nada – do que faz a vida livre, bela e grande. Não! Só com esta amizade abrem-se as portas da vida. Só com esta amizade abrem-se realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta... Não tenham medo de Cristo! Ele não tira nada e nos dá tudo. Quem se dá a Ele, recebe cem por um. Sim, abram, abram de par em par as portas a Cristo e encontrarão a verdadeira vida.”

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp
patricia.silva@paulinas.com.br