sábado, 16 de junho de 2012

FRASE DE PADRE LÉO

FRASES DE PE. FÁBIO DE MELO



FRASE DE SANTO AGOSTINHO

TEXTOS BÍBLICOS PARA A SEMANA:

2ª Vd - 1Rs 21,1-16; Sl 5; Mt 5,38-42
3ª Vd - 1Rs 21,17-29; Sl 50(51); Mt 5,43-48
4ª Vd - 2Rs 2,1.6-14; Sl 30(31); Mt 6,1-6.16-18
5ª Vd - Ecle 48,1-15; Sl 96(97); Mt 6,7-15
6ª Br - 2Rs 11,1-4.9-18.20; Sl 131(132); Mt 6,19-23
Sb Br - 2Cr 24,17-25; Sl 88(89); Mt 6,24-34
Dom. NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA Is 49,1-6; Sl 138(139); At 13,22-26; Lc 1,57-66.80

O Terço - Mistérios Gloriosos - Quarta-Feira e Domingo



Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos  


Santo Adolfo de Osnabrueck - 17 de junho

Adolfo nasceu por volta de 1185, filho do conde vestfaliano Simão de Tecklenburg. Foi educado pelos monges do célebre mosteiro de Camp, nas margens do Reno inferior. O exemplo dos monges cistercienses e a sua vida devotada a Deus exerceram uma forte impressão sobre o jovem filho do conde. Gostaria mesmo de ter, entrado na Ordem e ter trabahodo e rezado qual irmão entre os monges confrades. Mas o pai se opôs; concordou contudo, que o jovem estudasse teologia e, em seguida, recebesse a ordenação sacedotal.

São Rainério - 17 de Junho


São RainérioNasceu em Pisa, Itália, no ano de 1118. O santo de hoje teve a graça de nascer em um lar cristão, porém, optou por uma vida no pecado e a consequência foi o vazio existencial. Providencialmente encontrou com Alberto de Córsega, uma grande testemunha em seu tempo, que deixara tudo por causa de Jesus.

Rainério se retirou por um tempo em penitência e nesse momento acontece seu chamado para deixar todos os seus bens. E ele o fez: foi para a Terra Santa, onde ficou muitos anos, visitando os lugares santos e sendo instrumento de conversão para muitos.

XI Domingo do Tempo Comum ( Ano B)


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XI Domingo do Tempo Comum ( Ano B)

HOMÍLIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 17/06/2012

17 de Junho de 2012 


Marcos 4,26-34

Comentário do Evangelho

O que parece insignificante pode
 conter a grandiosidade de Deus

Chama a atenção nas narrativas dos evangelhos a abundância de parábolas atribuídas a Jesus. As parábolas pertencem ao gênero da sabedoria e, a partir de situações comuns de vida, permitem que seja extraído um ensinamento ou uma motivação à ação. Particularmente, servem também para ilustrar os mistérios de Deus. Pela simplicidade das imagens usadas por elas, as parábolas têm um sentido didático de favorecer a compreensão da revelação de Deus. As parábolas utilizadas por Jesus, com um determinado sentido original, frequentemente foram, pelo processo histórico de transmissão, adaptadas às novas situações das comunidades. 
Estas duas parábolas do evangelho de hoje são um estímulo e um fortalecimento da esperança nas comunidades. O lavrador aplica-se com esforços na semeadura e no cultivo de sua plantação. Porém, a vida que se desenvolve a partir da semente é obra de Deus. E uma insignificante semente já tem em si certa grandiosidade que é revelada com o decorrer do tempo.

José Raimundo Oliva 


Os sistemas opressores tecnológicos e econômicos, hegemônicos neste mundo, defendem um determinismo do progresso que os beneficia. Este progresso é proclamado como inevitável, e as exclusões e sacrifícios de vidas decorrentes são consideradas necessárias. Porém, estas parábolas das sementes vão no sentido de fortalecer o projeto do Reino de Deus que vem resgatar a vida sobre a terra. O projeto de Jesus parece frágil diante dos poderes deste mundo. Contudo, o desabrochar e o crescimento deste projeto é a obra de Deus que não será tolhida por ninguém. 
Com imagens tão simples e belas da natureza compreende-se que Deus comunica sua vida a todos, sem discriminações, não havendo ninguém que possa impedi-lo. Ainda mais, o que parece insignificante hoje, está a caminho de sua plena realização. O Reino de Deus é o banquete da celebração da vida plena para todos, e esta vida vai se manifestando até atingir sua plenitude. 
Aos discípulos é esclarecido o sentido das parábolas. "Discípulos" são aqueles, dentre a multidão, que acolhem em seus corações as palavras de Jesus e se aproximam dele, formando comunidade. Comunidade, não hermética, de iluminados, mas aberta, de corações acolhedores, solidários e compassivos. 
A tradição de Israel expressa pelo profeta Ezequiel colocava sua esperança em atingir, sobre o monte Sião, a estatura grandiosa dos cedros do Líbano (primeira leitura). Contudo, Jesus descarta esta imagem, substituindo-a pela hortaliça mostarda, que, sem grandiosidades, se multiplica às margens do Mar da Galileia e, humildemente, abriga as aves dos céus. 
A segunda leitura, da Segunda Carta aos Coríntios, que era atribuída a Paulo apóstolo, ainda traz as marcas de uma visão dualista na qual o corpo é descartável, com a condenação de uns e salvação de outros

José Raimundo Oliva


Vivendo a Palavra


Jesus, vivendo a experiência da união com o Pai Misericordioso e sentindo a impotência da linguagem humana para comunicar a plenitude do Reino de Deus, conta parábolas, para que nós, inspirados pelo Espírito Santo, façamos aproximações daquilo que o Pai tem preparado para os que o amam.

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

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1. "O REINO É OBRA DE DEUS!"
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Nos meus tempos de criança na Vila Albertina, lembro-me que quando a antiga casa da família Develis foi demolida, para dar lugar a uma construção mais ampla e arrojada, costumávamos conversar com um servente de pedreiro que trabalhava na obra, e a pergunta era sempre a mesma “O que vão construir nesse lugar?”. Ele respondia que era uma casa bem maior do que a que fora demolida, e quando perguntávamos quando ela ficaria pronta, se seria bonita e luxuosa, como a gente pensava, o servente desconversava “olha, sei que é uma casa, mas sou apenas um servente, só o mestre de obras que conhece o projeto, saberia dizer. A gente apenas obedece e vai executando o serviço do jeito que ele pede, e só no final, quando tudo estiver pronto e acabado, é que teremos idéia, daquilo que ajudamos a construir”.

O evangelho desse Décimo Primeiro Domingo do Tempo Comum ajuda a desfazer esse equívoco presente até nos dias de hoje, que é o da gente querer ser Mestre de Obras no Reino de Deus. Na minha caminhada de igreja já vi um pouco de tudo, conheci pessoas que se apresentavam como Engenheiros do Reino de Deus, com planos mirabolantes de ideologias humanas, belíssimas por sinal, mas achando que isso era o reino , grupos que desenvolveram uma espiritualidade muito forte e rigorosa, pensando que isso era o reino. E não faltam também os que inventam Doutrinas religiosas afirmando que se as mesmas não forem seguidas, o reino não acontecerá, e vem uma linha mais tradicional de ser igreja, outro mais clássico e institucional, outro mais liberal e até ensinamentos totalmente contrários ao cristianismo, onde o pregador “jura de pé junto” que está anunciando a Verdade, porque fala em nome de Jesus.

Vi questionamentos até cômicos: será que Deus é Socialista, Marxista, ou tende mais para o Neoliberalismo? Provavelmente não faltou quem pensasse em filiar Jesus Cristo ao seu partido político, aliás, pregação política em nome dele é o que não falta. Confesso que nos anos 80 eu passei por um drama de consciência muito grande ,quando diziam que a gente não podia ficar em cima do muro, tinha que se definir ou pela direita ou pela esquerda. Surgiram novas igrejas e religiões que parecem mesmo ter procuração do Senhor, para falar do reino e do seu evangelho. Essa é uma realidade que não se pode ignorar, Jesus mesmo falou “muitos virão em meu nome dizendo: o Messias está aqui, o Reino está aqui, O Senhor já está voltando!” Nunca vi tanta bobagem junta! As igrejas cristãs anunciam o reino e são um sinal dele, entretanto o Dono do Projeto é Jesus Cristo, que vai fazendo o reino acontecer, independente de qualquer ideologia humana, política, social ou religiosa.

É a primeira parábola do evangelho, onde tanto faz o homem dormir ou ficar acordado, a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. Podemos dizer que Jesus, não só é o semeador, como também a própria semente. O seu projeto, que se consolidou na cruz do calvário, parece ter sido um grande fracasso, até para os seus seguidores fiéis, foi muito difícil acreditar que o Reino que ele tanto falava, fosse vingar e dar certo, pois humanamente falando, o sistema religioso o havia desmascarado, o Nazareno parecia tão perigoso, pela liderança que exercia, pelos ensinamentos revolucionários que pregava, entretanto, a morte infame, vergonhosa e humilhante o havia calado para sempre. Ninguém diria que aquela pequenina semente, esmagada no calvário e depois escondida no sepulcro, fosse brotar e viria a se transformar na maior de todas as árvores.

As palavras de Jesus nesse evangelho querem nos transmitir confiança na sua ação Divina, e isso parece algo difícil e desafiador para todos nós, é difícil acreditar no Reino, quando olhamos ao redor e só vemos o caos do pecado dominando o ser humano, é verdade que há pessoas que acreditam em um futuro melhor e o ajudam a construir no presente, mas a grande maioria não crê em mais nada, “não há igreja que seja boa, todas são pecadoras e eu não vou em nenhuma delas”, “não quero saber de política, pois não existe político honesto, eu não acredito em mais ninguém e não voto em ninguém, pode ser até da comunidade”, e assim, há os que não acreditam mais no casamento, na família, nas instituições, está tudo irremediavelmente perdido.

Qualquer pessoa pode pensar, falar e até agir desta forma, mas nós cristãos não! Pois estaríamos negando o reino que Jesus plantou no coração do homem, estaríamos duvidando do seu poder de fazer germinar essa semente, estaríamos desconfiando que a sua graça não serve para nada, e o que é pior, estaríamos achando que o poder das forças do mal, presente na sociedade, é muito maior do que a Salvação, a graça e a redenção que Jesus realizou a nosso favor e nesse caso, participar da Santa Missa seria fazer memória desse grande fracasso que é o Cristianismo, impotente para transformar o coração humano. De quem somos discípulos e testemunhas afinal? De Jesus de Nazaré e do seu Reino, que está acontecendo misteriosamente e irá levar os homens de Boa Vontade á sua plenitude, ou dos projetos megalomaníacos do homem da modernidade, que insiste em construir um reino Antropocêntrico, deixando Deus em um segundo plano?

E aqui retomo aquele hino que me provocava calafrios nos anos 80 : Hei você, de que lado está você? ( XI Domingo do Tempo Comum Mc 4, 26-34)

José da Cruz é Diácono da 
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP



2. O que parece insignificante pode conter a grandiosidade de Deus
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por José Raimundo Oliva - e disponibilizado no Portal Paulinas)

VIDE ACIMA

Oração
Pai, dá-me sensibilidade para perceber teu Reino acontecendo no meio de nós, aí onde lutamos para a construção de uma sociedade mais humana e fraterna.


3. A SEMENTE E O GRÃO DE MOSTARDA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).

Estas duas parábolas, introduzidas por "Jesus dizia-lhes...", encerram o breve discurso de Jesus. Com imagens tiradas do mundo rural, destaca-se a ação da "semeadura", ou seja, o anúncio da Palavra. A primeira parábola, exclusiva de Marcos, evidencia que o crescimento do Reino resulta da ação de Deus. Embora o agricultor tenha empenho e cuidados em semear, irrigar e remover ervas daninhas, é admirável o germinar da semente, de maneira autônoma, o seu crescer e os frutos produzidos. O desabrochar da vida é obra de Deus.

Assim, é Deus quem, na intimidade de cada um, move à conversão ao amor os corações que recebem a Palavra semeada pelos discípulos.

A tradição de Israel expressa pelo profeta Ezequiel (primeira leitura) colocava sua esperança em atingir, sobre o monte Sião, a estatura grandiosa dos majestosos cedros do Líbano. Contudo, Jesus descarta esta imagem, substituindo-a pela hortaliça mostarda, que, sem grandiosidade, se multiplica às margens do Mar da Galiléia. Assim também é admirável, na segunda parábola, como algo tão pequeno como a semente de uma mostarda se transforme em um arbusto, podendo atingir até três metros de altura, com capacidade para abrigar os pássaros do céu na sombra de galhos. Com imagens tão simples e belas da natureza, compreende-se que Deus comunica sua vida a todos, sem discriminações, não havendo ninguém que possa impedi-lo.

Ainda mais, o que parece insignificante hoje está a caminho de sua plena realização. Aos discípulos é esclarecido o sentido das parábolas. "Discípulos" são aqueles, dentre a multidão, que abrem seu coração às palavras de Jesus e se aproximam dele, formando comunidade. Comunidade não hermética, de iluminados, mas aberta, de corações acolhedores, solidários e compassivos.

A segunda leitura, da Segunda Carta aos Coríntios, atribuída a Paulo apóstolo, ainda traz as marcas de uma visão dualista na qual o corpo é descartável, com a condenação de uns e salvação de outros.




Pe. Jacir de Freitas Faria, ofm

11º DOMINGO DO TEMPO COMUM (17 de junho)
O REINO DE DEUS, SEMENTE QUE GERMINA E CRESCE

I. INTRODUÇÃO GERAL

A primeira leitura e o evangelho de hoje tratam do desejo do povo judeu exilado de tornar-se liberto, uma grande e soberana árvore, e da definição que Jesus deu do reino de Deus. As duas posturas incomodam; a primeira exige coragem e esperança, a segunda, desinstalação. O reino, por si só, mostra sua força a quem o acolhe e a quem o rejeita. 

II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

1. I leitura (Ez 17,22-24): Israel é como uma árvore frondosa e liberta do reino opressor

Ezequiel, o homem que se tornou profeta no exílio da Babilônia (597-536 a.E.C.), animou o seu povo a permanecer firme na aliança com Deus, pois o sofrimento do desterro haveria de chegar ao fim com o advento da era messiânica e de um novo tempo para os judeus. Deus haveria de extirpar o inimigo. 

Fazendo uso do simbolismo do broto de cedro, árvore de boa qualidade, que seria colhido e plantado sobre o alto monte de Israel, o profeta explicita a sua mensagem de fé. Essa árvore, Israel, tornar-se-ia grande, produziria frutos e serviria de abrigo para os pássaros. A comparação serviu de consolo para os oprimidos. Um novo tempo haveria de surgir, não obstante os sofrimentos. E assim ocorreu: a Pérsia dominou a Babilônia e o seu rei, Ciro, permitiu ao povo retornar e recomeçar a vida em Judá. Desse modo, concretizou-se a profecia: “Deus abaixa a árvore grande (império babilônico) e eleva a árvore pequena (os israelitas oprimidos)”. Ademais, o Deus de Israel, por ter poder sobre a vida, é capaz de secar a árvore verde e fazer brotar a árvore seca. Deus fala e realiza a sua promessa.

2. Evangelho (Mc 4,26-34): O reino de Deus é como a semente

O evangelho do domingo passado tratou da crise entre Jesus, seus irmãos e os escribas, que se opunham ao seu ensinamento. Em continuidade a esse episódio, hoje Jesus aparece, conforme o relato da comunidade de Marcos, ensinando de novo (Mc 4,1), mas em forma de parábola, isto é, de modo comparativo. Jesus faz uso da realidade agrária da Palestina para fazer os seus seguidores entenderem a sua mensagem. Ele não explica a comparação, mas deixa o ouvinte pensando sobre o fato. Aos seus discípulos(as), no entanto, ele explicava em particular (4,34). 

O evangelho de hoje trata de duas parábolas do reino: a da semente e a do grão de mostarda. Cada uma delas tem um centro, um entendimento possível. 

A semente que germina por si só: crescer por si só é o centro dessa parábola. A mensagem é simples: basta semear o reino e ele crescerá, mesmo que os opositores não queiram. O importante é semear sempre. Jesus incentiva os seus seguidores, seus irmãos na fé, a permanecer no árduo trabalho de semear o reino. A semente, o reino, cresce por si só. Não há como impedi-lo.

A pequena semente: essa interpretação é a mais recorrente. O centro da parábola consiste na passagem do pequeno para o grande. A pequena semente de mostarda é o novo Israel, isto é, os seguidores de Jesus, os quais se tornarão “grandes árvores”. Cada seguidor do reino é chamado a lavrar constantemente o seu interior para deixar a semente do reino crescer e produzir abundantes frutos. 

A mostarda que cresce e incomoda: a mostarda é uma planta medicinal e culinária que chega a medir, no máximo, 1,5 m de altura. Ela se desenvolve melhor ao ser transplantada. Temos dois tipos de mostarda, a selvagem e a culinária. Por ser uma planta impura, o código deuteronômico (Dt 22,9) proíbe a sua plantação. Assim é o reino de Deus, como a erva que chega e se esparrama. Não pode ser controlada, torna-se abundante como a nossa tiririca. Assim como o reino, a mostarda é motivo de escândalo e incômodo para muitos. O reino é indesejável para muitos e questionador das regras de pureza. Essa interpretação nos ajuda a compreender o valor do reino e sua ação transformadora em nossa vida, mesmo para aqueles que nele não acreditam.

3. II leitura (2Cor 5,6-10): A fé no reino exige responsabilidades 

Em oposição ao pensamento de muitos irmãos de Corinto, que, diante do sofrimento e das perseguições, pensavam que o melhor seria morrer, Paulo afirma que esse poderia ser, sim, um bom caminho, mas melhor ainda é assumir as responsabilidades inerentes à fé até o dia de nossa prestação de contas no tribunal de Cristo (v. 10). A fé no reino exige responsabilidades. Esse pensamento complementa as leituras anteriores, quando nos mostra o valor da fé e suas consequências em nossa vida e até mesmo em nosso corpo mortal.

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

– Levar as comunidades a perceber que o fruto do reino de Deus aparece lentamente. Quando menos esperamos, algo acontece. 

– Demonstrar, por outro lado, que, quando agimos em prol do reino, somos como a tiririca, que cresce sem pedir licença, ao incomodar os inimigos do reino da justiça e da paz. 

– Por sermos cristãos, temos uma força advinda do reino da qual não nos damos conta. Deus se dá a conhecer por sua força libertadora que se encontra no povo e em cada cristão.

Postado por: homilia

junho 17th, 2012


O encontro com a Palavra é um dom de Deus, mas a resposta a ela depende da vontade e do interesse de cada um.
Na primeira parábola de hoje, temos a exposição de como o Reino se expande com uma força que não depende dos homens, mas do próprio Deus. Poderíamos dizer que a Palavra descreve sua força interna.
Na segunda parábola, encontramos a visão externa do Reino. Seu crescimento seria espetacular, desde um pequeno grupo insignificante – como é a semente de mostarda que se parece com a cabeça de um alfinete -, até uma árvore, que nada tem a invejar aos carrascos da Palestina.
Uma certeza é evidente: o Reino é uma realidade que não se pode ser ignorada. Mas em que ele consiste? Jesus não revela Sua essência, mas, devido ao nome, estamos inclinados a afirmar que o Reino, como nova instituição, é uma irrupção da presença de Deus na história humana.
Numa época em que revoluções externas e lutas pelo poder estavam unidas a uma teocracia religiosa, era perigoso anunciar a natureza verdadeira do Reino. Daí que só as externas qualidades dele tenham sido descritas de modo a não levantar reações violentas. O Reino sofrerá violências, mas não será o violentador.
Nessa parábola, Jesus encoraja a esperança de sua comunidade. Qual é a semelhança entre o Reino de Deus e um grão de mostarda? Ambos parecem quase nada, insignificantes no começo, mas tornam-se muito grandes em seus resultados.
Agora, olhemos para nossa realidade. Podemos dizer que vivemos numa sociedade caracterizada pela cultura do “instantâneo” e do espetáculo, pela qual a proposta de um Reino que se inicia pequenino, mas cresce lentamente, quase sem se perceber, é, sem dúvida, contracultural. Por isso, as parábolas de Jesus são um convite, ou melhor, uma proposta ousada que requer a resposta dos ouvintes. Em primeiro lugar, convida-nos a erguer os olhos e ver os campos, pois já branquejam para a ceifa, propõe-nos descobrir o que já está crescendo lentamente, florescendo silenciosamente e até dando fruto ao nosso redor.
“Pai, dá-me sensibilidade para perceber Teu Reino acontecendo no meio de nós, onde lutamos para a construção de uma sociedade mais humana e fraterna.”
Padre Bantu Mendonça
Leitura Orante 

Preparo-me para este momento de Leitura Orante, 
fazendo com todos os internautas, 
a oração ao Espírito Santo: 

A Vós, Espírito de verdade, 
consagro a mente, a fantasia e a memória: 
iluminai-me. 
Fazei-me conhecer Jesus Cristo 
e compreender o seu Evangelho. 
Amém. 

1. Leitura (Verdade) 

Faço a leitura lenta e atenta do texto da Palavra do dia, na Bíblia: 
Mc 4,26-34. 
Em um momento de silêncio, recordo o que li. São duas pequenas parábolas. Uma fala do processo como se desenvolve o Reino de Deus. Exige paciência. A outra é sobre o resultado de uma pequena boa semente. Fala de esperança. 

2. Meditação (Caminho) 

O que a Palavra diz para mim? 
O que me dizem estas duas parábolas de Jesus Mestre?

Atualizo a Palavra, ligando-a à minha vida.
O "Reino de Deus está perto". Dentro de mim. 

Como se desenvolve? 
Como o cultivo? 
Já me sinto discípulo/a missionário/a? 
Sinto-me "abrigo" para outras pessoas que buscam o Reino de Deus? 

Lembro-me das palavras dos bispos na Conferência de Aparecida: 
"No seguimento de Jesus Cristo, aprendemos e praticamos as bem-aventuranças do Reino, o estilo de vida do próprio Jesus: seu amor e obediência filial ao Pai, sua compaixão entranhável frente à dor humana, sua proximidade aos pobres e aos pequenos, sua fidelidade à missão encomendada, seu amor serviçal até a doação de sua vida. Hoje, contemplamos a Jesus Cristo tal como os Evangelhos nos transmitiram para conhecer o que Ele fez e para discernir o que nós devemos fazer nas atuais circunstâncias." 
(DAp 139). 

3. Oração(Vida)
 
O que a Palavra me leva a dizer a Deus? 

Meu coração começa a bater em sintonia com o coração de Jesus. 
Vivo este momento em silêncio. 
E oro:
 
Espírito Santo, 
dai-me um coração grande e forte 
para amar todos, 
para servir a todos, 
para sofrer por todos! 
(Paulo VI) 

4. Contemplação (Vida)
 
Qual o novo olhar que a Palavra despertou em mim? 

Viverei este dia com olhar novo,"descobrindo" o Reino de Deus presente em cada situação, pessoa, dificuldade, alegria, realização, desafio, cultivando dentro de mim a paciência e a esperança. 

Por todos os internautas, para todas as pessoas, rezo com 
o apóstolo Paulo: 

"Que o Senhor realize todos os desejos que vocês têm de fazer o bem". 
(2Ts 1,11). 

Bênção
 
- Deus nos abençoe e nos guarde. 
Amém. 
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. 
Amém. 
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. 
Amém. 
- Abençoe-nos Deus misericordioso, 
Pai e Filho e Espírito Santo. 
Amém. 

I. Patrícia Silva, fsp

Oração Final
Pai Santo, inspira-nos, como Igreja de Jesus que queremos ser, a buscar, como Ele, as expressões mais adequadas para anunciar aos irmãos que o teu Reino de Amor já está em nós e entre nós, como foi vivido e anunciado pelo mesmo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.



Confira as cifras do Salmo 91


17/06/2012 Salmo 91

Responsório (Sl 91)
A C#m7 D Esus
— Como é bom agradecermos ao Senhor!
A C#m7 Bm7 Esus
— Como é bom agradecermos ao Senhor!

Bm7 A/C# Bm7 A/C#
— Como é bom agradecermos ao Senhor/ e cantar salmos de louvor/ ao Deus altíssimo!/
D E/D C#m7 F#m7 Bm7 Bm/A G E4 E
Anunciar pela manhã vossa bondade, / e o vosso amor fiel,/ a noite inteira.

— O justo crescerá como a palmeira,/ florirá igual ao cedro que há no Líbano;
na casa do Senhor estão plantados,/ nos átrios de meu Deus florescerão.

— Mesmo no tempo da velhice darão frutos,/ cheios de seiva/ e de folhas verdejantes; 
e dirão:/ “É justo mesmo o Senhor Deus:/ meu rochedo,/ não existe nele o mal!”

na casa do Senhor estão plantados,/
nos átrios de meu Deus florescerão.

— Mesmo no tempo da velhice darão frutos,
cheios de seiva/ e de folhas verdejantes;e dirão:
“É justo mesmo o Senhor Deus:
meu rochedo,/ não existe nele o mal!”
http://wiki.cancaonova.com/index.php/17/06/2012_Salmo_91

Baixe e Ouça o Salmo Dominical - 91

Salmo Dominical - 91

Como é bom agradecermos ao Senhor!
Para esta semana, o canal da música traz uma melodia para o Salmo 91. O Salmista canta a gratidão do seu coração por reconhecer a maravilha que é pertencer ao Senhor. Essa melodia nos levará a contemplar a bondade de Deus para com seu povo. Este salmo será entoado na liturgia dominical do dia 17 de junho.

"Como é bom agradecermos ao Senhor!"
Confira:
Produção musical, arranjos e execução - Paulinho de Jesus

Melodia: Cristiane Viana e Paulinho de Jesus
Você pode ouvir a melodia interpretada por Cristiane Viana, membro da Comunidade Canção Nova desde 2001. A consagrada contribui com a animação nas Santas Missas semanais e dominicais nos Acampamentos de Oração em Cachoeira Paulista (SP), sede da comunidade fundada pelo monsenhor Jonas Abib


Assista:


LITURGIA DIÁRIA - 17/06/2012



Tema do Dia

«Com que coisa podemos comparar o Reino de Deus?»

Assim diz Javé: «Eu mesmo vou tirar da copa daquele cedro um broto. É nas alturas da montanha de Israel que vou plantá-lo. Vai soltar ramos e frutos, e se transformará num cedro gigante. Os pássaros se abrigarão à sombra de seus ramos.» (Ez 17,22-24)


Oração para antes de ler a Bíblia 

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Meu Senhor e meu Pai! Envia teu Santo Espírito para que eu compreenda 

e acolha tua Santa Palavra! Que eu te conheça e te faça conhecer, te ame

 e te faça amar, te sirva e te faça servir, te louve e te faça louvar por

 todas as criaturas. Fazei, ó Pai, que pela leitura da Palavra os pecadores

se convertam, os justos perseverem na graça e todos consigamos 

a vida eterna. Amém.


Verde. 11º DOMINGO Tempo Comum 


Primeira leitura (Ezequiel 17,22-24)

Domingo, 17 de Junho de 2012
11º Domingo Tempo Comum



Leitura da Profecia de Ezequiel:

22Assim diz o Senhor Deus: “Eu mesmo tirarei um galho da copa do cedro, do mais alto de seus ramos arrancarei um broto e o plantarei sobre um monte alto e elevado. 23Vou plantá-lo sobre o alto monte de Israel. Ele produzirá folhagem, dará frutos e se tornará um cedro majestoso. Debaixo dele pousarão todos os pássaros, à sombra de sua ramagem as aves farão ninhos. 24E todas as árvores do campo saberão que eu sou o Senhor, que abaixo a árvore alta e elevo a árvore baixa; faço secar a árvore verde e brotar a árvore seca. Eu, o Senhor, digo e faço”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.



Salmo (Salmos 91)

Domingo, 17 de Junho de 2012
11º Domingo Tempo Comum


— Como é bom agradecermos ao Senhor!
— Como é bom agradecermos ao Senhor!

— Como é bom agradecermos ao Senhor/ e cantar salmos de louvor/ ao Deus altíssimo!/ Anunciar pela manhã vossa bondade,/ e o vosso amor fiel,/ a noite inteira.
— O justo crescerá como a palmeira,/ florirá igual ao cedro que há no Líbano;/ na casa do Senhor estão plantados,/ nos átrios de meu Deus florescerão.
— Mesmo no tempo da velhice darão frutos,/ cheios de seiva/ e de folhas verdejantes; e dirão:/ “É justo mesmo o Senhor Deus:/ meu rochedo,/ não existe nele o mal!”


Segunda leitura (2º Coríntios 5,6-10)

Domingo, 17 de Junho de 2012
11º Domingo Tempo Comum


Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios:

Irmãos: 6Estamos sempre cheios de confiança e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo, somos peregrinos longe do Senhor; 7pois caminhamos na fé e não na visão clara. 8Mas estamos cheios de confiança e preferimos deixar a moradia do nosso corpo, para ir morar junto do Senhor. 9Por isso, também nos empenhamos em ser agradáveis a ele, quer estejamos no corpo, quer já tenhamos deixado essa morada.10Aliás, todos nós temos de comparecer às claras perante o tribunal de Cristo, para cada um receber a devida recompensa – prêmio ou castigo – do que tiver feito ao longo de sua vida corporal.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Evangelho (Marcos 4,26-34)

Domingo, 17 de Junho de 2012
11º Domingo Tempo Comum




O Reino de Deus é como a semente

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo,
26Jesus disse à multidão: “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra.
27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece.
28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga.
29Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”.
30E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo?
31O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra.
32Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”.
33Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.

 

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Oração para depois de ler a Bíblia

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Dou-Te graças, meu Deus, pelos bons propósitos, afetos e inspirações
que me comunicastes nesta meditação; peço-Te ajuda para colocá-los  em prática. Minha Mãe Imaculada, meu protetor São José e Anjo da minha guarda, intercedeis todos por mim. Amém.