segunda-feira, 2 de março de 2020

BOM DIA! BOA TARDE! BOA NOITE! Oração da noite, Oração da manhã e Oração do entardecer - Deus te abençoe!



Oração da Noite

Boa noite Pai.
Termina o dia e a ti entrego meu cansaço.
Obrigado por tudo e… perdão!!
Obrigado pela esperança que hoje animou meus passos, pela alegria que vi no rosto das crianças;
Obrigado pelo exemplo que recebi daquele meu irmão;
Obrigado também por isso que me fez sofrer…
Obrigado porque naquele momento de desânimo lembrei que tu és meu Pai; Obrigado pela luz, pela noite, pela brisa, pela comida, pelo meu desejo de superação…
Obrigado, Pai, porque me deste uma Mãe!
Perdão, também, Senhor!
Perdão por meu rosto carrancudo; Perdão porque não me lembrei que não sou filho único, mas irmão de muitos; Perdão, Pai, pela falta de colaboração e serviço e porque não evitei aquela lágrima, aquele desgosto; Perdão por ter guardado para mim tua mensagem de amor;
Perdão por não ter sabido hoje entregar-me e dizer: “sim”, como Maria.
Perdão por aqueles que deviam pedir-te perdão e não se decidem.
Perdoa-me, Pai, e abençoa os meus propósitos para o dia de amanhã, que ao despertar, me invada novo entusiasmo; que o dia de amanhã seja um ininterrupto “sim” vivido conscientemente.
Amém!!!

Oração da manhã

Bom-dia, Senhor Deus e Pai!
A ti, a nossa gratidão pela vida que desperta, pelo calor que
cria vida, pela luz que abre nossos olhos.
Nós te agradecemos por tudo que forma nossa vida, pela terra, pela água, pelo ar, pelas pessoas. Inspira-nos com teu Espírito Santo os pensamentos que vamos alimentar,as palavras que vamos dizer, os gestos que vamos dirigir,a comunicação que vamos realizar.
Abençoa as pessoas que nós encontramos, os alimentos que vamos ingerir.
Abençoa os passos que nós dermos, o trabalho que devemos fazer.
Abençoa, Senhor, as decisões que vamos tomar, a esperança que vamos promover,a paz que vamos semear,a fé que vamos viver, o amor que vamos partilhar.
Ajuda-nos, Senhor, a não fugir diante das dificuldades, mas a abraçar amor as pequenas cruzes deste dia.
Queremos estar contigo, Senhor, no início, durante e no fim deste dia.
Amém.

Oração do entardecer

Ó Deus!
Cai à tarde, a noite se aproxima.
Há neste instante, um chamado à elevação, à paz, à reflexão.
O dia passa e carregam os meus cuidados.
Quem fez, fez.
Também a minha existência material é um dia que se passa,
uma plantação que se faz, um caminho para algo superior.
Como fizeste a manhã, à tarde e a noite, com seus encantos,
fizeste também a mim, com os meus significados, meus resultados.
Aproxima de mim, Pai, a Tua paz para que usufrua desta
hora e tome seguras decisões para amanhã.
Que se ponha o sol no horizonte, mas que nasça
em mim o sol da renovação e da paz para sempre.
Obrigado, Deus, muito obrigado!
Amém!

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 02/03/2020

ANO A


Mt 25,31-46

Comentário do Evangelho

Somente o olhar penetrante do pastor, do Filho do Homem, pode conhecer a situação de cada um e o que se é de fato.

Os domingos do tempo da Quaresma são como que etapas que nos preparam para a celebração do mistério pascal de Jesus Cristo. O tempo da Quaresma deve ser marcado por uma dupla característica: deve ser a ocasião para recordarmos o nosso Batismo e a vocação a que somos chamados pela graça desse mesmo Batismo, e tempo para a penitência, isto é, o desejo e o consequente esforço de verdadeira e profunda conversão para que possamos tirar do mistério pascal de Jesus Cristo toda a sua riqueza.
O autor do segundo relato da criação do livro do Gênesis tem a preocupação de responder à seguinte pergunta: se tudo o que Deus criou é bom, por que existe o mal? Por que, muitas vezes, o mal domina sobre o ser humano? Em primeiro lugar, o autor afirma a bondade de Deus. Deus chama o ser humano à existência; Ele pôs o seu próprio “sopro” no ser humano (2,7b). O homem, tirado do pó, é obra do coração de Deus, do seu amor. No jardim que Deus plantou havia tudo o que o ser humano precisava para realizar-se como plenamente humano. No entanto, enigmaticamente, aparece a serpente, símbolo do mal do homem; ela aparece como uma força de sedução que distorce o mandamento de Deus e leva o ser humano a negar a sua própria condição de criatura e, portanto, a negar sua referência a Deus. É o mal que, segundo o nosso autor, coloca no coração do ser humano a suspeita com relação a Deus. O mal desumaniza na medida em que leva a negar-se a qualidade de criatura e sua referência ao Criador. O ser humano é colocado diante da alternativa pela qual deve decidir: confiar em Deus ou se deixar levar pela sedução do mal. Infelizmente, o primeiro homem se deixou envolver pela sedução do mal.
O relato das tentações de Jesus segundo Mateus é um sumário das tentações que acompanharam Jesus ao longo de toda a sua vida. Ao contrário do primeiro ser humano, Jesus não permite que a voz do mal ressoe nele. Pela apropriação da Palavra de Deus, por sua comunhão com o Pai, ele vence o mal; ele vence o mal pela confiança inabalável em Deus. As tentações de Jesus dizem respeito à sua filiação divina e à sua missão. É na sua condição de Filho de Deus e em relação ao seu messianismo que Jesus é tentado. Jesus não se prosterna diante do mal, pois sua vida está profundamente enraizada em Deus; somente a Deus ele adora. Foi por nós que Jesus venceu as tentações.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, reforça minha disposição para amar e servir meus semelhantes, sobretudo, os mais pobres e marginalizados. Esta será a única forma de me preparar para o encontro com Jesus.
Fonte: Paulinas em 10/03/2014

Vivendo a Palavra

Jesus proclama que o Cristo que chegou até nós no Natal e virá glorioso no final dos tempos, já vive entre nós! Ele está na pessoa que chega com fome, sede, não tem casa nem parentes, está nua, doente ou presa... Permaneçamos atentos às manifestações do Cristo e as acolhamos com generosa amizade.
Fonte: Arquidiocese BH em 10/03/2014

VIVENDO A PALAVRA

Jesus proclama que o Cristo, que chegou até nós no Natal e virá glorioso no final dos tempos, já vive entre nós! Ele está na pessoa que chega com fome, sede, não tem casa nem parentes, está nua, doente ou presa… Permaneçamos atentos às manifestações do Cristo e as acolhamos com generosa fraternidade.

Reflexão

Jesus nos mostra no Evangelho de hoje que a verdadeira religião não é aquela que é marcada por ritualismos e cumprimento de preceitos meramente espirituais, afinal de contas ele não nos perguntará no dia do julgamento final se nós procuramos cumprir os preceitos religiosos, mas sim se fomos capazes de viver concretamente o amor. É claro que a religiosidade tem sentido, principalmente porque é através do relacionamento com Deus que recebemos as graças que nos são necessárias para a vivência concreta do amor, mas a religiosidade sozinha, desvinculada da prática do amor, é causa de condenação e não de salvação.
Fonte: CNBB em 10/03/2014

Reflexão

Mateus apresenta, em forma de drama, o julgamento final. Diante do Rei (Jesus), nenhum grupo privilegiado (cristãos, muçulmanos, budistas etc.), mas “todas as nações”. Haverá separação: direita e esquerda; ovelhas e cabritos; boas-vindas aos que praticaram obras de justiça; ordem de afastar-se aos que não as praticaram. A sentença se dará com base na prática da justiça e misericórdia. Em outras palavras, o critério do julgamento é a nossa atitude diante dos marginalizados. E os que nunca ouviram falar de Jesus, também eles serão julgados com esse critério? Todo ser humano, em pleno uso de sua razão, conhece o que é bom, justo e honesto. Sendo assim, estão em sintonia com o projeto de Deus. É a prática da justiça e do amor que decide o destino de cada pessoa.
Oração
Ó Jesus, justo Juiz, em forma de drama nos informas que haverá um juízo final. E nos mostras quais são as exigências para ingressar definitivamente no teu Reino eterno. Dá-nos, Senhor, a graça de reconhecer tua presença nos irmãos sofredores, e o impulso para praticarmos o amor fraterno. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))

Recadinho

Ninguém gosta de ouvir, mas Jesus fala firme sobre o juízo final. Quem serão os escolhidos do Reino? - Uso de misericórdia para com meu próximo? - Ou faço parte do grupo daqueles que desviam o olhar diante de uma pessoa simples, humilde? - Quem não quer agradar a Deus? - Mas... tenho clareza de que Deus está presente nos humildes, nos desprezados deste mundo?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 10/03/2014

Comentário do Evangelho

A MIM O FIZESTES!

Dentre os muitos desafios apresentados por Jesus aos seus discípulos, está o de identificá-lo com os sofredores deste mundo. Os famintos, os sedentos, os forasteiros, os carentes, os doentes e os encarcerados foram constituídos como mediadores do encontro com o Senhor. Que motivos teve Jesus para constituí-los em sinal de sua presença na história humana?
O ponto alto da encarnação de Jesus aconteceu, exatamente, quando ele desceu ao mais profundo do sofrimento humano. Quando, na paixão, Jesus sofreu os horrores da fome, da sede, da nudez, do encarceramento, sem contar os ultrajes e as humilhações de seus inimigos, a negação, a traição e o abandono de seus amigos, ele expressou, em grau eminente, sua condição de Filho de Deus, fiel até a morte. Por isso, escolheu a todos quantos se encontram em situação semelhante, para interpelarem os cristãos, exigindo deles uma resposta concreta de amor. Aquilo que os cristãos não fizeram pelo Senhor, quando padeceu as agruras da paixão, podem fazê-lo agora, servindo ao irmão sofredor. O próprio Jesus garante que quem serve ao sofredor está servindo a ele mesmo. O Evangelho não aponta outro caminho de servir a Jesus, pois o Senhor quis identificar-se com quem padece o que ele mesmo padeceu.
Confrontar-se com o irmão sofredor é confrontar-se com o próprio Jesus que sofre e nos desafia a sermos solidários com ele, em sua paixão.
Oração
Espírito de amor, ensina-me a descobrir, no irmão sofredor, o apelo de Jesus a quem devo servir.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Convertei-nos, ó Deus, nosso salvador, e, para que a celebração da Quaresma nos seja útil, iluminai-nos com a doutrina celeste. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 10/03/2014

Meditando o evangelho

O ENCONTRO QUE SALVA

A descrição evangélica do juízo final é desconcertante. Jesus revolucionou os esquemas humanos ao colocar, como critério de salvação, o reconhecê-lo na pessoa daqueles cuja existência era totalmente vulnerável. A salvação, por conseguinte, não dependeria de experiências místicas elevadas, nem de títulos honoríficos ou funções de destaque na Igreja ou na sociedade e, muito menos, da nobreza de origem. Pelo contrário, a ela se chegaria por um caminho aparentemente simples: o encontro solidário com o irmão sofredor, no qual se reconhece a presença de Jesus.
A salvação, na perspectiva cristã, tem pressupostos claros. Tudo começa com a saída de si mesmo e do próprio comodismo, para se deixar interpelar pelo outro. Esta se dá no confronto com o sofrimento alheio. O sentir-se motivado a ir ao encontro do outro e a fazer um gesto concreto, que supere a ameaça à vida humana, é fruto da ação da graça salvífica de Deus no coração humano. Não-salvífico seria ficar chocado diante da situação e comovido até as lágrimas, ou então, ficar à procura de quem é o responsável pela situação, sem fazer um gesto concreto em defesa da vida e da dignidade ameaçadas. Importa, apenas, o gesto de partilhar, acolher e solidarizar-se. Dele é que decorre a salvação. Este é o caminho que se apresenta a cada cristão, para quem a salvação é um desafio.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, ajuda-me a reconhecer-te no rosto daqueles cuja existência e dignidade estão ameaçadas.

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Viver a fé que celebramos
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Os dois grupos de pessoas mencionados por São Mateus neste evangelho, embora de conduta tão diferente e destino também, tem algo em comum: o fator surpresa, manifestado na interrogação “Quando foi que te vimos? ”. Claro que para o primeiro grupo, foi uma surpresa agradável... para o segundo, nem tanto...
Certamente que, refletindo esse evangelho, todos nós tenhamos a tentação de olharmos para as pessoas que conhecemos, principalmente as da nossa comunidade, e já vamos apontando o dedo em riste “essa aí não vai ouvir o “Vinde, benditos do meu Pai”. E provavelmente façamos um esforço para relacionar nossas boas obras a favor dessas categorias de pessoas citadas no evangelho, justificando assim a nossa pertença ao primeiro grupo. Uma postura dessa ordem é a mais pura hipocrisia.
A verdade é que, ora somos do primeiro grupo, ora do segundo, senão vejamos... Quando vivemos a Fé que celebramos, e testemunhamos o evangelho, reconhecemos o Cristo no outro, principalmente nos mais carentes, ás vezes eles estão bem ao nosso lado, na família e na comunidade. Ninguém precisa sair procurando em lugares distantes, pois, senão vemos Cristo em quem está ao nosso lado, naqueles que estão longe, muito menos...
O ensinamento corrige a mentalidade Judaica, de que a Salvação era apenas para os Justos que tinham uma conduta irrepreensível no ambiente religioso, neles, e somente neles Deus estava presente, porque eram dignos de ter essa presença. Serve também, de alerta para todos nós que muitas vezes queremos restringir o Sagrado ao ambiente religioso de nossas igrejas e nos esquecemos de que Ele está primeiramente nas pessoas com quem nos relacionamos, principalmente nos pequenos, que manifestam alguma carência.
Portanto, ao andarmos por aí, no trânsito, no ônibus, no trabalho, na escola, na família, enfim, onde estivermos, sejamos capazes de perceber essa presença na Vida Humana, e o segredo para tanto é olhar para as pessoas e os acontecimentos, com os olhos de Deus.
Caso contrário, o nosso encontro definitivo com Deus, nos trará uma surpresa não muito desagradável, arrogantes iremos até querer retrucar, “Mas Senhor, eu não saia da Igreja, minha vida era a pastoral ou o movimento, tinha esse ou aquele ministério, fui ministro, catequista, padre, Bispo, Diácono”. Não adianta... Iremos dar com o “nariz na porta do céu” e ouviremos as palavras aterradoras “Afastai-vos de mim...”

2. Vinde, recebei em herança o Reino que meu Pai vos preparou - Mt 25,31-46
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Uma boa sugestão para o início e para todo o Tempo da Quaresma, senão para a vida toda, é praticar as obras de misericórdia. Elas tornam a nossa Quaresma mais autêntica e lhe dão mais significado, além de abrirem para nós as portas do céu. São obras corporais de misericórdia dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, dar pousada aos peregrinos, auxiliar os enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos. Obras espirituais de misericórdia são dar bom conselho, ensinar os ignorantes, corrigir os que erram, consolar os tristes, perdoar as injúrias, suportar com paciência as fraquezas do próximo, rogar a Deus pelos vivos e pelos falecidos. O que poderíamos fazer em favor dos moradores de rua, respeitando a sua liberdade? Num país como o nosso, no qual a educação é tão precária, como realizar a boa obra de ensinar os ignorantes? Ainda temos analfabetos que se tornam presa fácil de espertos e exploradores. Quais as obras de misericórdia que estão ao meu alcance e que eu posso começar a praticar hoje mesmo?

HOMILIA

A CHAVE DA VIDA

Ao dizer chave da vida, quero me referir o grande segredo que Jesus revela para todos nós: O amor! No fundo Jesus revela uma verdade profunda, que quando o homem terminar sua jornada na terra e apresentar-se diante de Deus uma única coisa terá valor para Deus: o amor que ele dedicou ao seu irmão. Qualquer religião que não conduza a este amor é falsa e não tem nenhum valor diante de Deus. E aqueles que não são cristãos? E os que praticam outra religião? E os ateus? Estarão perdidos? A parábola fala de reunir os homens todas as nações, portanto todas as raças, culturas e mesmo religiões diferentes estarão diante de Jesus. O texto, como boa notícia diz nos que não! Todavia, aponta algo sem o qual ninguém vai ao céu.
Aquele que faz o bem ao irmão, mesmo sem reconhecer nele Jesus, mesmo sem aderir a comunidade cristã receberá a recompensa. Já os Santos Padres falavam das “Sementes do Verbo” que são as sementes da Palavra de Deus espalhadas na criação e nos homens que buscam de coração a verdade e o bem. São os cristãos implícitos, pois pelo seu comportamento de justiça, busca do bem comum e amor aos irmãos aderem ao essencial da mensagem de Jesus. E, portanto irão para a festa do Reino! O critério do exame final não será a ortodoxia de doutrina, mas a prática do amor fraterno. Já dizia São João da Cruz: “No entardecer da vida seremos examinados sobre o amor”. É o amor a todo ser humano, e quanto mais necessitado mais ele é nosso próximo!
Assim a chave para não perder a vida é o amor ao irmão! Não adianta só dizer “Senhor, Senhor” (Mt 7,21), mas é preciso amar concretamente. Jesus já dizia que o sinal que distingue seu discípulo é justamente o amor fraterno (Jo 13, 35). Seremos julgados conforme nossa aceitação a Cristo, que não vemos, mas que se identifica com os irmãos mais pequenos (1 Jo 4,20). O próximo é o vídeo onde verificamos nossa conduta, e a solidariedade aos que sofrem o termômetro de nossa vida cristã. Não é à toa que nossa liturgia de Cristo Rei, no ano C, coloca o Evangelho da Paixão neste dia (Lc 23,35-43).  A mensagem é a mesma, Jesus Reina pelo amor! Jesus Reina do alto da cruz pela entrega de sua vida para gerar vida plena aos irmãos. É o pastor que dá a vida. É o pastor que cuida de modo especial das ovelhas doentes e mais débeis do rebanho.
Na sua entrega dolorosa, podemos experimentar o quanto o Senhor ama a cada um de nós. Ama e nos pede que amemo-nos como ele amou. Amar na prática do dia a dia deve ser o nosso valor maior. Mas não basta para nós uma ação caritativa apenas assistencialista. Há ocasiões que temos apenas que dar de comer, são situações extremas. Mas a caridade irá mais longe, na promoção da pessoa, na busca de uma melhor educação, na possibilidade de trabalho, e na transformação das estruturas sociais que diminuem o ser humano. Vivemos em sociedade, e todas as nossas ações, têm sempre repercussões sociais, por isto temos que investir nosso trabalho na área da verdadeira política. Não se trata de fazer política partidária, mas de amor ao bem comum. Ainda vale lembrar, mais uma vez, que Deus é justo não porque castiga e condena, mas por que é capaz de transformar as pessoas más em justas! E quem são as ovelhas e os cabritos? Os bons e os maus? Sem dúvida todos nós ás vezes nos comportamos como ovelhas e outras vezes como cabritos! Todos precisamos de uma continua conversão!
Que esta Quaresma não seja mais uma e sim, o tempo e a hora de nos voltarmos completamente para Deus na prática do amor!
Pai, reforça minha disposição para amar e servir meus semelhantes, sobretudo, os mais pobres e marginalizados. Esta será a única forma de me preparar para o encontro com Jesus.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 10/03/2014

HOMILIA DIÁRIA

A caridade é o princípio e o fim de todas as coisas!

Precisamos abrir o coração para vivermos uma caridade verdadeiramente evangélica, profunda, séria e comprometida com os mais necessitados.

”Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar” (Mt 25, 42).

O Evangelho de hoje aponta para nós o julgamento final da humanidade, o dia em que todos nós compareceremos diante do tribunal de Deus. Seremos julgados por nossas obras, por aquilo que fizemos ou deixamos de fazer em nossa vida aqui na Terra. E alguém pode perguntar: qual é a base, qual é o critério e o julgamento final?
O julgamento de todos nós, no fim das contas, será baseado em um critério fundamental, que se chama ”caridade”. A caridade é o princípio e o fim de todas as coisas! Sabem, meus irmãos, nós não seremos julgados pela quantidade de terços e de novenas que rezamos nem pela quantidade de Santas Missas de que nós participamos. Afinal de contas, esses são meios de nos santificarmos, de crescermos na fé e de permanecermos firmes no Senhor. E quanto nós precisamos disso, pois esses meios devem abrir o nosso coração para vivermos uma caridade verdadeiramente evangélica, profunda, séria e comprometida com os mais necessitados.
Se nós temos uma fé que move montanhas e nós não fazemos nada pelos que mais sofrem, ela de nada adiantará. Essa fé, por mais poderosa que seja, não irá nos salvar! A fé que nos salva é profundamente caridosa e nos move a cuidarmos uns dos outros. E nesse ponto, nós não podemos fugir da nossa responsabilidade. O Evangelho, para nós, é muito preciso: a responsabilidade dos cristãos deste mundo é cuidar de quem passa fome, de quem não tem o que comer, de quem está nas prisões, de quem está nos hospitais, de quem está desamparado, de quem vive como um excluído da sociedade. Eles serão os nossos juízes no final das contas.
É o pobre que bate no vidro do nosso carro, o pobre que nos para nas ruas e avenidas da vida, aqueles a quem nós, muitas vezes, desprezamos e viramos o rosto serão eles os nossos juízes no dia no julgamento final. E tudo o que fizermos a eles, aos menores e aos sofredores, podemos ter certeza de que será ao Senhor que estaremos fazendo.
Muitas vezes, cuidamos tão bem das coisas de Deus, da Bíblia, sacrário; temos um grande zelo para com as coisas de Deus, o que é maravilhoso. No entanto, quem é zeloso com as coisas de Deus precisa ser também zeloso para com a presença de Deus no pobre e no excluído. O que fizermos ao menor dos nossos irmãos será o critério para a nossa salvação final!
Que Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 10/03/2014

Oração Final
Pai Santo, livra-nos da tentação de imaginar-Te um Deus majestoso e distante. Faze-nos reconhecer-Te no irmão mais pequenino, mais humilde, necessitado, naqueles que a nossa sociedade humana tanto gosta de discriminar e deixar separados. Que sejamos sinal da fraternidade do teu Reino de Amor. Por Jesus Cristo, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 10/03/2014

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, livra-nos da tentação de imaginar-Te um Deus majestoso e distante. Faze-nos reconhecer-Te no irmão mais pequenino, mais humilde e mais necessitado, naqueles que a nossa sociedade humana tanto gosta de discriminar e deixar separados. Que sejamos sinal da fraternidade do teu Reino de Amor. Por Jesus Cristo, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DIÁRIA - 02/03/2020


Tema do dia

SENHOR, FAZE-NOS RECONHECER-TE NO IRMÃO MAIS HUMILDE E NECESSITADO

O Senhor pede a Moisés que diga ao povo para ser Santo – Santo, e não perfeito! E lhes ensina o caminho: seguir os seus Mandamentos. Nada extraordinário, mas coisas simples da existência cotidiana, vivida com amor e respeito consigo mesmo, com o próximo, com a natureza e com o Pai Criador.

Oração para antede ler a Bíblia


Meu Senhor e meu Pai! Envia teu Santo Espírito para que eu compreenda e acolha tua Santa Palavra! Que eu te conheça e te faça conhecer, te ame e te faça amar, te sirva e te faça servir, te louve e te faça louvar por todas as criaturas. Fazei, ó Pai, que pela leitura da Palavra os pecadores se convertam, os justos perseverem na graça e todos consigamos a vida eterna. Amém.

2ª-feira da 1ª Semana da Quaresma
Cor: Roxo


Primeira Leitura (Lv 19,1-2.11-18)
1ª Semana da Quaresma - Segunda-feira - 02/03/2020

Leitura do Livro do Levítico.

1O Senhor falou a Moisés, dizendo: 2“Fala a toda a comunidade dos filhos de Israel, e dize-lhes: Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo.
11Não furteis, não digais mentiras, nem vos enganeis uns aos outros. 12Não jureis falso por meu nome, profanando o nome do Senhor teu Deus. Eu sou o Senhor. 13Não explores o teu próximo nem pratiques extorsão contra ele. Não retenhas contigo a diária do assalariado até o dia seguinte. 14Não amaldiçoes o surdo, nem ponhas tropeço diante do cego, mas temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor. 15Não cometas injustiças no exercício da justiça; não favoreças o pobre nem prestigieis o poderoso. Julga teu próximo conforme a justiça. 16Não sejas um maldizente entre o teu povo. Não conspires, caluniando-o, contra a vida do teu próximo. Eu sou o Senhor. 17Não tenhas no coração ódio contra teu irmão. Repreende o teu próximo, para não te tornares culpado de pecado por causa dele. 18Não procures vingança, nem guardes rancor aos teus compatriotas. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 18)
1ª Semana da Quaresma - Segunda-feira - 02/03/2020

— Ó Senhor, vossas palavras são espírito e vida!
— Ó Senhor, vossas palavras são espírito e vida!

— A lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes.
— Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração. O mandamento do Senhor é brilhante, para os olhos é uma luz.
— É puro o temor do Senhor, imutável para sempre. Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente.
— Que vos agrade o cantar dos meus lábios e a voz da minha alma; que ela chegue até vós, ó Senhor, meu Rochedo e Redentor!


Evangelho (Mt 25,31-46)
1ª Semana da Quaresma - Segunda-feira - 02/03/2020


Vinde,recebei em herança o Reino que meu Pai vos preparou

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. 
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 31“Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. 32Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 34Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! 35Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; 36eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar’. 37Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber? 38Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? 39Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?’ 40Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’ 41Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. 42Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; 43eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar’. 44E responderão também eles: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’ 45Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’ 46Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.


Oração para depois dler a Bíblia


Dou-Te graças, meu Deus, pelos bons propósitos, afetos e inspirações que me comunicastes nesta meditação; peço-Te ajuda para colocá-los em prática. Minha Mãe Imaculada, meu protetor São José e Anjo da minha guarda, intercedem todos por mim. Amém.