quinta-feira, 11 de abril de 2013

TERÇO DA MISERICÓRDIA - VÍDEOS







JESUS, EU CONFIO EM VÓS!!!

Oração do Angelus - Padre Antonello - VÍDEO

LITURGIA DAS HORAS

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Oração desta Hora

Terço - Mistérios Dolorosos - Terça-feira e Sexta-Feira.


Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos




Santa Ida - 12 de abril

Santa Ida
NascimentoNo ano de 1040
Local nascimentoLorraine (França)
OrdemLeiga Consagrada - Fundadora
Local vidaBolonha (Itália)
EspiritualidadeSanta Ida era filha do duque de Lorraine, descendente de Carlos Magno. Nasceu e, 1040 e recebeu de Doda, sua mãe, uma santa formação. Por vontade de seus pais, santa Ida casou-se aos 17 anos com Eustáquio II, conde de Bolonha, um homem sensato e religioso e ambos viveram um santo matrimônio. Tiveram três filhos: Eustáquio III, conde da Bolonha; Godofredo de Bulhão e Balduíno, reis de Jerusalém. Santa Ida tinha por diretor espiritual Santo Anselmo. Apesar da ilustre linhagem e da alta posição que ocupava, Santa Ida restaurou igrejas e santuários, fundou mosteiros. a ela recorriam como única valia. Após a morte de seu esposo, vendeu parte de seus bens para fundar mosteiros e empenhou-se em viver em maior humildade ainda, no desapego, na caridade evangélica. Indigentes, estrangeiros, doentes, viúvas e órfãos, recorriam à sua ajuda. Fez vários milagres em vida e muitos outros em seu túmulo. Seu corpo se encontrado com os religiosos de Wast.
Local morteInglaterra
Morte13 de abril de 1113
Fonte informaçãoUm santo para cada dia
OraçãoDai-me Senhor, pela intercessão de Santa Ida, ser sempre bem firme na caridade para com meus semelhantes e necessitados, e por sua intercessão concedei-me a Graça que vos peço. Por Cristo Senhor. Amém. Santa Ida, rogai por mim.
DevoçãoAos pobres, órfãos e à Palavra de Deus
PadroeiroDas viúvas
Outros Santos do diaSão Zenão de Verona, bispo e padroeiro dos Bebês; Sabas, Vítor, Vísia; Mena, Davi e João (mártires); Júlio I (papa); Constantino, Damião (bispos); Florentino (abade).
FONTE: ASJ

São Zenon - 12 de abril

São Zenon
“Não são os que tem saúde que precisam de médico, mas os doentes. Eu não vim chamar justos, mas pecadores.¨ Mc 2,17
Veneramos hoje um Bispo que viveu nos primeiros séculos da era cristã. É SÃO ZENON, de Verona, na Itália. Na verdade, é africano, porém trabalhou e viveu longo tempo em Verona.
Todos os historiadores lembram que ele compreendia os pobres, sabia comunicar-se com eles. E deu provas disso, em 378, quando se consagrou totalmente ao trabalho de confortar e até de resgatar os prisioneiros dos bárbaros invasores, os godos.
Deus escolhe os seus servos de todas as raças e nações, para unir-nos na mesma fraternidade.

São Júlio I - 12 de Abril

São Júlio I
Papa
Século IV
O Martirológio Romano enumera nove santos e oito santas com esse nome e quase todos são mártires do primeiro século do cristianismo. Mas, hoje, celebramos Júlio, o primeiro papa a tomar este nome, e que dirigiu a Igreja de 337 a 352.

São José Moscati - 12 de Abril

São José Moscati
1880-1927
José Moscati era de uma família ilustre e muito rica. Seu pai, Francisco, era presidente do Tribunal de Justiça e sua mãe, Rosa de Luca, pertencia à nobreza. Ele nasceu na cidade de Benevento, Itália, no dia 25 de julho de 1880, e foi batizado em casa num dia de festa, a de santo Inácio de Loyola.

São Vitor - 12 de Abril





Nasceu na aldeia de Passos, perto de Braga (Portugal), onde viveu toda sua juventude para Deus. Era catecúmeno, e se preparava para receber a graça do Batismo.

HOMÍLIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 12/04/2013

12 de Abril de 2013

Ano C

 

João 6,1-15

Comentário do Evangelho


A multidão segue Jesus por causa dos sinais em favor dos doentes

O relato da multiplicação dos pães, nós o encontramos também na tradição sinótica (Mt 14,13-21; Mc 6,30-44; Lc 9,10-17). A multidão segue Jesus por causa dos sinais que ele realizava em favor dos doentes. O sinal, por sua própria natureza, é ambíguo; precisa sempre ser interpretado, pois remete a outra realidade, diferente daquela imediatamente percebida. Jesus denunciará a cegueira da multidão e o equívoco a que está imersa: “… vós me procurais não por terdes visto sinais, mas porque comestes pão e vos saciastes” (v. 26).
Carlos Alberto Contieri,sj


Vivendo a Palavra


O que consideramos milagre é sinal que aponta caminho: Jesus alimenta a multidão a partir do gesto generoso do rapaz que tem cinco pães e dois peixes. A partilha gratuita dos bens e talentos que recebemos do Criador é lição que devemos aprender da Igreja dos primeiros tempos. “Os cristãos tinham tudo em comum”.

Reflexão

O capítulo sexto do evangelho de São João é reservado para o discurso sobre o sacramento da Eucaristia, e Jesus, no uso da sua pedagogia, prepara os judeus para esse discurso através da multiplicação dos pães. A prática pedagógica de Jesus deve ser o grande iluminativo para a nossa prática missionária, pastoral e evangelizadora. Nós devemos anunciar o evangelho a partir da realidade das pessoas, de suas experiências de vida, dos seus valores e das suas expectativas. Antes de anunciar a Palavra de Deus, precisamos criar a necessidade dela no coração das pessoas como Jesus, que a partir da necessidade do pão, cria a necessidade do pão da vida eterna.

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

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1. JESUS, O PÃO DOS POBRES
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Convoquei meu grupo de “teólogos” para refletir esse evangelho da multiplicação dos pães, pois com o evangelista João, todo cuidado é pouco, já que o seu escrito é rebuscado e nem sempre o ensinamento é o que parece.. O “Mota”, que é aposentado na área administrativa e auxilia a nossa secretaria, abriu um enorme sorriso quando viu o texto “Está na cara que Jesus faz uma dura crítica ao capitalismo, é preciso repartir o pouco que se tem, para matar a fome de todos, sempre soube que esse Jesus é dos nossos....” concluiu Mota, que defende de unhas e dentes o socialismo, e briga quando se fala sobre a CEBs. Neste momento, o João Ernesto que trabalha de encarregado em uma grande empresa, balançou a cabeça e respondeu “Olhe, se for prá discutir nessa visão, eu desisto, o Mota pensa que só ele sabe de tudo”.

Calma pessoal...-  Intervi -  Não vamos censurar o Mota, pois esse evangelho realmente nos faz a olhar questão da fome, e se não tocarmos nesse ponto, estaremos sendo omissos - comentei, tentando apaziguar os ânimos dos debatedores que começaram bastante exaltados.

Em uma visão bem simples, parece que o evangelho ensina que Jesus estando por perto, ninguém vai passar fome. “Ué, mas não é isso? Tinha só cinco pães e dois peixes, não ia dar nem pro cheiro, daí Jesus deu a bênção e mandou servir, todos comeram a vontade e ainda sobrou...” – exclamou Maneco, ao que Dona Maria, a doméstica, aparteou “Gente, isso me lembra um ditado popular, o pouco com Deus é muito, mas o muito sem Deus é nada”.

“Vocês ficam brabos quando eu falo em CEBs, mas é um trabalho onde se valoriza muito a partilha e a comunhão de vida, exatamente como Jesus ensinou.” – retrucou Mota com mais calma, sem intenção de disparar farpas.

“Eu sei Mota, todos aqui sabem disso, mas é que você fala como se a CEBs representasse a salvação do mundo, e isso não é verdade” respondeu Roseli, nossa catequista, que continuou “A CEBs é uma eclesiologia, uma maneira de ver as coisas, mas não é a única, no cristianismo existe uma essência que é o eixo de tudo, perguntemos, por exemplo, qual a missão de Jesus entre nós, será que foi para resolver o problema da fome que ele veio? E se foi, por que não resolveu?” 


Roseli é muito inteligente e sabe como provocar o grupo, um rei que tivesse o poder de multiplicar os alimentos e saciar a fome de uma multidão, estava de bom tamanho para aquele povo, aliás, no final do evangelho é exatamente isso que quiseram fazer, mas Jesus “pulou fora”. A Salvação que ele oferece não se restringe a deixar o homem com a “barriga cheia”, saciado da fome material. É muito mais que isso!

“Mas a vida plena que ele veio nos dar, como diz em João, supõe o homem em sua totalidade, inclusive com suas necessidades vitais onde a fome é uma delas” - argumentou Mota. “Está certo, mas temos outras necessidades que não se encontram por aí em supermercados, como os alimentos.”. - retrucou Roseli.

“Esse João é um danado, escreveu uma coisa, mas no fundo está querendo dizer outra” – comentou o Maneco em sua simplicidade, acertando na “mosca”. Os milagres narrados por João são “iscas” para nos convencer de algo que está por trás de cada um deles.

O homem sempre terá necessidade de algo que lhe é essencial, e que somente Jesus de Nazaré poderá lhe oferecer. Todos os problemas humanos, conseqüentes do pecado, poderão de fato ser resolvidos, se o homem se dispuser a receber a Salvação que Jesus oferece, então é exatamente nesse sentido que está o ensinamento da multiplicação dos pães e peixes, Jesus apresenta o problema, Filipe alega que não têm recursos para resolvê-lo, o irmão de Simão Pedro diz que há um recurso, mas que ele é insuficiente em relação as necessidades da multidão. Na vida em comunidade acabamos sendo influenciados pela sociedade consumista que se move a partir do valor econômico, onde sempre é preciso ter “muito” para poder ser feliz, se esse conceito fosse verdadeiro, apenas uma minoria da população, considerada rica, seria feliz, mas sabemos que ao contrário, há pessoas pobres, muito felizes com a v ida que têm, enquanto por outro lado, há ricos infelizes, que as vezes recorrem até ao suicídio, insatisfeitos com o que são e têm. Isso mostra o quanto tal premissa é enganosa e falsa.

O acúmulo de bens financeiros e patrimoniais nas mãos de poucos, é no fundo uma tremenda ilusão, primeiro porque alimentam a mentira de que, com o dinheiro e a riqueza a gente tem tudo, e em segundo, porque da noite para o dia toda essa fortuna pode ir água abaixo se mal administrada, basta ver os grandes impérios econômicos que ruíram, e no demais, no final da vida, o rico irá descobrir que a morte o espera, para separá-lo eternamente de todos os seus bens, daí toda a sua riqueza de nada valerá.

Já os que são saciados pelo amor de Deus, manifestado na salvação que Jesus traz, podem esperar muito mais, os doze cestos que sobraram prenunciam a vida plena do novo povo de Deus, que se tornará perene -no exato momento em que, ao término da existência terrena, tudo parece ser um trágico fim. Sou então obrigado a concordar com a Dona Maria, que nos dizia lá no início da reflexão “O pouco com Deus é muito, e ainda sobra para a vida nova que Jesus nos deu, mas o “muito” que esta vida nos oferece, é nada, se a humanidade teimar em menosprezar a Salvação, da qual somente Jesus, o Filho de Deus, é portador.

2. A multidão segue Jesus por causa dos sinais em favor dos doentes
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Carlos Alberto Contieri, sj - e disponibilizado no Portal Paulinas)
VIDE ACIMA
ORAÇÃO
Pai, que a Páscoa de Jesus renove em mim a consciência de pertencer a teu povo, cuja existência deve se pautar pela caridade e pela partilha solidária.

3. O VERDADEIRO PROFETA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).

A multiplicação dos pães levou a multidão a considerar Jesus como o verdadeiro profeta, aquele que todos esperavam, desde longa data. O fato de ter alimentado uma imensa multidão, contando apenas com cinco pães de cevada e dois peixes, revelou-se como sinal inequívoco da messianidade de Jesus. Daí o desejo do povo de fazê-lo rei, na esperança de que todos os seus problemas fossem resolvidos da mesma forma eficiente e rápida, que acabavam de presenciar. Foi grande a expectativa criada em torno dele.

Todavia, Jesus não se deixou levar por tal raciocínio demasiado pragmático. O povo não havia entendido o sentido do milagre, uma vez que o consideravam apenas sob o aspecto material de superação da fome pela abundância de pão. O objetivo visado por Jesus era bem outro: ensinar a todos que a partilha fraterna é um sinal irrefutável da presença do Reino, acontecendo na história humana. Por outras palavras: a partilha é um imperativo na vida de quem aderiu ao Reino, fazendo dele o centro de sua vida. Ou seja, o milagre dependeu da postura interna de cada pessoa, e não somente da iniciativa de Jesus.

O Mestre é o verdadeiro profeta não porque multiplicou os pães de forma prodigiosa, à revelia das pessoas, e sim, porque abriu o coração humano para o amor, muito bem expresso na partilha dos bens.
Oração
Espírito de partilha, arranca do meu coração toda tentação egoísta de usufruir sozinho os bens deste mundo, sensibilizando-me para a pobreza dos meus irmãos.

Todos somos chamados a cooperar com Cristo

Postado por: homilia

abril 12th, 2013


Irmãos e irmãs, uma característica do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João, é a insistência no senhorio de Cristo, o qual se manifesta antes mesmo do seu Mistério Pascal (Paixão-Morte-Ressurreição). Jesus é o Senhor em todos os momentos de sua história terrena e circunstâncias, ainda que tenham existido no passado – e até hoje – fatos que pareçam comunicar o contrário.
Na perícope evangélica apresentada pela Sagrada Liturgia em Jo 6,1-15 nos é apresentado Jesus, os apóstolos e uma multidão faminta do Pão da Palavra, mas também necessitada do pão como alimento material. É Jesus, o Pão Vivo descido do Céu, quem mais ama imensamente a humanidade, e por isso se revela o mais sensível ao homem integral e suas necessidades básicas e transcendentais.
Então a Boa Nova apresenta o Senhor tomando, incansavelmente, a iniciativa do diálogo: «Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?» (v.5). São João faz questão de ressaltar: «Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer» (v.6). Como é belo e verdadeiro constatarmos que o senhorio de Cristo não se impõe, revelando-se assim, um Deus sensível e amoroso, sem deixar de ser Onipotente e Todo-Poderoso. Ele não é tirano e nem déspota!
A Santíssima Trindade, que é Comunhão divina, plena e total das três Pessoas, revela-se como fonte e paradigma de comunhão e participação para o ser humano e a Igreja de Cristo. Retornando ao Evangelho e sua dinâmica, percebemos que pedagogicamente o Senhor Jesus estabelece um diálogo, dá tempo para pensarem a realidade, até que num ato realista possam reconhecem a verdade, mas sem fechar as portas para o impossível, que somente Deus poderia realizar: «Filipe respondeu: Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um. Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro disse: Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?» (vv.7-9). E pela Palavra e Poder do Espírito Santo, o Ungido do Pai realizou o milagre da multiplicação dos pães e peixes, em prol daquela multidão e também, a favor de cada um de nós!
Jesus, com os apóstolos, forneceram o pão do sustento corporal às pessoas daquele tempo, os quais se alimentaram com as mãos e pela boca. A nós, depois de mais de dois mil anos, o alimento espiritual da Verdade que liberta, entra em nós pela escuta e fé no Cristo que sempre é atual, pelo Espírito Santo: «Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre» (Hb 13,8).
Claro que é perceptível nos Evangelhos que as palavras e sinais de Cristo, anunciadores do Reino dos Céus e Fundador de Sua Igreja, revelam-lhe como causa primeira de todo o bem que salva. Mas nem por isso os discípulos estão dispensados de cooperarem com o seu Mestre e Senhor, ainda que seja um desafio de fé e razão a relação do homem com o Deus que procura agir também por causas segundas.
O Papa Emérito, em seu último livro, traduziu muito bem estes dois pólos de uma possível comunhão e participação: «Graça e liberdade compenetram-se mutuamente, e não podemos encontrar fórmulas claras para exprimir o seu operar uma na outra» (BENTO XVI, A infância de Jesus, 67). No entanto, o querer e procurar a Vontade de Deus sempre será parte nossa e meio de participação e comunhão com os desígnios do Senhor na história pessoal, família e eclesial.
O resultado de uma resposta generosa à generosidade primeira de Deus está muito bem representado neste mesmo Evangelho: «Recolheram os pedaços e encheram dozes cestos com as sobras dos cinco pães, deixada pelos que haviam comido» (Jo 6, 15). Não é difícil percebermos a carga simbólica agregada a este acontecimento histórico, quando ao mistério da Eucaristia, que o próprio evangelista escolheu expressar no mesmo capítulo, um pouco mais à frente, no discurso sobre o Pão da Vida (cf. Jo 6, 30-58).
Por fim, os primeiros discípulos de Cristo experimentaram o poder de Deus, presente e atuante no Filho e por meio d´Ele, agora no mesmo Espírito Santo que o acompanhou em toda a sua caminhada terrena. Precisamos aceitarmo-nos como profundamente amados e chamados a cooperarmos com o Amor, que quer “multiplicar” os corações tocados e comprometidos com a transformação deste mundo sedento de um alimento que o leve a reconhecer e proclamar: «Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo» (Jo 6,14).
Padre Fernando Santamaria – Comunidade Canção Nova
LEITURA ORANTE

Jo 6,1-15 - Partilha gera vida para todos



Preparo-me para este momento mais importante do meu dia, invocando o Espírito Santo para mim e para todos e todas que fazem esta mesma oração, aqui na rede da internet.

Vinde, Espírito Santo, e dai-nos o dom da sabedoria, para que possamos avaliar todas
as coisas à luz do Evangelho e ler nos acontecimento da vida os projetos de amor do Pai.
Dai-nos o dom do entendimento, uma compreensão mais profunda da verdade,
a fim de anunciar a salvação com maior firmeza e convicção.
Dai-nos o dom do conselho, que ilumina a nossa vida e
orienta a nossa ação segundo vossa Divina Providência.
Dai-nos o dom da fortaleza. sustentai-nos, no meio de tantas dificuldades, com vossa coragem,
para que possamos anunciar o Evangelho.
Dai-nos o dom da Ciência, para distinguir o único necessário das coisas meramente importantes.
Dai-nos o dom da piedade, para reanimar sempre mais nossa íntima comunhão convosco.
E, finalmente, dai-nos o dom do vosso santo temor, para que, conscientes de nossas fragilidades,
reconheçamos a força de vossa graça.
Vinde, Espírito Santo, e dai-nos um novo coração. Amém.

1. Leitura (Verdade) 

O que diz o texto? 
Faço a leitura lenta e atenta do texto da Palavra do dia na minha Bíblia: Jo 6,1-15
Depois disso, Jesus atravessou o lago da Galileia, que também é chamado de Tiberíades. Uma grande multidão o seguia porque eles tinham visto os milagres que Jesus tinha feito, curando os doentes. Ele subiu um monte e sentou-se ali com os seus discípulos. A Páscoa, a festa principal dos judeus, estava perto. Jesus olhou em volta de si e viu que uma grande multidão estava chegando perto dele. Então disse a Filipe:
- Onde vamos comprar comida para toda esta gente?
Ele sabia muito bem o que ia fazer, mas disse isso para ver qual seria a resposta de Filipe.
Filipe respondeu assim:
- Para cada pessoa poder receber um pouco de pão, nós precisaríamos gastar mais de duzentas moedas de prata.
Então um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse:
- Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos. Mas o que é isso para tanta gente?
Jesus disse:
- Digam a todos que se sentem no chão.
Então todos se sentaram. (Havia muita grama naquele lugar.) Estavam ali quase cinco mil homens. Em seguida Jesus pegou os pães, deu graças a Deus e os repartiu com todos; e fez o mesmo com os peixes. E todos comeram à vontade. Quando já estavam satisfeitos, ele disse aos discípulos:
- Recolham os pedaços que sobraram a fim de que não se perca nada.
Eles ajuntaram os pedaços e encheram doze cestos com o que sobrou dos cinco pães.
Os que viram esse milagre de Jesus disseram:
- De fato, este é o Profeta que devia vir ao mundo!
Jesus ficou sabendo que queriam levá-lo à força para o fazerem rei; então voltou sozinho para o monte.
A reflexão e os cálculos dos apóstolos são muito racionais e funcionalistas.
Jesus faz o milagre, a partir de um menino que coloca em comum tudo o que tem - cinco pães e dois peixes. Com certeza, o gesto de desprendimento do menino, que nada segurou para si, permitiu a realização do milagre! O pão foi multiplicado, todos comeram e ainda sobrou! É a lógica da gratuidade, do amor, do olhar mais para o outro do que para si mesmo, o olhar da fé.

O que o texto diz para mim, hoje? 
Seguro alguma coisa que não quero partilhar, dividir? 
Minha lógica e do acúmulo, da centralização, do cada um por si ou e a lógica de Jesus, da partilha, da mão que se abre? 
É a atitude da fé?
Os bispos, em Aparecida, disseram: 

"Diante da exclusão, Jesus defende os direitos dos fracos e a vida digna de todo ser humano. De seu Mestre, o discípulo tem aprendido a lutar contra toda forma de desprezo da vida e de exploração da pessoa humana. Só o Senhor é autor e dono da vida. O ser humano, sua imagem vivente, é sempre sagrado, desde a sua concepção até a sua morte natural; em todas as circunstâncias e condições de sua vida. Diante das estruturas de morte, Jesus faz presente a vida plena. “Eu vim para dar vida aos homens e para que a tenham em abundância” (Jo 10,10). Por isso, cura os enfermos, expulsa os demônios e compromete os discípulos na promoção da dignidade humana e de relacionamentos sociais fundados na justiça." (DAp 112).



3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Meu coração já está em sintonia com o coração de Jesus.
Vivo este momento em silêncio. Depois, concluo com a canção (que pode ser rezada):
TEM GOSTO DE DEUS

Pe. Zezinho, scj

Tem gosto de Deus
O pão que a gente parte e reparte
Tem gosto de céu
O pão que se ganhou com suor
Tem gosto de paz
O pão que o povo não desperdiçou

Tiveste pena do povo
Mandaste dar de comer
Alguém falou que era pouco
Tu nem quiseste saber
Mandaste o povo sentar
Mandaste alguém começar
Alguém te obedeceu
Foi milagre, foi milagre, o milagre aconteceu!

Tem gosto de amor
P pão que a gente come lá em casa
Tem gosto de fé
O pão que a gente come no altar
Tem gosto de luz
O pão e o vinho que dão Jesus!

Tem gosto de dor
O pão que vale mais que o salário
Tem gosto de mel
O pão que o meu trabalho ganhou
Tem gosto de fel
O grão de trigo que o país perdeu!
(CD Quando a gente encontra Deus, Paulinas COMEP) 


4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é de fé, para os outros, para as pessoas que encontrar no dia de hoje. Minhas mãos vão estar abertas como as do menino do Evangelho.


Bênção 
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. 
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. 
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. 
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. 
 Ir. Patrícia Silva, fsp

Oração Final
Pai Santo, tu que nos cumulaste de tantos bens, dá-nos também o dom do desapego e a coragem da partilha. Ensina-nos, Pai amado, a colocar a nossa segurança no teu Amor e não nos bens terrenos que são efêmeros e fugazes. Por Jesus Cristo, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DIÁRIA - 12/04/2013




Tema do Dia

«Este é mesmo o Profeta que devia vir ao mundo.»

A sabedoria de Gamaliel – se o projeto é de origem humana, será destruído; mas, se vem de Deus, não se conseguirá aniquilá-lo – ajudaria em situações que vivemos. Sofremos sem motivo, temendo o fracasso da Missão que tem o aval da Promessa Divina.

Oração para antes de ler a Bíblia


Meu Senhor e meu Pai! Envia teu Santo Espírito para que eu compreenda 

e acolha tua Santa Palavra! Que eu te conheça e te faça conhecer, te ame

 e te faça amar, te sirva e te faça servir, te louve e te faça louvar por

 todas as criaturas. Fazei, ó Pai, que pela leitura da Palavra os pecadores

se convertam, os justos perseverem na graça e todos consigamos 

a vida eterna. Amém.


Branco. 6ª-feira da 2ª Semana da Páscoa

 

Primeira leitura (Atos dos Apóstolos 5,34-42)
Sexta-Feira, 12 de Abril de 2013 
2ª Semana da Páscoa

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 34um fariseu chamado Gamaliel, levantou-se no Siné­drio. Era mestre da Lei e todo o povo o estimava. Gamaliel mandou que os acusados saíssem por um instante. 
35Depois disse: “Homens de Israel, vede bem o que estais para fazer contra esses homens. 36Algum tempo atrás apareceu Teu­das, que se fazia passar por uma pessoa importante, e a ele se juntaram cerca de quatrocentos homens. Depois ele foi morto e todos os que o seguiam debandaram, e nada restou.
37Depois dele, no tempo do recenseamento, apareceu Judas, o galileu, que arrastou o povo atrás de si. Contudo, também ele morreu e todos os seus seguidores se dispersaram. 38Quanto ao que está acontecendo agora, dou-vos um conselho: não vos preocupeis com esses homens e deixai-os ir embora. Porque, se este projeto ou esta atividade é de origem humana será des­truído. 39Mas, se vem de Deus, vós não conseguireis eliminá-los. Cuidado para não vos pordes em luta contra Deus!” E os membros do Sinédrio aceitaram o parecer de Gamaliel.
40Chamaram então os apóstolos, mandaram açoitá-los, proibiram que eles falassem em nome de Jesus, e depois os soltaram. 41Os apóstolos saíram do Conselho muito contentes por terem sido considerados dignos de injúrias, por causa do nome de Jesus.42E cada dia, no Templo e pelas casas, não cessavam de ensinar e anunciar o evangelho de Jesus Cristo. 

- Palavra do Senhor. 
- Graças a Deus.


Salmo (Salmos 26)
Sexta-Feira, 12 de Abril de 2013 
2ª Semana da Páscoa

— Ao Senhor eu peço apenas uma coisa: habitar no santuário do Senhor.
— Ao Senhor eu peço apenas uma coisa: habitar no santuário do Senhor.

— O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu temerei?
— Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo.
— Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Sen
hor!


Evangelho (João 6,1-15)
Sexta-Feira, 12 de Abril de 2013 
2ª Semana da Páscoa


Partilha gera vida

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. 
— Glória a vós, Senhor. 

Naquele tempo, 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. 
5Levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” 6Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”. 
8Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9“Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?” 10Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens.
11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!”
13Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”.15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.


Oração para depois de ler a Bíblia


Dou-Te graças, meu Deus, pelos bons propósitos, afetos e inspirações
que me comunicastes nesta meditação; peço-Te ajuda para colocá-los  em prática.
Minha Mãe Imaculada, meu protetor São José e Anjo da minha guarda, intercedeis todos por mim. Amém.


BOM DIA!!! Sempre é um bom dia quando temos por perto amigos como você. Tenha um lindo dia!!! Beijos Carinhosos

Os bispos na Conferência de Aparecida, disseram: (DAp 14)


Disseram os bispos, em Aparecida:
"O Senhor nos disse: “não tenham medo” (Mt 28,5). Como às mulheres na manhã da Ressurreição nos é repetido: “Por que buscam entre os mortos aquele que está vivo?” (Lc 24,5). Os sinais da vitória de Cristo ressuscitado nos estimulam enquanto suplicamos a graça da conversão e mantemos viva a esperança que não defrauda. O que nos define não são as circunstâncias dramáticas da vida, nem os desafios da sociedade ou as tarefas que devemos empreender, mas todo o amor recebido do Pai, graças a Jesus Cristo pela unção do Espírito Santo. Esta prioridade fundamental é a que tem presidido todos os nossos trabalhos que oferecemos a Deus, à nossa Igreja, a nosso povo, a cada um dos latino-americanos, enquanto elevamos ao Espírito Santo nossa súplica para que redescubramos a beleza e a alegria de ser cristãos. Aqui está o desafio fundamental que contrapomos: mostrar a capacidade da Igreja de promover e formar discípulos que respondam àvocação recebida e comuniquem em todas as partes, transbordando de gratidão e alegria, o dom do encontro com Jesus Cristo. Não temos outro tesouro a não ser este. Não temos outra felicidade nem outra prioridade que não seja sermos instrumentos do Espírito de Deus na Igreja, para que Jesus Cristo seja encontrado, seguido, amado, adorado, anunciado e comunicado a todos, não obstante todas as dificuldades e resistências. Este é o melhor serviço – seu serviço! – que a Igreja tem que oferecer às pessoas e nações
(DAp 14)