segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 14/01/2024

ANO B


2º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ano B - Verde

“Desde sempre Jesus é o Filho de Deus”.

Jo 1,35-42

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A liturgia do Tempo Comum nos convida a aprofundar ainda mais o conhecimento de Jesus Cristo. Sabendo como viveu, entenderemos quais atitudes devemos tomar para aproximarmo-nos de Deus. Sigamos ao encontro do altíssimo, suplicando a graça de permanecermos junto Dele!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS:  Irmãos e irmãs em Cristo, após as santas festas do Natal do Senhor, estamos iniciando o Tempo Comum, onde contemplamos o mistério de Cristo em sua ação neste mundo, chamando-nos a viver o nosso cotidiano na presença do Senhor, que está sempre presente na sua Igreja com a força e o poder do seu Espírito. Desejando percorrer com Jesus, o Cordeiro de Deus, seu caminho, disponhamo-nos a oferecer com Ele a própria vida ao Pai e em favor dos nossos irmãos.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A liturgia do Tempo Comum nos convida a aprofundar ainda mais o conhecimento de Jesus Cristo. Sabendo como viveu, entenderemos quais atitudes devemos tomar para aproximarmo-nos de Deus. Sigamos ao encontro do altíssimo, suplicando a graça de permanecermos junto Dele!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs em Cristo, após as santas festas do Tempo do Natal do Senhor, estamos iniciando o Tempo Comum. Entramos hoje no Segundo Domingo chamado Comum: comum do dia a dia, da vida miúda, vivida na presença do Senhor que está sempre presente na sua Igreja com a força e o poder do seu Espírito Santo, dando vigor à Palavra e eficácia aos sacramentos. Desejando percorrer com Jesus, o Cordeiro de Deus, seu caminho de cruz e salvação, disponhamo-nos a oferecer a nossa vida e, por esta celebração em que Jesus se oferece por nós todos, unamo-nos a Ele em sua oferta de amor ao Pai.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Um novo tempo se inicia. Estamos no Tempo Comum. Encontrar o Messias é a maior descoberta que também nós poderemos fazer. Um encontro que se torna vocação, partilha de vida, solidez renovada. Pedra nova de um edifício que é a Igreja, que tem o seu fundamento em Cristo e, em Cristo, os Apóstolos. Quem se deixa encontrar por Cr isto inicia uma história nova. "Vinde ver" e, vendo-o, descubramos a riqueza do seu amor. Em nossa Eucaristia dominical, fazemos nosso ato de fé e realizamos o encontro pessoal com o Messias. Envolver nossa vida com Jesus e conviver com Ele para sempre deve ser nosso projeto pessoal, diante do chamado que Ele nos faz. Sendo discípulos missionários, nossa vida inteira se resume numa grande missão: levar o Cristo a todos os corações. Nessa perspectiva, a Eucaristia fortalece nosso compromisso de anunciar Jesus nesta Cidade, que foi fundada para ser morada de Deus e terra da fraternidade.
Fonte: NPD Brasil em 17/01/2021

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A Liturgia do Tempo Comum nos conduzirá a aprofundar ainda mais o conhecimento de Jesus Cristo. Mais do que sabermos da sua existência, este período, tem por objetivo colocar-nos em profundo contato com O Mestre. Hoje, o Senhor nos convidará a morar com Ele para que o conheçamos. Não basta, portanto, ter informações sobre a vida de Jesus; é preciso conhecê-lo e isso só se dá a partir da convivência na vida diária.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs em Cristo, após as santas festas do Tempo do Natal do Senhor, estamos iniciando o Tempo Comum. Entramos hoje no Segundo Domingo chamado Comum: comum do dia a dia, da vida miúda, vivida na presença do Senhor que está sempre presente na sua Igreja na potência do seu Espírito Santo, dando vigor à Palavra e eficácia aos sacramentos. Desejando percorrer com Jesus, o Cordeiro de Deus, seu caminho de cruz e salvação, disponhamo-nos a oferecer a nossa vida e, por esta celebração em que Jesus se oferece por nós todos, unamo-nos a Ele em sua oferta de amor ao Pai.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Um novo tempo se inicia. Estamos no Tempo Comum. Encontrar o Messias é a maior descoberta que também nós poderemos fazer. Um encontro que se torna vocação, partilha de vida, solidez renovada. Pedra nova de um edifício que é a Igreja, que tem o seu fundamento em Cristo e, em Cristo, os Apóstolos. Quem se deixa encontrar por Cristo inicia uma história nova. "Vinde ver" e, vendo-o, descubramos a riqueza do seu amor. Em nossa Eucaristia dominical, fazemos nosso ato de fé e realizamos o encontro pessoal com o Messias. Envolver nossa vida com Jesus e conviver com Ele para sempre deve ser nosso projeto pessoal, diante do chamado que Ele nos faz. Sendo discípulos missionários, nossa vida inteira se resume numa grande missão: levar o Cristo a todos os corações. Nessa perspectiva, a Eucaristia fortalece nosso compromisso de anunciar Jesus nesta Cidade, que foi fundada para ser morada de Deus e terra da fraternidade.
Fonte: NPD Brasil em 14/01/2018

UM JOGO DE TÍTULOS

Um título dado por João Batista a Jesus, quando Ele passava, fez com que dois de seus discípulos o seguissem: “Eis o Cordeiro de Deus!” A interpelação de Jesus aos dois discípulos que o seguiam, perguntando o que procuravam, fez com que os dois o chamassem por um outro título: “Mestre, onde moras?” Um dia inteiro passado ao lado de Jesus levou um desses dois discípulos, André, a procurar o seu irmão, Simão, para dar um novo título a Jesus: “Encontramos o Messias”. Porém, quando André levou Simão até Jesus e apresentou a ambos, foi Jesus quem deu um título a Simão: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas”.
Parece um jogo de títulos no qual um diz ao outro quem ele é, ou quem ele representa, mas também quem ele será. O Cordeiro de Deus, quer dizer aquele que será sacrificado, que dará sua vida pela humanidade. Mestre, quer dizer aquele que ensina a Palavra de Deus. Messias, quer dizer o “Ungido”, isto é, aquele que recebeu a missão de Deus. Jesus reúne vários predicados para ser o Servidor da humanidade: que recebeu a missão de Deus, que ensinará sua Palavra e que se sacrificará por todos os homens. É difícil esperar que Ele possa inspirar a nossa vida e nossas ações se for para nós um anônimo em meio à multidão dos seres humanos que pisaram nessa terra, mesmo que tenha feito história e tenha se tornado famoso. Isso se pode dizer de qualquer pessoa. Sua identidade é iluminada pelos títulos que o Evangelho aos poucos vai nos dando. Sua identidade não gira apenas em torno da história pessoal, onde nasceu, o que disse, o que falou.
É importante saber que Ele veio de Deus: que recebeu uma missão, que ensinou a verdade e que se comprometeu, através do sacrifício, com a salvação do mundo. Não importa apenas quem Ele foi, mas importa o que Ele representa para cada um de nós. Por outro lado, o título que Jesus deu a Simão, depois de ter dito quem ele era, servirá para dizer quem Simão será e o que representará, para Ele e para a humanidade: “Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas”. Essas palavras de Jesus devem nos colocar também na relação com Ele, para nos perguntarmos sobre quem somos nós para Ele. Quando falamos sobre a missão da Igreja não estamos falando de um empreendimento humano, nem estamos falando de motivações puramente racionais. Nossa convicção não consiste em correr atrás de algumas ideias. Nossa vida de Igreja, de discípulos e missionários, reflete uma relação pessoal. Nosso agir de cristãos reflete quem Jesus é para nós e o que Ele representa em nossas vidas. E nossa missão de anunciadores dele, não de suas ideias, mas de sua pessoa, reflete a consciência que temos a respeito de quem somos para Ele e também do que representamos na missão do Filho de Deus.
Dom Rogério Augusto das Neves
Bispo Auxiliar de São Paulo

IR À PROCURA DO SENHOR

Caros irmãos e irmãs!

Como nas festas da Epifania e do Batismo de Jesus, também a página do Evangelho de hoje propõe o tema da manifestação do Senhor. Desta vez é João Batista que o indica aos seus discípulos, como “o Cordeiro de Deus”, convidando- os deste modo a segui- -lo. E assim é para nós: Aquele que contemplamos no mistério do Natal, agora somos chamados a segui-lo na vida quotidiana. Portanto, o Evangelho de hoje introduz-nos perfeitamente no tempo litúrgico comum, um tempo que serve para animar e averiguar o nosso caminho de fé na vida habitual, numa dinâmica que se move entre epifania e seguimento, entre manifestação e vocação.
A narração do Evangelho indica as caraterísticas essenciais do itinerário de fé. Existe um itinerário de fé, e trata-se do percurso dos discípulos de todos os tempos, também nosso, a partir da pergunta que Jesus dirige aos dois que, impelidos por João Batista, se põem a segui-lo: “Que procurais?” (v. 38). É a mesma pergunta que, na manhã de Páscoa, o Ressuscitado dirigirá a Maria Madalena: “Mulher, quem procuras?” (Jo 20, 15). Como seres humanos, cada um de nós está à procura: em busca de felicidade, de amor, de vida boa e repleta. Deus Pai concedeu-nos tudo isto no seu Filho Jesus.
Nesta busca é fundamental o papel de uma verdadeira testemunha, de uma pessoa que primeiro percorreu o caminho e encontrou o Senhor. No Evangelho, João Batista é esta testemunha. Por isso, pode orientar os discípulos para Jesus, que os leva a participar numa nova experiência, dizendo: “Vinde ver”. E aqueles dois já não poderão esquecer a beleza de tal encontro, a ponto que o evangelista menciona até a hora: “Era por volta da hora décima”. Somente um encontro pessoal com Jesus gera um caminho de fé e de discipulado. Poderíamos viver muitas experiências, fazer muitas coisas, estabelecer relações com numerosas pessoas, mas só o encontro com Jesus, na hora que Deus conhece, pode dar sentido pleno à nossa vida e tornar fecundos os nossos projetos e as nossas iniciativas.
Não é suficiente construir para si uma imagem de Deus baseada em boatos; é preciso ir à procura do Mestre divino e ir onde Ele habita. A pergunta dos dois discípulos a Jesus: “Onde moras?”, tem um forte sentido espiritual: exprime o desejo de saber onde mora o Mestre, para poder estar com Ele. A vida de fé consiste no desejo de estar com o Senhor e, portanto, numa busca contínua do lugar onde Ele mora. Isto significa que somos chamados a superar uma religiosidade rotineira e óbvia, reavivando o encontro com Jesus na oração, na meditação da Palavra de Deus e na frequência dos Sacramentos, para estar com Ele e dar frutos graças a Ele, à sua ajuda, à sua dádiva.
Procurar Jesus, encontrar Jesus, seguir Jesus: este é o caminho. Procurar Jesus, encontrar Jesus, seguir Jesus.
A Virgem Maria nos sustenha neste propósito de seguir Jesus, de ir e estar onde Ele mora, para ouvir a sua Palavra de vida, para aderir Àquele que tira o pecado do mundo, para nele encontrar esperança e impulso espiritual.
Papa Francisco
Ângelus, Jan/2018

O QUE É UM SÍNODO?

A palavra sínodo vem da língua grega – quer dizer “caminhar juntos” – e passou a se referir a reuniões especiais em que a Igreja discute assuntos relacionados à fé ou à ação pastoral. O sínodo é uma prática antiga: sempre que era preciso debater um assunto importante e de grande interesse, os bispos se reuniam num mesmo lugar até chegarem a uma conclusão, e a partir daí todos passavam a “caminhar juntos”.
Um sínodo pode ser realizado por uma diocese ou, de forma mais ampla, por uma região, província ou país. No entanto, foi a partir do Concílio Vaticano II que a prática de realizar sínodos foi retomada com um novo vigor; por isso, muitas dioceses em todo o mundo começaram a realizar sínodos para traçar os rumos das igrejas particulares.
Em sua essência, o sínodo é uma expressão de comunhão e de fé, e a sua convocação depende sempre do bispo diocesano.
“Deste modo, o sínodo é, ‘no seu contexto e de maneira inseparável, ato de governo episcopal e evento de comunhão, exprimindo assim aquela índole de comunhão hierárquica que é própria da natureza da Igreja’. O Povo de Deus, de fato, não é um agregado informe de discípulos de Cristo, mas uma comunidade sacerdotal, organicamente estruturada desde a origem, conforme a vontade do seu Fundador, presidido em cada diocese pelo seu Bispo, que é o seu princípio visível e fundamento da unidade e seu único representante” (Instrução sobre os Sínodos Diocesanos, 1).

QUAL A DIFERENÇA ENTRE SÍNODO E ASSEMBLEIA?

Assembleia é uma reunião de pessoas que tem um interesse e um propósito comum.
A convocação de uma assembleia depende de uma autoridade competente e vem acompanhada de um regulamento que indica se ela é deliberativa - com poder de decisão- ou consultiva, isto é, tem por objetivo apenas apresentar ideias e opiniões sobre um assunto em questão.
Quando falamos de assembleia, estamos pensando naquelas reuniões pastorais que realizamos em nossas paróquias ou na Arquidiocese. Essas assembleias, geralmente, acontecem próximas ao final do ano e têm caráter celebrativo, de revisão dos trabalhos realizados, apontando as falhas e acertos. São também um momento de elaborar a programação do ano seguinte.
O sínodo é também uma reunião de pessoas, com o objetivo de discutir e aprofundar a caminhada pastoral de uma diocese. É convocado pelo bispo e tem um regulamento de trabalho.
A primeira vista, não parece haver grande diferença entre um e outro. Contudo, a diferença existe: o propósito do sínodo é mais amplo, pois não tem por objetivo apenas ponderar sobre os trabalhos pastorais já realizados com vistas à elaboração de uma nova programação para o ano seguinte, mas também avaliar e redirecionar toda a vida e ação pastoral de uma diocese.
A Arquidiocese de São Paulo está se preparando para realizar o seu primeiro sínodo, que será um grande evento eclesial. Mais do que reajustar, existe uma proposta de mudança, para responder aos desafios do nosso tempo. Em resumo, se compararmos uma assembleia com uma lâmpada, que serve para iluminar um cômodo da casa, o sínodo pode ser comparado a um grande candelabro, com muitas lâmpadas que iluminam um grande salão.

Comentário do Evangelho

Jesus chama à comunhão com Ele no seguimento

Deus fala ao ser humano e sua voz pode ser ouvida e reconhecida. Deus chama Samuel; Jesus, os seus discípulos. A voz que fala em nós precisa ser discernida, para que a voz de Deus não se confunda com outras tantas vozes que falam em nosso interior. Do ser humano é requerida abertura do coração para deixar Deus falar e para escutar a sua voz. Confiado por sua mãe ao sacerdote Eli, Samuel cresceu no Templo do Senhor. Eli ensinou Samuel a reconhecer a voz do Senhor e a se dispor generosamente a escutá-lo. Para isso, é preciso fazer calar toda fantasia e barulho interno. Sob a orientação de Eli, Samuel pôde se abrir à graça da presença de Deus: “Fala que teu servo escuta!”. Diante de sua disposição, abre-se para ele um verdadeiro caminho de serviço a Deus. No evangelho, é Jesus quem chama e convida à comunhão com ele no seu seguimento: “vinde e vede”. João Batista não era um asceta itinerante; ele continuava em Bethabara, do outro lado do Jordão, lugar em que ministrava um batismo provisório para a conversão, tendo em vista a vinda do Messias (cf. Jo 1,28). Somente o evangelho de João informa ao leitor de que discípulos de João Batista se tornaram discípulos de Jesus. Nisso também se mostra que a missão do Batista estava orientada para o Messias. Uma das características do quarto evangelho é a corrente de testemunhas que, no trecho de hoje, tem sua origem no testemunho de João Batista sobre Jesus. João aponta para Jesus nomeando-o com um título soteriológico: “cordeiro de Deus”. Com isso, deixa livre os seus discípulos para irem atrás de Jesus. Os dois discípulos, um dos quais o leitor não conhece o nome, aceitam o convite de Jesus, de conhecerem não um lugar, mas a relação que une o Pai e o Filho. Tendo aceitado o convite, eles decidem “permanecer” com o Senhor, isto é, viver em comunhão com o Senhor. A nomeação de André, irmão de Simão Pedro, prepara o encontro deste com Jesus, encontro que mudará profundamente a orientação da sua vida. Foi André quem apresentou seu irmão a Jesus. O outro discípulo, no entanto, como dissemos, permanece anônimo, sugerindo que o leitor se identifique com ele e deseje, como ele, conhecer e viver com Jesus. A vida cristã se exprime nesse desejo contínuo de “permanecer” com Jesus.
Pe. Carlos Alberto Contieri
Oração
Jesus, Mestre Divino, que chamastes os apóstolos a vos seguirem, continuai a passar pelos nossos caminhos, pelas nossas famílias, pelas nossas escolas, e continuai a repetir o convite a muitos jovens. Daí coragem aos convidados, forças para que vos sejam fiéis, como apóstolos leigos, como sacerdotes, como religiosos e religiosas, para o bem do povo de Deus e de toda a humanidade. Amém.
Fonte: Paulinas em 18/01/2015

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

Encontramos o Messias


Estavam juntos João Batista, André e outro discípulo – provavelmente Filipe, que no Evangelho de João sempre aparece com André –, quando Jesus passou. “Este é o Cordeiro de Deus”, disse João aos discípulos, e eles logo seguiram Jesus. Ouviram o anúncio e tomaram uma decisão. Não foram apenas ouvintes. Puseram-se a seguir o Cordeiro de Deus, o verdadeiro Cordeiro, o único que pode tirar o pecado do mundo. Todos os anos iniciamos o Tempo Comum com uma passagem do Evangelho de João. Depois, continuamos com o evangelista do ano. Neste ano, São Marcos. O evangelista nos diz quem é o Homem de Nazaré que vamos ouvir e seguir. Ele é o Cordeiro de Deus. Não é um pregador a mais nem um líder de massas, tampouco um taumaturgo milagreiro.
Pode ser tudo isso, mas, acima de tudo, ele é o Verbo de Deus encarnado, o Cordeiro de Deus. “Cordeiro” é um símbolo aplicado a Jesus. No templo eram sacrificados cordeiros para pedir a Deus o perdão dos pecados. Este Cordeiro, o verdadeiro, não tira pecados. Ele tira “o” pecado do mundo. Podemos segui-lo com tranquilidade e confiança. Os discípulos de João Batista permaneceram com Jesus naquele dia. Depois, André chamou Simão, e Filipe chamou Natanael. Começaram os chamados, formou-se a corrente que teve início em João Batista.
Por isso, dele se diz: “Veio para dar testemunho da luz a fim de que todos cressem por meio dele”. Jesus olhou para Simão e logo lhe deu uma missão. Mudou-lhe o nome para Cefas, que é Pedro. Na Casa de Deus em Betel, o jovem Samuel aprendeu com o velho sacerdote Eli a responder com liberdade, sinceridade e rapidez, quando ouvisse o Senhor chamá-lo pelo nome: “Fala, Senhor, que teu servo escuta”. Samuel dormia quando escutou o chamado.
Não sabia bem do que se tratava. Procurou informar-se. Foi orientado pelo sacerdote Eli. Ouviu, levantou-se, procurou Eli, voltou para o leito, levantou-se de novo. Começou a crescer, e o Senhor estava com ele. Samuel cresceu e não deixou cair por terra nenhuma Palavra do Senhor. Nele, a Palavra do Senhor frutificou.
O Senhor o chamou e lhe deu uma missão, e ele se tornou o grande vidente e juiz do povo de Israel. Nossa resposta ao chamado do Senhor é dada com a vontade e com o nosso corpo que se movimenta. Nosso corpo, matéria sensível, pode inclinar-se para o lado contrário ao do chamado. Cuidemos bem dele. É com ele que andamos, nos movemos, existimos e ressuscitamos. Deixe que o Espírito o movimente.
Cônego Celso Pedro da Silva,

Vivendo a Palavra

João, o apóstolo evangelista, recorda com carinho o dia em que conheceu Jesus. ‘Eram mais ou menos quatro horas da tarde...’ Quando foi o ‘nosso’ encontro com o Mestre? O encantamento pela descoberta da Vida Nova em Cristo permanece em nós, ou, como a semente que brotou em meio aos espinhos, vai se perdendo com o tempo?
Fonte: Arquidiocese BH em 18/01/2015

VIVENDO A PALAVRA

'Eram mais ou menos quatro horas da tarde’ quando dois discípulos de João Batista passaram a seguir Jesus de Nazaré. Eles realizavam sua transição da Antiga para a Nova Aliança. É hora para nós, Igreja de Jesus, de nos perguntarmos se vivemos, realmente, um Novo Tempo, ou – quem sabe – estamos parados à beira do caminho antigo?
Fonte: Arquidiocese BH em 14/01/2018

VIVENDO A PALAVRA

O Apóstolo-Evangelista se recorda do dia em que deixou o grupo de João Batista para seguir a Jesus de Nazaré. E, com carinho, conta que eram quatro horas da tarde. A nossa conversão é um processo de toda a vida. Mas, para cada um, existe aquela hora da sedução, do encantamento, da iluminação pela luz do Espírito que inicia o processo. A vida na Comunidade Cristã nos mantém vigilantes à chegada dessa hora.
Fonte: Arquidiocese BH em 17/01/2021

Reflexão

Vocação: busca e convite

I. Introdução geral

No Brasil, a festa do Batismo do Senhor, encerramento do tempo natalino, substitui o primeiro domingo do tempo comum, de modo que este começa com o segundo domingo. A espinha dorsal da liturgia da Palavra nos domingos do tempo comum é a leitura contínua do evangelho do ano (no caso, Marcos), e os textos evangélicos são ilustrados, na 1ª leitura, por episódios do Antigo Testamento. A 2ª leitura não se integra nesse sistema e recebe sua temática, de modo independente, da leitura semi-contínua das cartas do Novo Testamento (hoje, a questão da fornicação em Corinto).
A leitura evangélica está em continuidade com a do Batismo do Senhor. Narra a vocação dos primeiros discípulos de Jesus. Ora, como o evangelho do ano, Marcos, é mais breve que os outros, a liturgia de hoje abre espaço para o Evangelho de João (normalmente lido só na Quaresma e no tempo pascal). De acordo com o Quarto Evangelho, João Batista encaminha dois de seus discípulos para Jesus, apontando-o como o Cordeiro de Deus. E, quando vão em busca de Jesus, este lhes responde com o misterioso: “Vinde e vede”. A liturgia combina com esse texto a vocação de Samuel, na 1ª leitura. As duas vocações, porém, são diferentes. No caso de Samuel, trata-se da vocação específica do profeta; no episódio dos discípulos de Jesus, trata-se da vocação de discípulos para integrar a comunidade dos seguidores. São chamados, antes de tudo, a “vir” até Jesus para “ver” e a “permanecer/morar” com ele. Daí se inicia um processo de “vocação em cadeia”. Os que foram encaminhados pelo Batista até Jesus chamam outros (“André… foi encontrar seu irmão…”). Nessa dinâmica global da vocação cristã se situam as vocações específicas, como a de Simão, que, ao aderir a Cristo, é transformado em pedra de arrimo da comunidade cristã.

II. Comentário dos textos bíblicos

1. I leitura (1Sm 3,3b-10.19)

Desde seu nascimento, o profeta Samuel fora dedicado ao serviço de Deus no santuário de Silo, em agradecimento pelo favor que Deus demonstrara a Ana, sua mãe estéril (cf. 1Sm 1,21-28). Mas o serviço no santuário não esgotou sua missão. Antes que Samuel fosse capaz de o entender, Deus o chamou para a missão de profeta. A vocação de Deus, porém, não é coisa evidente. Descobre-se pouco a pouco. Três vezes Samuel ouve a voz, pensando ser a voz do sacerdote Eli. Este faz Samuel entender que é a voz do Senhor; então, quando ouve novamente o chamado, ele responde: “Fala, teu servo escuta”. Escutar é a primeira tarefa do porta-voz de Deus.

2. Evangelho (Jo 1,35-42)

Como dissemos, o evangelho é tomado de João, no episódio do testemunho do Batista: a vocação dos primeiros discípulos. João Batista encaminha seus discípulos a se tornar discípulos de Jesus (o tema volta em Jo 3,22-30). À busca desses discípulos corresponde um convite de Jesus para que eles venham ver e permaneçam com ele (Jo 1,35-39). E a partir daí segue uma reação em cadeia (1,41.45).
Temos aqui a apresentação tipicamente joanina da busca do Salvador. Nos outros evangelhos, Jesus se apresenta anunciando a irrupção do Reino de Deus. Em João, ele é a resposta de Deus à busca do ser humano, assim como o Antigo Testamento diz que a Sabedoria se deixa encontrar pelos que a buscam (cf. Sb 6,14). Devemos buscar o encontro com Deus no momento oportuno, enquanto se deixa encontrar (Is 55,6). “Vinde ver…” é a resposta misteriosa de Jesus à busca dos discípulos que o Batista encaminhou para ele, apontando-o como o “Cordeiro de Deus”. Descobrimos, portanto, atrás da cena narrada no evangelho (Jo 1,35-39), toda uma meditação sobre o encontro com Deus em Jesus Cristo, revelação de Deus que supera a Sabedoria do Antigo Testamento.
Pelo testemunho do Batista, os que buscavam o Deus da salvação o vislumbraram no Cordeiro de Deus, o Homem das Dores. Querem saber onde é sua morada (o leitor já sabe que sua morada é no Pai; cf. Jo 14,1-6). Jesus convida a “vir e ver”. “Vir” significa o passo da fé (cf. 6,35.37.44.45.65; também 3,20-21 etc.). “Ver” é termo polivalente, que, no seu sentido mais tipicamente joanino, significa a visão da fé (cf. sobretudo Jo 9). Finalmente, os discípulos “permanecem/demoram-se” com ele (“permanecer” ou “morar” expressa, muitas vezes, a união vital permanente com Jesus; cf. Jo 15,1ss). Os que foram à procura do mistério do Salvador e Revelador acabaram sendo convidados e iniciados por ele.
Um encontro como este transborda. Leva a contagiar os outros que estão na mesma busca. André, um dos dois que encontraram o procurado, vai chamar seu irmão Simão para partilhar sua descoberta (v. 41: “Encontramos!”). Simão se deixa conduzir até o Senhor, que logo transforma seu nome em Cefas (rocha, “Pedro”), dando-lhe nova identidade. Na continuação do episódio (1,45), encontramos mais uma semelhante “reação em cadeia”. Como o Batista apresentou seus discípulos a Jesus, em seguida os discípulos procuraram outros candidatos. Estes traços da narrativa podem aludir à Igreja das origens, consciente de que o “movimento de Jesus” teve suas origens no “movimento do Batista” e de que, nas gerações futuras, os fiéis já não seriam chamados por Jesus mesmo, mas por seus irmãos na fé.

3. II leitura (1Cor 6,13c-15a.17-20)

Como foi dito na introdução, a temática da 2ª leitura não é estabelecida em função das duas outras leituras. Paulo trata da mentalidade da comunidade de Corinto, influenciada por certo libertinismo. Liberdade, sim, libertinagem, não, é o teor de sua reação. “Tudo é permitido”, dizem certos cristãos de Corinto, e Paulo responde: “Mas nem tudo faz bem” (6,12). Quem se torna escravo de uma criatura comete idolatria: assim se dá com quem se vicia nos prazeres do corpo. O ser humano não é feito para o corpo, mas o corpo para o ser humano, e este para Deus: seu corpo é habitação, templo de Deus, e serve para glorificá-lo.
A oposição de Paulo à libertinagem sexual não se deve ao desprezo do corpo, mas à estima que ele lhe dedica. O corpo não fica alheio ao enlevo do espírito, antes o sustenta e dele participa; por isso, qualquer ligação vulgar avilta a pessoa toda. O ser humano todo, também o corpo, é habitáculo do Espírito Santo. A pessoa deve ser governada para este fim do ser humano integral, membro de Cristo, e não subordinada às finalidades particulares do corpo. Absolutizar os prazeres corporais é idolatria, e esta é uma mensagem que precisa ser destacada no contexto de nossa “civilização”.

III. Dicas para reflexão

Segundo o Evangelho de João, foi dentre os discípulos do Batista que surgiram os primeiros seguidores de Jesus. O próprio Batista incentivou dois de seus discípulos a seguir Jesus, “o Cordeiro que tira o pecado do mundo”. Enquanto se põem a segui-lo, procurando seu paradeiro, Jesus mesmo lhes dirige a palavra: “Que procurais?” – “Mestre, onde moras?”, respondem. E Jesus convida: “Vinde e vede”. Descobrir o Mestre e poder ficar com ele os empolga tanto, que um dos dois, André, logo vai chamar seu irmão Pedro para entrar nessa companhia também. E no dia seguinte Filipe (o outro dos dois?) chama Natanael a integrar o grupo. A 1ª leitura aproxima disso o que ocorreu, mil anos antes, ao jovem Samuel, “coroinha” do sacerdote Eli no templo de Silo. Deus o estava chamando, mas ele pensava que fosse o sacerdote. Só na terceira vez o sacerdote lhe ensinou que quem chamava era Deus mesmo. Então respondeu: “Fala, Senhor, teu servo escuta”.
“Vocação” é um diálogo entre Deus e a gente – geralmente por meio de algum intermediário humano. A pessoa não decide por si mesma como vai servir a Deus. Tem de ouvir, escutar, meditar. Que vocação? Para que serviço Deus ou Jesus nos chamam? Logo se pensa em vocação específica para padre ou para a vida religiosa. Mas antes disso existe a vocação cristã geral, a vocação para os diversos caminhos da vida, conduzida pelo Espírito de Deus e da qual Cristo é o portador e dispensador. Essa vocação cristã realiza-se no casamento, na vida profissional, na política, na cultura etc. Seja qual for o caminho, importa ver se nele seguimos o chamado de Deus e não algum projeto concebido em função de nossos próprios interesses.
O convite de Deus pode ser muito discreto. Talvez esteja escondido em algum fato da vida, na palavra de um amigo… ou de um inimigo! Ou simplesmente nos talentos que Deus nos deu. De nossa parte, haja disposição positiva. Importa estar atentos. Os discípulos estavam à procura. Quem não procura pode não perceber o discreto chamamento de Deus. A disponibilidade para a vocação mostra-se na atenção e na concentração. Numa vida dispersiva, a vocação não se percebe. E importa também expressar nossa disponibilidade na oração: “Senhor, onde moras? Fala, Senhor, teu servo escuta”. Sem a oração, a vocação não tem vez.
Finalmente, para que a vocação seja “cristã”, é preciso que Cristo esteja no meio. Há os que confundem vocação com dar satisfação aos pais ou alcançar um posto na poderosa e supostamente segura instituição que é a Igreja. Isso não é vocação de Cristo. Para saber se é realmente Cristo que está chamando, precisamos de muito discernimento, essencial para distinguir sua voz nas pessoas e nos fatos por meio dos quais ele fala.
Fonte: Vida Pastoral em 18/01/2015

Reflexão

O QUE ESTAMOS PROCURANDO?

A vocação é o chamado que Deus faz a cada um de nós para realizar uma missão. E realizar a própria missão, responder ao chamado de Deus, é dar sentido à própria vida.
Deus nos chama a cada instante, servindo-se de pessoas e situações. Quantos Batistas e quantos Andrés, com a própria vida, já nos apontaram Jesus e os valores do reino… Mas, ainda que a resposta ao chamado de Deus passe pelos irmãos, pela comunidade de fé, é a experiência pessoal com Jesus que nos revela a nós mesmos, como filhos amados e vocacionados a amar.
O evangelho nos mostra que, para realizar-se verdadeiramente, para abrir-se ao chamado de Deus, o caminho é “ir” e “ver” onde Jesus mora e então “permanecer” com ele.
Permanecer com Jesus é conhecê-lo melhor a cada dia, é morar onde ele mora. Jesus era mestre itinerante, sem moradia fixa. E como seu ser e seu agir são uma só coisa, ele pode ser encontrado hoje em vários gestos. Ele é o pão, e está nas ações que alimentam a vida. Ele é a luz, e está nos caminhos que se iluminam. Ele é a porta, e está na liberdade das relações fraternas. Ele é o bom pastor que conduz, é a videira à qual estamos ligados como ramos. Ele é o verdadeiro caminho para a vida, o Filho de Deus, Mestre e Senhor, nossa ressurreição e nossa vida…
Não é tão difícil saber onde Jesus mora hoje. Desafio maior é permanecer com ele, sabendo o que de fato buscamos nesta vida. Quem permanece com Jesus é instrumento para que outros também cheguem ao Mestre, o conheçam e permaneçam com ele.
Nossa vida, nossas ações, têm testemunhado aos outros a alegria do encontro com Jesus? Temos ajudado outras pessoas a encontrar aquele que chama e dá sentido à vida?
Pe. Paulo Bazaglia, SSP
Fonte: Paulus e18/01/2015

Reflexão

É o primeiro apelo vocacional do quarto evangelho. João Batista aponta o “Cordeiro de Deus” a dois de seus discípulos, aos quais Jesus pergunta: “O que vocês estão procurando?”. Esta é a questão sobre a qual todo cristão, ou cristã, deve seriamente refletir: o que estou de fato buscando? Por que quero ser cristão, agente de pastoral, consagrado/a, sacerdote? Os dois discípulos fazem breve estágio convivendo com Jesus. Provavelmente ficam edificados e satisfeitos, pois ao sair dali, André vai chamar seu irmão Simão, para quem Jesus já tem um plano: “Você é Simão, filho de João, e será chamado de Cefas” (que quer dizer Pedro). Certamente André deu testemunho a respeito de Jesus a muitas outras pessoas. É o testemunho que provoca o desejo de conhecer Jesus e de estabelecer comunhão com ele.
Extraído do livro: Dia a dia com o Evangelho 2015: Texto e comentário – Ano B – São Marcos.
Autor: Padre Luiz Miguel Duarte.
Fonte: Paulus em 18/01/2015

Reflexão

A partir do testemunho de João Batista, alguns de seus discípulos acabam seguindo Jesus, o Cordeiro de Deus, apontado pelo próprio João. Do testemunho de João nasce a vocação dos dois primeiros seguidores de Jesus. Este os interpela e os convida a ficarem com ele. A convivência com o Mestre lhes muda a vida e os leva a dar testemunho dele, para outros mais serem atraídos. Assim, de testemunho em testemunho, vai aumentando o número dos discípulos de Jesus. Aqui cabe uma pergunta: Com nosso testemunho, conseguimos atrair pessoas para o seguimento de Jesus? O testemunho da comunidade é sempre mais importante do que muitas palavras. A vivência fraterna pode provocar outros a buscarem, não tanto coisas, mas alguém. Mais do que buscar informações a respeito de Jesus, importa entrar em sintonia com ele, fazer experiência de vida com ele. Isso pode levar as pessoas a viverem como ele vivia, a crerem no que ele ensinava, a assumirem sua prática. Como é importante sentir a presença viva de Cristo em nossa vida e na vida da comunidade.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus e14/01/2018

Reflexão

O testemunho de João Batista a seus dois discípulos é como uma “carta de recomendação” favorável ao Messias. A partir daquele momento, João entrega os próprios seguidores a um novo Mestre, o “Cordeiro de Deus”, aquele que, por sua morte, libertará o mundo da condição de pecado. Atitude sábia e desprendida, a de João. Não se apega aos próprios discípulos, nem os enche de recomendações. Sabe que estarão em boas mãos. Doravante, caberá a Jesus prepará-los para a realidade do Reino de Deus. A primeira pergunta que Jesus lhes dirige é: “O que vocês estão procurando?”. Esse questionamento é fundamental em nossa vida. Somos convidados a dar conta do que realmente é importante para nós: a quem estamos seguindo? O que nos realiza como seres humanos? O que de fato agrada a Deus?
ORAÇÃO
Ó Jesus, Cordeiro de Deus, mediante teus ensinamentos e atitudes, cativas os dois discípulos de João. Eles te acompanham e, depois de testemunharem tua ação libertadora em favor do povo, tornam-se teus fervorosos seguidores e bons instrumentos para convidar novos adeptos para o Reino de Deus. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2021 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)
Fonte: Paulus e17/01/2021

Reflexão

É o primeiro apelo vocacional do quarto Evangelho. João Batista aponta o “Cordeiro de Deus” a dois de seus discípulos, aos quais Jesus pergunta: “O que vocês estão procurando?”. Essa é a questão sobre a qual todo cristão, ou cristã, deve seriamente refletir: o que estou, de fato, buscando? Por que quero ser cristão, agente de pastoral, consagrado(a), sacerdote? Os dois discípulos fazem breve estágio convivendo com Jesus. Provavelmente, ficam edificados e satisfeitos, pois, ao sair dali, André vai chamar seu irmão Simão, para quem Jesus já tem um plano: “Você é Simão, filho de João, e será chamado de Cefas” (que quer dizer Pedro). Certamente, André deu testemunho a respeito de Jesus a muitas outras pessoas. É o testemunho que provoca o desejo de conhecer Jesus e estabelecer comunhão com ele.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)

Reflexão

«Rabi "Mestre", onde moras?»

Rev. D. Lluís RAVENTÓS i Artés
(Tarragona, Espanha)

Hoje vemos a Jesus que vinha pela ribeira do Jordão: é Cristo que passa! Deveriam ser quatro horas da tarde quando, apercebendo-se que dois rapazes o seguiam, se virou para lhes perguntar: «Que procurais?» (Jo 1,38). E eles, surpreendidos com a pergunta, responderam: «Rabi, que quer dizer “Maestro”, onde vives?». «”Vinde e vede”» (Jo 1,39).
Também eu sigo a Jesus, mas… o que quero?, O que procuro? É ele quem o pergunta: «De verdade, o que queres?». Oh!, Se eu fosse suficientemente audaz para lhe dizer: «Procuro-te a ti, Jesus», com certeza já o teria encontrado, «pois todo aquele que busca, encontra». Mas, sou demasiado cobarde e respondo-lhe com palavras que não me comprometem demasiado: «Onde vives?». Jesus não se conforma com a minha resposta, sabe muito bem que não é de um monte de palavras que necessito, mas de um amigo, o Amigo: Ele. Por isso diz-me: «Vem e verás», «Vinde e vereis».
João e André, os dois moços pescadores, foram com Ele, «viram onde vivia e ficaram com Ele aquele dia» (Jo 1,39). Entusiasmado pelo encontro, João escreverá: «A graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo» (Jo 1,17b). E André? Correrá a procurar o seu irmão para lhe dar a conhecer: «Encontramos o Messias» (Jo 1,41). «Então, conduziu-o até Jesus, que lhe disse, olhando para ele: «Tu és Simão, filho de João. Tu te chamarás Cefas, que quer dizer “Pedra”» (Jo 1,42).
Pedro!, Simão, uma pedra? Nenhum deles está preparado para compreender estas palavras. Não sabem que Jesus veio para levantar a sua Igreja com pedras vivas. Ele tem já escolhidos os primeiros silhares, João e André, e dispôs que Simão fosse a rocha em que todo o edifício se apoiará.
E antes de subir para o Pai, dá-nos a resposta à pergunta: «Rabi, onde vives?». Bendizendo a sua Igreja dirá: «Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim dos tempos» (Mt 28,20).

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «`Mestre, onde moras? (...) Eles ficaram com ele nesse dia´. Um diálogo divino e humano que transformou as vidas de João e André, Pedro, Tiago e tantos outros» (São Josemaría)

- «Se nas dificuldades da opressão egípcia o sangue do cordeiro pascal tivesse sido decisivo para a libertação de Israel, Ele - o Filho - converteu-se no "cordeiro", tornou-se uma garantia para a libertação de toda a humanidade» (Bento XVI)

- «O que Cristo confiou aos Apóstolos, estes o transmitiram, pela sua pregação e por escrito, sob a inspiração do Espírito Santo, a todas as gerações, até à vinda gloriosa de Cristo» (Catecismo da Igreja Católica, nº 96)

Reflexão

Jesus, o Cristo-Messias

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, André conviveu com Jesus e lhe confessa como o Cristo, o Messias. Em efeito, o descenso do Espírito sobre Jesus Cristo (com que termina a cena do batismo) foi como a investidura formal da sua missão. Os Padres da Igreja viam neste fato uma analogia com a unção dos reis e sacerdotes de Israel ao ocupar seu cargo. A palavra “Cristo-Messias” significa "o Ungido”.
Na Antiga Aliança, a unção era o sinal visível da concessão dos dons requeridos para sua tarefa, do Espírito de Deus para sua missão. Por isso, em Isaias 11,2 se desenvolve a esperança de um verdadeiro "Ungido", cuja "unção" consiste precisamente em que o Espírito do Senhor descende sobre ele, "espírito de ciência e discernimento, espírito de conselho e valor, espírito de piedade e temor do Senhor” Depois, Jesus se apresentou a si mesmo na Sinagoga com uma frase similar à do profeta (cf. Lc 4,18).
—Jesus, tu és o “Ungido esperado”, nosso Rei e Sacerdote.

Reflexão

A experiência de Deus

Na narrativa do Evangelho deste domingo, é apresentada a semana inaugural do ministério público de Jesus, que deve culminar nas Bodas de Caná. São João Batista está outra vez com seus discípulos e, vendo Jesus passar, diz: "Eis o Cordeiro de Deus!" O profeta já havia testemunhado sua fé, como conta o evangelista em passagens anteriores. Às suas palavras, os discípulos João e André respondem colocando-se imediatamente no seguimento de Jesus. Eles o interrogam: "Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?" E Ele lhes diz: "Vinde ver."
O evangelista São João descreve o seu primeiro encontro com Jesus, a primeira experiência de Deus. Comentando essa passagem, Santo Tomás de Aquino faz-nos enxergar a importância do testemunho de São João Batista para o encontro de seus dois discípulos com Jesus [1]. Diferentemente dos apóstolos e de Cristo, João Batista não tem sinais e milagres que confirmem sua pregação. O que dá respaldo às suas palavras é tão somente a santidade de vida. Ele arrastava multidões com o exemplo. Por isso, não o vemos nas narrativas evangélicas pregando em outras cidades. Isso seria inoportuno, explica Santo Tomás de Aquino. Por não ter sinais, convinha-lhe um ministério discreto e silencioso. As pessoas é que iam buscá-lo. Aqui, Santo Tomás de Aquino revela-nos o belo contraste entre a evangelização dos padres e a dos leigos. Os sacerdotes, quando pregam, estão acompanhados pelos sinais dos sacramentos. Têm milagres. Os leigos, por sua vez, profetizam com a própria vida, assim como João Batista. É a sua experiência de Deus o milagre para a vida dos outros.
A pregação de João Batista tem ainda uma outra particularidade, se comparada à dos profetas do Antigo Testamento e à dos apóstolos: Ele fala sobre o presente. No Antigo Testamento, os profetas falavam sobre as promessas futuras, ao passo que os apóstolos, na Nova Aliança, falavam sobre o que já havia acontecido. João Batista encontra-se no meio desses dois pólos. Fala agora: "Eis o Cordeiro de Deus!" Apresenta algo admirável, porque se trata de um cordeiro que, morrendo, mata o leão. Como o pai da noiva a conduz ao noivo, João Batista faz as vezes de paraninfo, diz Santo Tomás, levando-nos como Igreja até o esposo Jesus.
Se, seguindo as observações de Santo Tomás, observarmos os vários níveis de interpretação das Sagradas Escrituras, encontraremos toda a riqueza do Evangelho deste domingo. No sentido literal, vemos os discípulos perguntarem a Jesus: "Rabi, onde moras?" Não se trata de uma simples curiosidade. Eles, de fato, queriam estar ao lado de Jesus. O sentido alegórico, além disso, recordá-nos que a casa de Deus é o céu e que, somente através de uma adesão verdadeira aos seus ensinamentos, poderemos encontrá-lo. Os discípulos queriam que Jesus os conduzissem ao céu. E, por último, temos o sentido moral, em que se revela a forma como devemos nos comportar para ganharmos o prêmio divino.
Tudo se resume à experiência de Deus. O homem precisa experimentar o Amor para que possa respondê-Lo. Como isso ocorre? Conforme nos indica Santo Tomás de Aquino, na Suma Teológica, experimentamos o amor de Deus, isto é, o Espírito Santo, por meio da ação do Verbo encarnado [2]. Ele é o expirador, por assim dizer. Jesus nos concede um conhecimento com amor, diz Santo Agostinho, quando meditamos seus mistérios e enxergamos tudo o que foi feito pela nossa salvação, desde a manjedoura até a cruz e a ressurreição. Assim o salmista reza: "Em minha meditação, um fogo se acende." (Sl 38, 4) Esse fogo é a verdadeira sabedoria, a sapida scientia — ciência saborosa. Mas para que esse fogo se acenda e as pessoas o procurem, faz-se necessário, como se fez na vida de João e André, o testemunho de um santo. O Evangelho de hoje, portanto, obriga-nos a buscar a santidade, a fim de que os homens creiam e experimentem o amor de Deus.

Referências:
Santo Tomás de Aquino, Comentário ao Evangelho de São João, Cap. 1, lição número 15.
Suma Teológica, I, q. 43, a. 5.
Fonte: Reflexões Franciscanas em 18/01/2015

Comentário sobre o Evangelho

Os discípulos de João Batista conhecem Jesus: «Encontramos o Messias»


Hoje, vemos como começa a formar-se o grupo dos seguidores de Jesus: tudo começa com a valentia e a honestidade de João Baptista. João fala tão bem de Jesus Cristo que os seus próprios amigos vão atrás de Jesus e ficam com Ele. E esses, por sua vez, falam a outros… e assim chegou Pedro (mais tarde será o primeiro Papa!).
- Falas de Jesus aos teus amigos com entusiasmo?

Meditando o evangelho

VINDE E VEDE!

O modo como se dava o discipulado de Jesus era muito distinto daquele dos rabinos. Na tradição rabínica, o discípulo escolhia seu mestre e por este era instruído na arte de interpretar as Escrituras. Esta atividade de caráter intelectual desenvolvia-se numa escola onde o mestre distinguia-se pela excelência do saber e o discípulo, pelo desejo de conhecer.
O método adotado por Jesus consistia na transmissão de um modo de ser, mais do que uma ciência. Os discípulos não estavam confinados numa escola, mas se colocavam no seguimento do Mestre e aprendiam, ouvindo suas palavras e presenciando o que ele fazia em favor do povo. Este aprendizado existencial ia transformando a vida do discípulo, num processo paulatino de assimilação de tudo que o Mestre realizava.
O discipulado, neste caso, consistia num duplo movimento. "Vinde" indicava que o discipulado se dava pela iniciativa de Jesus que convocava para o seu seguimento. Era ele quem chamava. Cabia ao discípulo aceitar o convite. "Vede" supunha concentrar a atenção na pessoa de Jesus para captar os valores que regiam sua ação e deixar-se moldar por eles.
Os primeiros discípulos aceitaram o convite de Jesus, ficaram fascinados por ele, e saíram para partilhar com os irmãos a experiência deste encontro transformador. Quem quiser se fazer discípulo do Senhor deverá trilhar o mesmo caminho.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, tu me chamaste para seguir-te. Faze de mim um discípulo autêntico, e que minha vida se espelhe na tua.
Fonte: Dom Total em 18/01/201514/01/2018 17/01/2021

Oração
Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 18/01/2015

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1. Rabi, onde moras? Vinde e vede!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

O jovem Samuel dorme e Deus o chama. Ele escuta o chamado e corre até ao sacerdote Eli. Pensava que ele o estivesse chamando. Assim por três vezes. O sábio sacerdote orienta o jovem Samuel para que responda: “Fala, Senhor, que teu servo escuta”. Samuel será o grande juiz de Israel, que orientará o povo com a sabedoria da palavra de Deus. Desde que ouviu o chamado, nunca deixou cair por terra alguma palavra que o Senhor lhe dirigia.
Dois discípulos de João Batista foram atrás de Jesus. Jesus estava passando. Os discípulos ouviram João dizer que ali estava o Cordeiro de Deus. Foram então atrás de Jesus. Percebendo que estava sendo seguido, Jesus se volta e pergunta o que eles estavam procurando. Pergunta normal, até de defesa por estar sendo seguido por dois estranhos. A resposta dos dois é improvisada: “Mestre, onde moras?”. Por que querem saber onde ele mora? “Venham ver”, lhes diz Jesus. Nesse momento Jesus os chama, como Deus chamou Samuel. A resposta não é dada com palavras, e sim com atos concretos. Eles foram ver onde Jesus morava e ficaram com ele aquele dia. Assim tem início o que está escrito no Prólogo do Evangelho de São João: “João veio para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele”. João inicia a grande corrente daqueles que vão acreditar em Jesus, e ele a inicia com estes seus dois discípulos, André e Filipe. Eles vão anunciar que encontraram o Cristo. André anuncia a Simão Pedro, seu irmão, e Filipe anuncia a Natanael.
A partir daí um anuncia a outro, até que todos recebam o anúncio. O Evangelho diz que um dos discípulos era André, mas não diz o nome do outro. É provavelmente Filipe, que logo em seguida procura Natanael e lhe anuncia ter encontrado o Cristo. André e Filipe sempre aparecem juntos no Quarto Evangelho. A corrente começa com dois que tiveram um encontro pessoal com Jesus. A experiência pessoal é sempre marcante, e não teórica. Não há melhor impulso inicial do que estar com Jesus e sentir sua presença. “Quem adere ao Senhor torna-se com ele um só espírito”, lemos na primeira Carta aos Coríntios. Os dois discípulos foram ver onde Jesus morava e se tornaram moradia do Espírito Santo.
A união com Cristo é íntima, afetiva e de alto nível, pelo preço que custou. Já não pertencemos a nós mesmos. Pertencemos ao Senhor. “Fala, Senhor, que teu servo escuta”. Estamos começando o Tempo Comum com o Evangelho de João, que nos mostra atrás de quem estamos indo.
Fonte: NPD Brasil em 14/01/2018

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. O QUE ESTAIS PROCURANDO?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

A vida é marcada por muitos encontros, consequência de uma procura, um dos mais belos é quando alguém encontra o grande amor de sua vida! Há um momento solene e inesquecível na celebração de um casamento na igreja, é quando após a entrada da noiva, o noivo vai acolhê-la ainda no corredor, há muitos que vêem aquele momento como a uma despedida do pai que entrega filha para o futuro genro. No fundo é isso mesmo, porque aquele encontro é diferente de todos os demais que já tiveram, pois mesmo o primeiro encontro que é tão emocionante para muitos, não tem o significado deste, realizado aos pés do altar. Por quê?
Porque se trata de um encontro definitivo, para sempre, por toda a vida, vão formar uma nova família, vão ser uma só carne, vão morar sob um mesmo teto. Não haverá mais, ou pelo menos, não é para haver, nenhuma separação, até que a morte os separe – afirma categoricamente o rito do casamento. O encontro que fazemos com Deus em nossa vida, através da experiência com Jesus, tem e precisa ser algo definitivo, como uma aliança de casamento, precisamos consentir que Jesus entre em nossa vida e ali permaneça, mas para isso é preciso que entremos na vida nova que ele nos oferece e ali permaneçamos.  Talvez por isso o verbo permanecer é tão repetido no evangelho de João.
O amor autentico e verdadeiro não se contenta com encontros casuais, que não geram compromisso de vida, os encontros do namoro e do noivado, embora importantes, nunca são definitivos, quem já não viu noivos que desistiram do casamento uma semana antes da cerimônia? Não há vínculo em tais encontros, embora sejam eles muito importantes porque exercitam o coração para a busca do verdadeiro amor que só será possível na comunhão de vida.
Às vezes muitos cristãos vivem esse relacionamento com Jesus, se dizem apaixonados por ele, encantados com a sua pessoa, com suas palavras, com seu corpo e sangue, mas a vida de fé se resume em encontros ocasionais com o Senhor, sem muito compromisso de vida, em uma assembleia é difícil encontrar alguém que não se sinta fortemente atraído por Jesus Cristo, mas ao deixarem a igreja templo e voltarem para suas casas, seu trabalho, seu estudo, será que permanecem fiéis a este amor, ou vivem procurando encontros fortuitos com outros amantes?
A este respeito recordo-me dos encontros jovens do meu tempo, que eram denominados “Encontro com Cristo”, sempre muito comovedor onde a moçada se derretia em lágrimas nas reflexões, que eram muito profundas, mas depois... Ficava só nisso, amava-se o Cristo, mas não se amava a sua igreja, a família, os amigos, a esposa, os filhos, um amor que não gera compromisso de vida não pode se dizer que é verdadeiro.
João Batista encontrou este amor que requer desprendimento, que nunca nos leva a nós, mas aos outros, por isso aponta a dois de seus discípulos aquele que é o “cordeiro de Deus”, isso é, o amor capaz de imolar-se pelo bem do homem. Os discípulos passam a seguir Jesus, pois o que procuravam não encontraram em João, mas agora a procura terminou. Querem saber onde Jesus mora, porque desejam com ele uma relação mais íntima e forte, o que sentem não é um entusiasmo passageiro, mas algo que é para sempre. Por isso vão e passam a morar com o Senhor. Nessa casa do Senhor, que é o nosso coração, Jesus não pode ser um simples inquilino ou visitante, ele terá que ser o dono da nossa vida, porque sem ele o nosso coração não passa de uma casa vazia e abandonada.
Quando se está comprometido com o Senhor, tudo o que é nosso torna-se dele, e tudo o que é dele, torna-se nosso suas palavras, seus ensinamentos, seu evangelho passa a ser as diretrizes de nossa vida. Daí o nosso testemunho coerente, que manifesta a alegria de quem encontrou o verdadeiro amor, é contagiante como o de André, que conduz Simão até Jesus.
E Simão se torna Pedra, rocha firme capaz de abrigar e acolher o novo povo que está surgindo, povo da nova aliança, prefiguração da nova humanidade que terminou sua procura ao encontrar-se com Jesus. Assim como esses primeiros discípulos, a Igreja nada mais busca ou procura, mas apenas anuncia o Cristo, Messias, salvador e libertador do homem, único capaz de tirar o seu pecado e revesti-lo da sua graça operante e santificante.
José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail jotacruz3051@gmail.com

2. Eis o Cordeiro de Deus! - Jo 1,35-42
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

Estavam juntos João Batista, André e outro discípulo – provavelmente Filipe, que no Evangelho de João sempre aparece com André –, quando Jesus passou. “Este é o Cordeiro de Deus”, disse João aos discípulos, e eles logo seguiram Jesus. Ouviram o anúncio e tomaram uma decisão. Não foram apenas ouvintes. Puseram-se a seguir o Cordeiro de Deus, o verdadeiro Cordeiro, o único que pode tirar o pecado do mundo.
Todos os anos iniciamos o Tempo Comum com uma passagem do Evangelho de João. Depois, continuamos com o evangelista do ano. Neste ano, São Marcos. O evangelista nos diz quem é o Homem de Nazaré que vamos ouvir e seguir. Ele é o Cordeiro de Deus. Não é um pregador a mais, nem um líder de massas, tampouco um taumaturgo milagreiro. Pode ser tudo isso, mas, sobre tudo isso, ele é o Verbo de Deus encarnado, o Cordeiro de Deus. “Cordeiro” é um símbolo aplicado a Jesus.
No templo eram sacrificados cordeiros para pedir a Deus o perdão dos pecados. Este Cordeiro, o verdadeiro, não tira pecados. Ele tira “o” pecado do mundo. Podemos segui-lo com tranquilidade e confiança. Os discípulos de João Batista permaneceram com Jesus naquele dia. Depois, André chamou Simão, e Filipe chamou Natanael. Começaram os chamados, formou-se a corrente que teve início em João Batista. Por isso, dele se diz: “Veio para dar testemunho da luz a fim de que todos cressem por meio dele”. Jesus olhou para Simão e logo lhe deu uma missão. Mudou-lhe o nome para Cefas, que é Pedro.
Na Casa de Deus em Betel, o jovem Samuel aprendeu com o velho sacerdote Eli a responder com liberdade, sinceridade e rapidez, quando ouvisse o Senhor chamá-lo pelo nome: “Fala, Senhor, que teu servo escuta”. Samuel dormia quando escutou o chamado. Não sabia bem do que se tratava. Procurou informar-se. Foi orientado pelo sacerdote Eli. Ouviu, levantou-se, procurou Eli, voltou para o leito, levantou-se de novo. Começou a crescer, e o Senhor estava com ele. Samuel cresceu e não deixou cair por terra nenhuma Palavra do Senhor. Nele, a Palavra do Senhor frutificou. O Senhor o chamou e lhe deu uma missão, e ele se tornou o grande vidente e juiz do povo de Israel.
Nossa resposta ao chamado do Senhor é dada com a vontade e com o nosso corpo que se movimenta. Nosso corpo, matéria sensível, pode inclinar-se para o lado contrário ao do chamado. Cuidemos bem dele. É com ele que andamos, nos movemos, existimos e ressuscitamos. Deixe que o Espírito o movimente.
Fonte: NPD Brasil em 17/01/2021

Homilia

Pe. Luiz Carlos de Oliveira
Redentorista

“ESCUTEMOS O SENHOR!”

Discernir a voz do Senhor

O segundo domingo do Tempo Comum é especial. É como uma ponte entre o Tempo do Natal e o Tempo Comum, pois está na perspectiva da Manifestação do Senhor e na Manifestação de Jesus em sua Missão. É o momento de chamar para o Reino e reunir discípulos.
Samuel recebeu o chamado de Deus para a missão profética. Sua resposta “Fala, Senhor, que vosso servo escuta”, discernida na simplicidade de um adolescente, ensina-nos a estar atentos aos chamados de Deus.
Jesus chama os primeiros discípulos, convidando-os a estar com Ele, onde mora. Disseram: “Mestre, onde moras?”. “Vinde e vede”, disse Jesus.
Eles foram e permaneceram com Ele. Estar com Jesus é o caminho para o discernimento da vontade de Deus e para darmos a resposta positiva. Vocação, seja para o que for, se não partir do encontro com Jesus, não tem autenticidade.
A resposta, nós a vivemos em um corpo que é santuário de Deus como nos escreve Paulo. Deus não dispensa nossa condição humana.
É nela que nos encontramos com Ele, realizamos sua vontade e seu projeto e comunicamos aos outros o que ouvimos do Senhor. A Eucaristia que celebramos é um momento de chamada e de resposta às propostas de Deus para nossa vida.
Ele nos chama pelo nome. O discernimento se faz dentro de uma comunidade, pois é nela que entramos pelo batismo. Por isso, nesse corpo eclesial é que podemos dar as respostas, pois os dons que Deus nos dá são em vista de todo o Corpo de Cristo, a comunidade. Vocação não é satisfazer um desejo, mas dispor-se a uma entrega.

Responder prontamente

O modelo de resposta é Jesus, como rezamos no salmo: “Com prazer faço a vossa vontade” (Sl 39,9).
Samuel e os discípulos ouviram o chamado e seguiram. Este é o sacrifício pelo qual agradamos a Deus. Fazer nossa vontade é muito bom, desde que esteja unida à vontade de Deus.
Responder prontamente é sinal claro de estar em sintonia com a vontade de Deus e tê-Lo como a razão de nossa vida. A vontade de Deus não é uma imposição que cria em nós uma marca.
Ela, respeitando nossas condições pessoais, nos encaminha à experiência com Jesus, pois só Nele podemos conhecer o Pai. Estando unidos a Jesus realizamos esse projeto mesmo com riscos.
Desse modo poderemos discernir e responder prontamente. Não impomos condições a Deus, mas aceitamos as condições que Jesus aceitou.
Dela decorre ir até o extremo da doação. Assim entendemos a força dos mártires, a ousadia dos missionários e a força dedicação dos misericordiosos.

Partilhar a descoberta

“Samuel não deixava cair por terra nenhuma das palavras do Senhor” (1Sm 3,9). Os discípulos seguiram Jesus e logo foram comunicar a Simão Pedro: “Encontramos o Messias. Então André conduziu Simão a Jesus” (Jo 1,41-42). O sinal de que encontramos e seguimos a Palavra de Deus é comunicá-la.
“Toda a vez que celebramos o esta sacrifício da Eucaristia, torna-se presente a nossa redenção” (Oferendas). A celebração não é só uma memória do passado. Por isso ela é uma chamada constante ao seguimento de Jesus em sua missão.
A liturgia da Palavra espera de nós a atitude de Samuel: “Fala, Senhor, que teu servo escuta” (1 Sm 3,10). Iniciando o Tempo Comum, recebemos a missão de conhecer o Senhor e fazê-Lo conhecido. Não é só no silêncio que ouvimos o Senhor. É também no mundo em chamas que o Senhor fala.

Leituras: 1Samuel 3,3b-10.19; Salmo l39; 1Coríntios 6,13c-15a.17-20; João 1,35-42

Ficha nº 1406 - Homilia do 2º Domingo Comum

O 2° Domingo Comum é uma ponte entre Natal e Tempo Comum. É a manifestação do Senhor em sua missão. É o momento de convocar para o Reino.
Samuel nos ensina a responder. Somos chamados a estar com Ele. Assim poderemos discernir a vontade de Deus. Deus não dispensa a condição humana. Respondemos dentro na comunidade.
Vocação é entrega. Jesus dá o modelo da resposta: Com prazer faço a vossa vontade. Este é o sacrifício. Só em Jesus podemos conhecer o Pai.
Não impomos condições a Deus, mas aceitamos as condições que Jesus aceitou. Samuel e os discípulos anunciaram. O sinal de que encontramos e seguimos a Palavra de Deus é comunicá-la. A celebração é uma constante chamada ao seguimento de Jesus em sua missão. Ouvimos Deus no silêncio e no mundo em chamas.

Curiosidade tem preço

Continuamos a acolher a manifestação de Deus em Jesus. Agora no momento em que começa a chamar os primeiros discípulos. No Antigo Testamento escolheu Samuel.
Agora escolhe aqueles que o seguirão e continuação sua missão. Jesus estava passando e João O apresentou a dois de seus discípulos: Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo.
Os dois o seguiram. Jesus lhes pergunta: “O que estais procurando?” Responderam: “Mestre, onde moras?” Eles foram e passaram o dia com Ele.
A primeira exigência para ser discípulo de Jesus e ser anunciador, é ter a experiência de ter vivido com Ele. Ao querer saber onde Jesus morava, mostraram interesse de estar com Ele. Valeu a curiosidade.
Ganharam mais que procuraram. A descoberta foi tão boa que logo levaram a Pedro e o levaram a Jesus. Quando não levamos Jesus aos outros foi porque não O encontramos. Seguindo-O faremos a vontade do Pai.
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 18/01/2015

Homilia do 2º Domingo do Tempo Comum, por Pe. Paulo Ricardo



HOMILIA

OS PRIMEIROS DISCÍPULOS DE JESUS

A vocação dos dois primeiros discípulos nasce do testemunho de João Batista. A partir daí surge uma conscientização vocacional que envolve outras pessoas a partir do testemunho de quem esteve com Jesus: André encontra seu irmão Simão Pedro e o apresenta a Jesus. Em seguida, é Filipe quem encontra Natanael e lhe fala de Jesus. Assim, a partir do testemunho de outros, o grupo dos colaboradores de Jesus vai crescendo.
No Evangelho de João a vocação dos discípulos não se dá da mesma forma que nos outros evangelhos. Nestes, Jesus chama pessoalmente e de forma direta. Em João, o seguimento de Jesus se dá porque algumas pessoas sabem quem é Jesus e o comunicam a outros que, por sua vez, passam a fazer a mesma experiência.
O testemunho do Batista deve ter mudado completamente a vida dos dois discípulos. Vendo Jesus passar, ele diz: “Eis o Cordeiro de Deus”. João chama Jesus dessa forma porque descobriu nele o cordeiro pascal (Ex 12) e o servo sofredor (Is 53), síntese das expectativas de libertação do passado tornada presente na pessoa de Jesus que passa.
Os dois primeiros discípulos devem tomar a iniciativa, sem esperar que Jesus os chame. Para eles, bastou o testemunho de João Batista de que Jesus é o libertador. A partir desse momento, descobrem que em Jesus está a resposta a todos os seus anseios. O Batista, por causa do testemunho, perde os discípulos. Estes, pela coragem da opção que fizeram, dão pleno sentido a suas vidas e passam a ser testemunhas para os outros.
No versículo 38 encontramos as primeiras palavras de Jesus no Evangelho de João: “O que vocês estão procurando?” Do início ao fim de nossas vidas estamos à procura de algo ou de alguém. Como discípulos, procuramos saber quem é Jesus. E ele testa nossa sede, perguntando-nos o que estamos procurando. Esta pergunta, que aparece nos momentos cruciais do Evangelho de João, costuma se manifestar nas fases decisivas de nossa vida: “O que estamos procurando?”
A resposta dos discípulos é movida pelo desejo de comunhão: “Mestre, onde moras?” Os discípulos não estão interessados em teorias sobre Jesus. Querem, ao contrário, criar laços de intimidade com ele.
Para criar intimidade com Jesus é preciso partir, fazer experiência: “Venham ver!”. E o resultado da experiência já aparece: “Então eles foram, e viram onde Jesus morava. E permaneceram com ele naquele dia”. O verbo permanecer é muito importante no Evangelho de João. Por ora os discípulos permanecem com Jesus. Mais adiante, o Mestre dirá: “Permaneçam em mim”. Permanecer com Jesus e com as pessoas é fácil. O difícil é permanecer nele e nas pessoas. Só aí é que a comunhão será plena.
O evangelho afirma que a experiência com Jesus valeu a pena: “Eram mais ou menos quatro horas da tarde”. Quatro horas da tarde, em linguagem simbólica, é o momento gostoso para o encontro, ou a hora das opções acertadas. O passo dado por esses dois discípulos foi de ótima qualidade. Valeu a pena. Essa opção vai gerar frutos a seguir.
André era um dos discípulos que, diante do testemunho do Batista, seguiram a Jesus e fizeram a experiência das “quatro horas da tarde”. Só agora é que o evangelista revela o nome desse discípulo. O outro fica anônimo, podendo assumir o nome de cada um dos seguidores do Mestre. André significa homem (= ser humano). Será que o evangelista quer insinuar que as pessoas só se tornam verdadeiramente humanas depois que fazem a experiência do Mestre? Fato é que a experiência se converte em testemunho que arrasta: André leva Simão a Jesus. O evangelho mostra só um flash do testemunho de André. De fato, o v. 41 diz que “ele encontrou primeiro seu irmão…” Isso dá a entender que teria encontrado, em seguida, outras pessoas… André fala no plural: “Encontramos o Messias”. É uma experiência comunitária e progressiva de quem é Jesus. João o apontara como o Cordeiro de Deus; os primeiros discípulos o chamam de Mestre; Pedro já fica sabendo que se trata do Messias…
Jesus pede que Simão Pedro encontre sua identidade: “Você é Simão, filho de João. Vai se chamar Cefas”. Para o povo da Bíblia, o nome é a identidade da pessoa. Simão será, no Evangelho de João, símbolo de toda pessoa em busca de identidade. Ele dará muitas cabeçadas ao longo desse evangelho, até se encontrar consigo próprio, com sua missão e com Jesus. Talvez o mesmo aconteça contigo. Mas é necessário que passes por tudo isso para que te encontres contigo mesmo e reconheças o Cristo que te chama para a Sua missão!
Padre BANTU SAYLA
Fonte: Liturgia da Palavra em 18/01/2015

HOMILIA

Espiritualidade Bíblico-Missionária

“Rabi, onde moras? Vinde ver, respondeu Jesus. Foram, pois, ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele.”
Vivemos em nosso tempo muitas propostas de sucesso na vida. Gente bonita e bem-sucedida é propalada continuamente, evocando um protagonismo a todo custo. Parece que a busca do sentido da vida está nos destaques das redes sociais. Mas, e quem está nos recantos do mundo? Esses parecem ser uma outra sociedade, a dos esquecidos e abandonados. Certamente que essas futilidades de convenção social não realizam ninguém, e, às vezes, há até extrapolação além do tolerável.
Há, porém, o que é legítimo e razoável, e isso é agradável para o ser humano, o que traz uma vida digna e autêntica. Mas, onde vamos encontrar o verdadeiro sentido para a vida? Cristo nos faz uma proposta: “Vinde ver”.
Nossa vida é dom divino e tem um sentido profundo. Foi Deus quem nos colocou neste mundo, pois, se existimos é do seu querer, é de sua vontade que existamos. Vivemos para conhecer, amar, servir, e é isso que vai nos realizar: o amor a Deus e o amor ao irmão: “Ele me amou e se entregou por mim” (Gl 1,20). É preciso amar a Deus que nos escolhe amar, e quem o ama só poderá ser feliz: “O Pai nos abençoou com toda sorte de bênçãos espirituais, nos céus, em Cristo. Nele nos escolheu antes de criar o mundo, para sermos santos e imaculados diante dele no amor, predestinando-nos a sermos seus filhos adotivos” (Ef 1,4s.).
Será que precisamos de algo mais belo e motivador do que essa verdade que está diante de nossos olhos? Somos amados por Deus! E não são poucas as possibilidades que temos para descobrir e redescobrir o amor do Senhor por nós: pessoas, leituras, oração, prática da caridade... O caminho do bem nos leva para o amor, mas esse amor volta-se continuamente para os outros. Se se busca distinção esse não é o caminho.
Deus chama pessoas reais. Samuel foi chamado e respondeu à voz de Deus. João e André foram com Jesus e “abandonaram” a João, o Batista. E assim até chegar em nós, pois Ele nos escolhe, nos chama, nos convida e espera nossa resposta: “Vinde ver”. Como Samuel nós podemos também dizer: “Senhor, que quereis que eu faça?”
Aprendamos a escutar a voz de Deus que nos chama. Aprendamos a dizer “não” a outras possibilidades que nos oferecem o sentido da vida. Será? Sem Deus não há realização humana. Deus conta conosco, como contou com tantos que nos deixaram sua experiência de fé. É preciso ouvir a voz de Deus. Samuel, André, João nos ensinam hoje a sermos uma resposta agradável ao Senhor. Cristo continua nos chamado: “Vinde ver”.
Redação “Deus Conosco”

REFLEXÕES DE HOJE

DOMINGO

Fonte: Liturgia Comentada2 em 18/01/2015

REFLEXÕES DE HOJE

DOMINGO

Fonte: Liturgia Comentada2 em 14/01/2018

REFLEXÕES DE HOJE

DOMINGO

Fonte: Liturgia Comentada2 em 17/01/2021

HOMILIA DIÁRIA

Você já encontrou a razão da sua existência?

Você já encontrou a razão da sua existência? Precisamos encontrar o Cristo! Essa é uma procura árdua, que exige da nossa parte a disposição de encontrá-Lo!

“André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram a palavra de João e seguiram Jesus. Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão e lhe disse: ‘Encontramos o Messias’ [que quer dizer: Cristo].” (João 1, 40-41)

A Palavra de Deus, anunciada hoje aos nossos corações, mostra-nos São João ainda com seus discípulos. Jesus passa no meio deles e São João aponta: “Eis o Cordeiro de Deus!”. Mais adiante vamos ver que André, aquele que é o irmão de Simão Pedro, tinha ouvido a palavra de São João e foi ao encontro do Senhor. Encontrando aquilo que ele procurava: uma razão, um sentido, uma luz para a sua vida, ele não teme e vai atrás do seu irmão Simão Pedro e diz: “Encontramos o Messias”, ou seja, é como se ele dissesse: encontramos o Cristo, encontramos a razão da nossa vida, encontramos a luz que faltava para iluminar os nossos olhos e nossos corações.
Sabem, meus irmãos, todos nós passamos a vida inteira procurando uma razão, um sentido, uma direção para a nossa vida. Nossa vida pode durar muito, também pode ser mais curta, contudo, o mais importante é que, no tempo em que vivemos aqui na Terra, encontremos uma razão para viver!
Não podemos viver a vida de qualquer jeito; o que nós precisamos é encontrar o Cristo! Às vezes nós vamos à igreja, nos reunimos no grupo de oração, nos encontramos uns com os outros, nos encontramos com as pessoas, fazemos até muitos trabalhos para Deus. Eu encontro tantas pessoas dizendo: “Padre, eu trabalho todos os dias para Deus!”. Mas será que o mais importante já aconteceu na sua vida? Você já encontrou o Cristo? Você já encontrou a razão da sua vida? Você já encontrou a razão da sua existência?
Porque, muitas vezes, nós descobrimos e conhecemos as coisas de Deus, mas não O descobrimos, não nos encontramos com Ele; não temos ainda uma razão plena para a nossa vida. É uma procura árdua, que exige da nossa parte a disposição de encontrá-Lo! E uma vez que O encontremos, O abracemos, O sigamos e nos tornemos Seus discípulos!
Houve pessoas que já encontraram Jesus, que depararam com Ele; olharam, acharam bonitas Suas palavras, mas seguiram adiante.
Hoje somos convidados a nos encontrarmos com o Senhor e a Ele entregarmos a nossa vida e o nosso viver. Foi com uma alegria imensa que André foi dizer ao seu irmão Simão Pedro: “Encontramos o Messias!”. Precisamos dizer isso uns para os outros! Quando encontramos o Cristo, quando Ele é a razão do nosso viver, nós testemunhamos para os outros: “Eu encontrei Jesus! Fui por Ele encontrado e agora eu O sigo e entrego toda a minha vida a Ele!”.
Que hoje seja um dia de encontro, de reencontro vivo e transformador para a vida de cada um de nós! Que a nossa busca encontre um termo de chegada que ilumine a nossa existência! Que possamos dizer, como André, que encontramos o Cristo, que encontramos o Messias!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 18/01/2015

HOMILIA DIÁRIA

O caminho da salvação apontemos para as pessoas

Precisamos levar as pessoas para Jesus, apontar para elas o caminho da salvação e da libertação

“João estava de novo com dois de seus discípulos e, vendo Jesus passar, disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus!'” (João 1,35-36)

João é a seta que aponta o caminho de salvação para os homens. João tinha seus discípulos, mas não os tinha para si, ele os preparava os para que se tornassem verdadeiros discípulos seguidores do Mestre Jesus.
Ele não arrogou para si o mérito de salvador, libertador, pelo contrário, João sabia que é Jesus que liberta e salva cada pessoa humana, sendo assim, precisamos levar as pessoas para Jesus, apontar para elas o caminho da salvação e da libertação.
Vivemos num mundo onde as pessoas estão em busca de caminhos, soluções, um sentido para a sua vida, de uma direção para tantas situações da vida. No mundo onde parece ser tudo prático, onde as pessoas querem respostas imediatas, acaba que não querem olhar para Aquele que traz a salvação e luz à nossa vida.
É preciso ir ao encontro de Jesus, é preciso conhecer onde Ele está e permanecer com Ele. Não basta olhar para Jesus, conhecê-Lo, é necessário permanecer com Ele, porque é permanecendo com Jesus que teremos luz, vida e graça para aquilo que a nossa vida tanto necessita.
Apontemos Jesus para os outros, apontemos a nossa vida na direção de Jesus, mas, permaneçamos n’Ele, permitamos que a nossa vida seja transformada, iluminada, guiada e direcionada pela vida do Mestre Jesus. Ele quer dar sentido e luz à nossa vida, precisamos permanecer com Ele.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 14/01/2018

HOMILIA DIÁRIA

Busquemos em Jesus a salvação para a nossa vida

“João estava de novo com dois de seus discípulos e, vendo Jesus passar, disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus!’” (João 1,35-36)

Jesus está passando! E, quando Jesus passa, as pessoas podem se encontrar com Ele; reconhecê-Lo ou ignorá-Lo, ser indiferente para com Ele.
Veja: Jesus está passando entre nós, Ele está entre nós. João está apontando, está nos dizendo: “Ele é o Cordeiro de Deus”.
Você sabe que o cordeiro era aquele animal sacrificado em reparação, em expiação pelos pecados que o povo de Israel cometia. Na celebração da Ceia Pascal, o modo de imolação por causa dos pecados era, de fato, o sacrifício desse animal. João já está dizendo que o verdadeiro cordeiro de Deus é Ele, e podemos entender que a vida d’Ele, o sacrifício d’Ele, esse de verdade tira o pecado do mundo, tira o nosso mundo pessoal do pecado. É preciso que eu agora olhe para Jesus e encontre n’Ele o meu Salvador e o Senhor.

Não posso crer que uma pessoa que encontrou Jesus precise ir buscar fora de Jesus a salvação para a sua vida

É preciso ir ao encontro de Jesus porque todo encontro com Ele é transformador. É por isso que André, irmão de Simão Pedro, vai dizer ao seu irmão: “Encontramos o Messias”, ou seja, encontramos aquele que é o Senhor, encontramos aquele que é o Salvador, encontramos aquele que tem o poder de nos transformar.
As pessoas estão em busca de respostas, de soluções para as suas vidas, as pessoas estão muitas vezes até desesperadas, indo buscar aqui e acolá situações ou soluções imediatas para os dramas de sua vida. Encontramos Jesus e n’Ele está a luz e a salvação.
Não posso crer que uma pessoa que encontrou Jesus precise ir buscar fora de Jesus a salvação para a sua vida. Ou a pessoa não se encontrou com Jesus ou se encontrou e não permitiu que Ele fosse o Salvador da sua vida.
Quando André se encontrou com o Senhor e foi chamar o seu irmão para que também tivesse esse encontro com Ele, eles foram e ficaram com Ele e nunca mais largaram o Senhor. É claro que a vida deles foi aos poucos se transformando, passaram por altos, por baixos, mas permitiram que a vida deles fosse transformada.
Permitamos que a cada dia encontremos o Senhor e que cada encontro com o Senhor seja transformador. Existem muitos falsos Messias, existem muitos falsos caminhos, existem muitas ilusões, enganos e seduções, mas só um pode salvar a nossa vida, Ele se chama Jesus. Encontremo-nos com Ele a cada dia de nossa vida.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 17/01/2021

Oração Final
Pai Santo, dá-nos a graça do encantamento. Que a alegria e o entusiasmo da descoberta do teu Reino de Amor em nós não sejam diluídos em uma rotina de cumprimento de preceitos, mas nos leve a Viver cada vez mais intensamente a fraternidade com os peregrinos que estão ao nosso lado na caminhada. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 18/01/2015

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, dá-nos a graça do encantamento. Que a alegria e o entusiasmo da descoberta do teu Reino de Amor dentro de nós não sejam diluídos em uma rotina de mero cumprimento de preceitos, mas nos leve a viver cada vez mais intensamente a fraternidade com os peregrinos que estão ao nosso lado na caminhada. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Arquidiocese BH em 14/01/2018

ORAÇÃO FINAL
Pai querido, aqui estamos para fazer a tua Vontade! Dá-nos o discernimento que deste ao Evangelista, para que também nós façamos a opção fundamental pelo teu Reino de Amor. E nos dá força e perseverança, para que um dia, lembrando-nos da hora feliz de nossa opção, possamos dizer amorosos e saudosos como João: – Eram quatro horas da tarde… Por Jesus, o Cristo teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 17/01/2021

Oração
DEUS ETERNO E TODO-PODEROSO, que governais o céu e a terra, escutai clemente as súplicas do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.