segunda-feira, 23 de abril de 2018

BOM DIA! BOA TARDE! BOA NOITE! Oração da noite, Oração da manhã e Oração do entardecer - Deus te abençoe!



Oração da Noite

Boa noite Pai.
Termina o dia e a ti entrego meu cansaço.
Obrigado por tudo e… perdão!!
Obrigado pela esperança que hoje animou meus passos, pela alegria que vi no rosto das crianças;
Obrigado pelo exemplo que recebi daquele meu irmão;
Obrigado também por isso que me fez sofrer…
Obrigado porque naquele momento de desânimo lembrei que tu és meu Pai; Obrigado pela luz, pela noite, pela brisa, pela comida, pelo meu desejo de superação…
Obrigado, Pai, porque me deste uma Mãe!
Perdão, também, Senhor!
Perdão por meu rosto carrancudo; Perdão porque não me lembrei que não sou filho único, mas irmão de muitos; Perdão, Pai, pela falta de colaboração e serviço e porque não evitei aquela lágrima, aquele desgosto; Perdão por ter guardado para mim tua mensagem de amor;
Perdão por não ter sabido hoje entregar-me e dizer: “sim”, como Maria.
Perdão por aqueles que deviam pedir-te perdão e não se decidem.
Perdoa-me, Pai, e abençoa os meus propósitos para o dia de amanhã, que ao despertar, me invada novo entusiasmo; que o dia de amanhã seja um ininterrupto “sim” vivido conscientemente.
Amém!!!

Oração da manhã

Bom-dia, Senhor Deus e Pai!
A ti, a nossa gratidão pela vida que desperta, pelo calor que
cria vida, pela luz que abre nossos olhos.
Nós te agradecemos por tudo que forma nossa vida, pela terra, pela água, pelo ar, pelas pessoas. Inspira-nos com teu Espírito Santo os pensamentos que vamos alimentar,as palavras que vamos dizer, os gestos que vamos dirigir,a comunicação que vamos realizar.
Abençoa as pessoas que nós encontramos, os alimentos que vamos ingerir.
Abençoa os passos que nós dermos, o trabalho que devemos fazer.
Abençoa, Senhor, as decisões que vamos tomar, a esperança que vamos promover,a paz que vamos semear,a fé que vamos viver, o amor que vamos partilhar.
Ajuda-nos, Senhor, a não fugir diante das dificuldades, mas a abraçar amor as pequenas cruzes deste dia.
Queremos estar contigo, Senhor, no início, durante e no fim deste dia.
Amém.

Oração do entardecer

Ó Deus!
Cai à tarde, a noite se aproxima.
Há neste instante, um chamado à elevação, à paz, à reflexão.
O dia passa e carregam os meus cuidados.
Quem fez, fez.
Também a minha existência material é um dia que se passa,
uma plantação que se faz, um caminho para algo superior.
Como fizeste a manhã, à tarde e a noite, com seus encantos,
fizeste também a mim, com os meus significados, meus resultados.
Aproxima de mim, Pai, a Tua paz para que usufrua desta
hora e tome seguras decisões para amanhã.
Que se ponha o sol no horizonte, mas que nasça
em mim o sol da renovação e da paz para sempre.
Obrigado, Deus, muito obrigado!
Amém!

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 24/04/2018

ANO B


Jo 10,22-30

Comentário do Evangelho

“Eu e o Pai somos um”

Os judeus querem uma resposta clara, sem rodeios. No entanto, nenhuma resposta seria convincente: Se tu és o Cristo, dize-nos abertamente!” E em nenhum evangelho Jesus diz claramente ser o Messias. Ao invés de falar diretamente à questão, Jesus passa a falar de suas ovelhas. Lembremo-nos de que em todo o Antigo Testamento o povo de Israel se compara a um rebanho e Deus, a um pastor (cf. Sl 23[22]). As ovelhas que escutam a voz são as que conhecem o pastor. A afirmação de Jesus sobre a vida eterna estarrece os judeus, pois quem pode dar a vida eterna a não ser Deus? Nas mãos de Deus as ovelhas estão em segurança; nas mãos do Filho, as ovelhas jamais se perderão. Jesus afirma ainda uma união profunda entre ele e o Pai: “Eu e o Pai somos um”. Tal afirmação soava como blasfêmia e escândalo a muitos dos ouvintes.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, dá-me um coração de discípulo que se deixa guiar docilmente pelo Mestre Jesus, tornando-se, assim, apto para reconhecer sua condição de Messias de Deus.
Fonte: Paulinas em 13/05/2014

Vivendo a Palavra

A presença de Jesus incomodava as autoridades. Ele não preenchia o perfil do Messias esperado. Mas os sinais que fazia diziam que sim – era Ele! Também nós nos confundimos com os sinais do Reino de Deus, colocando-o longe, em outro tempo e lugar. Mas, ainda que não em sua plenitude, Ele já está aqui!
Fonte: Arquidiocese BH em 13/05/2014

VIVENDO A PALAVRA

As ‘autoridades dos judeus’ não estavam preparadas para a grande virada de Jesus. O deus que adoravam era o poderoso Senhor dos Exércitos, afastado dos homens no espaço e no tempo. Como seria possível um filho de carpinteiro afirmar que ‘O Pai e eu somos um’? Talvez também nós tenhamos a mesma dúvida… Peçamos ao Espírito Santo que ajude a nossa fé pequenina!

Reflexão

Colaborar na missão salvífica de Jesus através da ação pastoral da Igreja significa levar as pessoas a reconhecerem nele o Deus vivo encarnado para a salvação de todos os que nele crerem. Para que esta ação surta efeito, o anúncio é necessário, mas por si só é insuficiente. Não basta apenas falar de Jesus, é preciso obras, é necessária a vivência dos valores evangélicos, o amor precisa ser concretizado. Mas acima de tudo, é necessária a consciência de que somos participantes da divina missão de salvação dos homens e que quem realiza esta obra não somos nós, mas sim o próprio Deus, é ele quem pastoreia através de nós. Somos na verdade canais de graça para que os homens ouçam a voz de Jesus, sintam-se integrantes do seu rebanho e o sigam rumo à vida eterna.
Fonte: CNBB em 13/05/2014

Recadinho

Você recebeu de Deus uma vocação. Qual? - Conhece alguém que recebeu a vocação para a vida religiosa? Como a vive? - O que você mais admira na vocação sacerdotal? - Você reza pelas vocações sacerdotais e religiosas? Com que frequência? Como? - Conhece algum jovem (rapaz ou moça) que manifesta desejo de seguir uma vocação especial de serviço? Você incentiva?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 13/05/2014

Reflexão

“Se tu és o Cristo, dize-nos claramente”. Com esse desafio, os adversários de Jesus tentam desconcertá-lo. Ora, a fé não é resultado de raciocínio ou de argumentos bem concatenados. Para entender Jesus Cristo e aproximar-se do seu mistério, é necessário pertencer a seu rebanho e ouvir a sua voz. Só pode compreender Jesus e o seu Reino quem se dispõe a estabelecer com ele relações de comunhão, diálogo, busca sincera. Essas atitudes estão na base de todo verdadeiro encontro. Mas as lideranças do povo não se abrem para acolher Jesus. Então, não aceitam tampouco o Pai, pois é impossível agradar a Deus sem aceitar Jesus, o Filho de Deus. Pois Jesus age em nome do Pai, e suas ovelhas estão sob a tutela do Pai. Ora, existe comunhão íntima entre Jesus e o Pai: “Eu e o Pai somos um”.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

Comentário do Evangelho

UMA INCÓGNITA SOBRE JESUS

O modo de proceder de Jesus bem com os seus ensinamentos deixavam desconcertados os seus adversários. Embora realizasse gestos prodigiosos, suficientes para revelar sua plena comunhão com o Pai, e falasse de maneira até então desconhecida, permanecia uma incógnita a seu respeito. Os judeus, que tinham tudo para reconhecê-lo como o Messias, permaneciam na incerteza. Por isso, ficavam à espera de que Jesus lhes "dissesse abertamente" quem ele era.
A postura assumida pelos adversários impedia-os de compreender a verdadeira identidade messiânica de Jesus. Movidos pela suspeita, pela malevolência e pela crítica mordaz, jamais conseguiriam chegar à resposta desejada. Daí a tendência a acusar Jesus de blasfemo e imputar-lhe toda sorte de desvios teológicos e políticos.
Em contraste com os adversários estavam os discípulos. Estes, sim, colocavam-se numa atitude humilde de escuta, atentos às palavras do Mestre, buscando desvendar-lhes seu sentido mais profundo. Dispuseram-se a segui-lo, para serem instruídos não só por suas palavras, mas também por seus gestos concretos de misericórdia, para com os mais necessitados. A comunhão de vida com o Mestre permitia-lhes descobrir sua condição de Messias, o enviado do Pai.
A incógnita sobre Jesus permanece para quem se posiciona diante dele como adversário. Quem se faz discípulo, não tem dificuldade de reconhecê-lo como Messias.
Oração
Pai, dá-me um coração de discípulo que se deixa guiar docilmente pelo Mestre Jesus, tornando-se, assim, apto para reconhecer sua condição de Messias de Deus.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Concedei, ó Deus todo-poderoso, que, celebrando o mistério da ressurreição do Senhor, possamos acolher com alegria a nossa redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 13/05/2014

Meditando o evangelho

O MESTRE É RECONHECIDO

Os judeus insistiam com Jesus, exigindo que ele afirmasse, abertamente, sua identidade de Messias. Jesus, porém, tinha motivos para não ceder a uma tal pressão. Existe um caminho muito simples para reconhecê-lo: prestar atenção nas obras que ele realiza!
Só consegue reconhecer Jesus a partir de suas obras, quem se faz discípulo dele. A condição de discípulo coloca o indivíduo na perspectiva justa para observar o agir de Jesus e tirar as conclusões a respeito de sua identidade. Como? Permitindo olhá-lo com benevolência, sem preconceitos, nem má intenção. Colocando-se em sintonia com o Senhor, o discípulo pode discernir quem, de fato, é Jesus. Igualmente, capacita-o para ler, nas entrelinhas da ação de Jesus, sua condição de Messias, realizador das antigas esperanças de Israel, restaurador da vida e da esperança. E mais, sua condição divina, pois, as obras que Jesus realiza são exclusivas de quem é o Filho de Deus.
Quem não se torna discípulo, ou seja, sua ovelha, não está em condições de reconhecê-lo como Messias, por mais prodigiosa que seja a obra realizada por Jesus. Quem não está predisposto a ser discípulo, não abre mão da posição já tomada, nem confessa a messianidade de Jesus. Por isso, não era oportuno perder tempo com tal tipo de gente. Se não quisessem crer nele a partir das obras, paciência!
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Espírito do Messias, coloca-me na perspectiva justa, para reconhecer e confessar a messianidade do Filho Jesus.

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. As Obras do Filho revelam o Pai...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Recentemente me contaram uma história bonita de um Ex Drogado, depois de um patrão ter-lhe dado uma casa para morar com a esposa e a filhinha, além do emprego em um condomínio, o rapaz abandonou tudo e perdeu-se novamente na Vida, voltando a ingerir bebida alcoólica que o levou á morar na rua, pois era difícil para a família convencê-lo a ficar. O patrão permitiu que a esposa e a filha continuassem a morar na casa, sem nada cobrar. Decorrido mais de um ano, certo dia o patrão encontrou com o rapaz dormindo na calçada de uma cidade próxima, em mísero estado. Parou o carro, pediu ajuda as pessoas, o colocou no banco do veículo, e o internou em uma clínica particular, arcando com o custo, depois de três meses, quando ele teve alta, foi busca-lo e o levou para a sua casa, junto com a esposa, e passou a cuidar dele como se fosse seu filho.
Que obrigação ou compromisso tinha esse patrão para ajudar de todas as formas possíveis, esse rapaz a libertar-se das drogas resgatando-lhe a dignidade de ser humano? Nenhuma! Poderia inclusive pensar “Até que tentei ajuda-lo, mas ele preferiu as drogas...”
O evangelho de hoje nos ensina que o amor de Deus por nós, manifestado em Jesus é um amor assim: gratuito, incondicional, que cuida, zela, protege, está atento a todas as nossas necessidades enquanto ovelhas. Ninguém nos conseguirá arrancar de suas mãos, nada nesse mundo nos conseguirá separar do amor de Deus. Não porque somos fiéis, sinceros, exemplo de vida enquanto discípulos, de modo algum! Mas sim porque Ele é Fiel e o seu amor e bondade por suas ovelhas permanece sempre o mesmo, ainda que não correspondamos.
Os Judeus sentiam-se seguros nas tradições de Israel e no seguimento da Lei de Moisés, sua segurança vinha do fato de sentirem-se salvos, por causa de suas ações e práticas religiosas e olhavam Jesus com muita desconfiança. “Até quando nos deixarás na incerteza? Se tu és o Cristo dizei-nos claramente!”
Jesus não é o Mestre do Discurso e da Retórica! Ele é aquele que faz! O seu modo de agir e de pensar já o revela, pois revela o Pai que o enviou. Suas ações testemunham quem é ele. Mas os Judeus não lhe dão crédito. Esperavam um Messias poderoso, comprometido com os poderosos, alguém que em um certo momento fosse manifestar o seu poder e Glória como o Rei Davi, esse grupo de Judeus, que eram as lideranças religiosas, não gostavam desse Messianismo sobre o qual não tinham nenhum controle. Afinal, eram eles os Filhos de Abraão, os seguidores da Lei de Moisés, a Raça eleita e o Povo escolhido, era inconcebível que o Messias agisse tão fora desses padrões previamente estabelecidos.
“As obras que faço em nome do meu Pai dão testemunho de mim”.
Reconhecemos e aceitamos as obras do Bem, realizadas em outros grupos Religiosos senão o nosso? Se não aceitarmos que Jesus age em seu Espírito também em outros grupos religiosos, mesmo os não cristãos, estamos tendo uma conduta idêntica à desse grupo de Judeus que queriam manipular a Graça e a Salvação que em Jesus Deus oferece a toda humanidade.

2. Minhas obras dão testemunho de mim
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Jesus continua usando a comparação do pastor e das ovelhas. Suas ovelhas acreditam nele, escutam a sua voz, ele as conhece e elas o seguem. Ele lhes dá a vida eterna, elas nunca se perderão. Ninguém as tira dele porque foi o Pai quem lhe deu essas ovelhas. Era a festa da Dedicação do Templo e nessa ocasião Jesus afirmava aos judeus que conversavam com ele: “Eu e o Pai somos um”. Uma afirmação difícil de ser compreendida e aceita, mas quem a faz é o próprio Jesus. Podemos não entender, mas aceitamos porque é ele quem diz. Mais tarde, os cristãos, refletindo sobre tudo o que receberam dos primeiros discípulos de Jesus, falarão da Santíssima Trindade, de um só Deus em três pessoas, de Três pessoas distintas umas das outras e as Três, um só Deus. Jesus diz simplesmente: “Eu e o Pai somos um”. Hoje, com a evolução da teologia, temos um vocabulário apropriado para expressar as verdades da fé. Os primeiros tinham Jesus vivo diante deles. Podiam perguntar, e aceitavam porque era ele quem falava.

HOMILIA

EU CONHEÇO AS MINHAS OVELHAS

É um escândalo, esse Bom Pastor, porque toda a vida de Jesus é um juízo contra os que pensavam que Deus devia ajustar-se à “dogmática” religiosa. Ele não se adapta! Assim, pois, o que decide de um modo definitivo o sentido deste evangelho, cotejado com o Salmo 23, é a atitude que devemos ter ante a verdade que Jesus propõe: quem se encontra para valer, com Ele, “veste a camisa” do Reino de Deus, encontra-se com Deus custe o que custar, enquanto confia sem reservas nos cuidados do Bom Pastor. Se Ele, Jesus, escuta nossas súplicas, Deus faz o mesmo. Se Ele dá a vida por nós, isso é o que faz Deus por nós. Não estamos ante uma ficção com estas palavras. Algo concreto se apresenta: estamos diante do “Doador da Vida”, que também se dá para “manter a Vida”. O Bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas! A cruz não é sofrimento inútil. A parte mais difícil, porém, continua sendo as renúncias necessárias e a entrega total à Causa do Bom Pastor! (cf. Jo 10, 3). Jesus conhece os problemas da suas ovelhas. Mesmo quando elas seguem falsários e arremedos substitutivos que pretendem, na verdade, levá-las ao matadouro.
O bom pastor continua cuidando de suas ovelhas, busca a ovelha ferida, trata de seus machucados. Busca a que se extraviou, chama-a docemente ao caminho certo. Trata-a sempre com doçura e com voz carinhosa. Em regiões desérticas como na Palestina bíblica, a vida ou a morte do rebanho dependia do cuidado do pastor. Levar as ovelhas para campos verdes da primavera, ou para a vegetação seca comestível no verão, e alimentá-las, é sua função. Especialmente quanto às sobras da ceifa já realizada nos campos próximos das vilas e cidades. Nas noites escuras o pastor deve cuidar do rebanho, pois feras do deserto, e eventualmente salteadores, rondam e podem atacá-lo. O pastor deve estar vigilante, escutar cada pequeno ruído e manter-se em posição de defesa ou ataque, se necessário for. Dá-lhes segurança ao atravessarem depressões profundas, nos terrenos difíceis ou nos caminhos cheios de pedras soltas e perigosas onde as ovelhas possam resvalar. Sabe a exata distância entre os oásis; conhece as fontes de água onde se pode permanecer para se refazerem as forças... Tudo isso pertence ao cuidado, ao desvelo e à prudência de todo pastor não mercenário (cf. Jo 10, 12-13; Zc 11, 15), no exemplo do salmista e poeta.
O pastor é um companheiro. Ele liga seu destino ao destino do rebanho. Sofre a mesma sede, a mesma fome, padece sob as perseguições ferozes. É solidário, mesmo com sol ardente durante o dia e frio intenso durante a noite. Cansa-se com as ovelhas ao caminhar pela areia, debaixo de sol escaldante e sobre pedras. Corre os riscos de agressão pelas feras, ou ferido e até morto pelos ladrões escondidos à beira da estrada. O pastor é diferente do mercenário ou do ajudante contratado, dá a sua vida pelas ovelhas (cf. Jo 10, 15). Ele mantém uma relação de afeto profundo com as ovelhas. Elas o amam: “Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas me conhecem” e “elas seguem o pastor porque conhecem a sua voz” (10, 4.27). As ovelhas sentem o bater cadenciado do cajado no chão ou nas pedras.
Os israelitas nunca esperaram um Messias que sofresse, e que fosse, portanto, capaz de dar a vida como Jesus se empenha em fazê-lo, como está no evangelho de João. Nem observaram com atenção o Servo Sofredor do Segundo Isaías. Para eles, é preciso desmontar uma concepção “equivocada” de messianismo: um rei poderoso que se imporá pela força das armas. E assim se nos permite descobrir a opção radical por Jesus. O verdadeiro Messias é capaz de dar “a vida pelas ovelhas”, o mesmo que dizer: dar a vida pelo povo, este muitas vezes referido como “ovelhas desgarradas”, na Bíblia.
A crítica é dura, sempre, aos pastores de Israel. Perverteram a natureza do pastor, que é de apascentar as ovelhas. Eles se apascentam a si mesmos, em vez das ovelhas, com arrogância e desfaçatez. Conseqüentemente as ovelhas dispersam e se tornam vítimas da pilhagem, e de animais selvagens (Ez 34, 8; Jr 10, 21; 23, 3; 50, 6). O castigo virá sobre eles: “Gemei, pastores, e gritai. Revolvei-vos no pó, chefes do rebanho! Sereis dispersados e caireis como vasos preciosos; não há refúgio para os pastores nem escapatória para os chefes do rebanho” (Jr 25, 34-35; Zc 11, 16-17). Esses textos parecem descrever situações atuais. Como se pode avaliar, biblicamente, a figura do pastor suscita arquétipos ancestrais ligados ao cuidado, à acolhida, à segurança, à confiança. Pastores entregues a valores inversos sempre são denunciados. Os profetas da Bíblia não dão mole para os que se corrompem. Serve-nos o exemplo?
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 13/05/2014

HOMILIA DIÁRIA

Você tem ouvido a voz do Bom Pastor ou a do mundo?

Precisamos da sabedoria, do silêncio interior, da meditação e da contemplação para escutarmos a voz do Bom Pastor, Aquele que nos conduz e não nos deixa perdidos nas estradas da vida!
”As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão” (João 10, 27-28).
Nós continuamos a meditar a figura do Bom Pastor e hoje esse mesmo Pastor nos diz a que as Suas ovelhas escutam a Sua voz, seguem a Sua voz; conhecem a voz do Pastor e vão atrás d’Ele.
Dentro de nós, do coração de cada um de nós, existem muitas vozes gritando, clamando, chamando-nos para fazer isso ou fazer aquilo. Nós precisamos escutar a voz do Bom Pastor, d’Aquele que dá a vida por cada um de nós e não nos deixarmos nos confundir, sermos enganados, iludidos, inebriados; porque, no meio do caminho, é muito fácil nos confundirmos.
Muitas vezes, escutamos o que o outro diz, aquilo que o outro fala, nós damos vozes e atenção a qualquer coisa que escutamos e deixamos de ouvir a voz do Bom Pastor. Deixamos de ouvir aquilo que Jesus quer falar ao nosso coração para escutarmos o que as pessoas estão nos falando.
Às vezes, isso é tão confuso dentro de nós, causa tanta confusão em nosso interior, sobretudo no mundo do “disse não me disse”, no mundo da confusão, da mentira, da futrica, da conversa fiada, das ilusões, sobretudo no mundo em que as pessoas não tomam consciência do que falam (se eu não gosto de alguém ou falo mal dessa pessoa em assim, eu confundo as pessoas com as coisas que falo), que nos deixamos nos enganar. Deixamo-nos seduzir, deixamos que outras vozes confundam o nosso coração!
Aquele que é do redil de Jesus, aquele que faz parte do rebanho de Jesus, não se deixa enganar: escuta, discerne, peneira e conclui – “Isso é de Deus! Isso não é de Deus! Isso faz bem a mim, isso não faz bem a mim!”.
Aquele que é de Deus não toma decisão precipitada, não se deixa levar por suas emoções, pelo calor dos acontecimentos, pelas vozes das emoções que estão ali clamando dentro do coração, com raiva, com medo, tensão e preocupação. Não! Quem é de Jesus acalma o coração, acalenta a alma, procura, no silêncio da oração, escutar a voz de Deus!
Nós nos confundimos e erramos muito no caminho da vida, na estrada que prosseguimos, porque escutamos as vozes confusas que clamam em nós. O que precisamos é da sabedoria, do silêncio interior, da meditação e da contemplação para escutarmos a voz do Bom Pastor, Aquele que nos conduz e não nos deixa perdidos nas estradas da vida! Ao nos deixar guiar pela sabedoria divina, Ele nos conduz pelos prados verdejantes, ainda que tenhamos que passar pela aridez, pelo vale tenebroso da sombra da morte, nós não temeremos, porque a mão do Senhor, a voz d’Ele há de nos conduzir.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 13/05/2014

Oração Final
Pai Santo, hoje lembramos as carinhosas aparições da Virgem Maria em Fátima. Nós pedimos, Pai amado, que nos faças filhos dóceis e acolhedores, prontos para seguir o exemplo da Mãe que gerou Jesus, o Cristo teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 13/05/2014

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, conta-nos entre as ovelhas que entregaste ao teu Filho e que não se perderão. Queremos ouvir a sua voz amiga e segui-la pelos caminhos desta terra encantada, junto com os peregrinos que colocaste perto de nós. E nos concede, Pai amado, os dons da gratidão para contigo e da generosidade para com os irmãos. Pelo mesmo Cristo Jesus, na unidade do Espírito Santo. Amém.
http://arquidiocesebh.org.br/para-sua-fe/espiritualidade/meu-dia-em-oracao/o-pai-e-eu-somos-um/

LITURGIA DIÁRIA - 24/04/2018


Tema do Dia

«Minhas ovelhas ouvem a minha voz.»

Os Apóstolos pregavam aos judeus. Mas a mensagem foi recebida também pelos pagãos. A semente estava lançada. O terreno que se pensava árido mostrara-se fértil e acolhedor. O futuro dirá que os frutos serão fartos e saborosos. O Espírito Santo agia.
Fonte: Arquidiocese BH em 13/05/2014

Tema do dia

O PAI E EU SOMOS UM

As perseguições que se seguiram ao martírio de Estevão obrigaram os discípulos a se espalharem. Mas eles não se calaram: anunciavam o Reino de Deus trazido por Jesus de Nazaré. O texto de Atos lembra como aparece pela primeira vez o nome «cristãos»
http://arquidiocesebh.org.br/para-sua-fe/espiritualidade/meu-dia-em-oracao/o-pai-e-eu-somos-um/

Oração para antes de ler a Bíblia


Meu Senhor e meu Pai! Envia teu Santo Espírito para que eu compreenda e acolha tua Santa Palavra! Que eu te conheça e te faça conhecer, te ame e te faça amar, te sirva e te faça servir, te louve e te faça louvar por todas as criaturas. Fazei, ó Pai, que pela leitura da Palavra os pecadores se convertam, os justos perseverem na graça e todos consigamos a vida eterna. Amém.

3ª-feira da 4ª Semana da Páscoa
Cor: Branco


Primeira Leitura (At 11,19-26)
4ª Semana da Páscoa - Terça-feira - 24/04/2018

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 19aqueles que se haviam espalhado por causa da perseguição que se seguiu à morte de Estêvão chegaram à Fenícia, à ilha de Chipre e à cidade de Antioquia, embora não pregassem a Palavra a ninguém que não fosse judeu.
20Contudo, alguns deles, habitantes de Chipre e da cidade de Cirene, chegaram a Antioquia e começaram a pregar também aos gregos, anunciando-lhes a Boa Nova do Senhor Jesus. 21E a mão do Senhor estava com eles. Muitas pessoas acreditaram no Evangelho e se converteram ao Senhor.
22A notícia chegou aos ouvidos da Igreja que estava em Jerusalém. Então enviaram Barnabé até Antioquia. 23Quando Barnabé chegou e viu a graça que Deus havia concedido, ficou muito alegre e exortou a todos para que permanecessem fiéis ao Senhor, com firmeza de coração. 24É que ele era um homem bom, cheio de Espírito Santo e de fé. E uma grande multidão aderiu ao Senhor.
25Então Barnabé partiu para Tarso, à procura de Saulo. 26Tendo encontrado Saulo, levou-o a Antioquia. Passaram um ano inteiro trabalhando juntos naquela Igreja, e instruíram uma numerosa multidão. Em Antioquia os discípulos foram, pela primeira vez, chamados com o nome de cristãos.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Responsório (Sl 86)
4ª Semana da Páscoa - Terça-feira - 24/04/2018

— Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes.
— Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes.

— O Senhor ama a cidade que fundou no Monte santo; ama as portas de Sião mais que as casas de Jacó. Dizem coisas gloriosas da Cidade do Senhor.
— Lembro o Egito e Babilônia entre os meus veneradores. Na Filistéia ou em Tiro ou no país da Etiópia, este ou aquele ali nasceu. De Sião, porém, se diz: “Nasceu nela todo homem; Deus é sua segurança”.
— Deus anota no seu livro, onde inscreve os povos todos: “Foi ali que estes nasceram”. E por isso todos juntos a cantar se alegrarão; e, dançando, exclamarão: “Estão em ti as nossas fontes!”


Evangelho (Jo 10,22-30)
4ª Semana da Páscoa - Terça-feira - 24/04/2018


Minhas obras dão testemunho de mim

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

22Celebrava-se, em Jerusalém, a festa da Dedicação do Templo. Era inverno. 23Jesus passeava pelo Templo, no pórtico de Salomão. 24Os judeus rodeavam-no e disseram: “Até quando nos deixarás em dúvida? Se tu és o Messias, dize-nos abertamente”.
25Jesus respondeu: “Já vo-lo disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu Pai dão testemunho de mim; 26vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. 27As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão. 29Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30Eu e o Pai somos um”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.


Oração para depois de ler a Bíblia


Dou-Te graças, meu Deus, pelos bons propósitos, afetos e inspirações que me comunicastes nesta meditação; peço-Te ajuda para colocá-los em prática. Minha Mãe Imaculada, meu protetor São José e Anjo da minha guarda, intercedem todos por mim. Amém.