sábado, 22 de dezembro de 2018

BOM DIA! BOA TARDE! BOA NOITE! Oração da noite, Oração da manhã e Oração do entardecer - Deus te abençoe!



Oração da Noite

Boa noite Pai.
Termina o dia e a ti entrego meu cansaço.
Obrigado por tudo e… perdão!!
Obrigado pela esperança que hoje animou meus passos, pela alegria que vi no rosto das crianças;
Obrigado pelo exemplo que recebi daquele meu irmão;
Obrigado também por isso que me fez sofrer…
Obrigado porque naquele momento de desânimo lembrei que tu és meu Pai; Obrigado pela luz, pela noite, pela brisa, pela comida, pelo meu desejo de superação…
Obrigado, Pai, porque me deste uma Mãe!
Perdão, também, Senhor!
Perdão por meu rosto carrancudo; Perdão porque não me lembrei que não sou filho único, mas irmão de muitos; Perdão, Pai, pela falta de colaboração e serviço e porque não evitei aquela lágrima, aquele desgosto; Perdão por ter guardado para mim tua mensagem de amor;
Perdão por não ter sabido hoje entregar-me e dizer: “sim”, como Maria.
Perdão por aqueles que deviam pedir-te perdão e não se decidem.
Perdoa-me, Pai, e abençoa os meus propósitos para o dia de amanhã, que ao despertar, me invada novo entusiasmo; que o dia de amanhã seja um ininterrupto “sim” vivido conscientemente.
Amém!!!

Oração da manhã

Bom-dia, Senhor Deus e Pai!
A ti, a nossa gratidão pela vida que desperta, pelo calor que
cria vida, pela luz que abre nossos olhos.
Nós te agradecemos por tudo que forma nossa vida, pela terra, pela água, pelo ar, pelas pessoas. Inspira-nos com teu Espírito Santo os pensamentos que vamos alimentar,as palavras que vamos dizer, os gestos que vamos dirigir,a comunicação que vamos realizar.
Abençoa as pessoas que nós encontramos, os alimentos que vamos ingerir.
Abençoa os passos que nós dermos, o trabalho que devemos fazer.
Abençoa, Senhor, as decisões que vamos tomar, a esperança que vamos promover,a paz que vamos semear,a fé que vamos viver, o amor que vamos partilhar.
Ajuda-nos, Senhor, a não fugir diante das dificuldades, mas a abraçar amor as pequenas cruzes deste dia.
Queremos estar contigo, Senhor, no início, durante e no fim deste dia.
Amém.

Oração do entardecer

Ó Deus!
Cai à tarde, a noite se aproxima.
Há neste instante, um chamado à elevação, à paz, à reflexão.
O dia passa e carregam os meus cuidados.
Quem fez, fez.
Também a minha existência material é um dia que se passa,
uma plantação que se faz, um caminho para algo superior.
Como fizeste a manhã, à tarde e a noite, com seus encantos,
fizeste também a mim, com os meus significados, meus resultados.
Aproxima de mim, Pai, a Tua paz para que usufrua desta
hora e tome seguras decisões para amanhã.
Que se ponha o sol no horizonte, mas que nasça
em mim o sol da renovação e da paz para sempre.
Obrigado, Deus, muito obrigado!
Amém!

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 23/12/2018

ANO C


4º DOMINGO DO ADVENTO

Ano C - Roxo

“A chegada de Jesus exige mudanças.”

Lc 1,39-45

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A chegada do novo exige mudanças e o Advento, cujo último Domingo hoje celebramos, foi tempo onde reorganizamos nossas vidas para acolher o Deus Emanuel. Neste sentido, a liturgia leva-nos a refletir sobre o verdadeiro significado do Natal e a importância de vivencia-lo com o mesmo sentimento que transbordava do coração de Maria, no encontro com sua prima Isabel.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, amanhã estaremos reunidos para celebrar a solene Vigília do Natal do Senhor. Neste último domingo do advento, unidos aos sentimentos e expectativas da Virgem Maria, aguardaremos com alegria o anúncio da chegada do Filho do Altíssimo. Esse anúncio é para nós a esperança de chegarmos, pelo seguimento de Jesus, à sua Páscoa.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Quase todos os dias encontramos mulheres grávidas. Reparamos, pelo menos naquelas que são nossas conhecidas, o quanto a chegada de uma criança modifica a vida. O corpo se transforma, têm expectativas em relação ao neném, arrumam roupinhas, exigem mais cuidados. O corpo sagrado da mulher é como um tesouro que silencioso guarda uma vida! A chegada do novo exige mudanças. O tempo do Advento que hoje estamos encerrando foi tempo de preparar nossa vida para acolher o novo. Mudamos alguma coisa por causa da criança que vai chegar? Neste sentido, a liturgia de hoje nos convida a refletir sobre o verdadeiro significado do Natal e sobre a importância de valorizar o Natal com o mesmo sentimento que transbordava do coração de Maria, no encontro com sua prima Isabel. O último Domingo do Advento coroa a preparação para a celebração do Natal. Por isso na coroa do Advento se acende a última vela, simbolizando a chama que aqueceu nossos corações em preparação à celebração do nascimento de Jesus. Voltados para a encarnação do Verbo e ansiosos por celebrar seu nascimento, façamos desta Eucaristia um verdadeiro culto de ação de graças. Cristo quis nascer em Belém por dois motivos. Primeiro, porque "é da descendência de Davi segundo a carne", como se diz na Carta aos Romanos (1, 3). É a Davi que foi feita uma promessa especial a respeito de Cristo, segundo o livro dos Reis: "Oráculo do homem posto no alto, do Messias do Deus de Jacó" (23, 1). Por isso quis nascer em Belém, onde nascera também Davi, para que, pelo mesmo lugar do nascimento, aparecesse a realização da promessa que lhe tinha sido feita. É o que mostra o evangelista ao dizer: "Porque era da casa e da família de Davi". E, em segundo lugar porque, como diz Gregório: "Belém quer dizer 'casa do pão'. E o próprio Cristo afirma: 'Eu sou o pão vivo, que desceu do céu'"..

BENDITA É AQUELA QUE SERVE..

No Domingo que antecede ao Natal de Nossos Senhor Jesus Cristo, a Liturgia nos aponta para a vontade de Deus que busca, incessantemente, Salvar seu povo. O resgate do gênero humano, das amarras do pecado e da Morte, se concretiza na encarnação de Jesus por meio da Virgem Maria.
A primeira Leitura, extraída da profecia de Miquéias, deixa claro os planos do Eterno Pai: restituir Israel de sua dignidade original, suscitando de Belém (Literalmente “casa do Pão”) aquele que apascentará seu povo eleito, sendo, para eles, a própria Paz. Jesus é claramente o enviado de Deus, entregando-se a morte deu-nos a paz, permanecendo conosco no pão e vinho convertidos em seu corpo e sangue. Ele fez, em tudo, a vontade do Pai, abraçando a cruz nos santificou, constituindo novo povo santo chamado a fazer o mesmo na doação total e serviço aos irmãos. É nesta perpectiva que podemos interpretar o Evangelho de hoje.
O mistério da salvação revela-se no encontro de Maria com sua prima Isabel: O Senhor, nosso Deus, visita seu povo através de Maria (Alberto Beckhäuser). Eis a imagem do Pai que, transbordando de amor pela sublime criatura, faz-se história intervindo, com sua presença, na vida de todos os homens e mulheres. À exemplo de Maria, o cristão que se encontra com Deus trazendo-O dentro de si, deve, não obstante às dificuldades da vida, levá-lo à todos. Tal anuncio dá-se, antes de mais nada, por meio de gestos concretos de serviço e partilha.
Maria tornou-se bendita entre as mulheres através do sim respondido ao apelo do Senhor, sua adesão a impulsionou ao serviço superando todo tipo de comodismo ou fechamento à missão. Nossas comunidades devem, seguindo seu exemplo, trilhar a via do encontro, de modo especial, rumo aos mais necessitados, pois a Igreja é serva do Senhor e igualmente bendita por que Serve!
Texto: Equipe Diocesana - Diocese de Apucarana - PR

FAÇA-SE EM MIM SEGUNDO A TUA PALAVRA

"Deus enviou o seu Filho" (GI 4, 4). Mas, para Lhe "formar um corpo", quis a livre cooperação de uma criatura. Para isso, desde toda a eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe do seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré, na Galileia, "virgem que era noiva de um homem da casa de Davi, chamado José. O nome da virgem era Maria" (Lc 1, 26-27): "O Pai das misericórdias quis que a aceitação, por parte da que Ele predestinara para Mãe, precedesse a Encarnação, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte (Eva), também outra mulher contribuísse para a vida (Maria)".
Para vir a ser Mãe do Salvador, Maria "foi adornada por Deus com dons dignos de uma tão grande missão". O anjo Gabriel, no momento da Anunciação, saúda- a como "cheia de graça". Efetivamente, para poder dar o assentimento livre da sua fé ao anúncio da sua vocação, era necessário que Ela fosse totalmente movida pela graça de Deus.
Ao longo dos séculos, a Igreja tomou consciência de que Maria, "cumulada de graça" por Deus, tinha sido redimida desde a sua conceição.
Este esplendor de uma "santidade singular", com que foi "enriquecida desde o primeiro instante da sua conceição", vem-lhe totalmente de Cristo: foi "remida de um modo mais sublime, em atenção aos méritos de seu Filho". Mais que toda e qualquer outra pessoa criada, o Pai a "encheu de toda a espécie de bênçãos espirituais, nos céus, em Cristo" (Ef 1, 3). "N'Ele a escolheu antes da criação do mundo, para ser, na caridade, santa e irrepreensível na sua presença" (Ef 1, 4).
Os Padres da tradição oriental chamam à Mãe de Deus "a toda santa", celebram-na como "imune de toda a mancha de pecado, visto que o próprio Espírito Santo a modelou e dela fez uma nova criatura". Pela graça de Deus, Maria manteve-se pura de todo o pecado pessoal ao longo de toda a vida.
Ao anúncio de que dará à luz "o Filho do Altíssimo", sem conhecer homem, pela virtude do Espírito Santo, Maria respondeu pela "obediência da fé", certa de que "a Deus nada é impossível": "Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1, 38). Assim, dando o seu consentimento à palavra de Deus, Maria tornou-se Mãe de Jesus. E aceitando de todo o coração, sem que nenhum pecado a retivesse, a vontade divina da salvação, entregou- se totalmente à pessoa e à obra do seu Filho para servir, na dependência d'Ele e com Ele, pela graça de Deus, o mistério da redenção. "Como diz Santo Ireneu, "obedecendo, Ela tornou-se causa de salvação, para si e para todo o gênero humano". Eis porque não poucos Padres afirmam, tal como ele, nas suas pregações, que "o nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; e aquilo que a virgem Eva atou, com a sua incredulidade, desatou-o a Virgem Maria com a sua fé"; e, por comparação com Eva, chamam Maria a "Mãe dos vivos" e afirmam muitas vezes: "a morte veio por Eva, a vida veio por Maria"".
Catecismo da Igreja Católica, 488-494

Comentário do Evangelho

Narrativas da infância de Jesus

As primeiras comunidades de discípulos de Jesus guardavam vivas as memórias tanto do próprio Jesus como de João Batista, pelo qual Jesus foi batizado, transmitidas por aqueles que com eles conviveram ao longo de seus ministérios. Estas memórias, coletadas pelos evangelistas, deram origem às narrativas relativas a este ministério. Mateus e Lucas, de maneira exclusiva, incluem em seus evangelhos as "narrativas de infância" de Jesus. Nestas "narrativas de infância" parece predominar, sobre o seu aspecto histórico, a interpretação teológica sobre a pessoa de Jesus. Este caráter teológico se evidencia nas diferentes abordagens dos dois evangelistas, Mateus e Lucas. Enquanto Mateus centraliza sua narrativa na pessoa de José e na sua genealogia abraâmica, Lucas coloca em foco a pessoa de Maria e articula o nascimento de Jesus com o Templo de Jerusalém. Lucas também tem como característica pessoal apresentar o paralelismo entre João Batista e Jesus desde as narrativas da concepção de João Batista no ventre de Isabel e a de Jesus no ventre de Maria.
Jesus, tendo começado seu ministério como discípulo de João Batista, passou, depois, a agir com autonomia e, com seu anúncio revestido da autoridade divina, sobrepujou a figura de João. Contudo, muitos discípulos de João Batista, após sua morte, ficaram à parte do movimento de Jesus, fiéis à figura de João. Assim, tardiamente, as memórias dos dois, feitas pelas comunidades cristãs, foram marcadas pela insistente afirmação da precedência de Jesus sobre João, e os evangelistas, quando tratam do relacionando entre João Batista e Jesus, o fazem em uma perspectiva teológica no sentido de afirmar a subordinação de João a Jesus. Assim, pretendiam atrair para o movimento de Jesus os remanescentes discípulos de João Batista. Neste sentido temos, por exemplo, a declaração atribuída a João afirmando sua submissão a Jesus: "Depois de mim, vem aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das sandálias" (Mc 1,7; Lc 3,16; cf. Mt 3,11).
Na narrativa da visitação de Maria a Isabel, esta precedência de Jesus se manifesta na afirmação de que o menino João pulou de alegria no ventre de Isabel, quando a saudação de Maria, portando Jesus, chegou aos ouvidos de Isabel. Em seguida, Isabel afirma: "Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar?", e conclui exaltando Maria como sendo bem-aventurada em sua fé.
Maria, em sua maternidade, é bem-aventurada por ter acreditado em tudo o que foi dito da parte do Senhor, e que será realizado. Ao consentimento de Maria, "faça-se em mim segundo a tua palavra", seguir-se-á, depois, o "eis que eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade", como palavras de Jesus, com o título de Cristo, conforme a carta aos Hebreus (segunda leitura). Jesus faz a vontade do Pai, não como um sacrifício, mas, sim, pelo convívio amoroso e misericordioso que comunica a santidade e a vida divina a todos. A antiga religião baseada em vítimas e oferendas, holocaustos e sacrifícios pelo pecado, não é do agrado de Deus.
O evangelho de Lucas, acompanhando o evangelho de Mateus, narrará o nascimento do menino Jesus em Belém de Judá, como sendo o cumprimento da profecia de Miqueias (primeira leitura). Por aquela que aceita conceber o Filho de Deus, nascerá aquele que traz a paz.
José Raimundo Oliva
Oração
Pai, a exemplo de Isabel, anseio conhecer a verdadeira identidade de Maria que, na sua humildade, tornou-se o ser humano abençoado por excelência.
Fonte: Paulinas em 23/12/2012

Vivendo a Palavra

Maria levou Jesus à sua prima Isabel e Maria traz o Verbo Encarnado até nós, no hoje da nossa existência. Que nós saibamos transformar a gratidão e o carinho que sentimos pela Mãe, em força e coragem para nos tornarmos discípulos missionários do Filho, que nos ensinou a fraternidade e a compaixão.
Fonte: Arquidiocese BH em 23/12/2012

VIVENDO A PALAVRA

Maria não se limitou a levar Jesus à sua prima Isabel: Maria traz o Verbo Encarnado até nós, no aqui e agora da nossa existência. Que nós saibamos transformar a gratidão e o carinho que sentimos pela Mãe, em força e coragem para nos tornarmos discípulos missionários do Filho, que viveu e nos ensinou a fraternidade e a compaixão.

Reflexão

Pistas para a reflexão:

I leitura: Há valores que brotam do que é considerado pequeno e insignificante aos olhos da sociedade.
II leitura: Aprendemos com Jesus a realizar a vontade do Pai.
Evangelho: A solidariedade leva alegria e esperança aos necessitados.
Fonte: Paulus em 23/12/2012

Reflexão

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – 39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. – Palavra da salvação.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

Reflexão

MARIA É PORTADORA DE ALEGRIA E PAZ

Depois de acolher o anúncio do anjo, que a convida para ser a mãe do Filho de Deus, e de receber a notícia de que Isabel, na sua velhice, também conceberia um menino, Maria parte às pressas para as montanhas da Judeia a fim de auxiliar a prima na gestação.
Por onde a mãe de Jesus transita, sempre lhe fazem companhia a paz e a alegria. Tanto que, nas ladainhas, é invocada também como rainha da paz e da alegria. O evangelho de hoje manifesta justamente isso: logo que ela entra na casa de Zacarias, Isabel exulta com um hino de louvor, enquanto o fruto do seu ventre “pula de alegria”. O encontro entre duas mulheres e duas crianças, cada qual ainda no seio de sua mãe, é comemorado com votos entusiasmados de bênçãos e com uma bem-aventurança.
Essa passagem do evangelho aponta para o cumprimento definitivo da obra de salvação, iniciada com a fé vivenciada por Abraão. Graças ao sim de uma mulher, Deus vem a nós na pessoa de Jesus. Contando com a colaboração do ser humano, ele realiza seus projetos. Maria é exemplo claro dessa verdade.
Em visita a Isabel, ela revela-se a nova arca da aliança que carrega em seu seio o Messias tão esperado. Lucas apresenta a mãe de Jesus como símbolo das comunidades, convidadas a não se fecharem em si mesmas, mas “saírem de casa” e estarem abertas e solidárias entre si.
Vemos, no episódio da visitação, a solidariedade entre as mães que reconhecem o agir do Espírito Santo. O encontro das duas mulheres é sinal dos cristãos, que se encontram na comunidade e saem de si para se solidarizar.
O papa Francisco lembra-nos que se muda o mundo “com o serviço e saindo ao encontro do outro como Maria fez e como fazem muitas mulheres na Igreja. As mulheres corajosas que existem na Igreja são como Nossa Senhora. Essas mulheres que levam avante a família, a educação dos filhos e enfrentam tantas adversidades”.
O papa ressalta ainda que se trata de um “serviço na alegria”. São aspectos importantes do evangelho deste dia: sair para servir com alegria.
Pe. Nilo Luza, ssp

Meditando o evangelho

EIS A SERVA DO SENHOR

Maria ocupou um lugar de destaque no advento da salvação, aceitando acolher a proposta de Deus de assumir a maternidade do Messias Jesus. A escolha de Maria não se explica, no plano humano. Era uma jovem, já prometida em casamento a um descendente da casa de Davi. Não pertencia a nenhuma família nobre e rica, e habitava numa cidade escondida e mal-afamada. Não passava por sua mente ligar-se, de algum modo, ao Messias. Humanamente falando, ela não possuía os requisitos necessários para ser mãe do Salvador.
O diálogo de Maria com o anjo revelou a imagem que ela fazia de si mesma, bem como o que Deus pensava a respeito dela. Da parte de Deus, era considerada repleta de graça, amada por ele, bendita entre todas as mulheres. Em outras palavras, possuidora dos requisitos necessários para ser colaboradora de seu plano de salvação. Este requeria alguém totalmente disponível para Deus, despojado de si mesmo e dos próprios interesses, e disposto a assumir uma missão superior a tudo que se possa imaginar. Maria, por sua vez, tinha consciência de suas limitações. Não podia imaginar que Deus a tivesse em tão alta conta. Não conseguia conciliar a concepção do Messias com o fato de não ter conhecido homem algum. Estava longe de compreender o que significa conceber por obra do Espírito Santo. Contudo, como se sabia serva, não receou aceitar cegamente o projeto de Deus.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, que eu me deixe modelar pelo exemplo de Maria, a serva humilde que se fez capaz de assumir, com total disponibilidade, o projeto de Deus.

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Na Esperança dos Pobres, Deus mesmo está presente
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Há algo que passa quase despercebido nessa liturgia, a primeira leitura faz uma referência á pequenina Belém, de onde surgirá o Messias, na profecia de Miquéias. O texto não exalta o grande Rei Davi com sua força e seu grande poder durante o seu reinado, mas foca em primeiro lugar aquilo que ele era em Belém, antes de ser ungido: um simples Pastor, o versículo 3 confirma isso quando afirma que “Ele não recuará, apascentará com a Força do Senhor...em um segundo momento diz também...com a majestade de do nome do Senhor.Mas a ação primeira mencionada pelo Profeta é o verbo apascentar...
Era essa a verdadeira função de um Rei, apascentar seu povo, conduzi-lo, dar-lhe toda segurança, guiá-lo por caminhos e situações seguras, e defendê-lo diante dos perigos. No último parágrafo da primeira leitura, o profeta fala que ele, o Messias, estenderá o seu poder até os confins da terra e ele mesmo será a Paz.Aqui a palavra Poder, não é aquele que manda e domina (desses o nosso povo já está por aqui), mas sim a possibilidade de fazer o bem ao seu povo.
É nessa mesma linha de Davi que virá o Messias, o Rei Davi andou exagerando ao ocupar o trono, andou metendo os pés pelas mãos, esquecendo-se da função primeira de um Rei, que era a de proteger e defender o seu povo, igual nossos governantes de hoje...
Isabel olha para Maria, e iluminada pelo Espírito Santo percebe nela a presença desse Rei Messias, que como Davi tinha origem humilde em Belém, alguém de origem Divina, que iria atender todos os anseios de Vida e Liberdade do seu povo.Está agora explicado por que João Batista deu uma pirueta no ventre de Isabel, ali estava o Resgatador, o Redentor, o Libertador, o Deus dos pobres e pequenos, presente na Esperança e na Fé de Maria Santíssima. A Saudação inicial de Maria é uma bela oração e se resume no desejo a Isabel do “Shalon da Paz”.
Na celebração, quando saudamos os irmãos e irmãs, não se trata de um mero cumprimento aos mais amigos e conhecidos, mas de uma invocação, para que o Cristo da Paz esteja habitando o mais profundo do outro, e quando isso de fato ocorre, a saudação nos alegra e ajuda a aumentar o sonho e a esperança do Reino que Jesus semeou... Lembrando sempre que o lugar preferido de Deus, manifestado em Jesus, é no coração e na vida dos mais simples e pobres, como Davi, Pastor de Belém, e como Maria, aquela que se fez Serva de Deus e do seu povo...
José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail jotacruz3051@gmail.com

2. Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Terminamos o Advento em companhia de Maria. Nela está em gestação o Filho de Deus. Ao dar-lhe à luz, ela o colocará no coração da humanidade. Ele nasce para todos. Quem é esta mulher? É bendita entre todas, porque bendito é o fruto do seu ventre. Acreditou no que lhe foi dito pelo mensageiro do Senhor e tudo será cumprido.
Um sinal lhe foi dado na família de Isabel e Zacarias. Sua prima também estava grávida, apesar da idade avançada. Maria foi depressa até a casa de Isabel, não para verificar se era verdade o que o anjo tinha dito, mas para ajudá-la. Maria imediatamente pensou: “Isabel precisa de alguém”. E foi apressadamente para a região montanhosa de Ein Karem, onde vivia a família do precursor de Jesus, São João Batista. O ambiente é de alegria, de prestação de serviço, de fraternidade. Tudo respira felicidade. Feliz é aquela que acreditou. É tanta a alegria que o futuro austero João dança no ventre de sua mãe. “O menino pulou de alegria no meu ventre.” [...]
Neste Tempo de Advento, a comunidade cristã dá a Maria o título de Nossa Senhora da Expectação. Sua imagem é a de uma mulher grávida, prestes a dar à luz. Maria é chamada também de Nossa Senhora do Ó, porque, desde o dia 17 de dezembro, cada dia recita-se uma antífona começando com a interjeição “ó” antes de um título dado a Jesus Cristo: Ó Sabedoria, Ó Adonai, Ó Raiz de Jessé, Ó Chave de Davi, Ó Sol Nascente, Ó Rei das Nações, Ó Emanuel! Vinde, enfim, para salvar-nos, ó Senhor e nosso Deus!

REFLEXÕES DE HOJE


23 DE DEZEMBRO-DOMINGO

VEJA AQUI MAIS HOMILIAS DESTE DOMINGO

HOMILIA DIÁRIA

Glorifique o Senhor pelas maravilhas que Ele faz em sua vida

Postado por: homilia
dezembro 23rd, 2012

Quando Maria ouve do anjo que sua prima Isabel está grávida de seis meses, ela “pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente”. Vemos aí a subida de Maria ao monte onde estava a cidade de sua prima Isabel. Para o judeu, o monte é sempre um lugar de oração.
No Antigo Testamento, encontramos dois belos exemplos de oração no monte: Moisés e Elias. Ainda que o objetivo principal de Maria não fosse o de orar, não podemos imaginar que ela não reservasse largos momentos para sua oração, para seu encontro pessoal a sós com o seu Menino Deus, enquanto ajudava sua prima. Também, na passagem da Transfiguração, não está explícito, no texto, que Jesus subira para orar, mas é claro que Ele leva Seus discípulos para um lugar à parte para isto, ou seja, para orar! Está implícito, subentendido! E você? Também tem reservado seus momentos para “subir ao monte” e rezar?
“Maria entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel” e esta, “repleta do Espírito Santo, grita: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite?’”. Naquele momento, Isabel tem o mesmo sentimento dos apóstolos: “É bom estarmos aqui!”. Ela e João, bem como seu marido Zacarias, são beneficiados com a visita de Maria que traz Jesus.
Um outro ponto interessante é podermos associar as figuras de Moisés e Elias que conversam com Jesus, na Transfiguração, com Zacarias e João Batista. Este, foi o último dos profetas e apontado pelo próprio Cristo como figura de Elias. O sacerdote Zacarias exercia sua função no Templo, oferecendo sacrifícios e intercedendo pelo povo como fazia também Moisés, embora não existisse o Templo. Na Transfiguração, Pedro propõe:“Façamos três tendas, uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Na Visitação, Deus havia providenciado três tendas: A primeira, era a própria casa de Zacarias. A segunda, era o ventre de Isabel que abrigou João Batista, e a terceira, o ventre de Maria, que recebeu Jesus.
Vemos, nas três tendas, um certo crescimento em ordem de construção: A primeira, a casa, fora feita por mãos humanas; a segunda, o ventre de Isabel, a primeira mulher grávida que recebe o Espírito Santo pela visita de Jesus no seio de Maria; e por fim, a própria Maria, a Imaculada, a concebida sem pecado, foi a tenda perfeita para Jesus. Maria, com efeito, é venerada na Ladainha com o título de “Casa de Ouro”. Zacarias, João Batista e Jesus também podiam, cada um a seu modo, dizer: “É bom estarmos aqui!”. “Este é um lugar seguro, pois aqui habita Deus!” E para você? Será que sua casa é um lugar seguro, onde Deus faz sua morada?
Da nuvem luminosa saiu uma voz que disse: “Este é o meu Filho amado em quem pus toda minha afeição, ouvi-o” ou “Este é o meu Filho bem-amado, aquele que me aprouve escolher. Ouvi-o” (cf. as traduções da Ave-Maria e TEB, respectivamente). Há uma diferença, embora sutil, entre as duas traduções, mas somente nos lábios de Maria podemos colocar estas mesmas palavras vindas do Pai, dirigidas ao Filho, inspiradas pelo Espírito Santo: “Este é o meu filho muito amado, aquele em quem ponho toda a minha afeição e a quem eu disse “sim” para que Ele fosse gerado. Eu o escolhi. Ouvi-o”. “Fazei tudo o que Ele vos disser” (cf. Jo 2,5), completaria ela em Caná da Galileia.
Depois destas leituras e meditações, já não temos muitas razões para orar e contemplar? Faça, então, você mesmo sua oração, você que é templo do Espírito Santo (cf. 1Cor 6,19). Glorifique o Senhor pelas maravilhas que Ele faz em sua vida! Se quiser, inicie com o cântico de Maria, o “Magnificat” em Lc 1,46-55, mas deixe-se conduzir pelo Espírito!
Para sua contemplação, neste 4º Domingo do Advento, sugiro que “pinte” mentalmente um ícone com os seguintes personagens: Maria, grávida de Jesus, ao centro. Isabel, exultando no Espírito com a visita, tendo o pequeno João Batista “pulando” de alegria no seu ventre. No outro lado, o mudo sacerdote Zacarias em atitude de respeito e adoração àquela divina presença em sua casa. Uma nuvem luminosa do Espírito Santo envolvendo todo o ambiente em que se encontram e acima de todos um triângulo representando a voz do Pai. Permaneça em silêncio por um bom tempo, contemplando este lindo mistério de uma visita transfigurada do Senhor.
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 23/12/2012

Oração Final
Pai Santo, inspira-nos para que o Natal de Jesus, que estamos nos preparando para celebrar, não seja para nós apenas mais uma festa, como tantas outras, mas um marco na nossa caminhada rumo ao teu Reino de Amor, seguindo o Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Paulinas em 23/12/2012

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, inspira-nos para que o Natal de Jesus, que estamos nos preparando para celebrar, não seja para nós apenas mais uma festa, como tantas outras, mas um marco na nossa caminhada rumo ao teu Reino de Amor, seguindo o Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.