terça-feira, 26 de dezembro de 2017

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 26/12/2017

ANO B


Mt 10,17-22

Comentário do Evangelho

O preço do testemunho

Nosso texto é parte do discurso missionário de Jesus (Mt 10). Os discípulos devem ter presente, olhando para o seu próprio Senhor, a possibilidade de ser ameaçados, hostilizados e perseguidos. O mais doloroso é que a perseguição, a hostilidade, não vêm somente de fora, mas também de dentro da comunidade, da própria família (cf. v. 21).
Na perseguição é preciso prudência e simplicidade (v. 16); é preciso discernir para não se deixar enredar por quem quer que seja. É por causa de Jesus que os discípulos são perseguidos (v. 18a). Esse sofrimento é o preço do testemunho: “... dareis testemunho diante deles e diante dos pagãos” (v. 18b). Em tudo isso é preciso confiança, pois o “Espírito do vosso Pai falará em vós” (v. 20). O Espírito Santo, dom gratuito do Pai, é que inspira os discípulos. Essa confiança é que deve sustentar a vida dos discípulos enviados em missão. As traições, o ódio, a rejeição por causa de Jesus e do seu evangelho não têm por que nos assustar. Todos nós somos às vezes cordeiro e lobo, até que se realize a identificação do discípulo com o Mestre.
A missão é universal porque os doze discípulos escolhidos por Jesus não acabarão “de percorrer as cidades de Israel, até que venha o Filho do Homem” (v. 23). A tarefa de conduzir as pessoas ao único e verdadeiro pastor (cf. Ex 34,23-34) será permanente, enquanto houver ódio entre os irmãos (cf. v. 21), enquanto houver perseguições em nome de Jesus (cf. v. 22).
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Espírito de coragem perseverante, nas adversidades da vida, vem em meu auxílio, e ajuda-me para que não arrefeça a minha adesão a Jesus e ao Reino.
Fonte: Paulinas em 26/12/2013

Vivendo a Palavra

A profecia de Jesus que lemos se realiza literalmente no martírio dos cristãos. Estêvão acreditou e confiou até o fim. Viveu a glória de ver o céu aberto e o Filho do Homem, de pé, à direita do Pai. Que a coragem do mártir nos inspire a testemunhar ao mundo que o Reino de Deus já chegou: ele está dentro de nós!
Fonte: Arquidiocese BH em 26/12/2013

VIVENDO A PALAVRA

O mundo mudou: hoje, os anunciadores do Reinado de Deus não são punidos com açoites e nem levados a tribunais, mas recebidos com indiferença – o que talvez seja pior. Portanto, continuam válidas as instruções carinhosas do nosso Mestre: não nos preocupemos em sair por aí dizendo ‘Senhor, Senhor!’, mas em cumprir a vontade do nosso amado Pai.

Recadinho

Jesus alerta seus discípulos para que tomem cuidado com os homens! Hoje não é diferente! Procuro tomar cuidado, estar atento, mas não renegar minha fé? Tenho consciência de que o Espírito Santo está comigo? Rezo pedindo sua presença? É evidente que o espírito do mal nos assusta. Procuro colocar sempre minha vida nas mãos de Deus? - Procuro fazer minha parte para que haja paz e harmonia? - Contribuo para que haja compreensão e amor em família?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 26/12/2013

Comentário do Evangelho

SEREIS ODIADOS POR TODOS

A encarnação de Jesus não baniu o pecado da história humana. Embora ela se tenha constituído na possibilidade concreta de superação do pecado, muitos ainda haveriam de resistir, preferindo um projeto de vida cujo desfecho é a condenação.
Por outro lado, a quem optasse por ele, o Messias não apresentava uma vida de segurança e de comodidade. A resistência que Jesus experimentou por parte de seus contemporâneos teve prosseguimento na experiência dos discípulos. A opção pelo caminho de Jesus exigia força e coragem diante das perseguições, dos flagelos, dos processos nos tribunais que os inimigos de Deus haveriam de impingir aos seguidores de seu Filho. Como Jesus, o discípulo seria também a presença questionadora da salvação na história humana, embora muitos iriam persistir no caminho do pecado.
A história da fé cristã, por isso, estava fadada a ser uma história de martírio e de testemunho da fé, pela entrega corajosa da própria vida. Por conseguinte, o discípulo deve considerar estas circunstâncias como possibilidade de comprovar a profundidade de sua opção pelo Reino anunciado por Jesus.
Oração
Senhor Jesus, apesar das dificuldades que encontro para te seguir, faze-me caminhar, com fidelidade, nas estradas da salvação, que abriste para a humanidade.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Ensinai-nos, ó Deus, a imitar o que celebramos, amando os nossos próprios inimigos, pois festejamos santo Estêvão, vosso primeiro mártir, que soube rezar por seus perseguidores. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 26/12/2013

HOMILIA

QUEM PERMANECER FIRME SERÁ SALVO

Os Evangelhos mostram a Igreja como um barco, no qual Jesus está presente, embora em alguns momentos pareça estar dormindo (Mt 8,23-27). O mar que este barco atravessa é a História, às vezes calmo, outras vezes turbulento e ameaçador. Há quase dois mil anos o barco saiu de seu porto. Não sabemos quando chegará ao seu destino, mas temos certeza de que Jesus nunca o abandonará.
Em Pentecostes, "a Igreja se manifestou publicamente diante da multidão e começou a difusão do Evangelho com a pregação" (Ad Gentes, n. 4).
Pentecostes do ano 30. Todos reunidos: os apóstolos, Maria, parentes de Jesus, algumas mulheres. Um ruído de ventania desce do céu. Línguas como de fogo surgiram e se dividiram entre os presentes. Todos ficaram repletos do Espírito de Deus e começaram a falar em outras línguas.
Esta assembléia inicial, esta igreja, é o princípio. Depois do prodígio das línguas, Pedro dirigiu-se à multidão reunida na praça e fez uma memorável pregação. Muitos se converteram, especialmente judeus vindos da Diáspora. Estes levaram a Boa-Nova aos seus locais de origem, o que provocou o surgimento, bem cedo, de comunidades cristãs em Damasco, Antioquia, Alexandria e mesmo em Roma. Alguns helenistas, no entanto, permaneceram em Jerusalém. Para cuidar de suas necessidades materiais, os apóstolos escolheram sete diáconos. E dentre estes está Estevão de cujo martírio celebramos hoje.
Temos nesta narrativa de Mateus um trecho do discurso atribuído a Jesus ao enviar os doze apóstolos em missão. O texto é escrito em estilo literário-apocalíptico. No evangelho de Marcos, mais primitivo, ele faz parte do discurso escatológico de Jesus ao prenunciar a destruição do Templo de Jerusalém, nas vésperas de sua Paixão (Mc 13,9-13). De fato, muitos dos primeiros cristãos sofreram perseguições tanto da parte dos judeus como do império romano. A alusão à terrível tragédia no seio da família, no texto acima, no seu estilo escatológico-apocalíptico, é uma referência à tradição profética da injustiça universal no fim dos tempos (Mq 7,6). Após a perseguição e morte de Jesus, o diácono Estêvão foi o primeiro dos discípulos a ser martirizado. Embora com uma função subalterna como diácono, ele ousou fazer uma pregação de denúncia do Templo e das tradições do judaísmo, e foi apedrejado.
O seu grupo foi perseguido e disperso, enquanto os chefes da igreja de Jerusalém foram poupados.
Estevão era o diácono que mais se destacava. Por sua pregação incisiva, é detido pelas autoridades judaicas, julgado e apedrejado como blasfemador. Torna-se o primeiro mártir da História da Igreja. Enquanto é assassinado, perdoa os seus perseguidores e entrega, confiante, a sua vida nas mãos de Jesus.
O manto de Estevão foi deixado aos pés de um jovem admirador do ideal farisaico chamado Saulo.
Que ele interceda por nós afim de que não tenhamos medo de ninguém e de nada contando que anunciamos o Evangelho a propósito ou a despropósito.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 26/12/2013

HOMÍLIA DIÁRIA

Somos chamados a testemunhar Jesus com a nossa vida

Nós somos chamados a testemunhar Jesus com a nossa vida!
”Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus” (Atos dos Apóstolos 7,54-55).
Meus queridos irmãos e irmãs, nós estamos celebrando a oitava do nascimento de Jesus Cristo. Ontem foi Natal, hoje é Natal, amanhã será Natal e depois nós continuamos, com pelo menos oito dias, celebrando-o como se fosse um único dia.
Hoje a liturgia, em vez de usar a cor branca, dourada na festa, nós usamos a cor vermelha. Por que usamos a cor vermelha, cor do sangue, a cor do martírio, em plena celebração do Natal do Senhor? Porque a vida que esse Menino trouxe, a vida que Jesus trouxe a nós, levantou uma legião de homens e mulheres, na história, que se apaixonaram por Ele e foram capazes de derramar seu sangue por causa d’Ele.
O primeiro deles é Estêvão, o protomártir da Igreja. O livro sagrado dos Atos dos Apóstolos conta para nós que ele foi apedrejado por testemunhar o seu amor a Jesus Cristo, por não negar o seu amor a Ele. Por confessar, até o último instante, que jamais renegaria a sua fé por qualquer perseguição ou sofrimento.
Os cristãos ainda sofrem no mundo inteiro. Em alguns lugares o sofrimento é maior, pois a fé cristã, o seguimento de Jesus, o amor a Jesus Cristo, não é permitido, não se pode celebrar o nome do Senhor, invocar o Seu nome. Hoje queremos nos lembrar de milhões de cristãos que sofrem o martírio para testemunhar a sua fé em alguns países em que esta não é aceita. De um lado ou de outro do mundo, vemos pessoas sofrerem para poder viver a sua fé.
No meio de nós, muitas vezes, também sofremos o martírio para vivermos firmes na fé. Para guardarmos a nossa fé e a nossa confiança n’Ele. Alguns conseguem ser firmes e perseverantes; alguns conseguem testemunhar a sua fé até o fim. Sofrem perseguições, calúnias, incompreensão, não aceitação. Ainda mais quando viver a fé hoje é uma questão de testemunho de martírio. Não é uma questão de simplesmente dizer: ‘Eu sou cristão, eu creio em Jesus Cristo’. É uma questão de levar a vida em nome de Jesus.
Quando olhamos para os acontecimentos dos últimos tempos, quando olhamos até para celebrações de Natal em muitas casas e em muitas famílias, vemos que muitas destas comemorações estão mais para pagãs do que para cristãs. O que podemos fazer? Sermos testemunhas de Jesus! Nós somos chamados a amar e a testemunhar Jesus com a nossa vida!
Continuando neste espírito natalino, continuando celebrando a presença maravilhosa de Jesus no meio de nós, hoje somos convidados a testemunhar e a dar a nossa vida por causa do Senhor.
Que Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 26/12/2013

Oração Final
Pai Santo, nós somos tentados a buscar segurança, conforto e prazer no mundo do consumo e do individualismo. Inspira-nos, Pai amado, por teu Espírito, a escolher o caminho heróico dos Santos, para chegarmos ao Teu Reino juntos com o Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Paulinas em 26/12/2013

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, com Tua Presença fortaleceste Estevão até a glória do martírio. Dá igualmente agora à tua Igreja, que somos nós, fé e coragem para viver conforme a tua vontade, proclamando a chegada do teu Reino de Amor em nós e no meio de nós. Por Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo. Amém.

LITURGIA DIÁRIA - 26/12/2017


Tema do dia

SANTO ESTEVÃO, PRIMEIRO MÁRTIR

Alguns membros da sinagoga chamada ‘dos libertos’ começaram a discutir com Estevão, mas não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava… A Igreja de Jesus, em estado nascente, estava prestes a receber o seu primeiro mártir.

Oração para antes de ler a Bíblia


Meu Senhor e meu Pai! Envia teu Santo Espírito para que eu compreenda e acolha tua Santa Palavra! Que eu te conheça e te faça conhecer, te ame e te faça amar, te sirva e te faça servir, te louve e te faça louvar por todas as criaturas. Fazei, ó Pai, que pela leitura da Palavra os pecadores se convertam, os justos perseverem na graça e todos consigamos a vida eterna. Amém.

Santo Estevão, o primeiro mártir. Festa
Cor: Vermelho

Primeira Leitura (At 6,8-10; 7,54-59)
Santo Estêvão, o primeiro Mártir - Terça-feira - 26/12/2017

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

8Naqueles dias, Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. 9Mas alguns membros da chamada Sinagoga dos Libertos, junto com cirenenses e alexandrinos, e alguns da Cilícia e da Ásia, começaram a discutir com Estêvão. 10Porém, não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava.
7,54Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão. 55Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus. 56E disse: “Estou vendo o céu aberto, e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus”. 57Mas eles, dando grandes gritos e, tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão; 58arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem, chamado Saulo. 59Enquanto o apedrejavam, Estêvão clamou dizendo: “Senhor Jesus, acolhe o meu espírito”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Responsório (Sl 30)
Santo Estêvão, o primeiro Mártir - Terça-feira - 26/12/2017

— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.

— Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve. Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me.
— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel. Vosso amor me faz saltar de alegria, pois olhastes para as minhas aflições.
— Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor! Mostrai serena a vossa face ao vosso servo, e salvai-me pela vossa compaixão!


Evangelho (Mt 10,17-22)
Santo Estêvão, o primeiro Mártir - Terça-feira - 26/12/2017


Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: 17“Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. 18Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. 19Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 20Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós. 21O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. 22Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.


Oração para antes de ler a Bíblia


Meu Senhor e meu Pai! Envia teu Santo Espírito para que eu compreenda e acolha tua Santa Palavra! Que eu te conheça e te faça conhecer, te ame e te faça amar, te sirva e te faça servir, te louve e te faça louvar por todas as criaturas. Fazei, ó Pai, que pela leitura da Palavra os pecadores se convertam, os justos perseverem na graça e todos consigamos a vida eterna. Amém.

HOMÍLIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) - Jo 1,1-5.9-14 - 25/12/2017


A Palavra eterna de Deus nos refaz

Esta Palavra eterna que estava com o Pai na criação, está no meio de nós, recriando uma nova humanidade

“E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade” (João 1,14).

Neste dia santo e abençoado, contemplamos o nascimento de Jesus Salvador. A Palavra que recebemos é o Verbo, a Palavra eterna de Deus que se fez carne. Se a Palavra de Deus não tinha aspecto humano, não tinha a condição humana, ela recebeu, em Maria, essa condição e habitou no meio de nós.
Por que a Palavra habitou no meio de nós? Para nos salvar, nos recriar, nos refazer. No princípio a Palavra de Deus fez todas as coisas, agora, no princípio de uma nova humanidade, essa Palavra eterna que estava com o Pai na criação, está no meio de nós, recriando uma nova humanidade.
Hoje, nasce um mundo novo, uma nova criação; nasce Aquele que veio restaurar todas as coisas. Contemplamos a nova criação de Deus na nova criatura, porque Ele é o modelo de toda a criatura humana desde o nascimento.
Desde o nascimento, Ele é todo de Deus, é despojado para ser inteiramente de Deus, e toda a sua vida é o modelo de um homem restaurado, pleno e completo. Do homem Jesus, nasce a nova humanidade, e essa nasce de um novo paraíso, que é o ventre de Maria. Desse novo paraíso brota uma nova vida, brota o Salvador da humanidade, nesse paraíso bendito encontramos a salvação.
Este é o dia de contemplarmos a beleza deste mistério: a grandeza de um Deus que se faz pequeno, criança, homem; que se faz carne e o nosso Salvador.
Hoje é dia para nos rendermos, mas não as bebidas, não as comidas e tantas coisas que estão ai, para lembrar que hoje é Natal. Hoje é dia de nos rendermos a Jesus Nosso Senhor e Salvador, é dia de proclamarmos que temos n’Ele a nossa salvação.
A Palavra de Deus criou todas as coisas; a Palavra eterna de Deus nos refaz, nos dá uma nova esperança, uma nova dignidade e, se permitimos, uma família nova, abençoada, restaurada, porque todos nós somos a família de Deus, e a família que está em Deus, encontra sua razão de ser.
Deus abençoe você, sua família e sua casa. Um feliz e abençoado Natal para você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 25/12/2017

ANO B


João 1,1-18 ou 1-5.9-14

Comentário ao Evangelho

O VERBO SE FEZ CARNE

Pelo mistério da Encarnação, estabeleceu-se uma comunhão indissolúvel entre a divindade e a humanidade. Jesus foi o ponto de encontro deste movimento que ligou a Terra ao Céu, o homem a Deus, a história à eternidade.
Vindo de junto do Pai, Jesus é a Palavra de Deus que se tornou visível na história humana. Sua existência iria manifestar os desígnios divinos, tanto no seu falar quanto no seu agir. A vida que haveria de transmitir, mediante gestos poderosos, provinha da abundância da vida herdada do Pai. Sua presença se constituiria em luz para orientar a humanidade dacaída, ansiosa de salvação. Por meio dele, seria possível chegar até Deus e experimentar a comunhão divina.
Todavia, este Jesus era plenamente humano, excluindo-se apenas a experiência do pecado. Não lhe foram concedidas regalias, pelo fato de ser o Filho de Deus. Por isso, experimentou a rejeição exatamente daqueles para os quais fora enviado. Sua não-acolhida revelar-se-ia em forma de perseguição, hostilidades e abandono, para culminar na morte de cruz. Na medida em que descia aos porões da humanidade, Jesus ia comunicando ao ser humano, ferido pelo pecado, o lenitivo da salvação. Desta forma, as pessoas reconciliavam-se com Deus e recuperavam sua dignidade original. Nisto consiste o mistério do Natal!
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
Oração
Senhor Jesus, vieste ao mundo para reconciliar a humanidade com Deus. Que eu saiba colher os frutos de teu gesto de amor, deixando a divindade transparecer em mim.
Fonte: Dom Total 25/12/2015

Meditando o evangelho

NÓS VIMOS SUA GLÓRIA

Pouco a pouco, a comunidade cristã foi compreendendo a verdadeira identidade de Jesus. Até então, na história da salvação, ninguém havia se apresentado como Messias Filho de Deus. Na verdade, os reis de Israel eram considerados filhos de Deus. Entretanto, jamais alguém havia manifestado tal proximidade com Deus, no falar e no agir, como acontecia com Jesus. Ninguém havia chamado Deus de Pai, servindo-se de um termo familiar, Abba, usado pelas crianças para se referirem a seus genitores. Ninguém se apresentara com o poder de perdoar pecados, restituir a vida aos mortos e enfermos, libertar as pessoas da opressão do demônio. Ninguém, como Jesus, mostrava-se livre diante da Lei e das tradições religiosas.
Na raiz da ação de Jesus, estava sua condição divina. Esta conferia-lhe a liberdade para não se submeter ao legalismo religioso da época, muitas vezes incapaz de levar as pessoas a uma real experiência de Deus; levava-o a desbaratar as forças do anti-Reino, por cuja ação os indivíduos se tornavam cativos do mal e do pecado; dava-lhe um coração misericordioso, como o de Deus, para amar os pecadores e abrir-lhes os caminhos da salvação; tornava-o sensível e solícito aos sofrimentos da humanidade.
Nestas ações humanas de Jesus, resplandecia sua glória de Filho de Deus.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, que eu veja tua glória de Filho de Deus resplandecer em teus gestos misericordiosos em favor da humanidade.

REFLEXÕES DE HOJE


25 de DEZEMBRO – QUARTA

HOMILIA

A PALAVRA DA VIDA

No princípio era a Palavra, luz para todo ser humano. “No princípio era a Palavra…” faz pensar na primeira frase da Bíblia que diz: “No princípio Deus criou o céu e a terra”. Deus criou por meio da sua Palavra. “Ele falou e as coisas começaram a existir”. Todas as criaturas são uma expressão da Palavra de Deus. O prólogo diz que a presença universal da Palavra de Deus é vida e luz para todo ser humano. Esta Palavra viva de Deus, presente em todas as coisas, brilha nas trevas. As trevas tentam apagá-la, mas não conseguem. A busca de Deus renasce constantemente no coração humano. Ninguém consegue abafá-la. “Ninguém jamais viu a Deus; o Filho Unigênito que está no seio do Pai no-l’O deu a conhecer” (Jo 1, 18). Quem desde o princípio nos dá a conhecer o Pai é o Filho, porque desde o princípio está com o Pai: as visões proféticas, a diversidade de graças, os ministérios, a glorificação do Pai, tudo isto, como uma sinfonia bem composta e harmoniosa, Ele o manifestou aos homens, no tempo próprio, para seu proveito. Porque onde há harmonia tudo sucede no tempo próprio; e quando tudo sucede no tempo próprio, há proveito. Por isso o Verbo tornou-Se o administrador da graça do Pai em proveito de homens, em favor dos quais Ele pôs em prática a sua tão sublime economia da graça, mostrando Deus aos homens e apresentando o homem a Deus. Manteve, no entanto, a invisibilidade do Pai, para que o homem se conserve sempre reverente para com Deus e tenha um estímulo para o qual deve progredir; mas, ao mesmo tempo, mostrou também que Deus é visível aos homens por meio da economia da graça, para não suceder que o homem privado totalmente de Deus, chegasse a perder a sua própria existência.
A Palavra se fez carne. Deus não quer ficar longe de nós. Por isso a sua Palavra chegou mais perto ainda e se fez presente no meio de nós na pessoa de Jesus. Literalmente o texto diz: “A Palavra se fez carne e montou sua tenda no meio de nós!”. No tempo do Êxodo, lá no deserto, Deus vivia numa tenda, no meio do povo (Ex 25,8). Agora, a tenda onde Deus mora conosco é Jesus, “cheio de graça e de verdade!”. Jesus veio revelar quem é este nosso Deus que está presente em tudo, desde o começo da criação. Porque a glória de Deus é o homem vivo, e a vida do homem, é a visão de Deus. Com efeito, se a manifestação de Deus, através da criação, dá a vida a todos os seres da terra, muito mais a manifestação do Pai, por meio do Verbo, dá a vida a todos os que vêem a Deus!
Senhor Jesus, que eu veja tua glória de Filho de Deus resplandecer em teus gestos misericordiosos em favor da humanidade.
Postado há 31st December 2010 por Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 25/12/2013

25 de dezembro – NATAL DO SENHOR
MISSA DO DIA

O VERBO SE FEZ CARNE E HABITOU ENTRE NÓS

I. INTRODUÇÃO GERAL

A liturgia de hoje realça não apenas o nascimento de Jesus, mas sua origem divina. Aquele que estava presente na criação do mundo veio até nós para nos tornar filhos de Deus. Essa vinda já tinha sido anunciada pelos servos de Deus durante a primeira aliança. Agora, por meio do Verbo eterno feito existência humana, Deus nos fala definitivamente e efetiva sua presença soberana na humanidade. Jesus não é apenas mais um mensageiro de boas notícias, ele mesmo é o evangelho de Deus, ele é a salvação prometida.

II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

1. Evangelho (Jo 1,1-18): A luz resplandeceu nas trevas

João está descrevendo um novo começo. Se o livro do Gênesis registra a primeira criação, este primeiro versículo do Evangelho de João descreve a nova criação. Em ambas as ocasiões, o agente da obra criadora é o mesmo Verbo (ou Palavra) de Deus. “Palavra” e “luz” são duas formas de falar da mesma realidade, a saber, que Deus entrou na história humana para reconduzi-la à plenitude.
A Palavra (ou o Verbo) se fez carne (v. 14). Na mentalidade hebraica a palavra é o meio através do qual alguém se revela ou expressa seus pensamentos e vontade. No Antigo Testamento o termo “carne” certamente não tem conotação pejorativa, não é a antítese de Deus; porém, representa tudo o que é transitório, mortal e imperfeito e, à primeira vista, incompatível com Deus (cf. Is 40,6-8). Dessa forma, a Palavra de Deus se opõe à carne.
Conforme o evangelista João, a melhor forma pela qual Deus se expressou foi na existência humana de Jesus. Nele, o que Deus é e o que ele espera da humanidade foram revelados. Jesus é o Verbo, o ser de Deus narrado em uma vida humana.
Em vez de uma força impessoal, ou um princípio abstrato e distante da situação humana, João utiliza o termo “Verbo” em um sentido muito pessoal, de um Deus que ama, se compadece e se identifica com os seres humanos, tomando sobre si sua natureza, e sofrendo uma morte vergonhosa com o fim de prover um meio para a reconciliação do homem com seu Criador.
A luz veio ao mundo (v. 9). O Antigo Testamento se refere a Deus como a fonte da luz e da vida em várias passagens. O salmista indica que Deus é a fonte da vida e da luz (Sl 36,9). João, seguindo o conceito do salmista, afirma que o Verbo é a vida e a luz dos homens.
O termo “mundo” nesse texto significa o mundo dos homens e seus assuntos, o qual, concretamente, está submetido ao pecado e às trevas. A função da luz é basicamente combater ou vencer a obscuridade. “Trevas” é um termo metafórico que, no quarto evangelho se refere a tudo o que se opõe à mensagem de Jesus, é a obscuridade moral e espiritual. Por isso, o tema da primeira parte do quarto evangelho é a fé e seu contrário, a incredulidade (como resultado da influência das trevas).
A totalidade da missão de Jesus foi uma espécie de conflito entre a luz e as trevas, culminando no Getsêmani e na cruz. Por isso, o verbo “vencer” cabe bem neste contexto. A luz brilha nas trevas e as trevas não tinham o poder para detê-la (v.5), muito menos para vencê-la.

2. I Leitura (Is 52,7-10): A verdadeira luz veio ao mundo

O profeta elogia a atividade de alguém que traz uma mensagem de salvação, o mensageiro vem correndo e gritando enquanto atravessa os picos das montanhas: “teu Deus reina!”.
As sentinelas que estão de guarda nas muralhas de Jerusalém começam a vislumbrar o mensageiro. Ele se antecipa à caravana dos exilados que voltam à terra natal. Metaforicamente Deus é descrito como um rei vencedor com seu exército voltando da guerra para a terra da promessa. O grito do mensageiro alerta para o fato de que Deus saiu vitorioso.
As sentinelas em uníssono repetem o grito do mensageiro e exortam às ruínas da cidade para unirem-se ao coro com gritos de júbilo porque o Senhor resgatou o seu povo que estava sob o poder do dominador estrangeiro. Aos poucos, a notícia da restauração de Sião (Jerusalém) vai se espalhando pelo reino inteiro e por todas as nações.

3. II Leitura (Hb 1,1-6): O resplendor da glória de Deus

Fundamental para a Carta aos Hebreus é o fato de que Deus se revelou constantemente ao longo da história, dando-se a conhecer, para que o ser humano o amasse. Mas agora, por meio de seu Filho, Deus fez sua revelação final, definitiva e superior a tudo que foi revelado anteriormente.
Os primeiros versículos mencionam alguns contrastes entre o que foi revelado no passado e o que está sendo mostrado agora através do Filho. Primeiramente, aquelas revelações eram parciais, “em muitos fragmentos”, literalmente falando. A revelação efetivada pelo Filho é completa.
Também há uma oposição entre o outrora e o hoje, ou seja, aquilo que é revelado pelo Filho será sempre atual, nunca estará ultrapassado, jamais dará lugar a nenhuma outra revelação, porque não há um mensageiro superior ao Filho, o qual é a “expressão do ser” do Pai. Com essa afirmação, Hebreus enfatiza a correspondência exata entre a natureza do Filho e do Pai, porque o termo grego ali empregado significa algo semelhante a um carimbo que deixa impresso no papel a figura que traz em alto relevo.
As revelações nos tempos antigos vieram de muitas maneiras, a atual veio de um único modo, por meio de Jesus Cristo. Aquelas foram muitas, a última é única.
Com o vocábulo “profetas” o autor de Hebreus se refere a todas as pessoas da antiga aliança que transmitiram às gerações seguintes a fé de Israel. Nenhuma dessas pessoas realizou a obra de Jesus Cristo, a saber, possibilitar nosso acesso à presença de Deus. Ao oferecer sua própria vida a Deus, Jesus realizou a purificação dos pecados de toda a humanidade, tornando possível nossa aproximação ao trono da graça.
A inclusão da obra de redenção na descrição de Cristo como agente de Deus na criação e na revelação definitiva indica a unidade básica entre esses dois eventos. Aquele que estava presente na criação é o mesmo a nos purificar dos pecados no momento da ascensão, quando penetra o santo dos santos no céu.

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

O Natal e a Páscoa são as duas grandes solenidades do calendário litúrgico. Uma remete à outra. Não se pode falar do Natal sem mencionar a Páscoa, pois na cruz a encarnação de Jesus aparece de forma mais concreta. A “prova” de que Jesus encarnou-se é sua morte. E uma morte infligida por aquilo que ele viveu.
Isso nos remete a uma nova reflexão sobre o seu nascimento. Jesus veio ao mundo para plenificar a criação de Deus. Para resgatar o ser humano do poder das trevas e reconduzi-los à luz, mediante uma vida nova, ressuscitada. A Páscoa é a celebração dessa vitória da luz sobre as trevas. Por isso, já no Natal celebramos a ressurreição.
Aíla Luzia Pinheiro Andrade
Graduada em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará e em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje - BH), onde também cursou mestrado e doutorado em Teologia Bíblica e lecionou por alguns anos. Atualmente, leciona na Faculdade Católica de Fortaleza. É autora do livro Eis que faço novas todas as coisas – teologia apocalíptica (Paulinas).
E-mail: aylanj@gmail.com.
Fonte: Vida Pastoral em 25/12/2013

25 de dezembro – NATAL

TEMPO DE NASCER

Quem nasce hoje? Este é um mistério grande, profundo. Tão grande, que enche o mundo de espanto. Não espanto de medo, mas de alegria. Sabe aquela alegria que nos faz até chorar? É a alegria verdadeira, brotando do fundo de nosso ser.
Quem nasce hoje é o amor. Deus é amor. Ele, na sua infinita bondade, assume a nossa frágil condição. Das alturas ele se inclina e desce ao chão da vida humana. Em tudo semelhante a nós, menos no pecado.
Menos no pecado, porque o Deus da vida não negocia com o mal. Deus é o Bem! Ele nasce, vem de mansinho bater à porta de nosso coração. Chega como um amigo, suavemente pede licença para entrar em nossa vida. Jamais entra onde não lhe dão permissão. Ele poderia chegar empurrando portas e janelas. Mas não. Pede licença, porque o amor é liberdade, respeito.
Deus está nascendo. O mundo barulhento pode não se dar conta disso. Pode até inventar outro natal, mas o Natal de verdade é Deus nascendo em nós, em nossa casa. O risco é perder de vista o nascimento do amor. Risco maior é não se entregar a esse amor.
Sim, porque inventaram um natal do “comprar” e esqueceram que o Natal de verdade não se compra. O Natal de verdade é presente. Ele se oferece! Natal é amar.
Ah, bom demais seria se nossos olhos focassem a beleza desse presente que dá sentido à vida! Bom demais seria se em cada batida do nosso coração pulsasse a alegria de pertencermos ao amor e essa alegria transbordasse em nossas ações, semeando paz, espalhando esperança.
O mundo tem futuro porque o amor está nascendo. Ele nasce para dizer não aos poderosos que impõem fardos pesados aos ombros dos pobres. Nasce para derrotar o sistema que fadiga homens e mulheres e lhes incute falsas ofertas de felicidade. Nasce para dizer que a morte não manda em nada e em ninguém. Quem nasce é maior que a morte e vence não pela sorte nem pelas armas. Quem nasce tem a vitória pelo poderio do amor. Seu arsenal é o olhar compassivo, o abraço de ternura, o beijo materno. Quem nasce traz em suas mãos o céu, o eterno.
É tempo de nascer! Que em nossas famílias haja mesa farta de pão e o coração alimentado de amor. Que em nós nasça Deus e nos deixemos surpreender por sua graça, por sua paz. Feliz Natal!
Padre Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp
Fonte: Paulus em 25/12/2013

Natal do Senhor

A Igreja celebra com a solenidade do Natal a manifestação do Verbo de Deus aos homens. É este de fato o sentido espiritual que decorre da própria liturgia, que oferece para a nossa meditação o nascimento eterno do Verbo (o Filho, Jesus) no íntimo dos esplendores do Pai (1ª Missa); a aparição temporária na humildade da carne (2ª Missa); a sua volta no juízo final (3ª Missa).
Um antigo documento, o Cronógrafo do ano de 354, atesta a existência em Roma desta festa a 25 de dezembro, que corresponde à celebração pagã do solstício de inverno, isto é, o nascimento do novo sol que, após a noite mais longa do ano, retomava novo vigor.
Celebrando neste dia o nascimento daquele que é o verdadeiro Sol, a luz do mundo, que surge da noite do paganismo, pretendeu-se dar significado novo, totalmente novo, a uma tradição pagã vivida pelo povo, pois coincidia com as férias de Saturno, durante as quais os escravos recebiam presentes dos seus senhores e eram convidados a se sentarem à mesa de seus donos como cidadãos livres.
Os presentes natalinos, porém, pretendem chamar a atenção para os presentes dos pastores e dos reis magos ao Menino Jesus.
No Oriente o nascimento de Jesus era festejado no dia 6 de janeiro, com o nome de Epifania, que quer dizer manifestação. Depois também a Igreja oriental começou a celebrá-lo na data de 25 de dezembro, conforme encontramos em Antioquia pelo ano de 376 no tempo de são João Crisóstomo, e em 380 em Constantinopla. Enquanto isso, no Ocidente, era introduzida a festa da Epifania, última festa do ciclo natalino, para comemorar a revelação da divindade de Cristo ao mundo pagão. Os textos da liturgia natalina, formulados numa época de reação à heresia de Ário sobre a Trindade, enfocam com a força de uma calorosa poesia e com rigor teológico a divindade do Menino nascido na gruta de Belém, a sua realeza e onipotência para convidar-nos à adoração do insondável mistério do Deus revestido de carne humana, filho da puríssima Virgem Maria.
A encarnação de Cristo marca a participação direta dos homens na vida divina. A restauração do homem mediante o nascimento espiritual de Jesus nas almas é o tema sugerido pela devoção e pela piedade cristãs que, além das comoventes tradições natalinas florescidas às margens da liturgia, convidam a meditar anualmente sobre o mistério da nossa salvação em Cristo Senhor.
Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.
Fonte: Paulus em 25/12/2013

Dia 25 de dezembro – FESTA DO NATAL

JESUS É NOSSA LUZ!

Jesus é nossa luz. Não temos por que viver na escuridão. A grande festa de hoje é a celebração de que Deus não está longe. Ele é nosso próximo, nosso vizinho. É um de nós. Quando dizemos estar alegres porque Jesus nasceu, estamos dizendo que Deus se fez nosso parente, gente nossa. Gente como a gente. Não precisamos olhar para longe, buscando sua presença. A força de Deus, que é amor, está disponível para nós. Não precisamos ter medo de nada! Não há noite que não possa ser iluminada pela presença do Filho de Deus! Não há pecado que não possa ser vencido! Não há falta que não possa ser perdoada para quem faz do coração o presépio para acolher o Salvador!
Podemos, sim, festejar! É verdade que ainda há problemas no mundo, pois nem todos os corações se converteram em presépios. Há ainda corações com muitas grades, com muito medo. Há ainda corações preocupados demais com o conforto, com o luxo, e que não “dão a mínima” à tristeza, dores e carências dos outros. Há corações que ainda são prisões de pecado, verdadeiras fortalezas de egoísmo, mansões de solidão. Mesmo assim, há a esperança de que tudo isso vá por terra e esses corações se transformem em presépios, lugares que recebam a vida com simplicidade.
Por isso, vamos festejar, pois não precisamos ser prisioneiros de nada nem de ninguém! Podemos ter o coração livre. Não precisamos ficar na escuridão. A Luz está entre nós! A glória de Deus está por toda parte, e Jesus trouxe a paz para a humanidade! Recebamos a Luz, para que sejamos luz!
Rezemos com Jesus, nestes dias de festa especial, rogando que mais corações se transformem em presépios, mais corações de pedra sejam transformados em coração de carne. Que a simplicidade do sorriso de Jesus nos desarme, nos desconcerte, de modo que percebamos quanto tempo, quanta energia desperdiçamos com coisas sem importância: discussões, rixas, vaidades. A luz que vem do presépio nos indica um novo caminho de simplicidade, harmonia, perdão, justiça e paz. Vamos caminhar por ele!
FELIZ NATAL!
Pe. Claudiano Avelino dos Santos, ssp
Fonte: Paulus em 25/12/2013

HOMÍLIA DIÁRIA

Natal é alegria, é festa plena!

Natal é alegria, é festa plena, rica de significados e certezas para a nossa vida.
Hoje, 25 de dezembro, nós celebramos o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, porque o Verbo de Deus se fez carne e habitou entre nós. Contemplamos a Sua glória, a qual Ele recebe do Pai como Filho Unigênito; cheio da graça e da verdade. Natal é alegria, é festa plena, rica de significados e certezas para a nossa vida. A primeira certeza é de que Deus nos ama muito, e Ele nos ama de tal modo que enviou o Seu Filho único para ser o nosso Salvador.
A certeza de que Deus nos ama é que Ele se faz um de nós. Quando Jesus Cristo se encarna, Ele assume a nossa natureza humana. E por que Ele a assume? Assume-a para ser solidário com a nossa fraqueza, com o nosso sofrimento e com tudo aquilo que a natureza humana sofre por causa do pecado.
Jesus Cristo, ao se fazer um de nós, nos aponta o caminho para a redenção da humanidade, para a redenção da nossa natureza humana, para a nossa salvação, porque Ele nos mostra o caminho, pois Ele mesmo é o caminho!
Quando, hoje, contemplamos Jesus, quando olhamos para Ele e vemos a Sua presença no meio de nós, podemos dizer: Nós temos o nosso Salvador, nós não estamos perdidos, nós não estamos condenados; a nossa vida tem sentido, tem salvação, tem solução! A nossa vida encontra a sua plenitude na Pessoa de Jesus Cristo. Deus feito carne, Deus feito homem, Deus feito a nossa salvação.
Hoje o grande presente de Natal não é aquilo que nós ganhamos das pessoas, nem aquilo que damos para as pessoas. O grande presente é Ele mesmo: Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador. Nós contemplamos Jesus vivo no meio de nós, nós O adoramos, O glorificamos, o bendizemos; damos graças ao Pai por toda a eternidade e nos juntamos ao coro dos anjos e ao coro dos pastores que glorificavam a Deus no mais alto dos céus. Esse coro, hoje, se junta a nós, que também queremos louvar, bendizer e agradecer a Deus porque nos deu um bendito Salvador.
Que Deus abençoe a sua casa, a sua família e o seu lar. Deus conceda a todos nós um Natal repleto de bênçãos e graças do céu!
Um feliz Natal para você, para sua casa e sua família!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 25/12/2013