quarta-feira, 6 de julho de 2022

BOM DIA! BOA TARDE! BOA NOITE! Oração da noite, Oração da manhã e Oração do entardecer - Deus te abençoe!



Oração da Noite

Boa noite Pai.
Termina o dia e a ti entrego meu cansaço.
Obrigado por tudo e… perdão!!
Obrigado pela esperança que hoje animou meus passos, pela alegria que vi no rosto das crianças;
Obrigado pelo exemplo que recebi daquele meu irmão;
Obrigado também por isso que me fez sofrer…
Obrigado porque naquele momento de desânimo lembrei que tu és meu Pai; Obrigado pela luz, pela noite, pela brisa, pela comida, pelo meu desejo de superação…
Obrigado, Pai, porque me deste uma Mãe!
Perdão, também, Senhor!
Perdão por meu rosto carrancudo; Perdão porque não me lembrei que não sou filho único, mas irmão de muitos; Perdão, Pai, pela falta de colaboração e serviço e porque não evitei aquela lágrima, aquele desgosto; Perdão por ter guardado para mim tua mensagem de amor;
Perdão por não ter sabido hoje entregar-me e dizer: “sim”, como Maria.
Perdão por aqueles que deviam pedir-te perdão e não se decidem.
Perdoa-me, Pai, e abençoa os meus propósitos para o dia de amanhã, que ao despertar, me invada novo entusiasmo; que o dia de amanhã seja um ininterrupto “sim” vivido conscientemente.
Amém!!!

Oração da manhã

Bom-dia, Senhor Deus e Pai!
A ti, a nossa gratidão pela vida que desperta, pelo calor que
cria vida, pela luz que abre nossos olhos.
Nós te agradecemos por tudo que forma nossa vida, pela terra, pela água, pelo ar, pelas pessoas. Inspira-nos com teu Espírito Santo os pensamentos que vamos alimentar, as palavras que vamos dizer, os gestos que vamos dirigir, a comunicação que vamos realizar.
Abençoa as pessoas que nós encontramos, os alimentos que vamos ingerir.
Abençoa os passos que nós dermos, o trabalho que devemos fazer.
Abençoa, Senhor, as decisões que vamos tomar, a esperança que vamos promover, a paz que vamos semear, a fé que vamos viver, o amor que vamos partilhar.
Ajuda-nos, Senhor, a não fugir diante das dificuldades, mas a abraçar amor as pequenas cruzes deste dia.
Queremos estar contigo, Senhor, no início, durante e no fim deste dia.
Amém.

Oração do entardecer

Ó Deus!
Cai à tarde, a noite se aproxima.
Há neste instante, um chamado à elevação, à paz, à reflexão.
O dia passa e carregam os meus cuidados.
Quem fez, fez.
Também a minha existência material é um dia que se passa,
uma plantação que se faz, um caminho para algo superior.
Como fizeste a manhã, à tarde e a noite, com seus encantos,
fizeste também a mim, com os meus significados, meus resultados.
Aproxima de mim, Pai, a Tua paz para que usufrua desta
hora e tome seguras decisões para amanhã.
Que se ponha o sol no horizonte, mas que nasça
em mim o sol da renovação e da paz para sempre.
Obrigado, Deus, muito obrigado!
Amém!

AO ENTRAR QUE VENHA COM DEUS... AO SAIR QUE DEUS TE ACOMPANHE…

Santa Maria Goretti - 06 de Julho





A Igreja, neste dia, celebra a virgem e mártir que encantou e continua enriquecendo os cristãos com seu testemunho de “sim” a Deus e “não” ao pecado. Nascida em Corinaldo, centro da Itália, era de família pobre, numerosa e camponesa, mas muito temente a Deus.
Com a morte do pai, Maria Goretti, com os seus, foram morar num local perto de Roma, sob o mesmo teto de uma família composta por um pai viúvo e dois filhos, sendo um deles Alexandre. Aconteceu que este jovem por várias vezes tentou seduzir Goretti, que ficava em casa para cuidar dos irmãozinhos. E por ser uma menina temente a Deus, sua resposta era cheia de maturidade: “Não, não, Deus não quer; é pecado!”

LEITURA ORANTE DO DIA 06/07/2022



LEITURA ORANTE

Mt 10,1-7 – Jesus chama os apóstolos

"Jesus chamou seus doze discípulos" (Mt 10,1)

Preparamo-nos para o encontro com Deus,
em comunhão com os demais orantes da Palavra, rezando:
Vem, Espírito Santo, aos nossos corações,
e concede-nos, por intercessão de Maria,
a graça de ler e reler as Escrituras.
Concede-nos, Espírito Santo,
a graça de reconhecer a obra de Deus atuante na História
e a sua presença de misericórdia.
Amém.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos, atentamente, o texto: Mt 10,1-7, e observamos as
pessoas que Jesus chama e o que lhes recomenda.
Jesus chamou os seus doze discípulos e lhes deu autoridade para expulsar espíritos maus e curar todas as enfermidades e doenças graves. São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e o seu irmão André; Tiago e o seu irmão João, filhos de Zebedeu; Filipe, Bartolomeu, Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu; Tadeu e Simão, o nacionalista; e Judas Iscariotes, que traiu Jesus. Jesus enviou esses doze homens, dando-lhes a seguinte ordem: - Não vão aos lugares onde vivem os não-judeus, nem entrem nas cidades dos samaritanos. Pelo contrário, procurem as ovelhas perdidas do povo de Israel. Vão e anunciem isto: "O Reino do Céu está perto."
Refletindo
Jesus não chamou para seu grupo os mais preparados do seu tempo, mas, os mais disponíveis. Chamou simples pescadores – Pedro, André, Tiago, João. Chamou o cobrador de impostos. Chamou gente simples. Não significa que discriminou. Apenas, significa que o coração mais simples está livre de muitas preocupações. E os chamados recebem o mesmo poder de Jesus: anunciar o Reino, expulsar os espíritos maus e curar todas as doenças, uma missão de libertar as pessoas de todos os males. Rejeitar os chamados, os apóstolos é rejeitar a salvação.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Somos livres para seguir Jesus?
Pelo batismo todo cristão é chamado a seguir Jesus
de acordo com seu estado de vida.
Meditando
Os bispos, em Aparecida, falam deste chamado:
“A admiração pela pessoa de Jesus, seu chamado e seu olhar de amor despertam uma resposta consciente e livre desde o mais íntimo do coração do discípulo, uma adesão de toda sua pessoa ao saber que Cristo o chama por seu nome (cf. Jo 10,3). É um “sim” que compromete radicalmente a liberdade do discípulo a se entregar a Jesus, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6). É uma resposta de amor a quem o amou primeiro “até o extremo” (cf. Jo 13,1). A resposta do discípulo amadurece neste amor de Jesus: “Te seguirei por onde quer que vás” (Lc 9,57). (DAp 136).

3. Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Senhor Jesus, eu creio que estou na tua presença
e te adoro profundamente.
Ilumina a minha inteligência e fortifica a minha vontade,
de modo que a minha vida seja, aos poucos,
transformada pelo encontro contigo.
Liberta-me de tantas coisas que me oprimem,
ensina-me a evitar a dispersão
em muitos interesses superficiais;
ajuda-me na busca contínua da tua vontade.
Espírito Santo, cria em mim um coração novo,
capaz de amar todas as pessoas.
Que a minha oração seja sustentada
pela intercessão de Maria, Mãe da Igreja
e modelo de disponibilidade à voz de Deus.
Amém.

4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é de atenção aos vários chamados de Jesus.

Bênção do Apóstolo Paulo
- O Deus da paz vos santifique completamente
- Vos conserve íntegros em espírito, alma e corpo,
e irrepreensíveis para quando vier o Senhor Jesus Cristo.
-  A graça do Senhor Jesus Cristo esteja convosco.  (1Ts 5,23ss).
Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Irmã Patrícia Silva, fsp

Palavra se fez carne - 06 de julho, 4ª feira da 14ª Semana do Tempo Comum


06 de julho, 4ª feira da 14ª Semana do Tempo Comum


- Hoje é dia 06 de julho, 4ª feira da 14ª Semana do Tempo Comum.

- Passamos o tempo a lamentar a ausência de Deus: porque acontecem tragédias, porque o mal está por todo lado, porque a sociedade não tem lugar para Deus... Mas, só você pode tornar eficaz a presença de Deus. Você é as mãos, os braços, a boca, os ouvidos, os olhos de Deus no meio do mundo. Se não agires o sonho de Deus para a transformação do mundo ficará por realizar, seu Reinado não acontece. Coloque-se na presença de Deus e deixa que Ele te mostre como precisa de você, hoje, para transformar o mundo.

- Escute o Evangelho de Mateus, capítulo 10, versículos 1 a 7:

Naquele tempo,Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade. Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus. Jesus enviou estes Doze, com as seguintes recomendações: "Não deveis ir aonde moram os pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! Em vosso caminho, anunciai: 'O Reino dos Céus está próximo'".

- O evangelho de hoje mostra Jesus escolhendo colaboradores para a tarefa primordial para a qual ele veio: proclamar o Reino de Deus. Escolhe pessoas próximas, irmãos, mas também outros de diferentes origens, posição social, modos de pensar. Jesus apresenta a missão de curar e libertar, instrui e mostra seu plano de trabalho. O Reino de Deus está próximo. Este anúncio que está no centro da missão de Jesus e dos apóstolos, nos revela que algo novo está acontecendo. Ele veio anunciar um novo Reino, onde impera a paz e a justiça a favor dos pobres e marginalizados. Peça ao Senhor que reine em seu coração e o ajude a também anunciar o Reino de Deus.

- Jesus chama-nos como aos doze apóstolos, cada um pelo seu nome. Você tem consciência de que é chamado(a) de forma pessoal, particular e acredita que Jesus precisa de você? Que caminho o Senhor te oferece? Quem são, à sua volta, as ovelhas perdidas de Israel? O que você faz desta missão?

- “Em vosso caminho, anunciai: 'O Reino dos Céus está próximo'", anuncia Jesus no evangelho de hoje. Jesus conta conosco para que Deus reine neste mundo. O Pe. Benjamim Buelta num trecho do poema Obrigado porque nos necessitas, diz assim:

Em tua aparente paralisia,
nos envias a percorrer caminhos.
Somos teus pés e te aproximamos
das vidas mais marginalizadas,
pisadas suaves para não despertar
as crianças que dormem sua inocência,
passos fortes para descer até a mina
ou entregar uma carta perfumada.
Nos pedes ser teus ouvidos,
para que tua escuta tenha rosto,
atenção e sentimento,
para que não se diluam no ar,
as queixas contra tua ausência,
as confissões do passado que remói,
a dúvida que paralisa a vida
e o amor que partilha sua alegria.
Obrigado, Senhor, porque nos necessitas.
Como anunciarias tua proposta
sem alguém que te escute no silêncio?
Como olharias com ternura,
sem um coração que sinta teu olhar?
Como combaterias a corrupção
sem um profeta que se arrisque?

- Termina sua oração sentindo o chamado de Jesus. Ele está sempre te chamando para a sua missão. Diga a Ele que você está de coração aberto para colaborar naquilo que necessitar.

- Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Mãe Maria | Dom Walmor – 06/07/2022


Canal do Youtube: TV Horizonte

Publicado em 6 de jul. de 2022

Palavra da Salvação, 06/07/2022 com o Padre Rodrigo Vieira


Canal do Youtube: WebTV Redentor

Publicado em 5 de jul. de 2022

Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel!
14ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira

Evangelho (Mt 10,1-7)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos maus e de curar todo tipo de doença e enfermidade. 2Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João; 3Filipe e Bartolo­meu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus. 5Jesus enviou estes Doze, com as seguintes recomendações: “Não deveis ir aonde moram os pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! 6Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Homilia | O que significa a escolha dos Doze Apóstolos? (Quarta-feira da 14.ª Semana do Tempo Comum) - Padre Paulo Ricardo


Canal do Youtube: Padre Paulo Ricardo

Publicado 5 de jul. de 2022

Tomado de compaixão ao ver o povo que o seguia como ovelhas sem pastor, Jesus, depois de muito rezar ao Pai, escolheu doze dentre os seus discípulos e, investindo-os da missão de serem os pastores do novo Israel, enviou-os de dois em dois a pregar o Evangelho do Reino, a fim de plantar as sementes da Igreja e conduzir os judeus à plenitude da verdadeira fé, em cujos rudimentos eles nem sequer foram capazes de perseverar. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 6 de julho, e, a exemplo de Nosso Senhor, rezemos todos os dias a Deus, pedindo-lhe que envie à santa Igreja operários fiéis e conformes ao Sagrado Coração de seu Filho, nosso Bom Pastor.

HOMILIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) – Mt 10,1-7 – 06/07/2022


Anuncie o Reino de Deus aos seus irmãos

Jesus enviou estes Doze com as seguintes recomendações: “Não deveis ir aonde moram os pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’.” (Mateus 10,5-7)



O Senhor deu essas instruções aos Doze, mas dá também essas instruções a nós. A Palavra de Deus é atual. Hoje, são muitos os que necessitam de evangelização. E, de maneira especial, como nos recordava São João Paulo II: “Os batizados não são evangelizados”.
De maneira especial, hoje, vamos atrás das ovelhas perdidas da casa de Israel. Aqueles que fizeram parte, que até são do redil de Nosso Senhor, da nossa Igreja, mas que, infelizmente, não estão conosco, estão neste mundo perdidos. O Senhor nos chama a ir ao encontro desses nossos irmãos.
Dentro de casa, podemos constatar algumas ovelhas perdidas; no trabalho, as pessoas com quem convivemos, conseguimos perceber algumas pessoas que estão perdidas. O Senhor nos chama a ir ao encontro dessas ovelhas, a evangelizar essas pessoas! “Mas é tão complicado, padre, evangelizar”. Não é complicado, basta que nós sejamos dóceis, basta que estejamos em comunhão com Ele. É claro, façamos as leituras, as leituras espirituais — o Catecismo da Igreja Católica. Temos, sim, como nos abastecer, temos como ser instruídos, mas não precisamos, não podemos guardar isso para nós, precisamos levar a boa notícia aos nossos.

Não podemos deixar de evangelizar, de anunciar o Reino com as nossas palavras

A boa notícia que você experimentou deve ficar só para você? Não! Por isso o Senhor nos diz: “Ide às ovelhas perdidas da casa de Israel! E anunciai: o Reino dos Céus está próximo”. Tem gente que vem pelo amor, e tem gente que vem pela dor. O Senhor nos chama hoje a anunciar o amor, a anunciar a misericórdia.
O Senhor nos chama, hoje, a anunciar aos irmãos que o Reino de Deus está próximo, que eles venham por amor. Mas, é claro, se você precisa ser firme, seja também firme. Que Ele venha também na dor, desde que venha. Porque o Senhor quer salvar todos, o Senhor deseja salvar todos!
Que o Senhor possa usar de mim como um instrumento d’Ele, que o Senhor posso usar de você como um instrumento d’Ele para chegar a essas ovelhas perdidas por falta de um pastor, por falta de um cuidado.
Somos chamados a evangelizar de maneira muito simples, minha gente. É a presença, é uma palavra, é um conselho, quem sabe até um convite — “Vamos participar do grupo de oração”, “Vamos participar da nossa reunião, da nossa oração”, “Vamos nos engajar numa pastoral”. São realidades bem simples, ou você pode impor as mãos sobre essa pessoa e rezar por ela, pedindo que Nosso Senhor a visite. Enfim, sempre podemos fazer algo, o que não podemos deixar é de evangelizar, de anunciar o Reino com as nossas palavras, anunciar o Reino de Deus com a nossa vida.
A bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Márcio Prado
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 06/07/2022

ANO C


Mt 10,1-7

Comentário do Evangelho

Pouco a pouco o evangelho vai se abrindo para os pagãos.

Ante a necessidade ingente da missão (9,37), Jesus dá aos doze discípulos que ele envia o seu próprio poder. Em primeiro lugar, é preciso compreender que a missão é de Jesus e que os discípulos são seus colaboradores. Nossa missão como cristãos é colaboração na missão de Cristo. Daí a necessidade de bem compreender, através dos evangelhos, aquelas passagens em que Jesus mesmo explicita sua missão. Em segundo lugar, é fundamental ter presente que o poder conferido pelo Senhor aos seus discípulos não está relacionado a um cargo, mas à condição mesma de discípulo. Trata-se, aqui, do Espírito Santo; ele é o poder de Deus dado para a missão (cf. At 1,8). Esse poder de Deus que faz falar (At 2,1-11) e agir à imitação de Cristo é dom de Deus. A lista com o nome dos doze Apóstolos não tem por finalidade limitar a missão a eles, mas dizer à Igreja do futuro que a missão tem de estar enraizada no testemunho daqueles que foram testemunhas oculares de tudo o que Jesus fez e ensinou. Por razões apologéticas, Mateus retém a observação de que o anúncio da proximidade do Reino de Deus deve ser feito em primeiro lugar, mas não exclusivamente, às ovelhas perdidas da casa de Israel. Pouco a pouco o evangelho vai se abrindo para os pagãos.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Senhor Jesus, eu te agradeço por me teres chamado a colaborar contigo, apesar de minhas limitações e fragilidades.
Fonte: Paulinas em 09/07/2014

Vivendo a Palavra

A missão dada aos apóstolos é a nossa missão: anunciar que o Reino do Céu está próximo – ele está dentro de nós! Que o testemunho da vida seja o nosso anúncio. Mas, como o apóstolo Pedro, estejamos sempre prontos a explicar com palavras a quem nos perguntar, a razão da nossa Esperança.
Fonte: Arquidiocese BH em 09/07/2014

VIVENDO A PALAVRA

O anúncio do Reino deve ser feito por discípulos-servidores a caminho do Amor. Jesus dá poderes aos seus mensageiros – não um poder para dominar, mas para libertar os irmãos dos espíritos que dividem e para curar os males que escravizam. Hoje, nós, Igreja de Jesus, temos a mesma missão e somos investidos de iguais poderes.
Fonte: Arquidiocese BH em 08/07/2020

Reflexão

Nós devemos ter sempre a convicção de que, se fomos chamados para trabalhar no Reino de Deus, foi Jesus quem nos chamou. Outras pessoas podem até ter participado deste chamado, mas forma instrumentos nas mãos de Jesus para que esse chamado acontecesse. E porque foi Jesus quem nos chamou, é da obra dele que participamos. Não temos o nosso próprio projeto e nem participamos de projetos de outras pessoas, mas na verdade, nos inserimos no projeto do próprio Jesus. Com isso, não realizamos a nossa obra, mas a obra daquele que nos chamou e não agimos pelo nosso próprio poder, mas agimos pelo poder daquele que nos chamou e nos enviou para a realização do seu projeto de amor.
Fonte: CNBB em 09/07/2014

Reflexão

Jesus chama e envia doze discípulos para continuar sua missão. O número doze evoca as antigas doze tribos de Israel e indica que o novo povo de Deus está nascendo. De diferentes culturas e condições sociais, os Doze formam o núcleo da comunidade de Jesus: fraterna, solidária e aberta para anunciar o evangelho por todo o mundo. As tarefas de Jesus são as dos apóstolos: expulsar espíritos impuros e “curar toda doença e enfermidade”. O que devem anunciar? O Reino de Deus está próximo, isto é, ao alcance dos que o aceitarem. Esse Reino está em contraste com os reinos deste mundo, incluindo o Império Romano e as autoridades de Israel. Portador de vida, o Reino de Deus assume a justiça a favor dos pobres e marginalizados.
Oração
Senhor Jesus, sentes que a missão é imensa e necessitas de colaboradores. Por isso selecionas um pequeno grupo, aos quais dás o nome de apóstolos. Tu os envias a serviço do Reino, com a recomendação de ir primeiro “às ovelhas perdidas da casa de Israel”, talvez por ser obra mais difícil. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 08/07/2020

Reflexão

Diante da grande missão e de poucos trabalhadores, Jesus escolhe doze (simbolizando a totalidade dos enviados) apóstolos e os envia em missão. O Mestre capacita os discípulos para expulsar os espíritos impuros (resistência às mensagens opostas ao Reino de Deus propagadas pelas ideologias que dominam as pessoas) e curar as enfermidades (doenças que são o resultado dessas ideologias perversas). Os doze formam o núcleo da comunidade de Jesus, comunidade fraterna, solidária e aberta para anunciar a Boa-nova a todos os povos, começando pelos mais próximos. Como se vê, o Mestre os envia a sair de si mesmos e de seus refúgios para ir em busca das ovelhas perdidas. O anúncio do Reino dos Céus próximo é sinal de resultados positivos no cumprimento da missão. Esta é a missão de todo cristão: libertar as pessoas de tudo o que as mantém prostradas e sem vida.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)

Recadinho

Sinto-me preparado(a) para a missão que Deus me confia? - Procuro estar disponível para seguir o Mestre? Como? - Concorda que os simples de coração estão mais disponíveis para o serviço? - Não acha que muita preocupação impede a ação? - Sinto-me livre para viver o Evangelho?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 09/07/2014

Meditando o evangelho

UM CHAMADO PESSOAL

A lista do primeiro grupo de apóstolos, escolhidos entre tantas outras pessoas que seguiam Jesus, indica o caráter pessoal da vocação e da missão do discípulo. Quais terão sido os critérios usados por Jesus para escolher os doze apóstolos? Pergunta difícil de ser respondida. Sem dúvida, não foi porque eram pessoas de excelente caráter e firmes na fé. Nem dotadas de alto cabedal de ciência teológica e versadas nas Escrituras. Nem provindas das camadas altas da sociedade, que gozavam de prestígio. Em suma, no âmbito puramente externo, não é possível reconhecer elementos que justifiquem o chamado de homem incultos, pescadores de profissão, originários de uma região cuja fama não era das melhores, cheios de limitações de todo tipo. Aliás, de Judas Iscariotes se diz, logo de saída, que haveria trair o Mestre. Esses predicados desaconselhariam a escolha feita por Jesus.
Deus, ao longo da história da salvação, serviu-se de meios precários para realizar seu plano. Basta considerar quem foram os grandes personagens da história salvífica para se dar conta de sua fragilidade. Apesar disto, eles foram instrumentos válidos nas mãos de Deus. Pois, quem realizava a salvação era Deus e não aqueles de quem se servia. O mesmo se deu com Jesus. O Reino não se difundiria através do mundo devido à alta qualificação de seus colaboradores. Como outrora, Deus continuaria a ser o agente principal da salvação.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Senhor Jesus, eu te agradeço por me ter chamado a colaborar contigo apesar de minhas limitações e fragilidades.

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. A primeira aula prática dos doze
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Parece que neste evangelho terminou o primeiro período de formação dos apóstolos e agora, chamando-os pelos nomes os que foram aprovados, Jesus irá envia-los para a primeira missão que tem um caráter experimental. O Mestre transfere a eles todos os seus poderes e agora finalmente irão “entrar em campo” para o primeiro jogo, que vale como treino ou um teste.
Um bom técnico de futebol, depois de todas as orientações e treinos técnico e tático, não irá expor a sua equipe em um jogo contra um adversário duro e difícil, mas escolhe uma equipe em igualdade de condições onde o importante é o treino e o exercício.
E assim vem a recomendação para que anunciem primeiro as ovelhas perdidas da Casa de Israel, evitando a cidade dos Samaritanos e a terra dos pagãos, locais estes onde a missão será bem mais difícil.
Jesus não está querendo poupar seus apóstolos, ou está discriminando os Samaritanos e Pagãos, antes, quer avaliar como se sairão os seus apóstolos, evangelizando primeiro os de casa. Surge aqui uma boa pergunta a todos nós: em nossas casas, em meio á nossa Família, vivemos de maneira autêntica o Santo Evangelho? Todas as pessoas, inclusive as que conosco convivem, devem ser permanentemente evangelizadas, quer pelo anúncio ou pelo testemunho.
E se em nossa família não convencemos a ninguém, podem ter certeza de que aí no “mundão” a missão será bem mais difícil, pois, para convencer, é preciso que estejamos convencidos pelo anúncio do evangelho, uma vez que ninguém poderá dar algo que não têm.
Há também nesse evangelho o desafio de se ser comunidade. O grupo dos doze tem muitas diferenças, e no meio deles também está Judas, o Traidor. Mas naquele momento estavam unidos em torno da mesma e única missão: anunciar que o Reino dos Céus está próximo.
Nós cristãos do terceiro milênio não precisamos nos preocupar com o que fazer, nossa missão é a mesma dos apóstolos e a mesma de Jesus, entretanto, passados três milênios de anúncio e de Vida em Missão, da nossa Igreja, deveríamos estar bem “calejados” para saber que a nossa missão de anunciar o Reino, está no “mundão” onde pessoas tão difíceis como os pagãos e samaritanos daquele tempo, estão à espera de quem lhes anuncie a Verdade que Salva, redime e liberta.

2. No vosso caminho proclamai o Reino dos Céus - Mt 10,1-7
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

O Evangelho de Mateus reúne em cinco discursos ou sermões as palavras de Jesus. O primeiro é o Sermão da Montanha, nos capítulos 5 a 7. O segundo começa a ser lido hoje durante a semana, até segunda-feira. Este é o Sermão Missionário ou Discurso Apostólico, que está no capítulo décimo. Em sua catequese, Mateus coloca primeiramente diante do leitor um conjunto de princípios que devem ilustrar a sua mente e animar a sua vida. É o primeiro discurso com um programa para a aquisição de um novo modo de pensar. Tendo passado por essa etapa, o discípulo sai pelo mundo afora para transmitir uma Boa Notícia a todos os que ele encontrar pelo caminho. É o Discurso Missionário destinado ao discípulo missionário. Enviados primeiramente às ovelhas perdidas da Casa de Israel, os Doze apóstolos anunciam que o Reino dos Céus está próximo. Sendo pescadores de gente, seu anúncio se destina a pessoas que precisam desta Boa Notícia. Cuidem, então, dos doentes e dos dominados. Curem os doentes e libertem os possessos. A proximidade é preciosa, mesmo quando o tempo é pouco.

3. O NOVO ISRAEL
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total).

O número doze, relativo aos primeiros apóstolos, não é casual. Ele se reveste de uma rica simbologia, cara ao mundo judaico, por evocar as antigas doze tribos de Israel, e chamar a atenção para o novo Israel que estava para nascer.
Os doze apóstolos seriam o germe do Israel escatológico, sem qualquer limite de raça, povo, língua, cultura ou nação. Deixando de lado a Lei mosaica, doravante este novo povo pautaria sua vida pelos valores do Reino dos Céus, explicitados no Sermão da Montanha.
O novo Israel nasceu sob o signo do serviço à vida. Ao ser chamado, foi-lhe dada como tarefa: expulsar os espíritos impuros e curar toda sorte de doença e enfermidade. Por conseguinte, deveria eliminar tudo quanto põe em risco a vida, ou a debilita, de forma que a humanidade seja reabilitada.
Essa nova humanidade era constituída por pessoas com os caracteres mais diversos. Quanta diferença entre Pedro e Judas Iscariotes, entre Felipe e Tomé! Mesmo assim foram convocados para formar uma comunidade solidária e fraterna, em torno do Mestre, pronta a entregar-se ao serviço da evangelização da humanidade.
Jesus sabia muito bem o que queria, quando constituiu seu grupo de auxiliares diretos.
Oração
Espírito que recria, dá forças à Igreja para que assuma seu papel de servidora da vida, de re-humanizadora da humanidade e formadora de um povo novo e solidário.
Fonte: NPD Brasil em 08/07/2020

HOMILIA

O DIVÓRCIO É UMA TRAGÉDIA

Em tempos atuais, o divórcio e o novo casamento são temas que geram muita discussão. Eu lhe pergunto: Será que os que estão sofrendo tragédias matrimoniais também receberam a graça, como descreve a Lei no Novo Testamento? É claro que afirmamos que a graça e a verdade vieram por Cristo Jesus. Então, como predomina a graça naqueles que sofreram a tragédia de um fracasso no matrimônio e um subseqüente divórcio? Cristo não ensinou apenas com palavras, mas também com sua vida. Ele deu novas idéias aos seus seguidores, rejeitando o antigo ditado: “olho por olho, dente por dente” e enfatizando o amor, não entre eles mesmos, mas, em relação aos outros. Ele tirou a mulher da condição em que se encontrava e a fez ser reconhecida como pessoa. Ensinou também o respeito para com a antiga lei judaica.
Quando estudamos o que Jesus disse acerca do divórcio, devemos também estudar a vida que Ele levou junto com os que tinham destruído seu casamento, bem como o que ensinou sobre a lei judaica, especialmente a lei do divórcio. O que encontramos em suas palavras? Se uma pessoa divorciada se casa novamente, o que Ele nos diz? “Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela. E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério?” (Marcos 10,11-12).
Jesus sabia que o divórcio não é um quadro bonito, na maioria dos casos. Solidão, rejeição, um profundo senso de ter falhado, perda de auto-estima, crítica dos familiares, problemas com a educação dos filhos e muitos outros problemas assaltam os divorciados. O divórcio pode ser mais traumático que a morte de um cônjuge. A morte do cônjuge é difícil de ser superada, mas um cônjuge falecido não retorna mais. O divorciado normalmente retorna, e assim prolonga a situação.
O divórcio é, porém, como no tempo de Jesus, uma solução parcial para uma situação séria e cruel, e pode ser a única solução razoável. Pode ser necessária, mas sempre é uma tragédia. É fácil pregar contra o divórcio, mas é difícil para a igreja ser construtiva, provendo preparo para o casamento. Temos de estar prontos para prevenir alguns divórcios, ajustando nossas leis de divórcio ou proibições religiosas contra o divórcio, mas essas ações não prevêem o rompimento de matrimônios. Quando os casais se separam por incompatibilidade pelas leis de divórcio, ou pela “segurança dos filhos”, o resultado pode ser uma tragédia.
Desastrosos triângulos amorosos, crueldades domésticas, abusos de crianças, homicídios e suicídios são algumas das consequências documentadas de casamentos que falharam, mas não terminaram. Não se resolveu o problema e sim se dá início de outro. Que opção mais terrível! Um lugar em ruínas é uma tragédia, mas nunca esquecerei de um jovem que pôs uma pistola na boca, acabando, assim, com seu casamento como alternativa ao divórcio. Nossa taxa elevada de divórcios são um problema real do fracasso nos casamentos vem primeiro e que desemboca no divórcio segundo a lei civil.
A taxa de divórcios é unicamente um indício da nossa alta taxa de casamentos ruins. Para corrigir isso temos de fazer mais do que pregar contra o divórcio: temos de revigorar os casamentos. Esse é o nosso desafio! O divórcio é uma solução radical para problemas maritais insuperáveis. Ele termina com toda a esperança de que o matrimônio deve ser conservado, e declara publicamente que ele falhou. É preciso estar contrito nesse momento da verdade. O pecado relativo a essa falha tem de ser confessado. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1,9). E para evitar o pecado é preciso tomar a consciência de que Deus os fez homem e mulher. Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher. É por isso, uma vez unidos que o homem não os separe.
Pai, tu me escolheste para ser companheiro de missão de teu Filho Jesus. Que eu seja capaz de percorrer, com fidelidade, o mesmo caminho trilhado por Ele!
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 09/07/2014

REFLEXÕES DE HOJE

QUARTA

Fonte: Liturgia Diária Comentada2 em 09/07/2014

HOMILIA DIÁRIA

A melhor maneira de renunciar ao maligno é anunciando Deus

Precisamos renunciar à ação do mal por onde nós passamos, e a melhor maneira de renunciar ao maligno é anunciando o Reino de Deus.

Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos maus e de curar todo tipo de doença e enfermidade.” (Mateus 10, 1)

No Evangelho de hoje nós temos a graça de ver Jesus chamando cada um dos Seus apóstolos pelo nome: Pedro, André, Tiago, João, Felipe, Bartolomeu e os demais, cada um dos doze. Assim como o Senhor chamou cada um deles pelo nome, é pelo nome que o Senhor nos chama, é pelo nome que somos chamados por Deus.
E o nosso nome, quando somos batizados, assume um novo significado. Você não é simplesmente o Pedro, o Paulo, o João ou o Mateus, seja qual for o seu nome. Você é a “Maria de Deus”, o “Roberto de Deus” é o “José de Deus”, em Cristo somos uma nova criatura, por isso o nosso nome assume um significado sagrado e é por esse nome e por esse significado sagrado que o Senhor nos chama.
Se você vai lá ao seu interior, você vai lá ao seu coração e escuta Deus falar com você, na sua intimidade, você vai escutar o Senhor o chamando pelo nome. E quando o Senhor nos chama pelo nome, o Senhor nos chama para uma missão.
Nenhum de nós pode fugir da missão ou da responsabilidade que Deus confia a nós na construção do Seu Reino aqui na Terra. Assim como o Senhor confere aos doze discípulos poder e autoridade, o Senhor também nos confere poder e autoridade. Não é para nos tornarmos pessoas autoritárias ou poderosas; muito pelo contrário, a autoridade do Reino de Deus é para nos fazer humildes e servidores.
Humildes, porque na humildade é onde Deus se faz presente, é onde a Sua força acontece; e servos porque é no serviço que o poder de Deus atua.
Nós recebemos a autoridade de Deus para expulsar os demônios e para curar as doenças e as enfermidades. Não tenha medo de expulsar o maligno! Pelo contrário, tenha a ousadia de, em Deus, não aceitar e não permitir que as obras, as sementes e a ação do mal ajam onde nós estamos.
Precisamos renunciar ao mal, precisamos renunciar à ação do mal por onde nós andamos, por onde nós passamos, e a melhor maneira de renunciar e denunciar o maligno é anunciando o Reino de Deus. Quando nós anunciamos o Reino de Deus, nós oramos pelos doentes, nós oramos por aqueles que estão enfermos, nós oramos e pedimos que o Senhor cure as nossas doenças e enfermidades que começam em nosso coração e em nossa mente.
Quando temos um coração renovado, uma mente renovada, uma mente sarada pela mão poderosa de Deus,  Ele age em nossa saúde física. Que hoje nós assumamos a autoridade que nos foi conferida pelo Senhor para sermos mensageiros do bem, anunciadores da Boa Nova e, acima de tudo, aqueles que expulsam o poder do mal e fazem o Reino de Deus acontecer.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 09/07/2014

HOMILIA DIÁRIA

O Reino dos Céus está próximo de nós

“Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’.” (Mateus 10,6-7)

Jesus está enviando Seus apóstolos com poder e autoridade para expulsarem os espíritos maus, para curarem todo tipo de doença e enfermidade.
Se olharmos, iremos perceber que há muitos demônios para serem expulsos da nossa vida, da nossa casa, da nossa família, das nossas convivências e relações humanas. Há muitos espíritos maldosos e negativos. Há muitos espíritos das trevas que provocam desentendimentos, intrigas e acusações. Há muitos espíritos de gritaria; há muita maldade, muitas vezes, em nosso meio.
É preciso expulsar os espíritos do nosso meio, não podemos deixar que o mal reine entre nós porque o Reino dos Céus está próximo. Próximo quer dizer, aqui, é a proximidade. Ele está ali, e para eu estar n’Ele, preciso deixar o mal, deixar que esses espíritos mundanos ou espíritos do mundo, com tudo aquilo que têm de imundice, saiam do nosso meio.
Não espere o Reino dos Céus pós-morte, porque o Reino dos Céus começa aqui e se plenifica quando chegamos na glória. Mas ninguém chega na glória eterna, se não começar a praticar, a viver e entrar no Reino dos Céus aqui.

Não podemos deixar que o mal reine entre nós porque o Reino dos Céus está próximo

A ilusão é acharmos que vamos entrar no Reino dos Céus depois que morrermos, mas o Reino dos Céus nos é aberto pelo batismo. Precisamos, agora, penetrar, percorrer e viver essa realidade. Muitas vezes, olhamos para a nossa vida, para a nossa casa e percebemos que o Reino dos Céus está ficando distante, por isso, Jesus ordena que é preciso, primeiro, ir às ovelhas perdidas da casa de Israel.
A casa de Israel é a nossa casa quando não está toda perdida. Existem ovelhas perdidas na casa de Israel, dentro da sua casa, na nossa Igreja, no grupo em que estamos, no trabalho onde estamos exercendo o nosso ofício. Não sejamos indiferentes!
Estou vendo pessoas levando o Evangelho lá para o outro lado do mundo, ansiando ir para tão longe. Podemos ir, mas vamos primeiro à nossa casa, à nossa família; vamos primeiro cuidar desse pequeno rebanho que é de tão grande na importância e no significado para Deus.
Não percamos as ovelhas da nossa casa por falta de cuidado, ergamos a nossa casa com a graça, com a Palavra; expulsemos, com a autoridade que Jesus nos dá, esses espíritos malignos. E a nossa casa será curada, abençoada e restaurada, se não descuidarmos dos nossos e cuidarmos de levar as ovelhas da nossa casa.
O Reino dos Céus está bem próximo, é preciso, agora, aproximar-se dele para vivenciá-lo.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 08/07/2020

Oração Final
Pai Santo, nós damos graças pelos Apóstolos que escolheste para fundar a tua Igreja. Que procuremos seguir o exemplo de entrega e perseverança que eles deixaram, e a presença de Judas Iscariotes nos lembre a nossa fragilidade. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 09/07/2014

ORAÇÃO FINAL
Pai amado, toma-nos em tuas mãos e nos transforma em pedras vivas para a construção de teu Reino. Faz-nos agradecidos pela Igreja, fundada em Jesus Cristo, edificada pelos apóstolos e todos os discípulos que até hoje assumem a missão formar uma Comunidade fraterna, sinal do teu Amor de Pai que tem entranhas maternas. Pelo mesmo Cristo, teu Filho que se fez nosso Irmão em Jesus de Nazaré e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 08/07/2020