segunda-feira, 8 de abril de 2024

AO ENTRAR QUE VENHA COM DEUS... AO SAIR QUE DEUS TE ACOMPANHE…

LITURGIA DIÁRIA - 08/04/2024


Tema do dia

ANUNCIAÇÃO DO SENHOR: ALEGRE-SE, CHEIA DE GRAÇA!

O Salmo de hoje fala da transformação radical no culto trazida por Jesus Cristo: Nem sacrifício, nem holocaustos e nem mesmo as ofertas agradam ao Senhor. O caminho foi vivido e ensinado por Jesus de Nazaré: «Aqui estou, Pai amado, para fazer a tua vontade».
Fonte: Arquidiocese BH em 09/04/2018

PALAVRAS DO SANTO PADRE

O anjo Gabriel saúda a Virgem assim: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo» (v. 28). Ele não a chama pelo nome, Maria, mas com um novo nome, que Ela não conhecia: cheia de graça! (...) Mas pensemos no assombro de Maria: só então Ela descobriu a sua identidade mais verdadeira. Com efeito, chamando-a com aquele nome, Deus revela-lhe o seu maior segredo, que antes Ela ignorava. Algo análogo pode acontecer também conosco. Em que sentido? No sentido que inclusive nós, pecadores, recebemos um dom inicial que encheu a nossa vida, um bem maior do que tudo, recebemos uma graça original. Falamos muito do pecado original, mas também recebemos uma graça original, da qual muitas vezes não estamos conscientes. De que se trata? Em que consiste esta graça original? Foi o que recebemos no dia do nosso Batismo, (...) pois aquela data é o dia da grande graça, de um novo início de vida. (...) Naquele dia Deus desceu sobre a nossa vida, e tornámo-nos seus filhos amados para sempre. Eis a nossa beleza original, pela qual nos devemos regozijar! Hoje Maria, surpreendida pela graça que a tornou bela desde o primeiro instante de vida, leva-nos a admirar-nos com a nossa beleza. Podemos captá-la através de uma imagem: a da veste branca do Batismo; ela recorda-nos que, por detrás do mal com que nos manchamos ao longo dos anos, em nós existe um bem maior do que todos aqueles males que nos aconteceram. Ouçamos o seu eco, ouçamos Deus que nos diz: “Filho, filha, eu amo-te e estou sempre contigo, tu és importante para mim, a tua vida é preciosa!”. Quando as coisas não correm bem e desanimamos, quando nos sentimos abatidos e corremos o risco de nos sentirmos inúteis ou errados, pensemos nisto, na graça original. Deus está ao nosso lado, Deus está comigo desde aquele dia. Reflitamos sobre isto! (Angelus de 8 de dezembro de 2022)

Oração para antes de ler a Bíblia


Meu Senhor e meu Pai! Envia teu Santo Espírito para que eu compreenda e acolha tua Santa Palavra! Que eu te conheça e te faça conhecer, te ame e te faça amar, te sirva e te faça servir, te louve e te faça louvar por todas as criaturas. Fazei, ó Pai, que pela leitura da Palavra os pecadores se convertam, os justos perseverem na graça e todos consigamos a vida eterna. Amém.

Segunda-feira, 2ª Semana da Páscoa
Anunciação do Senhor, Solenidade, Ano B
Cor: Branco


Primeira Leitura (Is 7,10-14;8,10)
Anunciação do Senhor - Solenidade | Segunda-feira - 08/04/2024

Leitura do Profeta Isaías.

Naqueles dias, o Senhor falou com Acaz, dizendo: “Pede ao Senhor teu Deus que te faça ver um sinal, quer provenha da profundeza da terra, quer venha das alturas do céu”. Mas Acaz respondeu: “Não pedirei nem tentarei o Senhor”. Disse o profeta: “Ouvi então, vós, casa de Davi; será que achais pouco incomodar os homens e passais a incomodar até o meu Deus? Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel, porque Deus está conosco.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Responsório Sl 39(40),7-8a.8b-9.10,11 (R. 8a.9a)
Anunciação do Senhor - Solenidade | Segunda-feira - 08/04/2024

— Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!
— Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!

— Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados, e então eu vos disse: “Eis que venho!”
— Sobre mim está escrito no livro: “Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!”
— Boas-novas de vossa justiça anunciei numa grande assembleia; vós sabeis: não fechei os meus lábios!
— Proclamei toda a vossa justiça, sem retê-la no meu coração; vosso auxílio e lealdade narrei. Não calei vossa graça e verdade na presença da grande assembleia.

Segunda Leitura (Hb 10,4-10)
Anunciação do Senhor - Solenidade | Segunda-feira - 08/04/2024

Leitura da Carta aos Hebreus.

Irmãos, é impossível eliminar os pecados com o sangue de touros e bodes. Por isso, ao entrar no mundo, Cristo afirma: “Tu não quiseste vítima nem oferenda, mas formaste-me um corpo. Não foram do teu agrado holocaustos nem sacrifícios pelo pecado. Por isso eu disse: Eis que eu venho. No livro está escrito a meu respeito: Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade”. Depois de dizer: “Tu não quiseste nem te agradaram vítimas, oferendas, holocaustos, sacrifícios pelo pecado” — coisas oferecidas segundo a Lei — ele acrescenta: “Eu vim para fazer a tua vontade”. Com isso, suprime o primeiro sacrifício, para estabelecer o segundo. É graças a esta vontade que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Evangelho (Lc 1,26-38)
Anunciação do Senhor - Solenidade | Segunda-feira - 08/04/2024




Eis aqui a serva do Senhor!

— Aleluia, aleluia, aleluia!
— A Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós vimos sua glória que recebe de Deus Pai. (Jo 1,14ab)

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível”. Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.


Oração pardepois dler a Bíblia


Dou-Te graças, meu Deus, pelos bons propósitos, afetos e inspirações que me comunicastes nesta meditação; peço-Te ajuda para colocá-los em prática. Minha Mãe Imaculada, meu protetor São José e Anjo da minha guarda, intercedem todos por mim. Amém.

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 07/04/2024

ANO B


2º DOMINGO DA PÁSCOA

Domingo da Divina Misericórdia

Ano B - Branco

“A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. Jo 20,21

“Reunidos pela fé.”

Jo 20,19-31

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Jesus está presente na comunidade, dando início à nova criação. Acolhemos a presença do Ressuscitado na comunidade unida e suplicamos o sopro de seu Espírito para nos fortalecer na missão de testemunhas de sua Divina Misericórdia.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, o anúncio da Páscoa do Senhor ainda ressoa em nossos corações. Deus mostrou sua infinita misericórdia quando, pela morte e ressurreição de seu Filho, devolveu- -nos a esperança da Vida Eterna. Foi no primeiro dia da semana, num domingo como este, que Ele entrou onde estavam reunidos os discípulos para lhes oferecer o dom da paz. Acolhamos o Senhor que nos reuniu, para novamente nos oferecer esse dom, e nos disponhamos a ser testemunhas de sua misericórdia no mundo e construtores da paz.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Jesus ressuscitado está presente na comunidade, dando início à nova criação. Os cristãos sentem sua presença na ação do Espírito que os move à implantação do projeto de Deus na história. Neste Domingo da Misericórdia, celebramos a páscoa de Jesus, realizada em todas as pessoas e grupos que se empenham na promoção da paz.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, o anúncio da Páscoa do Senhor ainda ressoa em nossos corações. Deus mostrou sua infinita misericórdia quando, pela morte e ressurreição de seu Filho, devolveu-nos a esperança da Vida Eterna. Foi no primeiro dia da semana, num domingo como este, que Ele entrou onde estavam reunidos os discípulos para lhes oferecer o dom da paz. Acolhamos o Senhor que nos reuniu, para novamente nos oferecer esse dom, e nos disponhamos a ser testemunhas de sua misericórdia no mundo e construtores da paz.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: O evangelho apresenta a aparição de Jesus ressuscitado num quadro "litúrgico". Os discípulos estão reunidos, no domingo à noite (dia da ressurreição) e novamente oito dias depois. Jesus apresenta-se com os sinais gloriosos da paixão; transmite-lhes, com seu Espírito, os dons pascais resumidos na paz, na reconciliação; confirma-lhes a fé e anuncia a bem-aventurança dos que creram sem tê-lo visto.
Fonte: NPD Brasil em 19/04/2020

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Jesus ressuscitado está presente na comunidade, dando início à nova criação. Agradecemos ao Pai pela vitória de Cristo sobre nossa morte, pecados e incredulidades. Acolhemos a presença do Ressuscitado na comunidade unida e suplicamos o sopro de seu Espírito para vencer nossos medos, animar nossa fé ainda tão frágil e nos fortalecer na missão de testemunhas da ressurreição.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Num só coração e numa só alma, nos reunimos no Dia do Senhor para glorificar a Vida que vence a morte. Cristo Ressuscitado, nossa Páscoa e certeza definitiva, se manifesta à sua Igreja reunida, que somos nós, os batizados, e nos oferece o dom da paz, fruto de sua ressurreição.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Da festa da Páscoa à festa de Pentecostes, um período de cinquenta dias, a Igreja celebra o “Mistério Pascal”. Hoje, a liturgia trará para a nossa reflexão a presença do ressuscitado entre a comunidade inaugurando uma nova criação e a figura de Tomé, carente de uma fé madura. Nossa fé não vem de provas imediatas, mas da fé das “testemunhas designadas por Deus”, principalmente os apóstolos. Por isso, é inútil querer verificar e provar nossa fé sem passar pelos apóstolos e pela corrente de transmissão que eles instituíram, a Igreja. O importante, não é “verificar” ao modo de Tomé, mas viver o sentido da fé que os apóstolos tiveram em Jesus e a nós transmitiram. Hoje é o domingo da Divina Misericórdia. Ele nos lembra o quanto Deus nos ama, derramando sua graça através do perdão.
INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Nossos corações exultam e cantam o aleluia pascal. Cristo venceu a morte e nos faz viver no seu amor. As aparições de Cristo ressuscitado aos Apóstolos confirmaram a Igreja e fortalecem hoje a nossa fé.
INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Jesus ressuscitado está presente na comunidade, dando início à nova criação. Agradecemos ao Pai pela vitória de Cristo sobre nossa morte, pecados e incredulidades. Acolhemos a presença do Ressuscitado na comunidade unida e suplicamos o sopro de seu Espírito para vencer nossos medos, animar nossa fé ainda tão frágil e nos fortalecer na missão de testemunhas da ressurreição.
Fonte: NPD Brasil em 08/04/2018

NO PRIMEIRO DIA DA SEMANA

Como no dia da ressurreição, Jesus aparece novamente aos apóstolos “no primeiro dia da semana”. Para os primeiros cristãos, o primeiro dia da semana passou a ser chamado “o dia do Senhor”, em que o Senhor Deus realizou a maravilha das maravilhas em toda a criação. Em Jesus ressuscitado, Deus revelou o grande objetivo final da existência humana e de toda a criação: a participação na glória de Deus, sobretudo do homem e da mulher, criados “à imagem e semelhança de Deus”. Jesus Cristo é “o primogênito. dentre os mortos” a participar em corpo e alma da glória divina.
Mas é também o “dia do Senhor Jesus” ressuscitado, presente no meio de nós. As aparições de Jesus “no primeiro dia da semana” levaram a chamar esse dia como “dies Domini” – Dia do Senhor, ou Domingo. E os cristãos passaram a se reunir no “Dia do Senhor” para terem seu encontro privilegiado com o Senhor Ressuscitado e manifestarem a sua fé e alegria.
Esta é também a origem do nosso Domingo, quando nos reunimos para adorar e louvar a Deus, ter nosso encontro semanal com Jesus ressuscitado, alimentar-nos da Palavra e do Pão da vida; para testemunhar nossa fé e esperança em suas promessas, para motivar-nos reciprocamente para viver a caridade. O Domingo é o dia da nossa “Páscoa semanal”, à qual todos os cristãos estão convidados. Que pena, que isso passe desapercebido para a maioria dos católicos!
A frequência à celebração dominical é muito baixa entre nós e precisamos encontrar um modo de melhorar essa participação. Vejam o que aconteceu com S. Tomé, no trecho do Evangelho de hoje: primeiro, ele faltou ao encontro dominical, quando os outros apóstolos encontraram Jesus, renovando sua fé e alegria. Tomé ficou distante e sua fé desfaleceu, começando a se deixar levar pelas dúvidas, sem se deixar convencer pelo testemunho dos outros apóstolos: “se eu não vir, não tocar, não ouvir, eu não creio”... Acontece também hoje para quem fica distante da comunidade de fé.
Mas Jesus foi bom para com Tomé e lhe deu nova chance. Uma semana depois, “no primeiro dia da semana”, Jesus manifestou-se novamente aos apóstolos e, desta vez, Tomé estava com eles. Jesus dirigiu-se logo a ele: “Tomé, vem cá, vê aqui, toca, coloca o dedo e escuta: não sejas mais incrédulo, mas tem fé!” Tomé reencontra a fé nesse encontro pessoal com Jesus e faz a profissão de fé mais completa em Jesus: “Meu Senhor e meu Deus!” Frequentar a Igreja ajuda a recuperar e aprofundar a fé. Mais se caminha com a comunidade de fé, mais a fé aumenta a fé. Menos se faz isso, mais a fé se perde.
Levemos isso para nossa vida: valorizar o encontro dominical com Jesus ressuscitado: “Ele está no meio de nós!” E ajudemos as crianças e jovens a terem o hábito da participação na missa dominical.
Dom Odilo Pedro Scherer,
Arcebispo de São Paulo

MEU SENHOR E MEU DEUS!

Neste 2º Domingo da Páscoa, o Evangelho nos fala do encontro de Jesus ressuscitado com os apóstolos. O Evangelista destaca que foi “no primeiro dia da semana”, que equivale hoje ao Domingo. Jesus entra na sala, saúda os apóstolos com a paz e eles se alegram. Mas faltava Tomé, que não quis acreditar quando os outros, depois, lhe disseram que Jesus ressuscitado estivera com eles. Era uma notícia “incrível” e Tomé duvidou!
Uma semana depois, novamente no Domingo, Jesus tornou a se manifestar aos apóstolos e, desta vez, Tomé estava com eles. Imaginemos o susto, quando Jesus se dirigiu a ele e lhe cobrou o motivo de sua incredulidade! Tomé, porém, já não duvidava mais e nem tinha necessidade de ir até o fim na sua aposta: crer somente depois de colocar a mão nas feridas de Jesus! Ele vê e crê, sem precisar de outros sinais. Jesus, em pessoa, que está na sua frente e lhe dirige a palavra.
A resposta de Tomé a Jesus é a melhor e mais completa expressão da fé em Jesus: “meu Senhor e meu Deus!”. O título “Senhor” era reservado somente a Deus. Jesus ressuscitado manifesta sua glória de Filho de Deus e Senhor da vida nova, da qual os homens também podem ter parte. “Meu Deus” expressa exatamente a fé da Igreja em Jesus Cristo, “Filho de Deus, Salvador”. A natureza humana de Jesus, esmagada pela cruz do pecado e da violência humana, resplandece agora do brilho da glória divina, que antes estava oculta durante a sua vida terrena.
Na conclusão do trecho do Evangelho, lido hoje, São João aponta qual é a meta final da nossa fé em Jesus Cristo ressuscitado: receber a vida por meio de seu nome. Ele veio do seio da Trindade Santa, entrou no mundo e assumiu nossa frágil natureza humana para a transformar mediante o esplendor de sua divindade. E esse mistério se manifesta na ressurreição de Jesus. A natureza humana de Jesus é transfigurada com a glória de sua divindade. E isso é anúncio e promessa daquilo que Deus prepara para todos aqueles que acolhem com fé o Filho de Deus Salvador em suas vidas.
Este mistério da fé está na base de nossa vida cristã e de nossa esperança suprema. Não cremos apenas num “grande homem”, num “profeta extraordinário”. Cremos no Filho de Deus e podemos dizer sempre, com toda a convicção: “meu Senhor e meu Deus!”
Nesta próxima Quarta-Feira inicia a assembleia geral anual da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em Aparecida. Peço a oração de todos pela nossa Assembleia geral e os convido a acompanharem os bispos todas as manhãs na oração e na celebração da Missa, na Basílica de Aparecida, transmitida pela TV Aparecida e por outros Meios de Comunicação.
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo

MISERICÓRDIA DIVINA: FONTE DA PAZ AUTÊNTICA.

Caríssimos Irmãos e Irmãs

"A paz esteja convosco!". É assim que Jesus se dirige aos Apóstolos na página evangélica deste domingo, que encerra a Oitava de Páscoa. Trata-se de uma saudação que encontra no nosso ânimo, nestas horas, um eco particularmente profundo, diante da persistência preocupante dos conflitos na Terra Santa. Precisamente por este motivo, pedi a todos os filhos da Igreja que hoje se unam numa concorde e insistente oração pela paz.
A paz é um dom de Deus. O próprio Criador escreveu no coração dos homens a lei do respeito pela vida: o Gênesis afirma que "quem derramar o sangue do homem, terá o seu próprio sangue derramado por outro homem, porque o homem foi feito à imagem de Deus" (9, 6). Quando em toda a parte predomina a lógica cruel das armas, somente Deus pode voltar a orientar os corações para os pensamentos de paz. Só Ele pode dar as energias que são necessárias para nos libertarmos do ódio e da sede de vingança, e empreender o caminho das negociações em ordem ao acordo e à paz. Como esquecer que Israelitas e Palestinianos, seguindo o exemplo de Abraão, acreditam num único Deus? A Ele, que Jesus nos revelou como Pai misericordioso, eleva-se a oração concorde de todos os cristãos que, juntamente com São Francisco, repetem: "Senhor, faz de mim um instrumento da tua paz!". [...]
A liturgia de hoje convida-nos a encontrar na Misericórdia divina a fonte da paz autêntica, que Cristo ressuscitado nos oferece. As chagas do Senhor ressuscitado e glorioso constituem o sinal permanente do amor misericordioso de Deus pela humanidade. Delas sai uma luz espiritual que ilumina as consciências e infunde conforto e esperança nos corações.
Jesus, confio em ti! Repitamo-lo neste momento complexo e difícil, conscientes de que temos necessidade desta Misericórdia divina que, há mais de meio século, o Senhor manifestou com tanto amor a Santa Faustina Kowalska. Quando as provações e as dificuldades são mais ásperas, torne-se mais insistente a invocação do Senhor ressuscitado, mais premente a imploração do dom do seu Espírito Santo, manancial de amor e de paz. [...]
São João Paulo II
Vaticano, Regina Coeli, abril/2002

Comentário do Evangelho

A paz de Jesus

Nesta aparição aos discípulos reunidos, por três vezes Jesus dá a paz aos discípulos. Durante a última ceia Jesus já lhes concedera, de maneira expressiva, a paz (Jo 14,27); e agora, na condição de Ressuscitado, a renova. A paz do mundo se perde na ilusão das disputas de poder e riqueza, e os discípulos, de sua parte, vivem a perturbação de momentos de perseguição. A paz de Jesus, que se faz presente entre seus discípulos, fortalece os corações firmando-os no amor e na vida eterna de Deus.
Jesus também, na última ceia, anunciara o envio do Espírito que procede do Pai, o Consolador na ausência sensível de Jesus (Jo 15,26). Espírito Santo, ou Consolador, é a expressão da personalização do Amor de Deus. É o amor que move os discípulos à missão libertadora e promotora da vida. O pecado consiste na colaboração com a ordem injusta que impera na sociedade ou em qualquer outro atentado contra a vida. Gerados por Deus, os discípulos com sua fé vencem o mundo (segunda leitura). Com seu testemunho da partilha (primeira leitura), da justiça e do amor removem o pecado do mundo.
A narrativa da experiência de Tomé com o ressuscitado é bem expressiva quanto à questão da necessidade das aparições, e até do toque, para confirmar a fé. Ele é o tipo do "ver para crer", ao qual Jesus contrapõe a bem-aventurança dos que creram sem ver.
Entre as primeiras comunidades vinculadas à comunidade de Jerusalém surgiu a tradição do ver o ressuscitado como condição para ser incluído entre as lideranças. A partir daí, surge a tradição da fé no testemunho destas lideranças, sem ver. Este episódio do evangelho de hoje relativiza as narrativas de visões do ressuscitado. Assim acontece, também, com o episódio em que o discípulo que Jesus amava, diante do túmulo vazio, creu sem ver o ressuscitado (Jo 20,8; cf. 12 abr.). Para crer não é necessário ver. A fé brota da experiência de amor que os discípulos tiveram no convívio com Jesus, e da mesma experiência de amor que se pode ter, hoje, nas relações fraternas de acolhimento, de doação e serviço, de misericórdia e compaixão, na fidelidade às palavras de Jesus.
A bem-aventurança conferida àqueles que creem sem ver é bem convincente no sentido da desnecessidade de aparições para que se possa perceber, na fé, a presença do Jesus eterno em nossas vidas, nas nossas comunidades e no mundo.
José Raimundo Oliva
Oração
Pai, abre todas as portas que me mantém fechado no medo e na insegurança, para que eu vá ao encontro do mundo a ser evangelizado.
Fonte: Paulinas em 15/04/2012

Comentário do Evangelho

O dinamismo da fé

Para bem compreender o texto do evangelho nessa oitava da Páscoa, pode nos ajudar responder a uma dupla questão: Como se chega à fé na ressurreição do Cristo nosso Senhor? Como se chega à fé de que Cristo ressuscitou dos mortos e está vivo no meio de sua Comunidade? Nosso texto apresenta duas etapas com um intervalo de oito dias. Na primeira etapa, Tomé não estava, na segunda ele estava reunido com os outros discípulos. É no primeiro dia da semana que os discípulos se encontram reunidos. É como se fosse o primeiro dia da criação em que a luz foi feita (Gn 1,3). Efetivamente, a ressurreição do Senhor é luz que anuncia uma nova criação em Cristo. No lugar em que os discípulos estavam reunidos, as portas estavam aferrolhadas por medo dos judeus. Essa observação seguida da notícia de que Jesus se colocou no meio deles é importante para compreender que a presença do Senhor não exige mais ser reconhecida como um corpo carnal. O seu corpo é glorioso e sua presença prescinde da visibilidade. O que ele comunica é a paz, sinal e dom de sua presença. É nesse primeiro dia da semana que o Espírito é dado como sopro do Senhor para a missão e a reconciliação. A ausência de Tomé (v. 24) é importante para o propósito do texto. Ele se recusa a crer no que os outros discípulos anunciavam: “Vimos o Senhor”. Passados oito dias, estando Tomé com os demais discípulos, no mesmo lugar da reunião, Jesus se faz presente e é sentido e reconhecido com o sinal de sua presença: a paz. O diálogo de Jesus com Tomé permite ao leitor compreender que se chega à fé no Cristo Ressuscitado e na sua gloriosa ressurreição através do testemunho da Comunidade. Não há acesso imediato à ressurreição de Jesus Cristo, mas somente mediato, isto é, através do testemunho. É a recepção desse testemunho que permite experimentar na própria vida os efeitos da Ressurreição do Senhor. Mas Tomé não é no relato o homem da dúvida somente e que busca crer por si mesmo, ou que julga que só é digno de fé o que pode ser tocado ou demonstrado. Ele é o homem de fé, transformado pelo Senhor, capaz de reconhecer o dinamismo próprio pelo qual se chega à fé.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, abre todas as portas que me mantém fechado no medo e na insegurança, para que eu vá ao encontro do mundo a ser evangelizado.
Fonte: Paulinas em 27/04/2014

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

Tomé não sejas incrédulo, mas fiel


No primeiro dia da semana, Domingo de Páscoa, Maria Madalena viu o túmulo vazio e foi avisar os apóstolos. Pedro e o Discípulo Amado, que a tradição diz ser São João, correm ao sepulcro e constatam que o corpo não estava lá. Naquele momento o discípulo crê. Ele viu e acreditou. O que foi que o discípulo viu? Viu o túmulo vazio ou não viu nada. O verdadeiro discípulo acredita mesmo sem ver. Nesse mesmo dia, o dia da ressurreição, ao cair da tarde, Jesus ressuscitado entra no lugar onde os discípulos estavam reunidos de portas fechadas. Jesus acabava de morrer crucificado e de ser sepultado. Era natural que eles tivessem medo dos judeus. Jesus então se pôs no meio deles.
Não está escrito que Jesus apareceu ou se manifestou. Está escrito que ele “veio e se pôs no meio deles”. Algo extraordinário está acontecendo. Os discípulos se alegram “vendo” o Senhor. Aqui está escrito o verbo “ver”. Estavam vendo Jesus como sempre o viram. Como foi então que Jesus entrou? Jesus ressuscitado tem um novo corpo, com propriedades diferentes do corpo que nós temos. O corpo ressuscitado parece não ocupar lugar. O nosso corpo ocupa lugar. Duas pessoas não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo. Por isso o nosso corpo não atravessa uma porta ou parede. Eles estavam no Cenáculo com as portas fechadas e Jesus se põe no meio deles.
Deseja-lhes a paz, mostra-lhes as chagas das mãos e do peito, envia-os em missão, sopra sobre eles e lhes dá o Espírito Santo para levarem ao mundo o perdão. Tomé não estava com eles e não acredita quando dizem que viram o Senhor. Oito dias depois, na sua misericórdia, Jesus ressuscitado permite que Tomé toque em suas chagas. Foi então que São Tomé nos ensinou a dizer “Meu Senhor e meu Deus”. E mais. Falando a nosso respeito, Jesus diz que Tomé acreditou porque viu, e que serão felizes os que acreditarão sem terem visto. Nós não vimos Jesus ressuscitado nem tocamos em suas chagas e cremos. Somos, então, bem-aventurados aos olhos de Jesus.
O evangelista diz que nem tudo o que Jesus falou nem todos os sinais que ele fez diante dos discípulos foram escritos nos Livros sagrados do Novo Testamento. Muita coisa foi transmitida oralmente e conservada na memória e no coração dos cristãos. A Revelação de Deus está na Bíblia e além da Bíblia. O Espírito Santo continua a nos ensinar tudo o que diz respeito à nossa fé em Jesus Cristo, nosso Salvador.
Cônego Celso Pedro da Silva,

Vivendo a Palavra

O Evangelho, apresentando a dúvida de Tomé, acolhe a fragilidade da nossa fé. Nós somos tentados a buscar, como Tomé, provas do que dizemos crer. A fé é entrega incondicional nas mãos daquele que nos cria, nos liberta e nos santifica. Podemos ser felizes, porque cremos sem ter visto.
Fonte: Arquidiocese BH em 15/04/2012

Vivendo a Palavra

Pedro diz à Igreja: «Vocês nunca viram Jesus e, apesar disso, o amam; não o veem, mas acreditam.» Ele confirma a promessa do Ressuscitado: «Felizes os que acreditaram sem ter visto.» O não-ver deixa de ser um obstáculo para se tornar um privilégio. Neste tempo de Páscoa, agradeçamos ao Pai a fé que nos traz ‘gloriosa alegria’.
Fonte: Arquidiocese BH em 27/04/2014

VIVENDO A PALAVRA

«Felizes os que acreditaram sem ter visto.» Jesus coloca a felicidade à disposição de todos! Basta acreditar. Entretanto, a fé não se resume em fazer declarações públicas com palavras bonitas, mas em assumir a opção radical de vida pelo Caminho de Jesus e segui-lo pela vida afora, levando junto a família de Deus – toda humanidade.
Fonte: Arquidiocese BH em 08/04/2018

VIVENDO A PALAVRA

Pedro diz à Igreja: «Vocês nunca viram Jesus e, apesar disso, O amam; não O veem, mas acreditam.» Ele confirma a promessa do Ressuscitado: «Felizes os que acreditaram sem ter visto.» O não-ver deixa de ser um obstáculo para se tornar um privilégio. Neste tempo de Páscoa, agradeçamos ao Pai a Fé que nos traz ‘gloriosa alegria’.
Fonte: Arquidiocese BH em 19/04/2020

Reflexão

Pe. José Luiz Gonzaga do Prado

2º DOMINGO DA PÁSCOA

ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS!

I. INTRODUÇÃO GERAL

Nas nossas celebrações eucarísticas, mais de uma vez a assembleia responde à saudação: “O Senhor esteja convosco!”, dizendo: “Ele está no meio de nós!” É necessário que isso não fique apenas como uma fórmula ritual, mas seja expressão de um ato de fé na presença do Senhor ressuscitado na assembleia reunida.
O evangelho deste segundo domingo de Páscoa lembra isso vivamente: estando os discípulos reunidos no primeiro dia da semana, mesmo com as portas trancadas, Jesus ressuscitado se põe visível no meio deles. No domingo seguinte, o mesmo acontece e ainda de maneira visível. Depois a presença vai perder a visibilidade, mas não deixará de existir.
Tomé não acreditou nos outros discípulos, não acreditou na presença de Jesus na comunidade. Sua descrença vem valorizar a fé nessa presença invisível, mas plenamente viva, a fé que leva ao testemunho do Ressuscitado. “Felizes os que creem sem ter visto!”

II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

1. I leitura (At 4, 32-35)

Lemos, na primeira leitura de hoje, um retrato da primeira comunidade cristã. Destacam-se três características fundamentais:
1. Alimentar a fé;
2. Ser exemplo de partilha e solidariedade;
3. Ser força de transformação do mundo.
Esse retrato focaliza como a comunidade ideal vivia a partilha e a solidariedade. Todos alimentavam a fé na palavra de Deus e na oração e faziam o bem. Tudo pela força do Ressuscitado.
Um só coração e uma só alma. O coração, para o semita, é o pensamento, a mente, a cabeça, e a alma significa o desejo, o apetite, a gana. Todos se orientavam pela mesma mente e lutavam com a mesma gana, com a mesma disposição.
A partilha e a solidariedade chegavam ao extremo de eles não dizerem que eram suas as coisas que possuíam. Com isso, ninguém passava necessidade, pois tudo era partilhado. A importância da vida de partilha e da solidariedade é tal, que parecem ficar esquecidos os outros dois aspectos: o alimentar a fé e a influência fora da comunidade.
No entanto, não ficaram esquecidos, pois o “testemunho da ressurreição do Senhor”, dado pelos apóstolos, inclui esses dois aspectos. O testemunho dos apóstolos, segundo Lucas, além de significar a confirmação da fé dos discípulos, revestia-se também dos milagres realizados em favor dos de fora, o que vai ser destacado no retrato do capítulo 5.

2. II leitura (1Jo 5,1-6)

As cartas de João encaram um problema grave ocorrido na rede de comunidades do Quarto Evangelho ou Evangelho do Discípulo Amado: algumas comunidades dessa rede, apoiadas, sem dúvida, nas palavras do evangelho, chegavam a dizer que a humanidade ou a “carne” de Jesus era só aparência; a força da divindade seria tal, que anularia praticamente a humanidade. É o que, de modo inconsciente, ocorre com muita frequência na cabeça de muitos cristãos de hoje.
Por isso mesmo, no trecho da primeira carta lido hoje, há duas frases, uma no início (v. 1) e a outra no final (v. 6), cujo sentido não é devidamente observado pela maioria dos tradutores: “O Messias é Jesus” e “o Filho de Deus é Jesus”, e não “Jesus é o Messias” e “Jesus é o Filho de Deus”. Como no prólogo do evangelho (Jo 1,2) praticamente já se chegou ao consenso de que, por causa do uso do artigo, se deve traduzir “a Palavra era Deus”, e não “Deus era a Palavra”, aqui também o sentido correto é o que dissemos.
O Messias, o Cristo, o Filho de Deus é o homem Jesus, e não, simplesmente, Jesus é o Cristo, Jesus é o Filho de Deus. E vence o mundo quem crê na humanidade, quem crê que o Filho de Deus é o homem Jesus. Gerado por Deus é quem crê que o Messias é o homem Jesus. E amar os gerados de Deus é amar os que têm essa fé.
O Cristo é Jesus, a morte verdadeira (sangue) é que revelou o grande amor e nos comunicou o espírito (água), a capacidade de amar como ele amou. Sem essa morte verdadeira não há amor, não há espírito (Jo 7,39).

3. Evangelho (Jo 20,19-31)

Nos dois primeiros domingos após a morte de Jesus, os discípulos estão reunidos e ele está visível no meio deles. Jesus lhes passa a missão que recebeu do Pai: livrar a humanidade do pecado. Felizes os que, hoje, sem ver, acreditam na presença do Senhor ressuscitado no meio dos seus.
“Por medo dos judeus” diz o evangelista ser o motivo pelo qual estavam fechadas as portas do lugar onde se reuniam os discípulos. A frase parece deslocada, dando a impressão até de que os discípulos estavam reunidos em um lugar por medo dos judeus.
Esse medo dos judeus não tem a menor razão de ser no domingo mesmo da ressurreição. Os primeiros discípulos eram um grupo inofensivo de judeus, então por que teriam medo dos judeus? De que judeus estariam com medo? Que ameaça esses discípulos, mesmo reagrupados, poderiam oferecer às autoridades judaicas, dois dias apenas após a morte de seu Mestre?
Quando o evangelho foi escrito, 60 anos após os acontecimentos, Jerusalém e o Templo destruídos havia já 20 anos, um grupo de fariseus que agora se atribuía o direito exclusivo de se chamarem judeus e de gozarem dos privilégios dos judeus perante o império romano ameaçava, sim, os judeus que se tornassem cristãos, expulsando-os do judaísmo. Perdendo a identidade judaica, eles perdiam o privilégio de não precisar participar do culto imperial, além da convivência até com os familiares não cristãos.
Isso nos diz que o evangelista está falando em sentido figurado, para o seu tempo, nem um pouco preocupado com a historicidade dos fatos. Aos domingos (no primeiro, no segundo...), os discípulos de Jesus se reúnem para celebrá-lo. Mesmo que as portas do lugar estejam fechadas, para que os que se consideram os únicos judeus legítimos não identifiquem quem esteja ali, Jesus se põe no meio da comunidade reunida.
Esse é o testemunho da comunidade, mas Tomé, um dos doze, não acredita. Oito dias depois, no outro domingo, Tomé vê e crê. Mas quem recebe o elogio (“felizes...”) são os que hoje creem sem ter visto. Esse “hoje” é de quando o evangelho foi escrito, como é também o do nosso tempo.

III. DICAS PARA REFLEXÃO

– Tomé não acreditou na comunidade, não acreditou em Jesus presente nos discípulos reunidos. Hoje, Jesus continua presente quando nos reunimos para celebrá-lo. Felizes os que, sem ver, acreditam e se comprometem com a missão de vencer o egoísmo que leva à morte e com a missão de trazer vida para todos.
– Durante a celebração eucarística, mais de uma vez dizemos: “Ele está no meio de nós”. Não o vemos, mas acreditamos. Se é que não dizemos isso só com os lábios. Continuamos celebrando a presença do Ressuscitado entre nós para que possamos testemunhar o amor que salva e encontrar forças para as lutas em favor da vida.
– A morte assumida, o sangue, é celebrada aqui, para que o espírito de amar como ele amou se torne, dentro de nós, uma nascente de caudaloso rio a transformar este mundo governado pelo egoísmo.
– A insistência dada à presença sacramental nas espécies eucarísticas sufocou a consciência da presença viva na assembleia, onde costumamos nos saudar com: “A paz esteja convosco!” Bem santo Agostinho já dizia: “Dizeis Amém ao sacramento de vós mesmos, pois ‘vós sois o corpo de Cristo’”. Não seria bom desenvolver um pouco mais a teologia da presença do Senhor ressuscitado na assembleia, nas comunidades? Mais do que a teologia, não seria importante melhorar e desenvolver a prática dessa presença, do Sacramento da Presença de Jesus na comunidade, no grupo que se reúne por causa dele (pois “onde dois ou três estão reunidos em meu nome...”)?
Fonte: Paulus em 15/04/2012

Reflexão

O SOPRO QUE REVITALIZA

Durante o tempo pascal, ouvimos o relato de várias manifestações de Jesus ressuscitado. Com suas aparições, o Mestre quer dar aos seus discípulos, ainda medrosos e inseguros, a certeza de que ele não permanece sob a pedra sepulcral, mas se encontra bem presente na vida das comunidades.
Reunidos por medo e buscando certa segurança trancando as portas, os discípulos recebem a visita inesperada de Jesus, que lhes deseja o dom da paz e sopra sobre a comunidade o Espírito de vida e esperança. As aparições de Jesus têm como objetivo alimentar a fé e provocar a transformação dos apóstolos medrosos em homens e mulheres corajosos e testemunhas da ressurreição.
Com a presença e o sopro do Ressuscitado, é possível abrir as portas e partir com otimismo e sem medo para a missão. Com ele somos capazes de compartilhar os valores do evangelho: o amor, a paz, a solidariedade e a justiça.
O Vaticano II, que completou cinquenta anos, promoveu a abertura de portas e janelas para que o sopro de Deus entrasse novamente na Igreja e a transformasse numa comunidade dinâmica, viva, aberta, presente no mundo e comprometida com o projeto de Jesus. Nada de portas e janelas trancadas! A Igreja é a “advogada da justiça e a defensora dos pobres diante das intoleráveis desigualdades sociais e econômicas, que clamam ao céu” (DAp 395).
Como diz o papa Francisco, nada de medo e encurralamento, é preciso ir às periferias de nossas cidades e proclamar o amor e a misericórdia de Deus. “As paróquias, as escolas, as instituições são para sair. Se não o fizerem, tornam-se uma ONG, e a Igreja não pode ser uma ONG”. Nada de se encastelar em sacristias confortáveis nem de ficar sentados em cátedras macias. A Igreja não pode mofar, enclausurada entre quatro paredes com portas e janelas fechadas.
Pe. Nilo Luza, ssp
Fonte: Paulus em 27/04/2014

Reflexão

Esta conclusão, que se prolonga até o versículo 20, foi acrescentada mais tarde ao Evangelho de Marcos. Faz breve resumo das aparições de Jesus ressuscitado e acentua um aspecto: os discípulos não acreditam nas testemunhas da ressurreição. Não acreditaram em Maria Madalena, que tinha visto o Senhor; não deram crédito aos discípulos de Emaús, que o reconheceram ao partir o pão; finalmente os “Onze, quando estavam à mesa” foram desaprovados por Jesus “pela falta de fé e pela dureza de coração”. O caminho da fé passa pelos desafios da missão e pela certeza de que Jesus ressuscitado acompanha cada passo de seus discípulos. Com uma simples frase, o narrador, apressadamente, encerra o Evangelho segundo Marcos: Jesus envia seus discípulos pelo mundo todo “para que proclamem o Evangelho a toda criatura”.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 08/04/2018

Reflexão

No domingo da Páscoa, vimos Maria e alguns discípulos procurando o morto-ressuscitado. Neste segundo domingo, o Ressuscitado se apresenta aos discípulos reunidos dentro de quatro paredes, com as portas trancadas, por medo dos judeus. Neste encontro com os seus, o Ressuscitado deseja a paz à comunidade e lhe dá o Espírito Santo para vencer o pecado. Convida-a, portanto, a viver a reconciliação. Oito dias depois, o Ressuscitado aparece novamente e ensina os discípulos a crer sem a necessidade de “ver e tocar”. Ao acolher a mensagem do Mestre, nasce a comunidade cristã, que acredita sem a necessidade de provas concretas (milagres). É uma comunidade que acolhe e vive o dom da paz; que se deixa iluminar e fortalecer pelo Espírito Santo; que sabe superar os conflitos mediante a reconciliação. A comunidade cristã precisa estar convicta da presença do Ressuscitado: uma experiência vivida no amor, na alegria, na fraternidade e na harmonia.
Oração
Ó Jesus, Deus-conosco, deixas o reino da morte e, ressuscitado, fazes surpreendente visita aos teus discípulos reunidos e com medo. Irrompes no meio deles com a saudação que lhes devolve a confiança e a alegria: “A paz esteja com vocês”. Senhor, renova nossa fé na tua ressurreição. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 19/04/2020

Reflexão

O Concílio Vaticano II propõe abrir as portas e as janelas da Igreja para arejá-la. Dois mil anos antes, Jesus já alertava os discípulos a saírem, lançando-se na missão, e a não ficarem trancados, com medo, dentro de quatro paredes. No começo do terceiro milênio da Era Cristã, não podemos mais dormir com a mentalidade de séculos passados. Está na hora de arejar nossa mente e nosso coração, atentos aos sinais dos tempos, e perceber os novos desafios que a atual “mudança de época” nos impõe. O Documento de Aparecida nos alerta a sermos discípulos e missionários. Discípulos sempre atentos à mensagem do Mestre, e missionários enviados a levar a paz – sempre mais desafiadora, por dar a impressão de que ela é vencida pela violência – e a reconciliação, no meio de uma sociedade cada vez mais arrogante e intolerante. Já fomos iluminados e fortalecidos pelo Espírito prometido por Jesus. Portanto, é o momento de assumirmos a missão que ele nos deixou. O Documento de Aparecida nos diz que “não temos outra felicidade nem outra prioridade senão a de sermos instrumentos do Espírito de Deus na Igreja, para que Jesus Cristo seja encontrado e anunciado a todos” (DA, 14).
(Dia a dia com o Evangelho 2024)

Reflexão

«Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados»

Rev. D. Joan Ant. MATEO i García
(Tremp, Lleida, Espanha)

Hoje, segundo Domingo da Páscoa, completamos a oitava deste tempo litúrgico, uma das oitavas —juntamente com a do Natal— que a renovação litúrgica do Concílio Vaticano II manteve. Durante oito dias, contemplamos o mesmo mistério a aprofundamo-lo à luz do Espírito Santo.
Por desígnio do Papa João Paulo II, a este Domingo chama-se o Domingo da Divina Misericórdia. Trata-se de algo que vai muito mais além de uma devoção particular. Como explicou o Santo Padre na sua encíclica Dives in misericórdia, a Divina Misericórdia é a manifestação amorosa de Deus em uma história ferida pelo pecado. A palavra “Misericórdia” tem a sua origem em duas palavras: “Miséria” e “Coração”. Deus coloca a nossa miserável situação devida ao pecado no Seu coração de Pai, que é fiel aos Seus desígnios. Jesus Cristo, morto e ressuscitado, é a suprema manifestação e atuação da Divina Misericórdia. «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito» (Jo 3,16) e entregou-O à morte para que fossemos salvos. «Para redimir o escravo sacrificou o Filho», temos proclamado no Pregão pascal da Vigília. E, uma vez ressuscitado, constituiu-O em fonte de salvação para todos os que creem nele. Pela fé e pela conversão, acolhemos o tesouro da Divina Misericórdia.
A Santa Madre Igreja, que quer que os seus filhos vivam da vida do Ressuscitado, manda que —pelo menos na Páscoa— se comungue na graça de Deus. A cinquentena pascal é o tempo oportuno para cumprir esta determinação. É um bom momento para confessar-se, acolhendo o poder de perdoar os pecados que o Senhor ressuscitado conferiu à sua Igreja, já que Ele disse aos Apóstolos: «Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados» (Jo 20,22-23). Assim iremos ao encontro das fontes da Divina Misericórdia. E não hesitemos em levar os nossos amigos a estas fontes de vida: à Eucaristia e à Confissão. Jesus ressuscitado conta conosco.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

«E a Vós, Senhor, que vedes claramente, com os vossos olhos, os abismos da consciência humana o que, de mim, Te poderia passar despercebido, mesmo que me recusasse a confessa-lo?» (Santo Agostinho)

- «Muitas vezes pensamos que confessar-nos é como ir à lavandaria. Mas Jesus, no confessionário, não é uma lavandaria. A confissão é um encontro com Jesus que nos espera tal qual somos» (Francisco)

- «Cristo age em cada um dos sacramentos. Ele dirige-Se pessoalmente a cada um dos pecadores: “Meu filho, os teus pecados são-te perdoados” (Mc 2, 5); Ele é o médico que Se inclina sobre cada um dos doentes com necessidade d'Ele para os curar: alivia-os e reintegra-os na comunhão fraterna. A confissão pessoal é, pois, a forma mais significativa da reconciliação com Deus e com a Igreja» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.484)

Reflexão

A fé

Rev. D. Antoni CAROL i Hostench
(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje revivemos as primeiras aparições de Jesus Cristo ressuscitado diante dos Apóstolos. Depois de ter passado tanto medo, agora lhes custa aceitar que Jesus esteja vivo. O têm diante e… Tomás apóstolo, que não esteve a primeira vez, é ainda mais radical: não acreditará se não "toca" Jesus.
Cristo o corrigirá por não ter acreditado a seus companheiros. Há pessoas que só aceitam como verdadeiro o que podem tocar. Mas quase tudo o que aprendemos é porque nos explicam, normalmente sem demonstrações. "Fé" é aceitar o que nos dizem, porque nos confiamos de quem nos fala e porque sua mensagem é razoável. O inumano é desconfiar, sem mais, da palavra dos demais (inclusive de Deus). Sem confiança o mundo não funciona.
— Graças, meu Deus, pelo dom da fé. Sois meu maior tesouro, porque assim posso tratar-te com "intimidade", como um filho a seu Pai. Sou feliz conhecendo-te tão familiarmente.

Reflexão

Recebei o Espírito Santo

Este segundo Domingo da Páscoa era conhecido, na Liturgia antiga, como Dominica in Albis, porque os que foram batizados na Vigília Pascal se apresentavam ao bispo, uma semana depois, com as suas vestes cândidas, para mostrarem que se esforçavam para viver a candura batismal.
Hoje, o Domingo da Oitava da Páscoa também é a festa da Divina Misericórdia. A celebração foi instituída pelo bem-aventurado Papa João Paulo II – a ser canonizado neste fim de semana –, por conta das revelações particulares de Nosso Senhor à religiosa polonesa Santa Faustina Kowalska. Tendo morrido cedo, com apenas 33 anos (a idade de Cristo), ela experimentou, ainda em vida, as várias purificações que recebem os místicos que se aproximam cada vez mais de Deus, além de dons sobrenaturais e dos santos estigmas. A pedido de seu confessor, Faustina escreveu um diário no qual colocou por escrito aquilo que Cristo lhe falava em Suas aparições. Em uma dessas aparições, Ele pediu que se fizesse um quadro e que fosse instituída uma festa em honra à Sua Misericórdia, pois “a falta de confiança das almas”, especialmente “a desconfiança da alma escolhida”, ofendia-Lhe muito [1].
Quando Santa Faustina morreu, alguns padres ficaram responsáveis pela propagação dessa devoção, que Jesus prometeu que se espalharia pelo mundo inteiro. Graças ao empenho do então arcebispo de Cracóvia, Karol Wojtyla, o Diário de Santa Faustina teve sua proibição retirada pela Igreja, em 1978, quase vinte anos depois de uma intervenção do Santo Ofício. No mesmo ano, providencialmente, Wojtyla foi eleito Papa João Paulo II e o reconhecimento da santidade de Faustina Kowalska andou a passos largos. Em 2000, a devoção à Divina Misericórdia foi estendida ao mundo inteiro, recebendo indulgências especiais e uma festa litúrgica, no primeiro domingo após a Páscoa.
Então, neste domingo, somos chamados a louvar a Deus por Sua infinita misericórdia. Ela é, nas palavras da própria Santa Faustina, um fruto do amor de Deus: “O amor de Deus é a flor – e a misericórdia é o fruto” [2]. Em Si mesmo, Deus é amor; mas, ao manifestar-se na história para os homens, esse amor é misericórdia. Antes da Criação, não era possível a misericórdia, porque, para existir, é necessário haver um “miserável”. É com a economia divina, portanto, que se manifesta a Sua misericórdia: na Criação, na Redenção, nos Sacramentos, no envio do Espírito Santo etc. Com razão, pode-se dizer que a misericórdia divina é uma árvore com vários galhos [3], dentre os quais se sobressai a Cruz de Nosso Senhor, fortaleza e esperança dos que padecem por Ele.
A devoção à Divina Misericórdia é importante porque nela está o coração do Evangelho. A segunda leitura da Liturgia deste domingo diz: “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, para uma herança incorruptível, que não se mancha nem murcha, e que é reservada para vós nos céus” [4].
No Evangelho que cobre o arco dessa Oitava de Páscoa, Jesus ressuscitado aparece aos apóstolos e sopra sobre eles o Espírito Santo. Santo Tomás, em seu comentário ao Evangelho de São João, diz que é próprio da terceira pessoa da Santíssima Trindade o perdão dos pecados. É evidente que, na economia da salvação, quem age é toda a Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Mas, na teologia, utiliza-se um recurso chamado “apropriação”. Por apropriação, é conveniente que se chame o Pai de Criador, o Filho de Redentor e o Espírito de Santificador. Também por apropriação se diz que o responsável por perdoar os pecados é o Espírito Santo, manifestação da caridade, que “supre todas as faltas” [5]:
“Uma vez que é o Espírito Santo que nos constitui amigos de Deus, é normal que seja por ele que Deus nos perdoe os pecados. Por isto o Senhor disse aos discípulos: ‘Recebei o Espírito Santo; aquele a quem perdoardes os pecados, serão perdoados’, e em São Mateus (12, 31) o perdão dos pecados é negado àqueles que blasfemam contra o Espírito Santo, porque não têm em si aquilo por que o homem pode obter o perdão dos seus pecados. Daí decorre também dizermos, do Espírito Santo, que ele nos renova, que ele nos purifica, que ele nos lava.” [6]
Todo o tempo pascal aponta para o Domingo de Pentecostes e, desde já, é possível ver que o Espírito Santo – o amor-caridade que brota do lado de Cristo – é o grande fruto da Ressurreição. No mesmo dia em que ressurge dos mortos, Jesus aparece aos Seus discípulos e sopra sobre eles o Espírito Santo, oferecendo-lhes o dom da remissão dos pecados e manifestando-lhes a Sua misericórdia.
Santa Teresinha do Menino Jesus, grande devota da Divina Misericórdia, na enfermaria, alguns meses antes de morrer, confidenciou à sua irmã:
“Poderiam pensar que é porque não cometi pecados que tenho uma confiança tão grande no Bom Deus. Dizei claramente, minha Mãe, que se eu tivesse cometido todos os crimes possíveis, teria sempre a mesma confiança. Sinto que toda essa multidão de ofensas seria como gota de água lançada num braseiro ardente.” [7]
Cresçamos em confiança na misericórdia divina e lancemos a gota d’água de nossos pecados e misérias no braseiro ardente do amor de Deus.

Referências:
Cf. Diário, 49-50.
Diário, 949.
O Pe. Reginald Garrigou-Lagrange faz essa comparação em sua obra
Providence (V, 26),
1 Pd 1, 3-4.
Pv 10, 12.
Santo Tomás de Aquino, Comentário sobre São João, 20, I, 4.
Últimos Colóquios, Caderno Amarelo, 11 de julho, 6.
Fonte: Reflexões Franciscanas em 27/04/2014

Reflexão

Neste segundo domingo da páscoa, como comunidade de fé, nos reunimos na comunhão fraterna, na escuta atenta da Palavra, na fração do pão e nas orações, vencendo o medo e testemunhando a presença do Senhor ressuscitado no mundo.
A cena do evangelho deste domingo é marcada por sinais que apontam para grandes dificuldades em reconhecermos a presença do ressuscitado entre nós: Já é noite (domínio das trevas), as portas do lugar onde os discípulos encontram-se reunidos estão fechadas e o medo toma conta de todos! Um ambiente praticamente impenetrável, onde é destacável o fechamento tanto estrutural quanto dos corações.
Entretanto Jesus rompe todas as barreiras, entra no recinto, põe-se no centro, mostra as marcas da paixão e faz a primeira, das duas, proclamações pascais: “a paz esteja convosco” (v.19 e 21), sendo que na segunda vez o dom da paz é tomado como base ou pressuposto para o envio na missão: “Como o Pai me enviou também eu vos envio”(v.21b).
O Senhor também além da paz nos dá outros dons como fruto de sua ressurreição: o Espírito Santo, a reconciliação e a fé; esta proclamada por Tomé na expressão: “Meu Senhor e meu Deus!” Aliás, este discípulo representa todas as nossas aspirações em fazer, verdadeiramente, uma experiência pessoal com o ressuscitado.
Por muitas vezes poderemos somente pensar que Tomé é um homem apenas sem fé, pois o próprio Senhor o exorta dizendo: “Não sejas incrédulo, mas fiel”! (v.27) Além do mais ele não aderiu à fé quando os seus irmãos atestaram que viram o Senhor (V.25). Entretanto, por meio dele, recebemos uma belíssima promessa de Jesus: “Bem-aventurados os que creram sem terem visto” (V.29).
Somos testemunhas privilegiadas por meio da fé que temos em Jesus ressuscitado e também convidados a ajudar a construir o reinado de Deus por meio de relações comunitárias diferentes do que normalmente encontramos em nosso cotidiano.
Em outras palavras; a comunidade que tem Jesus ressuscitado no centro de sua vida é marcada por valores próprios desta presença divina, tais como a oração, a partilha comum dos bens e dos dons, a perseverança na orientação recebida, a capacidade de bendizer a Deus, em sua grande misericórdia que nos fez “nascer de novo, para uma esperança viva, para uma herança incorruptível” (1Pd 1,3-4) mesmo diante das provações e dificuldades dos tempos presentes!
Celebramos a páscoa de Jesus juntamente com todos os trabalhadores deste nosso país que com as dificuldades cotidianas lutam por melhores e justas condições de trabalho, de remuneração e de oportunidades. Também agradecemos a Deus por sua misericórdia com seus filhos e também pela beatificação de João Paulo II.
Em Jesus, o bom pastor e Maria nossa Mãe.
Pe. Fernando Antonio Carvalho Costa
Arquidiocese de Fortaleza
Fonte: Liturgia da Palavra em 27/04/2014

Recadinho

Como você definiria o que é fé? - O que você faz para que sua fé aumente? - Consegue manter-se firme em meio ao sofrimento que a vida lhe traz? - É difícil vive em paz? - O que será que mais dificulta a vivência da paz em nossas comunidades?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 27/04/2014

Comentário sobre o Evangelho

A fé do apóstolo Tomé: «Meu Senhor e meu Deus!»


Hoje, é a segunda vez que Jesus ressuscitado visita os Apóstolos. Na primeira aparição, no Domingo passado, Tomé não estava e não quis acreditar nos seus companheiros quando lhe disseram que tinham visto o Senhor. Agora, Jesus pede a Tomé que toque nas suas chagas e que tenha fé na sua ressurreição.
- Quero confiar na palavra dos que viram Jesus: «Meu Senhor e meu Deus». Obrigado, Senhor, pela paciência do teu coração.

Comentário do Evangelho

CRER SEM VER

A bem-aventurança de crer no Senhor Ressuscitado, sem tê-lo visto, diz respeito a todos os cristãos. Neste caso, o pré-requisito para se tornar bem-aventurado consiste em dar crédito ao testemunho de quem "viu" o Senhor, e anunciou que ele está vivo. A tradição cristã, ao longo dos séculos, foi se formando a partir do testemunho dos primeiros cristãos. Estes saíram pelo mundo inteiro para anunciar que o Senhor ressuscitou, testemunhando o fato, não só com palavras, mas também com a vida. O testemunho de fé - palavra e vida - da comunidade é a única forma de ter acesso ao Senhor. Só por este caminho é que se chega a Jesus.
Como consequência, cada cristão deve estar convicto de que é mediação da experiência do Ressuscitado, para todas as pessoas com quem se defronta. Quando o cristão, realmente, assimila a dinâmica da ressurreição, e a deixa transformar sua vida, torna-se uma prova convincente de que o Senhor está vivo, e sua presença tem a força de mudar, radicalmente, a vida de quem o acolhe. Este é o testemunho que atrairá muitas pessoas para a fé.
Assim, embora não vejamos Jesus ressuscitado com os nossos olhos, é possível acolhê-lo na fé, e testemunhar que ele, de fato, está no meio de nós.
Oração
Espírito de fé tira de mim tudo o que me impede de acolher, com docilidade, a presença do Ressuscitado em minha vida e na de minha comunidade.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Ó Deus de eterna misericórdia, que reacendeis a fé do vosso povo na renovação da festa pascal, aumentai a graça que nos destes. E fazei que compreendamos melhor o batismo que nos lavou, o espírito que nos deu nova vida e o sangue que nos redimiu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 27/04/2014

Meditando o evangelho

AS PORTAS FECHADAS

As portas fechadas por medo dos judeus simbolizavam a situação crítica vivida pela comunidade cristã, quando da morte de Jesus. Como as portas do local, também estavam fechadas as portas das inteligências e dos corações dos discípulos. O medo era fruto da falta de fé, e esta carência, da incapacidade de aceitar a ressurreição do Senhor como um fato consumado, que eliminava qualquer dúvida ou suspeita. A incredulidade deixara-os confusos, sem rumo, bloqueados pela perplexidade diante da morte do Mestre.
Foi preciso uma intervenção enérgica do Mestre para arrancá-los dessa lastimável situação. E a ação do Senhor foi progressiva: fez-se presente no lugar em que se encontravam, mesmo estando fechadas as portas, como se as estivesse escancarando; exortou-os a recobrar a paz interior, deixando de lado os sentimentos negativos que agitavam seus corações; fez-lhes compreender que estavam diante do mesmo Jesus que fora crucificado – as marcas nas mãos e no lado não davam margem para dúvidas –; finalmente, comunicou-lhes o Espírito Santo e os enviou em missão.
O medo e o consequente ensimesmar-se têm sido, ao longo dos séculos, a grande tentação dos discípulos de Jesus. A hostilidade do mundo somada à precariedade da fé explicam esta atitude. É mister deixar que o Ressuscitado rompa as barreiras e nos envie em missão, com a força do Espírito.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Pai, abre todas as portas que me mantém fechado no medo e na insegurança, para que eu vá ao encontro do mundo a ser evangelizado.
Fonte: Dom Total em 08/04/2018

Meditando o evangelho

É PRECISO TER FÉ

O apóstolo Tomé tornou-se símbolo da comunidade que questiona a Ressurreição de Jesus e exige prova para poder aceitá-la. Ele não aceitou o testemunho da comunidade, para quem Jesus havia aparecido e comunicado o dom do seu Espírito. O apóstolo condicionava sua fé à visão das chagas nas mãos de Jesus e ao tocar na ferida produzida pela lança. Este materialismo crasso o impedia de aderir ao Senhor pela fé.
Jesus proclamou ser feliz quem fosse capaz de chegar ao ato de fé, sem mesmo tê-lo visto. Ou seja, crer pelo testemunho da comunidade. Se a fé em Jesus dependesse de tê-lo visto, na terra, só um grupo privilegiado de discípulos num determinado contexto histórico e geográfico, teria acesso à fé. Uma vez que isto não é necessário, qualquer pessoa, em qualquer tempo ou lugar, pode chegar à fé, tal como a comunidade primitiva. Por conseguinte, a fé no Ressuscitado dá-se pelo testemunho da comunidade e se propaga pela tradição, que vai abarcando o mundo inteiro.
O Ressuscitado já não está limitado a um tempo ou a um lugar específico. Ele pode sempre ser encontrado e acolhido, por quem nele deposita sua fé. Certas exigências inconvenientes, como a de Tomé, podem inviabilizar o processo da fé e impedir um encontro libertador com o Senhor.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, dá-me um coração simples que saiba acolher o testemunho da Ressurreição que me chega pelo testemunho de meus irmãos na fé.
Fonte: Dom Total em 19/04/2020

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1. BEM-AVENTURANÇA: CRER SEM VER
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês)

Durante a última ceia, Jesus já comunicara aos discípulos, de maneira expressiva, a sua paz (Jo 14,27); e agora, na condição de ressuscitado, a renova. Jesus aparece entre os discípulos reunidos, anuncia-lhes a paz e mostra-lhes as chagas. Os discípulos estão com as portas trancadas com medo dos judeus. Este detalhe exprime a situação da comunidade de João, excluída pelos judeus, os quais, inclusive, denunciavam os cristãos aos romanos. Porém, a presença do ressuscitado liberta a comunidade do medo e lhes traz a alegria. O mostrar as chagas das mãos e a do lado é a confirmação de identificação do ressuscitado com Jesus de Nazaré, que foi crucificado. Agora, conforme anunciara nos discursos de despedida, Jesus comunica aos discípulos o Espírito, soprando sobre eles. Os discípulos são enviados em missão, com o conforto do Espírito. Suas comunidades, que vivem na comunhão e partilha (primeira leitura), movidas pela fé em Jesus (segunda leitura), são responsáveis pela prática da misericórdia no acolhimento dos excluídos como pecadores e de todos aqueles que se sentem atraídos por Jesus. A partir da experiência de Tomé, Jesus proclama a bem-aventurança da fé. Começa o tempo dos bem-aventurados que não viram e creram.
Fonte: NPD Brasil em 15/04/2012

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1. Jesus mostrou-lhes as mãos e o lado
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

No primeiro dia da semana, Domingo de Páscoa, Maria Madalena viu o túmulo vazio e foi avisar os apóstolos. Pedro e o Discípulo Amado, que a tradição diz que era São João, correm ao sepulcro e constatam que o corpo não estava lá. Naquele momento o discípulo crê. Ele viu e acreditou. O que foi que o Discípulo viu? Viu o túmulo vazio ou não viu nada. O verdadeiro discípulo acredita mesmo sem ver.
Nesse mesmo dia, o dia da ressurreição, ao cair da tarde, Jesus ressuscitado entra no lugar onde os discípulos estavam reunidos de portas fechadas. Jesus acabava de morrer crucificado e de ser sepultado. Era natural que eles tivessem medo dos judeus. Jesus então se pôs no meio deles. Não está escrito que Jesus apareceu ou se manifestou. Está escrito que ele “veio e se pôs no meio deles”[...]. Deseja-lhes a paz, mostra-lhes as chagas das mãos e do peito, envia-os em missão, sopra sobre eles e lhes dá o Espírito Santo para levarem ao mundo o perdão.
Tomé não estava com eles e não acredita quando dizem que viram o Senhor. Oito dias depois, na sua misericórdia, Jesus ressuscitado permite que Tomé toque em suas chagas. Foi então que São Tomé nos ensinou a dizer “Meu Senhor e meu Deus”. E mais. Falando a nosso respeito, Jesus diz que Tomé acreditou porque viu, e que serão felizes os que acreditarão sem terem visto.
Nós não vimos Jesus Ressuscitado nem tocamos em suas chagas e cremos. Somos, então, bem-aventurados aos olhos de Jesus. O evangelista diz que nem tudo o que Jesus falou nem todos os sinais que ele fez diante dos discípulos foram escritos nos Livros Sagrados do Novo Testamento. Muita coisa foi transmitida oralmente e conservada na memória e no coração dos cristãos. A Revelação de Deus está na Bíblia e além da Bíblia. O Espírito Santo continua a nos ensinar tudo o que diz respeito à nossa fé em Jesus Cristo, nosso Salvador.
Fonte: NPD Brasil em 08/04/2018

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Provavelmente um dos maiores equívocos que alguns cristãos cometem nos dias de hoje, é o de ausentar-se das celebrações dominicais por verem nelas a repetição monótona de um rito que já sabem de cor e salteado. Uma partida de futebol também nunca sai da mesmice, em todo jogo nada muda, mas vá dizer a um torcedor que o futebol é monótono e cansativo..., imediatamente ele irá afirmar que cada partida é uma história e uma emoção diferente, indescritível. O mesmo se diga de uma peça de teatro que se vê mais de uma vez, ou de um bom livro, eu mesmo perdi a conta de quantas vezes li “Éramos Seis...”, em cada leitura há algo de novo nos personagens ou no enredo, nunca é a mesma coisa. Então por que alguns cristãos acham a celebração tão chata e repetitiva?
Naqueles primeiros tempos do cristianismo, a pessoa de Jesus, seus ensinamentos e sua história ainda estava muito viva no coração dos seus seguidores, os apóstolos. Eles falavam com entusiasmo de Jesus, não como um herói nacional a ser reverenciado, mas como alguém presente, que caminha com a comunidade tomada pelo seu Espírito que a anima e lhe faz sentir esta vida nova que ele deu a todos.
Muita gente não entendia, admiravam Jesus, falavam muito dele, mas como alguém que foi um exemplo, um idealista, um líder nato, um grande profeta, um mestre sem igual em Israel, há até mesmo uma corrente de teólogos que reduzem a ressurreição a uma lembrança muito forte de Jesus no coração das pessoas que o conheceram e que o amaram profundamente, perpetuando sua memória entre eles nos encontros da comunidade.
A verdade é que, a vida em comunidade só é possível quando a gente faz uma experiência pessoal com Jesus Cristo, quando o seu anúncio toca no fundo do coração e começamos a senti-lo a cada instante de nossa vida, quando o seu evangelho nos encanta e supera qualquer ideologia de felicidade que este mundo possa nos oferecer, quando descobrimos que ele nos conhece profundamente, e tem por nós um amor imenso, grandioso, que não hesita em dar-nos a própria vida. Quando percebemos que a salvação por ele oferecida não é algo misterioso, que só iremos ter após a nossa morte, mas que nessa vida a sentimos nas profundezas do nosso ser, quando conseguimos harmonizar todas as nossas virtudes e carismas, com o projeto que o Filho de Deus inaugurou em nosso meio.
Então o nosso coração quer estar junto de outros irmãos e irmãs, que fizeram essa mesma descoberta, para comemorar e celebrar essa presença misteriosa do Senhor em nossa vida, que se torna mais forte na vida de igreja. Para Tomé não faltou este testemunho dos seus irmãos apóstolos “Vimos o Senhor!”, não se trata apenas de um VER com os olhos, mas de um sentir com o coração, capaz de perceber nas marcas da paixão a evidência mais forte de um amor sem medida pelos seus.
A comunidade recebe o dom da Paz, nascida da vitória definitiva sobre as forças do mal, o discípulo que recebeu a Paz do Senhor, não pode nunca colocar em dúvida, em sua vida e na vida do mundo, o triunfo do Bem supremo sobre o mal, viver nessa paz, longe de permanecer de braços cruzados, é antes ir à luta pelo reino em que se crê, na certeza de que ele um dia se tornará visível em toda sua plenitude. Comunidade, portanto, é lugar de se receber o sopro de vida e renovação em cada momento celebrativo, é lugar onde a gente se reveste desse Espírito Santo, lugar onde somos recriados, restaurados, tornando-nos novas criaturas em Cristo.
Para se fazer essa experiência profunda, não é necessário uma celebração especial, deste ou daquele grupo, nem tão pouco um padrão “X” ou “Y” de espiritualidade, nem precisa identificar-se como conservador ou progressista, adeptos desta ou daquela eclesiologia, nem é preciso buscar revelações espetaculares, e ser agraciado com grandioso milagre, também não precisa tornar-se um místico, nem um alienado das realidades que nos cercam, é preciso apenas ser testemunha do amor, vivido e celebrado não de maneira egoísta, mas com os irmãos e irmãs da comunidade, em torno da Eucaristia, amor que nos alimenta.
Diante do testemunho recebido, Tomé limita-se no VER de enxergar, com os olhos da carne, para ele, naquele momento, e também para muitos nos dias de hoje, a celebração tem que ser um “arraso”, um show inesquecível, onde os ministros, como grandes estrelas, conseguem nos fazer VER Jesus, tem que valer o ingresso e o esforço de estar lá, é a celebração como espetáculo, mexendo com razão de ser, e com o emocional.
A Fé no Senhor ressuscitado que caminha com a sua igreja, não precisa de sinais ou provas, Cristo Jesus não precisa provar mais nada, nós é que precisamos provar a nossa fé, aceitando viver e celebrar em uma comunidade, onde nada ocorre de excepcional, mas onde cada encontro é diferente, porque fazemos essa experiência do Cristo vivo, que caminha conosco, podemos vê-lo e tocá-lo nos sacramentos, podemos ouvi-lo, e de fato o ouvimos na santa palavra, podemos percebê-lo na vida dos irmãos, razão pela qual não cansamos de repetir com a alma em júbilo, a cada saudação de quem preside “Ele está no meio de nós!”.
Se tivermos convicção desta afirmativa, o nosso testemunho será tão vivo e autêntico como o dos apóstolos, e o nosso coração baterá mais forte cada vez que chegar o DOMINGO, dia do Senhor.
José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail jotacruz3051@gmail.com

2. Os discípulos, então, se alegraram por verem o Senhor - Jo 20,19-31
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

A Páscoa do Senhor produz efeitos e a comunidade cristã vai se solidificando, perseverante no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. Os que abraçavam a fé viviam unidos e possuíam tudo em comum. Vendiam suas propriedades e seus bens. Repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um. Eram estimados por todo o povo e cresciam em número.
Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos nos fez nascer de novo e nos guardou para a salvação. Isso é motivo de alegria para nós. Podemos estar aflitos por algum tempo, mas a nossa fé tem mais valor que o ouro testado no fogo. Sem termos visto o Senhor, nós o amamos. Sem que agora o estejamos vendo, cremos nele. Tomé quis vê-lo para acreditar, e viu. Seu testemunho fortifica a nossa fé.
Era o primeiro dia da semana. Jesus entrou, pôs-se no meio deles e desejou-lhes a paz. Os discípulos se alegraram por verem o Senhor. “Como o Pai me enviou, também eu vos envio.” Soprou, então, sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados”. E os enviou como ele mesmo foi enviado pelo Pai. Disseram a Tomé: “Nós vimos o Senhor!”. Disse Tomé: “Não acreditarei”. Disse Jesus: “Não sejas incrédulo, mas crê!”. Disse Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!”. Disse Jesus: “Creste porque me viste? Bem-aventurados os que não viram, e creram!”.
Estes sinais foram escritos para crermos que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, crendo, tenhamos a vida em seu nome. Jesus se colocou diante de Tomé e Tomé pôde contemplar a face de Jesus, que esteve morto e se deixou ver ressuscitado. Coloque-se também em silêncio na presença do Senhor, com tempo, para que ele olhe para você. Permita que Jesus alimente em seu coração o calor do amor e da ternura, para que brote de seu coração o fogo do amor divino que inflamará o coração dos outros.
Entre com Tomé nas chagas do Senhor. Nelas você encontrará a divina misericórdia. São João Paulo II deu a este domingo o nome de Domingo da Divina Misericórdia.
Fonte: NPD Brasil em 19/04/2020

Homilia do 2º Domingo da Páscoa, por Pe. Paulo Ricardo



HOMILIA

COMPROMISSO COM CRISTO RESSUSCITADO

Nas tradições das primeiras comunidades circulavam dois tipos de textos sobre a ressurreição: uns relativos à constatação do túmulo vazio e outros relacionados às aparições do ressuscitado. Em Marcos encontramos apenas a tradição do túmulo vazio. Os demais evangelistas combinam-se ao coletar textos extraídos das duas tradições. No texto de hoje, do Evangelho de João, temos a narrativa do encontro do túmulo vazio. Em continuação, o Evangelho apresentará as narrativas de aparições. A tradição do túmulo vazio suscita a fé no ressuscitado sem vê-lo.
Precisamos fazer um rebusco ao que Jesus disse aos discípulos na última ceia. Ele já comunicara aos discípulos, de maneira expressiva, a sua paz; e agora, na condição de ressuscitado, a renova. Jesus aparece entre os discípulos reunidos, anuncia-lhes a paz e mostra-lhes as chagas.
A primeira testemunha do cumprimento destas palavras foi Maria Madalena que chega ao túmulo. Vê a pedra que o fechava removida e acha que roubaram o corpo. Ela o comunica a Pedro e ao discípulo que Jesus amava. Este discípulo é mais ágil do que Pedro ao dirigir-se ao túmulo; porém, em consideração a ele, deixa que entre primeiro. O pano que tinha coberto a cabeça de Jesus estava enrolado num lugar à parte. O discípulo que Jesus amava viu e creu na presença viva de Jesus. Até então não tinham compreendido que Ele ressuscitaria. Contudo, os sinais do túmulo vazio são suficientes para o discípulo amado crer que Jesus continuava vivo.
No Evangelho de hoje, os discípulos estão com as portas trancadas com medo dos judeus. Este detalhe exprime a situação da comunidade de João, excluída pelos judeus, os quais, inclusive, denunciavam os cristãos aos romanos. Porém, a presença do ressuscitado liberta a comunidade do medo e lhes traz a alegria. O mostrar as chagas das mãos e a do lado é a confirmação de identificação do ressuscitado com Jesus de Nazaré, que foi crucificado. Agora, conforme anunciara nos discursos de despedida, Jesus comunica aos discípulos o Espírito, soprando sobre eles.
Os discípulos são enviados em missão, com o conforto do Espírito. Suas comunidades, que vivem na comunhão e partilha, movidas pela fé em Jesus, são responsáveis pela prática da misericórdia no acolhimento dos excluídos como pecadores e de todos aqueles que se sentem atraídos por Jesus. A partir da experiência de Tomé, Jesus proclama a bem-aventurança da fé. Começa o tempo dos bem-aventurados que não viram e creram.
Em Atos, Lucas narra o anúncio de Pedro: a partir do batismo de João, iniciou-se o ministério libertador de Jesus, por toda parte, até sua morte na cruz. Porém, ressuscitado, continua presente entre os discípulos. É o mesmo Jesus de Nazaré, Filho de Deus encarnado, que a todos comunicou eternidade e vida divina. As primeiras comunidades tinham consciência de que, pelo batismo, já viviam como ressuscitadas, isto é, em união com Jesus em sua eternidade e divindade.
Comprometer-se, hoje, com o projeto vivificante de Jesus, na justiça, no amor, na partilha, é viver a ressurreição, em comunhão com o Deus eterno.
Fonte: Liturgia da Palavra em 27/04/2014

HOMILIA

ESPIRITUALIDADE BÍBLICO-MISSIONÁRIA

Certamente que somos todos necessitados de Deus, pois Ele é a raiz e o sentido pleno, maior de nossa vida. Sem Ele não há vida muito menos sentido para ela.
Há um convite muito forte para nossa humanidade neste domingo: mergulharmos na misericórdia de Cristo e nos deixarmos imergir completamente nela. É dessa verdade de Cristo que nasce a Comunidade nova, reunida na força de sua ressurreição. Lá estavam reunidos seus discípulos e Tomé manifesta sua dúvida. Jesus se apresenta e deseja-lhes a paz. Atônitos, vão compreendendo aos poucos o mistério do Ressuscitado.
Os Atos dos Apóstolos nos mostram como é uma Comunidade reunida na mesma fé em torno do Cristo ressuscitado. Não são pessoas que têm o mesmo jeito; são diferentes umas das outras, mas estão unidas na mesma raiz da fé: o Cristo ressuscitado. Isso muda tudo, e não olhamos mais o que é periférico, mas sim o que é de dentro, que sustenta, que dá a vida.
Por isso, Lucas nos mostra que aquela Comunidade era fundada no amor fraterno, nos gestos concretos de partilha, e ninguém passava necessidade. Que bom seria se alcançássemos essa realidade no tempo de agora. Há muitos sinais de fraternidade, mas também notamos certas acomodações, inação, descompromisso. Andar no caminho do Ressuscitado é abraçar a consequência da vida ressuscitada nele. A experiência da Comunidade nascente precisa ser vivida hoje, fazendo com que os pequenos gestos de solidariedade fraterna que existem, cresçam mais intensamente entre nós. Amar a Deus implica na adesão à pessoa de Jesus, que espera de nós uma vivência mais autêntica, mais fraterna, como as primeiras Comunidades.
O Evangelho é a Palavra por excelência que nos educa e nos transforma. Ele é o centro da Comunidade, e à sua volta só podem se reunir os que creem, que apostam a vida nele. O Cristo ali se faz presente, com seu amor, com sua misericórdia, e a Comunidade se anima, e não tem medo de enfrentar as diversidades, dificuldades, diferenças. O que conta é a mesma fé e o mesmo amor em Cristo ressuscitado.
Portanto, a Comunidade reunida em Cristo e que celebra sua vida no Senhor, precisa ter a consciência da importância do sinal de uma Comunidade que vive a fé e o projeto do Reino no Cristo ressuscitado. Ela se torna profética e o sinal de que Cristo está vivo para sempre, e é misericórdia. Descubramos ainda mais o quanto vale estar reunido em Cristo ressuscitado.
Redação “Deus Conosco”

REFLEXÕES DE HOJE

DOMINGO

Fonte: Liturgia Diária Comentada2 em 27/04/2014

REFLEXÕES DE HOJE

DOMINGO

Fonte: Liturgia Diária Comentada2 em 08/04/2018

REFLEXÕES DE HOJE

DOMINGO

Fonte: Liturgia Diária Comentada2 em 19/04/2020

HOMILIA DIÁRIA

Somos chamados a viver a Ressurreição de Jesus em comunhão com Deus

Postado por: homilia
abril 15th, 2012

Nas tradições das primeiras comunidades, circulavam dois tipos de textos sobre a Ressurreição de Cristo: uns relativos à constatação do túmulo vazio e outros relacionados às aparições do Ressuscitado. Em Marcos, encontramos apenas a tradição do túmulo vazio. Os demais evangelistas combinam-se ao coletar textos extraídos das duas tradições. No Evangelho de João, temos a narrativa do encontro do túmulo vazio. Em continuação, este Evangelho apresentará as narrativas das aparições. A tradição do túmulo vazio suscita a fé no Ressuscitado sem vê-Lo.
Precisamos fazer um rebusco sobre o que Jesus disse para os discípulos na Última Ceia. Ele já havia comunicado aos discípulos, de maneira expressiva, a sua paz; agora, na condição de ressuscitado, renova-a. Jesus aparece entre os discípulos reunidos, anuncia-lhes a paz e lhes mostra as chagas.
A primeira testemunha do cumprimento dessas Palavras foi Maria Madalena quando chegou ao túmulo. Ela vê a pedra que O fechava removida e acha que roubaram Seu corpo. Ela comunica o fato a Pedro e ao discípulo que Jesus amava. Este discípulo é mais ágil do que Pedro ao dirigir-se ao túmulo; porém, em consideração a ele, deixa que entre primeiro.
O pano que havia coberto a cabeça de Jesus estava enrolado num lugar à parte. O discípulo que Jesus amava viu e acreditou na presença viva do Senhor. Até então, não haviam compreendido que Ele ressuscitaria. Contudo, os sinais do túmulo vazio são suficientes para João crer que Cristo continuava vivo.
No Evangelho de hoje, os discípulos estão com as portas trancadas com medo dos judeus. Esse detalhe exprime a situação da comunidade de João – excluída pelos judeus -, os quais, inclusive, denunciavam os cristãos aos romanos. Porém, a presença do Ressuscitado liberta essa comunidade do medo e lhes traz a alegria. O “mostrar as chagas” das mãos e do lado é a confirmação da identificação do Ressuscitado com Jesus de Nazaré que foi crucificado. Agora, conforme anunciara nos discursos de despedida, Jesus comunica aos discípulos o Espírito, soprando sobre eles.
Os discípulos são enviados em missão, com o conforto do Espírito. Suas comunidades, que vivem na comunhão e partilha – movidas pela fé em Jesus – são responsáveis pela prática da misericórdia no acolhimento dos excluídos como pecadores e de todos aqueles que se sentem atraídos por Jesus. A partir da experiência de Tomé, Jesus proclama a bem-aventurança da fé. Começa o tempo dos bem-aventurados que não viram e creram.
Cristo ressuscitado continua presente entre os Seus discípulos. É o mesmo Jesus de Nazaré, Filho de Deus encarnado, que a todos comunicou eternidade e vida divina. As primeiras comunidades tinham consciência de que, pelo batismo, já viviam como ressuscitadas, isto é, em união com Jesus em Sua eternidade e divindade.
Comprometer-se, hoje, com o projeto vivificante de Jesus – na justiça, no amor e na partilha – é viver a Ressurreição em comunhão com o Deus eterno.
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 15/04/2012

HOMILIA DIÁRIA

A fé alimenta nossa relação com Deus

Hoje, mais do que nunca, somos convidados a ser homens e mulheres do Espírito e a alimentarmos a nossa fé, porque é ela quem nos mantém de pé.

”Jesus lhe disse: ‘Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!’.” (João 20, 29)

Nós hoje queremos mergulhar na profundidade da misericórdia e do amor de Deus, porque Tomé precisou tocar nas mãos e nas chagas do Senhor para que ele pudesse acreditar e para que ele pudesse ter fé. É o tipo de fé que exige prova racional, é a fé que exige o conhecimento experimental: ”Se não me provar por A mais B, eu não creio, eu não acredito!”
Infelizmente, no mundo de ontem e, sobretudo, no mundo de hoje, muitas pessoas estão mergulhadas no racionalismo e na incredulidade diante das coisas da fé, dos mistérios de Deus, porque põem a fé à prova, submetem a fé – algo tão genuíno do Espírito e da profundidade da nossa alma e do nosso ser – à prova da razão.
Não, não é que tenhamos de ignorar a razão, não! Porque ela nos faz muito bem, ela nos dá pressupostos [para discernirmos entre o certo e o errado]. O que nós não podemos é diminuir a nossa fé, o que nós não podemos é ignorar a nossa experiência mística, o que nós não podemos é deixar de alimentar a nossa espiritualidade.
Porque fé é acreditar no que não se vê, é ter convicção daquilo que não estamos vendo, mas, mesmo assim, nós temos certeza, porque nosso espírito toca nas realidades divinas e nas realidades espirituais à medida que alimentamos o homem espiritual que somos, à medida que alimentamos a nossa espiritualidade, à medida que nós aumentamos e investimos em nossa relação com Deus.
Quando nós não alimentamos a nossa relação com o divino, com o sagrado, a nossa relação pessoal com Deus, é óbvio que a nossa fé diminui ou se torna extremamente racional.
A bem-aventurança que Jesus, hoje, nos apresenta é fundamental para permanecermos firmes na fé e no seguimento do Senhor. A bem-aventurança de hoje nos permite experimentarmos a bondade e a misericórdia de Deus; a bem-aventurança da fé, a bem-aventurança de acreditar para além de nossas incredulidades. A bem-aventurança de alimentar o nosso espírito, porque não só de pão vive o homem, não só da matéria vive o homem, não só dos pressupostos racionais vive nossa humanidade, mas de tudo aquilo que vem da Palavra de Deus, do coração de Deus e da nossa experiência com Ele.
Somos, hoje, mais do que nunca convidados a ser homens do Espírito, mulheres do Espírito, e a alimentarmos a nossa fé, porque, no final das coisas, no fim de tudo, é ela quem nos mantém de pé. Mesmo sem ver eu creio, mesmo sem ter visto eu acredito, porque eu experimentei, do fundo de minha alma e do meu coração, um  encontro pessoal com Deus vivo!
Deus abençoe você e uma feliz Páscoa!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 27/04/2014

HOMILIA DIÁRIA

Jesus vem em socorro da nossa incredulidade

Jesus tem misericórdia e compaixão de nós, Ele vem em socorro da nossa falta de fé; Ele vem em socorro da nossa incredulidade

“Depois disse a Tomé: ‘Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel’.” (João 20,27)

Contemplamos o Ressuscitado no meio de nós que, de forma amorosa, mesmo tendo sido traído, abandonado e deixado só, no drama da Cruz pelos discípulos, cicatrizou o coração deles. Jesus não fez como nós, Ele não foi colocar sentimento de culpa e nem acusar ninguém de tê-Lo abandonado. Ele reavivou e acendeu a chama no coração dos discípulos e, mesmo tendo oito dias que Ele estava vivo e Ressuscitado, ainda havia muita incredulidade, muitos corações estavam fechados e duvidosos.
Tomé, na pura sinceridade, manifestou sua incredulidade: “Se eu não colocar o dedo, se eu não tocar em suas chagas, não acreditarei” (cf. João 20,24-25). Não bastou tudo o que o Mestre ensinou, pois, a incredulidade ainda estava fincada no coração de Tomé.
Quando falamos de “incredulidade”, não estamos falando do ateísmo presente no mundo de outrora, no mundo de hoje e que permeará na história da humanidade até a consumação dos dias.
Há o ateísmo professado de forma clara, há o ateísmo que nega a existência, a presença de Deus, mas estamos falando da incredulidade daqueles que sabem da existência de Deus, creem na Ressurreição de Jesus, entretanto, vivem como se Ele não existisse; não colocam a fé e o coração no Cristo que está ressuscitado. Em outras palavras, vivem como se Jesus não estivesse vivo no meio de nós.
Não vamos julgar as pessoas que estão fora da Igreja, porque vivemos cercados por muitas incredulidades; colocamos as nossas incredulidades para fora e expressamos como Tomé.
Jesus tem misericórdia e compaixão de nós, Ele vem em socorro da nossa falta de fé; Ele vem em socorro da nossa incredulidade. Assim, como Ele pediu a Tomé: “Toca, Tomé”; Ele, também, está pedindo a nós. Toquemos em Jesus ou permitamos ser tocados por Ele, permitamos experimentá-Lo em nossa carne, em nossa vida, na certeza de que Ele está vivo, e está entre nós.
Não permitamos, de forma nenhuma, que sejamos mais incrédulos do que homens e mulheres de fé. Permitamos que o nosso corpo seja incendiado; que a nossa mente seja invadida e direcionada pela fé que temos n’Ele. Permitamos que tudo aquilo que fazemos e proclamamos na vida, seja expressão daquilo que proferimos com a nossa boca: Jesus está vivo e Ressuscitado.
Experimentar a Misericórdia de Deus é ver que nós, muitas vezes, fomos muito mais incrédulos do que crentes, e que apesar disso, Ele não nos amou pouco; amou-nos muito e de forma extrema.
Se a misericórdia de Deus é grande para conosco, a nossa não pode ser menor em relação a ninguém nesta vida.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 08/04/2018

HOMILIA DIÁRIA

Mergulhemos na paz do Ressuscitado

“Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” (João 20,29)

Hoje, estamos nos encontrando com Jesus misericordioso. É Ele que vem ao nosso encontro. Três coisas são importantes para que a nossa alma se abra nesse encontro com a misericórdia de Deus.
O Ressuscitado nos traz a Sua misericórdia e a Sua paz. Que a paz esteja conosco, no nosso coração, no nosso lar, e esteja também nos nossos sentimentos, pensamentos e na nossa alma. A paz verdadeira que cura, liberta e resgata; a paz que traz a alma para o coração viver a serenidade e a sobriedade.
Permitamo-nos ser mergulhados na paz do Senhor, para nos libertarmos das angústias, das tribulações, da ansiedade e da temeridade que toma conta da nossa vida. É o Ressuscitado que nos traz a paz. Mergulhemos na paz d’Ele.
A paz vem pelo perdão, primeiro, dos nossos pecados. Como precisamos, realmente, encontrar o perdão de Deus, porque, uma vez que somos perdoados, a iniquidade que o pecado provoca em nós é cancelada, a força que o pecado produz em nós é vencida. Por isso, precisamos encontrar todo o perdão de Deus hoje.

Comungue, profundamente, com Jesus Ressuscitado para ter paz, perdão, mansidão e a cura do coração

O perdão vem do arrependimento, da contrição e do reconhecimento de que falhamos e erramos. O perdão vem para quem consegue vencer a soberba, o orgulho e a vaidade pessoal. É para quem consegue reconhecer as suas próprias fraquezas e erros, não para se condenar, mas para se levantar, para sair da ignorância e da cegueira, para que a misericórdia de Deus nos coloque de pé.
O Ressuscitado, Jesus misericordioso, vence a nossa incredulidade e a nossa falta de fé, porque todos nós somos como Tomé: só acreditamos no que vemos e tocamos. Só temos a certeza do que vemos quando tocamos.
É feliz, de verdade, quem crê sem ver, porque experimenta, na alma e no espírito, a experiência viva e real com Jesus Ressuscitado. Por isso, cresça na sua fé para ser feliz, comungue, profundamente, com Jesus Ressuscitado para ter paz, perdão, mansidão e a cura do coração.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 19/04/2020

Oração Final
Pai Santo, dá-nos a fé das crianças, a coragem da entrega incondicional e generosa ao mistério de amor de teu Filho Unigênito. Ele que, cumprindo a tua Promessa, fez-se humano e viveu fazendo o bem. Traído, foi condenado e morto, mas tu o ressuscitaste e, na unidade do Espírito Santo, contigo reina.
Fonte: Arquidiocese BH em 15/04/2012

Oração Final
Pai Santo, nós queremos crer! Aumenta nossa fé, para que tenhamos a Vida no Nome de Jesus Cristo. Faze-nos fontes de Esperança para a humanidade, a começar pelos companheiros de caminhada que nos deste. Com eles, sejamos testemunhas do Teu Amor, revelado no Cristo Jesus, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 27/04/2014

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, tantas vezes temos dito como Tomé – ‘Meu Senhor e meu Deis!’ – que corremos o risco de nos acostumarmos, perdendo o encantamento, a noção do sublime e do inefável. Mantém em nós, Pai amado, com o entusiasmo do primeiro amor, a sedução pelo Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Arquidiocese BH em 08/04/2018

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, nós queremos crer! Aumenta nossa Fé, para que tenhamos a Vida no Nome de Jesus Cristo. Faze-nos fontes de Esperança para a humanidade, a começar pelos companheiros de caminhada que nos deste e que estão perto de nós. Com eles, sejamos testemunhas do teu Amor Misericordioso, revelado no Cristo Jesus, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 19/04/2020

Oração
DEUS DE ETERNA MISERICÓRDIA, na festa anual da Páscoa reacendeis a fé do povo a vós consagrado. Aumentai a graça que destes, para que todos compreendam melhor o Batismo que os lavou, o Espírito que os regenerou, e o sangue que os redimiu. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.