domingo, 17 de dezembro de 2023

AO ENTRAR QUE VENHA COM DEUS... AO SAIR QUE DEUS TE ACOMPANHE…

NOVENA DE NATAL - QUARTO DIA (15 a 23/12/2023)


NOVENA DE NATAL - QUARTO DIA

4º Dia - Jesus, desperte em nós a alegria de sermos cristãos

1. Canto

Vem, Senhor, Jesus, o mundo precisa de ti (bis)
Ao mundo falta ESPERANÇA. Tu és ESPERANÇA.

Vem, Senhor Jesus!

2. Saudação

Com. - A graça e a paz do Senhor estejam conosco
Todos - Ele está no meio de nós!

Somos discípulos e missionários daquele que vem!

Com. - Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida,
Todos - Tende piedade de nós.

3. Motivação: Documento de Aparecida

Com. - Em sintonia com a V Conferência de Aparecida, hoje o tema de nossa novena é um pedido: Jesus, desperte em nós a alegria de sermos cristãos.

Leitor 1 - "Bendizemos a Deus por nos fazer suas filhas e filhos em Cristo, por nos haver redimido com o preço de seu sangue e pelo relacionamento permanente que estabelece conosco, que é fonte de nossa dignidade absoluta, inegociável e inviolável. Se o pecado deteriorou a imagem de Deus no homem e feriu sua condição, a boa nova, que é Cristo, o redimiu e o restabeleceu na graça (cf. Rm 5,12-21)." (DAp 104).

4. Palavra de Deus

Com. - Tomemos agora a Palavra de Deus onde Ele se revela a nós.

Canto - Envia tua Palavra, Palavra de salvação, que vem trazer esperança, aos pobres, libertação

Leitor 2 - Leitura bíblica (Ler na Bíblia: Lc 1,26-38)

(Alguns momentos de silêncio)

5. Partilha

A saudação do anjo é uma saudação de alegria. Maria adere e colabora com o projeto de Deus. Como nós acolhemos o projeto de Deus quando é diferente do nosso? Vamos partilhar e colocar as palhinhas na manjedoura.

(Momentos para partilha dos participantes).

Canto: Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria, Mãe de Jesus.


6. Oração

Com. - Rezemos com toda a Igreja

- Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, rosto humano de Deus e rosto divino do homem, acendei em nossos corações o amor ao Pai que está no céu e a alegria de sermos cristãos.

- Vinde ao nosso encontro e guiai nossos passos para seguir-vos e amar-vos na comunhão de vossa Igreja, celebrando e vivendo o dom da Eucaristia, carregando nossa cruz, e ungidos por vosso envio.

- Dai-nos sempre o fogo de vosso Santo Espírito, que ilumine nossas mentes e desperte entre nós o desejo de contemplar-vos, o amor aos irmãos, sobretudo aos aflitos, e o ardor por anunciar-vos no início deste século.

- Discípulos e missionários vossos, queremos remar mar adentro, para que nossos povos tenham em Vós vida abundante, e com solidariedade construam a fraternidade e a paz.

Todos: Senhor Jesus, vinde e enviai-nos!

Maria, Mãe da Igreja, rogai por nós. Amém.

7. Canto

Envia tua Palavra, Palavra de salvação, que vem trazer esperança, aos pobres, libertação


8. Despedida e Bênção

Com. - Até o próximo encontro vamos descobrir o rosto humano de Deus na pessoa dos irmãos.

Jesus Divino Mestre seja para ti a verdade que ilumina, o caminho da santidade, a vida plena e eterna. Que ele te guarde e defenda. Plenifique de todos os bens a ti e a todos os que amas.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. (Alberione)

Todos se despedem, combinando, antes, o próximo encontro.



HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 17/12/2023

ANO B


3º DOMINGO DO ADVENTO

Ano B - São Marcos - Cor Roxa

“...no meio de vós está aquele que vós não conheceis ...eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias.”

Jo 1,6-8.19-28

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Recordamos, neste domingo, que a preparação para o nascimento de Jesus tem como característica a alegria. Jubilosos, vivenciemos este tempo de espera, certos de que o Senhor vem ao nosso encontro!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, sejam bem vindos! O Senhor vem ao nosso encontro e a certeza de sua chegada nos alegra profundamente o coração. Aos poucos, a Boa Notícia da vinda de Nosso Salvador vai preenchendo todo nosso existir e, enquanto o aguardamos, saborearemos a sua presença viva e ressuscitada nos sinais eucarísticos. Que esta celebração faça crescer em nós, o firme desejo de realizar a vontade do Senhor, de modo que Ele, ao chegar, nos encontre empenhados pelo seu Reino.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Recordamos, neste domingo, que a preparação para o nascimento de Jesus tem como característica a alegria. jubilosos, vivenciemos este tempo de espera, certos de que o Senhor vem à nós!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, sejam bem vindos! O Senhor vem ao nosso encontro e a certeza de sua chegada nos alegra profundamente o coração. Aos poucos, a Boa Notícia da vinda de Nosso Salvador vai preenchendo todo nosso existir e, enquanto o aguardamos, saborearemos a sua presença viva e ressuscitada nos sinais eucarísticos. Que esta nossa participação faça crescer em nossos sentimentos, aquele desejo firme de realizar a vontade do Senhor, para que Ele, ao chegar, nos encontre empenhados pelo seu Reino.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: O Deus que vem quer ser pobre; contesta as imagens que espontaneamente dele fazemos, e vem ao nosso encontro numa dimensão incomum para uma religião. Mas esse Deus diferente despertará muito mais a fé daqueles que procuram uma religião autêntica. Toda uma linha profética havia apresentado aos israelitas o Messias segundo as categorias do poder, da vitória, do domínio universal; isso, aliás, correspondia à experiência do Exodo, que permanece o ponto de referência necessário para o Deus da Aliança. Mas sobretudo com o exílio, que favorece a reflexão sobre a aliança e sua interiorização, o Deus de Israel e Aquele que ele consagra para a missão de salvador do povo são encarados sob uma luz nova, mais espiritual e mais simbólica também; e, do mesmo modo é encarada a missão e seus destinatários. Os pobres são mais disponíveis para o alegre anúncio da salvação, pois não se apoiam em sua suficiência pessoal ou na segurança material, e estão atentos, à escuta da palavra de Deus e capazes de uma fidelidade simples e firme à sua lei. O terceiro Domingo do Advento é também chamado “Domingo da alegria”, porque apresenta um forte sentimento de júbilo diante da perspectiva iminente do Natal. É também dia da Coleta Nacional da Campanha para a Evangelização da Igreja no Brasil. Aproveitemos esta oportunidade para demonstrar nossa generosidade e espírito de comunhão eclesial, por meio da colaboração nas coletas de hoje, destinadas a consolidar a evangelização.
Fonte: NPD Brasil em 13/12/2020

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: O Advento é tempo de espera, onde nossas comunidades se preparam para a acolhida verdadeira do Deus Menino manifesto no Natal. A liturgia deste domingo recorda-nos que, tal preparação tem como característica a alegria. O profeta Isaías e Maria, no salmo, vibram de alegria, pois a boa nova vai ser anunciada aos pobres e os corações aflitos serão consolados. João Batista afirma ter vindo para aplainar os caminhos para alguém, cujas sandálias ele não era digno nem sequer de desamarrá-las. João se coloca como o precursor daquele que é a verdadeira alegria, Jesus Cristo, que realizará, com sua encarnação, a concretização do projeto salvífico de Deus. Com espírito de contida alegria, vivenciemos este tempo de espera, certos de que o Senhor está pra chegar! (Após a procissão de entrada, acender a terceira vela do Advento.).

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, sejam bem vindos! O Senhor vem ao nosso encontro e a certeza de sua chegada nos alegra profundamente o coração. Aos poucos, a Boa Notícia da vinda de Nosso Salvador vai preenchendo todo nosso existir e, enquanto o aguardamos, saborearemos a sua presença viva e ressuscitada nos sinais eucarísticos. Que esta nossa participação faça crescer em nossos sentimentos, aquele desejo firme de realizar a vontade do Senhor, para que Ele, ao chegar, nos encontre empenhados pelo seu Reino.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: O Deus que vem quer ser pobre; contesta as imagens que espontaneamente dele fazemos, e vem ao nosso encontro numa dimensão incomum para uma religião. Mas esse Deus diferente despertará muito mais a fé daqueles que procuram uma religião autêntica. Toda uma linha profética havia apresentado aos israelitas o Messias segundo as categorias do poder, da vitória, do domínio universal; isso, aliás, correspondia à experiência do Êxodo, que permanece o ponto de referência necessário para o Deus da Aliança. Mas sobretudo com o exílio, que favorece a reflexão sobre a aliança e sua interiorização, o Deus de Israel e Aquele que ele consagra para a missão de salvador do povo são encarados sob uma luz nova, mais espiritual e mais simbólica também; e, do mesmo modo é encarada a missão e seus destinatários. Os pobres são mais disponíveis para o alegre anúncio da salvação, pois não se apoiam em sua suficiência pessoal ou na segurança material, e estão atentos, à escuta da palavra de Deus e capazes de uma fidelidade simples e firme à sua lei. O terceiro Domingo do Advento é também chamado “Domingo da alegria”, porque apresenta um forte sentimento de júbilo diante da perspectiva iminente do Natal. É também dia da Coleta Nacional da Campanha para a Evangelização da Igreja no Brasil. Aproveitemos esta oportunidade para demonstrar nossa generosidade e espírito de comunhão eclesial, por meio da colaboração nas coletas de hoje, destinadas a consolidar a evangelização.
Fonte: NPD Brasil em 17/12/2017

DOMINGO GAUDETE

Diferente dos outros Domingo do Advento, neste dia realça-se, na liturgia, a alegria de quem espera a vinda do Senhor. É por este motivo que chamamos o terceiro Domingo do Advento de Gaudete que, em latim, significa alegra-te, rejubila- te! É o domingo da alegria. Recordamos que este tempo de espera e preparação não apenas é repleto do sentimento de alegria, mas que se aproxima o Natal do Senhor, donde vem a Verdadeira Alegria, o Deus Menino. Liturgicamente a Igreja reflete este sentimento, podendo-se substituir a cor roxa pelo róseo e, também, ornamentar o espaço celebrativo com discretas flores.
Fonte: NPD Brasil em 13/12/2020

“QUEM ÉS TU?”: A VOZ E A PALAVRA.

No tempo do advento, a liturgia nos fala e nos ensina por meio de três grandes figuras bíblicas: Isaías, João e Maria; o profeta, o precursor e a mãe. Nesse terceiro domingo do advento quem nos fala é o precursor: João, o Batista. As leituras deste período nos preparam interiormente, aguçam nossa atenção em direção à chegada do Salvador, para que O esperemos com entusiasmo, anseio e prontidão, demonstrando que sua chegada não passará despercebida.
“Quem és Tu?”, esta é a pergunta do evangelho de hoje. João responde: “Eu sou a voz daquele que grita no deserto”. A vida de João foi toda dedicada a proclamar essa maravilhosa notícia da salvação mediante a remissão dos pecados: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Ele se inflamava ao apresentar Jesus, fazendo com que o povo O desejasse, suscitando a expectativa e a necessidade Dele: “Depois de mim, vem alguém que é mais do que eu; eu vos batizei com água, mas ele vos batizará no Espírito Santo. Ele deve crescer e eu diminuir. Eu não sou digno de desatar- -lhe as correias da sandália”.
A voz cala depois de ter transmitido a Palavra. A voz, dizia Santo Agostinho: “é um meio, serve para transmitir a palavra, a ideia que se formou dentro dela. Quando essa palavra entrou no coração do outro, a voz cala, se apaga. Assim é do precursor: quando a Palavra, isto é, Cristo, faz seu comparecimento, retira-se. Sua presença tornar-se-ia um estorvo. O precursor deve saber retirar-se em tempo; não deve permitir que se apeguem a ele, que fiquem com ele, sabendo que ele não é o salvador de ninguém”.
Nossa missão no mundo, como a dos discípulos, é comunicar a todos os homens e mulheres a certeza da salvação, lembrar que o Cristo nos pode tornar felizes, pois Ele tem palavras de vida eterna. Ele é o cordeiro de Deus, Ele nos enche o coração de alegria e coragem para que possamos ser seus precursores.
Devemos, portanto, ser seus precursores, pessoas que aplaina a estrada e suscita uma espera. Em um mundo onde cintilam tantas luzes que manipulam, escravizam, decepcionam e angustiam, João nos aponta a Luz. Neste Domingo da Alegria, somos convidados a endireitar os caminhos, deixar as trevas e nos aproximarmos da Luz que nos oferece uma verdadeira e duradoura alegria. Assim, às vésperas do Natal, encontra-se o momento adequado para uma grande decisão e nos perguntarmos: quais luzes têm resplandecido em nossas vidas? Diante do nascimento de Jesus, buscamos celebrar um acontecimento que marcou a história ou celebramos um encontro profundo com aquele que é Luz e que ilumina a vida e nos enche de alegria? Recordemos as sábias palavras de São Francisco de Assis: “Nada mais desejemos, nada mais queiramos, nada mais nos agrade ou deleite a não ser o nosso Criador, Redentor e Salvador, único Deus verdadeiro, que é o bem pleno, todo o bem, o bem total, verdadeiro e sumo bem” (Regra Não Bulada, 23,9). Amém.
Dom Carlos Silva
Bispo Auxiliar de São Paulo

BOA NOTÍCIA É ANUNCIADA

No Evangelho deste terceiro domingo do Advento temos a figura do profeta João Batista sendo apresentado como testemunha de uma boa notícia que ilumina o caminhar da humanidade e o sentido da vida.
Este tempo litúrgico, também recorda que o Salvador nascido de Maria e repousa numa manjedoura, virá uma segunda vez. Portanto, nesse tempo intermediário se faz necessária a profecia, o testemunho, uma voz audível a ressoar nos desertos que se criam nas pessoas e na vida social a clamar abertura Àquele que já “está no meio de vós e não o conheceis”.
É um anúncio revigorante para os que sentem o cansaço da jornada e os embates da vida cotidiana, sobretudo considerando a interferência desta pandemia no cotidiano pessoal, familiar e social, onde as crises foram intensificadas ao longo desse ano, que também se prestou a importantes aprendizados.
A voz profética anuncia que está entre nós quem é capaz de transformar tais situações, o que é reconfortador. Assim sendo, não estamos sozinhos diante das dificuldades e desafios por mais difíceis que sejam. Deus mesmo vem em auxílio das desafiadoras travessias, se colocando no meio de nós, e nos conduzindo.
É preciso acolher com fé o que é comunicado por essa voz profética que se propõe a aplainar as incredulidades e injustiças, mediante o encontro com o salvador das situações que tolhem a vida humana e lançam a sociedade em trevas como a indiferença ao sofrer do outro, a polarização ideológica e à exclusão de pessoas das benesses e de direitos sociais.
A acolhida de tal anúncio liberta também daquela confiança em si mesmo que escraviza, do viver segundo a própria justiça que afasta do Reino de amor e gera desesperança na possibilidade de mudanças edificantes. Acolhamos o salvador e abrimos espaço para o avanço do amor e beleza da fraternidade nas relações interpessoais, familiares e nas estruturas da sociedade.
Preparemo-nos para o Natal do Senhor Jesus Cristo, Dele nos aproximemos para a este encontro que renova os corações e a vida.
Dom Luiz Carlos Dias
Bispo Auxiliar de São Paulo

ALEGRAI-VOS SEMPRE NO SENHOR

Aproxima-se a festa do Natal de Jesus e a Liturgia deste Domingo está marcada por um chamado à intensa alegria. “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos! Vossa amabilidade seja conhecida de todos!” (cf. Fl 4,4-7). E o motivo da alegria é este: “o Senhor está perto!”
O Natal nos lembra esta grande e confortadora verdade: Deus não nos abandona, nem nos deixa sozinhos! Ele está perto de nós. O Filho de Deus, nascido da Virgem Maria para este mundo, é “Emanuel – Deus conosco”. O Verbo-Palavra eterna de Deus veio habitar entre nós e nunca mais abandonou este mundo.
Por isso, a preparação próxima do Natal deve ser marcada pelos cristãos com o testemunho da alegria, da bondade, da esperança e da paz. No Natal, todos se desejam a paz, a alegria e coisas boas. Esses votos não se referem a um mito abstrato criado pela fantasia humana. A origem desses votos é o próprio Natal: justamente porque, com o nascimento de Jesus. Deus veio ao encontro de todo homem e está próximo de todos. Esse é o motivo da grande alegria “para todo o povo”, como anunciaram os anjos no nascimento Jesus em Belém.
Nesta semana de preparação próxima para a festa do Natal, façamos aquilo que São Paulo pede: rezar e apresentar a Deus nossas súplicas e ações de graças; viver em paz com todos e não se deixar estressar pelas preocupações, nem pelo desânimo por causa daquilo que não vai bem. E não roubem demais nossa atenção os presentes, Papai-Noel e a ceia de Natal... O presente e o motivo maior da festa é Ele, o Filho de Deus que vem nos visitar. Vamos acolhê-lo com o coração cheio de fé e alegria. E tudo o mais vai ter sentido também.
Neste 3º Domingo do Advento, em todas as igrejas católicas do Brasil, é feito o gesto concreto de apoio ao trabalho da evangelização. Este trabalho da Igreja precisa ser apoiado concretamente por todos, aqui em São Paulo, no Brasil e no mundo inteiro, “até os extremos confins da terra”.
Nós temos fé e a graça de conhecer Jesus Cristo e seu “Evangelho da alegria”. Façamos o que estiver ao nosso alcance para que chegue a todos a mensagem do Natal de Jesus e da salvação trazida pelo Filho de Deus ao mundo. Convido todos a fazerem uma oferta generosa na coleta da Missa de hoje em favor da evangelização em todo o Brasil.
Cardeal Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

Comentário do Evangelho

Nova imagem do Messias.

O texto de Isaías que lemos neste dia reflete o tempo posterior ao exílio na Babilônia. Os que tinham permanecido na terra de Judá não esperavam que os exilados na Babilônia, há anos, voltassem; eles se mesclaram com outros povos, e muitos assumiram as crenças de outros povos. Os que criam no Deus único e verdadeiro já não eram maioria. Desse modo, o desejo dos que voltavam do exílio de reconstruir o Templo encontrou muita resistência e oposição. Imaginavam que teriam boa acolhida, mas isso não aconteceu. Eles também não facilitavam o bom relacionamento com os que permaneceram na terra de Judá. A situação gerou uma profunda desolação e desânimo. O povo experimentou, de uma parte a outra, que o inimigo não era somente externo, mas que as divisões eram internas ao povo de Deus, cuja herança era o dom da vida e da liberdade. Levanta-se a voz inspirada do profeta para anunciar uma nova imagem do Messias. Até então se acreditava que o Messias seria um descendente de Davi, ideia que predomina nos relatos evangélicos, sobretudo, em Lucas. Na época a que o texto nos remete já não há mais monarquia. Para o nosso texto, o “ungido” de Deus é um profeta que interpela o povo a não perder a esperança, pois Deus estava próximo a ele.
João Batista é testemunha da luz. A noção de testemunho é muito cara ao quarto evangelho. É pelo testemunho que a fé em Jesus se expande. Nessa cadeia de testemunhos, um personagem remete ao outro e todos apontam para Jesus. João Batista é parte dessa cadeia e está, no quarto evangelho, na origem da série de testemunhos que conduzem a Jesus. É bastante provável que o nosso evangelho de hoje retenha uma confusão presente no início da era apostólica, posição defendida pelos seguidores do Batista: se João não seria o Messias. A João é dada a palavra para dizer explicitamente que ele não é o Messias. Ele é o precursor, a “voz” a quem é atribuída a profecia de Isaías, remanejada pelo redator do evangelho, e que encontramos também nos evangelhos sinóticos: “uma voz proclama: no deserto, abri um caminho para o Senhor…” (Is 40,3; Jo 1,23). João é submetido a um verdadeiro interrogatório que tem uma dupla função: a) esclarecimento: João não é o Messias; b) informação histórica: o movimento começado por João teria alcançado tal notoriedade a ponto de preocupar as autoridades judaicas.
A missão de João Batista tem sentido enquanto referida ao Cristo, Cordeiro de Deus, presente no meio do seu povo. O seu testemunho consiste, aqui, em dirimir o equívoco supracitado e apontar para o Messias.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Senhor Jesus, como João Batista, desejo colocar-me totalmente a teu serviço, dando ao mundo o testemunho de tua luz.
Fonte: Paulinas em 14/12/2014

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

Ele veio para dar testemunho da luz


Chegamos ao Domingo Gaudete, Domingo da Alegria. Em meio ao tempo do Advento, a Igreja antecipa as alegrias do Natal. Na primeira leitura, Isaías oferece o texto que foi assumido por Jesus, na sinagoga, para o início do seu ministério público. O Espírito o consagrou em vista da transmissão de uma alegre e esperançosa notícia para os pobres e humildes, e para realizar ações concretas de libertação.
Esse é o motivo de sua profunda alegria: “Exulto de alegria no Senhor e minh’alma regozija em meu Deus”. Isso se coliga com o Salmo, que é um trecho do Magnificat, o canto de alegria de Maria: “A minha alma engrandece o meu Deus”. A Primeira Carta aos Tessalonicenses é o primeiro escrito de Paulo, no ano 51. Está marcada pela consciência da vinda iminente de Cristo.
A pergunta fundamental é como os cristãos devem viver esse tempo de espera do Senhor. Paulo dá uma série de recomendações. A primeira delas é manter a alegria, pois Deus é fiel. Outras: constância na oração; agradecer e não murmurar; não eliminar a ação do Espírito; não desprezar as profecias; discernir tudo, examinar tudo e guardar o que for bom; afastar-se do mal; e que a identidade profunda de cada pessoa – espírito, alma e corpo – seja conservada sem pecado para o dia da vinda do Senhor.
O motivo maior de nossa alegria é a fidelidade de Deus. O trecho do Evangelho, mais uma vez, põe o foco na identidade e na missão de João Batista. O evangelista quer coligar o mistério da encarnação com o testemunho de João Batista. João, cujo nome significa “graça de Deus”, é o precursor de Jesus.
É como um vigia, uma sentinela que espera o raiar da luz para gritar que o dia chegou. Ele é testemunha da luz, para que todos cheguem à fé em Cristo. A pergunta dos chefes de Jerusalém é pela identidade de João Batista: ele diz não ser o Messias, Elias (Ml 3,23) ou o Profeta (Dt 18,18); não é capaz de desamarrar a correia das sandálias do Esposo (Dt 25).
João não busca a própria glória. Positivamente, o texto diz que ele é um homem enviado por Deus; que batiza para o perdão dos pecados; que é testemunha da luz; e a voz que grita no deserto. A mensagem que ele anuncia é que é fundamental. Superior é a identidade do outro: Jesus é aquele que ainda não conhecemos; que vem depois do precursor, portanto, é mais importante; é o Esposo; é o Messias esperado; é a Luz; é a Palavra.
A comissão de Jerusalém que investiga João faz, na verdade, afirmações sobre Jesus, a Luz verdadeira que brilha nas trevas da humanidade, seja por causa das situações sociais, políticas e econômicas adversas, seja pelo pecado que nos escraviza. De fato, os líderes não conhecem Jesus. Estão endurecidos.
Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa

Vivendo a Palavra

Também nós somos testemunhas do Cristo: vozes que clamam no deserto do mundo. Os peregrinos que encontramos devem acreditar no Reino de Deus por meio do nosso testemunho. Paramos hoje na nossa caminhada rumo ao Natal para nos inspirarmos na figura de João Batista e nos alegrarmos com ele.
Fonte: Arquidiocese BH em 14/12/2014

VIVENDO A PALAVRA

Contemplamos hoje uma figura ímpar do Povo de Deus: João Batista. Era um contemporâneo bem ligado a Jesus. Parente próximo dele, tinha grande força na fé e a vida devotada ao Senhor e a seu povo. João foi o elo entre os dois Testamentos – o maior entre os nascidos de mulher. Um modelo de discípulo missionário a ser seguido por nós, em todos os tempos.
Fonte: Arquidiocese BH em 17/12/2017

VIVENDO A PALAVRA

Um descanso na árdua caminhada do Advento – o ‘Domingo da Alegria’. Contemplamos hoje uma figura ímpar do Povo de Deus: João Batista. Ele era bem ligado a Jesus: contemporâneo, parente próximo, tinha grande força na fé e a vida devotada ao Reino de Deus. João foi o elo entre os dois Testamentos – o maior entre os nascidos de mulher. Um modelo de discípulo missionário a ser seguido por nós, em todos os tempos.
Fonte: Arquidiocese BH em 13/12/2020

Reflexão

I. Introdução geral

Nas leituras deste domingo, transpira alegre expectativa. O Salvador vem! O testemunho de João Batista não deixa dúvidas de quem é Jesus: a luz verdadeira que vem iluminar todo ser humano. Com a missão de preparar a sua vinda, João Batista nos convoca a “endireitar o caminho do Senhor” (evangelho). Jesus é o Messias, o ungido de Deus, enviado ao mundo “para trazer a boa notícia aos pobres, para curar os corações feridos, para proclamar a liberdade aos oprimidos, para libertar os presos e anunciar o ano da graça do Senhor…” (I leitura). O amor gratuito de Deus manifestado em Jesus Cristo nos enche de alegria e confiança; somos tomados pelo sentimento de gratidão. Em oração e em ação de graças, acolhemos a vontade divina e nos esforçamos para viver na santidade (II leitura). É preciso aguçar os ouvidos e abrir o coração para que a palavra de Deus penetre em cada um de nós a fim de se desdobrar em boas obras. Quando uma pessoa se decide convictamente a viver na luz de Jesus, passa também a iluminar o mundo…
II. Comentário dos textos bíblicos

1. Evangelho (Jo 1,6-8.19-28): O testemunho de João Batista

O prólogo do Evangelho de João apresenta Jesus como a Palavra que existe desde sempre, pois ele é Deus. Por meio dela, tudo foi feito. “Nela estava a vida, e a vida era a luz dos seres humanos. Essa luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram apagá-la… E a Palavra se fez carne e habitou entre nós” (1,4-5.14). Quem poderia acreditar nessas afirmações?
Um homem, enviado por Deus, vem para testemunhar essa verdade. Seu nome é João, que significa “Deus é favorável”. O seu testemunho é verdadeiro, pois não é dado por algum interesse pessoal, mas pelo cumprimento de uma missão divina. Em sua humildade, ele nega ser Elias ou algum dos profetas. No entanto, ele “foi enviado”, assim como os profetas eram enviados por Deus para proclamar a sua vontade ao povo. Alguns deles anunciaram a vinda do Messias. João Batista completa a profecia do Primeiro Testamento, bem próximo à vinda do Messias, preparando-lhe o seu caminho.
O testemunho fala alto. A pregação que sai da boca de quem vive o que fala penetra fundo no coração dos ouvintes. O testemunho de João Batista era tão forte, que muitos achavam que ele fosse a verdadeira luz. Possuía uma autoridade especial, sem a delegação do sistema religioso centrado no templo. Isso provocou ciúme nas autoridades religiosas e também preocupação, por causa do seu poder de atrair multidões. Por isso, os judeus de Jerusalém enviam uma comissão de sacerdotes e levitas para investigar quem é João Batista. Ele esclarece: “Eu não sou o Cristo”. Ao negar também ser Elias ou qualquer outro profeta, está renunciando a entrar na forma institucional para permanecer livre e fiel à missão de precursor do verdadeiro Messias, que vem de forma transgressora e contrária à expectativa oficial.
A postura firme e coerente de João Batista, que culminou com o seu martírio, tornou-se para as primeiras comunidades cristãs um sinal de luz muito forte. Ao redor dele formou-se um movimento de seguidores. Foi necessário dirimir as dúvidas a respeito da sua identidade e missão. João Batista “não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz”. Ele não é um obstáculo ou uma sombra, mas reflexo da grande luz. Seu ministério possui imensurável importância: proporcionar a acolhida do dom da fé no Messias verdadeiro.
O evangelho fundamenta a missão de João Batista no texto do Segundo Isaías (40,3): ele é “a voz que clama no deserto: endireitai o caminho do Senhor”. Os que entortaram o caminho do Senhor foram as autoridades judaicas, ali representadas pela delegação de sacerdotes e levitas. Elas vão se opor radicalmente a Jesus, tentando impedi-lo de exercer o seu ministério. É preciso ouvir a voz da profecia que clama no deserto. Pelo deserto, apoiado na certeza da presença de Deus, o povo foi abrindo o caminho para a terra de liberdade e vida. A presença salvadora de Jesus Cristo abre caminho para um novo mundo: depende de nossa acolhida e adesão à sua proposta. A voz da profecia – conforme o testemunho e a pregação de João Batista – incomoda quem não deseja mudanças. É para a nossa conversão e consequente adesão a Jesus como nosso salvador que João Batista foi enviado…

2. I leitura (Is 61,1-2a.10-11): O Espírito Santo nos ungiu

O movimento profético de Isaías Terceiro (Is 56-66) emergiu no período do pós-exílio (ao redor do ano 500 d.C.). A situação do povo é conturbada. Há sérios conflitos entre os que voltaram do exílio e os que permaneceram na terra de Judá. Um pequeno grupo se impõe com o apoio do governo persa, arrogando-se o direito de tomar posse da terra. Uma elite sacerdotal reconstrói o templo e organiza o sistema de pureza. O povo é oprimido e cada vez mais empobrecido sob a obrigatoriedade de pagamento de impostos tanto aos persas como ao templo.
O grupo profético toma posição a favor dos pobres. Sente-se vocacionado por Deus e ungido pelo Espírito Santo para fortalecer o ânimo e a esperança das pessoas vítimas do poder político e religioso. Pelas categorias citadas, descobrimos a condição social dessa gente: são pobres, possuem coração ferido, são pessoas oprimidas e são presas. A elas Deus envia o profeta com a missão específica de anunciar a boa notícia, curar, proclamar a liberdade e libertar. É Deus intervindo na história humana para resgatar a vida onde ela está sendo ameaçada.
A utopia que move esse movimento profético é uma sociedade justa e fraterna, como foi no tempo do tribalismo israelita. É o que se constata pela referência à promulgação do “ano da graça do Senhor”: diz respeito à celebração do ano jubilar, com a tomada de medidas para a repartição da terra às tribos, o perdão de todas as dívidas e a libertação dos escravos, a fim de que não houvesse pessoas excluídas. Essa utopia serviu de matriz inspiradora para a ação do grupo profético do Terceiro Isaías, comprometido com a organização de uma sociedade justa. Sua concepção de Deus contrapõe-se à dos sacerdotes do templo. É outra teologia, que emerge do lugar social das pessoas injustiçadas. Jesus se alimentou dessa teologia comprometida com a vida em abundância para todos. Conforme vai relatar o Evangelho de Lucas (4,18-19), é exatamente esse texto de Isaías (61,1-2a) que Jesus vai assumir como síntese reveladora de sua missão.
A segunda parte dessa I leitura (61,10-11) consiste num hino de louvor e alegria pela certeza do agir libertador de Deus junto a seu povo. Vislumbra-se a realização da utopia de um novo mundo, porque Deus assim o quer. “Eis que vou criar um novo céu e uma nova terra” (Is 65,17). O povo, ungido pelo Espírito de Deus, sente-se renovado: vestido com vestes de salvação, coberto com o manto da justiça, preparado para a celebração de um novo casamento. Deus, sempre fiel à aliança, “faz germinar a justiça e o louvor em todas as nações”. A vinda de Jesus é a realização desse sonho…

3. II leitura (1Ts 5,16-24): Alegrai-vos sempre

Em sua primeira carta aos Tessalonicenses (que também é o primeiro escrito canônico do Segundo Testamento), Paulo demonstra preocupação especial com o comportamento da comunidade cristã, que vive a expectativa da vinda de Cristo. Ele usa a palavra “parusia” (“vinda”), que, na cultura greco-romana, designa a chegada solene de uma pessoa ilustre. Nesse caso, refere-se à volta triunfal de Jesus.
Paulo exorta os cristãos a viver preparados para a parusia, que se dará de forma repentina. Em que consiste essa preparação? Pode ser resumida neste apelo: “Vede que ninguém retribua o mal com o mal; procurai sempre o bem uns dos outros e de todos” (5,15). Tendo por fundamento o amor fraterno, a comunidade não precisa temer. Pelo contrário, pode alegrar-se sempre. Na certeza do encontro com o Senhor, deve orar incessantemente, dando graças a Deus.
A alegria do cristão é contínua e funda-se na fé no Senhor Jesus. Ela não depende de circunstâncias externas; mesmo num mundo hostil, permanece viva. A alegria constante está intimamente ligada ao hábito da oração, num espírito de ação de graças a Deus, fonte de todo bem. É de sua vontade que estejamos conscientes disso e levemos uma vida de gratidão. Ele nos dá o Espírito Santo com seus dons; ele suscita profecias, isto é, maneiras diversas de instruir para edificar e para discernir o que é bom. Paulo continua com tom imperativo: “Guardai-vos de toda espécie de mal”.
Percebe-se que o apóstolo oferece suas instruções num tom de seriedade e vigilância. Ele nos exorta a ser íntegros e irrepreensíveis, vivendo conforme a vontade do “Deus da paz”, que nos concede a santidade perfeita e nos sustenta nesta caminhada ao encontro do Senhor que vem. Essa paz divina é muito mais do que a ausência de conflitos, não consiste em mera tranquilidade, mas está ligada à reconciliação definitiva com Deus e com as bênçãos messiânicas.

III. Pistas para reflexão

- Acolher a luz verdadeira. Em preparação ao Natal do Senhor, é importante prestar atenção à voz de João Batista, que anuncia a vinda de Jesus, a luz verdadeira. Como profeta, enviado por Deus, ele nos exorta a “endireitar os caminhos do Senhor”. Com a vinda de Jesus, já não precisamos andar às cegas ou tateando na direção de pequenas luzes que logo se apagam. As trevas foram definitivamente vencidas pelo Messias, a luz do mundo. Como João Batista, podemos transformar nossa vida em reflexo da luz verdadeira. É Jesus que deve brilhar por meio de nosso jeito de ser e agir… Que trevas existem em nós que precisam ser dissipadas?

- Ungidos pelo Espírito Santo. A profecia de Isaías Terceiro revela que o Espírito de Deus está sobre as pessoas marginalizadas pelo sistema de poder. Também João Batista é um profeta marginalizado que prega no deserto. São pessoas pequeninas, reflexos do amor de Deus. São ungidas pelo Espírito Santo… Também Jesus vai nascer à margem da cidade de Belém. Ele é o Filho de Deus. Ungido pelo Espírito Santo, vai assumir a causa da libertação das situações que oprimem o ser humano. Deus age por meio das pessoas humildes e frágeis… O que isso quer dizer para nós hoje?

- Alegria e oração. São Paulo exorta: “Alegrai-vos sempre, orai sem cessar”. A alegria cristã nasce da fé em Jesus. Ela jamais se apaga, não importam as circunstâncias. Está intimamente ligada à oração constante. É pela oração e pelo amor fraterno que permanecemos na paz de Deus e irradiamos a sua luz. As trevas se dissipam, e o Espírito Santo nos ajuda a discernir o que é bom e a viver na santidade… Neste tempo de Advento, é bom nos perguntar: como vai a nossa vida de oração pessoal, familiar e comunitária?

Por Celso Loraschi
Mestre em Teologia Dogmática com Concentração em Estudos Bíblicos, professor de evangelhos sinóticos e Atos dos Apóstolos no Instituto Teológico de Santa Catarina (Itesc).
E-mail: loraschi@itesc.org.br
Fonte: Vida Pastoral em 14/12/2014

Reflexão

ALEGRIA!

O terceiro domingo do Advento, conhecido como “domingo da alegria”, convida-nos a nos alegrar no Senhor, cuja vinda se aproxima.
A alegria cristã se fundamenta na certeza de que Jesus é a luz que ilumina os caminhos e as realidades, o Messias e Profeta que batiza no Espírito Santo para recriar a humanidade segundo o projeto de Deus.
João Batista testemunhou, como ninguém, a vinda dessa luz. Sua missão inspira cada cristão a viver como testemunha da luz. Pois é Jesus o início e o fim, é ele o centro, e nossa missão só tem sentido se fundamentada em Jesus e direcionada a ele.
Relacionar-nos com Jesus, pessoal e comunitariamente, leva-nos a reconhecê-lo como aquele que vem da parte de Deus na dignidade de Messias. Encontrar-nos com Jesus, portanto, é fundamental, e esse encontro leva necessariamente ao encontro dos outros, sobretudo dos pequenos, a quem Jesus veio revelar a boa-nova.
O Advento é tempo especial para preparar o caminho do Senhor. Preparamos sua vinda preparando nosso coração, com a conversão da mente, assumindo hoje os mesmos sentimentos de nosso Senhor. Podemos ser então, como João Batista, voz profética que, transformando o coração, transforma as realidades. Pois nosso batismo é no Espírito, que transforma e santifica. E não pode haver maior alegria, para os cristãos, do que encontrar Jesus, encontrando os menores do reino.
O mundo está cansado de palavras e carente de testemunhos. Evangelizar é testemunhar a alegria de seguir a Jesus, é expressar a certeza de que Deus vem caminhar conosco e nos ajuda a espalhar a luz do seu projeto de vida, vencendo as trevas da injustiça e da morte. Não apaguemos, portanto, o Espírito, não desprezemos a profecia e então continuaremos a encontrar o Messias. Enviado para dar a boa-nova aos pequenos, para curar feridas e trazer libertação, ele continua a nos trazer novo tempo, o tempo da graça do Senhor.
Pe. Paulo Bazaglia, ssp
Fonte: Paulus em 14/12/2014

Reflexão

Pistas para a reflexão:

I leitura: A celebração é momento de exultação, pois Deus está em nosso meio.
II leitura: O desejo de Deus é ver-nos felizes. Mas o que significa para nós ser feliz?
Evangelho: A missão de João Batista é apontar a luz para a humanidade.
Fonte: Paulus em 14/12/2014

Reflexão

Temos, mais uma vez, a presença de João Batista. Do meio do prólogo do Evangelho de João, foi tirado o início da leitura deste terceiro domingo do Advento. O Batista surge como homem enviado por Deus para dar testemunho da luz. Ele não é o Messias nem o Profeta, mas a voz que grita no deserto e convida a aplainar o caminho do Senhor. Havia dúvidas sobre se João seria o Messias esperado, por isso as diversas perguntas dos sacerdotes e levitas. João descarta essa possibilidade e diz que veio para anunciar “alguém ainda desconhecido” pelos interlocutores. Tudo começa em Betânia (“casa dos pobres”), nas periferias dos grandes centros religiosos e políticos. É o início de uma semana que mostra a atuação do precursor e abre a atividade de Jesus. Está cada vez mais difícil ouvir “vozes que venham do deserto” e anunciem novas realidades, boas notícias. Nos tempos modernos, o que se ouve são propagandas midiáticas que atiçam o consumismo e anunciam supérfluos.
Oração
Ó Jesus, luz do mundo, para preparar tua chegada, veio um “homem enviado por Deus”, João Batista. Com sinceridade e clareza, ele se apresenta como aquele que vem “preparar os caminhos do Senhor”. Dá-nos, ó Cristo, a graça de realizar, com humildade, a missão que Deus reservou para cada um de nós. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 13/12/2020

Reflexão

João Batista era um pregador convicto e capaz de arrastar multidões. Ele veio para dar testemunho da luz, que é Jesus. Esse fenômeno causou preocupação aos líderes religiosos, representantes do poder central: seria João talvez o Messias esperado? Os fariseus mandaram um grupo para entrevistá-lo. A cada pergunta dos sacerdotes e levitas, João rebatia esclarecendo que ele não era o Messias (Cristo); era “uma voz gritando no deserto”. Deserto faz lembrar a caminhada do povo rumo à libertação. João Batista é alguém que prepara o povo para a libertação que deverá acontecer por meio de Jesus. João pregava: “Aplanem o caminho do Senhor”. Tratava-se de abrir o coração para acolher aquele que, ao chegar, haveria de implantar o Reino de Deus, reino de justiça, fraternidade e paz.
(Dia a Dia com o Evangelho 2023)

Reflexão

«Mas entre vós está alguém que vós não conheceis»

Rev. D. Joaquim MESEGUER García
(Rubí, Barcelona, Espanha)

Hoje, durante o Advento, recebemos um convite à alegria e à esperança: «Vivei sempre contentes. Orai sem cessar.. Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo» (1Tes 5,16-18). O Senhor está próximo: «Minha Filha, teu coração é o céu para Mim», lhe diz Jesus a Santa Faustina Kowalska (e, com certeza, o Senhor queria repetir a cada um dos seus filhos). É um bom momento para pensar em tudo o que Ele fez por nós e agradecer.
A alegria é uma característica essencial da fé. Sentir-se amado e salvo por Deus é um grande gozo; saber que somos irmãos de Jesus Cristo que deu sua vida por nós é o motivo principal da alegria cristã. Um cristão abandonado à tristeza terá uma vida espiritual raquítica, não chegará a ver tudo o que Deus fez por ele e, portanto, será incapaz de comunicá-lo. A alegria cristã brota da ação de graças, sobretudo pelo amor que o Senhor nos manifesta; cada domingo o faz comunitariamente ao celebrar a Eucaristia.
O Evangelho nos apresenta a figura de João Batista, o precursor. João gozava de grande popularidade entre as pessoas simples; mas, quando lhe perguntam, ele responde com humildade: «Pois, então, quem és? perguntaram-lhe eles. És tu Elias? Disse ele: Não o sou. És tu o profeta? Ele respondeu: Não.» (cf. Jn 1,21); «João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado.» (Jn 1,26-27). Jesus Cristo é Aquele a quem esperamos; Ele é a Luz que ilumina o mundo. O Evangelho não é uma mensagem estranha, nem uma doutrina entre tantas outras, e sim, a Boa Nova que completa o sentido de toda vida humana, porque nos foi comunicada pelo próprio Deus que se fez homem. Todo cristão está chamado a confessar a Jesus Cristo e a ser testemunha de sua fé. Como discípulos de Cristo, estamos chamados a contribuir como o dom da luz. Más além dessas palavras, o melhor testemunho, é e será o exemplo de uma vida fiel.
Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Precisamente porque é difícil distinguir a palavra da voz, tomaram João pelo Messias. A voz foi confundida com a palavra: mas a voz reconheceu-se a si mesma, para não ofender a palavra. Disse: Não sou o Messias, nem Elias, nem o profeta» (Sto. Agostinho)

- «Para viver a alegria durante a preparação do Natal o primeiro a fazer é rezar. O segundo: dar graças a Deus. Em terceiro lugar, pensar como posso ir a o encontro dou outros, levando um pouco de união, de paz, de alegria. Esta é alegria do cristão» (Francisco)

- «Depois de ter aceitado dar-Lhe o batismo como aos pecadores, João Baptista viu e mostrou em Jesus o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jn 1,29). Manifestou deste modo que Jesus é, ao mesmo tempo, o Servo sofredor, que Se deixa levar ao matadouro (Is 53,7) sem abrir a boca, carregando os pecados das multidões, e o cordeiro pascal, símbolo da redenção de Israel na primeira Páscoa (Ex 12,3-14), Toda a vida de Cristo manifesta a sua missão: ”servir e dar a vida como resgate pela multidão“ (Mc 10,45)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 608)

Reflexão

A triple vinda de Cristo

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje o Batista afirma que "Deus-Luz" está no meio de nós. A "vinda" de Deus —continua e "conatural" com seu ser— se concentra nas duas principais vindas de Cristo: a de sua Encarnação e a de sua volta gloriosa ao final da história. O tempo de Advento se desenvolve entre estes dois polos.
Nos primeiros dias se ressalta a espera da última vinda do Senhor. No entanto, ao aproximar-se o Natal, prevalece a memória do acontecimento de Belém, reconhecendo nele a "plenitude do tempo". Entre estas duas vindas, "manifestas", há uma terceira, "intermédia" e "oculta": se realiza na alma dos crentes e é uma espécie de "ponte" entre a primeira e a última. Na primeira Cristo foi nossa redenção; na última se manifestará como nossa vida; nesta é nosso descanso e consolo.
—Para a vinda de Jesus que poderíamos chamar "encarnação espiritual", o protótipo sempre é Maria: Ela nos ensina a esperar a Cristo que vem.

Reflexão

Neste Domingo da Alegria, a Igreja convoca todos os cristãos a se alegrarem à espera do nascimento de Cristo. Mas, o que é a alegria? O que ela tem a ver com o amor? Como curar um coração triste e abatido pelas contrariedades da vida? Neste Testemunho de Fé, o Padre Paulo Ricardo oferece o ensinamento tradicional da Igreja sobre a alegria e um remédio espiritual para a depressão. Quem encontra a Deus, alegra-se por ter encontrado um grande amor.
Fonte: Reflexões Franciscanas em 14/12/2014

REFLEXÃO

Alegria por causa de Deus, escondido, mas próximo

Em meio ao estresse de uns e a miséria de outros faz bem ouvir uma mensagem de alegria: “Transbordo de alegria por causa do Senhor… Como a terra produz a vegetação e o jardim faz brotar suas sementes, assim o Senhor fará brotar a justiça e a glória diante de todas as nações”. Este trecho, o “Magnificat do Antigo Testamento”, é a expressão de um povo que acredita na sua renovação, porque Deus está aí (1ª leitura).
Geralmente as pessoas têm medo da presença de Deus (cf. Is 6,5). Foi preciso que Deus se desse a conhecer de maneira diferente para que superássemos esse medo. Mas esse “Deus diferente” estava escondido. Quem nos prepara para a descoberta é João Batista, hoje apresentado na ótica do Evangelho de João. Ele não é a luz, mas vem testemunhar da luz (Jô 1,6-8). Ele não é o Messias, nem o Profeta (novo Moisés), nem Elias (1,21). Ele se identifica com a voz que convida o povo a preparar uma estrada para a chegada do Senhor (1,23, cf. Is 40,3). E anuncia: “No meio de vós está alguém que não conheceis, aquele que vem depois de mim, e do qual não sou digno de desatar a correia da sandália” (1, 26-27). Naquele que o Batista anuncia manifesta-se que Deus está perto de nós, não como realidade assustadora, mas como pessoa humana que nos ama com tanta fidelidade que dá até sua vida por nós. Não é essa uma razão de alegria? Alegria contida, pois sabemos quanto custou a Jesus manifestar a presença de Deus desse jeito…
Por que Deus não veio logo com todo o seu poder? Deus prefere ficar escondido. É discreto. Quer deixar espaço para nós, para construirmos a História que Deus nos confia. Discretamente assim, quer participar ativamente de nossa história, em Jesus, para que aprendamos a fazer a história do jeito dele. E esse jeito se chama shalom: paz e felicidade. Lembrando a vinda de Jesus ao mundo, celebramos a presença discreta de Deus em nossa história. Que significa “alegria” no mundo de hoje? Réveillon num restaurante cinco estrelas? Bem diferente é a imagem que surge da 2ª leitura: “Estai sempre alegres, orai sem cessar, por tudo daí graças. Não apagueis o Espírito….”As primeiras comunidades cristãs viviam na espera da volta gloriosa de Jesus para breve. Eram animadas pelo Espírito de Deus, que os fazia até falar profeticamente. Por isso era preciso “examinar e ficar com o que fosse bom” (5,19), pois havia também “profetas confusos”, como hoje… Mas o importante era que reinasse a alegria por causa da proximidade do Senhor. Deus mesmo quer nos aperfeiçoar e santificar e não desiste: “Quem vos chamou é fiel: ele o fará” (5,24). A alegria é saber-se aceito por Deus, como a amada pelo amado (cf. 1ª leitura).
Talvez esta imagem da alegria não convença todos. É pouco publicitária… Ora, este terceiro domingo do Advento chama-se pela primeira palavra da antiga antífona em latim, “Gaudete”, “Alegrai-vos”. Se não formos capazes de participar dessa alegria, esticando o pescoço no alegre desejo de ver aquele que está discretamente presente no meio de nós, alguma coisa não está certa…
Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
Fonte: Liturgia da Palavra em 14/12/2014

Comentário sobre o Evangelho

João Batista anuncia a vinda do Senhor aos sacerdotes e levitas


Hoje, o Evangelho apresenta-nos João Baptista: um homem enviado por Deus para preparar a vinda do Filho de Deus! João dizia: «Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis, que vem depois de mim». O que vem depois de João é Jesus. E já está a chegar!
- «Eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado», dizia João. Humildade: faz-te pequeno diante do “Deus pequeno”.

Meditando o evangelho

TESTEMUNHO DA LUZ

A pessoa e a missão de Jesus é que definiram a identidade de João Batista. Este fora enviado por Deus para ser testemunho da luz. Mediante sua pregação, muitas pessoas teriam a chance de chegar à fé e serem iluminadas pela luz, que é Jesus. A atividade de João preparava a chegada de Jesus, predispondo as pessoas para recebê-lo.
O pressuposto de seu ministério era que a humanidade estava mergulhada nas trevas e, por isso, vagava errante pelo caminho do pecado e da injustiça. Se não lhes fosse oferecida uma luz, não teriam condições de superar esta situação. Entretanto, o Pai decidira resgatar o ser humano para a vida. E o fez, por meio de seu Filho Jesus, cujo ministério consistiria em ser luz para o ser humano, mostrando-lhe o caminho para o Pai.
João Batista compreendeu este projeto de Deus e se colocou a serviço dele. Sua condição de servidor do Messias estava arraigada em sua consciência. Não cedeu à tentação de pensar de si mesmo, além do que correspondia ao plano de Deus. Não lhe cabia nenhuma das identificações do Messias, em voga na teologia popular. Ele não era nem o Messias, nem Elias, nem algum dos profetas. Era, simplesmente, um servo de Deus e do seu Messias. Este título era suficiente para defini-lo. Tudo o mais não passava de especulação.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, como João Batista, desejo colocar-me totalmente a teu serviço, dando ao mundo o testemunho de tua luz.
Fonte: Dom Total em 14/12/201417/12/2017 13/12/2020

Oração
Ó Deus de bondade, que vedes o vosso povo esperando fervoroso o natal do Senhor, daí chegarmos às alegrias da salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene liturgia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 14/12/2014

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

Estejam sempre alegres. Esta recomendação de Paulo aos tessalonicenses encontra resposta na liturgia, quando lemos em Isaías: “Exulto de alegria no Senhor”. A minha alma se alegra em meu Deus porque ele me vestiu com veste de salvação. A minha alma engrandece ao Senhor e meu espírito se alegra em Deus, meu salvador. Quanta alegria neste dia, o terceiro domingo do Advento, chamado também de Domingo Gaudete, que quer dizer “alegrai-vos”. Por que tanta alegria? Porque o Natal está perto, porque o Senhor está chegando, porque em nosso meio já está alguém que ainda não conhecemos bastante. De onde vem esta alegria? É possível estar sempre alegre? A alegria vem do Espírito do Senhor Deus, que está sobre nós.
O Senhor nos ungiu e nos introduziu numa vida nova. Isto aconteceu no nosso Batismo, e se tornou realidade viva quando fizemos nosso primeiro ato livre e tomamos nossa primeira decisão. O Senhor nos vestiu com vestes de salvação, nos envolveu com o manto de justiça e nos adornou como para o casamento, quando, pela fé, aceitamos Jesus Cristo. O ato sacramental dessa aceitação é o Batismo. Não o batismo de João, somente na água para a conversão, mas o Batismo de Jesus para a vida nova no Espírito. O Espírito nos foi dado como um dom muito especial. “Não apaguem o Espírito”, diz Paulo, ou “não sufoquem o Espírito”. João não era o Messias, não era o Profeta, não era a luz. Ele anunciou e preparou a chegada daquele que é tudo isso e ainda mais, é o próprio Deus feito homem. Este trouxe um novo Batismo ou uma novidade de vida. Ele assumiu o ser humano e o assimilou a si mesmo.
Cada um de nós foi “colado” em Cristo Jesus. Formamos com ele uma única realidade e na medida em que permanecemos nele a nossa alegria é perfeita. Se cada cristão tivesse consciência de ser em Cristo uma nova criatura, sua alegria seria estável, mesmo nas tristezas da vida e nas tribulações. Bastaria saber com clareza que o batizado forma um só corpo com o Cristo, que é a cabeça. Tal cristão alimentaria seu espírito com a meditação das Escrituras, participaria com seriedade dos sacramentos, daria o testemunho de uma fé ativa na caridade. A igreja paroquial seria para ele o lugar do encontro dos que estão unidos em Cristo, e não um lugar de produtos religiosos. Quando a água do Batismo não penetrou mais do que o couro cabeludo, quando o ambiente em que se vive não tem nada a ver com o que a Igreja pensa, o templo se torna um local de eventos religiosos. “Endireitem o caminho do Senhor”, grita João Batista. Abram passagem para que o povo se encontre com Deus, numa expressão de fé simples e verdadeira, sabendo o que celebra e celebrando a vida nos mistérios sagrados. A massa necessita de um fermento. O Advento é um tempo de fazer surgir gente que não apagou o Espírito e, sempre alegre, fermenta a massa.
Fonte: NPD Brasil em 17/12/2017

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. A FORÇA DO TESTEMUNHO!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Quando alguém em nosso meio se destaca, na arte, na cultura, na política ou no esporte, fazendo algo diferente e estando muito acima da média, logo se torna famoso e importante, e diante disso, somos aguçados pela curiosidade em conhecê-lo, saber quem é essa pessoa, como ela vive no seu dia a dia, onde mora e o que faz quando está longe do público. Mais ainda, o que ela pensa sobre certas coisas, qual a sua opinião diante de temas polêmicos. É isso que faz certos programas de TV, ou pela Internet, que mostra aos fãs como vivem seus ídolos. Alguns são bem autênticos e até cultivam valores positivos, que através de revistas, jornais ou programas de auditório, passam aos jovens ajudando-os a viver melhor. Mas há também aqueles que infelizmente, sendo uma referência negativa e em nada contribuem no exemplo que dão aos nossos jovens.
Quando João Batista apareceu no deserto, ele não veio do nada e nem caiu do céu, mas é alguém que fez uma opção de vida, porque se sentia enviado por Deus para uma missão especial: anunciar a todos que o Reino já tinha chegado e era preciso se tomar diante dele uma decisão. Sua pregação tão enérgica, o modo austero que vivia no deserto logo chamou a atenção, naquele tempo havia muitos pregadores do messianismo, anunciando o fim do mundo, não diferente de hoje, mas o Batista se destacava de todos porque não se colocava como modelo de uma nova religião ou seita, mas anunciava alguém que representava a verdadeira renovação espiritual que o homem precisava, ele não queria seguidores para si, mas preparava as pessoas para seguirem o verdadeiro Mestre e Profeta de Israel que era Jesus Cristo.
O seu testemunho firme e inequívoco logo preocupou os judeus, que mandaram os representantes da religião oficial para interrogá-lo, pois tinham medo que ele fosse o messias prometido. Mas o Batista logo desfez essa mentalidade distorcida á seu respeito, ao afirmar “Eu não sou o Messias!”. Pronto! Estava desfeito o equívoco, João não era o Messias, nem Elias e nem o profeta, causando mais expectativa nos seus Interlocutores, que querem saber quem o autorizou a pregar, pois precisam levar uma resposta aos poderosos e líderes religiosos. No fundo a questão que preocupa as lideranças religiosas é só uma: quem é esse Deus que enviou João Batista, sem que ele tivesse uma linhagem profética ou fosse a reencarnação de um profeta famoso, a religião da manipulação não admitia outra linha de pensamento.
Em uma sociedade marcada por tantas correntes religiosas e eclesiologias diferentes, por ideologias enlatadas e rotuladas, é proibido pensar e viver diferente, por isso, naquele tempo, o povo, cansado da religião dos holocaustos, dos ritos purificatórios , jejuns e preceito sabático, acorre para João, atraídos pela novidade que ele anuncia, novidade que já está no meio deles e que em breve iria se manifestar.
Quem fica parado é poste, quem fica na mesmice cria bicho como uma água parada, viver a religião significa antes de tudo renovar-se constantemente, uma renovação que só pode acontecer quando abrimos a porta da nossa vida para acolhermos o novo que é Jesus Cristo - Filho de Deus, enviado do Pai, e que sempre inverte a ordem estabelecida, para desespero dos que não querem mudanças, nem na ordem social econômica e muito menos na religiosa. Nenhuma comunidade cristã deve ser tão fechada, a ponto de não aceitar que Deus tenha seus “enviados” como João, que anuncia algo novo.
O batismo dado por João, feito com água, é apenas o primeiro passo de quem ouviu e aceitou esse anúncio, e cheio de alegria se prepara para receber quem já está no meio do povo, e que irá marcar para sempre o homem com o verdadeiro batismo, tornando-o filhos e filhas queridas de Deus.
Podemos nos perguntar diante de Deus, neste terceiro domingo do advento, se o nosso modo de viver e pensar são um testemunho firme como o de João ou, embora cristãos, não passamos de “Maria vai com as outras”, curvando-nos diante de tantos valores que o mundo coloca diante de nós como absolutos, e que por isso mesmo, acabam roubando em nossa vida, o lugar que só pertence a Deus. Enfim, que testemunho é o nosso?
José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail jotacruz3051@gmail.com

2. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz - Jo 1,6-8.19-28
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

João Batista é o precursor, o que vem na frente preparando o caminho. Muita gente pensava que João fosse o Messias. De fato, ele fez muitos discípulos, que se organizaram em comunidades e permaneceram sempre fiéis aos seus ensinamentos e à sua pessoa. A seus discípulos e aos que aceitaram seguir Jesus, era preciso dizer com clareza que, acima de João, estava Jesus. João vem dar testemunho da luz, mas não é a luz. João não é o Messias.
O Messias é o que foi ungido por Deus com óleo para uma missão especial. Sobre ele paira o Espírito do Senhor. João também não é Elias, que foi arrebatado vivo ao céu, mas ele assume a missão de Elias, que devia voltar antes da chegada do Messias como sinal do fim dos tempos. João não é o profeta, aquele que fora prometido por Deus a Moisés.
Quem é, então, João? Com muita humildade ele se identifica como a voz que clama no deserto: “Endireitai o caminho para o Senhor!”. Aquele que realiza em si tudo o que está nas Escrituras, esse está no nosso meio, e nós não o reconhecemos. João Batista pode ter começado sua atividade missionária de pregador de conversão como muitos outros em seu tempo e em outras partes do mundo, com propostas de verdades filosóficas, de crenças e ritos religiosos, que mantivessem os adeptos unidos.
Paulo adverte os colossenses a terem cuidado com “as vãs e enganosas especulações da filosofia, segundo a tradição dos homens, segundo os elementos do mundo e não segundo Cristo”. Não era o caso de João. Ele preparava simultaneamente o encontro com o Senhor no juízo final e com aquele de quem não era “digno de desatar as correias da sandália”. João preparava o caminho para o encontro com uma pessoa real.
Seguir o caminho é muito mais do que aprender verdades e normas de um sistema religioso. Seguir o caminho de Jesus é identificar-se com ele. Quando o discípulo e o Mestre se abraçam, quando duas pessoas se abraçam, desaparecem as diferenças. É possível dizer que aí surge a nova criatura, não contra as normas e os princípios, mas acima deles.
Duas pessoas que se abraçam e começam a caminhar juntas é o início de um mundo novo. “Entre vós está alguém que vós não conheceis.” Ele está à disposição dos humildes, dos feridos, dos que têm o coração partido. Não tenham medo de nada. Examinem tudo e guardem o que for bom, afastando-se de toda espécie de mal. Rezem alegres e agradecidos, mantenham vivo o Espírito e as profecias.
Que o encontro com aquele que vem aconteça na totalidade do ser: espírito, alma e corpo. Quem trilha um caminho encontra quem vem pelo mesmo caminho. O Mestre coloca seu braço sobre o ombro do discípulo e saem os dois no abraço de paz, para muito além do Jordão, onde João estava batizando. O que fez João? Provocou o encontro. E o discípulo, feliz, se revestiu com as vestes da salvação.
Fonte: NPD Brasil em 13/12/2020

Homilia do 3º Domingo do Advento (Domingo Gaudete), por Pe. Paulo Ricardo



HOMILIA

A ALEGRAI-VOS NO SENHOR

João Batista é o profeta do Advento e, à semelhança de Isaías, faz ressoar o anúncio de um tempo decisivo que se aproxima. Sua presença é destacada com características semelhantes ao profeta Elias. Por isso é que foi interrogado se era Elias. Depois de um longo silêncio profético em Israel, desponta o Batista anunciando por primeiro a irrupção do Reino de Deus e preparando uma nova aliança: Eu sou aquele que grita assim no deserto: preparem o caminho para o Senhor passar. Nesta sequência, João apareceu no deserto e pregava um batismo de conversão para a remissão dos pecados. Acreditava-se que o Messias só se manifestaria quando Israel fosse, de fato, a comunidade santa de Deus.
Para tornar-se o povo santo, Israel devia percorrer o caminho da conversão. João faz ecoar o apelo à conversão, à mudança radical de vida, comportamento e mentalidade. Quem se dispunha a acolher o Messias era convidado a iniciar-se na comunidade messiânica, na vida nova própria dos que aguardavam a chegada do Messias.
A pregação de João Batista, como um último apelo de Deus ao seu povo, encontrou ampla adesão: Iam ter com ele toda Judéia, toda Jerusalém, e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. A preparação para a vinda do Messias passa pela mudança radical que se concretiza numa nova atitude de vida e na opção de uma nova escala de valores.
Ele ressalta a força do Messias e define sua missão como batizar no Espírito: Depois de mim vem outro mais poderoso do que eu, ante o qual não sou digno de me prostrar. O Messias terá a força de Deus e sua missão será comunicar o Espírito do próprio Deus, que transforma, renova e recria os corações. O batismo com o Espírito (Mc 1,8) revela que o Messias concederá a capacidade de discernimento no que diz respeito às exigências dos caminhos que conduzem a Deus.
Alegremente hoje contemplamos a figura de João Batista. É o domingo da alegria: Alegrai-vos sempre no Senhor. O Senhor está perto! Este homem como dissemos dá o maior testemunho sobre Jesus, diante dos emissários das autoridades judaicas.
Os israelitas viviam dias difíceis sob o jugo dos romanos, explorados pela classe de dirigentes e escravizados pelo sistema religioso, que era ritual e legalista. Para a felicidade dos israelitas e a inquietude das autoridades, do deserto apareceu um homem enviado por Deus, que se chamava João. Na pessoa de João, Deus intervém em favor do povo.
O ambiente messiânico vivido pelo povo inquietava a hierarquia religiosa. Uma comissão de sacerdotes e levitas desloca-se de Jerusalém para investigar a ortodoxia de João Batista. Interrogado, o homem enviado por Deus descarta a hipótese de ser o Messias. Eu não sou o Messias. Também nega ser Elias ou um profeta. O Batista não se deixa seduzir pelas falsas opiniões que circulavam sobre ele e que deixavam preocupadas as autoridades. Na realidade, ele rejeita tudo o que o coloque no centro das atenções. Sua missão é ser testemunha da luz, à qual deviam se voltar os olhares.
Não satisfeitos, diante das negativas de João, os representantes das autoridades religiosas perguntam: Quem você é? Ao que o Precursor responde: Sou uma voz gritando no deserto. Novamente, ele se esquiva de ocupar o centro das atenções. Sou uma voz: uma voz que pede que os ouvintes acolham esta mensagem: Aplainem os caminhos do Senhor.
Desconcertados e inquietos, os membros da comissão tornaram a perguntar: Por que você batiza? João evitou responder à objeção dos enviados dos fariseus. Mais que isso, minimizou seu rito batismal e ressaltou que aquele que estava por vir ele mesmo não se considerava digno de desatar as correias de suas sandálias. Apesar de desconhecido, este será a luz que iluminará e libertará o povo da cegueira, da escravidão, da mentira e instaurará um novo tempo. João tinha consciência de que o batismo com água era apenas sinal de conversão e acolhida diante daquele que já estava no meio do povo. Infelizmente a Boa Nova trazida por Cristo e os novos céus e a nova terra podem passar despercebidos aos olhos dos acomodados e instalados numa vida de privilégios à custa do sofrimento do povo. Mas ontem como hoje a missão de João Batista, é minha e tua. Somos nós que devemos abrir as portas de par em par ao Redentor, Luz das nações e gloria de Israel seu povo para todos possa ver a manifestação da Glória de Deus.
Padre Bantu Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 14/12/2014

HOMILIA

Espiritualidade Bíblico-Missionária

O Terceiro Domingo do Advento é tido como o DOMINGO da ALEGRIA porque rezamos na antífona inicial da missa: “Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: alegrai-vos! O Senhor está perto”. A Palavra de Deus também nos diz que é para o povo cantar de alegria e exultar no coração.
Sim, o Tempo do Advento vai nos conduzindo para a alegria de nos encontrarmos com o Senhor. Ele é a plena, total e completa alegria. A alegria é estar com o Senhor, viver nele, esperar nele, trazer o céu à terra. Há uma santa que escreveu sobre a alegria e aqui colocamos um pequeno indício de seu longo texto:
“A alegria é a oração, a alegria é fortaleza, a alegria é amor, a alegria é uma rede de amor com a qual podeis chegar às almas. Deus ama quem dá com alegria... Não deixeis entrar em vós nada de triste que possa fazer-vos esquecer a alegria do Cristo ressuscitado... Todos desejamos o céu, onde Deus habita, mas depende de nós o estarmos no céu com ele já agora, o sermos felizes com ele neste momento. Mas sermos felizes com ele agora significa: amar como ele ama, ajudar como ele ajuda, servir como ele serve... ” (Santa Madre Teresa de Calcutá).
Portanto, quando dizemos que é o “Domingo da Alegria”, essas dimensões que Madre Teresa coloca diante de nós, não poderão ficar esquecidas. A dificuldade de nossos dias é que há um forte individualismo presente em nossas relações humanas, e facilmente nos esquecemos de que o amor que traz alegria é doação, é encontro, é partilha... Sim, podemos mudar nossas atitudes, pois se fizermos o esforço necessário para nossa conversão, poderemos contar com a graça de Deus.
Voltamos nosso olhar para a Palavra de Deus e vemos o profeta trazendo uma boa notícia para o povo de Israel e de Jerusalém, a capital. Anuncia o tempo novo, de vida abundante, de felicidade sem fim. É o tempo da salvação que Deus oferece aos “pobres”, ou seja, a todos os necessitados de vida e de salvação.
O Evangelho nos enraíza na conversão e na acolhida do Senhor. João continua a anunciar a chegada do Messias, portanto, o tempo da salvação, e tudo faz com sublime humildade. Tinha tudo para ser venerado pelo povo, mas desfaz toda atenção sobre si, pois quer unicamente que o povo conheça e acolha aquele que o Pai enviou, o Messias de Deus. É no Cristo que estão a felicidade que desejamos e a paz que precisamos.
Somos criaturas de um Deus que nos ama, nos perdoa, nos acolhe e nos quer junto dele. Por que viver buscando bens transitórios e deixando para trás os que duram para sempre? Certamente podemos pensar melhor para fazermos também a melhor escolha.
Redação “Deus Conosco”

REFLEXÕES DE HOJE

DOMINGO

Fonte: Liturgia Diária Comentada2 em 13/12/2020

REFLEXÕES DE HOJE

DOMINGO

Fonte: Liturgia Diária Comentada2 em 17/12/2017

REFLEXÕES DE HOJE

DOMINGO

Fonte: Liturgia Diária Comentada2 em 14/12/2014

HOMILIA DIÁRIA

João Batista aponta para a luz de Cristo

Precisamos, como São João Batista, denunciar os falsos caminhos e apontar para a luz de Cristo.

“Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. Ele não era a luz, mas veio dar testemunho da luz.” (João 1,7-8)

Nós, hoje, queremos olhar para a figura e o papel importantíssimo que João Batista assume na história da salvação. João Batista é aquele que vem à frente, como alguém que está segurando a lanterna, o candeeiro, mas, na verdade, ele não é a luz, ele é aquele que abre o caminho para que a luz passe, para que a luz venha. Ele vem para nos mostrar que existem falsos caminhos e que o caminho verdadeiro, a direção verdadeira, está vindo!
São João Batista não para em si mesmo, não quer glórias, não quer confetes, não quer reconhecimento para a si mesmo, porque ele sabe o seu tamanho diante da grandeza d’Aquele que vem depois dele.
Sabem, meus irmãos, nós não podemos deixar as pessoas pararem em nós. Precisamos ser referenciais, mostrar a luz e deixar que a luz de Deus brilhe por intermédio de nós, mas não se trata de ter luz própria, não se trata de nós nos orgulharmos, de nos incharmos de soberba, acharmos que somos talentosos, virtuosos, os mais capazes; quando, na verdade, somos apenas portadores da luz maior, da luz única, que é capaz de iluminar a escuridão do nosso coração, que é Jesus.
A nossa vocação é como a de São João Batista: apontar para o Cristo, mostrar para os homens, para as pessoas que nós não podemos parar em nós nem em ninguém; nós precisamos parar em Jesus! Algumas vezes as pessoas se decepcionam conosco ou se decepcionam com pessoas da Igreja, se decepcionam com os padres e líderes da Igreja.
Ninguém é perfeito, ninguém acerta sempre! Mas isso não justifica que nós nos afastemos dos caminhos do Senhor por causa de decepções com este ou com aquele; porque nós só estamos na casa de Deus por causa d’Ele, por causa da luz que é Jesus. Quando nós paramos em pessoas, mais cedo ou mais tarde, nós somos decepcionados. O único em quem podemos nos ancorar, nos escorar, nos apoiar é em Jesus! Ninguém pode ser mais luz em nossa vida, ninguém pode ser salvação para nós a não ser Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!
Por isso que João nos diz: “É necessário que ele cresça e eu diminua” (João 3, 30), porque é sobre Ele e n’Ele que está o Espírito, nós só trazemos a água; Jesus é quem nos dá o Espírito, Ele é quem nos enche com Seu Espírito. É por isso que, hoje, como São João, nós apontamos para Jesus! Nenhuma luz, nenhum brilho sobre nós, mas somente sobre Ele!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 14/12/2014

HOMILIA DIÁRIA

A nossa voz deve apontar Deus para o próximo

A nossa voz precisa ser como a voz do Senhor; a Palavra de Deus ressoa e chega aos homens

“João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’.” (João 1,23)

Vamos, hoje, ao encontro de João Batista, que está preparando os caminhos do Senhor. Precisamos preparar os caminhos do Senhor, porque são por esses caminhos que Ele passará, que Ele virá ao nosso encontro e O levaremos ao encontro de tantas pessoas.
Abrimos caminhos para tantas coisas ruins passarem e chegarem até nós. Precisamos ser como João: “voz” e preparadores da estrada, aquele que abre as estradas. Alguém diz assim: “Quando as estradas estão chegando, o progresso está a caminho”, quando nós abrimos as estradas, Deus está a caminho, Ele quem está vindo.
A primeira estrada que Deus passa é o coração de cada um de nós, é o lugar da passagem, o lugar de onde Ele vem, local em que Ele vive e habita. Precisamos preparar o ambiente. Eu fico olhando para todos os lugares neste tempo, e os ambientes estão sendo preparados: as luzes estão se acendendo, o brilho e tantas outras coisas mostram que é Natal. Mas, na verdade, a estrada não é essa, o caminho não é esse. Talvez tenhamos arrumado ou estamos arrumando a nossa casa, estamos trocando a pintura, os móveis, os enfeites; estamos fazendo tantas coisas, aquilo que é o costume, e cada um faz conforme achar melhor. Entretanto, esse não é o caminho que nos abre a passagem para o Senhor.
O caminho que abre a nós a passagem para o Senhor, é o caminho mudado e renovado. Aquilo que está no exterior precisa ser a expressão daquilo que está em nós. Não adianta tantas luzes acesas se o coração está apagado; não adianta tantas luzes brilhando, se não brilha a nossa caridade, os nossos gestos, as nossas atitudes.
A nossa voz deve ser a voz que aponta Deus para os outros. Não podemos usar a nossa voz para ser instrumento do mal e nem para amaldiçoar os outros; a nossa voz precisa ser como a voz do Senhor, a Palavra de Deus ressoa e chega aos homens.
Vamos aplainar os caminhos, abrir as estradas, vamos abrir as portas do coração, da casa, da vida de cada um de nós para que, as pessoas possam encontrar o Messias, como encontraram através da pregação, da vida e no exemplo de João.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 17/12/2017

HOMILIA DIÁRIA

João nos aponta a Luz, que é Jesus

“Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele.” (João 1,6-7)

Este terceiro domingo do Advento, traz para nós, mais uma vez, a figura profética de João Batista, aquele que prepara o caminho do Senhor. Hoje, queremos olhar para João e aprender com ele a abrir o nosso coração para acolher a graça de Deus que chega até nós.
Primeiro, João é a testemunha da Luz, ele não é a Luz, mas ele nos aponta a Luz, que é Jesus. Para o povo que andava nas trevas, em meio à escuridão, Deus veio trazer a Luz para o nosso coração, Luz que abre os nossos olhos, Luz que ilumina a nossa mente, Luz que traz vida ao nosso coração, para enxergar o caminho da vida. Por isso, o que Deus quer é nos tirar dos caminhos das trevas para nos conduzir para o caminho da Luz.

Que possamos olhar a seta da Luz, da penitência e da conversão que João nos aponta

João era uma voz que clamava no deserto; ele é a voz, mas não é a Palavra. A Palavra é aquela que se faz carne e veio habitar no meio de nós. A Palavra é Aquele que João veio ser portador de tamanha graça. A voz de João está à serviço da Palavra de Deus.
Como seria graça, e grande graça, para a nossa vida, se emprestássemos, se colocássemos a nossa voz a serviço da Palavra de Deus! Porque essa Palavra, uma vez anunciada e proclamada pela voz que se consagra e se entrega a Deus, tem o poder de transformar, salvar, curar e trazer Vida à nossa vida.
Empenhemo-nos como João para sermos a voz de Deus no meio do deserto, da humanidade onde vivemos, onde todos nós caminhamos.
Por fim, João é aquele que batiza com água, como sinal de penitência, de conversão e transformação. Ele batiza, mas não é ele quem salva nem liberta. Ele veio proclamar Aquele que é o Salvador e o libertador. João é para nós uma seta que nos aponta para Caminho, que é Jesus.
Que possamos olhar a seta da Luz, da penitência e da conversão que João nos aponta, para, em Jesus, encontrarmos a nossa direção.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 13/12/2020

Oração Final
Pai Santo, faze-nos alegres anunciadores do teu Reino de Amor. Encharca-nos de sabedoria, força, coragem e perseverança para testemunharmos que o teu Reino está bem próximo – ele está dentro de nós! – e caminharmos seguindo o Cristo Jesus, para o nosso encontro definitivo em tua Casa.
Fonte: Arquidiocese BH em 14/12/2014

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, assim como João Batista precedeu a teu Filho, o Cristo Jesus, aplainando-lhe o caminho, dá-nos força, alegria, entusiasmo e coragem para que também nós sejamos vozes a gritar no deserto deste mundo egoísta contra a exclusão de irmãos pobres, nos quais Jesus se reconhece presente.
Fonte: Arquidiocese BH em 17/12/2017

ORAÇÃO FINAL
Pai amado, feliz quem espera em Ti! Assim como João Batista precedeu ao teu Filho, aplainando o seu caminho, dá-nos força e coragem para que também nós sejamos vozes a gritar, no deserto desta civilização injusta que está sendo construída, contra a exclusão de irmãos pobres, nos quais nosso Mestre se reconhece encarnado. O Filho de Deus, está fazendo conosco a experiência da humanidade. Pelo mesmo Jesus Cristo, nosso Irmão Maior, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 13/12/2020

Oração
Ó DEUS, que vedes o vosso povo esperando fervoroso o Natal do Senhor, concedei-nos chegar às alegrias da salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene liturgia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.