domingo, 16 de dezembro de 2018

O temor que prepara a misericórdia (Homilia Diária.1031: Sábado da 2.ª Semana do Advento) - Padre Paulo Ricardo


Canal do Youtube: Padre Paulo Ricardo

Publicado em 14 de dez de 2018

A liturgia deste sábado encerra, por assim dizer, a primeira parte do Advento. Até agora, as leituras da Missa nos falaram do Fim dos Tempos, do Juízo final e hoje, de modo particular, da figura de São João Batista, que sempre nos recorda a necessidade de recebermos com um coração convertido e humilhado o Amor misericordioso, que nascerá em poucos dias em Belém para salvar os que, penitentes e arrependidos, o acolherem de boa vontade. Assista à pregação deste sábado, dia 15 de dezembro, e aplainemos as veredas do Cristo que vem com uma sincera confissão dos nossos pecados.

Categoria - Educação

HOMÍLIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) - Eclo 48,1-4.9-11 - 15/12/2018


Deixemos o fogo de Deus arder em nós

Ainda que sejamos de Deus por um tempo, que já participemos das coisas d’Ele, é sempre necessário que esse fogo esteja ardendo em nós

“Naqueles dias, o profeta Elias surgiu como um fogo, e sua palavra queimava como uma tocha.” (Eclo 48,1)

A Palavra de Deus exalta para nós a figura do profeta Elias. Quando olhamos no Antigo Testamento, Elias é para nós o referencial do profetismo exercido na primeira revelação divina.
Elias veio como um fogo divino, tinha um coração abrasado pela graça de Deus, tomado pelo fogo do Céu, e deixou que esse fogo consumisse o seu coração. O fogo do amor, do ardor, o fogo de alguém que se deixou consumir por Deus e pela Sua Palavra.
Quando Elias falava, a Palavra de Deus saía de sua boca. Ele, realmente, fazia os pecados serem queimados, fazia as consciências arderem de arrependimento e voltarem para o caminho do Senhor.
Elias foi arrebatado aos Céus, e o povo viveu na expectativa de que ele voltasse. Jesus, no entanto, está dizendo hoje: “Elias voltou e vocês não o reconheceram”. João Batista personifica e traz para nós o que é o profetismo de Elias na nova revelação ou na revelação definitiva.
Se Elias é considerado o profeta do Antigo Testamento, João é o profeta do Novo Testamento. Se Elias abriu o coração para que acolhessem a mensagem de Deus, João é aquele que vem para abrir e queimar os corações para que acolham Jesus, a Palavra eterna e a sabedoria encarnada de Deus no meio de nós.
Profetas não são aqueles que simplesmente falam de Deus, mas aqueles que levam Deus ao coração das pessoas, primeiro, pelo arrependimento sincero, pela conversão de vida e a entrega do coração a Deus. Todo profetismo prega arrependimento, mudanças de atos, costumes, pensamentos e sentimentos.
Todo profetismo vem queimar nossos corações, não nos deixa acomodados no estado em que estamos. Ainda que sejamos de Deus por um tempo, que já participemos das coisas d’Ele, é sempre necessário que esse fogo esteja ardendo em nós, que penetre o nosso interior e vá nas penumbras da nossa alma e acenda um desejo sincero de conversão, de arrependimento e entrega da vida a Deus.
Esse tempo de graça que vivemos é um tempo que nos convida a mudarmos, a deixarmos que o fogo de Deus esteja ardendo dentro de nós.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova


HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 15/12/2018

ANO C


Mt 17,10-13

Comentário do Evangelho

Será Elias o percursor de Jesus?

Este diálogo dos discípulos com Jesus se dá ao descerem da montanha, após a transfiguração de Jesus. Na transfiguração entrou em cena a figura de Elias. Agora os discípulos querem se esclarecer sobre a vinda de Elias, como precursor do Messias, conforme a doutrina que receberam dos escribas. Esta doutrina tradicional fundamenta-se no apêndice final do livro de Malaquias (Ml 3,23-24), segundo a qual Elias "fará voltar o coração dos pais para os filhos e o coração dos filhos para os pais...". Seria o estabelecimento da paz escatológica. Os escribas associavam Elias com o messias davídico glorioso que esperavam. Jesus retifica esta falsa expectativa. Elias já veio, na pessoa de João Batista, e as elites religiosas do Templo, em parceria com Herodes, o ignoraram e o assassinaram. E este também será o futuro do Filho do Homem, como se autodenomina Jesus. Identificando-se com João em seus sofrimentos e perseguições, Jesus distingue-se do messias poderoso e glorioso. Esta previsão do sofrimento decorre do fato de que o poder opressor não admite nada que ameace sua estabilidade e reage com violência, empenhando-se na destruição daqueles que, colocando-se a serviço da vida, se dedicam à libertação dos pobres e oprimidos.
José Raimundo Oliva
Oração
Pai, desfaze tudo quanto me impede de reconhecer em teu Filho Jesus, despojado de qualquer ambição mundana, a manifestação de teu amor pela humanidade.
Fonte: Paulinas em 15/12/2012

Vivendo a Palavra

Elias, no passado remoto, e João Batista, tão recente, são apenas sinais que apontam para o Messias prometido e preparam os seus caminhos. E o próprio Jesus de Nazaré, o Cristo esperado, é, para nós, Sacramento vivo do Pai Misericordioso, arauto do Reino do Céu que já chegou a nós e está no nosso meio.
Fonte: Arquidiocese BH em 15/12/2012

VIVENDO A PALAVRA

Elias, no passado remoto, e João Batista, mais recente, são apenas sinais que apontam para o Messias prometido, e preparam os seus caminhos. E o próprio Jesus de Nazaré, o Cristo esperado, é, para nós, Sacramento vivo do Pai Misericordioso, arauto do Reino do Céu que já chegou a nós e está no nosso meio – embora ainda não em plenitude.

Reflexão

O Profeta Elias foi aquele que, na sua época, lutou contra os profetas de Baal na tentativa de restabelecer o culto a Javé e reconduzir os corações do povo para Deus. Assim também era a função de João Batista, que deveria pregar a conversão para preparar um povo disposto para a vinda de Jesus. Neste sentido, João Batista realiza a promessa da volta de Elias, que não foi a sua ressurreição ou reencarnação ou ainda a carruagem de fogo o trouxe de volta do alto, mas o profetismo segundo o espírito de Elias se fez presente em João Batista.
Fonte: CNBB em 15/12/2012

Reflexão

Conforme crença popular, ensinada pelos doutores da Lei, antes da vinda do Messias viria alguém com as características do profeta Elias. Se Elias ainda não voltou, Jesus não é o Messias. Já voltou, explica Jesus; é João Batista, cuja missão era preparar o povo. Mas não o reconheceram e fizeram com ele “tudo quanto quiseram”. Conhecemos o trágico fim que teve João, por capricho de Herodes (Mt 14,1-12). Igual desfecho terá Jesus: “O Filho do Homem deverá sofrer por causa deles”. Elias, João Batista e Jesus, os três falam em nome de Deus. Pregam a mudança de atitudes pessoais e sociais. Provocam a ira e a rejeição dos poderosos, que não abrem mão de seus privilégios. A morte de Jesus será inevitável, preço de sua fidelidade ao plano de Deus.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

Meditando o evangelho

A VINDA DE ELIAS

As expectativas messiânicas do tempo de Jesus mesclavam-se com uma série de elementos, dentre os quais, a crença que, por ocasião da vinda do Messias, o profeta Elias haveria de retornar. Era bem conhecida a história do profeta arrebatado aos céus, num carro de fogo. Por não ter morrido, como qualquer ser humano, difundiu-se a esperança de que Elias voltaria no fim dos tempos, indicando, assim, que a vinda do Messias estava próxima.
Jesus não negou esta tradição. Entretanto, ofereceu uma pista para indicar que ela já se havia realizado na pessoa de João Batista. A ação precursora dele em relação a Jesus correspondia àquela de Elias, em vista do Messias vindouro. A conclusão era evidente: Jesus era o Messias esperado por Israel. Deveria, pois, ser aceito e acolhido como tal.
Entretanto, o Mestre não se adaptou aos esquemas messiânicos do povo. Se, por um lado, sua presença assinalava o fim de uma era, por outro, introduzia, na história humana, um tempo novo. Ele superou a agitação messiânica, propondo aos discípulos um ideal de fraternidade, fundado na misericórdia e no serviço desinteressado aos irmãos. Igualmente recusou-se a responder questões de curiosidade a respeito do dia do fim do mundo e do número dos que seriam salvos. Desta forma, rompeu com o messianismo popular, dando margem para que seus discípulos assumissem sua vida e sua missão com mais seriedade.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, não me deixes contaminar pelas preocupações escatológicas. Antes, que eu esteja sempre voltado para o compromisso de transformar o mundo pelo amor.

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. A história se repte...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Na minha vizinhança nos primeiros tempos de casado, meu sogro gostava de se divertir com uma “Trucada”, um jovem que frequentava a nossa casa se divertia jogando com os mais velhos, e quando fazia alguma jogada que punha o adversário em aperto, usava um bordão para expressar sua valentia “Sou neto do Tufi e sobrinho do Caluda”, Tufi era seu avô, famoso naquela Vila por ser hábil truqueiro, Caluda era o apelido do tio, também com a mesma fama.
Neste evangelho Jesus rasga o Verbo ao falar de Elias e João Batista, é como se ele dissesse “Sou da mesma linha do Profeta Elias e de João Batista”. É até bonito entendermos esse evangelho, pois Jesus está dizendo a seus discípulos que ele não fugirá da “Raia” e que como seus dois predecessores também será perseguido, torturado e morto, mas o anúncio será feito á todas as categorias de pessoas, gente simples ou importante, ricos e pobres, jutos e pecadores, pessoas que iriam se admirar dele e passariam a ser seus seguidores, mas outros que passariam a odiá-lo até a morte na cruz.
A pregação do Evangelho de Cristo não é um show como querem alguns, não são discursos e palavras bonitas para agradar algumas pessoas, não são palavras para gerar emoção e lágrimas, como muitos gostam de fazer, ao contrário, tem uma vertente profética que jamais pode ser deixada de lado, uma linha dura que anuncia a Justiça e denuncia a Injustiça, que requer uma mudança de vida e uma adesão ao Reino como uma opção radical.
E diante de perseguições, incompreensões que possam surgir, basta lembrar-se do modo de ser daquele jovem jogador de truco “Somos seguidores de Jesus, Cristãos da “Gema”, que traz a linha profética no sangue, na alma e no coração”.

2. A vinda do Filho do Homem
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Estamos esperando pela vinda do Senhor no Natal, primeiro, e no último dia, depois. Primeiro no Natal porque é quando se manifesta o Messias prometido e esperado por todo o povo. Mas onde está o profeta Elias, que deve vir antes que chegue o Messias? Já veio, diz Jesus. É João Batista. Não que Elias tenha se reencarnado em João Batista, como querem alguns, mas porque João desempenhou literalmente o papel de Elias como precursor do Messias, que é Jesus. O profeta Malaquias deixou escrito o que disse o Senhor sobre Elias: “Eis que vos enviarei Elias, o profeta, antes que chegue o grande e terrível Dia do Senhor. Ele fará voltar o coração dos pais para os filhos e o coração dos filhos para os pais”. Elias foi arrebatado ao céu num carro de fogo, por isso deve voltar. É representado soprando o shofar (instrumento antigo), enquanto conduz o Messias a Jerusalém. É ele quem traz a boa notícia da chegada do Messias, filho de Davi. Deus disse a Jeremias: “Aproximam-se os dias em que farei surgir para Davi um rebento justo, um rei que exercerá na terra o direito e a justiça”. Jesus não era muito parecido com um rei que se iria sentar no trono de Davi e restaurar Israel. Os discípulos conheciam as profecias e sabiam o que ensinavam os escribas sobre Elias e o Messias. A pergunta que fazem levanta uma dúvida sobre Jesus: “O Senhor é mesmo o Messias?”. E onde está Elias?

HOMILIA DIÁRIA

O cristão é testemunha de uma glória que passa pelo sofrimento

Postado por: homilia
dezembro 15th, 2012

Elias já veio ou não?
Os discípulos, fracos e sedentos da verdade, querem ser bem informados de toda a doutrina obscura que diz respeito ao Mestre. Afinal, Elias já veio ou não? Apesar de tudo o que tinham visto, eles queriam tirar dúvidas e ter esclarecimento. A justificativa é simples: o diálogo entre os discípulos e Jesus se dá ao descerem da montanha, após a transfiguração de Jesus. Na transfiguração, Pedro, João e Tiago viram três homens: Moisés e Elias que falavam com Jesus sobre o Reino. Diante disso, ficam confusos quando se deparam com as passagens da Lei.
Agora, os discípulos querem ser esclarecidos sobre a vinda de Elias como precursor do Messias, conforme a doutrina que receberam dos escribas. Esta doutrina tradicional fundamenta-se no apêndice final do livro de Malaquias (cf. Ml 3,23-24), segundo a qual Elias “fará voltar o coração dos pais para os filhos e o coração dos filhos para os pais…”. Seria o estabelecimento da paz escatológica. Os escribas associavam Elias com o messias davídico glorioso que esperavam. Ante esta preocupação dos discípulos, Jesus retifica esta falsa expectativa.
E ao preparar seus seguidores para a missão que os espera, Jesus quer convencê-los de que Ele é, deveras, o Messias que esperavam. Os profetas falaram d’Ele e suas obras o atestam com extrema clareza: “Não acreditais nas minhas palavras, acreditai apenas nas minhas obras, pois são elas que dão testemunho de mim”.
Elias já veio na pessoa de João Batista, mas as elites religiosas do Templo, em parceria com Herodes, o ignoraram e o assassinaram. Este também será o futuro do Filho do Homem, como se autodenomina Jesus. Identificando-se com João em seus maus-tratos e sofrimentos, Jesus distingue-se do messias poderoso e glorioso. Essa previsão do sofrimento decorre do fato de que o poder opressor não admite nada que ameace sua estabilidade e reage com violência, empenhando-se na destruição daqueles que, colocando-se a serviço da vida, dedicam-se à libertação dos pobres e oprimidos. Por isso, não nos devemos escandalizar quando tais coisas acontecerem conosco.
O cristão é testemunha de Cristo, é aquele que O torna vivo no mundo de hoje, aquele que julga as coisas mundanas e os acontecimentos da vida, como Cristo os julga. Se o Filho do Homem se insere na linha dos profetas sofredores, o discípulo, por sua vez, põe-se em seguimento a Ele. Não é maior que o seu Mestre e deve ser, portanto, a testemunha de uma glória que passa pelo sofrimento e transpõe a soleira da morte. Como poderia ser de outra forma, desde o momento em que se aceita tomar parte em uma Eucaristia?
Quem comemora a Paixão e a Ressurreição do Senhor? Jesus, convencendo os seus discípulos de que Elias já veio e os grandes não O reconheceram como o Messias esperado para salvar o mundo dos pecados, quer preparar-nos para a Missão. Esta deverá acarretar consigo sofrimentos, perseguições e até o próprio martírio. É urgente que, corajosos e firmes na fé, O tornemos conhecido e O levemos a todos os nossos irmãos e irmãos que ainda não O reconheceram como seu Salvador.
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 15/12/2012

Oração Final
Pai Santo, ensina-nos a ler e compreender os sinais dos tempos que vivemos. Que através deles nós sintamos a tua Presença Paterna em nossa história, o teu cuidado próprio da Mãe que vela por seus filhos queridos. Nós te pedimos pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 15/12/2012

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, ensina-nos a ler e compreender os sinais dos tempos que vivemos. Que através deles nós sintamos a tua Presença Paternal na nossa história, o teu cuidado próprio da Mãe que vela por seus filhos queridos. Nós te pedimos, amado Pai, pelo Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DIÁRIA - 15/12/2018


Tema do dia

O GRANDE PROFETA

O Livro do Eclesiástico elogia os antepassados ilustres do povo hebreu, preparando para a chegada do Messias prometido. Uma reflexão própria para o Advento, tempo de espera. Aparece hoje a figura de Elias, o grande profeta da palavra de fogo.

Oração para antes de ler a Bíblia


Meu Senhor e meu Pai! Envia teu Santo Espírito para que eu compreenda e acolha tua Santa Palavra! Que eu te conheça e te faça conhecer, te ame e te faça amar, te sirva e te faça servir, te louve e te faça louvar por todas as criaturas. Fazei, ó Pai, que pela leitura da Palavra os pecadores se convertam, os justos perseverem na graça e todos consigamos a vida eterna. Amém.

Sábado da 2ª Semana do Advento
Cor: Roxo


Primeira Leitura (Eclo 48,1-4.9-11)
2ª Semana do Advento - Sábado - 15/12/2018

Leitura do Livro do Eclesiástico.

Naqueles dias, 1o profeta Elias surgiu como um fogo, e sua palavra queimava como uma tocha. 2Fez vir a fome sobre eles e, no seu zelo, reduziu-os a pouca gente. 3Pela palavra do Senhor fechou o céu e de lá fez cair fogo por três vezes. 4Ó Elias, como te tornaste glorioso por teus prodígios! Quem poderia gloriar-se de ser semelhante a ti?
9Tu foste arrebatado num turbilhão de fogo, num carro de cavalos também de fogo, 10tu, nas ameaças para os tempos futuros, foste designado para acalmar a ira do Senhor antes do furor, para conduzir o coração do pai ao filho, e restabelecer as tribos de Jacó. 11Felizes os que te viram, e os que adormeceram na tua amizade!

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Responsório (Sl 79)
2ª Semana do Advento - Sábado - 15/12/2018

— Convertei-nos, ó Senhor, resplandecei a vossa face e nós seremos salvos!
— Convertei-nos, ó Senhor, resplandecei a vossa face e nós seremos salvos!

— Pastor de Israel, prestai ouvidos. Vós que sobre os querubins vos assentais. Despertai vosso poder, ó nosso Deus, e vinde logo nos trazer a salvação!
— Voltai-vos para nós, Deus do universo! Olhai dos altos céus e observai. Visitai a vossa vinha e protegei-a! Foi a vossa mão direita que a plantou; protegei-a e ao rebento que firmastes!
— Pousai a mão sobre o vosso Protegido, o filho do homem que escolhestes para vós! E nunca mais vos deixaremos, Senhor Deus! Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome!


Evangelho (Mt 17,10-13)
2ª Semana do Advento - Sábado - 15/12/2018


A vinda do Filho do Homem

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Ao descerem do monte, 10os discípulos perguntaram a Jesus: “Por que os mestres da Lei dizem que Elias deve vir primeiro?” 11Jesus respondeu: “Elias vem e colocará tudo em ordem. 12Ora, eu vos digo: Elias já veio, mas eles não o reconheceram. Ao contrário, fizeram com ele tudo o que quiseram. Assim também o Filho do Homem será maltratado por eles”. 13Então os discípulos compreenderam que Jesus lhes falava de João Batista.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.


Oração para depois de ler a Bíblia


Dou-Te graças, meu Deus, pelos bons propósitos, afetos e inspirações que me comunicastes nesta meditação; peço-Te ajuda para colocá-los em prática. Minha Mãe Imaculada, meu protetor São José e Anjo da minha guarda, intercedem todos por mim. Amém.

MEU DIA EM SINTONIA COM O ALTO - 14/12/2018


1 - ÓTIMA SEXTA! BOM DIA! "Seja amado em todas partes o Sagrado Coração de Jesus."

2 - Obaaa! Chegou Sexta-feira!!! um... Lindo Final de Semana para você!!! - "É sempre bom lembrar que a idéia de família é originada em Deus, de onde provêm apenas boas e saudáveis idéias. De onde, por natureza e essência, não pode surgir algo que não seja excelente e perfeito." Pra você com carinho.

3 - BOM DIA! Feliz Sexta-Feira!!! Acordei hoje cedo e agradeci a Deus por me presentear com mais um dia pra viver.

4 - Feliz Sexta-Feira! Nossa Senhora Aparecida está abençoando você e sua linda família!

5 - ABENÇOADO DIA! "Feliz é aquele que possui sabedoria suficiente para reconhecer em cada minuto da vida, um motivo para agradecer a Deus!"

6 - BOM DIA! Coloque um "D" no começo e um "S" no fim do seu "eu". E descubra um caminho de milagres que você ainda não conheceu.

7 - BOA TARDE! “Grande é o Senhor e muito digno de louvores na cidade onde ele mora; seu Monte santo, esta colina encantadora, é a alegria do universo. Recordamos, ó Senhor, vossa bondade em meio ao vosso templo.” Sl 47

8 - Boa Noite Amigos(as)!! Deus, Obrigado(a) por mais um dia que vencemos juntos!!

9 - Boa Noite! “É uma grande virtude considerar todos melhores que nós.” Santa Teresa de Ávila

10 - Querido Deus, Abençoe a pessoa que está lendo esta mensagem e lhe conceda um final de semana de muita paz. Boa Noite...

11 - Um Maravilhoso Fim de Semana!!! - "Talvez Deus não mude tua situação, mas Ele está usando essa situação para mudar você."

12 - Dia da semana: Sexta-feira - Dedicado a: Paixão de Cristo/Sagrado Coração de Jesus - Oração a Jesus crucificado

13 - Dia da semana: Sexta-feira - Dedicado a: Sagrado Coração de Jesus e a Paixão de Cristo - Consagração pessoal ao Sagrado Coração de Jesus

14 - Terço - Mistérios Dolorosos - Terça-feira e Sexta-Feira

15 - Oração do Angelus - Padre Antonello - VÍDEO - Como rezar o Ângelus

16 - LITURGIA DAS HORAS - COMO REZAR? - CATÓLICO ORANTE (Liturgia das Horas)

17 - TERÇO DA MISERICÓRDIA - APRENDA A REZAR O TERÇO DA MISERICÓRDIA

18 - TERÇOS – VÍDEOS

19 - LITURGIA DIÁRIA - 14/12/2018

20 - HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 14/12/2018

21 - HOMÍLIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) - Mt 11,16-19 - 14/12/2018

22 - Memória de São João da Cruz, Doutor da Igreja (Homilia Diária.1030) - Padre Paulo Ricardo

23 - Evangelho do Dia - 14/12/2018, com o Padre Rodrigo Vieira

24 - Homília Diária - Mãe Maria - 14/12/18 - Dom Walmor Oliveira de Azevedo

25 - LEITURA ORANTE DO DIA - 14/12/2018

26 - BOM DIA! BOA TARDE! BOA NOITE! Oração da noite, Oração da manhã e Oração do entardecer - Deus te abençoe!

27 - São João da Cruz - 14 de Dezembro




São João da Cruz - 14 de Dezembro




Nasceu em Fontiveros, na Espanha, em 1542. Seus pais, Gonçalo e Catarina, eram pobres tecelões. Gonçalo morreu cedo e a viúva teve de passar por dificuldades enormes para sustentar os três filhos: Francisco, João e Luís, sendo que este último morreu quando ainda era criança. Como João de Yepes (era este o seu nome de batismo) mostrou-se inclinado para os estudos, a mãe o enviou para o Colégio da Doutrina. Em 1551, os padres jesuítas fundaram um colégio em Medina (centro comercial de Castela). Nele, esse grande santo estudou Ciências Humanas.
Com 21 anos, sentiu o chamado à vida religiosa e entrou na Ordem Carmelita, na qual pediu o hábito. Nos tempos livres, gostava de visitar os doentes nos hospitais, servindo-os como enfermeiro. Ocasião em que passou a ser chamado de João de Santa Maria. Devido ao talento e à virtude, rapidamente foi destinado para o colégio de Santo André, pertencente à Ordem, em Salamanca, ao lado da famosa Universidade. Ali estudou Artes e Teologia. Foi nesse colégio nomeado de “prefeito dos estudantes”, o que indica o seu bom aproveitamento e a estima que os demais tinham por ele. Em 1567 foi ordenado sacerdote.
Desejando uma disciplina mais rígida, São João da Cruz quase saiu da Ordem para ir ingressar na Ordem dos Cartuxos, mas, felizmente, encontrou-se com a reformadora dos Carmelos, Santa Teresa D’Ávila, a qual havia recebido autorização para a reforma dos conventos masculinos. João, empenhado na reforma, conheceu o sofrimento, as perseguições e tantas outras resistências. Chegou a ficar nove meses preso num convento em Toledo, até que conseguiu fugir. Dessa forma, o santo espanhol transformou, em Deus e por Deus, todas as cruzes num meio de santificação para si e para os irmãos. Três coisas pediu e acabou recebendo de Deus: primeiro: força para trabalhar e sofrer muito; segundo: não sair deste mundo como superior de uma comunidade; e terceiro: morrer desprezado e escarnecido pelos homens.
Pregador, místico, escritor e poeta, esse grande santo da Igreja faleceu após uma penosíssima enfermidade, em 1591, com 49 anos de idade. Foi canonizado no ano de 1726 e, em 1926, o Papa Pio XI o declarou Doutor da Igreja. Escreveu obras bem conhecidas como: Subida do Monte Carmelo; Noite escura da alma (estas duas fazem parte de um todo, que ficou inacabado); Cântico espiritual e Chama viva de amor. No decurso delas, o itinerário que a alma percorre é claro e certeiro. Negação e purificação das suas desordens sob todos os aspectos.
São João da Cruz é o Doutor Místico por antonomásia, da Igreja, o representante principal da sua mística no mundo, a figura mais ilustre da cultura espanhola e uma das principais da cultura universal. Foi adotado como Patrono da Rádio, pois, quando pregava, a sua voz chegava muito longe.
São João da Cruz, rogai por nós!

São João da Cruz

São João da Cruz
1542-1591

Sacerdote e doutor da Igreja (1542-1591)
Seu nome de batismo era Juan de Yepes. Nasceu em Fontivaros, na província de Ávila, Espanha, em 1542, talvez em 24 de junho. Ainda na infância, ficou órfão de pai, Gonzalo de Yepes, descendente de uma família rica e tradicional de Toledo. Mas, devido ao casamento, foi deserdado da herança. A jovem, Catarina Alvarez, sua mãe, era de família humilde, considerada de classe "inferior". Assim, com a morte do marido, que a obrigou a trabalhar, mudou-se para Medina, com os filhos.
Naquela cidade, João tentou várias profissões. Foi ajudante num hospital, enquanto estudava gramática à noite num colégio jesuíta. Então, sua espiritualidade aflorou, levando-o a entrar na Ordem Carmelita, aos vinte e um anos. Foi enviado para a Universidade de Salamanca a fim de completar seus estudos de filosofia e teologia. Mesmo dedicando-se totalmente aos estudos, encontrava tempo para visitar doentes em hospitais ou em suas casas, prestando serviço como enfermeiro.
Ordenou-se sacerdote aos vinte e cinco anos, mudando o nome. Na época, pensou em procurar uma Ordem mais austera e rígida, por achar a Ordem Carmelita muito branda. Foi então que a futura santa Tereza de Ávila cruzou seu caminho. Com autorização para promover, na Espanha, a fundação de conventos reformados, ela também tinha carta branca dos superiores gerais para fazer o mesmo com conventos masculinos. Tamanho era seu entusiasmo que atraiu o sacerdote João da Cruz para esse trabalho. Ao invés de sair da Ordem, ele passou a trabalhar em sua reforma, recuperando os princípios e a disciplina.
João da Cruz encarregou-se de formar os noviços, assumindo o cargo de reitor de uma casa de formação e estudos, reformando, assim, vários conventos. Reformar uma Ordem, porém, é muito mais difícil que fundá-la, e João enfrentou dificuldades e sofrimentos incríveis, para muitos, insuportáveis. Chegou a ser preso por nove meses num convento que se opunha à reforma. Os escritos sobre sua vida dão conta de que abraçou a cruz dos sofrimentos e contrariedades com prazer, o que é só compreensível aos santos. Aliás, esse foi o aspecto da personalidade de João da Cruz que mais se evidenciou no fim de sua vida.
Conta-se que ele pedia, insistentemente, três coisas a Deus. Primeiro, dar-lhe forças para trabalhar e sofrer muito. Segundo, não deixá-lo sair desse mundo como superior de uma Ordem ou comunidade. Terceiro, e mais surpreendente, que o deixasse morrer desprezado e humilhado pelos seres humanos. Para ele, fazia parte de sua religiosidade mística enfrentar os sofrimentos da Paixão de Jesus, pois lhe proporcionava êxtases e visões. Seu misticismo era a inspiração para seus escritos, que foram muitos e o colocam ao lado de santa Tereza de Ávila, outra grande mística do seu tempo. Assim, foi atendido nos três pedidos.
Pouco antes de sua morte, João da Cruz teve graves dissabores por causa das incompreensões e calúnias. Foi exonerado de todos os cargos da comunidade, passando os últimos meses na solidão e no abandono. Faleceu após uma penosa doença, em 14 de dezembro de 1591, com apenas quarenta e nove anos de idade, no Convento de Ubeda, Espanha.
Deixou como legado sua volumosa obra escrita, de importante valor humanístico e teológico. E sua relevante e incansável participação como reformador da Ordem Carmelita Descalça. Foi canonizado em 1726 e teve sua festa marcada para o dia de sua morte. São João da Cruz foi proclamado doutor da Igreja em 1926, pelo papa Pio XI. Mais tarde, em 1952, foi declarado o padroeiro dos poetas espanhóis.
Texto: Paulinas Internet
Fontes: Paulinas e Catolicanet em 2015

São João da Cruz

São João da Cruz nasceu perto de Ávila, em Fontiveros, Espanha, no ano de 1542. Era filho de tecelões. Após ter dado prova da sua imperícia nas várias ocupações às quais a família, muito pobre, tentou encaminhá-lo, ao vinte anos, ingressou na Ordem dos Carmelitas. Estudou artes e teologia em Salamanca, onde foi prefeito dos estudantes. Foi ordenado sacerdote no ano de 1567, época em que se encontrou com Santa Teresa de Ávila (Teresa de Jesus) a reformadora das carmelitas. A Santa fundadora tinha em mente ampliar a reforma também aos conventos masculinos da Ordem Carmelita, e seu tino delicado fê-la entrever naquele frade, pequeno, extremamente sério, fisicamente insignificante, mas rico interiormente, o sócio ideal para levar adiante o seu corajoso projeto.
Aos vinte e cinco anos de idade deu prova de coragem e desde esse dia trocou o nome, chamando-se João da Cruz e pôs mãos à obra na reforma, fundando em Durvelo o primeiro convento dos carmelitas descalços. Santa Teresa de Jesus chamava-o de seu pequeno Sêneca, brincava amavelmente com a sua baixa estatura mas não hesitava em considerá-lo o pai de sua alma, afirmando também que não era possível discorrer com ele sobre Deus sem vê-lo em êxtase. Vinte e sete anos mais jovem que Teresa, João de Yepes é uma das figuras da mística moderna.
Mas a volta mística religiosidade do deserto custou ao santo fundador maus-tratos físicos e difamações: em 2577 foi até preso por oito meses no cárcere de Toledo. Mas foi nessas trevas exteriores que se acendeu a grande chama da sua poesia espiritual. " Padecer e depois morrer " era o lema do autor da Noite escura da alma, da Subida do monte Carmelo, do Cântico espiritual e da Chama de amor viva.
São João da Cruz, morreu no convento de Ubeda, aos quarenta e nove anos, no dia 14 de dezembro de 1591. Foi canonizado em 1726. O Papa Pio XI lhe conferiu o título de doutor da Igreja, dois séculos depois.
Oremos: Deus nosso Pai, a exemplo de São João da Cruz, fazei que cada um de nós progrida na vida espiritual e caminhe para vós, que nos inspire o gosto pelas coisas de Deus e nos ensine a vos amor com todas as nossas forças e de todo coração. Amém.
Fonte: Catolicanet em 2012

São João da Cruz

Aos 21 anos foi recebido como religioso na comunidade de Padres Carmelitas, e obteve a permissão de observar os regulamentos com toda a exatidão possível sem procurar exceções em nada. Ao ser ordenado sacerdote em 1567, pediu a Deus como especial presente que o conservasse sempre em graça e sem pecado e que pudesse sofrer com todo valor e com muita paciência toda classe de dores, penas e enfermidades.
Santa Teresa tinha baseado a comunidade das Irmãs Carmelitas Descalças e desejava fundar também uma comunidade de Padres Carmelitas que se dedicava a observar os regulamentos com a maior exatidão possível. Enquanto isso nosso santo pedia a Deus que lhe iluminasse um modo de viver tão fervoroso que o levasse logo à santidade. E eis aqui que ao encontrá-los dois Santos, descobriu Santa Teresa que este era o indicado para começar sua nova comunidade e com outros dois frades fundou sua nova comunidade de Carmelitas descalços. Enviou-os a viver a um convento muito pobre, chamado Duruelo.
Ao fundar seu novo convento em Salamanca, foi nomeado como reitor Frei Juan da Cruz, dedicando-se com todas suas forças ao apostolado.
Deus lhe tinha concedido uma qualidade especial: a de saber ensinar o método para chegar à santidade. E isso que ensinava de palavra a pessoas que dirigia, foi escrevendo e resultaram uns livros tão importantes que lhe conseguiram que o Sumo Pontífice o tenha declarado Doutor da Igreja. Alguns de seus livros mais famosos som: "A ascensão do Monte Carmelo", e "A noite escura da alma".
Como poeta foi admirado por séculos por causa da musicalidade de suas poesias e da beleza de seus versos. É muito popular seu "Cântico Espiritual".
Depois de três meses de sofrimentos muito agudos, o santo morreu em 14 de dezembro do ano 1591. Logo que tinha 49 anos.
http://www.acidigital.com/santos/santo.php?n=355

São João da Cruz


Carmelita e Doutor da Igreja

AUXILIOU SANTA TEREZA DE JESUS NA REFORMA DA ORDEM DOS
CARMELITAS - SEGMENTO MASCULINO

Comemoração litúrgica: 14 de dezembro

Também nesta data: Santos Agnelo e Esperidião

Foi no ano de 1542 que em Fontiberos, pequena localidade de Castela, nasceu  João da Cruz, hoje venerado  como grande Santo na Igreja. Depois da morte  prematura do pai, a mãe com seus quatro filhos se mudou para Medina del Campo, onde João iniciou os estudos e  entrou na Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Desde a infância o distinguiu sempre uma terna devoção a Maria Santíssima, que mais uma vez lhe salvou a vida, milagrosamente. O que raramente se observa em meninos: O desejo da mortificação, em João era bem pronunciado, quando contava apenas 9 anos. Escolhendo para si um leito duro, poucas horas de sono dava ao corpo, castigando-o ainda com jejuns assaz rigorosos. Estudante , ainda tinha por ocupação predileta visitar doentes nos hospitais e prestar-lhes serviços de enfermeiro.
Uma vez feito religioso, não se satisfazia com as praxes disciplinares usuais: Tinha o intento de moldar a vida religiosa pelo rigor antigo da Ordem . Tendo chegado o dia da celebração da primeira Missa, examinou a consciência com o maior escrúpulo;  não achando falta com que tivesse gravemente ofendido a Deus, deu muitas graças, pedindo a Nosso Senhor, que o preservasse sempre do pecado mortal. Esta oração foi ouvida, concedendo-lhe Deus a graça da inocência até a morte. Alcançou na perfeição um grau tão elevado, que na sua vida não há exemplo de pecado venial deliberado. Santa Teresa de Jesus, que foi sua contemporânea, considerava-o santo, e afirma que nunca lhe observou a mínima falta. A mesma Santa conheceu São João da Cruz, por ocasião da fundação dum convento em Medina del Campo. João, levado pela inclinação à vida austera, tencionava entrar na Ordem dos  Trapistas, mas  antes de tomar qualquer resolução definitiva neste sentido,  pediu o conselho de Santa Teresa. Esta lhe disse, que  mais acertado, andaria por ser mais do agrado de Deus, se permanecesse na Ordem Carmelita, e se incumbisse também da reforma da disciplina regular; era esta a vontade de Deus. João apresentou este  plano a Deus nas orações e ao confessor, e decidiu seguir a opinião de Santa Teresa.  Em pouco tempo, conseguiu a graça de Deus a  reforma de alguns conventos da Ordem.  A opiniões contrárias fechava os ouvidos,  dizendo que o caminho estreito para o Céu,  não exigia causa de menos  valor.
Só Deus conhece os sofrimentos, perseguições e injúrias de que o reformador foi alvo no cumprimento da nobre missão. João não procurava a honra própria. O amor de Deus  era a única força motriz que o impelia a  trabalhar e sofrer.  Jesus  Cristo, em uma aparição com que se dignou de distinguir a  seu servo, perguntou-lhe pela recompensa que esperava pelos trabalhos e sofrimentos. João respondeu:  "Não outra coisa, Senhor, do que sofrer por vosso  amor e ser desprezado pelos  homens."
Eram três coisas que pedia a Deus, lhe concedesse: Primeiro, dar-lhe força para trabalhar e sofrer muito;  segundo, não o fazer sair deste mundo como superior de uma comunidade e terceiro, deixá-lo morrer desprezado e  escarnecido pelos homens. Este desejo de  ser desprezado, era fruto da  meditação constante sobre a Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo. Falando neste grande mistério da nossa  Religião,  o semblante ardia-lhe, e durante a celebração da  santa Missa,  era freqüente o estado extático, e dos olhos lhe corriam abundantes lágrimas.  Nosso Senhor |Jesus Cristo,  mostrou-se-lhe uma vez na figura que tinha, quando morreu na cruz. Esta imagem  ficou tão profundamente gravada na memória do santo, que não podia recordá-la sem chorar.
A todos que com ele se relacionavam, João da Cruz recomendava com muito empenho e devoções ao Salvador crucificado, à Santíssima Trindade, ao Santíssimo Sacramento. Os pecadores mais empedernidos não resistiam à eloqüência e ao zelo do fervoroso carmelita e muitos lhe deveram a conversão.  É inegável que a graça divina muito o auxiliou, na grande influência que exercia sobre os corações.  A muitos pecadores desvendou os pecados mais ocultos, em muitos casos predisse o futuro, doentes desenganados recuperaram a saúde em virtude de sua palavra. Muitas vezes lhe apareciam Maria Santíssima,  São José, São João e o próprio Salvador. Memoráveis  são as aparições, com que foi consolado durante a prisão de nove meses,  a  que injustamente fora  condenado.
Em 1591, foi o fiel servo de Deus chamado à recompensa.  Uma longa e dolorosa doença precedera-lhe a morte.  Quando os médicos lhe comunicaram a incurabilidade da moléstia, disse João as palavras do salmista:  “Muito me alegrei em ouvir isto; hei de entrar na casa do Senhor”.  Meia  hora antes da morte, mandou reunir os confrades, exortou-os à perseverança e disse:  “São horas de  eu partir”.  Quando ouviu o sino bater meia-noite, hora em que a  comunidade costumava cantar as matinas, exclamou: “Eu as cantarei no céu!”.  Depois, tomou o crucifixo nas mãos,  beijou-o ternamente, dizendo:  “Em vossas  mãos, eu encomendo o meu espírito”.
São João da Cruz, figura entre os mestres da  teologia mística.  Escreveu as seguintes obras: “A Subida ao Carmelo” -  “A Noite Escura da Alma” -  “Cântico Espiritual Entre a Alma e o Cristo” – “A Viva Chama de Amor”  e “Os Espinhos do Espírito”.   São obras clássicas que lhe merecem o título de Doutor da Igreja, com que Pio XI o distinguiu em 24 de agosto de 1926.
Reflexões
Na primeira  santa Missa, São João da Cruz pediu a  Deus a  graça de ficar isento de todo o pecado mortal.  Em outra ocasião, pediu para sofrer muito, trabalhar pela glória de  Deus e ser desprezado e ludibriado por amor de Cristo. Bem diferente é nossa oração. Que é que pedimos a Deus? Em que intenções prometemos a Deus santas Missas, jejuns e romarias? Não é quase sempre para obtermos favores materiais, restabelecimento da saúde, felicidade nos negócios, etc. Os interesses de nossa alma não são muito mais elevados? E deles, no entanto, não nos lembramos. Por que não fazemos petições e  promessas  para alcançarmos a  graça da perseverança, a graça de ficarmos livres do pecado mortal, de vencer paixões e  vícios?  Devemos pedir a Deus tudo aquilo que é útil e necessário para nossa salvação.
Fonte: Página Oriente em 2015

São João da Cruz

NascimentoNo ano de 1542
Local nascimentoYepes (Espanha)
OrdemCarmelita
Local vidaÁvila
EspiritualidadeNascido em uma família pobre, trabalhou em diversas funções, entre elas a de artesão e ajudante num hospital. Nesse tempo ajudava aos pobres e freqüentava a escola dos jesuítas. Aos 21 anos ingressou na ordem dos Carmelitas em Medina e estava decepcionado com a rotina monástica descuidada. Pensou em reformar a ordem. Foi quando conheceu Santa Teresa D Ávila que tinha igual visão. Ela estava em Medina para fundar um novo convento e procurava alguém da ala masculina de sua ordem que tivesse os mesmos anseios. E João aceitou o desafio e com apenas 25 anos de idade fundou o primeiro convento dos Carmelitas Descalços, em Durvelo, que depois expandiu-se para outras cidades. Atendendo a um chamado de Teresa, João foi trabalhar com ela, em Ávila. Diante da recusa às autoridades de Medina que exigiam sua volta, foi preso durante nove meses, ocasião em que escreveu seus poemas místicos. Ao conquistar ao liberdade, fundou novos mosteiros. Com a colaboração de Santa Teresa D´Ávila, foi reformador da ordem Carmelitana, pessoas dedicadas realmente à pobreza e à oração. A ação de reformista custou-lhe intensas perseguições dentro da própria ordem. Conhecido como "doutor espiritual é, com Santa Teresa, o máximo representante da escola mística espanhola e sua obra "Chama de Amor Viva", "Subida ao Monte Carmelo"- "Cântico Espiritual" constituem algumas das expressões mias eternas do pensamento místico universal. Até hoje é reeditada. Considerado como o maior poeta em língua castelhana e um dos quatro ou cinco gênios da poesia lírica. Com seu jeito reto de agir, rendia-lhe muitos adversários, que desejam expulsá-lo da Ordem. Após sua morte, João obteve a graça de ser reconhecido por seus opositores que reconheceram sua santidade.
Local morteÁvila
Morte14 de dezembro de 1591, aos 49 anos de idade
Fonte informaçãoO Livro dos Santos e os Santos de Cada Dia
OraçãoDeus, nosso Pai, São João da Cruz viveu os mistérios da vossa morte e ressurreição. Ele fez a experiência do vosso amor e por vós foi provado na fé e no sofrimento. Mediante o trabalho interior, conseguiu descobrir os tesouros da vossa graça. A seu exemplo, fazei que cada um de nós progrida na vida espiritual e caminhe para vós. Encontremos na vossa Palavra estímulo e consolação e, na comunhão com nossos irmãos, vos encontremos na partilha de todos os dons recebidos. Senhor, enviai-nos o vosso Espírito, o Espírito Santo que é "doador da vida", que é a água viva que jorra da fonte, Espírito de Amor e de liberdade, Espírito que nos concede a liberdade de filhos de Deus e irmãos em Jesus Cristo. Espírito que nos convoca e nos reúne numa mesma família, povo de Deus a caminho do vosso Reino. São João da Cruz nos inspire o gosto pelas coisas do alto, e nos ensine a vos amar com todas as nossas forças e de todo o nosso coração.
DevoçãoÀ retidão dos conventos, nas Leis de Nosso Senhor
PadroeiroDos reformadores
Outros Santos do diaJoão da Cruz (presb e dr.); Nicásio (bispo); Eutrópia (virgem); Herão, Arsénio, Isidoro, Dióscoro, Druso, Zózimo, Justo, Teodoro, Abúndio,(mártires); Venâncio e Fortunato (confs).
Fonte: ASJ em 2015