sexta-feira, 29 de maio de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 30/05/2026

ANO A


Mc 11,27-33

Comentário do Evangelho

A Origem da Autoridade: A verdade que liberta


No Evangelho de hoje, os chefes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos aproximam-se de Jesus no Templo com uma pergunta capciosa: “Com que autoridade fazes essas coisas? Ou quem te deu autoridade para fazer isso?”. Eles não queriam de fato conhecer a verdade, mas buscavam um motivo para acusar o Senhor após a expulsão dos vendilhões do Templo.
Jesus, percebendo a má intenção, responde com uma contrapergunta sobre o batismo de João Batista: vindo do Céu ou dos homens? Aqueles homens entram em um dilema político e egoísta: se respondessem “do Céu”, seriam cobrados por não terem acreditado; se dissessem “dos homens”, seriam apedrejados pelo povo. Escolhendo o conforto da neutralidade falsa, respondem: “Não sabemos”. Jesus, então, recusa-se a responder-lhes. Esse episódio nos alerta para o perigo de calcular as consequências humanas antes de assumir a verdade de Deus. Quem usa de conveniência com a fé acaba perdendo a capacidade de escutar o Mestre.
https://catequisar.com.br/liturgia/30-05-2026/

Reflexão

Marcos mostra Jesus Cristo em peregrinação a Jerusalém no período da Páscoa judaica. Vemos que ele volta com os discípulos para dormir em Betânia, cerca de cinco quilômetros de Jerusalém, provavelmente na casa dos amigos Lázaro, Marta e Maria. No dia seguinte, volta à Cidade Santa e ao templo. Pelo caminho, é questionado: com que autoridade perdoa os pecados, realiza milagres, expulsa os comerciantes do templo? Traduzindo para uma linguagem de hoje, seria como perguntar a ele: “Quem você pensa que é?”. Jesus não se perturba, pois sabe bem quem é e de onde veio. Sabe que sua autoridade é muito superior à de qualquer chefe ou doutor da Lei. Questionam Jesus, mas não têm coragem de o enfrentar, pois não querem se comprometer e no fundo sabem que ele age em nome de Deus Pai.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/30-sabado-11/

Reflexão

«Com que autoridade fazes essas coisas?»

Mn. Antoni BALLESTER i Díaz
(Camarasa, Lleida, Espanha)

Hoje, o Evangelho pede-nos que pensemos com que intenção vemos Jesus. Há quem vá sem fé, sem reconhecer sua autoridade: por isso, «os sumos sacerdotes, os escribas e os anciãos, lhe perguntaram: “Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso?”(Mc 11,27-28).
Se não tratamos a Deus na oração, não teremos fé. Mas, como diz São Gregório Magno, «quando insistimos na oração com toda veemência, Deus se detém no nosso coração e recobramos a vista perdida». Se tivermos boa disposição, apesar de estar no erro, vendo que a outra pessoa tem razão, acolheremos suas palavras. Se tivermos boa intenção, apesar de arrastar o peso do pecado, quando façamos oração Deus nos fará compreender nossa miséria, para que nos reconciliemos com Ele, pedindo perdão de todo coração e, por meio do sacramento da penitência.
A fé e a oração vão juntas. Diz-nos Santo Agostinho que, «se a fé falta, a oração é inútil. Depois, quando oremos, criemos e oremos para que não falte a fé. A fé produz a oração e, a oração produz também a firmeza da fé». Se tivermos boa intenção e, acudimos a Jesus, descobriremos quem é e, entenderemos sua palavra, quando nos pergunte: «O batismo de João era do céu ou dos homens?» (Mc 11,30). Pela fé, sabemos que era do céu e, que sua autoridade vem-lhe do seu Pai, que é Deus e, Dele mesmo porque é a segunda Pessoa da Santíssima Trindade.
Porque sabemos que Jesus é o único salvador do mundo, acudimos a sua Mãe que também é nossa Mãe, para que desejando acolher a palavra e a vida de Jesus, com boa intenção e boa vontade, para ter a paz e a alegria dos filhos de Deus.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Do mesmo modo que o Senhor nada fez sem contar com seu Pai; assim também vocês, nada façam sem contar com seu bispo e com os presbíteros, nem tratem de corar como laudável algo que fazeis separadamente» (Santo Inácio de Antioquia)

- «A doutrina de Jesus e seus atuações só são compreensíveis partindo de seu contato imediato com o Padre» (Bento XVI)

- «Se a Lei e o templo de Jerusalém puderam ser ocasião de “contradição” entre Jesus e as autoridades religiosas de Israel, o seu papel na redenção dos pecados, obra divina por excelência, foi para essas autoridades, a verdadeira pedra de escândalo» (Catecismo da Igreja Católica, n° 587)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-05-30

Reflexão

Origem da autoridade de Jesus

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje damos resposta à pergunta que, movidos pela inveja, os “eruditos de Jerusalém” fazem ao Senhor. A doutrina de Jesus e suas atuações somente são compreensíveis partindo do seu contato imediato com o Pai, da visão Daquele que descansa «que é Deus e está na intimidade do Pai» (cf. Jo 1,18). É a palavra do Filho: Dai sua autoridade!
Em Jesus cumpre-se a promessa do novo profeta. Nele se faz plenamente realidade o que em Moisés era somente imperfeito: Jesus vive diante o rosto de Deus como Filho; vive na mais íntima unidade com o Pai. Somente esse dado pode-se entender verdadeiramente a figura de Jesus, tal como se mostra no Novo Testamento.
—Jesus retirava-se «ao monte» e ai orava noites inteiras, «a sós» com o Pai. Estas breves anotações correm um pouco o véu do mistério, permitem-nos conhecer a existência filial de Jesus e entrever a origem última de suas ações, de seus ensinos e de seu sofrimento.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-05-30

Comentário do Evangelho

Jesus expõe os líderes religiosos, deixando claro que sua autoridade vem de Deus


Hoje, surpreendemo-nos ao ver algumas autoridades religiosas a pedir contas a Jesus. Não negam os seus milagres (curas, mortos ressuscitados…). Não podem negar a realidade! Porém, em vez de se “renderem” perante Ele e O , reconhecendo-O como Deus, submetem-no a um interrogatório indecente. Que arrogância! Outras pessoas, de coração simples, prostravam-se perante Jesus Cristo. Eles - as autoridades - não…
- Por fim, não podendo manter-se nesta hipocrisia, acabaram por crucificar o Senhor (porque fazia milagres e receavam que as pessoas fossem atrás d’Ele…). Perante Deus não há lugar para “meias tintas”.
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-05-30

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

Como nos propõe, Jesus não dá “pérolas” aos porcos (Mt 7,6). Ele expulsara os que vendiam e compravam no Templo, fazendo da casa de Deus e de oração para todos os povos, uma “toca de ladrões”. Os incomodados (sumos sacerdotes, mestres da Lei e anciãos) cobram de Jesus: com que autoridade fazia aquilo? Queriam só se opor a Ele e à sua proposta de Reino. Jesus não perde tempo e vai direto à ferida: se lhe respondessem, também Ele lhes responderia: “o batismo de João vinha do céu ou dos homens?”. Dizendo “do céu”, confessavam sua falta de fé, pois João levava a crer em Jesus. Se dissessem “dos homens”, o povo é que os acusava de falta de fé, pois via João como profeta. Se não é em vista de se abrir ao Reino, Jesus nada tem a dizer, ainda hoje.
Coleta
SENHOR DEUS, concedei aos vossos servos e servas a perfeita saúde de alma e de corpo, e, pela gloriosa intercessão da Bem-aventurada sempre Virgem Maria, livrai-nos das tristezas do tempo presente e conduzi-nos às alegrias eternas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=30%2F05%2F2026&leitura=meditacao


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