terça-feira, 2 de junho de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 03/06/2026

ANO A


Mc 12,18-27

Comentário do Evangelho

O Deus dos Vivos: Jesus desmascara os saduceus


No Evangelho de hoje, os saduceus aproximam-se de Jesus com uma história hipotética absurda sobre uma mulher que se casou sucessivamente com sete irmãos, conforme a lei do levirato, pois todos morriam sem deixar filhos. A pergunta capciosa deles era: “Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de qual deles ela será esposa?”. Eles tentavam ridicularizar a fé na vida eterna.
Jesus corrige o erro deles de forma direta, apontando a raiz do problema: “Acaso não estais errados por não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?”. O Senhor explica que a vida na ressurreição não é uma simples continuação ou cópia dos laços biológicos e terrenos deste mundo; seremos como os anjos no céu. Citando o próprio Moisés no episódio da sarça ardente, Jesus encerra com uma verdade consoladora: Deus se autodenomina o Deus de Abraão, Isaac e Jacó. Ele não é Deus de mortos, mas de vivos! A morte não tem a última palavra sobre aqueles que amam o Senhor.
https://catequisar.com.br/liturgia/03-06-2026/

Reflexão

Continua a série de “pegadinhas” ou “armadilhas” que os opositores de Jesus prepararam para ver se ele entra em contradição. O tema agora é a ressurreição dos mortos. É importante recordar que entre os próprios judeus não havia um consenso sobre esse tema, ou como se dá a ressurreição. Basta recordar a discussão com o apóstolo Paulo, relatada em Atos 23. Quando Paulo percebeu que alguns do Sinédrio eram do partido dos saduceus e outros do partido dos fariseus, exclamou: “Meus irmãos, eu sou fariseu e filho de fariseus. É por nossa esperança, a ressurreição dos mortos, que estou sendo julgado”. Voltando ao Evangelho, Jesus novamente responde com sabedoria e sutileza, sem agredir os saduceus, mas mostrando a sua falta de entendimento das Escrituras.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/3-quarta-feira-12/

Reflexão

«Ele é Deus não de mortos, mas de vivos»

Pbro. D. Federico Elías ALCAMÁN Riffo
(Puchuncaví - Valparaíso, Chile)

Hoje, a Santa Igreja nos põe em nossa consideração —pela palavra de Cristo— a realidade da ressurreição e as propriedades dos corpos ressuscitados. Por conseguinte, o Evangelio narra-nos o encontro de Jesus com os saduceus, os que —por meio de um caso hipotético distorcido— apresentam-lhe uma dificuldade a respeito da ressurreição dos mortos, verdade na qual eles não acreditavam.
Dizem-lhe que, se uma mulher enviuvar sete vezes, «ela será a esposa de qual deles? [dos sete esposos]» (Mc 12, 23). Procuram, desse jeito, ridicularizar a doutrina de Jesus. Mas, o Senhor desfaz a dificuldade expondo que, «quando ressuscitarem dos mortos, os homens e as mulheres não se casarão; serão como anjos no céu» (Mc 12,25).
Assim, nosso Senhor aproveita a circunstância para afirmar a existência da ressurreição, citando o que Deus lhe disse a Moisés no episódio da sarça: «Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó», e acrescenta: «Ele é Deus não de mortos, mas de vivos» (Mc 12,26-27). Jesus lhes reprova quanto estão errados, já que não entendem a Escritura nem o poder de Deus; e ainda mais, esta verdade já estava revelada no Antigo Testamento: assim o ensinaram Isaias, a mãe dos Macabeus, Job e outros.
Santo Agostinho descrevia a vida como eterna e amorosa comunhão: «não padeceras aí limites nem estreiteza ao possuir tudo; terás tudo e teu irmão terá tudo também, porque vós, tu e ele, os convertereis em um só, e este único todo também terá a Aquele que os possua a ambos».
Nós, longe de duvidar das Escrituras e do poder misericordioso de Deus, aderimos com a mente e o coração a essa verdade esperançosa, gozamos de não ficar frustrados na nossa sede de vida, plena e eterna, a qual é confirmada no mesmo Deus, em sua glória e felicidade. Diante deste convite divino, fica-nos fomentar as nossas ânsias de ver a Deus, o nosso desejo de estar para sempre reinando junto a Ele.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Se nesta terra Ele curou as doenças da carne e devolveu ao corpo sua integridade, quanto mais o fara no momento da ressurreição com o fim de que a carne ressuscite sem defeito, integramente » (São Justino, mártir)

- «É o homem total tal qual está situado neste mundo, tal qual tem vivido e sofrido, o que um dia será levado à eternidade de Deus e terá parte em Deus mesmo, pela eternidade. Isto deve de nós encher dum gozo profundo» (Bento XVI)

- «Os fariseus e muitos contemporâneos do Senhor esperavam a ressurreição. Jesus ensina-a firmemente. E aos saduceus, que a negavam, responde: “Não andareis vós enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus?” (Mc 12,24). A fé na ressurreição assenta na fé em Deus, que “não é um Deus de mortos, mas de vivos”» (Catecismo da Igreja Católica, n° 993)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-06-03

Reflexão

O céu. O erro dos saduceus sobre a ressurreição

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, com evidente intenção retorcida, os saduceus são vítimas da torpe inconsistência de suas sugestões. Primeiro, usam indevidamente a Escritura: para encontrar fundamento as suas equivocadas crenças, procuram contradições internas na Revelação de Deus. Segundo, caem no inocente erro de conceber o céu com imagens humanas, submetendo a grandeza celestial a esquemas terrenais.
Desde que Jesus ascendeu aos céus, o ser humano entrou de modo inaudito e novo na intimidade de Deus; o homem encontra, para sempre, espaço em Deus. O "céu", a palavra céu não indica um lugar sobre as estrelas, e sim algo muito mais ousado e sublime: indica a Cristo mesmo, a Pessoa divina que acolhe plenamente e para sempre à humanidade, Aquele em quem Deus e o homem estão inseparavelmente unidos para sempre.
—O estar do homem em Deus é o céu. E nós nos aproximamos ao céu, mais ainda, entramos no céu na medida em que nos aproximamos a Jesus e entramos em comunhão com Ele.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-06-03

Comentário do Evangelho

Jesus afirma que Deus é um Deus de vivos e não de mortos


Hoje, continuam as controvérsias com Jesus. Agora são os saduceus. Eram os mais estranhos: formavam um grupo religioso, acreditavam em Deus mas não na ressurreição. Deus sem ressurreição? Deus sem eternidade? Então, que espécie de “Deus” é este? Para que nos serve este “Deus”? Esses saduceus estavam tão equivocados que fizeram a Jesus uma pergunta absurda e Jesus disse-lhes directamente: «Estais num grande erro».
- Não é caso para menos!: sem horizontes de eternidade não se pode amar. Por isso, «Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob. Não um Deus de mortos, mas de vivos».
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-06-03

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

Os saduceus, um grupo influente na época de Jesus Cristo, não acreditavam na ressurreição e questionavam o Senhor. Com sabedoria e em poucas palavras, Jesus Cristo, para os saduceus e para nós – peregrinos da eternidade – afirma que um dia ressuscitaremos no Reino do Céu. Acreditamos em um Deus que vive em nosso viver, por isso não somos simples mortais, cuja existência termina na morte; o nosso existir na terra continua na eternidade celeste. O caminho da eternidade consiste em amar a Deus e, por amor a Ele, amar também o nosso semelhante, assim como fizeram São Carlos Lwanga e seus companheiros mártires. Todavia, em nossa realidade, há outros caminhos com falsas promessas de felicidade. Sem Deus, podemos até conquistar poder e ostentação, mas não a vida eterna.
Coleta
Ó DEUS, que fizestes do sangue dos mártires semente de novos cristãos, concedei benigno que o campo da vossa Igreja, regado pelo sangue de São Carlos Lwanga e seus companheiros, produza para vós sempre mais abundante colheita. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=03%2F06%2F2026&leitura=meditacao


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