ANO A
Mt 7,6.12-14
Comentário do Evangelho
Compromisso concreto e total com o próximo
No evangelho de hoje temos mais três sentenças avulsas que integram a coletânea do Sermão da Montanha.
A primeira sentença, com o "santo" e as "pérolas", em oposição aos "cães" e aos "porcos", é tão estranha aqui no Sermão da Montanha quanto discriminatória. Embora imprópria, há quem a interprete como uma advertência para se evitar a insistência do anúncio evangélico a quem demonstre má vontade.
A sentença que se segue é conhecida pela formulação: "Fazei aos outros tudo o que quereis que eles vos façam". Esta é uma máxima antiga que faz parte da cultura universal. Jesus resume a Lei e os Profetas na prática desta máxima. A expressão "fazei... tudo..." indica o compromisso concreto e total com o próximo.
A última sentença apresenta as duas "portas" e os dois "caminhos". Trata-se da porta de uma cidade, aonde se chega após caminhar pela estrada. As estradas e portas largas eram as grandes obras do império romano, construídas para melhor explorar os dominados. As estradas e as portas estreitas são as que levam aos excluídos em suas humildes vilas. O discípulo deve rejeitar as estradas do império e seguir o caminho ao encontro dos excluídos.
José Raimundo Oliva
Oração
Espírito de sacrifício, dá-me força para abraçar as propostas do Reino, embora tenha de pagar um preço elevado por esta minha opção.
Fonte: Paulinas em 26/06/2012
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
Entrai pela porta estreita
Três orientações aos candidatos a participar do Reino dos Céus. Primeira: não jogar pérolas aos porcos. Segunda: tudo o que vocês querem que os outros lhes façam, façam também a eles. Terceira: entrem pela porta estreita. Nem todo mundo pode compreender o que vocês estão buscando, as decisões que tomaram, o estilo de vida que abraçaram, nem compreender os mistérios que celebram. Tudo o que temos é como se fossem pérolas.
O que os porcos podem entender de uma pérola? Vão pisá-las e até avançar sobre vocês. As coisas santas aos santos. Antes de celebrarmos os mistérios da fé, passamos pela catequese, que aceitamos fazer depois de termos recebido um primeiro anúncio que nos encantou. Do querigma passamos à catequese e da catequese à mistagogia. Fazer aos outros o que queremos que nos seja feito é o resumo de toda a Bíblia, por ser a regra de ouro da caridade.
É também um princípio de sabedoria, já ensinado por grandes rabinos antes de Jesus. São Mateus, que foi escriba, coloca-o aqui como um princípio prático para a vida nova do cristão. E, por fim, não procurem facilidades. Aceitem as restrições do compromisso assumido e entrem com coragem pelo caminho apertado da porta estreita. Passa por ela quem sabe se encolher.
Cônego Celso Pedro da Silva,
Fontes: Catequisar e Comece o Dia Feliz em 25/06/2024
Vivendo a Palavra
Jesus reduz a Lei e os Profetas à sua expressão mais simples: Tudo o que vocês desejam que os outros façam a vocês, façam vocês também a eles. E apela para a imagem mais adequada: o amor do Pai do Céu é como o nosso amor de pais e mães para com nossos filhos, levado à perfeição.
Fonte: Arquidiocese BH em 26/06/2012
VIVENDO A PALAVRA
Jesus reduz a Lei e os Profetas à sua expressão mais simples: Tudo o que vocês desejam que os outros façam a vocês, façam vocês também a eles. E apela para a imagem mais adequada: o amor do Pai do Céu é como o nosso amor de pais e mães para com nossos filhos, mas aqui, levado à Divina Perfeição.
Fonte: Arquidiocese BH em 26/06/2018
VIVENDO A PALAVRA
Entrar pela porta estreita é mergulhar confiante e agradecido na realidade da vida – com os seus momentos inevitáveis de dor, de solidão, de surpresas inexplicáveis e até de morte – fazendo-nos UM com essa realidade, conscientes de que é através desses acontecimentos inevitáveis que nós iremos além deles, como a alvorada só virá depois de vivermos e vencermos a noite escura.
Fonte: Arquidiocese BH em 23/06/2020
Reflexão
Hoje em dia, fala-se muito da questão da inculturação. É inculturação do anúncio, da liturgia e assim por diante. De fato, a inculturação é necessária para que todos possam viver os valores do Reino de Deus. Mas o Evangelho de hoje nos faz uma grave advertência: não atireis vossas pérolas aos porcos. É claro que devemos valorizar todas as formas e expressões de uma cultura e reconhecer os grandes valores que estão presentes na cultura e que expressam os valores evangélicos, mas inculturar o Evangelho não significa submete-lo aos valores culturais, pois a cultura tende a ver o Evangelho de uma forma ideológica e a usar as suas palavras sem os critérios do Reino, pisando nelas e voltando-se contra nós.
Fonte: CNBB em 26/06/2012 e 21/06/2016
Reflexão
O que é sagrado – símbolos, ritos, coisas – entra na esfera de Deus e precisa ser respeitado. Pessoas sem religião por vezes abusam dos símbolos sagrados de outras crenças. Isso é ignorância e desrespeito. Pior ainda é quando o próprio Deus é objeto de blasfêmia. Isso então é intolerável. Jesus resgata, em chave positiva, um princípio comum a muitas culturas: “Façam às pessoas o mesmo que vocês desejam que elas façam a vocês”. É um impulso à prática do amor sem medida. Porta estreita e caminho apertado representam o Reino de Deus. É uma escolha que provoca perseguições. No entanto, é este é “o caminho que leva para a vida”. A porta larga se abre para um caminho espaçoso, sem Deus. Aí impera o egoísmo, e a pessoa, insensível às necessidades alheias, afunda nos bens terrenos. Vida perdida.
Fonte: Paulus em 26/06/2018
Reflexão
O que é sagrado – símbolos, ritos, coisas – entra na esfera de Deus e precisa ser respeitado. Pessoas sem religião por vezes abusam dos símbolos sagrados de outras crenças. Isso é ignorância e desrespeito. Pior ainda é quando o próprio Deus é objeto de blasfêmia. Isso então é intolerável. Jesus resgata, em chave positiva, um princípio comum a muitas culturas: “Façam às pessoas o mesmo que vocês desejam que elas façam a vocês”. É um impulso à prática do amor sem medida. Porta estreita e caminho apertado representam o Reino de Deus. É uma escolha que provoca perseguições. No entanto, este é “o caminho que leva para a vida”. A porta larga se abre para um caminho espaçoso, sem Deus. Aí impera o egoísmo, e a pessoa, insensível às necessidades alheias, afunda nos bens terrenos. Vida perdida.
Oração
Ó Jesus, nosso Mestre e Senhor, escolher as propostas do Reino é enveredar-se pela “porta estreita”. Esse caminho implica a prática da justiça, do amor e da misericórdia. E vai trazer certamente oposição, desconforto e até perseguições, mas é o “caminho que leva para a vida”. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 23/06/2020
Reflexão
Nesse trecho temos vários ditos de Jesus, ainda dentro do sermão da montanha, sobre a prudência, a caridade e a decisão. Prudência com os valores do Evangelho e do Reino, considerados sagrados, que nem todos entendem ou estão dispostos a acolher. A comunidade acolhe os valores do Reino pregado por Jesus; para quem não estiver a fim desses valores, seria desperdício propô-los. A caridade é definida na conhecida “regra de ouro”: fazer aos outros o que desejamos a nós mesmos. Qualquer pessoa pode entender essa explicação da caridade. O discípulo do Reino procura agir sempre pensando no bem do próximo e espera receber o mesmo dele. O terceiro dito de Jesus é sobre a decisão: optar pela porta estreita ou pela porta larga. Nem sempre é fácil trilhar o caminho proposto por Jesus, mas é a partir de nossa opção que decidimos pela felicidade ou desgraça.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)
Fonte: Paulus em 21/06/2022
Reflexão
O que é sagrado – símbolos, ritos, coisas – entra na esfera de Deus e precisa ser respeitado. Pessoas sem religião, por vezes, abusam dos símbolos sagrados de outras crenças. Isso é ignorância e desrespeito. Pior ainda é quando o próprio Deus é objeto de blasfêmia. Isso, então, é intolerável. Jesus resgata, em chave positiva, um princípio comum a muitas culturas: “Façam às pessoas o mesmo que vocês desejam que elas façam a vocês”. É um impulso à prática do amor sem medida. Porta estreita e caminho apertado representam o Reino de Deus. É uma escolha que provoca perseguições. No entanto, esse é “o caminho que leva para a vida”. A porta larga se abre para um caminho espaçoso, sem Deus. Aí impera o egoísmo, e a pessoa, insensível às necessidades alheias, afunda nos bens terrenos. Vida perdida.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Fonte: Paulus em 25/06/2024
Reflexão
«Entrai pela porta estreita»
Diácono D. Evaldo PINA FILHO
(Brasilia, Brasil)
Hoje, o Senhor faz-nos três recomendações. A primeira, «Não deis aos cães o que é santo, nem jogueis vossas pérolas diante dos porcos» (Mt 7,6), contrastes em que “bens” são associados a “pérolas” e ao “que é santo”; e “cães e porcos” ao que é impuro. São João Crisóstomo ensina que «os nossos inimigos são iguais a nós quanto à natureza, mas não quanto à fé». Apesar dos benefícios terrenos serem concedidos igualmente aos dignos e indignos, não é assim quanto às graças espirituais”, privilégio daqueles que são fiéis a Deus. A correta distribuição dos bens espirituais implica zelo pelas coisas sagradas.
A segunda é a chamada “regra de ouro” (cf. Mt 7,12) , que compendia tudo o que a Lei e os Profetas recomendaram, tal como ramos de uma única árvore: o amor ao próximo pressupõe o Amor a Deus, e dele resulta.
Fazer ao próximo o que se deseja seja feito conosco implica transparência de ações para com o outro, reconhecimento de sua semelhança com Deus, da sua dignidade. Por que razão desejamos o Bem para nós mesmos? Por que o meio de identificação para ser profundamente reconhecidos é a união com o Criador. Sendo o Bem, para nós, o único meio para a vida em plenitude, é inconcebível a sua ausência na nossa relação com o próximo. Não há lugar para o bem onde prevaleça a falsidade e prepondere o mal.
Por fim, a “porta estreita”... O Papa Bento XVI pergunta-nos: «O que significa esta ‘porta estreita’? Por que muitos não conseguem entrar por ela? Trata-se de uma passagem reservada a alguns eleitos?» Não! A mensagem de Cristo « é-nos dirigida no sentido de que todos podem entrar na vida. A passagem é ‘estreita’, mas aberta a todos; ‘estreita’ porque exigente, requer compromisso, abnegação, mortificação do próprio egoísmo».
Roguemos ao Senhor, que realizou a salvação universal com sua morte e ressurreição, que nos reúna a todos no Banquete da vida eterna.
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Quando o sacerdote oferece Jesus no altar e o leva a algum lugar, todas as pessoas deviam de dobrar os joelhos e render ao Senhor, ao Deus vivo e verdadeiro, louvor, glória e devoção» (São Francisco de Assis)
- «A liturgia é “obra de Deus”. Devemos nos dispor através de uma atitude orante, com disciplina, paz (sem pressa!) e reverência: estamos diante de Deus!» (Bento XVI)
- «O caminho de Cristo ‘leva à vida’; um caminho contrário ‘leva à perdição’ (Mt 7, 13). A parábola evangélica dos dois caminhos está sempre presente na catequese da Igreja. E significa a importância das decisões morais para a nossa salvação (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1696)
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 25/06/2024
Reflexão
«Entrai pela porta estreita»
Rev. D. Lluís ROQUÉ i Roqué
(Manresa, Barcelona, Espanha)
Hoje, Jesus nos faz três recomendações importantes. Não obstante, centraremos nossa atenção na última: «Entrai pela porta estreita!» (Mt 7,13), para conseguir a vida plena e sermos sempre felizes, para evitar cair na perdição e deparar-nos condenados para sempre.
Se der uma olhada ao seu redor e à sua própria existência, facilmente comprovará que tudo quanto vale, custa, e tendo certo nível elevado está sujeito à recomendação do Mestre: como disseram os Pais da Igreja, com grande profundidade, «pela cruz se cumprem todos os mistérios que contribuem à nossa salvação» (São Joao Crisóstomo). Uma vez, no leito da sua agonia, uma anciã que tinha sofrido muito em sua vida, me disse: «Padre, quem não saboreia a cruz, não deseja o céu; sem cruz não há céu».
Tudo o que foi dito contradiz a nossa natureza caída, mesmo que tenha sido redimida. Por isso, além de nos enfrentarmos com o nosso natural modo de ser, é preciso ir contra a corrente do ambiente do bem estar, que se fundamenta no materialismo e no incontrolável gozo dos sentidos, que buscam —a preço de deixar de ser— ter mais e mais, obter o máximo prazer.
Seguindo a Jesus —que disse «Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não caminha nas trevas, mas terá a luz da vida» (Jo 8,12)—, nos damos conta que o Evangelho não nos condena a uma vida obscura, aborrecida e infeliz, ao contrario, pois nos promete e nos dá a felicidade verdadeira. É só repassar as Bem-aventuranças e olhar àqueles que, depois de entrar pela porta estreita, foram felizes e fizeram a outros afortunados, obtendo —pela sua fé e esperança Naquele que não decepciona—a recompensa da abnegação: «receberá muitas vezes mais no presente e, no mundo futuro, a vida eterna» (Lc 18,30). O “sim” de Maria está acompanhado da humildade, da pobreza, da cruz, mas também pelo premio à fidelidade e à entrega generosa.
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 25/06/2024
Reflexão
Liturgia: "Sancta sancte tractanda"
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje, o Senhor é incisivo: “as coisas santas têm que ser tratadas santamente” (“Sancta sancte tractanda”, diziam os clássicos). Precisamos de uma nova educação litúrgica! Na Igreja Católica o culto é específico e santo: é “liturgia”, quer dizer, ação de Cristo em nós e conosco (é Jesus Cristo quem me alimenta com o seu Corpo na Comunhão, etc.). Temos de receber com delicadeza esta ação do próprio Deus.
A liturgia é “obra de Deus”, onde Ele próprio atua, em primeiro lugar, e nós somos redimidos através da sua ação. Temos de nos dispor através de uma atitude orante, com disciplina, paz (sem pressas!) e com reverência: estamos perante Deus! Devemos ser gratos aos olhos de Deus, até na postura do corpo e na emissão da voz (o que respeita tende a falar com voz “tímida”, porque Deus não precisa de ser despertado aos gritos).
—Jesus, desperta em mim uma compreensão íntima perante o sagrado e faz com que me sinta atraído por Ti. Tudo o resto é secundário!
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 25/06/2024
Reflexão
A ecologia: temos o dever de considerar a criação como um dom que nos foi confiado
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje, nós nos lembramos que o mundo não existe por si mesmo; provém do Espírito criativo de Deus, da Palavra criadora de Deus. E por este motivo reflete inclusive a sabedoria de Deus. Na sua vastidão e na lógica omnicompreensiva das suas leis, ela deixa entrever algo do Espírito Criador de Deus. Exorta-nos ao temor reverencial.
Precisamente quem, como cristão, crê no Espírito Criador, toma consciência do facto de que não podemos usar e abusar do mundo e da matéria como de um simples objeto da nossa ação e da nossa vontade; que temos o dever de considerar a criação como um dom que nos foi confiado não para a destruição, mas para que se torne o jardim de Deus e assim um jardim do homem.
—Diante das múltiplas formas de abuso da terra que hoje vemos, ouvimos como que o gemido da criação, de que fala São Paulo (cf. Rm 8, 22); começamos a compreender as palavras do Apóstolo, ou seja, que a criação espera com impaciência a revelação dos filhos de Deus, para se tornar livre e alcançar o seu esplendor.
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 25/06/2024
Meditação
“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição.” Jesus fala da dificuldade para a aceitação de sua mensagem. Oferece salvação e felicidade, mas não encontra acolhida fácil porque receber seu Evangelho significa mudança total no modo de pensar, e nos valores e objetivos que naturalmente procuramos. É preciso deixar tudo, confiando apenas num convite interior, sem garantias nem provas palpáveis, ou resultados imediatos. Sem a disposição interior nada acontecerá em nós.
Oração
Concedei-nos, Senhor, a graça de sempre temer e amar vosso santo nome, pois nunca cessais de conduzir os que firmais solidamente no vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 25/06/2024
Comentário sobre o Evangelho
O Sermão do Monte: «Tudo quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles»
Hoje, Jesus Cristo pede-nos para darmos o devido valor à nossa fé e às coisas santas. Jesus trouxe-nos Deus até à terra. Deus conosco! Aí está: na Igreja, na Eucaristia e nos outros sacramentos, na Bíblia (a sua Palavra escrita), nos seus fiéis… Mas, por vezes, há tanto desprezo de Deus… Alguns preferiam um “Deus- palhaço”: se fizeres um pequeno milagre…, se converteres pedras em pão…, se desceres da cruz…, então acreditarei em Ti.
- Que fácil é zombar do Deus-humilde! Mas quando o homem despreza Deus, o homem também despreza o homem. Deita um olhar à História!
Fonte: Family Evangeli - Feria em 25/06/2024
Meditando o evangelho
A REGRA DE OURO
Jesus estabeleceu uma regra preciosa para o trato mútuo entre os discípulos do Reino. Cada qual deveria fazer para o outro tudo quanto gostaria que o outro lhe fizesse. É o desafio de dar aquilo que se gostaria de receber.
Esse princípio tem consequências bem práticas. O discípulo faz o bem ao próximo independentemente de retribuição, agindo com um amor gratuito e de qualidade. Dá o melhor de si. Procura sempre formas novas de fazer o bem. Não mede esforços, quando se trata de ser útil ao irmão. É sempre solícito e serviçal. Tudo isso porque gostaria de ser tratado assim. Não lhe importa o reconhecimento alheio. Esta é sua opção de vida.
Toda Lei e os Profetas, ou seja, toda a Escritura, se resumem nesta regra de ouro do comportamento do discípulo. Não é preciso ir além dela, quem pretende viver um amor entranhado a Deus e ao próximo. O amor a Deus está aí presente, porque a opção do discípulo é uma opção de fé. Age assim, porque acredita nele.
Por outro lado, este modo de agir só tem sentido quando se transforma em amor ao próximo. O trato cordial e amigo, em última análise, não se baseia na lei da retribuição, nem acontece por mera formalidade. Ele é sinal do bem desejado ao outro e da solidariedade que sua presença desperta.
Oração
Senhor Jesus, ensina-me a fazer a todos o bem que eu gostaria que me fizessem, como forma de expressar minha fé em ti.
Fonte: Dom Total em 26/06/2018
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
1. DUAS PORTAS - DOIS CAMINHOS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês)
As metáforas evangélicas confrontam o discípulo com a decisão que deve tomar entre duas formas opostas de existência. Não é qualquer modo de viver que pode conduzir o ser humano à salvação. Existem opções enganosas, cuja falsidade só será perceptível no final do percurso. Existem também critérios inconvenientes. Optar pelo mais cômodo, fácil e menos exigente é arriscado. Portanto, que caminho trilhar, e por que porta entrar, quando se quer ter acesso à vida eterna?
Os escribas e fariseus optaram pela observância meticulosa da Lei, esperando com isto obter a salvação. Jesus criticou tal opção, porque facilmente levava ao exibicionismo e à hipocrisia, e criava a expectativa de receber o reconhecimento dos outros. Isto sem falar da tentação de manipular a Lei em benefício próprio.
Os discípulos foram orientados a optar pela justiça do Reino, tal como o Mestre ensinara ao longo do Sermão da Montanha. Aqui não se apresenta a perspectiva de recompensa humana, mas de perseguições, por ser um caminho que comporta oposição às injustiças do mundo, e uma porta aberta somente para o amor e a misericórdia. A porta e o caminho estreitos correspondem à proposta do Reino apresentada por Jesus. Quem fizer a opção por ela, deverá agüentar as conseqüências. Mas, somente assim é que se alcança a salvação.
Oração
Espírito de sacrifício, dá-me força para abraçar as propostas do Reino, embora tenha de pagar um preço elevado por esta minha opção.
Fonte: NPD Brasil em 26/06/2012
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
1. Não deis aos cães o que é santo
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - Comece o Dia Feliz)
Três orientações aos candidatos a participar do Reino dos Céus. Primeira: não jogar pérolas aos porcos. Segunda: tudo o que vocês querem que os outros lhes façam, façam também a eles. Terceira: entrem pela porta estreita. Nem todo mundo pode compreender o que vocês estão buscando, as decisões que tomaram, o estilo de vida que abraçaram, nem compreender os mistérios que celebram. Tudo o que temos é como se fossem pérolas. O que os porcos podem entender de uma pérola? Vão pisá-las e até avançar sobre vocês. As coisas santas aos santos. Antes de celebrarmos os mistérios da fé, passamos pela catequese, que aceitamos fazer depois de termos recebido um primeiro anúncio que nos encantou. Do querigma passamos à catequese e da catequese à mistagogia. Fazer aos outros o que queremos que nos seja feito é o resumo de toda a Bíblia, por ser a regra de ouro da caridade. É também um princípio de sabedoria, já ensinado por grandes rabinos antes de Jesus. São Mateus, que foi escriba, coloca-o aqui como um princípio prático para a vida nova do cristão. E, por fim, não procurem facilidades. Aceitem as restrições do compromisso assumido e entrem com coragem pelo caminho apertado da porta estreita. Passa por ela quem sabe se encolher.
Fonte: NPD Brasil em 26/06/2018
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. A Caridade nos abre para as Coisas Santas...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Neste evangelho há frases meio soltas como por exemplo, a afirmativa inicial de “Não se dar pérolas aos porcos”. De repente o ensinamento vai na direção da nossa relação com as pessoas e fecha, falando sobre a tal de porta estreita e a larga. Será que há um Fio condutor nesses assuntos abordados por Jesus? Vejamos…
A disponibilidade para a prática da virtude da caridade para com o nosso próximo, garante em nosso coração e em nossa Vida Cristã o acolhimento das “Coisas Sagradas” que nada mais são do que os ensinamentos da Santa Palavra. O Amor e a caridade, por si mesma, sempre busca o aprimoramento que vem da Palavra de Deus. Se o ouvinte não pratica essa virtude da Caridade, o seu coração jamais estará aberto á Santa Palavra e nesse caso, anunciar a Boa Nova é um verdadeiro desperdício da Coisa Sagrada. Autoestima e amor próprio são coisas também importantes, afinal, nosso corpo não é coisa impura e má, como se pensou e se pregou no passado, mas sim há nele a dignidade de ser templo do Deus Vivo. Portanto, a caridade verdadeira consiste em dispensarmos ao próximo essa mesma dedicação que temos por nós próprios.
Daí decorre a consciência da nossa fraqueza e a nossa total dependência da Graça de Deus, é a tal porta estreita, porque o mundo nos educa á sermos prepotentes, buscadores insaciáveis dos prazeres que o mundo oferece, e a pós modernidade quer distância da cruz e do sofrimento, preferindo a largueza do prazer saciado.Entrar pela porta estreita é aceitar fazer essa desafiadora peregrinação pelas estradas dessa Vida, se fazendo pequeno no serviço aos irmãos e irmãs que caminham conosco, pois quem vive inchado de orgulho e prepotência, e não está acostumado a servir mas só a ser servido, não vai conseguir passar pela porta estreita.
2. Tudo quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles - Mt 7,6.12-14
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - Comece o Dia Feliz)
Firmeza e sabedoria precisam andar juntas em nosso discernimento, para não sermos estraçalhados por aqueles que não nos aceitam ou não nos compreendem. É preciso coragem para negar a pérola ao porco e muita sabedoria para ter certeza de que a pérola está sendo negada a quem não tem capacidade de compreender o valor que ela tem. É também com força e valentia que nos decidimos a sempre fazer aos outros o que desejamos que se faça a nós. E mais ainda, sem uma visão clara do caminho e para onde ele nos leva, e sem a firme decisão de superar as dificuldades que irão surgindo, não atravessaremos a porta estreita. Propostas generosas e corajosas são feitas a gente decidida, gente com vontade firme de continuar no caminho de Jesus, mesmo sabendo que ele termina na cruz. Cruz é uma ponte estreita que nos leva a uma porta estreita, mas é por ela que entramos no espaço aberto da salvação. O que é a salvação? Somos salvos de quê? O que é a perdição? Aprendemos que depois da morte vem o juízo que nos destina ou ao inferno ou ao paraíso. Paraíso significa vida bem-sucedida, enquanto inferno é a marca do fracasso. Isso é para o lado de lá. E do lado de cá, o que nos leva ao sucesso ou ao fracasso?
3. A CAUTELA PASTORAL
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total).
Soa enigmática a orientação de Jesus aos discípulos: não dar aos cães as coisas sagradas, nem jogar pérolas aos porcos. A que estaria se referindo?
As palavras do Mestre exortam a cautela no trabalho pastoral. Era uma forma de precaver os missionários contra a ingenuidade de partilhar a mensagem do Reino com gente despreparada para recebê-la, ou pior ainda, avessa ao Reino e a seus mensageiros. Seria um trabalho inútil, com o risco de provocar uma reação violenta.
Esta norma pastoral de Jesus pressupõe um mínimo de boa vontade e de abertura por parte de quem é evangelizado. É inútil querer levar alguém a converter-se ao Reino, contra a sua vontade. Será pura perda de tempo! A Palavra só produz frutos no coração de quem a recebe com liberdade e alegria. Seria fazer mau uso dessa Palavra querer forçar alguém a acolhê-la.
Jesus entrevê até mesmo um risco para a vida do apóstolo, ao dizer que os porcos poderiam voltar-se contra ele e despedaçá-lo. Não valeria a pena correr tal risco!
A experiência missionária de Jesus ofereceu-lhe as bases para chegar a esta conclusão. Ao longo de seu ministério, ele se deparou com pessoas absolutamente refratárias à sua mensagem, numa evidente atitude hostil. Por isso, não nutria a ilusão de poder convertê-las. As coisas santas e as pérolas teriam destinatários melhores.
Oração
Pai, faze-me capaz de reconhecer quem está predisposto a acolher a tua mensagem, de forma que eu não semeie a tua Palavra no coração de quem lhe é refratário.
Fonte: NPD Brasil em 23/06/2020
HOMILIA DIÁRIA
Jesus, único caminho para o céu
Postado por: homilia
junho 26th, 2012
Estamos próximos da conclusão do Sermão da Montanha sobre a vida no Reino de Deus. Jesus chama seus ouvintes para fazer uma escolha e depois lhes dá a “regra de ouro” do agir: “Fazei aos outros o que quereis que vos façam”.
Essa norma de comportamento faz parte da cultura universal e supre a complexidade de toda a Lei e dos profetas. A alusão às portas e aos caminhos, largos ou estreitos, aponta para o Império Romano. Na ânsia de exploração e dominação, construíram largas estradas para as grandes cidades dominadas, com suas amplas portas, centros de produção e comércio, favorecendo a expropriação.
O acesso às pequenas aldeias do povo humilde e pobre era feito por estreitas vias. Para isto, Ele conta três metáforas — uma sobre duas portas, outra sobre duas árvores e uma terceira sobre dois alicerces.
Um local conhecido, hoje em dia, na cidade de Belém, é a Basílica da Natividade, construída onde se acredita que Jesus tenha nascido. A imensa igreja tem apenas uma pequena entrada. Para passar por essa pequena porta, a pessoa tem de se curvar, praticamente agachar. E a não há a possibilidade de entrar levando consigo alguma bagagem. O significado é claro: há apenas uma porta por onde se pode entrar no Reino de Deus e essa porta é estreita. Jesus deixa claro que Ele é a única porta para as ovelhas — Ele é o único caminho para o céu e para o dom da vida eterna (João 10,7-9; João 3,16; João 14,6).
O discípulo devem rejeitar as largas estradas do império e seguir o humilde caminho dos pequenos e excluídos.
Todos procuram uma vida melhor e mais segura, por isto se fadigam e correm. Numa tarefa assim tão importante, é conveniente que não andemos atrás dos outros, mas que verifiquemos, com cuidado e sabedoria, em quais mãos colocamos o nosso futuro, a nossa eternidade. Não nos esqueçamos que o Guia seguro que devemos buscar é Jesus Cristo.
A porta é estreita, mas quando se passa por ela, os campos são verdes, a água cristalina, a proteção é completa. Há fartura, alegria e paz do outro lado, o lado da vida plena em Cristo Jesus.
“Pai, faz-me capaz de reconhecer quem está predisposto a acolher a Tua mensagem, de forma que eu semeie a Palavra a todo coração necessitado de Tua graça. Amém!”
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 26/06/2012
HOMILIA DIÁRIA
Testemunhemos com boas obras nossas convicções
Ninguém precisa brigar, agredir, maltratar o outro, porque pensa, crê ou tem uma opção diferente. Ninguém precisa ser agressivo para demonstrar suas convicções
“Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos.” (Mateus 7, 6)
As pessoas gostam de discussões e, quando menos percebemos, também estamos emergidos no meio delas. Muitas das nossas conversas e discussões são bobas e tolas, não nos levam a nada. Muitas vezes, elas vêm recheadas de agressões pelas palavras duras e torpes, porque, primeiro, queremos convencer o outro dos nossos argumentos. Muitas vezes, esse convencimento vem pela força, pelo jeito autoritário de falar e colocar-se. Os bons argumentos não vêm pela grosseria nem pela altura da voz.
Ao tratarmos de coisas boas e religiosas, não devemos perder nosso tempo. Evangelicamente falando, não devemos dar aos cães as coisas santas nem atirar as coisas belas e preciosas do Reino dos Céus aos porcos.
Religião não se discute, mas se vive, ensina e conversa-se sobre ela. A religião nunca pode ser objeto de brigas e discussões. Não podemos nos agredir por nossas convicções, sejam elas quais forem. Em um país dividido por ideologias, convicções religiosas ou políticas “A” ou “B”, onde cada vez mais se dissemina essa ou aquela convicção, podemos e devemos abraçar a verdade como tal, devemos ter nossa postura e, de fato, o nosso lado.
Ninguém precisa brigar, agredir, maltratar o outro, porque pensa, crê ou tem uma opção diferente. Isso é próprio das pessoas que não são iluminadas nem direcionadas em suas convicções. Ninguém precisa ser agressivo para demonstrar suas convicções.
Eu gosto demais de ouvir quem pensa, crê e têm argumentos diferentes, porque ajuda demais a elucidar aquilo que creio, ajuda-me demais a crescer nas minhas convicções e, principalmente, o que preciso rever.
Aqueles que querem a força da agressão, da falta de respeito pessoal, que querem impor o que creem e acreditam, só fazem com que tenhamos mais rejeição ou indisposição de viver aquilo que estão nos falando ou ensinando.
Em nosso trabalho, na escola, na vida familiar, onde estivermos, não nos gastemos por convicções, sobretudo, religiosas. Testemunhemos o que acreditamos, mostremos com fé e obras nossa convicção, só não imponhamos com discussões tolas o que realmente cremos.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 21/06/2016
HOMILIA DIÁRIA
O sagrado purifica o que é mundano
Tudo o que é santo e sagrado merece todo respeito, cuidado e delicadeza da nossa alma e do nosso coração
“Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos.” (Mateus 7,6)
Tudo o que é santo e sagrado merece todo respeito, cuidado e delicadeza da nossa alma e do nosso coração. Muito cuidado para não depreciar o que é santo nem o que é sagrado, para não depreciar o nome de Deus, as coisas d’Ele, tudo o que diz respeito a Ele.
Muitas pessoas querem defender as coisas de Deus, mas, infelizmente, caem em discussões tolas, vãs, que não valem nada. Há pessoas que querem somente provocar, não querem conhecer a verdade.
Fico olhando nossas redes sociais, grupos de discussões que se criam aqui e acolá, onde há verdadeiros provocadores, não no sentido daqueles que causam reflexão, mas provocadores de acusações, guerras e conflitos. A melhor resposta é o silêncio, é retirar-se, não ter comunhão ou perder tempo com quem não busca o respeito para com aquilo que é sagrado?
Estou vendo pessoas debochando das coisas de Deus, ridicularizando para falar d’Ele, das pessoas d’Ele, usando do princípio de ridicularizar os outros, seja lá quem for. Mesmo quem pensa diferente de nós, quem crê diferente de nós, quem é de outra religião… Não temos o direito de ridicularizá-los, não temos o direito de usar da ofensa com as palavras nem da ironia para nos referirmos àqueles que têm uma crença diferente, nem dos que façam parte da mesma igreja que nós, mas tenham princípios e concepções diferentes das nossas.
Não debochemos do que é sagrado, não percamos tempo com pessoas que querem somente ir para o escárnio, para a discussão ou que Deus é sua razão e aquilo que ele acha que é certo.
Não demos aos cães aquilo que são as nossas coisas santas. Há um lugar certo e um tempo certo para cada coisa, há um lugar para rezar, porque aquele lugar é sagrado e lá se respeita o sagrado. Há um lugar onde o sagrado não é respeitado, onde ele é debochado e visto de qualquer jeito. Ali, não vamos levar o sagrado, ali é o lugar do deboche e do escárnio.
O sagrado é sagrado, o mundano é mundano. O sagrado purifica o mundano? Óbvio que sim, mas apenas quando deixamos que Deus entre naquilo que se profanou, que somos nós, e nos abrimos para a graça. Não vamos nos misturar com aquilo que não é falso nem é verdadeiro!
Façamos para o próximo aquilo que queremos que os outros nos façam. Se não queremos que os outros façam mal a nós, não façamos mal a ninguém.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 26/06/2018
HOMILIA DIÁRIA
A porta estreita nos leva à vida eterna
“Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas.” (Mateus 7,12)
Há três conselhos maravilhosos de Jesus para nós no Evangelho de hoje. O primeiro deles é não perder tempo atirando as coisas boas e santas aos cães, além de pegar as nossas pérolas e atirar aos porcos.
Deixe-me ser claro e direto: não perca tempo com discussões tolas, com conversas vãs, que não levam a nada e só criam animosidades. Não se deixe levar por provocações.
Quem conhece uma verdade se abre para dialogar. Quando a pessoa já vem “armada” e cheia de argumentos, não perca tempo para poder conversar.
Vivemos em tempos difíceis de intolerância e discursos agressivos. Quando qualquer pessoa já usa agressividade, palavrão e ofensa, não perca tempo com essas discussões.
Viva a sua religião, a sua espiritualidade na oração. Ore; e isso basta! Não perca tempo com discussões inúteis, porque nelas não há bênção de Deus. Por mais bem intencionada que seja a discussão, tudo que vem da agressão não vem do coração de Deus.
Por isso, Jesus está dizendo que não podemos dar aos cães e aos porcos. Porque cães são os bravos e os porcos são aqueles que gostam de sujar tudo. Não percamos tempo com essas coisas.
Não trilhemos o caminho onde tudo é fácil e reluz, pois não saberemos enfrentar a vida
O segundo ponto importantíssimo e fundamental é a regra de ouro da vida cristã. Tudo que eu quero que os outros façam a mim, eu vou fazer a eles. Se quero que as pessoas sejam gentis e, muitas vezes, não são, eu vou ser porque tudo que eu queria era receber gentileza, eu queria que as pessoas dessem atenção a mim. Se as pessoas não me dão atenção, não tem problema, eu vou dar atenção a elas. E, “evangelicamente” falando, eu vou dar, porque nunca vou fazer para o outro aquilo que não quero para mim.
Se não quero que falem mal de mim, então não vou falar mal de ninguém. Se não quero que ninguém me prejudique, não vou prejudicar ninguém. Se o outro faz, que pena, porque ele ainda está pequeno na visão do Evangelho, mas não vou perder tempo julgando; vou perder tempo me cuidando para que eu seja realmente coerente com aquilo que acredito.
O terceiro ponto fundamental do Evangelho de hoje é o os caminhos da vida, as portas por onde entramos. Cuidado com as portas muito largas, porque portas largas significam as portas dos prazeres.
Vivemos num mundo e numa sociedade que prioriza ter prazeres. Não é que não temos que ter prazeres, o nosso prazer vem do cumprimento das nossas obrigações e responsabilidades. Quanto é importante sentirmos gosto em cumprirmos as nossas obrigações e responsabilidades.
Não caia na tentação das facilidades onde tudo é fácil, tudo cai de mão beijada. As facilidades, muitas vezes, começam em nossa casa, quando os pais criam filhos acomodados. Quando entro em uma casa e vejo que um filho não aprendeu a dobrar a própria coberta – que tristeza. O menino não sabe nem lavar o prato da comida que comeu ou simplesmente tem a vida fácil, celular na mão, videogame para jogar, se joga no sofá e não está aprendendo o caminho das obrigações e responsabilidades.
Não trilhemos o caminho onde tudo é fácil e reluz, pois não saberemos enfrentar a vida. Por isso, é o caminho da porta estreita, apertado, é esse que leva à vida eterna que nos aguarda, a vida que tem sentido nessa vida.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 23/06/2020
HOMILIA DIÁRIA
Abra o seu coração com alguém especial
“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: ‘Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos; para que eles não as pisem com os pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem. Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição’.” (Mateus 7,6.13)
Bem, meus irmãos, são dois conceitos que aparecem aqui no Evangelho de hoje, nesta terça-feira. E nós queremos que a Palavra de Deus nos ajude a compreender um pouco mais sobre a nossa própria vida, sobre aquilo que está no nosso coração. Não se dá intimidade para qualquer pessoa, você sabe disso. Você não partilha das coisas preciosas do seu coração para qualquer pessoa.
Existem pérolas da nossa vida que devemos escolher, mas escolher criteriosamente, ou seja, com muito discernimento, precisamos escolher a quem dar, com quem partilhar, com quem dividir determinadas coisas.
Sabemos que existem alguns ambientes de sigilo que protegem os nossos segredos; por exemplo, um padre no sacramento da confissão, você tem oportunidade de abrir o teu coração e ter os seus segredos protegidos pelo sigilo sacramental. Existe, por exemplo, um psicólogo que, na terapia, tem o segredo profissional, tem a sua ética profissional e vai guardar também aquilo que você compartilha. Existe também o diretor espiritual, que acompanha o teu caminho, o teu progresso espiritual na vida espiritual, esse também manterá no segredo aquilo que você partilha.
Às vezes, é preciso de um coração assim para poder dividir a nossa intimidade ou, talvez, uma outra realidade, um outro contexto, uma pessoa, que seja muito cara ao teu coração, um amigo em quem você confia plenamente, será também um espaço onde você pode compartilhar e dividir a sua intimidade.
Jesus está chamando a atenção, muitas vezes, sobre essa prudência das coisas preciosas, e aqui não falo só das realidades do nosso coração, falo também das verdades de fé, das preciosidades da nossa fé que precisamos, justamente, compartilhá-las com corações que estão dispostos a fazer delas realmente um uso precioso. Isso é muito importante na nossa pregação da Palavra de Deus!
Você não partilha das coisas preciosas do seu coração para qualquer pessoa
Agora, muita atenção à tentação de viver tudo sozinho e de não se abrir nunca para ninguém. Porque, com todas as realidades que trazemos no nosso interior, podemos passar pela tentação de nunca dividir isso com ninguém, passar a vida inteira sem ter um coração nessa face da Terra para poder dividir a nossa intimidade, os segredos do nosso coração. Muito cuidado! Isso adoece, isso faz mal, isso contraria aquilo que é próprio do ser humano que precisa do outro, que precisa também dividir as suas angústias, as suas dores, o seu caminho espiritual. Precisamos dessa realidade.
Por fim, o segundo tema que apareceu é justamente a verdade de que o Evangelho é uma porta estreita. Cristianismo não é um passeio, cristianismo não é um divertimento, mas cristianismo é a subida do calvário, cristianismo é a configuração a Cristo Senhor, ao coração do nosso Deus, do nosso Senhor.
Então, também na nossa vida, nós precisamos aderir à Palavra do Senhor, rejeitar tudo aquilo que é contrário a ela, mas, muitas vezes, isso vai ser feito com muito sacrifício, com muita luta e com muita oferta. Que a graça de Deus nos ajude!
Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Ferreira
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 21/06/2022
HOMILIA DIÁRIA
A porta estreita: o caminho exigente para a salvação
“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida e são poucos os que o encontram.” (Mt 7,6.12-14)
É uma palavra dura essa, né? Seguir a Jesus Cristo exige de nós renúncia, porque vivemos neste mundo, mas não pertencemos a ele. Muitas vezes, o nosso coração está apegado àquilo que são as coisas e as realidades que o mundo pode nos oferecer. E isso, meus irmãos, pode nos levar a não optar pela porta estreita. Por quê? Porque nós temos vontade de ter muito dinheiro, de ter muitas casas, entre tantas outras coisas. Isso não é errado. Porém, muitas vezes, o nosso coração está justamente nessas coisas que precisamos renunciar para passar pela porta estreita.
Jesus vai pedir a você, se aceitá-lo como Senhor da sua vida, para passar pela porta estreita e precisará renunciar às facilidades deste mundo. Não poderá viver uma vida cômoda, no bem bom, de sombra e água fresca. Não, meus irmãos, por isso é exigente. Gosto muito dessas pregações d’Ele, porque faz com que reflitamos das vezes em que não estamos de acordo com a vontade de Deus.
Porta Larga x Porta Estreita
Padre Jonas sempre foi assim, enfático, sempre foi entusiasmado e pregava com veemência, com autoridade, pois tinha esse desejo de entrar pela porta estreita. Ele tinha o horizonte na salvação, na mudança de vida, na santidade. E a porta larga, meus irmãos, tira todas as possibilidades de você viver a santidade.
Não tem como vivermos a nossa vida em Deus e querer compactuar com aquilo que é do mundo. Não há possibilidade alguma. Ou você é de Deus ou você não é. O seu sim seja sim, o seu não seja não, o que vem além disso é do maligno. A pregação de Jesus é dura, mas é para nos salvar. A verdade nos liberta e nos leva para a plena realização da vontade de Deus.
Vivendo a radicalidade do Evangelho num mundo paganizado
Meus irmãos, Jesus está falando como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida. O caminho largo, a porta larga não te leva à vida. Vai levá-lo aos prazeres, vai trazer-lhe satisfação e alegrias momentâneas. Você terá facilidades e até mesmo tudo aquilo que precisa, mas que não o levará à vida eterna.
Por isso estamos vivendo numa sociedade paganizada, mundana e que está entrando na Igreja, pois pregar a radicalidade, a santidade está fora de moda. O Evangelho não saiu de moda. E podem perseguir aqueles que pregam a verdade, porque não vão calar a voz dos profetas, não vão calar a voz daqueles que Deus chamou para fazer a Sua vontade.
E por isso, meus irmãos, que o Evangelho diz assim no final: “E são poucos os que o encontram”. Ou seja, a porta estreita. Por quê? Porque o coração não está mais em Deus.
Que o seu coração volte para Deus, que o meu coração volte para fazer a vontade de Deus. Por isso eu peço ao Senhor uma bênção toda especial para que você viva na vontade de Deus e escolha a porta estreita, porque ela o levará à vida.
Que Deus lhe abençoe, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Padre Ricardo Rodolfo
Padre Ricardo Rodolfo é brasileiro, nascido em 15 de junho 1982. Natural de São José dos Campos (SP), é membro da Associação Internacional Privada de Fiéis – Comunidade Canção Nova desde 2009 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: https://homilia.cancaonova.com/pb/homilia/a-porta-estreita-o-caminho-exigente-para-a-salvacao/?sDia=25&sMes=6&sAno=2024 (25/06/2024)
Oração Final
Pai Santo, ensina-nos a confiança absoluta em teu Amor. Dá-nos os dons do reconhecimento e da gratidão. E que, seguros de tua Presença em nossa vida, nós partilhemos essa alegria com os companheiros do caminho. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 26/06/2012
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, ensina-nos a confiança absoluta em teu Amor. Dá-nos os dons do reconhecimento e da gratidão. E que, seguros de tua Presença em nossa vida, nós partilhemos essa alegria com os companheiros do caminho. Pelo Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Arquidiocese BH em 26/06/2018
ORAÇÃO FINAL
Pai misericordioso, sê para nós a Estrela do Caminho. Conduze-nos pelos prados verdejantes do teu Reino de Amor que, sabemos por teu Filho, já está dentro de nós. Faze-nos, amado Pai, amigos fraternos dos companheiros que nos deste nesta vida. Pelo mesmo Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 23/06/2020


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