sábado, 23 de maio de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 24/05/2026

ANO A


SOLENIDADE DE PENTECOSTES


Ano A - Vermelho

O Espírito Santo anima a comunidade.”

Jo 20,19-23

Com a celebração de Pentecostes, termina-se o Tempo Pascal. Tendo feita a última celebração do dia na igreja, o Círio Pascal é apagado e guardado junto ao batistério, em lugar de honra, afim de ser usado nos batismos durante o ano.

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: O Espírito Santo prometido à Igreja desce sobre os discípulos e sobre toda a comunidade reunida. Ele é o Consolador, que continua a nos ensinar, conduzir e animar na missão de sermos testemunhas do ressuscitado no meio do mundo.
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/107427/24-maio-2026-pentecostes.pdf

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, hoje celebramos o dia em que o mistério pascal atingiu a sua plenitude no dom do Espírito derramado sobre a Igreja nascente. Nós, que vivemos nesta grande cidade marcada por tantas culturas, damos graças ao Pai porque o Espírito revelou a todos os povos o mistério outrora escondido e reuniu todas as raças na alegria da salvação. Que esse mesmo Espírito, agora derramado em nossos corações, nos fortaleça para testemunharmos a todos a vitória do Cristo sobre o mal.
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-33-SOLENIDADE-DE-PENTECOSTES.pdf

UM SÓ É O ESPÍRITO

O envio do Espírito Santo por Jesus ressuscitado e pelo Pai celestial marca o início efetivo da missão da Igreja no mundo e na história. Depois de sua Ascensão gloriosa ao céu, Jesus continua presente na sua Igreja, mas não mais de modo visível e “histórico”, como antes de sua paixão e morte. Agora, sua missão segue e é cumprida de modo visível e histórico pela Igreja, nas mais diversas culturas, regiões e situações humanas e culturais.
Mas isso não acontece unicamente com as forças humanas da própria Igreja: Como Jesus prometeu, o Pai e o Filho assistem e animam constantemente a Igreja mediante a ação do Espírito Santo. É Ele o consolador, o defensor, o mestre, o inspirador, a luz, o dinamizador e vivificador e renovador da Igreja. A ela, cabe abrir-se ao Espírito, deixar-se conduzir por ele e colaborar com ele. Sem essa divina presença e ação na Igreja, ela seria apenas uma organização humana, cuja capacidade não iria além das capacidades humanas.
No entanto, pela presença e atuação do Espírito Santo, a pregação do Evangelho atinge os corações, desperta a fé e leva à conversão, ao arrependimento dos pecados e à vida conforme o Evangelho. Pela ação do Espírito Santo, os Sacramentos da Igreja são mais que mero ritualismo e “teatrinho religioso”, mas têm efeito e realizam aquilo que significam; pela mesma ação do Espírito Santo, podemos perseverar na fé e na esperança e, sempre de novo, as pessoas se dedicam à caridade e à promoção das obras de justiça e misericórdia.
É ainda pela ação do Espírito Santo que desertam vocações sacerdotais e religiosas e partem missionários, deixando tudo para trás para se dedicar ao anúncio e a testemunho do Evangelho nos lugares mais exigentes do mundo. É com a ação e a graça do Espírito Santo que casais se unem em matrimônio e são fiéis um ao outro e a seus deveres matrimoniais e familiares. Onde se realiza o bem, e não apenas na Igreja, é sempre pela ação e com a ajuda do Espírito Santo. E também é pela ação do Espírito Santo que a Igreja vive e cumpre sua missão, apesar das fragilidades humanas de seus membros. Porque o Espírito Santo age na Igreja, ela é capaz de, sempre de novo, partir em missão, chamar a humanidade à justiça, à fraternidade e à paz.
São Paulo recorda que há um só Espírito Santo e, por isso, não devem existir divisões no corpo da Igreja. Todos os membros da Igreja, mediante as suas múltiplas capacidades e dons, são chamados a contribuir para o bem desse único corpo de Cristo. E ninguém pode pretender que possui o monopólio da inspiração e a ação do Espírito Santo. Isso já seria um pecado contra o Espírito Santo, pois equivaleria a negar, ou desprezar a ação do Espírito Santo nos outros membros da Igreja. O critério para saber se estamos animados pelo verdadeiro Espírito de Deus é a vivência da comunhão no corpo da Igreja. Nele se faz o “discernimento dos espíritos” , é confirmada a nossa fé e a ação do Espírito Santo.
Feliz festa de Pentecostes! Que o Espírito Santo nos mantenha unidos na comunhão da Igreja de Cristo.
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-33-SOLENIDADE-DE-PENTECOSTES.pdf

Comentário do Evangelho

Pentecostes e o envio do Espírito Santo


A Solenidade de Pentecostes marca o nascimento público da Igreja e o cumprimento definitivo da promessa de Jesus. No Evangelho de hoje, os discípulos estão trancados por medo das autoridades. Jesus rompe as barreiras físicas e o medo espiritual deles, colocando-se no meio e dizendo: “A paz esteja convosco”. Em seguida, realiza um gesto que remete à criação do homem em Gênesis: Ele sopra sobre eles e diz: “Recebei o Espírito Santo”.
Esse “sopro” de Jesus é a seiva da Igreja. O Espírito Santo é enviado não para nos manter estáticos, mas para nos colocar em movimento. Com o Espírito, Jesus confia o poder de perdoar os pecados, mostrando que a primeira grande obra da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade é a reconciliação e a restauração da paz. Pentecostes é a festa da unidade na diversidade; o Espírito distribui dons diferentes a cada um para que, juntos, como um só Corpo, sejamos testemunhas vivas da Ressurreição.
https://catequisar.com.br/liturgia/24-05-2026/

Reflexão

Não há mais barreiras que o Ressuscitado não possa atravessar. No mesmo dia da Páscoa, ele aparece aos apóstolos amedrontados e lhes deseja a paz: “A paz esteja com vocês”. É o desejo de plenitude que o Mestre lhes oferece. É a primeira Boa Notícia que recebem e a dádiva por excelência que os auxilia na superação do medo. Alegraram-se ao ver as marcas da crucificação, e pensaram: é ele mesmo. Após uma segunda saudação com o desejo da paz, os discípulos são convidados a dar continuidade à obra do Mestre, e para isso são enviados. Em seguida, sopra sobre eles o Espírito Santo, que é a certeza da sua presença e da sua força na missão dos seus. Com o sopro do Espírito, o Ressuscitado renova a ação de Deus criador que deu vida ao ser humano, criado para viver a paz, a reconciliação e a harmonia entre si. Com o sopro do Espírito, Jesus ressuscitado impele sua Igreja e cada fiel a sair de si, superando o medo e o comodismo, e levando à sociedade os valores do Reino de Deus.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/24-domingo-12/

Reflexão

«Recebei o Espírito Santo»

Mons. José Ángel SAIZ Meneses, Arcebispo de Sevilha
(Sevilla, Espanha)

Hoje, no dia de Pentecostés se realiza o cumprimento da promessa que Cristo fez aos Apóstolos. Na tarde do dia de Páscoa soprou sobre eles e lhes disse: «Recebei o Espírito Santo» (Jo 20,22). A vinda do Espírito Santo o dia de Pentecostés renova e leva à plenitude esse dom de um modo solene e com manifestações externas. Assim culmina o mistério pascal.
O Espírito que Jesus comunica cria no discípulo uma nova condição humana e produz unidade. Quando o orgulho do homem lhe leva a desafiar a Deus construindo a torre de Babel, Deus confunde as suas línguas e não podem se entender. Em Pentencostés acontece o contrário: por graça do Espírito Santo, os Apóstolos são entendidos por pessoas das mais diversas procedências e línguas.
O Espírito Santo é o Mestre interior que guia ao discípulo até a verdade, que lhe move a obrar o bem, que o consola na dor, que o transforma interiormente, dando-lhe uma força, uma capacidade nova.
O primeiro dia de Pentecostes da era cristã, os apóstolos estavam reunidos em companhia de Maria e, estavam em oração. O recolhimento, a atitude orante é imprescindível para receber o Espírito. «De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles» (At 2,2-3).
Todos ficaram cheios do Espírito Santo e, puseram-se a predicar valentemente. Aqueles homens atemorizados tinham sido transformados em valentes predicadores que não temiam o cárcere, nem a tortura, nem o martírio. Não é estranho; a força do Espírito estava neles.
O Espírito Santo, Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, é a alma da minha alma, a vida da minha vida, o ser de meu ser; é o meu santificador, o hóspede do meu interior mais profundo. Para chegar à maturação na vida de fé é preciso que a relação com Ele seja cada vez mais consciente, mais pessoal. Nesta celebração de Pentecostes abramos as portas de nosso interior de par em par.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Onde está a Igreja, está também o Espírito de Deus; e onde está o Espírito de Deus, está também a Igreja e toda a graça» (Santo Irineu de Lyon)

- «O sacramento da Penitência, nasce diretamente do mistério pascal. O perdão não é fruto dos nossos esforços, mas é um dom, um dom do Espírito Santo, que nos enche com o banho da misericórdia e da graça que flui sem parar do coração aberto de Cristo crucificado e ressuscitado» (Francisco)

- «O Símbolo dos Apóstolos liga a fé no perdão dos pecados à fé no Espírito Santo, mas também à fé na Igreja e na comunhão dos santos. Foi ao dar o Espírito Santo aos Apóstolos que Cristo ressuscitado lhes transmitiu o seu próprio poder divino de perdoar os pecados» (Catecismo da Igreja Católica, nº 976)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-05-24

Reflexão

MISSA DA VIGÍLIA (Jo 7,37-39) «Do seu interior correrão rios de água viva»

Rev. D. Joan MARTÍNEZ Porcel
(Barcelona, Espanha)

Hoje contemplamos Jesus no último dia da festa dos Tabernáculos, quando de pé gritou: «Se alguém tem sede, venha a mim, e beba quem crê em mim, conforme a Escritura: ‘Do seu interior correrão rios de água viva’» (Jo 7,37-38). Referia-se ao Espírito. A vinda do Espírito é um teofania na que o vento e o fogo nos lembram a transcendência de Deus. Depois de receber ao Espírito, os discípulos falam sem medo. Na Eucaristia da vigília vemos ao Espírito como usualmente referimo-nos ao papel do Espírito em relação individual, porém hoje a palavra de Deus remarca sua ação na comunidade cristã: «Ele disse isso falando do Espírito que haviam de receber os que acreditassem nele» (Jo 7,39). O Espírito constitui a unidade firme e sólida que transforma a comunidade em um corpo só, o corpo de Cristo. Também, ele mesmo é a origem da diversidade de dons e carismas que nos diferenciam a todos e a cada um de nós.
A unidade é signo claro da presença do Espírito nas nossas comunidades. O mais importante da Igreja é invisível e, é precisamente a presença do Espírito que a vivifica. Quando olhamos a Igreja unicamente com olhos humanos, sem fazê-la objeto de fé, erramos, porque deixamos de perceber nela a força do Espírito. Na normal tensão entre unidade e diversidade, entre igreja universal e local, entre comunhão sobrenatural e comunidade de irmãos, necessitamos saborear a presença do Reino de Deus na sua Igreja peregrina. Na oração coleta da celebração eucarística da vigília pedimos a Deus que «os povos divididos (...) se congreguem por meio do teu Espírito e, reunidos, confessem teu nome na diversidade de suas línguas».
Agora devemos pedir a Deus saber descobrir o Espírito como alma de nossa alma e alma da Igreja.
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-05-24

Reflexão

Deus Espírito Santo

Rev. D. Antoni CAROL i Hostench
(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje celebramos a festa de um "Personagem" que nos resulta misterioso: o Espírito Santo. Ele é um "Alguém divino": a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Cristo ―na Última Ceia― deu seu Corpo e seu Sangue aos Apóstolos. Agora, já ressuscitado, lhes da o Espírito Santo. Esta doação se completou cinqüenta dias depois, o dia de "Pentecostes".
Podemos imaginar a Jesus, porque é Deus Filho que se fez homem. Graças a seu sacrifício na Cruz, o Espírito Santo é enviado a nós. Não podemos imaginar como é, porque não é material: é espírito puro, é Alguém real, é uma Pessoa. Permanece entre e dentro de nós como a "sombra de Cristo".
―Espírito Santo, Amor Divino: vejo aos Apóstolos transformados após receber-te: perderam o medo e começaram a predicar com convicção e sabedoria. Transforma-me a mim também: entra no meu coração, no meu entendimento e conduz minha existência para que a viva divinamente.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-05-24

Reflexão

O Espírito Criador tem um Coração! Ele é Amor!

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje nós perguntamo-nos: quem é o Espírito Santo? Uma primeira resposta recebêmo-la do grande hino pentecostal da Igreja "Vem, Espírito Criador...": o mundo em que vivemos é obra do Espírito Criador. O Pentecostes não é apenas a origem da Igreja; o Pentecostes é também uma festa da criação.
O Espírito Santo vem ao nosso encontro através da criação e da sua beleza. Todavia, ao longo da história, a boa criação de Deus foi coberta por um estrato maciço de escórias que torna difícil reconhecer nela o reflexo do Criador.
—Mas o Espírito Criador vem em nossa ajuda. Ele entrou na história e assim fala-nos de uma maneira nova. Em Jesus Cristo, vemos algo totalmente inesperado: em Deus existe um “Eu” e um “Tu”: existe o Filho que fala com o Pai, e ambos são um só no Espírito Santo. O Deus misterioso não constitui uma solidão infinita; Ele é um acontecimento de amor. O Espírito Criador tem um Coração! Ele é Amor!
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-05-24

Reflexão

Pentecostes: Deus também como que saiu da sua intimidade e veio ao nosso encontro

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje vemos algo totalmente inesperado: em Deus existe um Eu e um Tu. O Deus misterioso não constitui uma solidão infinita; Ele é um acontecimento de amor. Se do olhar sobre a criação pensamos que podemos entrever o Espírito Criador, o próprio Deus, como que uma matemática criativa, como um poder que plasma as leis do mundo e a sua ordem e, em seguida, contudo, inclusive como beleza agora é-nos dado saber: o Espírito Criador tem um Coração. Ele é Amor.
Existe o Filho que fala com o Pai. E ambos são um só no Espírito Santo que é, por assim dizer, a atmosfera do doar e do amar, que faz deles um único Deus. Esta unidade de amor, que é Deus, constitui uma unidade muito mais sublime de quanto poderia ser a unidade de uma última partícula indivisível. Precisamente o Deus trino é o Deus uno.
—Por meio de Jesus nós lançamos, por assim dizer, um olhar sobre a intimidade de Deus. Todavia, Jesus não nos deixou somente olhar na intimidade de Deus; com Ele, Deus também como que saiu da sua intimidade e veio ao nosso encontro. Isto acontece sobretudo na sua vida, paixão, morte e ressurreição; na sua palavra.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-05-24

Comentário do Evangelho

A vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos


Hoje, celebramos a vinda do Espírito Santo. Quem é Ele? Jesus falou muito do Espírito da Verdade. Antes de ir para o céu prometeu-nos que o Pai e Ele nos iam enviar o Espírito Santo para nosso consolo. O amor entre o Pai e o Filho é tão grande que deles procede um Amor Infinito, como outra Pessoa Divina.
- O Espírito Santo é uma Pessoa, divina como o Pai e o Filho. Diz-Lhe: - Deus Espírito Santo, peço-te luz para proceder bem e força para ser constante nas coisas boas.
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-05-24

Meditação

A PALAVRA: DOS OUVIDOS AO CORAÇÃO!A PALAVRA: DOS OUVIDOS AO CORAÇÃO!

Afinal, o Pai vê o sonhado “primeiro dia da semana” surgindo na terra, sua desejada humanidade nascendo. Novidade já anunciada como possível, quando Ele tudo criara: se “a terra estava sem forma e vazia, as trevas cobriam o abismo”. Havia, porém, uma saída: “o Espírito de Deus se movia sobre a superfície das águas” (Gn 1,2).
O Ressuscitado se fez plenamente o Primogênito dessa humanidade: “são filhos de Deus todos os que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus” (Rm 8,14), e quem mais que Jesus se fez o Filho amado, pleno agrado do Pai?
E o Ressuscitado põe-se entre os discípulos, a nova criação, sopra sobre eles e diz: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”. Sob o Espírito que sempre o animou aqui, os discípulos tranquilizam Jesus. Pôde Ele retornar confiante para junto do Pai, deixava a missão em boas mãos: assim, “como o Pai me enviou, também eu vos envio”.
No Espírito, podemos continuar a vida e missão do Primogênito. Sem Ele, nem sequer podemos dizer “Jesus é o Senhor”. Mas, sob o Espírito, nos é possível viver até a própria vida de Deus. Até perdoar, essa ação por definição gratuita, por isso mesmo, tão sublime e inteiramente divina.
O Pai derrama o Espírito sobre todos, e todos podem acolhê-lo: a “forte ventania” “encheu a casa”, a humanidade. “Todos ficaram cheios do Espírito Santo”. De fato, “a cada um é dada a manifestação do Espírito Santo em vista do bem comum”. Todos recebemos plenas condições de desmantelar o egoísmo e passar a ter o outro como o grande sentido da vida, como acontece na Trindade. Sim, “o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que ele nos deu” (Rm 5,5).
Se Deus é amor, por exemplo, o sentido do Pai, de sua eterna vida, é amar o Filho e o Espírito, é ser e existir para Eles dois, o que vale igualmente para as duas outras pessoas.
Paulo explica este verdadeiro milagre que o Espírito pode realizar: nós-membros, embora sendo muitos, até mesmo sendo todos, formamos, no Espírito, um único Corpo com Jesus, pois “todos nós fomos batizados num único Espírito para formarmos um único corpo, e todos bebemos de um único Espírito”.
Num corpo, nenhum membro, por menor que seja, vive apenas para si, mas irrenunciavelmente em função de todo o corpo. Na força do Espírito, nesse Corpo-Jesus, ele é uma “manifestação do Espírito Santo em vista do bem comum”.
“Enchei, luz bendita, chama que crepita, o íntimo de nós!”
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=24%2F05%2F2026&leitura=meditacao


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