domingo, 27 de setembro de 2026

COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 28/09/2026

ANO A


Lc 9,46-50

Comentário do Evangelho

A criança como modelo

Já no fim do ministério de Jesus, os discípulos ainda não compreendem plenamente a novidade de seu anúncio. Eles persistem na compreensão messiânica de que Jesus seria um novo Davi que restauraria o reino de Israel. Pensam que em Jerusalém, para onde se dirigem, Jesus poderia liderar um movimento de tomada do poder. Discutem entre si quem é o maior, isto é, quem ficará com os cargos mais importantes.

O que importa é o serviço com amor e não o poder. Tomando a criança como modelo, Jesus mostra a inversão de valores no Reino. A novidade do Reino deve ser acolhida como crianças que, na humildade e simplicidade, com admiração, acolhem os valores da vida. Este é o terreno fecundo para o ressurgir da vida que permanece para sempre.

A narrativa final onde João afirma terem proibido outros grupos de agir em nome de Jesus revela ainda a mentalidade segregacionista do seu grupo. É a mentalidade da autoridade que coíbe a liberdade do Espírito. Jesus remove esta mentalidade, acolhendo todo o bem que é feito em seu nome.
José Raimundo Oliva

Oração
Pai, que eu busque sempre destacar-me no serviço ao meu semelhante, de modo especial, os mais necessitados, pois nisto consiste minha verdadeira grandeza de discípulo.
Fonte: Paulinas em 01/10/2012

Comentário do Evangelho

Quem é o maior?


Quem recebe uma criança em nome de Jesus, está recebendo o próprio Jesus. Quem recebe Jesus, recebe o Pai que o enviou. Quem for o menor, esse será grande. O meu “eu” não é o primeiro em uma escala de importância, nem como indivíduo nem como grupo.

O tema aqui abordado sobre “quem é o maior” volta no Evangelho de São Lucas, depois da última ceia, no contexto da Paixão do Senhor, e é lido no Domingo de Ramos, no Ano C. No texto de hoje, o destaque é da criança que tem de ser valorizada. Escrevendo aos Coríntios, na primeira Carta, São Paulo os exorta a serem adultos quanto ao modo de julgar e crianças quanto à malícia.

Criança é um ser humano, por isso não é fácil, mas tem características que inspiram o que chamamos de infância espiritual. A criança é simples, sem duplicidade, sem malícia e apresenta-se como é. Tem consciência da sua fraqueza. Sabe que precisa do pai e da mãe. Tem confiança no que dizem e não faz cálculos para amar. Pula no pescoço do pai e se agarra na saia da mãe. Assim também, diz o salmista, “meu coração não se eleva e não ando atrás de grandezas. Fiz calar e repousar meus desejos como criança desmamada no colo de sua mãe”.

Cônego Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2024’, Paulinas.
Fontes: Catequisar e Comece o Dia Feliz em 30/09/2024

Vivendo a Palavra

Em Israel no tempo de Jesus, as crianças eram discriminadas. Não contavam. Ao acolher uma delas e revelar que quem o fizesse estaria recebendo não só a Ele, mas ao Pai do Céu, o Mestre quebra mais um paradigma, sempre em favor da inclusão de todos no Reino de Amor que anunciava.
Fonte: Arquidiocese BH em 26/09/2016

VIVENDO A PALAVRA

O herdeiro do Reino dos Céus será como uma criança: terá a sua simplicidade, o brilho nos olhos, a confiança sem medidas no Pai Misericordioso e, mais do que tudo, estará aberto aos irmãos, isento de preconceitos e sem julgar os companheiros de caminhada por este mundo encantado que nos é emprestado apenas para cuidado, usufruto, deleite e partilha.
Fonte: Arquidiocese BH em 28/09/2020

Reflexão

A lógica que nos é proposta por Jesus nos desafia a entender as relações de autoridade e de poder de uma forma totalmente diferente da proposta pelo mundo: autoridade significa conduzir as outras pessoas para uma vida melhor e poder significa serviço e humildade. Com isso, o Evangelho nos mostra que devemos nos afastar da opressão, da dominação e do autoritarismo do poder pelo poder. O Evangelho de hoje também nos mostra que o fato de sermos a Igreja de Jesus Cristo não nos dá o direito de nos apossarmos da sua pessoa e da sua ação, uma vez que ele chama diferentes pessoas através de modos diferentes para que, de diferentes modos, continue agindo no meio dos homens.
Fonte: CNBB em 01/10/2012 e 26/09/2016

Reflexão

A conversão é processo lento e fatigoso. Várias vezes, Jesus explica aos discípulos qual é a característica do seu messianismo. Ele veio para dar a própria vida por todos. Está entre nós para servir ao Pai e ao povo; não para explorar e ser servido. Surdos às palavras e cegos às atitudes de Jesus, os apóstolos disputam o primeiro lugar. A presença da criança oferece a Jesus imagem forte de simplicidade, pureza, abertura à partilha e à fraternidade. Esses são os valores do Reino que Jesus está implantando e que seus discípulos precisam as- similar. Outro aspecto importante é a tolerância com os de fora do grupo. Não se deve rejeitá-los, mas estabelecer comunhão com eles. Os apóstolos não têm exclusividade sobre a prática do bem.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 01/10/2018

Reflexão

A conversão é processo lento e fatigoso. Várias vezes, Jesus explica aos discípulos qual é a característica do seu messianismo. Ele veio para dar a própria vida por todos. Está entre nós para servir ao Pai e ao povo; não para explorar e ser servido. Surdos às palavras e cegos às atitudes de Jesus, os apóstolos disputam o primeiro lugar. A presença da criança oferece a Jesus imagem forte de simplicidade, pureza, abertura à partilha e à fraternidade. Esses são os valores do Reino que Jesus está implantando e que seus discípulos precisam assimilar. Outro aspecto importante é a tolerância com os de fora do grupo. Não se deve rejeitá-los, mas estabelecer comunhão com eles. Os apóstolos não têm exclusividade sobre a prática do bem.

Oração
Ó Mestre, a grandeza do Reino de Deus não está em conquistar lugares de honra. Quem acolhe o pequenino em teu nome está acolhendo a ti e ao Pai celeste. Esclareces também que o teu Reino não é um grupo fechado, uma seita; está presente em toda parte onde se pratica o bem. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 28/09/2020

Reflexão

A conversão é processo lento e fatigoso. Várias vezes, Jesus explica aos discípulos qual é a característica do seu messianismo. Ele veio para dar a própria vida por todos. Está entre nós para servir ao Pai e ao povo; não para explorar e ser servido. Surdos às palavras e cegos às atitudes de Jesus, os apóstolos disputam o primeiro lugar. A presença da criança oferece a Jesus imagem forte de simplicidade, pureza, abertura à partilha e à fraternidade. Esses são os valores do Reino que Jesus está implantando e que seus discípulos precisam assimilar. Outro aspecto importante é a tolerância com os de fora do grupo. Não se deve rejeitá-los, mas estabelecer comunhão com eles. Os apóstolos não têm exclusividade sobre a prática do bem.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)
Fonte: Paulus em 26/09/2022

Reflexão

A conversão é processo lento e fatigoso. Várias vezes, Jesus explica aos discípulos qual é a característica do seu messianismo. Ele veio para dar a própria vida por todos. Está entre nós para servir ao Pai e ao povo, não para explorar e ser servido. Surdos às palavras e cegos às atitudes de Jesus, os apóstolos disputam o primeiro lugar. A presença da criança oferece a Jesus imagem forte de simplicidade, pureza, abertura à partilha e à fraternidade. Esses são os valores do Reino que Jesus está implantando e que seus discípulos precisam assimilar. Outro aspecto importante é a tolerância com os de fora do grupo. Não se deve rejeitá-los, mas estabelecer comunhão com eles. Os apóstolos não têm exclusividade sobre a prática do bem.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Fonte: Paulus em 30/09/2024

Reflexão

«Aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior»

Prof. Dr. Mons. Lluís CLAVELL
(Roma, Italia)

Hoje, caminho de Jerusalém em direção à paixão, «surgiu entre os discípulos uma discussão sobre qual deles seria o maior» (Lc 9,46). Cada dia os meios de comunicação e também nossas conversas estão cheias de comentários sobre a importância das pessoas: dos outros e de nós mesmos. Esta lógica só humana produz, frequentemente, desejo de vitória, de ser reconhecido, apreciado, correspondido, e a falta de paz, quando estes reconhecimentos não chegam.

A resposta de Jesus a estes pensamentos -até mesmo comentários- dos discípulos, lembra o estilo dos antigos profetas. Antes das palavras estão os gestos. Jesus «pegou uma criança, colocou-a perto de si» (Lc 9,47). Depois vem o ensinamento: «aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior» (Lc 9,48). -Jesus, por que custa tanto aceitar que isto não é uma utopia para as pessoas que não estão implicadas no tráfico de uma tarefa intensa, na qual não faltam os golpes de uns contra os outros, e que, com a tua graça, podemos vivê-lo todos? Se o fizéssemos, teríamos mais paz interior e trabalharíamos com mais serenidade e alegria.

Esta atitude é também a fonte da onde brota a alegria, ao ver que outros trabalham bem por Deus, com um estilo diferente do nosso, mas sempre assumindo o nome de Jesus. Os discípulos queriam impedi-lo. Em troca, o Mestre defende aquelas outras pessoas. Novamente, o fato de sentir-nos filhos pequenos de Deus facilita-nos a ter o coração aberto para todos e crescer na paz, na alegria e na gratidão. Estes ensinamentos valeram à Santa Teresinha de Lisieux o titulo de Doutora da Igreja: em seu livro História de uma alma, ela admira o belo jardim de flores que é a Igreja, e está contenta de perceber-se uma pequena flor. Ao lado dos grandes santos -rosas e açucenas- estão as pequenas flores -como as margaridas ou as violetas- destinadas a dar prazer aos olhos de Deus, quando Ele dirige o seu olhar à terra.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «É melhor ser cristão sem o dizer, do que dizê-lo sem o ser. É uma coisa ótima ensinar, mas na condição de que se pratique o que se ensina» (Santo Inácio de Antioquía)

- «Comportamo-nos frequentemente como controladores de graça e não como seus facilitadores. Mas a Igreja não é uma alfândega» (Francisco)

- «Extraordinários ou simples e humildes, os carismas são graças do Espírito Santo que, direta ou indiretamente, têm uma utilidade eclesial, ordenados como são para a edificação da Igreja, o bem dos homens e as necessidades do mundo» (Catecismo da Igreja Católica, nº 799)
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 30/09/2024

Reflexão

A tolerância virtuosa

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, Jesus Cristo estende uma ponte de "tolerância" —inclusive de "sã cooperação"— diante do arrebato de "exclusivismo" que se escapa ao apóstolo João, não é em vão o apelido de "filho do trovão". É um chamado de atenção diante do perigo da intolerância e da violência. Para impedir que a força do Direito se transforme em arbitrariedade, deve ser submetido a critérios firmes que todos devem reconhecer...

Ademais, são necessários gestos de humanidade que interrompam a intolerância e a violência, que busquem ao homem que há no próximo e apelem à sua humanidade, inclusive quando a primeira vista pareça um desperdiço. É urgente um autêntico "ius gentium" livre de intenções e de atos de predomínio hegemônico: só assim pode resultar claro que se trata de defender o Direito comum a todos, incluindo os que, por assim dizer, estão no lado oposto.

—Senhor, como cristão desejo aprender a disposição à reconciliação, fazendo todo o possível para que prevaleça a consciência, sem que sejam pisoteadas por ideologias ou interesses particularistas.
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 30/09/2024

Meditação

Certamente todos nós, mais de uma vez, rimos dessa discussão pueril dos discípulos de Jesus. Não entendemos como ainda pudessem ser tão vaidosos, depois de ter ouvido o Mestre tantas vezes. Mas é exatamente isso que também nós fazemos. Continuamos preocupados com questões de prestígio e precedência, procurando distinções, condecorações e cargos de importância. Quantos conflitos inúteis na Comunidade, que escondem exatamente o mesmo desejo dos Apóstolos. Quando o amor não é serviço, desejamos distinção.

Oração
Ó Deus, que destes ao presbítero São Jerônimo um profundo amor pela Sagrada Escritura, concedei que o vosso povo seja alimentado cada vez mais com a vossa palavra e nela encontre a fonte da vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 30/09/2024

Comentário sobre o Evangelho

Quem acolhe os mais pequenos e humildes, acolhe o Senhor


Hoje, ficamos surpreendidos com a discussão que nos narra o Evangelho. Até temos vergonha: discípulos que estão a conviver com Jesus - o Filho de Deus! - e discutem a ver qual… Podia dizer-se que esses “mais velhos” se comportam como crianças. Oxalá fossem mais crianças e menos idosos! Jesus convida-nos a imitar as crianças (na sua simplicidade, naturalidade…). «Tomou uma criança, colocou-a junto de Si e disse-lhes: ‘Quem acolher em meu nome uma criança como esta, acolhe-Me a Mim’».

- Ou nos fazemos “crianças”, ou ficamos sem Jesus. Talvez não tenha sido por casualidade que Deus chegasse ao mundo sob a forma de uma criança!
Fonte: Family Evangeli - Feria em 30/09/2024

Meditando o Evangelho

PENSAMENTO INCONVENIENTE

Jesus e os discípulos caminhavam em direções opostas. Enquanto Jesus preanunciava seu destino de sofrimento e morte, os discípulos nutriam ideais de grandeza, preocupados em saber quem dentre eles seria o maior.

Descurando as exortações recebidas, anteviam um destino de glória e esplendor para si e para o Mestre. E procuravam organizar seu futuro a partir desta lógica mundana. Em outras palavras, eram incapazes de imaginar um projeto de vida fora de relações desiguais, próprias de uma sociedade de classes.

Jesus tentava fazê-los compreender ser possível viver de uma maneira nova, dentro e fora da comunidade. Dentro da comunidade, as relações interpessoais seriam regidas pelo princípio da igualdade e do serviço. Prestígio, poder e autoridade nenhuma importância teriam. Com os de fora da comunidade, o Reino exigia ser tolerante e respeitoso, superando toda tentação de sectarismo e de fanatismo.

Os velhos esquemas deveriam ser invertidos, ou melhor, substituídos pela novidade do Reino. Grandes seriam os menores da comunidade. Os desprezados, como as crianças, tornar-se-iam objeto de atenção. O Messias glorioso deveria ser encontrado nas pessoas marginalizadas, pois a grandeza do Reino é bem diferente daquela que os discípulos imaginavam.
Fonte: Dom Total em 26/09/2022

Meditando o evangelho

A GRANDEZA DOS PEQUENINOS

Os discípulos de Jesus tardaram em perceber que o Reino pertence aos pobres, aos famintos, aos pequeninos, e que estes são os grandes do Reino, exatamente por serem desprovidos de poder e de manias de grandeza. Sua excelência se deve ao amor que o Senhor do Reino lhes devota, e não a méritos humanos.

O menino que Jesus colocou junto de si tornou-se o centro das considerações. Contemplando-o, seria possível compreender o que significa ser "o maior no Reino". Ele era absolutamente necessitado de ajuda. Faltava-lhe condições para impor-se ao mundo dos adultos. Carecia de ser acolhido e amado. Disto dependia a sua subsistência.

No contexto do Reino, maior é quem compreende que depende de Deus e assume a postura de um pequenino. Nesta condição, torna-se solidário com os pequenos e fracos deste mundo, fazendo-se deles amigo e servidor. O maior do Reino recusa-se a se colocar entre os primeiros da escala social ou hierárquica. Pelo contrário, encontra seu lugar entre os que foram relegados aos níveis inferiores, por serem vítimas da discriminação. Sendo avesso às glórias mundanas, obtidas à custa de fraude e desonestidade, busca conquistar a glória que provém do amor aos pequeninos. Glória duradoura por ter sua origem no Pai!

Por conseguinte, quem se torna pequenino, fazendo-se servidor dos mais necessitados, possui o espírito do verdadeiro discípulo que dispensa toda disputa a respeito de quem é o maior.

Oração
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Pai, que eu busque sempre destacar-me no serviço ao meu semelhante, de modo especial, os mais necessitados, pois nisto consiste minha verdadeira grandeza de discípulo.
Fonte: Dom Total em 26/09/2016, 01/10/2018 e 28/09/2020

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1. O MAIOR SE FAZ PEQUENINO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês)

O Reino de Deus estabeleceu, para a comunidade dos discípulos, escalas de valores diferentes daquelas calcadas em critérios mundanos. Apresentou uma verdadeira contraposição, desvalorizando o que o mundo valoriza e apresentando como valor fundamental o que não parece importante aos olhos das pessoas. Neste contexto, Jesus fez frente a uma mentalidade mesquinha que grassava entre os discípulos, preocupados em saber qual deles seria o maior. Evidentemente, segundo os padrões humanos.

Para detectar quem, entre eles, estaria em condições de considerar-se o maior, Jesus propôs-lhes uma prova concreta: ser capaz de acolher uma criança em seu nome. Na cultura da época, este gesto supunha uma reviravolta na mentalidade em vigor. Acolher significava valorizar, dar atenção, colocar-se totalmente à disposição de alguém e mostrar-se gentil e atencioso. Mas tudo isto deveria ser feito às crianças, cuja desvalorização social era bem conhecida. Na perspectiva do mundo, acolher uma criança era pura perda de tempo. No horizonte do Reino, acolher uma criança em nome de Jesus transformava-se num gesto de grandeza. Acolhendo-a, acolhia-se o próprio Jesus.

A grandeza, neste caso, consistia em amar a quem não era amado, valorizar quem não era valorizado, mostrar-se solidário com quem era vítima da marginalização.

Oração
Senhor Jesus, não permitas que eu me engane, buscando grandezas humanas, quando a verdadeira grandeza consiste em amar-te na pessoa dos pequeninos.
Fonte: NPD Brasil em 01/10/2012

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. O Poder é coisa boa...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

A palavra "poder" ganhou uma conotação do mal, por causa da opressão e da exploração, de alguns que ocupam o Poder, e a famigerada "busca do poder" virou sinônimo de coisa ruim, proveniente do maligno, algo que corrompe. Entretanto, basta ligarmos a palavra ao seu sentido correto que é a Possibilidade, poder, portanto, vem de possibilidade de fazer coisas e agir.

Na comunidade há pessoas que tem pouca possibilidade de fazer algo, outras, ao contrário, pela responsabilidade que tem, podem e devem fazer muito mais, pois tanto um quanto outro são carismas que Deus concedeu. Entre um irmão que se ocupa humildemente da limpeza do templo, e outro que tem a função de coordenar a comunidade, este último pode mais, não no sentido de mandar, de ser o maioral e o mais importante, mas no sentido de fazer, implementando as ações das quais a comunidade têm necessidade.

O Pároco tem Poder em uma paróquia, que poder é esse? As possibilidades decorrentes do ministério específico que exerce, nesse sentido, ele pode muito mais que todos, e por isso mesmo deve fazer mais do que todos. O Senhor Bispo Diocesano pode muito mais, e deve fazer, mais do que todos, o seu trabalho de supervisor. A questão não é o que fazemos, mas como fazemos...

Não podemos nos esquecer que o próprio Senhor, delegou a Pedro a Chefia da Igreja, nunca no sentido de ficar dando ordens, e ser o todo poderoso chefão, mas no sentido de fazer muito mais que os outros. Mas os discípulos não haviam, compreendido isso, e os cristãos dos nossos tempos também não... Pensavam em qual deles era o mais importante, o maioral, aquele que tinha de ser obedecido, e que dominaria sobre os demais... Jesus não desmonta a hierarquia, ao contrário, lhe dá um significado novo.

Poder torna-se sinônimo de serviço e nessa ótica, o todo Poderoso é aquele que serve. O próprio Jesus usa o seu Poder para tornar-se um Servo, eis aí algo que o homem nunca conseguirá compreender, um Deus Todo Poderoso que se faz servo.
Mas servir a quem? Na sociedade, servir a alguém poderoso dá status e prestígio, mas servir aos miseráveis, marginalizados, sem voz e sem poder algum, um morador de rua, um dependente químico, que recebe carinho e atenção, como ele poderá retribuir? Por isso Jesus faz a dinâmica do acolhimento e serviço, colocando no meio deles uma criança, mostrando então que esses pequenos, totalmente dependentes, devem ser o centro das atenções dos servos e servas de Deus. Quanto mais insignificante for a pessoa a quem se serve, mais autêntico será o amor manifestado, porque é sempre feito em nome de Jesus de Nazaré, o Deus que inverteu o quadro e se fez um Deus Servidor dos Homens, por isso agora vem até eles naqueles que têm necessidades.

Por isso quando alguém de fora do grupo anuncia o evangelho, realiza curas e prodígios, em sintonia com Jesus, o que lhe dá autenticidade é a ação em si, e não a fachada religiosa a qual pertence. Não dá para monopolizar o amor e por isso Jesus censura os discípulos que o haviam proibido de fazê-lo em nome de Jesus, se o que se faz em nome de Jesus, é um ato de amor, seja no anúncio da Palavra libertadora, ou em um gesto de solidariedade com quem sofre e passa alguma necessidade, essa ação torna-se autêntica e ninguém poderá impedi-la de ser feita...

2. Aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior - Lc 9,46-50
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

Os discípulos tinham receio de pedir a Jesus explicações sobre o anúncio de sua paixão, porque a preocupação deles era outra. Não estavam atrás de sofrimento, nem de cruz, nem de renúncia, e muito menos do último lugar. Chegaram a discutir entre eles para saber quem era o maior. Com muita paciência, Jesus, pondo-se ao lado de uma criança, explica a grandeza da criança, que é menor. Assim, será grande entre os discípulos aquele que for o menor. Os apóstolos se mostram perfeitamente humanos, querendo saber quem deles era o maior. Faz parte do nosso instinto natural de vaidade querer aparecer, estar à frente dos outros, estar por cima de todos. Nada estranho, mas é isso que alimenta o pecado do mundo. Os discípulos de Jesus de todos os tempos devem ir em direção contrária. Seus valores são outros. Acreditam na possibilidade de um mundo novo e melhor, guiado pelo Espírito Santo de amor e solidariedade. A comunidade dos cristãos não se isola como dona da verdade nem exclui os demais como concorrentes ameaçadores, como fez o apóstolo João, que proibiu alguém de expulsar demônios em nome de Jesus por não pertencer ao grupo dos discípulos.
Fonte: NPD Brasil em 28/09/2020

HOMILIA DIÁRIA

O missionário do Reino não pode desprezar ninguém

Postado por: homilia
outubro 1st, 2012

O Evangelho de hoje trata de um assunto que nunca sai de moda: a vaidade, a soberba, o orgulho, a avareza, ou seja, dos sete pecados capitais que se resume no desejo de ser grande. O desejo de se sentir importante é um dos mais primitivos desejos do ser humano. Aliás, o ditado popular diz que o coração do homem é insaciável de ambições: “Quanto mais tem mais quer”.

Diferentemente da nossa maneira de pensar e olhar, Jesus nunca olha para uma pessoa, mas sempre olha através da pessoa. Quando olhamos para alguém, não percebemos o que aquela pessoa está passando, pensando e sentindo. Isso nós só conseguimos saber quando nos anulamos e nos colocamos no lugar da outra pessoa. Jesus foi, então, o maior de todos os psicólogos que já existiu. Ele sondava o coração, e era capaz de ser aquela pessoa.

Na passagem de hoje, Ele sondou o coração dos discípulos e sentiu que eles se perguntavam quem, dentre os Doze, seria o maior. Eles eram humanos como nós, e dentro do grupo procuravam uma posição de destaque. Observe que Jesus não coloca todos no mesmo patamar. Jesus admite que haja a possibilidade de alguém ser maior que os outros. Existe uma hierarquia no Reino dos Céus. Mas essa hierarquia é o inverso da nossa.

Aqui, neste mundo, quanto maior for a sua posição mais inacessível você se torna. Na hierarquia de Jesus, quanto mais acessível você for maior a sua posição. Viu como inverte duplamente? Neste mundo, você cresce e se torna inacessível; no Reino dos Céus, você se torna acessível e cresce!

Quando as pessoas tiverem medo e resistência em falar com você, significa que algo está errado. O primeiro passo é assumir. Se você não assumir, não vai conseguir nem passar para o segundo passo: descobrir o porquê. A maioria das pessoas quer interagir mais, ter mais e melhores amigos. Mas só o farão se encontrarem abertura no seu coração. E isto pode ser na de um sorriso, uma brincadeira ou até em você saber o nome da pessoa e chamá-la pelo nome. E esse já é o terceiro passo: abrir-se. Em pouco tempo, você já vai ser tão solicitado, que não vai dar nem conta de tanta responsabilidade.

O missionário do Reino, portanto, não pode desprezar ninguém! A criança que Jesus tomou em seus braços nesta passagem, representa não só as crianças, mas todos os que são excluídos neste mundo.

Jesus nos revela hoje a novidade do projeto de Deus: é um mundo de justiça, de vida plena para todos, abolindo os privilégios daqueles que concentram poder a partir da acumulação de riquezas ou do prestígio religioso. Percebe-se, nos Evangelhos, que os discípulos vindos do Judaísmo sempre tiveram dificuldades em compreendê-lo. Estavam tomados pela ideologia messiânica nacionalista. Como Jesus falou para eles sobre a fragilidade de sua condição humana, vulnerável ao sofrimento e à morte, aludindo ao fim que pressentia acontecer em Jerusalém e os discípulos não entenderam e logo em seguida, passam a discutir quem seria o maior, pensando que Jesus estaria na iminência de conquistar o poder, assim também Ele quer falar para nós.

Jesus nos apresenta como exemplo e, sobretudo, condição para sermos os maiores no Seu Reino o olhar puro e simples de uma criança. A criança como símbolo e modelo de humildade e exclusão do Reino dos Céus. Somos chamados a viver dedicados ao serviço, sem pretensões ao poder e a privilégios.

Pai, que eu busque sempre destacar-me no serviço ao meu semelhante, de modo especial, aos mais necessitados. Pois nisto consiste minha verdadeira grandeza de discípulo. E que nesta busca eu seja simples, puro e humilde como as crianças.

Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 01/10/2012

HOMILIA DIÁRIA

Ser grande no coração de Deus é ser humilde

Ser grande no coração de Deus é ser humilde, é colocar-se em último lugar, é não ser o mais importante nem o mais valorizado

“Houve entre os discípulos uma discussão, para saber qual deles seria o maior.” (Lucas 9,46)

É inevitável não haver discussões em qualquer ambiente social. Elas acontecem no casamento, no relacionamento de irmãos, nos grupos de igreja, nas relações de trabalho e assim por diante.

O problema não é a discussão, mas o que a provoca, a forma como essa discussão é feita. Muitas vezes, as nossas discussões são movidas pela discussão, pelo orgulho e pela vaidade. E quando esses sentimentos estão presentes no coração humano, toda discussão perde a pureza e a razão de ser.

Se vamos conversar com alguém, precisamos ir desarmados, porque, quando discutimos, só colocamos o que pensamos e não somos capazes de ouvir o que o outro tem a nos dizer. Discussão não é para sobressair-se, para ser o mais importante dessa ou daquela situação.

Os discípulos discutiam entre si quem deles era o maior. Maior é aquele que tem pretensão, que quer ser mais que os outros. Você pode ser o melhor naquilo que faz, você realmente pode ir mais longe naquilo que busca, mas nunca para ser mais que os outros, para pisar nos outros ou para elevar-se mais para ser grande no coração de Deus.

O Senhor está pegando uma criança e colocando-a no meio de nós para dizer: é grande no coração de Deus quem se assemelha a uma criança. E por que uma criança? Veja bem, justamente na cultura da época de Jesus, na cultura judaica, uma criança não era nada, não se levava em conta, não se levava em consideração.

Se quisermos ser alguém não precisamos buscar as considerações humanas, os aplausos nem os reconhecimentos dos homens. Isso tudo é muito fugaz e repleto de maldades.

Ser grande no coração de Deus é ser humilde, é colocar-se no último lugar, é não ser o mais importante nem o mais valorizado. Se quisermos que a graça de Deus permaneça no meio de nós, não façamos dos nossos ambientes locais de discussões para ver quem sabe mais, quem pode mais ou quem tem a razão.

Sabe, meus irmãos, poderíamos salvar tantas situações da vida se deixássemos o outro ter razão! Sim, para que a soberba e o orgulho caíam por terra. Não vale a pena aquelas discussões e situações em que estamos humilhando uns aos outros por disputas, superioridade e, muitas vezes, para humilhar a pessoa do outro. Não é isso que Jesus quer nem espera de nós.

Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 26/09/2016

HOMILIA DIÁRIA

O Reino dos Céus pertence aos pequenos

Precisamos ser pequenos, porque o Reino dos Céus não é dos grandes, dos poderosos ou dos que muito sabem

“Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior.” (Lucas 9,48)

Os discípulos de Jesus estavam discutindo pelo caminho quem era o maior entre eles. A pretensão do coração humano levado pelo orgulho, pela soberba, pelos sentimentos de grandeza é prevalecer-se sobre os outros.

As pessoas estão disputando cargos, importâncias, e essas disputas vêm nas conversas, nas falas, nas trocas de acusações que há nas redes sociais e em todos os lados. É gente querendo saber mais, querendo ter toda a razão, todo o conhecimento e achando que sabem mais que todo mundo.

O que diz Jesus diante de tantas disputas e discussões sobre quem é maior, quem sabe mais e pode mais? Primeiro, Jesus se cala, Ele não entra em discussões, acusações, brigas, onde um se coloca acima do outro, porque a razão estará no coração que sabe escutar. Quando as pessoas brigam e discutem, tornam-se incapazes de escutar o outro.

Segundo, no silêncio, Jesus se refugia nas crianças, porque ninguém dá atenção para elas. A criança é um ser que vamos imaginar que nunca sabe nada, mas, na simplicidade e na minoridade delas, está a verdadeira sabedoria. Por isso, Jesus acolheu e abraçou a criança, para nos dizer que precisamos ser crianças, no sentido de que não precisamos ser os maiores, sabermos mais, sermos os mais importantes nem os mais considerados.

A humildade é o remédio que salva a humanidade, é o remédio que salva a nossa própria humanidade, decaída e corrompida pelos desejos mais egoístas. Uma criança, quanto mais criança for, mais pura e simples ela será.

Precisamos redescobrir o sentido da pureza, da simplicidade e da humildade. Não podemos ceder à guerra dos egos no mundo em que nós vivemos. Desgastamo-nos, brigamos uns com os outros, criamos disparidades, tendemos a criar divisões e confusões no meio de nós. Olhemos para uma criança, pois precisamos aprender com ela. Precisamos ser pequenos, porque o Reino dos Céus não é dos grandes, dos poderosos, dos que muito sabem, dos que se acham mais inteligentes e capazes. O Reino dos Céus é dos pequenos, é de quem tem a alma com a humildade de coração recheada com a mansidão do Evangelho.

Que Deus nos torne como as crianças, para podermos entrar no Seu Reino.

Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 01/10/2018

HOMILIA DIÁRIA

Ganhemos o Reino de Deus pela grandeza da humildade

“Houve entre os discípulos uma discussão para saber qual deles seria o maior.” (Lucas 9,46)

Veja que discussão não é novidade, até entre os discípulos de Jesus havia discussões acaloradas e, muitas vezes, chegavam a ser discussões agressivas e, por vezes, por coisas tão insignificantes, mas quem está no olho do furacão, no olho da discussão quer achar sempre que tem razão, o que tem que prevalecer sempre é a sua opinião.

Na verdade, a discussão deles é a mesma nossa de cada dia. Se a discussão deles era sempre para saber quem é o maior, a nossa é para saber quem tem razão, quem manda mais, quem pode mais, quem sabe mais, quem é que prevalece. Então, estamos vendo as discussões entre marido e mulher, a discussão entre pais e filhos, entre amigos e inimigos, as discussões ideológicas, políticas, as discussões nas redes sociais, as discussões religiosas, que são frutos da soberba humana para prevalecer a razão e quem sabe mais.

E muitas das discussões são engraçadas, porque as pessoas pegam autoridades para se sentirem autoridades, dizem: “O Papa tal disse…” “O Papa Pio XII escreveu…” “O padre tal disse isso…” “O bispo disse aquilo…” “O cientista tal…”. Ou seja, quanto mais pessoas você cita, você acha que tem mais autoridade, que sabe mais, que é conhecedor e dono da razão.

Não perca o Reino de Deus por tamanha arrogância, mas ganhe-o pela grandeza da humildade

Vendo toda aquela discussão, a sabedoria do Mestre Jesus, que não discute e não perde tempo com esses entraves humanos, Ele simplesmente pegou uma criança, a levantou e disse: “Quem recebe essa criança em meu nome, é a mim que está recebendo”. Para receber o Reino dos Céus precisa não só receber a criança, mas receber quer dizer: assumir ter um coração de criança.

Aqui, chamo a atenção, primeiro, para cuidar das crianças com todo respeito e amor, mas, sobretudo, captar delas a pureza. Porque, se nós discutimos e brigamos, é porque não somos mais tão puros, mas, muitas vezes, queremos fazer prevalecer as nossas soberbas e vaidades. É preciso, primeiro, acolher a criança e o coração dela, porque aquele que entre vós for o menor, esse que é o maior para Deus.

Veja, o critério de Deus não é o critério do mundo. O critério do mundo é quem sabe mais, estudou mais, conheceu mais, quem tem mais. Já o Reino de Deus não, é quem é menor, mais humilde, mais simples, até o ignorante para Deus tem muito mais valor, tem muito mais prestígio (se o que nós gostamos é prestígio).

Não é a arrogância e nem o achar saber que nos fazem prevalecer no coração de Deus, mas aquela humildade destoante que nos faz abaixar a cabeça para ouvir de verdade o Mestre Jesus e não perdermos tempo em discussões tolas, ignorantes e arrogantes.

Não perca o Reino de Deus por tamanha arrogância, mas ganhe-o pela grandeza da humildade. As crianças têm muito a nos ensinar!

Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 28/09/2020

HOMILIA DIÁRIA

Assim como o coração de uma criança, que o seu também seja puro

“Naquele tempo, houve entre os discípulos uma discussão, para saber qual deles seria o maior. Jesus sabia o que estavam pensando. Pegou então uma criança, colocou-a junto de si e disse-lhes: ‘Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim’.” (Lucas 9,46-48)

Meus irmãos, os discípulos eram pessoas, claro, gente como a gente, imaturas. Jesus falava a respeito da Sua paixão e da Sua morte. Jesus passou pelo mundo fazendo o bem, e os discípulos preocupados com cargos.

Não devemos estar preocupados com cargos, mas devemos estar preocupados em fazer a vontade de Deus. E Jesus, então, usou este exemplo, já que eles estavam discutindo quem era o maior. Jesus apresentou uma criança como modelo: “Olha, está aqui. O maior é aquele que se faz humilde, o maior é aquele que se faz pequeno como uma criança”.

Peçamos essa graça ao Nosso Senhor hoje, a graça de termos um coração de criança

Meus irmãos, precisamos pedir essa graça ao Nosso Senhor, a graça de ter um coração manso, de ter um coração humilde, de ter um coração como o de uma criança — e criança no bom sentido, pois, infelizmente, muitas crianças  já estão aprontando —,  é a criança no bom sentido da pureza, da verdade; no bom sentido do fácil trato, do aprender, da facilidade na aprendizagem, na docilidade; é nesse sentido que Nosso Senhor está aqui nos apresentando a criança como modelo.

Maior é aquele que se faz pequeno, humilde e dócil, é isso que Nosso Senhor deseja de nós, deseja de você. Quer ser grande? Seja como uma criança, seja manso, seja humilde. Maior não é aquele que tem “cargo”, maior é aquele que é puro; maior não é quem tem “aquele cargo”, mas é aquele que vive a santidade. Esse é o maior! E o modelo foi apresentado por Jesus: uma criança.

Peçamos esta graça ao Nosso Senhor hoje, a graça de termos um coração de criança. Sejamos humildes, simples e dóceis. Seja também o maior no Reino dos Céus. De que forma? Não buscando cargos, mas buscando amar a Deus, buscando servir, é isso que o Senhor deseja de mim e de você.

Abençoe-vos o Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Márcio Prado
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 26/09/2022

HOMILIA DIÁRIA

Receber o reino de Deus

“Naquele tempo, houve entre os discípulos uma discussão, para saber qual deles seria o maior. Jesus sabia o que estavam pensando. Pegou então uma criança, colocou-a junto de si e disse-lhes: “Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior".” (Lucas 9,46-48)

Meus irmãos e minhas irmãs, estamos na conclusão do nosso mês de setembro. Aqui, na Igreja do Brasil, o mês de setembro é dedicado à Palavra de Deus, mês da Bíblia. E nós estamos concluindo este mês hoje, celebrando a memória de São Jerônimo.

A preocupação dos discípulos, aqui no Evangelho, como eu disse, era quem era o maior. Jesus responde esse absurdo pegando uma criança, trazendo para junto dele e dizendo: “Quem receber o reino de Deus como uma criança, isso sim o fará grandes aos olhos de Deus. Isso nos garante uma recompensa, ou seja, a disponibilidade do reino de Deus na simplicidade.

Reino de Deus na simplicidade

A Palavra de Deus é para nós esse meio eficaz para nos ajudar a crescer na fé, a amadurecer a nossa experiência. Como a Palavra de Deus, por exemplo, a experiência de ouvir, diariamente, uma homilia, a Palavra de Deus sendo meditada… Como isso nos ajuda! Eu tenho colhido, por onde eu passo, tantos testemunhos de pessoas agradecendo a oportunidade de termos aqui no nosso canal uma homilia diária para ajudar as pessoas a ter esse contato com a Palavra de Deus.

Nós não podemos ignorar a Palavra de Deus. Ela precisa ter um lugar especial na nossa vida para que cresçamos e amadureçamos na experiência com o Senhor. Por isso busquemos a fidelidade do contato com a Palavra de Deus todos os dias. Alimentemo-nos com esse alimento sólido capaz de mudar a nossa vida e de nos fazer, de fato, discípulos de Jesus.

Uma tarefa: Não deixe de meditar a Palavra de Deus todos os dias.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Padre Donizete Heleno Ferreira é Brasileiro, nasceu no dia 26/09/1980, em Rio Pomba, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2003 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: Canção Nova em 30/09/2024

Oração Final
Pai Santo, que as portas da tua Igreja estejam abertas e sejam acolhedoras para todos, como o coração misericordioso de teu Filho Unigênito. Faze-nos, Pai amado, uma comunidade fraterna, capaz de receber os irmãos sem julgamentos, apenas pelo amor do Cristo Jesus, nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 01/10/2012

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, que as portas da tua Igreja estejam abertas e sejam acolhedoras para todos, como o coração misericordioso de teu Filho Unigênito. Faze-nos, amado Pai, uma comunidade fraterna, capaz de receber os irmãos sem julgamentos, apenas pelo amor do Cristo Jesus, nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 01/10/2018

ORAÇÃO FINAL
Pai amantíssimo, ajuda-nos a vencer as nossas paixões, o comodismo e a covardia. Assim seremos capazes de vender tudo o que pensamos possuir, para adquirir o tesouro que sabemos já estar dentro de nós (embora ainda por ser conquistado) – o teu Reino de Amor. Esse tesouro, que nem as traças e nem a ferrugem são capazes de corromper, foi-nos revelado pelo Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 28/09/2020

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