ANO A
Mt 14,22-36
Comentário do Evangelho
Vacilação de Pedro
Após a partilha dos pães, Jesus envia os discípulos de barco, enquanto despede as multidões e recolhe-se para orar. O temor dos discípulos diante do mar agitado, o não reconhecimento de Jesus que se aproxima e a vacilação de Pedro ao caminhar ao encontro de Jesus são expressões da incompreensão que ainda existia diante da missão de Jesus e de sua própria pessoa. Mateus faz um contraste. Enquanto os discípulos na barca não reconheceram Jesus, ao chegarem a Genesaré, uma região periférica do judaísmo, os habitantes o reconhecem.
José Raimundo Oliva
Oração
Pai, aproxima-me de Jesus de quem brota a salvação e a vida, para que eu possa ser curado do egoísmo que me impede de fazer o bem ao próximo.
Fonte: Paulinas em 07/08/2012
O Senhor não é alheio às dificuldades da vida humana.
Esse episódio de Jesus caminhando sobre o mar encontra-se também em Marcos e João, com a particularidade própria de cada evangelista (Mc 6,45-52; Jo 6,16-21). No Antigo Testamento, é Deus quem domina sobre o mar (Sl 89,9-10). Para o imaginário do homem bíblico, o mar é símbolo do mal e da morte. Diante dele o ser humano sente uma força indomável. Recolhido em sua oração, Jesus vê a dificuldade da travessia em razão do vento contrário. Começando o amanhecer, Jesus vai ao encontro deles, caminhando sobre as águas (Jó 9,8). O Senhor não é alheio às dificuldades da vida humana. O novo Pastor de Israel, que sustenta o seu povo pela palavra e por sua vida, é aquele que, como Deus, tem o poder sobre o mal e a morte. A falta de fé, no entanto, impede de reconhecer no episódio dos pães a força e o sustento para viver com fé o tempo da adversidade e da ameaça do mal. A intervenção de Pedro é própria a Mateus e visa mostrar o seu itinerário de fé marcado pela incredulidade e pela confiança. Quando ele fraqueja e afunda, o Senhor o salva.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, que eu saiba transformar minhas quedas e fracassos em ocasião para crescer na fé em Jesus, e para reforçar a disposição de deixar-me guiar pela palavra dele.
Fonte: Paulinas em 04/08/2014
Comentário do Evangelho
A falta de fé
Jesus está continuamente a caminho, deslocando-se de uma margem a outra do mar, de uma aldeia a outra e de uma região a outra. Passa por todos os lugares, visita todas as situações em que a vida humana acontece. Esse episódio de Jesus caminhando sobre o mar encontra-se também em Marcos e João, com a particularidade própria a cada evangelista (Mc 6,45-52; Jo 6,16-21). No Antigo Testamento, é Deus quem domina o mar (Sl 89,9-10). Para o imaginário do homem bíblico, o mar é símbolo do mal e da morte. Diante dele o ser humano sente uma força indomável. Recolhido em sua oração, Jesus vê a dificuldade da travessia em razão do vento contrário. Ao amanhecer, Jesus vai ao encontro deles, caminhando sobre as águas . O Senhor não é alheio às dificuldades da vida humana, e nenhuma súplica do ser humano cai no vazio. O novo Pastor de Israel, que sustenta o seu povo pela palavra e por sua vida, é aquele que, como Deus, tem o poder sobre o mal e a morte. Diante dele o mal não triunfa e a agitação e o medo são vencidos por uma Palavra e uma presença que transformam: “Coragem, sou eu!”. A falta de fé, no entanto, impede de reconhecer no episódio dos pães a força e o sustento para viver com fé o tempo da adversidade e da ameaça do mal. A intervenção de Pedro é própria a Mateus e visa mostrar o seu itinerário de fé. Quando ele fraqueja e afunda, o Senhor o salva.
Pe. Carlos Alberto Contieri
Oração
Pai, aproxima-me de Jesus de quem brota a salvação e a vida, para que eu possa ser curado do egoísmo que me impede de fazer o bem ao próximo.
Fonte: Paulinas em 04/08/2015
Comentário do Evangelho
Jesus caminha sob as águas
Após o milagre da multiplicação dos pães, Jesus instrui Seus discípulos a irem de barco para o outro lado, enquanto Ele permanece para despedir a multidão. Nesse momento, o Mestre se retira para a montanha, um local propício para oração e encontro com Deus. Ele precisa de descanso e renovação espiritual. Ao mesmo tempo, Seus discípulos seguem em direção à outra margem, mas enfrentam uma grande tempestade no mar. A travessia, então, se torna uma metáfora para as dificuldades da vida. A palavra-chave “Jesus e os discípulos” aparece aqui para garantir a otimização para o tema central.
Então, enquanto Jesus ora, os discípulos enfrentam o perigo das águas agitadas. O mar revolto simboliza as forças do mal e as adversidades que surgem ao longo da jornada da vida. Nesse contexto, o “vento contrário” representa as dificuldades, os desafios inesperados e os momentos de grande provação. As ondas agitadas são um reflexo das tentações e das incertezas que surgem quando estamos distantes de Deus.
Os discípulos, embora cientes da presença de Jesus, lutam contra as tempestades. Eles estão longe da segurança da terra firme e, portanto, vulneráveis ao medo. Atravessando as trevas da noite, a escuridão se torna uma metáfora para a dúvida e a desesperança que podem surgir nos momentos de tribulação.
Após a luta contra as ondas, Jesus se aproxima dos discípulos, caminhando sobre as águas. Este ato, em primeiro lugar, revela o poder absoluto de Cristo sobre as forças do mal. Ele não é apenas um homem, mas o Filho de Deus, capaz de dominar as leis da natureza. “Mas, no entanto”, como diz o evangelista, “os discípulos, vendo-O caminhar sobre as águas, ficaram amedrontados, pensando que era um fantasma.”
Contudo, Jesus imediatamente acalma seus corações, dizendo: “Sou Eu, não temais.” Assim, Ele oferece a paz que somente Sua presença pode trazer, demonstrando que, mesmo em meio às tempestades da vida, Sua intervenção é possível e transformadora.
Ao ouvir a voz de Jesus, Pedro, tomado pela fé, pede para ir ao encontro do Mestre sobre as águas. Entretanto, enquanto caminha, ele sente o vento contrário e começa a duvidar. Esse momento simboliza o desafio da fé inabalável: quando desviamos o olhar de Cristo e nos deixamos dominar pelas dificuldades, começamos a afundar. Nesse instante, Pedro clama por ajuda, e Jesus, imediatamente, estende Sua mão para resgatá-lo.
Esse gesto de misericórdia demonstra que, quando nos sentimos fracos e prestes a afundar, o Senhor está pronto para nos amparar. Ele nunca nos abandona, mesmo nos momentos mais difíceis. O medo é substituído pela confiança na presença salvadora de Cristo.
Após a tempestade ser acalmada, e com o vento cessado, os discípulos reconhecem, com grande reverência, que Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus. Esse reconhecimento é a chave para entender que, em meio aos tormentos da vida, a verdadeira paz e cura vêm através de Sua presença. Jesus, assim, não só acalma o mar, mas também traz cura aos corações aflitos.
Em suma, esta passagem nos ensina que, mesmo nas maiores dificuldades, podemos confiar na presença de Jesus para nos guiar. Ele é o Senhor sobre as tempestades, capaz de restaurar nossa fé e trazer paz. Não importa o tamanho da provação, como os discípulos, devemos aprender a confiar no Senhor, sem desviar o olhar, pois Ele sempre estará pronto a nos estender a mão.
Fonte: Catequisar em 05/08/2025
Vivendo a Palavra
‘Despediu a multidão e subiu sozinho ao monte para rezar’. O Mestre ensina o caminho aos discípulos, que hoje somos nós: o profundo gosto pelo encontro com o Pai. Oração de qualidade e não em quantidade, onde nos colocamos na presença carinhosa Pai Misericordioso, entregues à ação do Espírito que, em nós e por nós, dirá as melhores palavras ou nos silenciará.
Fonte: Arquidiocese BH em 07/08/2012
Vivendo a Palavra
Pedro, figura bem humana, num ímpeto de fé se põe a andar sobre a água. Mas sente o perigo e duvida de sua força, esquecendo-se de que era em nome de Jesus que seguia – e começa a afundar. Também nós somos capazes de ‘andar sobre o mar da vida’, mas apenas na medida da nossa fé. De outra forma, fracassamos.
Fonte: Arquidiocese BH em 04/08/2014
Vivendo a Palavra
Jesus sempre aparecia nas horas de aflição de seus discípulos, mas eles tinham dificuldade em reconhecê-lo. Não será esse o nosso caso? Quantas vezes, em períodos de grande dificuldade, sinais acontecem em nossa vida, mas nós tardamos em reconhecer a Presença companheira do Mestre…
Fonte: Arquidiocese BH em 04/08/2015
VIVENDO A PALAVRA
Mais uma vez Jesus ‘sobe ao monte’ para orar. Nós nos acostumamos com pormenores essenciais e quase não os notamos mais. Desses encontros com o Pai na solidão da montanha vinha a força do Mestre. Como tem sido a nossa oração? Nós nos sentimos na presença do Pai e nos calamos para ouvi-lo?
Fonte: Arquidiocese BH em 08/08/2017
VIVENDO A PALAVRA
‘Despediu a multidão e subiu sozinho ao monte para rezar’. O Mestre ensina o caminho aos discípulos, que hoje somos nós: o profundo gosto pelo encontro com o Pai. Oração de qualidade e não em quantidade, onde nos colocamos na presença carinhosa do Pai Misericordioso, entregues à ação do Espírito que, em nós e por nós, dirá as melhores palavras ou nos manterá silenciosos.
Fonte: Arquidiocese BH em 07/08/2018
VIVENDO A PALAVRA
Jesus alterna momentos de envolvimento com o povo e momentos íntimos de oração – só os dois: Ele e o Pai querido. Os problemas que surgirem depois, sejam mares tempestuosos, sejam discípulos amedrontados, Ele os enfrenta com a força que recebeu do Pai na solidão da montanha. Uma receita que deveríamos anotar e seguir, pois sabemos onde procurar a Esperança: junto ao Pai misericordioso!
Fonte: Arquidiocese BH em 03/08/2020
vIVENDO A PALAVRa
Saciados, todos voltam a suas atividades corriqueiras: o povo, para suas casas; os discípulos, para a missão; e Jesus se retira para abastecer-se espiritualmente. Aos discípulos, apavorados pelas águas agitadas e o vento contrário (símbolos das tribulações que afetam a Igreja), Jesus se apresenta como aquele que domina as forças da natureza. “Sou eu” é a expressão de sua identidade. Pedro o reconhece e quer fazer o que o Mestre faz: andar sobre as águas. Mas sua fé é insuficiente e começa a afundar, e Jesus o salva. Os discípulos ficam maravilhados e reconhecem em Jesus a presença de Deus: “Tu és verdadeiramente Filho de Deus!”. Terminada a travessia, os habitantes do lugar reconhecem Jesus e levam até ele todos os doentes do vilarejo, que são curados pela fé, apenas tocando nas vestes do Mestre.
Fonte: Arquidiocese BH em 03/08/2021
Reflexão
O fato de Jesus caminhar sobre as águas é causa de assombro para os seus discípulos, principalmente porque, segundo o livro de Jó, somente Deus caminha sobre o mar, de modo que este fato revela aos discípulos que estão diante do verdadeiro Deus que se fez homem e está no meio de nós, mas inicialmente a surpresa é tão grande que gera dúvida em seus corações que, depois de serem iluminados pela fé, os levam ao reconhecimento da pessoa divina que está diante dele. Assim também nós, que recebemos muitas graças de Deus, só o reconheceremos quando nossos corações forem iluminados pela fé, de modo que possamos superar o nosso assombro inicial.
Fonte: CNBB em 04/08/2014 e 02/08/2016
Reflexão
Por informação ou experiência pessoal, todos sabemos que o mar e as águas em geral são perigosos e traiçoeiros. No entanto, Jesus caminhou sobre as águas. Tanto podia caminhar nas ondas do mar, quanto subir ao céu: são prerrogativas divinas. Um de seus discípulos, Pedro, com a permissão do Mestre, também caminhou sobre as águas. Só não resistiu por mais tempo nessa nova modalidade, porque era “fraco na fé”. Não faltam em nossa vida as dificuldades de ordem pessoal ou social; tampouco faltam as tribulações da missão. São ingredientes inevitáveis. O que precisamos ter, em qualquer circunstância, é total confiança em Deus. Com sua presença e comando sobre as forças da natureza, Jesus acalmou os discípulos e o mundo ao redor deles.
Oração
Ó Jesus, Filho de Deus, quão intensa é tua dedicação ao Reino. Despedes a multidão saciada, sobes ao monte para rezar, acalmas os discípulos assustados, censuras a fé inconsistente de Pedro, vais a outro lugar, onde curas todos os doentes que tocam no teu manto. A ti nossa imensa gratidão. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 03/08/2020
Reflexão
Saciados, todos voltam a suas atividades corriqueiras: o povo, para suas casas; os discípulos, para a missão; e Jesus se retira para abastecer-se espiritualmente. Aos discípulos, apavorados pelas águas agitadas e o vento contrário (símbolos das tribulações que afetam a Igreja), Jesus se apresenta como aquele que domina as forças da natureza. “Sou eu” é a expressão de sua identidade. Pedro o reconhece e quer fazer o que o Mestre faz: andar sobre as águas. Mas sua fé é insuficiente e começa a afundar, e Jesus o salva. Os discípulos ficam maravilhados e reconhecem em Jesus a presença de Deus: “Tu és verdadeiramente Filho de Deus!”. Terminada a travessia, os habitantes do lugar reconhecem Jesus e levam até ele todos os doentes do vilarejo, que são curados pela fé, apenas tocando nas vestes do Mestre.
Oração
Ó Jesus, Filho de Deus, quão intensa é tua dedicação ao Reino. Despedes a multidão saciada, sobes ao monte para rezar, acalmas os discípulos assustados, censuras a fé inconsistente de Pedro e vais a outro lugar, onde curas todos os doentes que tocam no teu manto. A ti nossa imensa gratidão. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2021 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)
Fonte: Paulus em 03/08/2021
Reflexão
Saciados, todos voltam a suas atividades corriqueiras: o povo, para suas casas; os discípulos, para a missão; e Jesus se retira para abastecer-se espiritualmente. Aos discípulos, apavorados pelas águas agitadas e o vento contrário (símbolos das tribulações que afetam a Igreja), Jesus se apresenta como aquele que domina as forças da natureza. “Sou eu” é a expressão de sua identidade. Pedro o reconhece e quer fazer o que o Mestre faz: andar sobre as águas. Mas sua fé é insuficiente e começa a afundar, e Jesus o salva. Os discípulos ficam maravilhados e reconhecem em Jesus a presença de Deus: “Tu és verdadeiramente Filho de Deus!”. Terminada a travessia, os habitantes do lugar reconhecem Jesus e levam até ele todos os doentes do vilarejo, que são curados pela fé, apenas tocando nas vestes do Mestre.
(Dia a Dia com o Evangelho 2023)
Fonte: Paulus em 08/08/2023
Reflexão
Caminhar sobre as águas é um indicador de divindade, remetendo à travessia do mar Vermelho no êxodo e às “pegadas não reconhecidas” de Deus, que abre caminho nas águas, como vem mencionado no Salmo 77: “Teu caminho era o mar, tuas estradas passaram entre grandes águas, e tuas pegadas ninguém pôde conhecer”. Outra referência direta à divindade de Jesus, ligada ao Antigo Testamento, é a expressão “Sou eu!”. A frase remete ao nome de Deus revelado a Moisés em Êxodo 3. Pedro reconhece imediatamente Jesus após ouvir sua voz e quer fazer o que o Mestre faz: andar sobre as águas. Mas sua fé é insuficiente, por isso começa a afundar. O final é inspirador para nossos dias: Jesus é quem vem em nosso auxílio e nos salva. Quando estamos com ele, estamos seguros.
(Dia a Dia com o Evangelho 2025 - PAULUS)
Fonte: Paulus em 05/08/2025
Reflexão
«Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água»
Fray Lluc TORCAL Monje del Monastério de Sta. Mª de Poblet
(Santa Maria de Poblet, Tarragona, Espanha)
Hoje, não veremos Jesus a dormir na barca enquanto esta se afunda, nem acalmando a tempestade com uma só palavra de interpelação, suscitando assim a admiração dos discípulos (cf. Mt 8, 22-23). Mas a acção de hoje não é menos desconcertante: tanto para os primeiros discípulos como para nós.
Jesus tinha mandado os discípulos subir para a barca e ir para a outra margem; tinha despedido todos depois de saciar a multidão faminta e Ele tinha permanecido sozinho na montanha, profundamente concentrado em oração (cf. Mt 14,22-23). Os discípulos, sem o Mestre, avançam com dificuldade. Foi então que Jesus se aproximou da barca, caminhando sobre as águas.
Como acontece com pessoas normais e sensatas, os discípulos assustaram-se ao vê-Lo: os homens não costumam caminhar sobre a água e, portanto, deviam estar a ver um fantasma. Mas estavam enganados, não era um fantasma, mas tinham diante deles o próprio Senhor, que os convidava - como em tantas outras ocasiões - a não ter medo e a confiar n’Ele para descobrirem a fé. Esta fé exige-se, em primeiro lugar, a Pedro, que disse: «Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água» (Mt 14,28). Com esta resposta, Pedro mostrou que a fé consiste na obediência à palavra de Cristo: não disse «faça com que eu caminhe sobre as águas», mas queria fazer o que o próprio e único Senhor lhe mandasse, para poder crer na veracidade das palavras do Mestre.
As dúvidas fizeram-no cambalear na sua fé incipiente, mas levaram-no à confissão dos outros discípulos, agora com o Mestre presente: «Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!» (Mt 14,33). «O grupo daqueles que já eram apóstolos, mas que ainda não acreditavam, depois de verem que as águas se moviam sob os pés do Senhor e que, mesmo no movimento agitado das ondas, os passos do Senhor eram seguros, (...) acreditaram que Jesus era o verdadeiro Filho de Deus, confessando-O como tal» (Santo Ambrósio).
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «A oração é uma conversa e um diálogo com Deus: garantia das coisas esperadas, igualdade de condição e honra com os anjos, emenda dos pecados, remédio para os males, garantia dos bens futuros» (São Gregório de Nisa)
- «O que é a oração? Normalmente considera-se uma conversa. Numa conversa há sempre um "eu" e um "tu". Neste caso, um "Tu" com "T" maiúsculo. O mais importante é o Tu, porque a nossa oração parte por iniciativa de Deus» (S. João Paulo II)
- «Não há outro caminho para a oração cristã senão Cristo. Seja comunitária ou pessoal, seja vocal ou interior, a nossa oração só tem acesso ao Pai se rezarmos «em nome» de Jesus. A santa humanidade de Jesus é, pois, o caminho pelo qual o Espírito Santo nos ensina a orar a Deus nosso Pai» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.664)
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 08/08/2023 e 05/08/2025
Reflexão
O “poder de Deus”
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje Jesus Cristo mostra o genuíno "poder de Deus". Poucas horas antes, havia alimentado uma multidão com a milagrosa multiplicação dos pães, e pretenderam proclamá-lo rei. Jesus, escondendo-se, rejeitou esta interpretação de sua realeza. Mas, agora quer manifestar aos Apóstolos quem é Ele: caminhando sobre as águas, os tranquiliza com o majestoso "Sou eu" (o nome próprio de Deus).
O poder de Deus é diferente ao poder dos grandes do mundo. Seu modo de atuar é diferente. Deus não faz concorrência às formas terrenais do poder: não contrapõe seus exércitos a outros exércitos. Ao poder estridente e pomposo deste mundo, Ele contrapõe o poder inerme do amor que na Cruz sucumbi e, no entanto, constitui a nova realidade divina, que se opõe à injustiça e instaura o Reino de Deus.
—Jesus, ajuda-nos a entender que o poder de Deus é diferente, que o Messias tem que entrar na gloria e chegar à gloria através do sofrimento.
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 08/08/2023 e 05/08/2025
Recadinho
Você acha que Deus exige muito de você? - Você consegue se isolar de vez em quando para rezar? - Há muitas tempestades em sua vida? - Você tem muito medo? Dê algum exemplo. - Você se fortalece na oração?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 04/08/2014
Meditação
Pedro mostra fé e confiança em Jesus, pois mal ouve lhe dizer “Vem”; e salta do barco. Ao que parece, de começo foi tudo bem, mas apavorou-se quando, com o vento e as ondas, teve a impressão de estar afundando. Nossa fé pode ser firme e sincera. Isso, porém, não impede que enfrentemos momentos difíceis, quando tudo parece inseguro. Então, o que devemos fazer é pedir socorro. E o Senhor por amor estará nos estendendo sua mão divina. Façamos nossa parte e confiemos mais no Senhor.
Oração
Ó Deus, que os méritos e ensinamentos de São Domingos venham em socorro da vossa Igreja, para que o grande pregador da vossa verdade seja agora nosso fiel intercessor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 08/08/2023
Meditação
A Palavra: dos ouvidos ao coração!
Invejas entre líderes, em uma Comunidade, são detestáveis para Deus, como se vê na Primeira Leitura. Mas, diante do arrependimento dos faltosos, Deus se derrete em bondade e perdão, e a caminhada recomeça. Peregrinação comparada à travessia de um mar, às vezes, agitado por fortes ventos contrários. Jesus anda “sobre o mar”, pisa, domina, soberanamente, as maiores forças contrárias. E transmite esse seu poder a nós, como o fez a Pedro, que “começou a andar sobre a água”. Mas, começando a afundar, quando dominado pelo medo do vento, Jesus define como falta de fé. O desafio é grande! Por que também tocar em nossas vestes não comunica vida aos irmãos, como fazia Jesus?
Oração
ASSISTI, SENHOR, os vossos fiéis e cumulai com vossa inesgotável bondade, aqueles que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação e conservando-a renovada. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 05/08/2025
Comentário sobre o Evangelho
Jesus caminha sobre as águas do mar
Hoje, depois de atender as pessoas, Jesus fica em terra rezando, rezando, rezando... Os Apóstolos entraram na barca. Despois, já muito avançada a noite, o Senhor vai ao seu encontro. A pé! Simão Pedro, chamado por Jesus, também consegue andar sobre as águas. Porém, quando se levanta o vento, assusta-se… e começa a afogar-se.
- Também te acontece a ti? Homem de pouca fé! Se aprendêssemos a confessar como os Apóstolos, «verdadeiramente és o Filho de Deus»...
Fonte: Family Evangeli - Feria em 08/08/2023 e 05/08/2025
Meditando o Evangelho
FÉ VACILANTE
A experiência de se encontrar num pequeno barco, no meio do mar agitado, serviu, para por à prova, a fé dos discípulos de Jesus. A fé vacilante deles não lhes permitiu perceber a presença do Senhor. Por isso, gritaram de pavor, pensando que iriam morrer. No momento de dificuldade, a fé dos discípulos fraquejou.
Pedro, líder da comunidade, também passou pela provação da fé. Jesus foi desafiado por ele, quando este lhe pediu permissão para caminhar sobre as águas. Seria um sinal de que, de fato, o Senhor estava com ele. As palavras - "Se és tu, Senhor! - soam como um desafio.
O apóstolo, porém, já próximo de Jesus, deixou-se vencer pelo medo, quando o vento soprou furioso. E No auge do desespero, recorreu a Jesus. Este o salvou, censurando-lhe, porém, a pouca fé.
A cena da tempestade transmite uma mensagem importante. É nos momentos de tribulação que a fé do discípulo é posta à prova. Ninguém pode estar seguro de não vacilar. Pedro e os líderes da comunidade vacilaram. Quiçá, por confiar nas próprias forças, prescindindo do Senhor. Foi preciso que o Mestre fosse em seu socorro e os salvasse. De igual modo, a comunidade, esquecendo-se do Senhor, não seria capaz de sobreviver diante das perseguições. Ela só será salva, se segurar na mão estendida de seu Mestre, começou a afundar.
Oração
Senhor Jesus, revigora minha fé vacilante, fazendo-me lembrar que tu estás sempre junto de mim, para me estender a mão.
Fonte: Dom Total em 04/08/2015 e 07/08/2018
Meditando o evangelho
TOCANDO A SALVAÇÃO
A fé pequena dos discípulos contrasta com a do povo de Genesaré, impressionado pelo que Jesus realizava em favor dos desvalidos. Enquanto Pedro foi censurado por ter uma fé demasiado pequena, os habitantes da cidade vizinha ao lago, movidos pela fé, imediatamente, reconheceram Jesus e mandaram avisar o povo da região. Trouxeram até ele "todos os doentes", pedindo-lhe apenas permissão para tocar a orla do seu manto. Nada mais!
Em outros relatos de milagres, Jesus exige uma profissão explícita de fé, antes de atender o pedido de cura. Era um pré-requisito para que o pedido fosse atendido. Isto não acontece no caso do povo que quer tocar-lhe o manto. Basta-lhe a fé implícita que tem no coração. Afinal, se tinham vindo de longe, trazendo os seus doentes, e tinham a certeza de que voltariam para casa curados, é porque confiavam no poder taumatúrgico de Jesus. Se tivessem dúvida, jamais teriam se submetido ao sacrifício de transportar os seus doentes. "E quantos o tocaram, recobraram a saúde!" Isto é um evidente indício de que Jesus captara a sinceridade da súplica daquele povo.
A fé que traziam no coração permitiu-lhes chegar a salvação. Recobrar a saúde significa beber da fonte da verdadeira vida.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Pai, aproxima-me de Jesus de quem brota a salvação e a vida, para que eu possa ser curado do egoísmo que me impede de fazer o bem ao próximo.
Fonte: Dom Total em 02/08/2016
Meditando o evangelho
EM MEIO ÀS TEMPESTADES
A cena evangélica desenrola-se em meio aos ventos, tempestades e ondas encapeladas, que põem em risco a vida dos discípulos, enquanto atravessam o mar da Galiléia. Além disso, é noite! A natureza toda parece ter-se colocado contra o pequeno grupo. O quê fazer neste contexto desesperador, quando todos já haviam sido tomados pelo medo?
A salvação aparece com a chegada de Jesus. Embora a tempestade continue, ele lhes recomenda a não temer, mas confiar. Quando o Mestre está com eles, podem estar seguros de que não perecerão.
A ousadia de Pedro, querendo por à prova o Mestre, acabou em fracasso. Amedrontado pelo vento furioso, começou a afundar. Sua falta de fé levou-o a duvidar da presença do Senhor. Donde o risco de quase ter sido tragado pelas ondas. Só se salvou porque recorreu a Jesus.
Este fato ilustra a vida da comunidade cristã, atribulada por perseguições, verdadeiras tempestades que devem enfrentar. Quando tudo parece concorrer para fazer a comunidade sucumbir, é preciso reconhecer a presença salvadora do Mestre. Até mesmo as lideranças, representadas por Pedro, correm o risco de perder a fé. Atitude arriscada, que pode levar a todos de roldão. Só é possível salvar-se, recorrendo a Jesus: "Senhor, salva-nos!"
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Espírito de entrega nas mãos de Deus, nos momentos de tempestade, faze-me perceber a presença salvadora de quem pode impedir-me de sucumbir.
Fonte: Dom Total em 04/08/2014, 08/08/2017, 03/08/2020 e 03/08/2021
Oração
Deus de poder e misericórdia, que tornastes são João Maria Vianney um pároco admirável por sua solicitude pastoral, dai-nos, por sua intercessão e exemplo, conquistar no amor de Cristo os irmãos e irmãs para vós e alcançar com eles a glória eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 04/08/2014
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
1. Jesus caminha sobre o mar
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
Jesus não é um fantasma. Nem uma ideia vaga, nem uma força do universo. É alguém muito concreto, uma pessoa, sujeito de atribuições, com natureza humana como nós e com natureza divina por ser Deus. É ele quem diz: “Coragem, sou eu, não tenham medo. Venha, homem de pouca fé”. E somos nós que dizemos: “Senhor, salva-me. Tu és o Filho de Deus”. Pedro estava andando sobre as águas e, sentindo o vento, ficou com medo e começou a afundar. Jesus insiste o tempo todo com os discípulos para que acreditem que podem mais do que pensam. Poderão multiplicar os pães? Poderão andar sobre as águas?
Fonte: NPD Brasil em 08/08/2017
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. Os Vendavais na Vida dos Discípulos
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Uma boa pergunta para entrarmos de cabeça nessa reflexão: por que os discípulos ficaram com medo e pensaram que Jesus, caminhando sobre as águas na direção deles, era um fantasma? Porque era exatamente o clima das primeiras comunidades cristãs naqueles primeiros anos do cristianismo. Tinham medo porque não sabiam em que ia dar tudo aquilo, segundo, Jesus de Nazaré tinha morrido e portanto, se apareceu andando sobre as águas, era mesmo um fantasma. Era Jesus mas se tratava de uma aparição fantasmagórica, que de concreto nada pode fazer a não ser passar por paredes, andar sobre as águas e outras coisas desse tipo, próprias de um fantasma.
Então no diálogo com Jesus, feito por Pedro, vem a primeira prova de que não é um fantasma, pois Pedro queria saber se era Jesus mesmo, e se ele pudesse fazer as mesmas coisas que Jesus fazia, então sua presença era real. Á ordem de Jesus “Vem” o velho Pedro andou sobre as águas exatamente como Jesus. Jesus tinha o mar sobre seus pés, dominava as forças do mal presente no fundo do mar, segundo os antigos acreditavam, em sua vida Jesus venceu essas forças e agora, á sua Igreja também poderá fazê-lo entretanto...
A Comunidade não supera as Forças do mal com seus próprios recursos, sua capacidade, seu conhecimento sobre o assunto, suas ideologias. Nada disso! Enquanto Pedro caminhava ao encontro de Jesus, isso é, pensava e agia exatamente como o Mestre, conseguia superar as forças malignas dos vendavais e tempestades que assolavam as comunidades.
Mas há momentos desse embate, que nos julgamos perdidos, o medo e o desânimo nos domina, e quando sentimos que tudo vai acabar, isso é, que as forças contrárias ao evangelho e á Igreja, são maiores e mais poderosas do que a nossa Fé, só há uma coisa a fazer: reconhecer que a Salvação vem de Jesus e somente dele! Não é a estrutura da Instituição que nos salva, não são os métodos pastorais ou as estratégias dos movimentos, ou a fama e o sucesso da Igreja na Mídia, mas somente e unicamente Jesus.
Há em nossa Igreja muitas vezes movimentos super bem organizados em nível de arquidiocese, de cidades, de região, de estado e até mundialmente. Que sempre reconheçamos a importância desses movimentos mas tenhamos muito claro que o centro da Salvação está no Cristo anunciado pelo Santo Evangelho. Jesus entra para dentro da barca após tomar Pedro pela mão. Jesus não leva Pedro junto a si, em um lugar exclusivo e isolado, mas ele entra na barca junto com os demais, que ao verem cessar a tempestade professaram a Fé “Tu és verdadeiramente o Filho de Deus!”
Não há nenhum outro lugar, fora da comunidade eclesial, onde se possa fazer essa experiência da presença real do Senhor agindo com os que creem, no combate interminável contra a ventania, as ondas e temporais que tentam em vão afundar essa Barca.
Acreditamos no sucesso da missão evangelizadora, por causa do nosso desempenho, ou porque vemos em tudo a ação misteriosa de Jesus, fazendo a Salvação acontecer na vida das pessoas?
2. Coragem! Sou eu. Não tenhais medo! - Mt 14,22-36
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
A tempestade no mar é contada por Marcos e João, cada um a seu modo. Lucas não diz nada. Mateus vê no barco sacudido pelas ondas e pelo vento forte a comunidade da Igreja. Os discípulos têm medo, Pedro afunda nas águas. Jesus resolve os problemas, e tudo termina com a solene profissão de fé: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus”. Esta profissão de fé não pode faltar na mente, no coração e na boca de quem se sente membro da Igreja. Cremos que mesmo nos momentos de muitas dificuldades e grandes tempestades, vindas de fora ou criadas por nós mesmos, a voz de Jesus se faz ouvir: “Coragem! Não tenham medo!”
Fonte: NPD Brasil em 03/08/2021
REFLEXÕES DE HOJE
TERÇA
Fonte: Liturgia Diária Comentada2 em 04/08/2015
HOMILIA DIÁRIA
Salva-me, Senhor!
Postado por: homilia
agosto 7th, 2012
Depois de Jesus ter alimentado, milagrosamente, o povo que estava como “ovelha sem pastor”, manda Seus discípulos navegarem de volta a Genesaré, enquanto Ele despedia as multidões.
Após isso, o Senhor subiu o monte, a sós, para orar. Era uma situação difícil. Ele tinha que se fortalecer mediante a oração para agir sabiamente conforme a vontade do Pai. No crepúsculo do monte, Jesus viu os discípulos ao longe remando, vigorosamente, na escuridão, pois enfrentavam um forte vento contrário.
Em altas horas da madrugada, Seus discípulos O viram andando sobre a água, em vias de ultrapassar o seu barco. Assustados, pensaram que fosse um fantasma. E gritaram, com medo. Nunca haviam visto um fantasma, mas um homem de verdade não podia andar sobre a água assim! Assustados, ficam sem rumo a tomar. Quantas vezes também passamos por “tempestades” nesta vida e, com perplexidade, lutamos para vencer os problemas que nos parecem insolúveis.
Não devemos nos desesperar, porque sabemos que nosso Salvador sabe da nossa situação e virá nos socorrer a tempo. Saiba que o Senhor não se divertiu com a aflição dos discípulos, mas, imediatamente, os tranquilizou: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo”.Pedro se animou tanto – ao vê-Lo andando sobre a água assim – que pediu permissão para fazer o mesmo e ir até Ele.
Aqui vemos a fé de Pedro: estava disposto a fazer uma coisa que era naturalmente impossível, mesmo arriscando sua própria vida naquelas águas perigosas, convicto de que o Senhor Jesus lhe daria o amparo necessário se Ele assim quisesse! A fé é provada pelas obras.
O Senhor disse a Pedro, simplesmente: “Venha!”. O apóstolo desceu do barco e andou sobre a água para ir ter com o Mestre. Não ficou na intenção, mas demonstrou a legitimidade da sua fé. Nossa fé é, muitas vezes, forte na teoria, mas fraca na prática. Sejamos como Pedro, obedecendo às ordens do Senhor: notem que ele pediu que o Senhor o mandasse ir, ele não foi por conta própria. O Senhor aproveitou a ocasião para nos dar uma lição. Pedro estava andando sobre a água, confiante no poder de Cristo para sustê-lo. “Mas, quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: ‘Senhor, salva-me!’”
Pedro sentiu o poder do vento e teve medo, porque começou a duvidar. Sabia que ele próprio não tinha condições para andar na água, duvidou do poder do Senhor e, em consequência, começou a afundar.
A lição é que, quando o Senhor nos chama para Si, podemos estar certos de que Ele é poderoso para afastar todos os obstáculos do caminho. Deixemos todo embaraço e pecado, que tão de perto nos rodeia, e corramos, com fé e paciência, a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual – pelo gozo que Lhe estava proposto – suportou a cruz, desprezando a afronta para que todos nós fôssemos salvos pela Sua Morte e Ressurreição.
Pedro não procurou nadar – o que parece que ele sabia fazer -, mas, sabiamente, recorreu logo ao Senhor Jesus. Não foi preciso uma oração comprida, cheia de lindos termos de linguística e citações bíblicas, senão ele teria se afogado antes mesmo de terminar; mas curta, objetiva, para a pessoa certa: “Senhor, salva-me!”
No momento mais difícil da sua vida, com grande fé, este deve ser o seu grito: “Salva-me, Senhor!”
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 07/08/2012
HOMILIA DIÁRIA
Quando cremos em Deus nenhum vento contrário nos derruba
Quando cremos em Deus, Ele não deixa que nenhum vento contrário e nenhuma situação adversa nos derrubem e nos joguem no chão.
“Jesus, porém, logo lhes disse: ‘Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!’.” (Mateus 14, 27)
Jesus despediu as multidões e vai agora para um lugar deserto a fim de continuar a Sua comunhão com o Pai e continuar se abastecendo e se alimentando da presença divina do Pai em Sua vida. Enquanto Jesus faz isso, o barco dos discípulos segue adiante e um vento contrário vem agitá-lo, porque as ondas são fortes e o vento está contrário.
Quantos ventos contrários estão agitando o nosso coração! Às vezes, está tudo calmo dentro de nós, está tudo bem, tudo tranquilo – “Como vai você? Estou bem, graças a Deus!”. Quando tudo parece estar bem, começam a vir os ventos das contrariedades. E como não sabemos lidar com as contrariedades, elas nos tiram do sério e começamos a nos agitar e a ficar inquietos e, à medida que damos vazão e importância aos ventos contrários que vêm em nossa vida, até perdemos o nosso sono, a nossa paz e a nossa tranquilidade interior. Porque os ventos nos perturbam e os ventos contrários se transformam em fantasmas e fantasias dentro de nós, de modo que o medo, o pavor, a inquietação e o excesso de preocupação tomam conta de nós. E mesmo quando a mão de Deus vem nos socorrer, até ela nos apavora; até das mãos de Deus temos medo.
As palavras corretas para discernir tudo isso são, justamente, medo e temor. Tanto o medo como o temor manifestam a falta de confiança. O medo manifesta o tamanho do desespero que há em nós: quem muito se desespera, muito medo tem; e quem pouco se desespera tem menos medo.
Mas a verdade é que quando nos desesperamos tiramos a nossa confiança daquilo por que esperamos. E então, meus irmãos, somos realmente movidos para lá e para cá. Quando perdemos a nossa paz interior perdemos tudo. E Jesus diz para mim e para você no dia de hoje: “Coragem, não tenhais medo, estou contigo!” Por mais agitado que esteja o mar da sua vida, por mais ondas contrárias que estejam vindo ao seu encontro, por mais percalços que você encontre pelo caminho, Ele está com você. Não desanime! “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” (Mateus 14, 27).
Sabem, meus irmãos, o Senhor não deixou nenhum dos Seus apóstolos perecer por mais medrosos que estes fossem. Se você crê e confia no Senhor, Ele não vai deixar que nenhum vento contrário, nenhuma situação adversa, que nada venha tentar derrubá-lo e jogá-lo no chão. Maior que tudo isso é a mão do Senhor, é Ele quem nos segura pela mão. E se a mão d’Ele não for suficiente, Ele nos segura nos braços, mas não nos permite perecer pelo caminho.
Coragem, fé, confiança, Deus está conosco!
Que Ele abençoe você!
Fonte: https://homilia.cancaonova.com/pb/homilia/quando-cremos-em-deus-nenhum-vento-contrario-nos-derruba/ (04/08/2014)
HOMILIA DIÁRIA
O medo é um mal a ser combatido
O medo afunda a nossa vida, nos faz sofrer antecipadamente e perder a confiança em Deus e em nós mesmos, por isso deve ser combatido.
“Mas, quando sentiu o vento, Pedro ficou com medo e começando a afundar, gritou: ‘Senhor, salva-me!’.” (Mateus 14, 30)
Nós hoje contemplamos essa passagem maravilhosa na qual Jesus saciou aquela multidão faminta e seguiu mar adiante, pegou a barca e foi para um mar mais à frente. Contudo a barca se agitou pelas ondas e pelo vento contrário e, às três da manhã, Jesus andava sobre o mar.
Então os discípulos ficaram demasiadamente apavorados e Jesus lhes diz a primeira vez: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” (Mateus 14, 17). Pedro foi chamado a ir ao encontro do Senhor e, ao ir ao encontro d’Ele, o vento continuou e o mar continuou agitado e, diante do vento, o apóstolo ficou com medo, começou a afundar e a gritar: “Senhor, salva-me!”.
O medo afunda a nossa vida e o nosso coração. O medo nos afoga, nos apavora e nos faz perecer diante das circunstâncias difíceis da vida. Por mais corajosos que pareçamos ser e por mais audaciosos que demonstramos ser, o medo está sempre nos rondando. Ele é um verdadeiro fantasma em nossa vida que nos apavora, nos tira da realidade, estremece a nossa fé e nos faz desconfiar de Deus e de nós mesmos.
Existem pessoas que se aproximam de Deus por medo de perdê-Lo, medo disso e daquilo, mas, o medo, na verdade, não é um amigo, é um grande inimigo para o nosso coração, para a nossa alma, para nossa fé, para nossas escolhas e para as nossas opções de vida. Medo de errar de novo, medo de cair, de perecer e de não dar conta [de realizar algo].
O medo é um mal a ser combatido! Nós não podemos viver como se nada de perigoso fosse nos acontecer, não cuidar da nossa segurança e não ser responsáveis. Não se trata de nada disso, pois a fé vem conjugada com a prudência. Ser prudente é saber fazer escolhas certas e corretas para a vida; já o medo é uma realidade psicológica que nos faz antecipar fatos e realidades e viver apavorados com coisas que nem aconteceram. E o pior do medo é que ele evoca sobre nós o que de pior poderia acontecer.
É Jó quem exclama: “Que meus medos não se realizem!”. Por isso Jesus vem hoje até nós como já veio em tantas outras ocasiões para nos dizer que é preciso combater o medo.
[No Evangelho] O problema não é o mar, não são as ondas, não é a falta de segurança, ainda que existam tantas realidades perecíveis e inseguras neste mundo; o medo não pode nos dominar nem mandar em nossa vida. Nós precisamos nos purificar de tudo aquilo que o medo já fez em nós, precisamos combatê-lo e viver da fé a cada dia da nossa vida.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 04/08/2015
HOMILIA DIÁRIA
Em Deus, todos os nossos medos são vencidos
Nossos medos são maiores que nós mesmos, mas em Deus todos eles são vencidos
“Jesus, porém, logo lhes disse: ‘Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!’.” (Mateus 14, 27)
Jesus mandou Seus discípulos seguirem na barca, porque Ele foi se ocupar do essencial: retirou-se para estar a sós com o Pai, para abastecer-se da graça do Alto. Ele tinha cuidado de toda uma multidão sofrida e machucada, precisava restabelecer-se na graça.
A graça da oração é o alimento que coloca a alma em pé e na comunhão plena com Deus. Sem ela, perdemos o elo e a direção por onde devemos seguir. Quando nos falta oração, os fantasmas da vida tomam conta de nós. Os fantasmas do medo, da ansiedade, da agitação e da preocupação corroem e consomem o nosso dom mais precioso: a fé.
Nós tememos, apavoramo-nos, porque os mares da vida se agitam, as situações nos tornam pessoas agitadas; e quando o agito é grande demais, começamos a ver fantasmas, começamos a nos apavorar, temos medo, desesperamo-nos, perdemos a fé e a esperança.
Quando Jesus vem ao nosso encontro, nem sempre somos capazes de reconhecê-Lo, porque, quando o medo toma conta da alma humana, ela enxerga todas as coisas de forma distorcida e errada. Temos medo das pessoas, medo de nós, temos medo até de Deus, por isso não nos aproximamos d’Ele com a fé e a confiança de que precisamos.
Não alimentemos nossos medos, pelo contrário, aniquilemos toda força do medo que há em nós. E como aniquilamos a força do medo? Estes, muitas vezes, são maiores do que nós mesmos, mas em Deus todos eles são vencidos; e nós o aniquilamos quando tendo uma relação próxima com o Senhor, quando vivemos uma vida de comunhão com Ele na oração e na Palavra; assim, o medo vai se aniquilando da nossa vida. Ele não desaparece, mas é vencido e fica em seu lugar quando a fé e a graça de Deus ocupam o primeiro lugar em nossa vida e no nosso coração.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 08/08/2017
HOMILIA DIÁRIA
O medo enfraquece a nossa fé em Deus
“E gritaram de medo. Jesus, porém, logo lhes disse: ‘Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!’.” (Mateus 14,27-28)
Quando a noite chega, o pavor já toma conta do coração humano diante da escuridão. Mais do que o pavor da escuridão, há as águas impetuosas que se movimentam de um lado para outro. E quando as coisas saem daquele parâmetro comum do que estamos acostumados, o medo já nos bate à porta; preocupamo-nos, agitamo-nos, assustamo-nos, porque não sabemos lidar com o diferente nem com os ventos contrários.
Quando o medo começa a tomar conta dos impulsos e dos sentimentos do coração, ele cria fantasias e fantasmas, até da pessoa que está do nosso lado temos medo, vemos nela o que ela não é, e ela começa ser uma caricatura para nós, porque o medo fantasia as realidades.
Por isso, quando Jesus está vindo sobre as águas, eles não veem Jesus, eles veem um fantasma, ficam apavorados, gritam de medo, e é preciso a voz do Mestre ressoar: “Não tenhais medo! Sou eu”.
É preciso deixar ressoar, no fundo da nossa alma, no fundo do nosso coração: “Não tenhais medo”, porque precisamos vencer o medo, o pavor, e permitir que a nossa fé seja cura, não seja simplesmente um escudo para não nos apavorar diante das situações.
Aumentemos a nossa relação de confiança com Jesus, para que nenhum medo seja maior que a nossa fé
A fé tem que nos curar dos fantasmas, das fantasias, dos pavores que fomos acumulando ao longo da vida. Quando entramos para a penumbra da nossa alma, percebemos que há muitos fantasmas escondidos dentro de nós. E eles ressuscitam criando pânico e pavor dentro do nosso coração.
Exorcizemos todos os fantasmas do coração, todos os medos e fantasias da alma, inclusive aqueles que vêm do nosso consciente, até por situações de infância que não resolvemos ao longo da vida.
O Mestre Jesus vem ao nosso encontro para nos curar, para nos colocar de pé. É de pé que Pedro fica para ir ao encontro de Jesus, mas quando ele vai, o Mestre diz: “Vem, Pedro”. E quando Pedro caminhava em direção a Jesus, sentiu um vento bater n’Ele e ficou com medo.
O medo apavora, destrói até a nossa relação confiante com Deus. O medo nos faz tremer diante de qualquer vento que vem ao nosso encontro. O problema, no entanto, não é o vento nem a tempestade, o problema é o nosso medo que enfraquece a pouca fé que temos; e quando a fé fica enfraquecida, nós desabamos.
Alimentemos a nossa fé, coloquemos a nossa fé em Jesus e, mais do que colocá-la n’Ele, alimentemos a nossa fé com Ele. Aumentemos a nossa relação de confiança com Jesus, para que nenhum medo seja maior que a nossa fé, para que nenhum medo grite dentro de nós mais alto do que a convicção do amor que Deus tem por nós.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 03/08/2020
HOMILIA DIÁRIA
Os medos criam fantasmas em nossa vida
“Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: ‘É um fantasma’. E gritaram de medo. Jesus, porém, logo lhes disse: ‘Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!’.” (Mateus 14,26-27)
Andamos nas ondas agitadas da vida, andamos no barco da vida e as ondas se agitam, o mar se torna revolto, as situações contrárias e contraditórias vêm ao nosso encontro e, quando olhamos para dentro do nosso coração, a agitação cresce. São tantas coisas guardadas e acumuladas que estão se agitando dentro de nós, estão se agitando dentro da nossa vida.
Então, uma vez que a barca está em alto mar, a barca é agitada pelas ondas e o vento contrário vem ao nosso encontro, e onde está Jesus? Está na calmaria, na sobriedade, na serenidade da alma e do coração, mas Jesus não se importa com aquilo que nós estamos passando, vivendo e enfrentando? É claro que Ele se importa e, por isso, Ele nos ensina como devemos nos comportar em meio a essas situações todas.
Quando os mares da vida se agitam, não podemos deixar que o nosso interior se agite, que o nosso interior seja levado por essas ondas, não podemos cair na mesma onda e é por isso que, antes de subir na barca, Jesus subiu ao monte para orar a sós, para estar na comunhão com o Pai, para estar envolto pela graça do Pai.
Que sejam vencidos todos os fantasmas dos medos que estamos acumulando em nosso coração
Precisamos cuidar de nós, precisamos cuidar do nosso coração e do nosso ser, porque as ondas agitadas deste mundo estão nos assustando, nos amedrontando e por isso o nosso coração está se enchendo de medo, de pavor e estamos criando fantasmas e fantasias. Melhor ainda, os fantasmas e as fantasias estão se tornando corpo em nossa vida, frutos do medo, da falta de fé, da fé ingênua, fruto da falta de cultivo de uma relação autêntica com Deus, falta de uma oração onde nós realmente nos jogamos em Deus.
As coisas se agitam dentro de nós, confundimos até Jesus, como os discípulos confundiram. Ficaram tão apavorados que viram Jesus e acharam que Ele era um fantasma. É Jesus que está nos dizendo no fundo da nossa alma: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo”.
Coragem, meu irmão! Coragem, minha filha! O Senhor está no meio de nós, o Senhor está entre nós e Ele não é um fantasma. Ele é o Filho único e verdadeiro de Deus, verdadeiramente Ele é o Filho de Deus, como eles depois proclamaram.
Proclamemos que Jesus é o Filho de Deus, proclamemos o senhorio d’Ele, nos prostremos na presença de Jesus e que sejam vencidos todos os fantasmas dos medos que estamos acumulando em nosso coração.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 03/08/2021
HOMILIA DIÁRIA
Fortaleça a sua fé e confie em Jesus
“Então, Pedro lhe disse: ‘Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água’. E Jesus respondeu: ‘Vem!’ Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e começando a afundar, gritou: ‘Senhor, salva-me!’ Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: ‘Homem fraco na fé, por que duvidaste?’.” (Mateus 14,28-31)
O evento, narrado no Evangelho de hoje, acontece logo após Jesus realizar o milagre da multiplicação dos pães pela primeira vez. Esse milagre da multiplicação dos pães foi algo surpreendente para os seus discípulos e, com certeza, fez com que a fé deles crescesse.
Mas, logo após realizar esse milagre da multiplicação, Jesus pediu que seus discípulos entrassem na barca e seguissem à sua frente; Jesus não vai com eles, ou seja, logo após realizar esse fato surpreendente, Jesus ordena que seus discípulos retornem à sua vida normal, retornem ao cotidiano de suas vidas.
O lago, que era o ambiente comum de boa parte dos discípulos de Jesus, representa justamente isto: a vida cotidiana, o ambiente normal, a vida comum dos discípulos.
As ondas, que nós vemos nesse Evangelho, representam as lutas diárias que todos nós precisamos enfrentar. Na nossa vida cotidiana, na nossa vida diária, também enfrentamos muitas lutas, muitos vendavais, muitos momentos difíceis. E, ao estarmos nesse cotidiano de nossas vidas, com os desafios, com as lutas, o que não podemos jamais esquecer é que Jesus permanece sempre conosco, ainda que nós não O vejamos; assim como os discípulos não estavam vendo Jesus, porque Ele não estava com eles, ali, naquele momento.
Será a fé que nos ajudará a compreender que Jesus está conosco no ordinário da nossa vida
Porém, Jesus está conosco não somente nos momentos extraordinários. Os momentos extraordinários são importantes para fortalecer a nossa fé — e será essa fé que nos ajudará a compreender que Ele está conosco no ordinário da nossa vida, principalmente quando esse ordinário vem carregado de grandes desafios.
Jesus não veio a esse mundo para tornar tudo mais fácil, mas Ele veio a esse mundo para nos ensinar a caminharmos de mãos dadas com Ele, a termos a coragem de sermos ajudados por Ele, sustentados por Ele nas dificuldades.
O que acontece é que, muitas vezes, somos como os discípulos que, diante da dificuldade, diante do problema, têm dificuldade para reconhecer o Senhor. Quando surgem os problemas, os desafios, não conseguimos identificar a presença do Senhor em nossa vida diária.
Pedro, no Evangelho de hoje, diz: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre as águas”; demonstrando assim, ao mesmo tempo, uma confiança em Jesus, mas também a incapacidade de reconhecê-Lo completamente.
Às vezes, nós também demonstramos confiar no Senhor — “Sim, Senhor, nós confiamos em Ti” —, mas não plenamente. Somos um povo de fé, mas, às vezes, caímos na tentação de olhar mais para as ondas do que para Jesus; olhamos mais para os problemas e desafios do que para Aquele que é maior do que qualquer desafio ou problema na nossa vida.
Deixemos, meus irmãos, de focar somente nos problemas, deixemos de olhar somente para as dificuldades, para as grandes ondas, mas olhemos para Jesus, olhemos para Aquele que é maior do que qualquer desafio ou problema na nossa vida. Olhemos para Aquele que está sempre conosco e quer sempre nos sustentar com Sua mão.
Tenha fé e não desvie o seu olhar de Jesus!
Desça sobre vós a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Bruno Antônio
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 08/08/2023
HOMILIA DIÁRIA
Domínio do Mar
Andar sobre as águas do medo
Depois que a multidão comera até saciar-se, Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem a sua frente para o outro lado do mar, enquanto ele despedia as multidões. Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte para orar as sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali sozinho. A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. Pelas três da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. Quando os discípulos o avistaram andando sobre o mar, ficaram apavorados e disseram: É um fantasma! E gritaram de medo. Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo.” (Mateus 14,22-36)
A hora das trevas e o nome de Deus
Meus irmãos e minhas irmãs, os discípulos estão no meio do mar agitado, o que já é algo tenebroso para aqueles pescadores. E ainda a hora é em torno das três e cinco da manhã, ou seja, ainda é a hora das trevas.
No meio de tamanho caos e escuridão, Jesus aparece e diz – a tradução em português: “Sou eu”, mas, na verdade, é: “Eu sou”. Faço questão de dizer aquilo que está no original grego ego eimi, “eu sou”, o mesmo nome que Deus pronunciou a Moisés, justamente para recordar que Deus é uma pessoa, e que Ele existe e age em favor do Seu povo.
É esse Deus que se levanta em meio às nossas tribulações e em meio aos nossos sofrimentos, é esse Deus que responde quando elevamos nossa prece em meio ao caos que, muitas vezes, está ao nosso redor.
O desafio de andar sobre as águas
Talvez você esteja vivendo, hoje, uma situação caótica, uma tribulação; então, é o nome de Jesus que você vai reclamar hoje. A dúvida de Pedro era, de fato, se Jesus estava ali, naquele mar agitado. Pedro é convidado por Cristo a ir ao Seu encontro, e essa foi a travessia mais dura de toda a sua vida.
Pedro era um homem do mar, porém, ele nunca foi capaz de dominar o seu mar, nunca foi capaz de andar sobre as águas agitadas. Sempre esteve no comodismo das margens, lançava as redes, mas voltava para as margens; agora, com Jesus, Pedro foi desafiado; e enquanto ele olhava fixo em Jesus, conseguia caminhar sobre as águas. Quando ele desviava o seu olhar e era tomado pelo medo dos ventos, ele afundava. Assim somos nós.
A última palavra é de Jesus
Hoje, nós queremos ouvir, mais uma vez, Jesus dizendo aos nossos ouvidos: “Eu sou. Não tenhais medo. Eu estou presente, eu estou na barca da sua vida, eu estou contigo no meio dessa tribulação. Você não está sozinho”.
Deixemos, hoje, que esta palavra acalente o nosso coração, que ela nos conforte em meio às nossas tribulações e devolva para todos nós a esperança de que essa situação não tem a última palavra, pois a última palavra é de Jesus.
Sobre todos vós, dessa a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Heleno Ferreira
Padre Donizete Heleno Ferreira é Brasileiro, nasceu no dia 26/09/1980, em Rio Pomba, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2003 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: https://homilia.cancaonova.com/pb/homilia/andar-sobre-as-aguas/?sDia=5&sMes=8&sAno=2025 (05/08/2025)
Oração Final
Pai Santo, infunde em nós o desejo de procurar tua Presença e, diante de Ti, mantém-nos conscientes, encantados e agradecidos pelo Amor que nos dedicas, criando-nos e nos mantendo vivos, cheios de fé, esperança e amor – por Ti, pelos companheiros do caminho e pelo universo encantado em que nos colocaste.. Por Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 07/08/2012
Oração Final
Pai Santo, faze-nos lembrar que a Criação não é coisa do passado, mas é por tua Presença sempre renovada que a permanecemos vivos e capazes de amar. Ensina-nos, Pai querido, a partilhar com os irmãos nossa fé, cheios de gratidão. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 04/08/2014
Oração Final
Pai Santo, que te manifestas por tantas formas em nossa vida, dá-nos discernimento para acolher tua Presença amiga e protetora; faze-nos encantados e agradecidos por ela e nos inspira para anunciarmos o teu Reino de Amor entre os homens. Pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Canção Nova em 04/08/2015
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, que moras em nossos corações, faze-nos conscientes de tua Presença amorosa em todos os momentos de nossa vida. Que o teu Espírito inspire a nossa oração e ela se torne encontro terno contigo, como nos ensinou o Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Canção Nova em 08/08/2017
ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, infunde em nós o desejo de procurar a tua Presença e, diante de Ti, mantém-nos conscientes, encantados e agradecidos pelo Amor que nos dedicas, criando-nos e nos mantendo vivos e cheios de Fé, Esperança e Amor. Amor por Ti, Pai querido, pelos companheiros do caminho e pelo universo em que nos colocaste. Por Jesus Cristo, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 07/08/2018
ORAÇÃO FINAL
Pai muito amado, não permitas que a nossa fé – ela é tão pequenina… – duvide de tua Presença em nossos corações e no nosso meio, especialmente nestes momentos de crise e de pandemia que vivemos. Que nas águas revoltas do mar da vida nós aprendamos a identificar o teu Caminho e a navegar por ele, acompanhando o Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo vive e reina, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 03/08/2020
oRAÇÃO FINAl
Ó Jesus, Filho de Deus, quão intensa é tua dedicação ao Reino. Despedes a multidão saciada, sobes ao monte para rezar, acalmas os discípulos assustados, censuras a fé inconsistente de Pedro e vais a outro lugar, onde curas todos os doentes que tocam no teu manto. A ti nossa imensa gratidão. Amém.
Fonte: Canção Nova em 03/08/2021


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