segunda-feira, 14 de setembro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 15/09/2026

ANO A


Jo 19,25-27

Comentário do Evangelho

Eis a tua mãe!


Ligada à festa da Exaltação da Santa Cruz, celebramos hoje a memória de Nossa Senhora das Dores. Maria não só é a mãe do Salvador, mas também o segue fielmente como verdadeira discípula até a cruz, compartilhando suas dores. Na profecia de Simeão, quando ela e José apresentam o menino Jesus no Templo, conforme a lei (Lv 12), algo lhe é revelado: “uma espada transpassará tua alma”. É a imagem da espada do juízo de Deus (Ez 14,17), ou mesmo de sua Palavra, que penetra profundamente a alma (Hb 4,12). Ela a fará fiel, mas trará dor pela rejeição e pela perseguição ao Cristo. Essa é a primeira das sete dores de Maria, baseadas em Santo Afonso de Ligório e comumente meditadas na Semana Santa. As demais são: a fuga para o Egito; a perda do menino Jesus no Templo; o doloroso encontro com Jesus no caminho do Calvário; o suplício e morte de Jesus na cruz; o recebimento do corpo do Cristo tirado da cruz; e sua sepultura. Nas dores de Maria, entregamos as dores das primeiras comunidades perseguidas e também das mães que sofrem pela fome, pela violência e pela injustiça contra seus filhos.
Pe. Jackson Câmara Silva, INJ, ‘A Bíblia dia a dia 2025’, Paulinas.
Fontes: Facebook da Paroquia Santa Cruz de Campinas (SP) e Comece o Dia Feliz em 15/09/2025

Reflexão

A devoção às dores de Maria tem origem popular, passando posteriormente para a liturgia, quando o papa Pio VII introduziu a celebração da Bem-aventurada Virgem Maria das Dores, que hoje celebramos. A participação dolorosa da Mãe do Salvador em sua obra de salvação é atestada na hora da cruz pelo evangelista João, que a recebeu em sua casa como verdadeira Mãe, tornando todo discípulo de Jesus Cristo também filho de Maria (“Mulher, eis aí o seu filho”). A tradição, difundida particularmente pelos servitas e pelos passionistas, especificou sete dores de Nossa Senhora, que são: 1. A profecia de Simeão sobre Jesus (Lc 2,22-35); A perseguição de Herodes e a fuga para o Egito (Mt 2,13-21); 3. A perda do menino Jesus no templo de Jerusalém (Lc 2,41-51); 4. O encontro doloroso de Maria com seu Filho Jesus carregando a cruz, no caminho para o Calvário (via crucis); Maria aos pés da cruz (Jo 19,25-27); 6. Maria recebe em seus braços o corpo do seu filho morto tirado da cruz (Mt 27,55-61); 7. Maria observa quando depositam o corpo de Jesus no sepulcro, ficando em triste solidão (Jo 19,38-42).
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/dia-15-terca-feira-12/

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

O Pai não quis sofrimento para seu Filho, para a Mãe dele, para nenhum de nós. Quis, e o Filho e sua Mãe abraçam com todo ser: vivem o divino Amor-doação, e assim o revelam e oferecem a todo ser humano. Essa proposta bate de frente com os interesses de dominação da elite religiosa e política do tempo. Crucificam Jesus, querem sufocar aquele céu para todos na terra. Contando com sua Mãe, também aos pés da cruz, Jesus põe o Pai e a paterna proposta de vida, acima de tudo, até da própria vida. Põe-se nas mãos do Pai e se vê plenamente atendido pelo Pai no que era tudo para Ele: o Pai o livra da morte, de romper com Ele, mesmo ao preço de sua morte física. E na cruz, Ele nos dá essa sua mesma Mãe, força divina com que podemos nos livrar da única verdadeira morte: romper com o Pai e seu Reino.
Coleta
Ó DEUS, junto ao vosso Filho exaltado na cruz, quisestes que a Mãe estivesse de pé sofrendo com ele. Concedei que a vossa Igreja, associada com Maria à paixão de Cristo, mereça participar da sua ressurreição. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=15%2F09%2F2026&leitura=meditacao

OU

Lc 2,33-35

Comentário do Evangelho

Nossa Senhora das Dores e a Compaixão no Calvário


No Evangelho de hoje, contemplamos a cena comovente do Calvário. Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Magdalena. Jesus, ao ver sua mãe e, perto dela, o discípulo que ele amava, disse à sua mãe: “Mulher, este é o teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. E, daquela hora em diante, o discípulo a acolheu em sua casa.
A memória de Nossa Senhora das Dores nos recorda a profecia do velho Simeão: uma espada de dor transpassaria a alma de Maria. Ao pé da Cruz, sem desesperar, Nossa Senhora une o seu coração ao Sacrifício de Cristo. Nesse gesto supremo de amor, Jesus nos presenteia com Sua própria Mãe. Recorrer a Nossa Senhora das Dores nas nossas aflições nos dá a certeza de que nunca estamos sozinhos em nossas lutas.
https://catequisar.com.br/liturgia/15-09-2026/

Reflexão

«Uma espada traspassará tua alma»

Dom Josep Mª SOLER OSB Abade Emérito de Montserrat
(Barcelona, Espanha)

Hoje, na festa de Nossa Senhora, a Virgem das Dores, escutamos palavras pungentes de boca do ancião Simeão: «E a ti, uma espada traspassará tua alma!» (Lc 2,35). Afirmação que, no seu contexto, não aponta unicamente à paixão de Jesus Cristo, senão que ao seu mistério, que provocará uma divisão no povo de Israel e, por conseguinte uma dor interna em Maria. Ao longo da vida pública de Jesus, Maria experimentou o sofrimento pelo fato de ver a Jesus rejeitado pelas autoridades do povoado e ameaçado de morte.
Maria, como todo discípulo de Jesus, teve de aprender a colocar as relações familiares em outro contexto. Também Ela, por causa do Evangelho, tem que deixar ao Filho (cf. Mt 19,29), e há de aprender a não valorizar a Cristo segundo a carne, ainda quando tinha nascido dela segundo a carne. Também Ela há de crucificar sua carne (cf. Ga 5,24) para poder ir se transformando a imagem de Jesus Cristo. Mas, o momento forte do sofrimento de Maria, no que Ela vive mais intensamente a cruz, é o momento da crucificação e a morte de Jesus.
Também na dor, Maria é modelo de perseverança na doutrina evangélica ao participar nos sofrimentos de Cristo com paciência (cf. Regra de São Bento, Prólogo 50). Assim tem sido perante sua vida toda e, sobre tudo, no momento do Calvário. Assim, Maria transforma-se em figura e modelo para todo cristão. Por ter estado estreitamente unida à morte de Cristo, também está unida a sua ressurreição (cf. Rm 6,5). A perseverança de Maria na dor, fazendo a vontade do Pai, lhe dá uma nova irradiação no bem da Igreja e da Humanidade. Maria nos precede no caminho da fé e do seguimento de Cristo. E o Espírito Santo nos conduz a nós a participar com Ela nessa grande aventura.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Assim como devemos estar agradecidos a Jesus pela Sua Paixão, suportada pelo Seu amor por nós, assim também devemos estar cheios de gratidão a Maria Santíssima pelo martírio que, ao morrer o Seu Filho, quis suportar voluntariamente para nos salvar» (Santo Alberto Magno)

- «Aos pés da cruz, Maria junto a João, é testemunha das palavras de perdão que saem da boca de Jesus. Dirijamos a Ela a antiga e sempre nova oração da Salve Rainha, para que, nunca se canse de volver a nós os seus olhos misericordiosos e nos faça dignos de contemplar o rosto da misericórdia, o seu Filho, Jesus» (Francisco)

- «Maria é a orante perfeita, figura da Igreja. Quando Lhe oramos, aderimos com Ela ao desígnio do Pai, que envia o seu Filho para salvar todos os homens. Como o discípulo amado, nós acolhemos em nossa casa a Mãe de Jesus que se tornou Mãe de todos os viventes. Podemos orar com Ela e orar-Lhe a Ela. A oração da Igreja é como que sustentada pela oração de Maria. Está-lhe unida na esperança» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.679)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-09-15

Reflexão

Nossa Senhora das Dores

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, o Evangelho não somente nos diz que as mulheres estavam junto à Cruz, senão que também nos diz que Jesus Cristo não deixou sozinha a sua mãe: Confiou-a aos cuidados de João. Quando são João fala dos fatos humanos como este, lembra certamente fatos acontecidos, mas, sempre quer dizer algo mais. Assim, que mais ele quer ressaltar?
Primeiro, a forma de chamar “mulher” a sua mãe, como na boda de Cana, agora se faz realidade o signo precursor do que estava por vir. Segundo, a Igreja não teve dificuldade alguma para reconhecer na “mulher” a Maria em sentido pessoal, mas, além disso —abrangendo todos os tempos— à “Igreja” esposa e Mãe, na qual o mistério de Maria prolonga-se na história.
—Jesus, desejo acolher na minha própria existência pessoal a Maria como pessoa (nossa Mãe!) e como Igreja, cumprindo assim tua última vontade, tal como o fez são João.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-09-15

Comentário sobre o Evangelho

Força, fé e amor incondicional de Santa Maria aos pés da Cruz


Hoje, Jesus já tem 40 dias. Maria e José levam o Menino ao Templo para o apresentarem a Deus, como mandava a Lei. Ontem (dia 14) Jesus dizia a Nicodemos que o Filho do homem tinha de ser “elevado”. Hoje Santa Maria sabe algo mais acerca desta “elevação”: será um caminho de dor, que também a atingirá a Ela («uma espada trespassará a tua alma»).
- Quais são as intenções do teu coração? Maria pode contar contigo?
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-09-15

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