segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 17/02/2026

ANO A


Mc 8,14-21

Comentário do Evangelho

Cuidado com o Fermento: A Lição de Jesus para os Discípulos


O Evangelho de hoje, Marcos 8,14-21, nos ensina uma importante lição sobre a vigilância e a atenção à verdadeira palavra de Cristo. Os discípulos, preocupados com o pouco pão que tinham, foram repreendidos por Jesus por sua falta de fé e compreensão. Ele os alerta sobre o fermento dos fariseus e de Herodes, referindo-se às falsas influências e crenças que podem desviar a atenção das verdadeiras necessidades espirituais. Jesus convida seus seguidores a ver além das preocupações materiais e a confiar plenamente em Sua providência.
https://catequisar.com.br/liturgia/17-02-2026/

Reflexão

E nós, já compreendemos? A matemática de Jesus é complexa, difícil de compreender, mas sua pedagogia é simples: ele não veio apenas para dar o pão material, que nutre o corpo, mas principalmente para dar sua Palavra, seu corpo e seu sangue, ou seja, para se entregar plenamente, nutrindo assim nosso corpo, nossa alma e nosso espírito. O fermento dos fariseus e de Herodes, aquele fermento do poder religioso e político, deve ser evitado pelo cristão, pois corrompe, impedindo a massa de crescer. Somente o fermento da fé é capaz de fazer crescer e até multiplicar o pão e todos os dons que existem dentro de nós. Esse fermento é dado apenas por Jesus, e o recebemos envolto pelo Evangelho.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/17-terca-feira-9/

Reflexão

«Cuidado com o fermento dos fariseus»

Rev. Pe. Juan Carlos CLAVIJO Cifuentes
(Bogotá, Colombia)

Hoje -uma vez mais- vemos a sagacidade do Senhor Jesus. Seu agir é surpreendente, já que se sai do comum da gente, é original. Ele vem de realizar uns milagres e está-se trasladando a outro setor onde a Graça de Deus também deve chegar. Nesse contexto de milagres, ante um novo grupo de pessoas que o espera, é quando lhes adverte: «Atenção! Cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes» (Mc 8,15), pois eles —os fariseus e os de Herodes— não querem que a Graça de Deus seja conhecida, e mais bem eles propagam no mundo o mau fermento, semeando discórdia.
A fé não depende das obras, pois «uma fé que nós mesmos podemos determinar, não é em absoluto uma fé» (Bento XVI). Pelo contrário, são as obras as que dependem da fé. Ter uma autêntica e verdadeira fé implica uma fé ativa e dinâmica; não uma fé condicionada e que só fica-se no externo, nas aparências, na teoria e não na pratica. A nossa deve ser uma fé real. Temos que ver com os olhos de Deus e não com os do homem pecador: «Ainda não entendeis, nem compreendeis? Vosso coração continua incapaz de entender?» (Mc 8,17).
O Reino de Deus se estende no mundo como quando se coloca uma medida de fermento na massa, ela cresce sem que se saiba como. Assim deve ser a autêntica fé, que cresce no amor de Deus. Portanto que nada nem ninguém nos distraiam do verdadeiro encontro com o Senhor e de sua mensagem Salvadora. O Senhor não perde ocasião para ensinar e isso segue fazendo hoje em dia: «Temos que nos liberar da falsa ideia de que a fé já não tem nada que dizer aos Homens de hoje» (Bento XVI).

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Lançai então, de vocês o fermento ruim, velho e azedo, e tornai-os o novo, que é Jesus Cristo. Impregnai-vos do sal de Cristo, para que ninguém se corrompa entre vocês, porque pelo vosso cheiro seréis avaliados» (Santo Inácio de Antioquia)

- «Jesus Cristo, denunciando o “fermento” de Herodes, desmascara uma das facetas da tentação pecaminosa: o aparecimento do realismo. É na hora de tomar decisões que surge a pergunta: o que é que realmente conta na minha vida?» (Bento XVI)

- «Tal como o fermento na massa, a novidade do Reino deve levedar a terra com o Espírito de Cristo. Há-de manifestar-se pela instauração da justiça nas relações pessoais e sociais, económicas e internacionais, sem nunca esquecer que não há nenhuma estrutura justa sem homens que queiram ser justos» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.832)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-02-17

Reflexão

«Tendo olhos, não enxergais, e tendo ouvidos, não ouvis?»

Rev. D. Lluís ROQUÉ i Roqué
(Manresa, Barcelona, Espanha)

Hoje notamos que Jesus – como já se passava com os apóstolos – nem sempre é compreendido. Às vezes torna-se difícil. Por mais que vejamos prodígios, e que se digam as coisas claramente, e nos seja comunicada a boa doutrina, merecemos a sua repreensão: «Ainda não entendeis, nem compreendeis? Vosso coração continua incapaz de entender?» (Mc 8,17).
Gostaríamos de lhe dizer que o entendemos e que não temos o entendimento ofuscado, mas não nos atrevemos. Se ousarmos, como o cego, fazer-lhe esta súplica: «Senhor que eu veja» (Lc 18,41), para ter fé, e para ser, e como o salmista diz: «Inclina o meu coração para as tuas ordens, e não para a ganância injusta» (Sal 119,36) para ter boa disposição, escutar e acolher a palavra de Deus e fazê-la frutificar.
Será bom também, hoje e sempre, ter atenção a Jesus que nos alerta: «Atenção! Cuidado com o fermento dos fariseus» (Mc 8,15), afastados da verdade, “maníacos cumpridores”, que não são adoradores do Espírito em verdade (cf Jo 4,23), e «do fermento de Herodes», orgulhoso, despótico, sensual, que só quer ver e ouvir Jesus para seu prazer.
E, como guardamos este “fermento”? Pois fazendo uma leitura contínua, inteligente e devota da palavra de Deus e, por isso mesmo, “sábia”, fruto de ser «piedosos como crianças: mas não ignorantes, porque cada um há-de esforçar-se, na medida das suas possibilidades, no estudo sério, científico da fé (…). Piedade de crianças, pois, e doutrina de segura de teólogos» (São Josemaria).
Assim, iluminados e fortalecidos pelo Espírito Santo, alertados e conduzidos pelos bons Pastores, estimulados pelos cristãos e cristãs fiéis, cremos no que temos de crer, faremos o que temos que fazer. Agora, há que “querer” ver: «E o Verbo se fez carne» (Jo 1,14), visível, palpável; há que “querer” escutar: Maria foi o “isco” para que Jesus tenha dito: «Ditosos os que escutam a palavra de Deus e a guardam» (Lc 11,28).
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-02-17

Reflexão

A tentação: aparência de realismo

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje Jesus Cristo, denunciando o “fermento” (= malícia) de Herodes, desmascara uma das faces da tentação pecaminosa: a aparência de realismo. Ao tomar decisões é quando surge a pergunta: O que é aquilo que tem valor verdadeiro na minha vida? Ai aparece o núcleo de toda tentação: afastar Deus, que, ante tudo aquilo que parece mais urgente na nossa vida, passa a ser algo secundário, ou incluso supérfluo e molesto.
Reconhecer como verdadeiras apenas as realidades políticas e materiais, e deixar a Deus de lado como algo ilusório, esta é a tentação que nos ameaça de muitas maneiras. O real é o que se constata: “poder” e “pão”. Ante isso as coisas de Deus aparecem irreais (um mundo secundário que realmente não se precisa. A questão é Deus: é verdade ou não que Ele é a realidade mesma? É Ele mesmo o Bom, ou nós mesmos devemos inventar o que é bom?
—A questão de Deus é a interrogante fundamental que me coloca ante a encruzilhada da minha existência.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-02-17

Comentário sobre o Evangelho

Jesus adverte os discípulos sobre o perigo dos fariseus e de Herodes


Hoje, alguns discípulos embarcam com Jesus. Tinham-se esquecido de levar pão para a travessia. Quando Jesus os previne do “fermento” (do perigo) dos fariseus, pensam que o Senhor os está a repreender por se terem esquecido dos mantimentos para a viagem.
- O Mestre convida-nos a preocupar-nos menos com os pães (telefone, sapatilhas…) e a dar mais atenção ao “pão da Verdade”, sem nos deixarmos enganar pelas atracções baratas da vida, que embotam o nosso coração.
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-02-17

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

“Feliz o homem que suporta a provação”, assim escreveu São Tiago. São muitas as provações que compõem o cenário do nosso existir. Diante de muitas provações, alguns se afastam da Igreja, outros abandonam seus sonhos e, infelizmente, outros desistem de viver. As provações que provocam medo também oferecem oportunidades para o crescimento e o amadurecimento na fé. Nas provações, é preciso acreditar no Senhor e ser prudente, já que há muitas falsas promessas que seduzem muitas pessoas nos momentos de dificuldades. Por isso, o alerta de Jesus Cristo aos apóstolos continua valendo para nós: “cuidado com o fermento dos fariseus”. Há muitos “fariseus modernos” entre nós que não perdem oportunidades para explorar o outro em momentos de provações. Cuidado com as falsas promessas.
Fonte: Em 17/02/2026 - a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco e https://www.facebook.com/editorasantuariooficial

Oração
Ó DEUS, que prometeis permanecer nos corações retos e sinceros, concedei-nos por vossa graça viver de tal maneira que possais habitar em nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 13/02/2024

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