HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 07/06/2026
ANO A

10º Domingo do Tempo Comum
Ano A – Verde
"Quero misericórdia e não sacrifício." Mt 9,13
Mt 9,9-13
INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: O Senhor Jesus Cristo nos chama a um seguimento fiel. A salvação do ser humano não é
meritocrática, não depende dos nossos esforços.
Nós aderimos a ela mediante a resposta de fé,
que deve ser não somente guardada, mas sobretudo testemunhada, olhando com misericórdia
àqueles que encontrarmos pelos caminhos da
vida.https://diocesedeapucarana.com.br/storage/107533/7-de-junho-2026---10-domingo-tempo-comum.pdf
INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, reunidos em nome de Jesus e conduzidos pelo Espírito Santo, acolhamos
o olhar misericordioso do Senhor
dirigido a cada um de nós, assim
como o seu chamado que nos concede a verdadeira vida. Ao celebrarmos o mistério pascal, deixemo-nos renovar pelo amor divino
e perseveremos no seguimento de
Jesus, tornando-nos sinais vivos de
sua bondade entre nossos irmãos e
irmãs.https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-36-10o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf
A FORÇA DO CHAMADO DIVINO
O Evangelho de hoje narra a vocação de Mateus: Jesus passou pelo
lugar onde se cobravam os tributos
pela circulação de mercadorias de
uma região a outra. Além de um pequeno porto de mar, Cafarnaum era
uma cidade fronteiriça, situada do
outro lado do Jordão. Mateus ali desempenhava a função de cobrador
de impostos. Jesus acolhe no grupo
dos seus seguidores um homem que
era considerado pecador público: ao
cobrar os impostos dos seus conterrâneos, Mateus colaborava com uma
autoridade estrangeira, odiosamente
ávida de recursos oriundos das províncias conquistadas pelo império
romano.Ao chamado de Jesus, Mateus responde imediatamente: "ele se levantou e o seguiu". A condensação
da frase ressalta claramente a prontidão de Mateus ao responder à sua
vocação. Isto significava para ele o
abandono de todas as coisas, sobretudo do que lhe garantia uma fonte
de lucro seguro, mesmo que, por vezes, injusto e desonesto. Havia muita
gente na cidade, talvez outros publicanos, mas Cristo chamou Mateus.
Jesus apontou-lhe o dedo, como
ilustrado naquele famoso quadro de
Caravaggio. Ele sabia que era para
mudar de vida e largou tudo. É claro que se sentiria privilegiado: fazer
parte do grupo mais próximo de Jesus e conviver com Ele seria a maior
riqueza da sua vida.A vocação é assim: uma intervenção
imperativa de Deus convocando. E a
resposta, como a de Mateus, deve ser pronta. Mais tarde, seria escolhido como um dos Doze que seguiriam
o Senhor em todos os seus passos:
escutou suas palavras, testemunhou
seus milagres, esteve entre os que
celebraram a Última Ceia, assistiu à
instituição da Eucaristia, ouviu o testamento do Senhor centrado no preceito do Amor e acompanhou Cristo
no Horto das Oliveiras, onde começaria, com os outros discípulos, um calvário de angústia, especialmente por
ter também abandonado Jesus. Depois, viveu a alegria da Ressurreição
e, na Ascensão, recebeu o mandado
de levar a Boa Nova até os confins da
terra.Mais tarde, também com os discípulos e a Santíssima Virgem, recebeu o
fogo do Espírito Santo no dia de Pentecostes. Ao escrever o seu Evangelho, reviveu sem dúvida todos os gratos momentos passados ao lado do
Mestre. Compreendeu que a sua vida
tinha valido a pena. Que diferença se,
naquela manhã, ficasse agarrado ao
balcão dos impostos e não tivesse seguido o chamado de Jesus! A nossa
vida só vale a pena se a vivermos junto de Cristo, com uma correspondência sempre mais fiel, se soubermos
responder a cada apelo de Jesus com
um “sim” pronto e alegre.Para celebrar e agradecer a sua vocação, Mateus deu um grande banquete, ao qual convidou os seus amigos,
muitos dos quais eram tidos por pecadores. Esse gesto reflete a alegria
do novo Apóstolo pela sua vocação,
que é o bem mais valioso de sua vida,
sem reparar na renúncia inerente a todo o convite de Deus para segui-lo
com passo firme.Nós também não podemos nos de-ter no que é preciso deixar: mas
devemos perceber o bem que Deus
quer realizar em nós e através de
nós e assim comprovar a maravilha
de estar com Cristo e de ser instrumentos para coisas grandes. Quando
servimos o Senhor, quando dizemos
“sim” a seu chamado, sempre temos
suficientes motivos de festa, de ação
de graças, de alegria. Jesus continua
passando pelas nossas vidas, chamando à santidade e ao apostolado,
com vocação divina, a todos os batizados: a Igreja necessita, de maneira
especial, de leigos que vivam com coerência sua vida cristã no local onde
se encontram: na família, no trabalho, em todos os ambientes da vida
social.O Evangelho, para explicar que Deus
não chama os melhores, nem os mais
preparados, termina com a alusão à
misericórdia de Deus: “Não necessitam de médico os sãos, mas os doentes. Não vim chamar os justos, mas
os pecadores para a conversão”. Jesus se autodenomina médico, cura
as nossas almas com a sua graça, especialmente no Sacramento da Penitência, o que seria incurável apenas
pelo nosso esforço humano. Aos que
chama com uma vocação sobrenatural, Deus concede as graças necessárias para a correspondência fiel para
toda a vida.Dom Carlos Lema GarciaBispo Auxiliar de São PauloVigário Episcopal para a Educaçãohttps://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-36-10o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf
Comentário do Evangelho
O chamado de Mateus e a lógica acolhedora de Jesus

No Evangelho deste domingo, vemos Jesus quebrar as barreiras dos preconceitos sociais e religiosos de Sua época. Ao passar pela coletoria de impostos, Ele vê um homem chamado Mateus — alguém rejeitado pela sociedade e rotulado como pecador público por trabalhar para o Império Romano. Jesus olha para ele e diz uma única palavra: “Segue-me”. Mateus levanta-se imediatamente e O segue.O olhar de Jesus não condena o passado de Mateus, mas enxerga o seu potencial de conversão. Mais tarde, estando Jesus à mesa na casa de Mateus, muitos cobradores de impostos e pecadores sentaram-se com Ele. Diante da crítica indignada dos fariseus, o Senhor pronuncia uma das frases mais belas do Evangelho: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Ide aprender o que significa: ‘Misericórdia quero, e não sacrifícios’. De fato, eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”. Jesus nos ensina que a verdadeira religiosidade não está no cumprimento frio de ritos, mas no acolhimento misericordioso de quem precisa de restauração.https://catequisar.com.br/liturgia/07-06-2026/
Reflexão
O Evangelho deste domingo apresenta o chamado de Mateus, cobrador de impostos, pecador segundo a mentalidade dos líderes religiosos, por colaborar com o Império Romano. Após o convite, Mateus prontamente se coloca no caminho com Jesus. O chamado se dá num ambiente de trabalho, e não religioso. Mateus convida Jesus para uma refeição em sua casa. Nessa refeição, havia publicanos e pecadores. É uma festa entre Jesus e os convidados na casa de Mateus. Como sempre, os fariseus começam suas críticas pelo fato de Jesus fazer refeição com pobres e pecadores. Em resposta, Jesus diz que “os doentes são os que necessitam de médico”, não os que se dizem “pessoas de bem”. Jesus se mostra livre e não se deixa aprisionar pelos esquemas humanos, nem pelas teorias religiosas.(Dia a dia com o Evangelho 2026)https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/dia-7-domingo-14/
Reflexão
«Não é a justos que vim chamar, mas a pecadores»
P. Jorge LORING SJ(Cádiz, Espanha)
Hoje, Jesus fala-nos da alegria que produz a conversão de alguém que havia afastado-se de Deus. Existem alguns textos do Evangelho que se pode entender com erros, como por exemplo: «Não é a justos que vim chamar, mas a pecadores» (Mt 9,13), ou a outra frase de Jesus: «haverá no céu alegria por um só pecador que se converte, mais do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão» (Lc 15,7). Parece que Deus prefere que fossemos pecadores, e não é assim. A alegria acrescenta-se porque se trata de uma alegria distinta, nova.Se um jovem emigrante voltasse para casa, sua mãe o receberia com uma grande alegria, que não lhe dão seus outros filhos que permaneceram com ela. A mãe preferia que seu filho não tivesse que emigrar a procurar um trabalho, mas ao voltar lhe dá uma alegria nova que não lhe dão os outros filhos. Se um filho estiver gravemente doente e recupera a saúde, dará aos seus pais uma alegria nova que não lhe darão seus filhos sadios. Mas o pai preferia que seu filho não adoecesse. É o caso da alegria que recebe o pai do filho prodigo quando ele voltar para casa.É evidente que o Senhor quer que lhe sejamos fiel e não afastemo-nos de Ele. Mas quando separarmos, Ele sai a buscarmos, como o Bom Pastor que deixa as outras ovelhas no redil e sai em busca da ovelha perdida até encontrá-la. «Não são as pessoas com saúde que precisam de médico, mas as doentes» (Mt 9,12); Jesus Cristo, médico divino, não espera aos doentes acudirem a Ele, mas Ele mesmo sai ao seu encontro. Como diz Santo Agostinho, Jesus «convoca aos pecadores à paz, e aos doentes à cura».
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «Mateus, que estava destinado a ser apóstolo e mestre dos gentios, no seu primeiro contato com o Senhor arrastou atrás de si pelo caminho da salvação um grupo considerável de pecadores» (São Beda o Venerável)
- «Que Maria, que é Mãe de misericórdia, coloque em nossos corações a certeza de que somos amados por Deus; que fique perto de nós nos momentos de dificuldade e que nos dei os sentimentos do seu Filho, para que o nosso itinerário seja uma experiência de perdão, acolhida e caridade» (Francisco)
- «Jesus escandalizou, sobretudo, por ter identificado a sua conduta misericordiosa para com os pecadores com a atitude do próprio Deus a respeito dos mesmos (399). Chegou, até, a dar a entender que, sentando-Se à mesa dos pecadores (400), os admitia no banquete messiânico (401). Mas foi muito particularmente ao perdoar os pecados que Jesus colocou as autoridades religiosas de Israel perante um dilema» (Catecismo da Igreja Católica, nº 589)https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-06-07
Reflexão
A nova evangelização: renovação da Igreja
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje contemplamos o amor misericordioso de Deus: compadecendo nossa debilidade, veio para "chamar-nos" e "levar-nos" ao seu Amor. A Igreja, abraçando em seu seio aos pecadores, é ao mesmo tempo santa e sempre necessitada de purificação, e procura sem cessar a conversão. Esta renovação forma parte da "nova evangelização". Assim, a celebração do Jubileu dos 2000, a convocatória do "Ano da fé" e outros eventos constitui um convite a uma autêntica conversão ao Senhor.A fé deve plasmar-se em obras de amor. A renovação da Igreja passa também através do testemunho oferecido pela vida dos crentes: com sua mesma existência no mundo, os cristãos estão chamados a fazer resplandecer a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou.—Pela fé, a vida nova do batizado configura a inteira existência humana na novidade radical da ressurreição. A fé que atua por amor se converte em um novo critério de pensamento e de ação que muda a vida do homem.https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-06-07
Comentário do Evangelho
Jesus escolhe Mateus: «Não é a justos que vim chamar, mas a pecadores»
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Hoje, participamos da alegria de Mateus e dos seus amigos: Jesus escolheu-o! Todos estão contentes e celebram com uma refeição com o Mestre. Mas, estão todos contentes? Não!, porque os “desmancha-prazeres” de sempre – com os seus preconceitos de sempre - não suportam ver o Mestre a comer com “pecadores”.- Mas, quem sou eu para dizer que os outros são “pecadores”? Em todo o caso, os que estão doentes é que precisam de médico: «Quero misericórdia (…). Não vim chamar os justos, mas os pecadores».https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-06-07
Meditação
A palavra: dos ouvidos ao coração!
Como a aurora que jamais falha, assim Deus compara sua vinda até nós. Jamais nos deixa e, entre nós, é “como as primeiras chuvas, como as chuvas tardias que regam o solo”. Vem tentar vencer nossa imensa secura. E secura daquilo que é a vida de Deus, o amor: “o vosso amor é como nuvem pela manhã, como orvalho que logo se desfaz”.Mas não desiste, é o que sempre espera de nós: “quero amor e não sacrifícios, conhecimento de Deus mais do que holocaustos”. Em sacrifícios e holocaustos, nós lhe ofereceríamos e Ele receberia unicamente o que já é seu: touros ou carneiros, seres que Ele criou e com os quais povoa seu universo.Sonha que lhe ofertemos unicamente o que Ele não tem, se não lhe dermos, o nosso sim à aliança de amor que fez conosco: “imola a Deus um sacrifício de louvor e cumpre os votos que fizeste ao Altíssimo”.Jesus vive em plenitude essa divina aliança de amor: fundamentalmente não rejeita nem exclui, mas acolhe em sua mesa “muitos cobradores de impostos e pecadores”, isto é, mais que alimentos e bebidas, partilha com eles seu coração, ideais, sonhos, atitudes.E a secura como “orvalho que cedo se desfaz”, vivem-na “alguns fariseus” que vomitam tão somente condenação e exclusão pelos que eles têm por pecadores: “Por que vosso Mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?”E a resposta de Jesus, “viva, eficaz e mais penetrante do que uma espada de dois gumes, (que) penetra até dividir alma e espírito, juntas e medulas” (Hb 4,12), é: “Aqueles que têm” – isto é, julgam ter – “saúde, não precisam de médico, mas sim os doentes... De fato, não vim para chamar os justos” – isto é, os que se julgam tais – “mas os pecadores”.Os fariseus apenas se têm por “justos”. Mas, na realidade, são “os doentes”, os que mais necessitam de “médico”, pois lhes falta exatamente o que para Deus é saúde, a “misericórdia”: “aprendei o que significa: ‘quero misericórdia e não sacrifício’”. Doença é aquilo de que se mostram cheios: exclusão, rejeição, condenação.É difícil reconhecer nossa doença (coração que exclui, rejeita, condena)? É difícil aceitar a saúde (misericórdia) que Jesus nos propõe, e viver essa saúde com nosso próximo? Aprendamos com nosso pai Abraão: “contra toda a humana esperança”, firmemo-nos na esperança e na fé, convencidos “de que Deus tem poder para cumprir o que prometeu”. Pode realizar em nós e conosco o que nos propõe: encher-nos de sua própria saúde, a misericórdia!Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=07%2F06%2F2026&leitura=meditacao

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