quinta-feira, 9 de setembro de 2021

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 09/09/2021

ANO B


Lc 6,27-38

Comentário do Evangelho

O amor implica “fazer o bem”

O trecho proposto para hoje é a continuidade do “Sermão da planície” e está dominado pelo tema do amor aos inimigos. Amor que implica “fazer o bem” (v. 27), pois o “amor se põe mais em gestos que em palavras” (Santo Inácio de Loyola). Os destinatários deste trecho são os “vós que me escutais”, aqueles que não simplesmente ouvem, mas que, ouvindo, permitem à palavra cair no mais profundo do coração, lá aonde só Deus chega e transforma radicalmente a existência humana.
Deus é misericordioso. É preciso que os que ouvem o Senhor se deixem configurar por este mesmo Deus: “Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso” (v. 36). Esta identificação é traduzida na prática do amor aos inimigos, que já é superação da teologia da retribuição: “Se amais somente aqueles que vos amam... se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem... E se prestais ajuda somente àqueles de quem esperais receber, que generosidade é essa?” (vv. 32-34).
O amor aos inimigos é o “plus” exigido para uma vida cristã autêntica.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, predispõe-me a amar meus inimigos e perseguidores. Só assim estarei dando testemunho do amor que devotas a cada ser humano.
Fonte: Paulinas em 12/09/2013

Vivendo a Palavra

Outra uma vez nós mergulhamos no mais profundo e radical mandamento do Evangelho de Jesus: o Amor que inclui até mesmo nosso inimigo. Amor vivido como misericórdia e não só com palavras; amor que não significa apenas ou necessariamente ‘gastar de’, mas que se traduz em querer e fazer o bem a todos os irmãos colocados ao nosso lado na caminhada.
Fonte: Arquidiocese BH em 12/09/2013

VIVENDO A PALAVRA

Outra vez nós mergulhamos no mais radical mandamento de Jesus: o Amor, que inclui até nosso inimigo. Amor vivido como misericórdia, e não só com palavras; amor que não significa apenas, e nem necessariamente, ‘gostar de alguém’, mas que se traduz em desejar e fazer o bem a todos os irmãos que se encontram ao nosso lado na caminhada.
Fonte: Arquidiocese BH em 12/09/2019

Reflexão

A regra do ouro da vida do cristão é resumida por Jesus na frase: 'O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles'. Todas as pessoas desejam ser amadas, compreendidas e servidas, por isso, todos devem amar, compreender e servir. Devemos ser diferentes das pessoas que vivem a reciprocidade: devemos viver a gratuidade, ser diferentes dos que vivem fazendo justiça: devemos ser misericordiosos. O critério do nosso agir em relação aos outros não pode ser o agir dos outros, mas sim o próprio Deus, que não nos trata segundo nossas faltas, mas ama a todas as pessoas, indistintamente, com amor eterno e as cumula com a abundância dos seus bens. Se vivermos segundo esse critério, seremos filhos do Altíssimo e será grande a nossa recompensa nos céus.
Fonte: CNBB em 12/09/2013

Reflexão

A seus discípulos, e a nós, Jesus propõe um caminho exigente. Não se trata apenas de ter amor no coração; é necessário demonstrá-lo com ações. São exigências que vão na direção contrária de nossas tendências egoístas. Aqui a ordem do Mestre é sair de nós mesmos e favorecer gratuitamente o próximo. Mais que isso, é amar os inimigos e rezar por aqueles que nos caluniam, lembrando que a calúnia produz um rasgo profundo no íntimo da vítima. A motivação para tudo isso é sermos semelhantes ao Pai celeste; é assumirmos as atitudes benevolentes que ele assume em relação a todos, bons e maus. Por isso, Jesus declara solenemente: “Sejam misericordiosos, como o Pai de vocês é misericordioso”. Nossas escolhas, se forem segundo as exigências do Reino, serão recompensadas por Deus em larga medida.
(Dia a dia com o Evangelho 2019 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 12/09/2019

Reflexão

A seus discípulos, e a nós, Jesus propõe um caminho exigente. Não se trata apenas de ter amor no coração; é necessário demonstrá-lo com ações. São exigências que vão na direção contrária de nossas tendências egoístas. Aqui a ordem do Mestre é sair de nós mesmos e favorecer gratuitamente o próximo. Mais que isso, é amar os inimigos e rezar por aqueles que nos caluniam, lembrando que a calúnia produz um rasgo profundo no íntimo da vítima. A motivação para tudo isso é sermos semelhantes ao Pai celeste; é assumirmos as atitudes benevolentes que ele assume em relação a todos, bons e maus. Por isso, Jesus declara solenemente: “Sejam misericordiosos, como o Pai de vocês é misericordioso”. Nossas escolhas, se forem segundo as exigências do Reino, serão recompensadas por Deus em larga medida.
Oração
Ó Jesus, nosso Mestre, cada vez que nos deparamos com estes teus ensinamentos, nos sentimos ainda na superfície em relação ao teu Reino. São exigências que pedem de nós mudança radical de mentalidade e de atitudes. Ajuda-nos, Senhor, a assimilar e a praticar tua mensagem de amor e fraternidade. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2021 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

Meditação

Rezo por aqueles que me injuriam? - Em que consiste para mim amar os inimigos? - Como procuro resolver os pequenos conflitos do dia a dia? - Procuro em Deus a ajuda de que necessito para vencer as dificuldades? - Quando tomo conhecimento de algum problema, jogo sobre ele um balde de água ou de gasolina?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 12/09/2013

Meditando o evangelho

O PAI, MODELO DE MISERICÓRDIA

O ensinamento de Jesus a respeito do amor aos inimigos é o maior desafio para quem aceita tornar-se seu discípulo. Este amor aos inimigos foi especificado de várias maneiras. Responder o ódio com a prática do bem, a maldição com a bênção e a calúnia com a oração são todas formas de amar os inimigos e, assim, quebrar a espiral da violência. Oferecer a outra face a que o esbofeteou e dar a túnica a quem lhe tirou o manto são também sinais deste amor. O discípulo, agindo assim, reverte uma maneira esteriotipada de reagir, pela qual as pessoas tendem a revidar o mal com o mal e a violência com violência. Só é capaz de agir assim quem tem o coração repleto da misericórdia do Pai. Caso contrário, não terá condições de realizar os gestos heróicos propostos por Jesus.
O modelo inspirador da ação cristã é a misericórdia do Pai. Ele é igualmente bondoso para bons e maus. Se ele respondesse às ofensas humanas, eliminando o pecador, boa parte da humanidade deveria desaparecer. O Pai tem paciência com os ingratos e malvados por nutrir a esperança de que se convertam para a misericórdia no trato mútuo.
O mesmo se dá com o discípulo. A capacidade de fazer frente à violência, com o amor, justifica-se pela esperança de conquistar o malvado para o Reino. A atitude cristã pode fazer o perverso abandonar seu caminho de violência e levá-lo a optar pelo caminho indicado por Jesus.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Oração
Senhor Jesus, dá-me força e coragem para retribuir o ódio com o amor e, assim, poder conquistar meus inimigos para o Reino.

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. AMAR OS INIMIGOS!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Este é um evangelho daqueles bem desconcertantes, porque em tempo em que se cometem crimes horrendos que chocam a opinião pública, praticados por bandidos cruéis, há no coração do povo um sentimento de vingança. Um pouco pela própria natureza humana, que diante de uma agressão pensa na vingança como forma de punir o agressor, mas este sentimento é também calcado no coração das pessoas pela mídia sensacionalista que mistura indignação, ódio e vingança, enfiando tudo goela abaixo do povo que a toma como uma verdade absoluta sendo que a proposta é sempre a mesma: eliminar a árvore, porém sem mexer em sua raiz, eliminar o efeito sem se preocupar com a causa.
“Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam, abençoai os que vos maldizem e orai pelos que vos injuriam” Para muitos cristãos este evangelho é difícil de ser praticado e então o empurram para baixo do tapete, como fazemos com aquela “sujeirinha” inoportuna, quando não queremos fazer uma faxina pra valer em nossa casa. Primeiramente é bom que se esclareça algo muito importante: Jesus não fez esse ensinamento a toda multidão, mas apenas aos que o ouviam, isto é, aos seus discípulos, os mesmos para os quais já havia dito no sermão da planície, a frase revolucionária “Feliz os pobres porque deles é o Reino de Deus”.
Mas afinal de contas quem é o nosso inimigo? É todo que nos faz ou nos deseja algum tipo de mal, de pequenas ou de grandes proporções. A inimizade existe em todo lugar, escola, trabalho, família, vizinhança, esporte, e até em lugar onde ela nunca deveria existir: na comunidade, entre ministros, agentes pastorais, dirigentes, coordenadores e obreiros. Diante desse evangelho, imediatamente pensamos nas situações críticas da sociedade onde assistimos a confronto de classes, chacinas, extermínios, atos de violência explícita no confronto entre nações. Então um sentimento de impotência nos domina e achamos que nada há para se fazer a não ser rezar.
Mas a coisa mais importante que devemos fazer, de maneira bem prática, é olharmos mais perto, para o nosso quotidiano onde nos relacionamos com as pessoas. Que sentimentos  alimentamos, com nossos gestos, palavras e atitudes? A quem devemos ouvir e dar razão: ao mundo que propõe a vingança e o extermínio de quem pratica o mal, ou ao evangelho de Cristo, que nos ensina o amor, o perdão e a misericórdia?
Jesus não condena uma pessoa que quer justiça e vingança contra alguém que lhe fez mal. Esta é uma reação humana, perfeitamente compreensível e natural, de acordo até com um ensinamento bíblico do Antigo Testamento, de que se deve fazer o bem a quem nos faz o bem, e o mal a quem nos deseja o mal, é a lei do talião, olho por olho e dente por dente, fato que acontece com o melhor e mais santo dos cristãos .Somos homens desta terra, descendentes de Adão e irmãos de Caim, que cometeu o primeiro crime da história ao matar seu próprio irmão Abel por ciúmes e inveja.
Porém, lembra-nos o apóstolo Paulo na segunda leitura, o Espírito vivificante nos transformou em Homens celestiais a partir da graça que Jesus nos concedeu, dom imerecido que nos santifica e nos configura ao próprio Cristo, portanto capacitados para viver na relação com o próximo, aquele único e verdadeiro amor com o qual Deus nos ama em seu Filho Jesus.
A proposta desse jeito novo de se relacionar é apenas para os discípulos do Senhor que hoje são todos os que creem e são batizados, vivendo em comunidade com os irmãos e irmãs. É aí que devemos trabalhar no sentido de superarmos na graça de Deus, qualquer sentimento de ódio, mágoa ou vingança, contra alguém que nos fez o mal.
Da comunidade vamos para a família e desta para o nosso ambiente de trabalho, é isso que Jesus pede de nós nesse evangelho, pois somente nos exercitando no amor, na misericórdia e no perdão, com as pessoas com quem convivemos, é que teremos a coragem de anunciar o evangelho falando o contrário do que o mundo nos ensina.
Somente assim estaremos sendo Filhos do Altíssimo, imagem e semelhança do Pai de Misericórdia que em Jesus nos ama, jamais nos tratando segundo as nossas faltas. Então o primeiro passo nesse processo de conversão, é reconhecermos que somos imperfeitos, ainda uma imagem muito distorcida de Deus que é todo perfeição e santidade. Dado este primeiro passo, a graça transbordante do Senhor, em um processo dinâmico de conversão, nos configurará a Cristo, imagem perfeita do Amor de Deus vivido com os irmãos.

2. Que generosidade é essa?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Proclamadas as bem-aventuranças, Lucas destaca o que verdadeiramente importa na vida dos seguidores de Jesus: o amor efetivo. Não o amor só de palavras, mas o amor prático, que se deixa ver naquilo que se faz. Para nos ajudar e animar na prática do amor fraterno, Jesus nos diz que “a medida que usarmos para os outros, servirá também para nós” e assim “tratar os outros como queremos ser tratados”.
Fonte: NPD Brasil em 12/09/2019

Liturgia comentada

No seu santuário... (Sl 150)
Este Salmo que conclui o Hallel, no fecho do Saltério, começa por um convite com tonalidade imperativa: “Louvai a Deus no seu santuário!” E onde estará o santuário do Senhor?
Na Primeira Aliança, multidões de israelitas acorriam de todo o mundo para adorar a Yahweh no Templo de Jerusalém, o “lugar” onde Deus morava, na penumbra do Santo dos Santos, junto à Arca da Aliança. Até estrangeiros, como o eunuco da Rainha Candace (cf. At 8,26ss), para lá se dirigiam com a mesma intenção de “adorar”.
Estaria o Criador prisioneiro de um templo? Aquele que é maior que o Cosmo estaria ausente de sua Criação?
O teólogo Gianfranco Ravasi escreveu um livro muito inspirado para responder à pergunta: “Onde estás, Senhor?” [Dove sei, Signore? Ed. San Paolo, Milão, 2012] Trata-se de uma “teologia do espaço”. Qual é a casa de Deus, o lugar próprio para sua adoração?
Claro que os templos têm sentido. O aforisma da tradição judaica afirmava: “O mundo é como o olho: o mar é o branco do olho; a terra, a íris; Jerusalém é a pupila, e a imagem nela refletida é o Templo”. O Povo Escolhido situava no Templo – hoje reduzido a um muro que recolhe lágrimas – a Presença do Senhor, a sua Shekinah. A ruína do Templo extinguiu os sacrifícios e o sacerdócio, concentrando as atenções na Palavra.
E se, um dia, forem proibidos os santuários e as capelinhas do alto do morro? Nada de essencial irá mudar. Mesmo então, poderemos repetir as palavras do salmista: “Para onde irei, longe de vosso Espírito?” (Sl 139,7) Há muitas moradas de Deus à nossa volta. Sua Presença preenche a toda a terra, onde o Vento rege a sinfonia da floresta. Preenche os oceanos, onde os cardumes dançam o inigualável balé submarino.
Ravasi comenta: “O espaço - como sugere a imagem de um cântico da sinagoga, na festa das Semanas (Pentecostes) – é um pergaminho desdobrado entre o céu e a terra, sobre o qual estão escritas palavras de Deus e palavras de louvor humano”. Mesmo antes que Deus se encarnasse na Torá, a Lei dada aos homens, e depois no ventre da Mulher, um primeiro degrau da “encarnação” já estava disponível ao homem que contempla a Criação e intui o Criador.
Acima de tudo, porém, Deus habita no coração do homem. Como esquecer a interpelação do apóstolo Paulo? “Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado – e isto sois vós.” (1Cor 3,16)
No santuário do coração, louvemos o nosso Deus!
Orai sem cessar“Minha Presença irá contigo, e serei o teu guia!” (Ex 33,14)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
Fonte: NS Rainha e12/09/2013

HOMILIA DIÁRIA

Você tem vontade de se vingar?

A vontade de se vingar daquele que nos fez mal e outros sentimentos como esse não são de Deus, pois eles corroem nossa alma, nosso espírito e nosso físico.

Disse Jesus: “Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam” (cf. Lc 6,27-28).

O Mestre Jesus está nos ensinando a ter um coração bom e misericordioso, mas talvez você diga: “Eu não consigo ser tão bom, não consigo ter sangue de barata, não consigo ser tão manso dessa forma!”. Nós nos colocamos na escola de Jesus, desejamos ter um coração como o d’Ele, e uma vez que Ele assumiu ser um de nós, Ele quer nos ensinar o que temos de fazer para ter uma vida plena.
Se não aprendermos a amar o nosso inimigo, a fazer o bem a quem nos odeia e orar por quem nos persegue, outros sentimentos vão tomar conta do nosso coração como a raiva, o ressentimento, o ódio e o pior de todos eles: a vingança.
A vontade de se vingar daquele que nos fez mal e outros sentimentos como esse não são de Deus, pois eles corroem nossa alma, nosso espírito e nosso físico. Quantas pessoas padecem no corpo, na alma, padecem no seu psíquico, porque estão martelando, alimentando, sendo corroídas por este sentimento maldoso de se vingar, de alimentar, nem que seja na mente, a vingança espiritual: “Tomara que ele caia, tomara que se dê mal, tomara que ele pague por aquilo que fez”; e isso, às vezes, cresce em nós, vai virando rugas em nossa vida e se transformando em um câncer dentro de nós.
Como Deus nos quer bem, como Ele nos ama! O Senhor não quer ver-nos prostrados, doentes, enfermos. Ele nos dá o antídoto, nos dá o remédio. Assim como alguém que é picado por uma cobra precisa do veneno dela para ser curado para não morrer; nós também precisamos desse antídoto.
Não é a vingança, não é a ira, nem é pagando com a mesma moeda que obteremos a justiça que nós buscamos.
Que nós aprendamos em Jesus que o perdão nos cura, restaura-nos e nos dá a condição de sermos mais plenos naquilo que queremos viver. Vida plena para todos nós.
Que nós possamos aprender com o Mestre a amar, orar e querer bem a quem nos quer o mal.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 12/09/2013

HOMILIA DIÁRIA

Façamos o bem aos nossos inimigos

“Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam” (Lucas 6,27-28).

Vivemos na sociedade da vingança, e sabemos que, nesta sociedade, as pessoas procuram revidar aquilo que receberam. Se o outro me fez o mal, eu preciso também fazer o mal a ele, muitas vezes, nem é pelos atos, mas é pelo desejo e pela vontade.
Quantos males estão rondando a nossa cabeça, os nossos sentimentos e afetos, porque são marcas que os outros deixaram em nós, mas não nos desfizemos delas; pelo contrário, nós as alimentamos, cultivamos, deixamos elas crescerem em nós e estamos expostos em nossas emoções, fragilizados por dentro e por fora com mágoas, ressentimentos, rancores e sentimentos de ódio. Isso vai mexendo por dentro, e do nosso inconsciente à nossa consciência estamos soltando vingança.
Quando falamos mal de alguém, é porque aquele alguém nos fez mal. Quando desejamos o mal ao outro, é porque aquele outro, de alguma forma, nos incomoda. Se alguém me incomoda, não me faz bem, se alguém me prejudicou, desejou mal, ou se há pessoas que, realmente, me querem mal, eu preciso dar o que eu tenho de melhor para eles.

A quem não nos quer bem, a quem nos fez o mal e nos prejudicou, nós temos uma resposta: amor de Deus em nossos corações

O melhor que eu tenho é o amor de Deus que está em mim. Eu não tenho inimigos, mas eu tenho certeza que há pessoas que não me querem. O que eu tenho para dar para elas? O meu amor.
O amor tem que ser algo verdadeiro e concreto, porque, inclusive, o amor nos protege e nos fortalece, por isso a Palavra de Deus é ordem: fazer o bem a quem nos odeia. E nós, muitas vezes, temos aquele desejo até de fazer o mal para alguém. Só o fato de falar mal de uma pessoa já estamos fazendo o mal. Nas minhas orações, eu oro por quem não me quer bem, por quem já me prejudicou, por quem me prejudica, apesar de não perder muito tempo com isso.
Precisamos ser concretos em nossa espiritualidade, e a espiritualidade do seguidor de Jesus é a espiritualidade do amor, mas não é um amor reservado às pessoas que estão a nossa volta e com as quais temos afinidade. O amor é para com todos.
É verdade que podemos nutrir afetos muito mais sublimes por quem é mais próximo de nós, mas não podemos negar o nosso amor a outros que não nos amaram, porque o amor de Deus está em nós.
Não é fácil amar, pois o amor é um desafio. No entanto, ele é a maior resposta da nossa fé. Não há fé sem amor, e o amor que não é nutrido pela fé, logo se desanima, torna-se um amor hipócrita, porque a fé injeta em nós o dom do amor aos inimigos. A quem não nos quer bem, a quem nos fez o mal e nos prejudicou, com quem não nos damos bem, nós temos uma resposta: o amor de Deus em nosso coração.
Oremos, rezemos e pratiquemos o amor.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 12/09/2019

Oração Final
Pai Santo, nós te damos graças pelo Evangelho de Jesus. Faze-nos profetas que anunciem a Boa Notícia do teu Reino de Amor. Ele já mostra seus sinais neste mundo. Está em nós e entre nós, trazido pelo Cristo Jesus, teu Filho Unigênito que se fez nosso Irmão e contigo vive e reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 12/09/2013

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, nós te damos graças pelo Evangelho de Jesus. Faze-nos profetas que anunciam a Boa Notícia do teu Reino de Amor, que já mostra seus sinais neste mundo. Ele está em nós e entre nós, trazido pelo Cristo Jesus, teu Filho Unigênito que se fez nosso Irmão e contigo vive e reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 12/09/2019

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