segunda-feira, 4 de maio de 2020

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA 05/05/2020

ANO A


Jo 10,22-30

Comentário do Evangelho

Eu e o Pai somos um”

Os judeus querem uma resposta clara, sem rodeios. No entanto, nenhuma resposta seria convincente: Se tu és o Cristo, dize-nos abertamente!” E em nenhum evangelho Jesus diz claramente ser o Messias. Ao invés de falar diretamente à questão, Jesus passa a falar de suas ovelhas. Lembremo-nos de que em todo o Antigo Testamento o povo de Israel se compara a um rebanho e Deus, a um pastor (cf. Sl 23[22]). As ovelhas que escutam a voz são as que conhecem o pastor. A afirmação de Jesus sobre a vida eterna estarrece os judeus, pois quem pode dar a vida eterna a não ser Deus? Nas mãos de Deus as ovelhas estão em segurança; nas mãos do Filho, as ovelhas jamais se perderão. Jesus afirma ainda uma união profunda entre ele e o Pai: “Eu e o Pai somos um”. Tal afirmação soava como blasfêmia e escândalo a muitos dos ouvintes.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, dá-me um coração de discípulo que se deixa guiar docilmente pelo Mestre Jesus, tornando-se, assim, apto para reconhecer sua condição de Messias de Deus.
Fonte: Paulinas em 13/05/2014

Vivendo a Palavra

A presença de Jesus incomodava as autoridades. Ele não preenchia o perfil do Messias esperado. Mas os sinais que fazia diziam que sim era Ele! Também nós nos confundimos com os sinais do Reino de Deus, colocando-o longe, em outro tempo e lugar. Mas, ainda que não em sua plenitude, Ele já está aqui!
Fonte: Arquidiocese BH em 13/05/2014

VIVENDO A PALAVRA

Jesus declara às autoridades dos judeus que Ele é o Messias. Um Messias bem diferente do que todos esperavam – o que fora construído pelo imaginário do povo. Não era um rei poderoso, mas um homem simples. E anunciava um Reino que não tinha extensão territorial, pois estava dentro de cada um. Ainda hoje, é difícil para nós imaginarmos tamanho Amor do Pai Misericordioso.

Reflexão

Colaborar na missão salvífica de Jesus através da ação pastoral da Igreja significa levar as pessoas a reconhecerem nele o Deus vivo encarnado para a salvação de todos os que nele crerem. Para que esta ação surta efeito, o anúncio é necessário, mas por si só é insuficiente. Não basta apenas falar de Jesus, é preciso obras, é necessária a vivência dos valores evangélicos, o amor precisa ser concretizado. Mas acima de tudo, é necessária a consciência de que somos participantes da divina missão de salvação dos homens e que quem realiza esta obra não somos nós, mas sim o próprio Deus, é ele quem pastoreia através de nós. Somos na verdade canais de graça para que os homens ouçam a voz de Jesus, sintam-se integrantes do seu rebanho e o sigam rumo à vida eterna.
Fonte: CNBB em 13/05/2014

Reflexão

“Se tu és o Cristo, dize-nos claramente”. Com esse desafio, os adversários de Jesus tentam desconcertá-lo. Ora, a fé não é resultado de raciocínio ou de argumentos bem concatenados. Para entender Jesus Cristo e aproximar-se do seu mistério, é necessário pertencer a seu rebanho e ouvir a sua voz. Só pode compreender Jesus e o seu Reino quem se dispõe a estabelecer com ele relações de comunhão, diálogo, busca sincera. Essas atitudes estão na base de todo verdadeiro  encontro. Mas as lideranças do povo não se abrem para acolher Jesus. Então, não aceitam tampouco o Pai, pois é impossível agradar a Deus sem aceitar Jesus, o Filho de Deus. Pois Jesus age em nome do Pai, e suas ovelhas estão sob a tutela do Pai. Ora, existe comunhão íntima entre Jesus e o Pai: “Eu e o Pai somos um”.

Oração
Ó Cristo Jesus, para pertencer à tua comunidade, precisamos acreditar em ti e obedecer aos teus ensinamentos. Alguns ouvintes teus se recusaram a ouvir tua voz e seguir teus passos. Recusaram-se a tomar parte no teu “rebanho”. Queremos, Senhor, renovar o propósito de seguir-te agora e sempre. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))

Recadinho

Você recebeu de Deus uma vocação. Qual? - Conhece alguém que recebeu a vocação para a vida religiosa? Como a vive? - O que você mais admira na vocação sacerdotal? - Você reza pelas vocações sacerdotais e religiosas? Com que frequência? Como? - Conhece algum jovem (rapaz ou moça) que manifesta desejo de seguir uma vocação especial de serviço? Você incentiva?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 13/05/2014

Comentário do Evangelho

UMA INCÓGNITA SOBRE JESUS

O modo de proceder de Jesus bem com os seus ensinamentos deixavam desconcertados os seus adversários. Embora realizasse gestos prodigiosos, suficientes para revelar sua plena comunhão com o Pai, e falasse de maneira até então desconhecida, permanecia uma incógnita a seu respeito. Os judeus, que tinham tudo para reconhecê-lo como o Messias, permaneciam na incerteza. Por isso, ficavam à espera de que Jesus lhes "dissesse abertamente" quem ele era.
A postura assumida pelos adversários impedia-os de compreender a verdadeira identidade messiânica de Jesus. Movidos pela suspeita, pela malevolência e pela crítica mordaz, jamais conseguiriam chegar à resposta desejada. Daí a tendência a acusar Jesus de blasfemo e imputar-lhe toda sorte de desvios teológicos e políticos.
Em contraste com os adversários estavam os discípulos. Estes, sim, colocavam-se numa atitude humilde de escuta, atentos às palavras do Mestre, buscando desvendar-lhes seu sentido mais profundo. Dispuseram-se a segui-lo, para serem instruídos não só por suas palavras, mas também por seus gestos concretos de misericórdia, para com os mais necessitados. A comunhão de vida com o Mestre permitia-lhes descobrir sua condição de Messias, o enviado do Pai.
A incógnita sobre Jesus permanece para quem se posiciona diante dele como adversário. Quem se faz discípulo, não tem dificuldade de reconhecê-lo como Messias.
Oração
Pai, dá-me um coração de discípulo que se deixa guiar docilmente pelo Mestre Jesus, tornando-se, assim, apto para reconhecer sua condição de Messias de Deus.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Concedei, ó Deus todo-poderoso, que, celebrando o mistério da ressurreição do Senhor, possamos acolher com alegria a nossa redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 13/05/2014

Meditando o evangelho

O MESTRE É RECONHECIDO

Os judeus insistiam com Jesus, exigindo que ele afirmasse, abertamente, sua identidade de Messias. Jesus, porém, tinha motivos para não ceder a uma tal pressão. Existe um caminho muito simples para reconhecê-lo: prestar atenção nas obras que ele realiza!
Só consegue reconhecer Jesus a partir de suas obras, quem se faz discípulo dele. A condição de discípulo coloca o indivíduo na perspectiva justa para observar o agir de Jesus e tirar as conclusões a respeito de sua identidade. Como? Permitindo olhá-lo com benevolência, sem preconceitos, nem má intenção. Colocando-se em sintonia com o Senhor, o discípulo pode discernir quem, de fato, é Jesus. Igualmente, capacita-o para ler, nas entrelinhas da ação de Jesus, sua condição de Messias, realizador das antigas esperanças de Israel, restaurador da vida e da esperança. E mais, sua condição divina, pois, as obras que Jesus realiza são exclusivas de quem é o Filho de Deus.
Quem não se torna discípulo, ou seja, sua ovelha, não está em condições de reconhecê-lo como Messias, por mais prodigiosa que seja a obra realizada por Jesus. Quem não está predisposto a ser discípulo, não abre mão da posição já tomada, nem confessa a messianidade de Jesus. Por isso, não era oportuno perder tempo com tal tipo de gente. Se não quisessem crer nele a partir das obras, paciência!
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Espírito do Messias, coloca-me na perspectiva justa, para reconhecer e confessar a messianidade do Filho Jesus.

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. A dúvida cruel...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Como qualquer Judeu, Jesus vai constantemente ao templo, e lá sempre é assediado pelos Judeus mais conservadores, que o conhecem e ouvem, têm até admiração por ele, mas vivem na dúvida cruel sobre o seu Messianismo. Nesse evangelho eles indagam novamente sobre essa questão crucial: “Até quando nos deixarás na incerteza, se és o Cristo, dizei-nos claramente”. Hoje, em um mundo marcado pelo ateísmo, certamente muitos aceitam Jesus, mas têm restrições sobre sua Divindade.
As comunidades do primeiro século tiveram que abrirem-se muito á graça de Deus e a sabedoria do Espírito, para compreenderem o ensinamento dos apóstolos sobre as duas naturezas de Jesus.
Talvez o grande problema naquele tempo, era entender como é que podia um Homem ser Deus e este ser um Homem, ao mesmo tempo, com duas naturezas distintas. Justamente por conhecerem á sua origem, a sua história, a sua genealogia e seus familiares mais próximos, os conterrâneos dali da "Terrinha" de Jesus, até que sentiam orgulhosos por terem entre eles alguém de tão grande conceito em Israel, um grande Profeta, que já estava com uma fama maior do que os maiores profetas da história, pois seus ensinamentos causavam admiração, suas obras enchiam os olhos dos Nazarenos, mas daí, começar a pensar que seria ele o grande e esperado Messias, já seria um exagero. E por quê?
Pela sua origem simples, sua vida rotineira igualzinha a vida de qualquer judeu, alimentar-se, ir à catequese, estar submisso ao Pai e Mãe, aprender a profissão do Pai, para sobreviver economicamente. O Messias não precisava de nada dessas coisas, tinha poder e glória, era um enviado de Deus e não estava em nível de um simples ser humano.
Hoje há um pensamento nefasto no cristianismo, que vem contaminando a vida de muitos cristãos, trata-se da Fé da Magia, que crê em um Cristo apenas Divino, que deverá usar seus poderes para socorrer os vis mortais. Um Jesus que está com a gente mais que não é igual a nós, um Jesus que separa Fé e Vida.
Pior do que ficar na dúvida é inventar um Jesus Cristo mais adequado as nossas necessidades. Esse Cristo descaracterizado, produto de um Espírito Consumista, é hoje em Dia o Deus de muita gente que se rotula cristã...

2. Se tu és o Cristo, dize-nos abertamente! - Jo 10,22-30
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Jesus diz que os judeus do seu tempo não acreditavam nele nem em suas palavras. Perguntavam se ele era ou não o Cristo e, no entanto, podiam ver as obras que ele fazia em nome do seu Pai. Não acreditam, diz Jesus, “porque não são das minhas ovelhas. As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem”. Quem são de fato as ovelhas do rebanho de Jesus? Santo Agostinho nos ajuda a responder com outra pergunta que ele mesmo faz: “São todos os que estão? E estão todos os que são?”. Ele pergunta se todos os que estão na Igreja são de fato discípulos de Jesus e se todos os que são de verdade discípulos de Jesus estão na Igreja. Muitos podem estar na Igreja sem pertencer ao rebanho, porque não ouvem a voz do Pastor. Outros, porém, que estão fisicamente fora do rebanho, participam do mistério pascal de Cristo de um modo que só Deus conhece. Suas obras realizam a vontade do Pai. O melhor será estar no rebanho, fazer parte dele de forma consciente, ouvir a voz do Pastor e segui-lo com muita disposição.

HOMILIA

EU CONHEÇO AS MINHAS OVELHAS

É um escândalo, esse Bom Pastor, porque toda a vida de Jesus é um juízo contra os que pensavam que Deus devia ajustar-se à “dogmática” religiosa. Ele não se adapta! Assim, pois, o que decide de um modo definitivo o sentido deste evangelho, cotejado com o Salmo 23, é a atitude que devemos ter ante a verdade que Jesus propõe: quem se encontra para valer, com Ele, “veste a camisa” do Reino de Deus, encontra-se com Deus custe o que custar, enquanto confia sem reservas nos cuidados do Bom Pastor. Se Ele, Jesus, escuta nossas súplicas, Deus faz o mesmo. Se Ele dá a vida por nós, isso é o que faz Deus por nós. Não estamos ante uma ficção com estas palavras. Algo concreto se apresenta: estamos diante do “Doador da Vida”, que também se dá para “manter a Vida”. O Bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas! A cruz não é sofrimento inútil. A parte mais difícil, porém, continua sendo as renúncias necessárias e a entrega total à Causa do Bom Pastor! (cf. Jo 10, 3). Jesus conhece os problemas da suas ovelhas. Mesmo quando elas seguem falsários e arremedos substitutivos que pretendem, na verdade, levá-las ao matadouro.
O bom pastor continua cuidando de suas ovelhas, busca a ovelha ferida, trata de seus machucados. Busca a que se extraviou, chama-a docemente ao caminho certo. Trata-a sempre com doçura e com voz carinhosa. Em regiões desérticas como na Palestina bíblica, a vida ou a morte do rebanho dependia do cuidado do pastor. Levar as ovelhas para campos verdes da primavera, ou para a vegetação seca comestível no verão, e alimentá-las, é sua função. Especialmente quanto às sobras da ceifa já realizada nos campos próximos das vilas e cidades. Nas noites escuras o pastor deve cuidar do rebanho, pois feras do deserto, e eventualmente salteadores, rondam e podem atacá-lo. O pastor deve estar vigilante, escutar cada pequeno ruído e manter-se em posição de defesa ou ataque, se necessário for. Dá-lhes segurança ao atravessarem depressões profundas, nos terrenos difíceis ou nos caminhos cheios de pedras soltas e perigosas onde as ovelhas possam resvalar. Sabe a exata distância entre os oásis; conhece as fontes de água onde se pode permanecer para se refazerem as forças... Tudo isso pertence ao cuidado, ao desvelo e à prudência de todo pastor não mercenário (cf. Jo 10, 12-13; Zc 11, 15), no exemplo do salmista e poeta.
O pastor é um companheiro. Ele liga seu destino ao destino do rebanho. Sofre a mesma sede, a mesma fome, padece sob as perseguições ferozes. É solidário, mesmo com sol ardente durante o dia e frio intenso durante a noite. Cansa-se com as ovelhas ao caminhar pela areia, debaixo de sol escaldante e sobre pedras. Corre os riscos de agressão pelas feras, ou ferido e até morto pelos ladrões escondidos à beira da estrada. O pastor é diferente do mercenário ou do ajudante contratado, dá a sua vida pelas ovelhas (cf. Jo 10, 15). Ele mantém uma relação de afeto profundo com as ovelhas. Elas o amam: “Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas me conhecem” e “elas seguem o pastor porque conhecem a sua voz” (10, 4.27). As ovelhas sentem o bater cadenciado do cajado no chão ou nas pedras.
Os israelitas nunca esperaram um Messias que sofresse, e que fosse, portanto, capaz de dar a vida como Jesus se empenha em fazê-lo, como está no evangelho de João. Nem observaram com atenção o Servo Sofredor do Segundo Isaías. Para eles, é preciso desmontar uma concepção “equivocada” de messianismo: um rei poderoso que se imporá pela força das armas. E assim se nos permite descobrir a opção radical por Jesus. O verdadeiro Messias é capaz de dar “a vida pelas ovelhas”, o mesmo que dizer: dar a vida pelo povo, este muitas vezes referido como “ovelhas desgarradas”, na Bíblia.
A crítica é dura, sempre, aos pastores de Israel. Perverteram a natureza do pastor, que é de apascentar as ovelhas. Eles se apascentam a si mesmos, em vez das ovelhas, com arrogância e desfaçatez. Conseqüentemente as ovelhas dispersam e se tornam vítimas da pilhagem, e de animais selvagens (Ez 34, 8; Jr 10, 21; 23, 3; 50, 6). O castigo virá sobre eles: “Gemei, pastores, e gritai. Revolvei-vos no pó, chefes do rebanho! Sereis dispersados e caireis como vasos preciosos; não há refúgio para os pastores nem escapatória para os chefes do rebanho” (Jr 25, 34-35; Zc 11, 16-17). Esses textos parecem descrever situações atuais. Como se pode avaliar, biblicamente, a figura do pastor suscita arquétipos ancestrais ligados ao cuidado, à acolhida, à segurança, à confiança. Pastores entregues a valores inversos sempre são denunciados. Os profetas da Bíblia não dão mole para os que se corrompem. Serve-nos o exemplo?
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 13/05/2014

HOMILIA DIÁRIA

Você tem ouvido a voz do Bom Pastor ou a do mundo?

Precisamos da sabedoria, do silêncio interior, da meditação e da contemplação para escutarmos a voz do Bom Pastor, Aquele que nos conduz e não nos deixa perdidos nas estradas da vida!

”As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão” (João 10, 27-28).

Nós continuamos a meditar a figura do Bom Pastor e hoje esse mesmo Pastor nos diz a que as Suas ovelhas escutam a Sua voz, seguem a Sua voz; conhecem a voz do Pastor e vão atrás d’Ele.
Dentro de nós, do coração de cada um de nós, existem muitas vozes gritando, clamando, chamando-nos para fazer isso ou fazer aquilo. Nós precisamos escutar a voz do Bom Pastor, d’Aquele que dá a vida por cada um de nós e não nos deixarmos nos confundir, sermos enganados, iludidos, inebriados; porque, no meio do caminho, é muito fácil nos confundirmos.
Muitas vezes, escutamos o que o outro diz, aquilo que o outro fala, nós damos vozes e atenção a qualquer coisa que escutamos e deixamos de ouvir a voz do Bom Pastor. Deixamos de ouvir aquilo que Jesus quer falar ao nosso coração para escutarmos o que as pessoas estão nos falando.
Às vezes, isso é tão confuso dentro de nós, causa tanta confusão em nosso interior, sobretudo no mundo do “disse não me disse”, no mundo da confusão, da mentira, da futrica, da conversa fiada, das ilusões, sobretudo no mundo em que as pessoas não tomam consciência do que falam (se eu não gosto de alguém ou falo mal dessa pessoa em assim, eu confundo as pessoas com as coisas que falo), que nos deixamos nos enganar. Deixamo-nos seduzir, deixamos que outras vozes confundam o nosso coração!
Aquele que é do redil de Jesus, aquele que faz parte do rebanho de Jesus, não se deixa enganar: escuta, discerne, peneira e conclui – “Isso é de Deus! Isso não é de Deus! Isso faz bem a mim, isso não faz bem a mim!”.
Aquele que é de Deus não toma decisão precipitada, não se deixa levar por suas emoções, pelo calor dos acontecimentos, pelas vozes das emoções que estão ali clamando dentro do coração, com raiva, com medo, tensão e preocupação. Não! Quem é de Jesus acalma o coração, acalenta a alma, procura, no silêncio da oração, escutar a voz de Deus!
Nós nos confundimos e erramos muito no caminho da vida, na estrada que prosseguimos, porque escutamos as vozes confusas que clamam em nós. O que precisamos é da sabedoria, do silêncio interior, da meditação e da contemplação para escutarmos a voz do Bom Pastor, Aquele que nos conduz e não nos deixa perdidos nas estradas da vida! Ao nos deixar guiar pela sabedoria divina, Ele nos conduz pelos prados verdejantes, ainda que tenhamos que passar pela aridez,  pelo vale tenebroso da sombra da morte, nós não temeremos, porque a mão do Senhor, a voz d’Ele há de nos conduzir.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 13/05/2014

Oração Final
Pai Santo, hoje lembramos as carinhosas aparições da Virgem Maria em Fátima. Nós pedimos, Pai amado, que nos faças filhos dóceis e acolhedores, prontos para seguir o exemplo da Mãe que gerou Jesus, o Cristo teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 13/05/2014

ORAÇÃO FINAL
Pai amado, perdoa a nossa incredulidade e nos ajuda a acolher com alegria e gratidão o Reinado de Amor que nos foi trazido pelo teu Ungido, o Cristo que se fez Homem em Jesus de Nazaré. Que através do testemunho de nosso viver anunciemos a toda humanidade a tua compaixão misericordiosa. Pelo mesmo Jesus Cristo, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.

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