segunda-feira, 7 de setembro de 2026

COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 05/09/2026

ANO A


Lc 6,1-5

Comentário do Evangelho

O sábado ponto de controvérsia.

O descanso sabático está no centro da controvérsia de Jesus com os fariseus. O que predominam, segundo os evangelhos, na visão dos fariseus sobre o sábado, são as interdições. Fica esquecida a finalidade primeira do sábado: recordando o dom da vida e de toda criação e os sofrimentos da escravidão do Egito, da qual o povo foi libertado por Deus, deviam imitar a misericórdia de Deus (Lc 13,15-16). Diante do rigorismo legalista, a concepção do sábado como dom de Deus (Ex 16,29), para fazer a memória do dom da vida e da liberdade, praticamente desaparece. Para os fariseus, arrancar espigas para comê-las, no dia de sábado, era transgredir o descanso sabático. No entanto, a Torá permite a colheita de espigas contanto que não se utilize a foice (Dt 23,36). À objeção dos fariseus, Jesus responde recorrendo ao exemplo de Davi (1Sm 21,1-10). A fome e a necessidade de manterem a vida em boas condições justificaram a atitude do monarca. O exemplo de Davi é um exemplo de peso que justifica e ilustra a defesa que Jesus faz da atitude dos seus discípulos. No novo tempo da presença do Senhor que assumiu a nossa humanidade, o sábado é tempo privilegiado de manifestação do seu poder salvador.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, torna-me sensato na prática das exigências religiosas, para eu buscar, em primeiro lugar, o que realmente é do teu agrado e está a serviço da vida, cuja fonte és tu.
Fonte: Paulinas em 06/09/2014

Comentário do Evangelho

Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?


Ouvimos a observação que acaba de ser feita a Jesus de que os discípulos de João e os dos fariseus jejuavam enquanto os discípulos de Jesus comiam e bebiam. E logo os encontramos, não só comendo, mas comendo de forma pecaminosa. Alguém pensará que cometiam o pecado da gula, comendo demais. Não, pobrezinhos. Era uma refeição muito modesta. Passando por um trigal, arrancavam espigas, debulhavam e comiam. Onde, então, está o pecado?
O pecado está em que faziam isso no dia errado. Está escrito no Êxodo que “todo aquele que trabalhar no dia de sábado será punido de morte”. Era sábado. Por que faziam o que não era permitido? Jesus responde dizendo que Davi e seus companheiros comeram os pães do templo, o que não era permitido, porque estavam com fome.
As leis, sejam elas quais forem, existem em favor do ser humano. E acrescentou: “O Filho do Homem é senhor também do sábado”. O relato de Lucas é mais sintético que os de Mateus e Marcos e se restringe ao essencial. “A fome real, não apenas vontade de comer, colocou Davi e seus companheiros acima da proibição de comerem os pães da oferenda.” O Filho do Homem é o descendente de Davi. Portanto, também ele é senhor do sábado, e interpreta a Lei em favor do ser humano.
Cônego Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2024’, Paulinas.
Fontes: Catequisar e Comece o Dia Feliz em 07/09/2024

VIVENDO A PALAVRA

Os fariseus apanham Jesus em outra ‘transgressão’ à Lei – Ele permitia que seus seguidores violassem o preceito sabático, arrancando e saboreando espigas de trigo! Seus corações de pedra não haviam sido substituídos por corações de carne, que sejam capazes de compreender que nosso Pai deseja misericórdia e não sacrifícios.
Fonte: Arquidiocese BH em 05/09/2020

Reflexão

É muito fácil a gente ver o que as pessoas estão fazendo e, a partir da aparência dos seus atos e de princípios previamente estabelecidos, emitir os nossos juízos e opiniões. O Evangelho de hoje mostra para nós os erros que podemos incorrer com este tipo de comportamento. Podemos fazer com que Deus se torne o grande opressor da humanidade, porque é um grande ditador e está à espera para punir a todos os que lhe desobedecem e não um Pai amoroso e podemos também deixar de olhar a realidade das pessoas e as suas motivações, que podem modificar profundamente a nossa opinião a respeito delas.
Fonte: CNBB em 06/09/2014 e 03/09/2016

Reflexão

Na Antiga Aliança, o sábado era reservado ao culto religioso e ao descanso; ninguém estava autorizado a trabalhar. Nem mesmo os animais (cf. Ex 20,8-11; Dt 5,12-15). Jesus não falta com o respeito ao sábado. É que ele põe o ser humano acima das prescrições sabáticas. Assim, ele liberta da doença algumas pessoas, em dia de sábado. Neste episódio, os fariseus confundem colheita da produção agrícola com o simples catar algumas espigas para matar a fome (necessidade urgente e inadiável). Jesus corrige a mentalidade dos fariseus dizendo que eles desconhecem as Escrituras, que eles tanto prezam e citam: “Vocês nunca leram o que fez Davi quando estava com fome?”. Jesus é maior do que Davi, que eles muito admiram e valorizam: “O Filho do Homem é Senhor do sábado”.
Oração
Ó Jesus, “Filho do Homem”, os fariseus fazem tempestade num copo d’água: acusam teus discípulos como se tivessem cometido grave escândalo. Apenas debulhavam espigas para matar a fome, em dia de sábado. Citando as Escrituras, argumentas que as leis foram criadas para favorecer a vida humana. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 05/09/2020

Reflexão

A lei do sábado, com o passar do tempo, tornou-se instrumento de opressão. Havia um tipo de tradição rígida, encabeçada por um grupo chamado fariseu, especialista em exigir dos outros o cumprimento de 613 preceitos. Com tanta lei assim, a vida ficava impossível de ser sentida. A liberdade com a qual Deus dotou o homem tornava-o refém de um emaranhado de práticas vazias. A comunidade dos discípulos de Jesus é chamada a viver na sua profundidade, sem a necessidade de se enrolar em falsos preceitos, inventados unicamente para satisfazer formalidades. O seguidor de Jesus vai ao essencial, naquilo que toca a existência e a enche de significado. Jesus é o sentido.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)
Fonte: Paulus em 03/09/2022

Reflexão

Na Antiga Aliança, o sábado era reservado ao culto religioso e ao descanso; ninguém estava autorizado a trabalhar. Nem mesmo os animais (cf. Ex 20,8-11; Dt 5,12-15). Jesus não falta com o respeito ao sábado. É que ele põe o ser humano acima das prescrições sabáticas. Assim, ele liberta da doença algumas pessoas, em dia de sábado. Neste episódio, os fariseus confundem colheita da produção agrícola com o simples catar algumas espigas para matar a fome (necessidade urgente e inadiável). Jesus corrige a mentalidade dos fariseus, dizendo que eles desconhecem as Escrituras, que eles tanto prezam e citam: “Vocês nunca leram o que fez Davi quando estava com fome?”. Jesus é maior do que Davi, que eles muito admiram e valorizam: “O Filho do Homem é Senhor do sábado”.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Fonte: Paulus em 07/09/2024

Reflexão

«O Filho do Homem é Senhor também do sábado»

Fr. Austin Chukwuemeka IHEKWEME
(Ikenanzizi, Nigria)

Hoje, frente à acusação dos fariseus, Jesus explica o sentido correto do descanso sabático, invocando um exemplo de Antigo Testamento (cf. Dt 23,26): «Nunca lestes o que fez Davi (...) pegou os pães da oferenda, comeu e ainda deu aos seus companheiros esses pães, que só aos sacerdotes era permitido comer» (Lc 6,3-4).
A conduta de Davi antecipou a doutrina que Cristo ensina nesta passagem. Já no Antigo Testamento, Deus tinha estabelecido uma ordem nos preceitos da Lei, de forma que os de menor hierarquia cedem frente aos principais.
À luz disto, explica-se que um preceito cerimonial (como o que comentamos) cedesse ante um preceito de lei natural. Igualmente, o preceito do sábado não está por cima das necessidades elementares de subsistência.
Nesta passagem, Cristo ensina qual era o sentido da instituição divina do sábado: Deus o tinha instituído no bem do homem, para que pudesse descansar e se dedicar com paz e alegria ao culto divino. A interpretação dos fariseus tinha convertido esse dia em ocasião de angustia e preocupação a causa da quantia das prescrições e proibições.
O sábado tinha sido feito não só para que o homem descansasse, mas também para que desse glória a Deus: este é o autêntico sentido da expressão «o sábado foi feito para o homem» (Mc 2,27).
Adicionalmente, ao declarar-se senhor também do sábado (cf. Lc 6,5), manifesta abertamente que Ele é o mesmo Deus que deu o preceito ao povo de Israel, afirmando assim a sua divindade e o seu poder universal. Por essa razão, pode estabelecer outras leis, ao igual que Javé no Antigo Testamento. Jesus bem pode chamar-se senhor do sábado, porque é Deus.
Peçamos ajuda à Virgem para acreditar e entender que o sábado pertence a Deus e é uma forma —adaptado à natureza humana— de render glória e honra ao Todo-Poderoso. Como tem escrito São João Paulo II, «o descanso é uma coisa sagrada» e ocasião para «tomar consciência de que tudo é obra de Deus».

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Neste tempo de graça, o cristão observa um sábado perpétuo se fizer todas as boas obras com a esperança do descanso futuro» (Santo Agostinho)

- «Viver segundo o domingo significa viver consciente da libertação trazida por Cristo e desenvolver a própria vida como oferenda de si mesmo a Deus» (Bento XVI)

- «A celebração do domingo é o cumprimento da prescrição moral, naturalmente inscrita no coração do homem, de prestar a Deus um culto exterior, visível, público e regular, sob o signo da sua bondade universal para com os homens (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.176)
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 07/09/2024

Reflexão

O domingo, “dia do Senhor”

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, Jesus Cristo declara-se “Senhor do Sábado”. Os judeus celebram no "Sabbat" o apogeu da obra dos "seis dias" (a criação). Mas para o cristão surgiu um novo dia: o da Ressurreição de Cristo. O sétimo dia termina a primeira criação e o oitavo começa a nova criação em Cristo.
O Senhor deu aos seus discípulos, já na Última Ceia, o seu corpo e o seu sangue como dom da Ressurreição: cruz e ressurreição fazem parte da Eucaristia, e sem elas não é ela mesma. Por isso, a celebração do sacramento devia estar necessariamente vinculada à memória da Ressurreição. O primeiro encontro com o Ressuscitado teve lugar na manhã do primeiro dia da semana — o terceiro dia após a sua morte —, portanto, na manhã de Domingo: este converteu-se espontaneamente, na liturgia cristã, no "dia do Senhor".
—Jesus, o esplendor da tua redenção sobrepõe-se ao da primeira criação. Louvado sejas para sempre, Senhor!
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 07/09/2024

Recadinho

Em que consiste seu repouso dominical? - Coloca realmente Deus no centro de tudo? - Será que nossa sociedade se preocupa com o tempo de descanso e tempo também para se dedicar a Deus? - Você considera realmente um dia santo e domingo como oportunidade de dedicar mais tempo a Deus, à Igreja? - É possível repousar e testemunhar sua fé?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 – Santuário Nacional em 06/09/2014

Meditação

O povo do tempo de Jesus estava acostumado a ouvir dizer que era indispensável cumprir todos os mandamentos e costumes dos antigos. Jesus, porém, ensinava que nem tudo tinha a mesma importância, e nem sempre a interpretação rigorosa era a melhor maneira de entender a vontade de Deus. Ensinava que o mais importante era o amor a Deus e ao próximo, a pureza e simplicidade de coração, a boa vontade para com todos.
Oração
Senhor Deus, concedei aos vossos servos e servas a perfeita saúde de alma e de corpo, e, pela gloriosa intercessão da Bem-aventurada sempre Virgem Maria, livrai-nos das tristezas do tempo presente e conduzi-nos às alegrias eternas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos século.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 07/09/2024

Comentário sobre o Evangelho

Diante da rigidez das normas dos fariseus, Jesus propõe verdadeiro amor


Hoje, Jesus volta a defender-nos dos disparates dos fariseus. Acontece que alguns discípulos estavam a passear com o Senhor. Como tinham fome, começaram a arrancar espigas para comer o grão (como se comessem “pipocas de milho”). Mas, grande erro!: era sábado. Pecado!, diziam os fariseus. Mas não era Deus que o dizia, eram os fariseus que o inventavam.
- Dramático é que 20 séculos depois continuamos a fazer o mesmo: encanta-nos a “religião à la carte”… Inventamos a religião (deve coincidir com aquilo de que eu gosto). Já não é coisa de Deus!, mas sou eu que digo a Deus como são as coisas…
Fonte: Family Evangeli - Feria em 07/09/2024

Comentário do Evangelho

O SENHOR DO SÁBADO

Sendo Jesus o Filho do Homem, pleno de poderes recebidos do Pai, podia agir com liberdade diante da tradição. Pouca importância tinha para ele as distinções minuciosas e as interpretações casuístas que corriam nos ambientes farisaicos. No caso do repouso sabático, colocava-se acima dos limites sutis entre as ações proibidas e aquelas permitidas, no dia consagrado ao Senhor.
Daí sua atitude de indiferença quanto ao fato de seus discípulos, ao atravessar um trigal em dia de sábado, terem apanhado espigas e comê-las. Em que este gesto representava um desrespeito a Deus? Por que classificá-lo como pecaminoso e, por isso, proibi-lo? Jesus não via nele motivos para censurar seus discípulos, e impedi-los de praticar esta ação.
Se Davi tomou a liberdade de saciar sua fome com pães consagrados, que só aos sacerdotes era permitido comer, o Filho do Homem estava agindo muito mais corretamente com os seus discípulos! Sua superioridade em relação ao antigo rei de Israel permitia-lhe liberá-los da submissão às prescrições judaicas.
Jesus concedia, assim, aos discípulos uma liberdade desconhecida no mundo dos mestres da Lei e dos fariseus. A ação de Jesus fundava-se num dado que seus adversários desconheciam: sua condição de Filho de Deus.
Fonte: Dom Total em 06/09/2014 e 03/09/2022

Oração
Espírito que liberta, desata as amarras que mantêm o povo fanaticamente apegado a certas tradições, diante das quais o Pai permite agir com liberdade.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Deus do universo, fonte de todo bem, derramai em nossos corações o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco para alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que nos destes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 06/09/2014

Meditando o evangelho

UMA LEI COMPLICADA

A Lei do repouso sabático tornava-se cada vez mais complicada na medida em que  havia o perigo de não ser respeitada. A partir do cativeiro babilônico, quando os judeus correram o risco de perder a sua identidade de povo eleito, os mestres procuraram acrescentar à Lei do sábado prescrições cada vez mais rígidas e minuciosas. Essas regras foram posteriormente recolhidas e organizadas em forma de tratado, ao qual se deu o nome de Shabbat. Foi o mais longo e o mais importante de todos os tratados da literatura rabínica. Para ser fiel ao mandamento, era preciso assimilar tudo quanto aí era prescrito.
No episódio referido pelo Evangelho, os fariseus queriam enredar Jesus num casuísmo legal. O fato de os discípulos, em dia de sábado, terem apanhado espigas de trigo para comer, não lhes podia ser imputado como roubo. Segundo eles, os discípulos tinham infringido a norma que proibia a preparação de alimentos em dia de sábado. Esta preparação supunha a colheita e a debulha do trigo. Daí serem estas ações também proibidas.
A atitude de Jesus pôs abaixo este rigorismo perfeccionista, procurando abrir a mentalidade dos discípulos para o bom senso e a verdadeira fidelidade a Deus. O bom senso aconselhava-os a não passar fome, quando tinham comida à disposição. Sendo assim, a Lei da sobrevivência mostrava-se ser mais fundamental que a Lei do repouso sabático. Esta só seria válida quando não entrasse em conflito com aquela. O mesmo seria necessário dizer de todos os demais mandamentos.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Oração
Pai, torna-me sensato na prática das exigências religiosas, para eu buscar, em primeiro lugar, o que realmente é do teu agrado e está a serviço da vida, cuja fonte és tu.
Fonte: Dom Total em 03/09/2016 e 05/09/2020

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. A Lei e a Necessidade
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Alimentar-se quanto se está com fome é uma das necessidades básicas e essenciais de qualquer ser humano e por isso, “passar fome” é uma expressão que nem deveria fazer parte do nosso vocabulário pois é um pecado contra a vida. A falta de alimentação traz a desnutrição e consequentemente á morte, se a pessoa não se alimentar.
Jesus era um pregador itinerante e seus discípulos o acompanhavam, ás vezes aparecia as almas generosas que lhe ofereciam um lanche ou uma refeição mais caprichada, mas naquele dia de sábado, em que o Judeu guardava o preceito sabático, não tiveram essa acolhida pois as pessoas preparavam as refeições na véspera e não podiam prever que no sábado aparecia os doze e mais o Mestre para uma refeição extra. Não se sabe de que distância eles vinham caminhando, mas o texto mostra que a “fome” bateu e a turma nem quis saber de quem era aquela roça de milho, foram apanhando as espigas, ali mesmo debulhando-as e “mandando para dentro”, certamente Jesus também comeu algumas pois tinha fome como qualquer outro.
Foi quando de repente apareceram os chatos dos Fariseus para acabar com a alegria do grupo, e já vieram de dedo em riste, para fazer a acusação. E como sempre sobrou para o Mestre, a acusação de que seus discípulos não guardavam o sábado pois estavam acintosamente trabalhando (colhendo espigas de milho) pois o problema não era eles estarem se alimentando, mas sim de estarem trabalhando, o que era rigorosamente proibido em dia de sábado.
Jesus então usa de uma estratégia inteligente, Davi era um nome de peso para eles, uma pessoa de referência, fiel, zeloso das coisas do Deus da Aliança, enfim, alguém intocável. Jesus os lembra que Davi e seus companheiros tiveram fome em um combate, e ao entrarem no templo, comeram os pães da proposição (seria em nossos dias a Hóstia do Padre, que é intocável) a comparação é apenas no sentido, pois uma Hóstia não mata a fome física de ninguém. Mas no caso de Davi eram pães, e de bom tamanho, que ele comeu e deu a turma toda.
E diante da mudez dos tais Fariseus, que não sabiam o que responder, Jesus deu o golpe de misericórdia: “O Filho do Homem é Senhor também no Sábado”, ou seja, a Vida acima de qualquer norma ou lei, mesmo que seja religiosa. É bom pensarmos se em nossas comunidades, nas pastorais e movimentos, a gente muitas vezes não coloca normas e norminhas, mil regrinhas, acima do bem e da Vida das pessoas. Qualquer Lei que não tenha no centro a defesa e a preservação da Vida, não é Cristã!

2. O Filho do Homem é Senhor também do sábado - Lc 6,1-5
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

Era sábado. O evangelista relata o que aconteceu para ensinar aos cristãos provenientes do judaísmo como se comportar em relação ao sábado. Passando por um trigal, os discípulos arrancavam espigas e comiam. Ora, sábado é o dia de Deus e deve ser observado segundo o que Deus quer. Parece, porém, que os homens, com suas leis, seus princípios, suas tradições e suas interpretações, acabaram desvirtuando o que Deus queria. Para Deus, o ser humano vem sempre em primeiro lugar e tudo existe para o bem daqueles que ele criou e pelos quais seu Filho Jesus entregou a própria vida. Sagrado para Deus é o ser humano. O sábado é dia sagrado porque nele o ser humano glorifica a Deus. A melhor maneira de glorificar a Deus é a prática do amor fraterno. As observâncias do dia sagrado não podem impedir que, quem tem fome, coma. O sábado foi feito em primeiro lugar para o descanso do ser humano. Esse descanso, porém, não pode se tornar um tormento de observâncias. A intensão de proteger a Lei é boa, mas pode acabar sufocando as pessoas e impedindo que elas façam o bem no dia de Deus, por ser o dia de Deus. Ainda aos gálatas, Paulo diz: “Vocês observam cuidadosamente dias, meses, estações, anos! Receio ter-me cansado em vão por vocês”.
Fonte: NPD Brasil em 05/09/2020

HOMILIA DIÁRIA

Jesus é o Senhor do tempo e de tudo o que há

Quando dizemos que Jesus é o Senhor do sábado e do domingo, nós queremos dizer que Ele é o Senhor do tempo e da vida, de qualquer dia e lei.

“E Jesus acrescentou: ‘O Filho do Homem é senhor também do sábado’.” (Lucas 6, 5)

Nesta passagem bíblica, os judeus estão, mais uma vez, tendo dificuldade com Jesus por entenderem que o Mestre, muitas vezes, parece violar o sábado. O sábado e o templo são coisas muito sagradas para a mentalidade e para a religião judaica. Jesus não veio nem para desprezar o templo nem para desprezar o sábado. Ele veio para mostrar que Ele é o Senhor tanto do templo como do sábado e que o homem não foi feito para o sábado, mas sim o sábado para o homem.
Nós estamos falando de um dia da semana, o sábado, para nós, pode parecer um dia comum, mas, na verdade, é o dia sagrado para a religião primitiva dos judeus; assim como é para nós o domingo o dia do Senhor por causa da ressurreição d’Ele. É que nós não nos prendemos à questão do dia da semana, mas sim à questão da observância da Lei de Deus.
Quando dizemos que Jesus é o Senhor do sábado, nós queremos dizer que Ele é o Senhor de qualquer lei, que Ele é o Senhor da vida, que Ele é o Senhor do templo, é o Senhor da nossa fé. Ele é o enviado do Pai e está acima de qualquer preceito e de qualquer lei e é Ele quem, na verdade, nos ensina a interpretar a Lei de Deus como ela deve ser interpretada e vivida no Espírito do próprio Deus, porque, senão, as leis se tornam meramente humanas; preceitos se tornam apenas letras, e as pessoas param nas letras e não absorvem o espírito delas.
Não se trata de desrespeitar o dia do Senhor, mas o que não podemos é virar escravos da lei do sábado nem de lei nenhuma! Chama-nos a atenção para a necessidade de que todos nós temos de guardar o domingo, o dia sagrado para todos nós cristãos. Porém, nós não podemos cair no extremo – o deles é de relaxar, esquecer que domingo é o dia do Senhor e o viver de qualquer jeito, trabalhando, cuidando de suas coisas e não vivem o domingo como o dia do preceito, como um dia sagrado, como o dia de descansarmos em Deus e d’Ele ser o descanso para nós; de vivermos a convivência familiar com tudo aquilo que precisamos viver.
Por outro lado, nós também corremos o risco de ser escravos do dia do Senhor se, nesse dia, não termos tempo para acolher o necessitado, ajudar a quem precisa, prestar um auxílio a quem necessita de nossa ajuda, e assim por diante. Guardar a Lei de Deus é viver o espírito dela; no dia do Senhor vivemos para o Senhor e permitimos que Ele conduza os nossos passos.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

HOMILIA DIÁRIA

O amor de Deus está acima de qualquer lei

A verdadeira religião não é a da lei, porque a religião que salva, liberta, restaura, cura e renova é o amor

“E Jesus acrescentou: ‘O Filho do Homem é senhor também do sábado’.” (Lucas 6, 5)

Amados irmãos e irmãs, os antigos da lei primitiva, da lei judaica, observavam muito ao pé da letra o que a lei prescreve, sobretudo, no que diz respeito ao sábado, um dia sagrado. Para eles, no dia que o Senhor descansou, também devemos descansar, não devemos fazer nada e ter toda atenção para não transgredir esse dia. Acaba, então, que a lei, por si só, torna-se uma obsessão, porque a pessoa só olha para a letra e não observa o espírito dela; a pessoa, infelizmente, tem uma mentalidade fechada e reduzida na compreensão da verdade.
A questão não é simplesmente observar o sábado, mas é observar o sábado no Espírito do Senhor. E se alguém precisasse de uma ajuda? Se alguém estivesse passando por dificuldades? “Não se pode fazer nada por essa pessoa, porque hoje é sábado e esse dia não se pode ser transgredido por nada neste mundo”.
Segundo a lei judaica, o sábado tem de ser guardado; para nós, devemos guardar o domingo, dia do Senhor. Mas qualquer lei divina precisa ser vivida no espírito e não na letra, porque a letra por si, mata. O importante, na Sagrada Escritura, não é a palavra pela palavra, mas o que o Espírito criativo e inovador nos traz. Isso não significa que cada um observa a Palavra do jeito que quer, do seu “jeitinho”; na verdade, é observar aquilo que Deus está trazendo para a vivência dessa graça. Por isso, para viver qualquer lei, mandamento e ensinamento da Palavra de Deus, tem de estar imbuído, dentro de nós, a vivência do mandamento do amor. Sem amor não conseguimos colocar em prática a Palavra de Deus.
Primeiro, porque o amor de Deus é muito sincero, não é simplesmente questão de respeitá-lo ou não, de temer ou não a Ele, é muito mais do que isso. É questão de amar a Deus com o amor verdadeiro e autêntico, um amor que nos leva a respeitar, a temer e colocá-Lo como o ser mais sublime da nossa vida.
Quando amamos a Deus, aprendemos a amar o nosso próximo e vamos saber ter sabedoria e inteligência para discernir uma coisa da outra. Quando amamos a Deus não desrespeitamos nem ignoramos o nosso próximo.
Podemos ser muito bons em nossas orações, nas nossas práticas e piedades, podemos passar o dia todo rezando, mas quando é o próximo, somos duros, ignorantes, grossos. Podemos pensar: “Não importa, porque eu sou um homem religioso!”. A verdadeira religião não é a da lei, porque a religião que salva, liberta, restaura, cura e renova é o amor! Aprendemos que a lei é para nos ensinar a amar a Deus e ao próximo.
Quando Jesus nos diz que Ele é o Senhor também do sábado, quer dizer que Ele está acima de qualquer lei, do sábado, da purificação. E esse mesmo Senhor que nos mostra que está acima da lei, leva-nos a crer que a grande lei é amarmos uns aos outros. Desse modo, se quisermos viver a religião de Deus com muita profundidade, amemos muito, mas sem nos esquecermos que O amar nos obriga, abre-nos a cuidarmos, amarmos e darmos o melhor de nós ao nosso próximo!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 03/09/2016

HOMILIA DIÁRIA

A essência de Deus é o amor e a misericórdia

“Num sábado, Jesus estava passando através de plantações de trigo. Seus discípulos arrancavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos.” (Lucas 6,1)

Primeiro, é preciso entender que o sábado na mentalidade judaica, na cultura, na tradição judaica, ocupa um lugar central, porque observar a lei acima de tudo é guardar o sábado. A lei para quem vive a radicalidade da compreensão da letra está acima de todas as coisas: não se pode abrir mão do sábado, não se pode trabalhar aos sábados, não se pode, de forma alguma, realizar nada.
Eles entenderam a lei escrita, mas não entenderam o espírito dela. Eles entenderam que era para guardar o sábado, mas não entenderam por que o guardar. Guardar em honra, em respeito, em amor ao Senhor nosso Deus, mas a palavra fundamental é compreender o amor.
O amor a esse Deus não pode nos levar a sermos pessoas cegas, bitoladas, rigoristas, que estão preocupadas com a letra, mas não estão preocupadas com a essência da letra.
Aquilo que fazemos para Deus, em honra e amor a Ele, é para entrarmos na essência d’Ele. Então, eu cumpro os meus preceitos religiosos, vou à Missa, faço as minhas orações, mas não entro na essência de Deus, a qual nos revela justamente Jesus.
A essência de Deus é aquilo que Ele é: amor e misericórdia. Deus não é a lei pela lei, Ele não é o rigorismo pelo rigorismo. Deus não nos forma para sermos cegos, mas para abrirmos os nossos olhos.

O amor a esse Deus não pode nos levar a sermos pessoas cegas, bitoladas e rigoristas

Do que adianta guardarmos o sábado ou observarmos a lei se não enxergamos o pobre, o sofrido… Se não enxergamos quem está na nossa casa, se não enxergamos a dor do outro? “Eu sei que é sábado, mas os discípulos estão com fome, não comeram e estão arrasados. Debulhem as espigas e comam”. E Deus estava ali sendo agraciado, louvado e exaltado porque cuidou da fome e da necessidade do outro.
Jesus mesmo dá o exemplo de Davi: os pães estavam reservados aos sacerdotes, mas Davi, na sua fome, comeu aquilo que estava reservado somente a eles. A lei que não nos ensina a cuidar do outro, a nos voltarmos para o outro, a atender a necessidade do outro, essa lei não é divina ou não tem o espírito da graça.
Não é o problema da lei, mas o problema de quem a interpreta, é de quem olha a letra pela letra, é de quem olha as Escrituras pelas letras, mas não pelo Espírito. Por isso, que Deus nos conceda hoje o Espírito da graça, do amor e da misericórdia para entendermos que a pessoa humana, que o ser humano na fome, na sede, na carência e em tudo que vive é mais importante.
Quem ama a Deus cuida do seu próximo!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 05/09/2020

HOMILIA DIÁRIA

Viva a lei da caridade e do amor

Davi entrou na casa de Deus, pegou dos pães oferecidos a Deus e os comeu, e ainda por cima os deu a seus companheiros. No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães”. E Jesus acrescentou: “O Filho do Homem é senhor também do sábado.” (Lucas 6,4-5)

O episódio do Evangelho de hoje mostra os discípulos colhendo algumas espigas porque estavam com fome, então, os fariseus criticaram o Senhor: “Não se pode fazer um trabalho em dia de sábado!”. E Jesus, mais uma vez, explicou  a eles que Ele é o Senhor do sábado, ou seja, Ele tem a autoridade, Ele é a Lei.
E, naquela ocasião, por conta da fome, por conta da caridade — a caridade está acima da lei, está acima da regra, aliás, a regra é a caridade ou deve ser a caridade —, a lei pela lei mata; e, se não for vivida na caridade, aprisiona; e a lei, na verdade, é para vida; a lei deve ser para a vida. E a lei estava ali aprisionando — “Não se pode fazer um trabalho em dia de sábado!”. Ora, mas os discípulos estavam com fome! O que era melhor: viver a lei pela lei ou viver a lei da caridade e dar a vida àqueles discípulos? É claro que Jesus fez a opção de dar a vida àqueles discípulos, Ele queria libertar aqueles homens daquele formalismo. Jesus quis libertar aqueles homens que estavam presos à lei pela lei.

Jesus é a nova Lei, que prega o amor, que prega a misericórdia

Ele, Jesus, é a nova Lei. Ele, Jesus, é a nova Lei, que prega o amor, que prega a misericórdia. Que nós também façamos assim na nossa vida, vivamos a lei da misericórdia, vivamos a lei do amor, vivamos a lei da caridade, vivamos a lei ao exortar os nossos irmãos, mas exortar também com caridade, exortar também com misericórdia, porque nós não podemos perder ninguém. Vamos exortar sim, mas exortar também para ganhar aquele irmão, para ganhar aquela irmã.
Ele é a Lei, Jesus é a Lei e nos manda viver o amor, manda-nos viver a solidariedade, manda-nos viver a misericórdia. Que o Senhor nos ajude a viver na liberdade de filhos de Deus, e vivamos a Lei d’Ele, coloquemos Ele na nossa vida; vivamos a caridade e a misericórdia com o nosso próximo. E, quando tivermos que exortar,  exortemos também na misericórdia.
A bênção de Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Márcio Prado
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 03/09/2022

HOMILIA DIÁRIA

Muitas vezes, nós não lemos!

Num sábado, Jesus estava passando através de plantações de trigo. Seus discípulos arrancavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos.  Então alguns fariseus disseram: “Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?” Jesus respondeu-lhes: “Acaso vós não lestes o que Davi e seus companheiros fizeram, quando estavam sentindo fome? Davi entrou na casa de Deus, pegou dos pães oferecidos a Deus e os comeu, e ainda por cima os deu a seus companheiros. No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães”. E Jesus acrescentou: “O Filho do Homem é senhor também do sábado.” (Lc 6,3-4)

O texto diz: acaso não lestes o que Davi e seus companheiros fizeram? Muitas vezes, nós não lemos as coisas que são importantes. Os fariseus do tempo de Jesus faziam uma leitura bem seletiva do passado, da Torá, do Antigo Testamento, mas não sabiam ver o cumprimento do Antigo Testamento em Jesus Cristo.

Muitas vezes, nós não lemos

Nós podemos fazer a mesma coisa com a Palavra de Deus, interpretá-la fora do Magistério Ordinário da Igreja; e eu lhe digo que isso é muito perigoso! Por isso, de forma providencial, neste mês de setembro, aqui na Igreja do Brasil, nós meditamos sobre a importância e o lugar da Palavra de Deus em nossa vida. Por isso é importante estudar a Palavra de Deus apoiados no Magistério da Igreja.
O Catecismo da Igreja Católica – aproveito para abrir essa catequese sobre a interpretação da Palavra de Deus – diz que a Bíblia precisa ser interpretada, mas de uma forma abrangente. Tem, por exemplo, o sentido literal da Palavra de Deus, que é tomar, literalmente, aquilo que o texto diz, expresso pelas palavras, e que é descoberto por uma ciência chamada exegese bíblica, segundo determinadas regras de interpretação. Esse é o sentido literal, o que está ali escrito.
Nós temos também o sentido espiritual da Palavra de Deus, que sentido a Palavra de Deus dá a nossa vida, e esse sentido espiritual pode ser alegórico, por exemplo. O alegórico é ligar o fato bíblico com Cristo, é fazer essa ligação do Antigo Testamento com a vida de Cristo. Pode estar na água do Mar Vermelho, o Batismo; a libertação do faraó, a libertação do demônio; a água do Mar Vermelho, que se abriu por causa da vara de Moisés, uma alegoria da Cruz de Cristo; os soldados afogados no mar vermelho, uma alegoria com pecado, e assim sucessivamente. Esse sentido é, verdadeiramente, o sentido que nos remete para o Cristo.
O outro sentido é o sentido moral que reside no fato de que a Bíblia nos ensina como devemos proceder moralmente. Por exemplo: a coragem de Moisés em enfrentar o faraó; a murmuração do povo de Israel, que não queria obedecer à Palavra de Deus; o chamado do povo; a confiança em Deus… Ou seja, as virtudes morais que se manifestam através dos fatos que são narrados. E, por fim, o sentido analógico, que é aquele que aponta para o céu, para a salvação eterna. Por isso a leitura da Sagrada Escritura sempre nos conduz à Pátria Celeste.
Por que eu quis fazer essa catequese sobre a interpretação da Palavra de Deus? Porque os fariseus faziam uma leitura seletiva. Nós não podemos fazer isso. Com o Magistério da Igreja, que interpreta para nós a Palavra de Deus, nós precisamos também interpretá-la no sentido amplo da nossa vida. Que o Espírito Santo nos ilumine e nos ajude.
Sobre todos os vos, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai e Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Heleno Ferreira
Padre Donizete Heleno Ferreira é Brasileiro, nasceu no dia 26/09/1980, em Rio Pomba, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2003 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: Canção Nova em 07/09/2024

ORAÇÃO FINAL
Pai misericordioso, dá-nos Sabedoria para procurar o essencial, jamais colocando o acidental em posição de primazia. Que em nossa vida, sigamos a Jesus de Nazaré na convivência fraterna, sempre atentos e dispostos para cuidar do próximo. Ensina-nos, amado Pai, a discernir, para seguir o Espírito Vivo da Lei, não limitados a cumprir apenas a sua letra morta. Pelo mesmo Jesus, o Cristo teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 05/09/2020

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