segunda-feira, 7 de setembro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 05/09/2026

ANO A


Lc 6,1-5

Comentário do Evangelho

O Senhor do sábado nos ensina o valor da misericórdia


No Evangelho de hoje, num dia de sábado, Jesus estava passando através de plantações de trigo. Seus discípulos arrancavam espigas, esfregavam-nas nas mãos e comiam os grãos. Alguns fariseus disseram: “Por que fazeis o que não é permitido fazer em dia de sábado?”.
Jesus respondeu-lhes lembrando a atitude de Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome: Davi entrou na casa de Deus, pegou os pães da oferenda — que só os sacerdotes podiam comer —, comeu e deu também aos seus companheiros. E Jesus concluiu com autoridade: “O Filho do Homem é o Senhor do sábado”. O Mestre nos ensina que as regras e mandamentos de Deus existem para proteger a vida e promover o bem do ser humano, jamais para sufocar o amor, a compaixão e a acolhida.
https://catequisar.com.br/liturgia/05-09-2026/

Reflexão

Ao recordar um famoso episódio da vida do rei Davi, Jesus não está apenas con-frontando os fariseus e mostrando sua hipocrisia ao “engessar” a Lei mosaica. Ao mesmo tempo, Jesus afirma sua própria divindade, mostrando que é maior do que Davi (considerado o maior líder político de Israel) e maior do que Moisés (consi-derado o maior líder religioso de Israel). Jesus é o Senhor (Yhwh, Adonai, Kyrios) do sábado, porque é o Filho do Homem (encarnação de Deus). Jesus é Deus, que veio ao mundo para nos salvar. Tudo, portanto também o sábado, está a serviço da salvação e recebe novo significado em Cristo. Daí o domingo (dia do Senhor, que representa no cristianismo o que o sábado é no judaísmo) ser um dia de encontro e fraternidade, um dia de festa, alegria e louvor a Deus, e não de “obrigações” e limitações.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/5-sabado-12/

Reflexão

«O Filho do Homem é Senhor também do sábado»

Fr. Austin Chukwuemeka IHEKWEME
(Ikenanzizi, Nigria)

Hoje, frente à acusação dos fariseus, Jesus explica o sentido correto do descanso sabático, invocando um exemplo de Antigo Testamento (cf. Dt 23,26): «Nunca lestes o que fez Davi (...) pegou os pães da oferenda, comeu e ainda deu aos seus companheiros esses pães, que só aos sacerdotes era permitido comer» (Lc 6,3-4).
A conduta de Davi antecipou a doutrina que Cristo ensina nesta passagem. Já no Antigo Testamento, Deus tinha estabelecido uma ordem nos preceitos da Lei, de forma que os de menor hierarquia cedem frente aos principais.
À luz disto, explica-se que um preceito cerimonial (como o que comentamos) cedesse ante um preceito de lei natural. Igualmente, o preceito do sábado não está por cima das necessidades elementares de subsistência.
Nesta passagem, Cristo ensina qual era o sentido da instituição divina do sábado: Deus o tinha instituído no bem do homem, para que pudesse descansar e se dedicar com paz e alegria ao culto divino. A interpretação dos fariseus tinha convertido esse dia em ocasião de angustia e preocupação a causa da quantia das prescrições e proibições.
O sábado tinha sido feito não só para que o homem descansasse, mas também para que desse glória a Deus: este é o autêntico sentido da expressão «o sábado foi feito para o homem» (Mc 2,27).
Adicionalmente, ao declarar-se senhor também do sábado (cf. Lc 6,5), manifesta abertamente que Ele é o mesmo Deus que deu o preceito ao povo de Israel, afirmando assim a sua divindade e o seu poder universal. Por essa razão, pode estabelecer outras leis, ao igual que Javé no Antigo Testamento. Jesus bem pode chamar-se senhor do sábado, porque é Deus.
Peçamos ajuda à Virgem para acreditar e entender que o sábado pertence a Deus e é uma forma —adaptado à natureza humana— de render glória e honra ao Todo-Poderoso. Como tem escrito São João Paulo II, «o descanso é uma coisa sagrada» e ocasião para «tomar consciência de que tudo é obra de Deus».

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Neste tempo de graça, o cristão observa um sábado perpétuo se fizer todas as boas obras com a esperança do descanso futuro» (Santo Agostinho)

- «Viver segundo o domingo significa viver consciente da libertação trazida por Cristo e desenvolver a própria vida como oferenda de si mesmo a Deus» (Bento XVI)

- «A celebração do domingo é o cumprimento da prescrição moral, naturalmente inscrita no coração do homem, de prestar a Deus um culto exterior, visível, público e regular, sob o signo da sua bondade universal para com os homens (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 2.176)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-09-05

Reflexão

O domingo, “dia do Senhor”

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, Jesus Cristo declara-se “Senhor do Sábado”. Os judeus celebram no "Sabbat" o apogeu da obra dos "seis dias" (a criação). Mas para o cristão surgiu um novo dia: o da Ressurreição de Cristo. O sétimo dia termina a primeira criação e o oitavo começa a nova criação em Cristo.
O Senhor deu aos seus discípulos, já na Última Ceia, o seu corpo e o seu sangue como dom da Ressurreição: cruz e ressurreição fazem parte da Eucaristia, e sem elas não é ela mesma. Por isso, a celebração do sacramento devia estar necessariamente vinculada à memória da Ressurreição. O primeiro encontro com o Ressuscitado teve lugar na manhã do primeiro dia da semana — o terceiro dia após a sua morte —, portanto, na manhã de Domingo: este converteu-se espontaneamente, na liturgia cristã, no "dia do Senhor".
—Jesus, o esplendor da tua redenção sobrepõe-se ao da primeira criação. Louvado sejas para sempre, Senhor!
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-09-05

Comentário sobre o Evangelho

Diante da rigidez das normas dos fariseus, Jesus propõe verdadeiro amor


Hoje, Jesus volta a defender-nos dos disparates dos fariseus. Acontece que alguns discípulos estavam a passear com o Senhor. Como tinham fome, começaram a arrancar espigas para comer o grão (como se comessem “pipocas de milho”). Mas, grande erro!: era sábado. Pecado!, diziam os fariseus. Mas não era Deus que o dizia, eram os fariseus que o inventavam.
- Dramático é que 20 séculos depois continuamos a fazer o mesmo: encanta-nos a “religião à la carte”… Inventamos a religião (deve coincidir com aquilo de que eu gosto). Já não é coisa de Deus!, mas sou eu que digo a Deus como são as coisas…
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-09-05

Meditação

A Palavra: dos ouvidos ao coração!

Os coríntios estavam divididos: uns diziam ser de Apolo, e outros, de Paulo. Que tivessem “dez mil educadores na vida em Cristo”, mas não esquecessem que tinham um único pai, ele, Paulo, “pois fui eu que, pelo anúncio do Evangelho, vos gerei em Jesus Cristo”. Só isto, de fato, contava: que crescessem na vida em Cristo. Na vida que Cristo viveu e nos veio propor: fazermo-nos filhos e filhas de seu Pai, o Deus da vida. O Deus que ama sua própria vida, e também sua vida, que Ele partilha conosco. Lei fundamental sua é acolhermos, vivermos, defendermos, fazermos crescer essa vida em nós e em nossos irmãos e irmãs. O que resultar em prejuízo a essa vida, não vem dele. Se alguém tem fome, por exemplo, que seja saciado, pois criou todos os bens a serviço de todos: quer vida e abundante para todos.
Coleta
DEUS ONIPOTENTE, fonte de todo dom perfeito, semeia em nossos corações o amor ao vosso nome e, estreitando os laços que nos unem convosco, fazei crescer em nós o que é bom e guardai com amorosa solicitude o que nos destes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=05%2F09%2F2026&leitura=meditacao

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