segunda-feira, 7 de setembro de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 06/09/2026

ANO A


23º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ano A - Verde

“Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles” Mt 18,20

Mt 18,15-20

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Neste domingo, a Palavra de Deus chamará a atenção para a correção fraterna, que é um ato de amor e caridade cristã, cujo objetivo é ajudar o irmão a reconhecer um erro e reconciliar-se, em vista da salvação. Deve ser feita com mansidão e amor, buscando o bem do outro, jamais a condenação. Corrigir é ajudar o outro a reorientar as atitudes e o modo de pensar. Abramos o coração e deixemo-nos transformar pela graça divina.
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/107784/6-de-setembro-de-2026---23-Domingo-do-Tempo-Comum-A.pdf

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, reunidos como assembleia convocada pelo Senhor, celebremos, com alegria, este dia a Ele consagrado. O Cristo, que prometeu estar presente onde dois ou mais estiverem reunidos em seu nome, está no meio de nós. Com Ele, elevemos nossa ação de graças ao Pai, na força do Espírito Santo. Nesta Eucaristia, renovemos o nosso compromisso de fazer a vontade de Deus, vivendo o mandamento do amor ao próximo.
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-49-23o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

AMAR E PERDOAR, APESAR DE TUDO!

O evangelho deste domingo falanos sobre a correção fraterna. O ensinamento do Senhor aparece no contexto do poder de “ligar” e “desligar” conferido a Pedro (cf. Mt 16,19) e ao conjunto dos apóstolos (cf. Mt 18,18), portanto à Igreja. O foco é o bem do irmão, ajudá-lo a encontrar o caminho justo e exercitar a reconciliação. A correção fraterna é um bem, quando exercitada no amor que não faz nenhum mal contra o próximo e é o cumprimento perfeito da Lei (cf. Rm 13,10). Ela ajuda a comunidade a manter-se coesa e a viver o senso de responsabilidade no cuidado por todos os membros, que são preciosos para Deus, o qual não quer que ninguém se perca (cf. Jo 6, 39).
A unidade e a comunhão na fé e no amor, vividas na Igreja, devem ser sinal para este mundo tão dividido. Na Oração Eucarística para diversas circunstâncias I, a Igreja pede a Deus: “Fortalecei o vínculo da unidade entre os fiéis e os pastores do vosso povo (...). Assim, neste mundo dilacerado por discórdias, o vosso povo brilhe como sinal profético de unidade e concórdia.”.
A unidade e a concórdia são dons, mas, ao mesmo tempo, compromisso. A correção fraterna, cujo critério nos é dado no Evangelho, é um instrumento para isso. Ela é uma das sete obras de misericórdia espirituais. Como família de Deus e Corpo de Cristo, somos responsáveis uns pelos outros, e ajudar com amor o irmão a se reconduzir ao bom caminho é uma graça: “Meus irmãos, se alguém de vós se desviar da verdade e outro o reconduzir, que este então saiba: quem faz voltar um pecador do seu caminho errado, o salvará da morte e cobrirá uma multidão de pecados.” (Tg 5, 19-20).
Para isso é necessário humildade – “Por que observas o cisco no olho do teu irmão e não reparas na trave que está no teu próprio olho?” (Mt 7, 3) –, discernimento do momento mais oportuno, a consideração a autoestima do irmão, atitude de misericórdia e não de condenação e seguir o critério do Evangelho: primeiro a sós com o irmão; se ele não ouvir, então na companhia de duas ou três testemunhas e, em última instância, levar o caso à Igreja. Infelizmente, porém, muitas vezes essa ordem é invertida: primeiro se leva o caso à Igreja – entendase aqui a maioria dos membros –, depois comenta-se o fato no círculo mais íntimo de convívio e, por fim, mas nem sempre, leva-se à própria pessoa. Isso torna a correção odiosa, cruel e injusta.
Como antídoto, o Papa Francisco exortava: “Peçamos ao Senhor que nos faça compreender a lei do amor. Que bom é termos esta lei! Como nos faz bem, apesar de tudo amar-nos uns aos outros! Sim, apesar de tudo! A cada um de nós é dirigida a exortação de Paulo: ‘Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem’ (Rm 12, 21). E ainda: ‘Não nos cansemos de fazer o bem’ (Gal 6, 9)” (EG, n. 101). Junte-se a isso: fugir da fofoca (cf. Tg 3, 1-12; 1Pd 3, 10), da rispidez e grosseria, sendo mansos e humildes como Jesus o foi (Mt 11,29); da indiferença e do desprezo, que é uma violência, tendo cuidado com os julgamentos, que “será sem misericórdia para aquele que não praticou misericórdia” (cf. Tg 2,13). Aos sacerdotes, especificamente, lembrava o Papa Francisco: “A todos deve chegar a consolação e o estímulo do amor salvífico de Deus, que opera misteriosamente em cada pessoa, para além dos seus defeitos e das suas quedas” (EG, 44).
Sejamos, pois, promotores da unidade e da comunhão, perdoemos sempre (cf. 1Pd 3, 9; Ef 4,26-32); saibamos acolher as correções fraternas e também fazê-las de modo justo; alegremo-nos com o progresso do outro (cf. 2Cor 13,11); sejamos instrumentos de reconciliação, construindo pontes e não muros (cf. Rm 14,19); exercitemos a paciência (cf. 1Ts 5,14; 1Cor 13,7); cultivemos a humildade (cf. Rm 13,13; 1Cor 3,2-3; Gl 5,19-21), lembrando que, nesta jornada, Jesus está conosco: “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles” (Mt 18,20).
Dom Edilson de Souza Silva
Bispo Auxiliar de São Paulo
Vigário Episcopal para a Região Lapa
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-49-23o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

Comentário do Evangelho

A correção fraterna no Evangelho


No Evangelho deste domingo, Jesus ensina aos Seus discípulos como tratar os momentos de conflito e erro dentro da comunidade. Ele apresenta os passos para a verdadeira acolhida: se um irmão pecar, a correção fraterna deve ser feita primeiro a sós, com delicadeza e respeito, para ganhar o irmão. Se ele não ouvir, devem-se levar uma ou duas testemunhas; e, em último caso, recorrer à comunidade.
Jesus assegura que tudo o que for ligado ou desligado na Terra será ligado ou desligado no Céu. O Mestre revela também a força da oração comunitária: se dois de nós concordarem na Terra sobre qualquer coisa a pedir, o Pai do Céu concederá. A correção fraterna não é um ato de julgamento ou condenação, mas um gesto profundo de caridade e cuidado com a salvação do próximo, mantendo a unidade da Igreja.
https://catequisar.com.br/liturgia/06-09-2026/

Reflexão

O Evangelho deste domingo está dentro do capítulo que trata do “discurso comunitário”, ou seja, das orientações do Mestre aos seus discípulos. O texto pode revelar como as comunidades cristãs excluem pessoas com muita facilidade. O esforço da comunidade deve caminhar sempre no sentido de “salvar e recuperar” a pessoa. A   comunidade tem poder para tomar a decisão final, mas isso não pode ser na base do autoritarismo, e sim com amor e compreensão. Em geral, é mais fácil “excluir que incluir”. Devemos reconhecer que ninguém é perfeito e não é pelo fato de sermos cristãos que estamos livres de cometer deslizes. Jesus nos desafia a sentirmo-nos responsáveis uns pelos outros. A proposta da “correção fraterna” é válida para a comunidade cristã, para as famílias e para qualquer grupo de convivência.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/dia-6-domingo-12/

Reflexão

«Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, tu e ele a sós!»

Prof. Dr. Mons. Lluís CLAVELL
(Roma, Italia)

Hoje, o Evangelho propõe-nos que consideremos algumas recomendações de Jesus aos seus discípulos de então e de sempre. Na comunidade dos primeiros cristãos também havia faltas e comportamentos contrários à vontade de Deus.
O versículo final oferece-nos a chave para resolver os problemas que se apresentam na Igreja ao longo da história: «Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles» (Mt, 18,20). Jesus está presente em todos os períodos da vida da sua Igreja, seu “Corpo místico” animado pela ação incessante do Espírito Santo. Somos sempre irmãos, quer a comunidade seja grande, quer seja pequena.
«Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, tu e ele a sós! Se ele te ouvir, terás ganho o teu irmão» (Mt, 18,15). Que bonita e leal é a relação de fraternidade que Jesus nos ensina! Perante uma falta contra mim, ou contra outro, hei-de pedir ao Senhor a sua graça para perdoar, para compreender e, finalmente, para tratar de corrigir o meu irmão.
Hoje não é tão fácil como quando a Igreja era menos numerosa. Mas, se pensamos as coisas em diálogo com o nosso Pai Deus, Ele nos iluminará para encontrar o tempo, o lugar e as palavras oportunas para cumprir o nosso dever de ajudar. É importante purificar o nosso coração. São Paulo anima-nos a corrigir o próximo com retidão de intenção: «Irmãos, no caso de alguém ser surpreendido numa falta, vós que sois espirituais, corrigi esse tal, em espírito de mansidão, mas não descuides de ti mesmo, para não seres surpreendido, tu também, pela tentação» (Gal 6,1).
O afeto profundo e a humildade nos levarão a procurar a suavidade. «Fazei-o com mãos maternais, com a infinita delicadeza das nossas mães, quando nos curavam as feridas, grandes ou pequenas, provocadas pelas nossas brincadeiras e pelas nossas quedas da infância» (São Josemaria). Assim nos corrige a Mãe de Jesus e nossa Mãe com inspirações para amar mais a Deus e aos irmãos.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Nos casos mais graves, é melhor rezar a Deus com humildade do que lançar uma torrente de palavras, porque elas ofendem quem as ouve, sem servir para nada aos culpados» (S. João Bosco)

- « É preciso, antes de mais, evitar o clamor da crónica e os mexerico na comunidade. Esta é a primeira coisa a ser evitada, evitando palavras que podem ferir e matar o irmão» (Francisco)

- «As palavras ligar e desligar significam: aquele que vós excluirdes da vossa comunhão, ficará também excluído da comunhão com Deus; aquele que de novo receberdes na vossa comunhão, também Deus o acolherá na sua. A reconciliação com a Igreja é inseparável da reconciliação com Deus» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.445)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-09-06

Reflexão

A "potestade das chaves"

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, o Evangelho destaca a estreita relação entre Jesus e o “nós” da nova família que Ele reúne através da sua mensagem e atuação. Deus não quis salvar o homem isoladamente, senão formando uma comunidade. Um “nós” que é concebido como universal: Não está baseado na estirpe, senão na comunhão com Jesus.
Este “nós” da nova família não é algo “informe” Jesus chama um núcleo de íntimos particularmente escolhidos por Ele, que continuam sua missão e dão ordem e forma a essa família. Em vista à missão de serviço à que Jesus os chamou, também lhes transmitiu a chamada “potestade das chaves” (a Pedro, especialmente). A escolha dos discípulos e um acontecimento de oração; eles são, engendrados na oração, na familiaridade com o Pai.
—Jesus, tu escolheste aos que quiseste para que estivessem contigo e, depois nos enviar-los. Pedimos-te mais pastores para tua foice.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-09-06

Comentário sobre o Evangelho

Jesus nos ensina que todos somos irmãos e que devemos nos ajudar mutuamente


Hoje, Jesus fala-nos de fraternidade. Ninguém deve andar sozinho na vida, menos ainda um cristão. Por isso devemos ajudar-nos, ter até a valentia de corrigir suavemente o que se engana e/ou aceitando que nos corrijam.
- Dizem que “a união faz a força”. Então imagina se, além disso, «onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, eu [Jesus] estarei no meio deles». Tendo-O a Ele na “equipe”, conseguiremos de seu Pai tudo o que pedirmos.
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-09-06

Meditação

A palavra: dos ouvidos ao coração!

“Vós sois justo, na verdade, ó Senhor... Conforme o vosso amor, tratai-me”. Que maravilha, Deus é justo porque sempre parte de si mesmo, e Ele é Amor. Jamais parte de nossas fraquezas, em suas atitudes para conosco. Trata-nos sempre conforme seu amor.
E essa maravilha ele nos propõe e espera de nós. Na oração antes das leituras, pedíamos que olhasse, com bondade, para nós, seus adotados filhos e filhas, a nós que cremos no Cristo. Crer em Jesus é assimilar a Ele, o Filho amado do Pai, quem como ninguém revelou aquele divino coração paterno. E assim, nos concedesse “a verdadeira liberdade e a herança eterna”.
Assim, a nós discípulos, Jesus propõe, em relação ao irmão que pecar contra nós, antes de tudo, que continuemos a tê-lo como irmão, “se teu irmão pecar...”. Seu pecado não lhe destrói a identidade, é meu irmão. E que unicamente o corrijamos para o ganhar de volta.
Se a sós não conseguirmos ganhá-lo, somemos forças de mais um ou dois irmãos, ou até da Igreja. Se, mesmo assim não conseguimos, consideremo-lo um pagão ou pecador público, alvo privilegiado da ação missionária dos discípulos: “ide e fazei discípulos todos os povos” (Mt 28,19).
Seus discípulos procuram ligar na terra, e assim também no céu, quem ainda está desligado, fora do caminho da vida. Sim, Deus, nosso Salvador “quer que todos os homens sejam salvos” (1Tm 2,4).
O grande acordo que sempre devemos buscar entre ao menos dois de nós na terra, é estarmos reunidos no nome ou pessoa de Jesus, garantindo sua presença entre nós. Pois essa presença nos assegura que o Pai dará o que Lhe pedirmos. E o que não podemos deixar de suplicar é sua força para assim conseguirmos religar aquele irmão tão resistente. Pois Jesus, a encarnação daquele coração divino, é o Filho amado que o Pai envia, não para condenar, “mas para que por meio dele o mundo seja salvo” (Jo 3,17).
Deus nos constitui “vigia” para o irmão que está no erro. Envia-nos para o advertir em seu nome, em sua pessoa. Se não o advertirmos, e ele “morrer por própria culpa”, Deus nos pedirá contas da morte daquele irmão.
Paulo nos centraliza nesse essencial, no divino que nos chama a viver: “não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o próximo” – seja ele quem for, em qual condição se encontre em relação a nós – “está cumprindo a Lei”. “O amor não faz nenhum mal contra o próximo”. “O Amor” – isto é, Deus; isto é, o Filho de Deus encarnado, então também nós seus adotados filhos e filhas –não faz nenhum mal” ao outro!
Pe. Domingos Sávio da Silva, C.Ss.R.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=06%2F09%2F2026&leitura=meditacao

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