ANO A
Lc 8,1-3
Comentário do Evangelho
As mulheres participam ativamente da vida eclesial.
Já tivemos a oportunidade de observar que o grupo dos discípulos é muito mais amplo que o grupo dos Doze (Lc 6,13). O trecho do evangelho de hoje é um sumário da atividade de Jesus. À diferença dos rabinos que não aceitavam as mulheres como discípulas, no grupo dos Doze que acompanhavam Jesus, Lucas observa que havia mulheres. Isso é absolutamente novo e surpreendente. São mulheres, ao que se pode deduzir do texto, com uma história pessoal dramática e que foram libertadas pelo Senhor de seus males (v. 2); algumas dentre elas, pode-se supor, simpatizantes do “movimento do Galileu”. Mas o número delas é muito maior do que a pequena lista apresentada no texto (cf. Lc 23,53-56). Supomos que as que são expressamente mencionadas ocupavam um lugar de liderança na comunidade primitiva. Os nomes de duas dentre elas, Maria Madalena e Joana, nós os encontramos mencionados no relato da ressurreição do Senhor (Lc 24,9-11). O nosso texto pretende instruir a comunidade cristã de que as mulheres participam ativamente com os seus dons da vida eclesial.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, reveste-me do amor e da fidelidade necessárias para ser servidor do Reino. Que eu demonstre meu reconhecimento a ti, colocando minha vida a serviço do meu próximo.
Fonte: Paulinas em 19/09/2014
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
As mulheres que seguiam Jesus
A pequena comunidade itinerante formada pelos doze apóstolos e por algumas mulheres é também sinal do Reino que está chegando. Pelo que se sabe do modelo social da época, as mulheres não gozavam de tanta liberdade, ou talvez nossas informações sobre usos e costumes da época sejam mais imaginadas do que reais.
O fato é que estavam todos juntos, andando com Jesus, iniciando um modelo de Igreja que em parte se perdeu. Maria de Mágdala, de quem saíram sete demônios. Ou era muito doente? O número sete é simbólico, e Mágdala não tinha boa fama. Joana, alguém com acesso à corte de Herodes. Susana, desconhecida. E não só. Ainda muitas outras mulheres. Elas não estão ausentes nem na companhia de Jesus nem no relato do Evangelho. E estão muito presentes nas comunidades. Não necessitam de um mandato especial para arregaçarem as mangas e pôr-se à disposição de quem precisa. Sabem cuidar e gostam de fazer qualquer serviço.
Esse primeiro grupo formado por homens e mulheres, sendo itinerante, não devia ter estruturas hierarquizadas. Uma Igreja “em saída” parece mais perto da eclesiologia de Jesus do que uma Igreja sedentária. Aliás, Nietzsche escreveu em Ecce Homo, para espanto dos crentes, que “o sedentarismo é o autêntico pecado contra o Espírito Santo”. Ele se referia a questões de saúde, mas a afirmação pode se aplicar à comunidade itinerante.
Cônego Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2024’, Paulinas.
Fontes: Catequisar e Comece o Dia Feliz em 20/09/2024
Vivendo a Palavra
Lucas mostra o exemplo bonito das mulheres: generosas, elas colocavam à disposição da Igreja nascente os bens que possuíam. Este exemplo, seguido pelos discípulos de Jesus, viria a causar a admiração de todos, mostrada nos Atos dos Apóstolos: ‘eles tinham tudo em comum, dividiam seus bens com alegria...”
Fonte: Arquidiocese BH em 19/09/2014
Vivendo a Palavra
Lucas orienta nossa reflexão para a Comunidade que Jesus ia formando. Acolhia doentes, que eram considerados pecadores; cobradores de impostos, discriminados pela sociedade e, em ambiente religioso quase exclusivamente masculino, dedicava especial atenção às mulheres, companheiras do Caminho.
Fonte: Arquidiocese BH em 16/09/2016
VIVENDO A PALAVRA
O evangelista sugere a leveza e alegria com que o grupo de Jesus andava pelos povoados, anunciando a Boa Notícia. O Mestre, os Doze e algumas mulheres. Sem preocupações, sem dinheiro, sem bagagem e sem matula, mas com a certeza absoluta: “O meu alimento é fazer a Vontade daquele que Me enviou.” Exemplo para nós, discípulos missionários do século 21, não poucas vezes tão preocupados com a nossa segurança…
Fonte: Arquidiocese BH em 18/09/2020
Reflexão
Assim como Jesus não parava, mas vivia caminhando de um lado para o outro anunciando a chegada do Reino de Deus, a sua Igreja não pode ficar parada. Ela deve ir sempre ao encontro do outro, abrir novas fronteiras no trabalho evangelizador para que todos possam ter a oportunidade de conhecer o Reino de Deus, assim como livremente optar por ele. Para realizar a sua missão, a Igreja deve, assim como o divino Mestre, envolver o maior número possível de pessoas, sem distinção entre elas, que queiram colocar a sua vida a serviço do Reino de Deus, como fizeram as mulheres, conforme nos narra o Evangelho de hoje.
Fonte: CNBB em 19/09/2014 e 16/09/2016
Reflexão
Vida dinâmica a de Jesus e de seus doze apóstolos, concentrados num objetivo comum: anunciar a Boa Notícia do Reino de Deus. Conhecemos o método do trabalho missionário de Jesus: ensinamento e curas libertadoras. Ao grupo de Jesus juntam-se algumas mulheres. Umas tinham sido curadas de suas enfermidades; outras, de poder aquisitivo mais elevado, punham seus bens materiais à disposição de Jesus e da missão. A comunidade de Jesus, desde o início, é composta de homens e mulheres. Todos empenhados no serviço do Reino. Embora a Igreja reconheça a importância da participação da mulher na vida eclesial, o Papa Francisco admite que “ainda é preciso ampliar os espaços para uma presença feminina mais incisiva na Igreja” (EG 103).
Oração
Ó incansável missionário do Reino, Senhor Jesus, ao grupo dos Doze agregaste algumas mulheres que te serviam “com os bens que possuíam”. Com isso desmantelas ou, ao menos, reprovas o preconceito da época contra a mulher e a tornas valorosa colaboradora na evangelização. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 18/09/2020
Reflexão
Lucas é o evangelista que mais dá relevância à presença das mulheres na vida pública de Jesus. Hoje, como comunidade dos seguidores de Jesus, somos chamados a atualizar novas relações de inclusão e serviço. O Documento de Aparecida destaca: “Os povos da América Latina e do Caribe vivem hoje uma realidade marcada por grandes mudanças que afetam profundamente suas vidas. Como discípulos de Jesus Cristo, sentimo-nos desafiados a discernir os ‘sinais dos tempos’, à luz do Espírito Santo, para nos colocar a serviço do Reino, anunciado por Jesus, que veio para que todos tenham vida e para que a tenham em plenitude (cf. Jo 10,10)” (n. 33).
(Dia a dia com o Evangelho 2022)
Fonte: Paulus em 16/09/2022
Reflexão
Vida dinâmica a de Jesus e de seus doze apóstolos, concentrados num objetivo comum: anunciar a Boa Notícia do Reino de Deus. Conhecemos o método do trabalho missionário de Jesus: ensinamento e curas libertadoras. Ao grupo de Jesus juntam-se algumas mulheres. Umas tinham sido curadas de suas enfermidades; outras, de poder aquisitivo mais elevado, punham seus bens materiais à disposição de Jesus e da missão. A comunidade de Jesus, desde o início, é composta de homens e mulheres. Todos empenhados no serviço do Reino. Embora a Igreja reconheça a importância da participação da mulher na vida eclesial, o papa Francisco admite que “ainda é preciso ampliar os espaços para uma presença feminina mais incisiva na Igreja” (EG, 103).
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
Fonte: Paulus em 20/09/2024
Reflexão
«Jesus percorria cidades e povoados proclamando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus»
Rev. D. Jordi PASCUAL i Bancells
(Salt, Girona, Espanha)
Hoje, vemos no Evangelho o que seria uma jornada cotidiana dos três anos da vida pública de Jesus. São Lucas nos narra-o com poucas palavras: «Jesus percorria cidades e povoados proclamando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus» (Lc 8,1). É o que contemplamos no terceiro mistério de luz do Santo Rosário.
Comentando este mistério diz o Papa são João Paulo II: «Mistério de luz é a predicação com a que Jesus anuncia a chegada do Reino de Deus e convida à conversão, perdoando os pecados de quem se aproxima a Ele com fé humilde, iniciando assim o mistério da misericórdia que Ele continuará exercendo até o fim do mundo, especialmente através do sacramento da Reconciliação confiado à Igreja».
Jesus continua passando perto de nós, oferecendo-nos seus bens sobrenaturais: quando fazemos oração, quando lemos e meditamos o Evangelho para conhecê-lo e amá-lo mais e imitar sua vida, quando recebemos algum sacramento, especialmente a Eucaristia e a Penitência, quando dedicamo-nos com esforço e constância ao trabalho de cada dia, quando tratamos com a família, os amigos ou vizinhos, quando ajudamos àquela pessoa necessitada material e espiritualmente, quando descansamos ou nos divertimos... Em todas essas circunstâncias podemos encontrar a Jesus e segui-lo como aqueles doze e aquelas santas mulheres.
Mas, além disso, cada um de nós é chamado por Deus a ser também Jesus que passa, para falar -com nossas obras e nossas palavras- a quem tratamos sobre a fé que enche de sentido a nossa existência, da esperança que nos move a seguir adiante pelos caminhos da vida confiados do Senhor e, da caridade que guia todo nosso agir.
A primeira em seguir Jesus e em ser Jesus é Maria. Que Ela com seu exemplo e sua intercessão nos ajude!
Pensamentos para o Evangelho de hoje
- «É melhor para um homem confessar as suas quedas, do que endurecer o seu coração» (São Clemente de Roma)
- «Diante do costume judeu da época, que considerava às mulheres seres de segunda categoria, Cristo inicia um tipo de emancipação da mulher» (Bento XVI)
- «Desde as origens da Igreja, houve homens e mulheres que se propuseram, pela prática dos conselhos evangélicos, seguir mais livremente Cristo e imitá-Lo de modo mais fiel. Cada qual a seu modo. Levaram uma vida consagrada a Deus (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 918)
Fonte: Evangeli - Evangelho - Feria em 20/09/2024
Reflexão
A mulher
REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)
Hoje Jesus caminha junto com os Doze predicando e, vai acompanhado de algumas mulheres. Se bem existe uma diferença entre o discipulado dos Doze e o das mulheres, os Evangelhos deixam claro que “muitas” mulheres formavam parte da comunidade restringida de crentes e, que seu “acompanhar a Jesus na fé” era essencial para pertencer a essa comunidade. Isso ficaria demonstrado depois claramente ao pé da Cruz e, no contexto da ressurreição.
Frente ao costume judeu da época, que considerava as mulheres seres de segundo rango, Cristo inicia uma espécie de emancipação da mulher. A feminidade realiza o humano tanto como a masculinidade, mas com uma modulação diversa: Precisamente, as mulheres têm uma especial sensibilidade para captar o novo, o diferente, o grande, o misterioso que aparece em Jesus Cristo. Ele as admite de maneira especial na sua companhia e, assim emerge o “carisma das mulheres”.
—Maria, bendita és entre todas as mulheres e Mãe da Igreja.
Fonte: Evangeli - Evangelho Master - Feria em 20/09/2024
Recadinho
Você semeia a Palavra de Deus com seu testemunho de vida? - Há muitos espinhos querendo sufocar a semente da Fé semeada em nossos corações? - O que se pode fazer para que a semente da Palavra produza muitos frutos? - Que tipo de participação ajuda o enraizamento da Fé em nossos corações? - Você tem consciência de que para viver a Fé é necessário fortalecê-la todos os dias?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 – Santuário Nacional em 19/09/2014 e 16/09/2016
Meditação
“Jesus andava por cidades e povoados pregando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele”, e algumas mulheres que os ajudavam com seus bens. Jesus e os Doze não ficavam esperando que os procurassem; iam procurar as pessoas para lhes anunciar a salvação. Aquelas mulheres também não se contentaram com uma piedosa aceitação de Jesus. Partiram para a ação e colaboravam até com seus bens.
Oração
Ó Deus, vos dignastes multiplicar filhos adotivos no mundo inteiro e tornastes o sangue dos Santos mártires André e seus companheiros uma fecunda semente de cristãos; concedei que cada vez mais sejamos fortalecidos por seu auxílio e revigorados por seu exemplo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Fonte: a12 - Reze no Santuário - Deus Conosco em 20/09/2024
Comentário sobre o Evangelho
Jesus acompanhado pelos Apóstolos e por algumas mulheres que os serviam
Hoje aparece um tema importante: Jesus Cristo, há 20 séculos, contava com as mulheres. Apoiou-se muito particularmente em sua colaboração e foi muito atencioso com a feminilidade. Naqueles tempos a mulher não contava para nada. Nem sequer podia ser testemunha em um julgamento. Com Jesus as coisas começaram a mudar…
—Quem apoiou a Jesus no Calvário? Quem esteve no sepulcro para o enterro? Quem encontrou ali mesmo o Senhor quando ressuscitou? Precisa de mais perguntas? Quem está atrasado não é Deus, senão os homens!
Fonte: Family Evangeli - Feria em 20/09/2024
Meditando o evangelho
COMPANHEIRAS DE JESUS
Ao longo de seu ministério, Jesus contou com muita colaboração, inclusive de mulheres. Esta era uma situação inusitada, tendo em vista a maneira como eram consideradas naquela época. Apesar disso, Jesus não dispensou sua ajuda. Pelo contrário, via com bons olhos esta disposição a servir gratuitamente o Reino.
A atitude de Jesus, no contexto deste Reino, revelava a superação da condição de inferioridade das mulheres. De fato, ele as colocou em pé de igualdade com os doze. Sua tarefa consistia em prestar assistência a Jesus com seus bens, e, assim, aliviá-lo de certas preocupações materiais, inevitáveis para qualquer ser humano.
O grupinho das discípulas de Jesus estava ligado a ele por laços de afeto e gratidão. Elas tinham sido curadas de suas enfermidades e libertadas dos espíritos malignos. Não se tratava de pessoas pobres. Admirável é o fato de terem colocado a si mesmas e suas posses a serviço de quem estava empenhado na difusão do Reino.
A valorização das mulheres por parte de Jesus e sua acolhida para servi-lo era um sinal de que ele não admitia, em se tratando do Reino de Deus, preconceito contra as mulheres. Tampouco, que alguém fosse posto de lado ou dispensado de marcar presença na tarefa evangelizadora.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Senhor Jesus, ensina-nos a acolher a todas as pessoas, sem distinção, e a descobrir o papel de cada uma na missão evangelizadora.
Fonte: Dom Total em 16/09/2016 e 18/09/2020
Comentário do Evangelho
COLABORADORAS NA MISSÃO
O Evangelho mostra-nos Jesus e sua comunidade itinerante a serviço da Boa Nova do Reino. O ministério do Mestre era exercido em comunhão com colaboradores e colaboradoras, todos voltados para a mesma missão.
É fácil de entender que Jesus tivesse colaboradores. Difícil é pensar um Mestre rodeado de discípulas, numa sociedade onde a dignidade das mulheres não era reconhecida. Diríamos, hoje: era uma sociedade machista! No entanto, Jesus mantinha-se imune destes esquemas, não permitindo que influenciassem suas opções.
As colaboradoras de Jesus são todas mulheres que o haviam procurado por padecer de doenças e ser vítimas dos espíritos malignos. Tendo sido beneficiadas pelo Mestre, acabaram por se colocar a serviço dele. Isto por que compreenderam a importância do ministério de Jesus. Como elas, havia tantas outras pessoas vítimas de enfermidades e possessões demoníacas, que precisavam ser curadas pelo Mestre. Por isso, pareceu-lhes sensato colocar seus bens a serviço desta causa nobre. Era a melhor forma de manifestar sua gratidão a Jesus e se mostrarem úteis.
Para o Mestre, pouco importava a condição feminina. Importava-lhe, sim, a disposição interior dessas mulheres. Afinal, como ele, elas estavam dispostas a ser servidoras da humanidade.
Fonte: Dom Total em 19/09/2014 e 16/09/2022
Oração
Espírito que predispõe para servir, faze de mim colaborador(a) da missão de Jesus, colocando, a seu serviço, tudo o que sou e tenho.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Ó Deus, criador de todas as coisas, volvei para nós o vosso olhar e, para sentirmos em nós a ação do vosso amor, fazei que vos sirvamos de todo o coração. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 19/09/2014
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. Mulheres, Discípulas Fiéis...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Não houve no mundo, nenhum movimento de libertação da Mulher, comparável aquele do tempo de Jesus, que rompendo com uma estrutura arcaica, onde a mulher era renegada a um segundo plano, Jesus as chama para o discipulado. Distantes do fato histórico, nós não conseguimos nem imaginar este fato inédito e impactante. Mulheres naquele tempo nem podiam falar, não davam opiniões em negócios, não eram testemunhas nos tribunais, eram apenas uma propriedade de seus maridos. No âmbito religioso também não havia espaço para elas, participavam dos sacrifícios no templo, mas em lugar a parte.
Jesus as acolhe como discípulas e isso era algo inédito naquele tempo. Aliás, é só prestar atenção na História da Salvação para percebermos a importância da mulher. As duas primeiras pessoas a terem certeza da Vinda do Messias, são duas pobres mulheres: Maria de Nazaré e sua parenta Isabel, os Grandes poderosos nem imaginavam o que estava acontecendo na modesta Vilinha de Nazaré. É uma mulher, a primeira da humanidade, a ser convidada para participar diretamente da obra da Salvação. É uma mulher que vai dar o seu “SIM” A Deus, consentindo que a Salvação comece a acontecer.
E em nossas comunidades, já fizeram uma estatística para ver quem participa mais das Pastorais e Movimentos? Nem precisam fazer, a maioria são mulheres, Guerreiras, lutadoras, abnegadas, despojadas, que se doam sem reservas á Igreja, na missão que lhes é confiada. Aliás, o que seria da Igreja se não fossem nossas mulheres?
O evangelista São Lucas faz questão de citar que, junto com os Doze, iam também mulheres seguindo Jesus, mulheres de condições sociais diferentes, gente do povo e gente da elite, vejam aí a Suzana, esposa de Cuza, procurador de Herodes. Quanto a Madalena, da qual saiu sete demônios, ninguém precisa pensar mal dela, Demônio é tudo que se opõe as forças do bem, mas são também forças que nos escravizam. Como a sociedade civil e religiosa marginalizava as mulheres, estas se julgavam inferiores, portanto sempre submissas aos homens, o Discipulado as liberta pois, como seguidoras de Jesus, falam e dão opinião, não são apenas servidoras do grupo.
Portanto, a verdadeira liberdade da mulher está em Jesus Cristo, e o discipulado, vai amadurecendo a mente e o coração cada vez mais, e o testemunho das mulheres são valiosíssimos em nossas comunidades, quando elas vivem a autenticidade da Fé.
2. Jesus percorria cidades e povoados proclamando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus - Lc 8,1-3
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)
Jesus é a Palavra viva do Pai, lançada sobre a terra para produzir frutos de salvação. É a semente que cai na terra do coração dos que a acolhem. Estes formam a família de Jesus por ele reconhecida. O profetismo de Jesus faz com que a Palavra seja ouvida e mostre a sua eficácia. Ela produz frutos. Leremos nestes dias considerações sobre os seguidores de Jesus, a parábola do semeador e a pergunta sobre quem são de verdade os membros da família de Jesus. A tempestade acalmada, o possesso de Gerasa, a cura da hemorroíssa e a ressurreição da filha de Jairo não serão contemplados na liturgia semanal deste ano. O texto de hoje é um breve sumário das atividades de Jesus, com a menção de algumas mulheres discípulas. Jesus anda por cidades e povoados anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Com ele vão os Doze apóstolos e algumas mulheres, como Maria Madalena, Joana, mulher de Cuza, Susana e outras mais. Maria Madalena é mencionada várias vezes e identificada com esse nome. Há outras Marias e mulheres anônimas, que não precisam ser confundidas com a Madalena. Alguns intérpretes dizem que ela foi curada de uma doença dos nervos. Seriam esses os sete demônios. Joana aparece de novo, quando o anjo anuncia a ressurreição de Jesus. De Susana não sabemos nada. Estas mulheres e os apóstolos são testemunhas qualificados da pessoa de Jesus, que o acompanharam desde o início.
Fonte: NPD Brasil em 18/09/2020
HOMILIA
A MULHER NÃO É PRODUTO DE COMÉRCIO
Jesus tinha um grupo de discípulas, formado de mulheres que o seguia por dois motivos: Primeiro, eram mulheres que foram curadas por Jesus, e em sinal de gratidão o seguiam para ajudá-lo em sua caminhada, pois eram mulheres ricas. Vejam que uma delas era nada mais nada menos a Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes. Não era fraca não! O segundo motivo destas mulheres seguirem Jesus, é que a situação da mulher naqueles tempos era de grande humilhação, inferioridade e discriminação por parte dos homens, não havendo nenhuma consideração de igualdade entre marido e mulher, muito pelo contrário a mulher servia apenas para procriar.
Como Jesus, era contra todo tipo de discriminação e preconceito, defendia a igualdade da mulher em relação ao seu marido. Mais uma motivo de gratidão daquelas mulheres para seguir o Mestre e o ajudar em sua caminhada. Assim O grupinho das discípulas de Jesus estava ligado a ele por laços de afeto e gratidão. Não se tratava de fãs, nem de paquera, como alguém possa pensar. Jesus aceita essa colaboração do grupo feminino, vendo isso de uma forma sadia e como uma ajuda muito bem-vinda. E essas mulheres são tratadas em pé de igualdade com os discípulos e sua tarefa consistia em prestar assistência a Jesus com seus bens, e, assim, aliviá-lo de certas preocupações materiais, inevitáveis para qualquer ser humano.
Comparando aquelas mulheres com as de hoje, percebemos que todo extremismo acarreta uma situação oposta. A posição de inferioridade da mulher em relação ao homem gerou o movimento de libertação feminina que analisado nos mínimos detalhes, resultou em um movimento de desvalorização feminina. Isto porque, libertação feminina não pode ser interpretada como libertinagem feminina. Constantemente vemos garotas dizendo e gritando palavrões pela rua. Certamente, isto não é libertação feminina, mais sim desvalorização da menina.
Por outro lado, ser livre, não é ser promíscua, não é fazer o que lhe vem na cabeça. Ser livre não é fugir do casamento, fugir de construir uma família, e botar filhos no mundo sem pensar nas consequências. Ser livre não é promover os famosos encontros de “ficar por ficar” com um rapaz sem compromisso. Isto é tornar-se coisa, é instrumentalizar-se, para não dizer escravizar-se. É tornar-se objeto de prazer dos homens. É isso que quer dizer emancipação? Liberdade e igualdade de direitos? O que é ser mulher para ti? Não tenho nada contra estas meninas que agem assim, pois elas não têm culpa, pois são vítimas de uma mídia que as ensinou que liberdade da mulher significa vulgarizar a mulher, significa comercializar o seu próprio corpo e personalidade. Sabia de alguma coisa? A mulher não tem de ser submissa nem de ser vista como objeto de prazer, ou de procriação. Mas precisa se valorizar, e ser valorizada pela sociedade a partir dela mesma. Você que é mulher não se conceder uma melancia, mulher produto. Porque estando no mercado serás comercializada. E quanto mais saturação do mercado, menos valor terá. Sabemos que no mundo as mulheres são mais do que os homens. Mas isso não significa que você se coloque nas prateleiras do supermercado, da feira e do shopping Center! É você que tem que trabalhar a sua própria personalidade e personeidade. Precisa ser tratada em pé de igualdade pelos homens. E não em pé de mercadoria ou comida, carro, casa, material de higiene etc.
É verdade que existem moças que por causa deste ou de outro motivo se tornaram escravas do sexo, o que não justifica a sua conduta. Mas também, mãe solteira, por exemplo, não pode ser discriminada, pois são nossas irmãs em Cristo e precisam ser acolhidas, orientadas e se possível, evangelizadas. Desse jeito, estamos dando à mulher, o valor que ela merece, assim como nós gostaríamos que fosse tratada a nossa mãe. E não nos esqueçamos que sempre atrás de um grande homem, está sempre uma grande mulher.
Pai, reveste-me do amor e da fidelidade necessárias para ser servidor do Reino. Que eu demonstre meu reconhecimento a ti, colocando minha vida a serviço do meu próximo.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 19/09/2014
REFLEXÕES DE HOJE
SEXTA
Fonte: Liturgia Diária Comentada2 19/09/2014
HOMILIA DIÁRIA
A ressurreição de Jesus é o elemento principal da nossa fé
Nós cremos, acreditamos e professamos com todo o nosso coração a certeza de que Jesus está vivo e de que Ele ressuscitou dos mortos.
“Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vã e a vossa fé é vã também” (1 Coríntios 15, 13)
Amados irmãos e irmãs no Senhor, fiz questão de hoje meditar a primeira leitura da liturgia, da Carta de Paulo aos Coríntios, na qual ele enfatiza o tema da ressurreição dos mortos. Este é um ponto fundamental da nossa fé, da nossa convicção religiosa, e só podemos falar da ressurreição dos mortos a partir da ressurreição de Jesus.
A ressurreição de Jesus é o elemento fundamental da nossa fé! A fé cristã não é baseada no nascimento de Jesus, ela enfatiza os ensinamentos de Jesus, a vida d’Ele e a morte d’Ele, mas o núcleo da fé cristã, o sentido da fé cristã, é a ressurreição de Jesus. Como enfatiza São Paulo: “Se Cristo não tiver ressuscitado tudo o que fazemos é perda de tempo”. Sim, sem essa certeza tudo seria em vão, inútil! Nós cultuamos e celebramos um Deus que está morto? Não, muito pelo contrário, nós cremos, acreditamos e professamos, com todo o nosso coração, a certeza de que Jesus está vivo e de que Ele ressuscitou dos mortos. E, assim como Jesus ressuscitou, nós também ressuscitaremos com Ele; esta é a nossa fé, é a nossa esperança!
Meus irmãos, no mundo em que vivemos há muitas confusões religiosas, há muitas pregações, há muita mistura de elementos religiosos que não são compatíveis com a nossa fé. Há muita gente pregando a reencarnação. Não estou combatendo e não devemos, nenhum de nós, combater nenhuma religião, nenhuma filosofia, mas não podemos nos alimentar nem nos enganar com elementos que são estranhos à nossa fé e à nossa convicção religiosa.
Se existem coisas boas em outras convicções religiosas – que bom – mas não nos cabe misturar elementos estranhos à nossa fé e um deles é a reencarnação. Não há compatibilidade entre ressurreição e reencarnação, não podemos crer em Cristo vivo e ressuscitado e, ao mesmo tempo, também comungar de alimentos, de elementos, de sentimentos, de outras convicções religiosas que não pregam a ressurreição de Jesus.
Precisamos nos cuidar, temos que ser convictos naquilo em que cremos e precisamos dar razões a nossa fé! Nós amamos a todos, queremos bem a todos, mas não comungamos dos pensamentos e dos sentimentos religiosos que não convêm à nossa fé. A reencarnação não é bíblica, não é cristã e não está de acordo com os ensinamentos de Jesus. Nós cremos na ressurreição, assim como Jesus ressuscitou nós também ressuscitaremos!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 19/09/2014
HOMILIA DIÁRIA
Levemos a Boa Nova de Deus ao próximo
Temos de levar a Boa Nova ao próximo, senão, vamos viver desesperados, tristes, sem esperança, sem rumo nem direção para a nossa vida
“Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus.” (Lucas 8,1)
Essa era a missão de Jesus: pregar e anunciar. Quero que você entenda que são duas coisas distintas, porque pregamos a Palavra de Deus, fazemos com que ela seja conhecida e amada. Mais do que isso, a própria Palavra age, cura, transforma e faz a graça de Deus acontecer. Essa mesma Palavra que pregamos, precisamos anunciar, dizer que Deus está no meio de nós, proclamar a Boa Nova com a voz, com o coração e a vida.
Permita-me dizer uma coisa ao seu coração: há pessoas que gostam de dar más notícias, gostam de olhar para as coisas negativas, disseminá-las e levar, a todos os lados, coisas ruins.
Quando eu era menino, vendia jornais. Se eu os apertasse, saia “sangue”. Eram muitas notícias negativas, crimes, assassinatos para lá e para cá. No entanto, eu os vendia igual a água, parecia que para o povo se interessava demais por aquele tipo de notícia.
Há pessoas que são portadoras de coisas ruins e negativas. Não quero dizer que as coisas negativas não aconteçam, que estejamos nos iludindo, achando que tudo o que acontece é somente coisa boa. Mas, no meio do lamaçal em que estamos, no meio de tantas coisas ruins e negativas em que vivemos, não temos de levar o mal, temos de levar a Boa Nova. Senão, vamos viver desesperados, tristes, sem esperança, sem rumo nem direção para a nossa vida.
Quantas pessoas, mesmo sendo de igreja, pessoas de fé, estão esmorecidas, sem esperança, sem saber para onde caminhar; elas vão acumulando e guardando, dentro de si, tantas coisas ruins e negativas.
Em nome de Jesus, leve a Boa Nova, leve a boa notícia, a Palavra libertadora de Jesus. Não tenha medo nem receio! Leve para as pessoas da sua casa, da sua família, a Boa Nova, a esperança, a salvação e a libertação.
O bonito é que atrás de Jesus iam Seus doze apóstolos, os discípulos, as mulheres que foram libertadas de maus espíritos e doenças. Essas mulheres não levaram consigo aqueles espíritos maus, porque Jesus as libertou. E quando somos libertos por Jesus, não levamos o mal para as pessoas. Se há dentro de nós um espírito de fofoca, de maledicência, permitamos que o Senhor nos liberte dele e de qualquer mal que esteja em nossa alma, para que possamos levar o que é bom para o coração das pessoas. Fale de coisas boas para quem está ao seu lado, fale para eles da Boa Nova, que é Jesus. Não tenha medo de anunciar que a nossa vida tem jeito e que não estamos perdidos neste mundo!
A verdade que todos precisam saber é que Jesus é Nosso Salvador e libertador. Ele age em nossos corações quando permitimos que Ele nos liberte.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 16/09/2016
HOMILIA DIÁRIA
Jesus nos traz vida nova
“Os doze iam com Ele; e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios.” (Lucas 8,1-2)
Os pecadores andavam na companhia de Jesus, as mulheres que tinham sido libertadas e transformadas pela presença, pelo poder e pela graça de Jesus andavam na companhia d’Ele.
O amor de Jesus se estende para todos, mas ele começa por aquilo que chamamos de “patamar baixo”, aqueles que mais necessitam, mais sofrem, aqueles que foram mais atormentados pelo mal e pelo pecado, são esses que Jesus busca para mais perto d’Ele, e esses vão com a vida atrás do Mestre porque Ele transformou a vida deles.
Não adianta admirar Jesus, o mais importante é permitir que Ele transforme a nossa vida. Não podemos andar na companhia d’Ele, fazermos companhia a Ele, se não nos permitimos ser transformados por Ele.
A luz que é Jesus ilumina o nosso interior, mostra aquilo que há de mais obscuro: as trevas que estão escondidas dentro da nossa alma, as coisas que, muitas vezes, não tocamos, escondemos e tanto nos incomodam. Permitamos que essas realidades sejam transformadas pela presença de Deus.
Não adianta admirar Jesus, o mais importante é permitir que Ele transforme a nossa vida
É preciso ser um novo homem, uma nova mulher, transformados pela presença amorosa do Mestre Jesus. O mais bonito é que não importa qual seja a situação, pois muitas daquelas mulheres do Evangelho tinham sido curadas de maus espíritos, foram expulsas tantas coisas da vida delas e elas se tornaram novas criaturas.
Maria Madalena, aquela que se tornou a primeira discípula do Mestre, aquela que primeiro viu a Jesus Ressuscitado, aquela que O amou com toda a sua vida, dela Jesus expulsou sete demônios para representar a totalidade ou a grande quantidade. A vida que ela vivia tão cheia de percalços do mal não importa. O que importa é que ela foi libertada pelo poder do Senhor. Se olharmos para cada uma delas, o que elas doaram, foi o que elas receberam: uma vida nova e transformada.
Olho para tantas mulheres nas estradas da nossa vida, da nossa caminhada, e me causa uma profunda admiração. São mulheres sendo transformadas pelo poder renovador de Jesus, elas simplesmente não falam de Jesus, elas têm uma vida tocada pela graça de Deus, a mentalidade nova, a forma de se vestir, de falar, de dizer, elas superam toda e qualquer agressividade, todo e qualquer espírito mundano; elas superam todo e qualquer espírito de fofocas, de intrigas e conversas fiadas. Elas superam a vida velha porque Cristo trouxe uma vida nova para a vida delas.
Não adianta estar na Igreja porque muitos de nós estamos na Igreja, o que é preciso é Jesus transformar a mentalidade e o coração, para sermos pessoas novas e transformadas pelo Mestre Jesus.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 18/09/2020
HOMILIA DIÁRIA
Coloque os seus bens a disposição do Reino de Deus
“Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.” (Lucas 8,1-3)
Meus irmãos, Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus que, junto com o Pai e o Espírito Santo, tem todo o poder, mas Ele quis contar com os discípulos e também discípulas. Nosso Senhor não excluiu ninguém, Ele não exclui ninguém para o Seu serviço. É verdade que alguns aparecem mais, mas todos somos chamados ao discipulado com Nosso Senhor.
O Senhor anunciava a boa nova, a pregava em vários lugares; os discípulos, os Doze, iam com Ele, mas também algumas mulheres. E o detalhe que o Evangelho apresenta aqui: algumas mulheres que foram curadas.
Aqueles que são curados por Nosso Senhor têm uma enorme gratidão, devem ter uma enorme gratidão para com o Senhor e, por isso, servi-Lo, ajudá-Lo, como nós escutamos aqui na Leitura. Essas mulheres ajudavam com os bens que possuíam, elas ajudavam a Jesus e aos Seus discípulos.
Que os nossos bens sejam, de fato, bons para ajudar o Reino de Deus
Meus irmãos, Nosso Senhor chama você para o serviço d’Ele; Nosso Senhor te chama a segui-Lo. Faça como os discípulos, faça como essas discípulas e apresente os seus dons, as suas riquezas, os seus bens para o Senhor.
É muito bom ter a voz para anunciar, mas, se alguém puder “financiar” um microfone, esse som vai chegar mais ‘limpo’ e melhor. Essas mulheres ajudavam a Jesus com os bens que elas possuíam.
Hoje, a Igreja necessita também da sua ajuda, da sua contribuição, para que o Reino de Deus, para que o amor d’Ele possa chegar a mais pessoas.
Continuemos a ajudar o Reino de Deus com os nossos dons, com a nossa disposição e com os nossos bens. Que os nossos bens sejam, de fato, bons para ajudar o Reino de Deus, para que Jesus continue a ser conhecido e amado pelas pessoas. Dê também a sua contribuição com a sua ajuda na oração, com a sua disposição, mas também com a sua ajuda material.
Ajudemos, irmãos, o Reino de Deus, ajudemos o Evangelho a chegar a mais pessoas e a mais corações.
Abençoe-vos o Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Márcio Prado
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 16/09/2022
HOMILIA DIÁRIA
Jesus nunca admitiu o desprezo
“Naquele tempo, Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.” (Lc 8,1-3)
Meus irmãos e minhas irmãs, o Evangelho de hoje deveria ser lido no Dia Internacional da Mulher, que é 9 de março, como uma página reconciliadora. Eu sugeriria essa leitura, porque Jesus nunca admitiu o desprezo pela mulher nem deixou nunca de agregá-las ao número dos Seus discípulos.
No tempo de Jesus, a mulher era tida como um território do meio. O que significa isso? Ela estava abaixo do homem, porque o homem era quem deveria observar a lei; e a mulher estava acima das crianças, que não tinham a capacidade de cumprir a lei. A mulher era, mais ou menos, um território do meio. Agora, Jesus agrega essas mulheres ao serviço do Reino. O que me toca aqui é o nível de gratidão e de gratuidade que essas mulheres têm por Jesus. Algumas delas receberam curas d’Ele.
O texto diz: outras receberam libertação, como Madalena, de sete demônios; agora, elas estão a serviço para que outras pessoas também experimentem a mesma graça que elas experimentaram. Veja o coração dessas mulheres! Veja o espírito de discipulado dessas mulheres! Outras delas, o texto diz ainda, colocam seus bens à disposição de Jesus e dos discípulos, para sustentá-los no ministério. Veja que coisa linda, que consciência eclesial essas mulheres têm.
Consciência eclesial
Por meio desse texto, eu não vi, em nenhum momento, essas mulheres se organizando com faixas atrás de Jesus, gritando “eu quero ser padre”, ordem-me”, “eu também quero!”. Eu não vi isso. Pelo contrário, eu vejo mulheres muito bem resolvidas, mulheres muito bem conscientes do seu lugar na Igreja, no Ministério, mulheres muito comprometidas com a causa da difusão do Evangelho. Elas não estão preocupadas com categorias de Ministérios, elas estão preocupadas com Jesus Cristo, com o anúncio do Evangelho. E olha que, dentre elas, estão pessoas muito importantes da alta sociedade. Jesus chama a todos para o seu segmento.
Não importa o Ministério que alguém exerça, importa colocar-se a serviço de Cristo, importa viver o seu batismo, seja como sacerdote, seja como religiosa, seja como leiga engajada, importa viver o seu batismo, viver o Ministério de Jesus Cristo, profeta, sacerdote e rei.
Vale a pena, hoje, agradecer imensamente a tantas e tantas mulheres que tanto bem realizam na obra evangelizadora das nossas igrejas, das nossas comunidades. Você tem que dizer: “Deus seja louvado pela presença feminina na nossa Igreja!”. Continuem assim, mulheres, vocês são um dom de Deus, um dom para a evangelização.
Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Donizete Heleno Ferreira
Padre Donizete Heleno Ferreira é Brasileiro, nasceu no dia 26/09/1980, em Rio Pomba, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2003 no modo de compromisso do Núcleo.
Fonte: Canção Nova em 20/09/2024
Oração Final
Pai Santo, ensina-nos a generosidade, o desprendimento dos bens que Tu nos emprestas para a peregrinação por este planeta-jardim encantado. Ensina-nos ainda, Pai amado, a gratuidade e a misericórdia que foram vividas pelo Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 19/09/2014
ORAÇÃO FINAL
Pai querido, firma em nós a certeza da Presença do teu Espírito a iluminar o caminho, para que anunciemos aos irmãos o teu Reinado Eterno. A consciência da tua proteção nos tornará missionários alegres, simples, humildes e transparentes – verdadeiras testemunhas vivas do teu infinito Amor. Por Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo vive e reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 18/09/2020


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