sexta-feira, 7 de agosto de 2026

COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 08/08/2026

ANO A


Mt 17,14-20

Comentário do Evangelho

A pouca fé dos discípulos

Mateus resume aqui a narrativa bem mais detalhada de Marcos (cf. 20 fev.), tendo a questão da fé como tema central.
Pedro, André e Tiago, com Jesus, descem a montanha após o episódio da transfiguração.
Encontram a multidão, com os demais discípulos que não conseguiram curar um menino com o demônio da epilepsia. A reprimenda "geração... perversa", frequente em Mateus, é uma alusão àqueles que, sob a doutrina das sinagogas, só são sensíveis a atos de poder, não reconhecendo a força do amor e da fé.
Os discípulos, na fraqueza de sua fé, influenciados por aquela doutrina, ainda não percebem que no "Filho amado", Jesus, que deve ser escutado, encontra-se a revelação plena de Deus. Porém a fé, mesmo que incipiente, pode mover os discípulos àquilo que parece impossível, a instauração do Reino de Deus na terra.
José Raimundo Oliva
Oração
Pai, vem em meu auxílio e reforça minha fé a fim de que eu possa pôr em prática a missão recebida, realizando as tarefas que Jesus me confiou para o serviço do Reino.
Fonte: Paulinas em 11/08/2012

Comentário do Evangelho

A verdadeira oração.

O tema fundamental do evangelho de hoje é a fé. O tema da fé já esteve presente nos dois episódios anteriores: confissão de fé de Pedro (16,13-20) e transfiguração de Jesus (17,1-13). Ao descer da montanha, com Pedro, Tiago e João, Jesus é abordado por um pai que suplica por seu filho acometido de epilepsia. Antes de recorrer a Jesus, aquele pai anônimo havia pedido aos discípulos que curassem o seu filho, mas eles não puderam fazê-lo. O pai apela, então, à compaixão de Jesus. Trata-se de uma verdadeira oração (vv. 14-15). Tudo o que Jesus faz não é para projetar-se ou com a intenção de ser reconhecido. O que ele faz é por compaixão, que é um sentimento divino que abre o coração para socorrer os outros em suas necessidades. Diante do pedido do pai, a reação de Jesus parece ser de cansaço e indignação por causa da incredulidade. A falta de fé é o grande mal da geração do tempo de Jesus. Nossa perícope é uma lição aos discípulos: a fé deles deve amadurecer e se fortificar. A fé de Pedro, como uma rocha, e a revelação da transfiguração devem conduzir os discípulos e mover suas vidas.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, vem em meu auxílio e reforça minha fé a fim de que eu possa pôr em prática a missão recebida, realizando as tarefas que Jesus me confiou para o serviço do Reino.
Fonte: Paulinas em 09/08/2014

Vivendo a Palavra

A fé é um dom que nos é dado pelo Pai, mas como uma semente que precisa ser acolhida, cuidada e cultivada com dedicado carinho e interesse especial. É o fundamento da nossa vida em Espírito e fonte de toda Esperança e do Amor que devemos ao Criador, a todas as criaturas e a nós mesmos.
Fonte: Arquidiocese BH em 11/08/2012

Vivendo a Palavra

É comum ouvirmos Jesus dizendo ao curado: ‘a tua fé te salvou’. Hoje Ele esclarece aos discípulos que também eles precisam ter fé para que o sinal aconteça. A timidez da fé era a razão da impossibilidade de cura daquela criança e também das dificuldades que nós muitas vezes atravessamos.
Fonte: Arquidiocese BH em 09/08/2014

VIVENDO A PALAVRA

A fé é um dom que nos é oferecido pelo Pai, mas como uma semente que precisa ser acolhida, cuidada e cultivada com dedicação, carinho e interesse especial. É o fundamento da nossa vida em Espírito, razão de toda Esperança e fonte do Amor que devemos ao Criador, a todas as criaturas e a nós mesmos.
Fonte: Arquidiocese BH em 11/08/2018

VIVENDO A PALAVRA

A Fé, ainda que pequenina como a semente da mostarda, transporta o discípulo para outra realidade, aquela onde Jesus vivia. Para o Mestre e sob a visão dessa Fé, a cura do menino se realiza naturalmente, como dom de Deus. Os discípulos, carentes ainda de Fé, viam a cura como um ‘milagre’. Ainda não sabiam que “Nada é impossível para quem crê”.
Fonte: Arquidiocese BH em 08/08/2020

Reflexão

A fé abre todas as portas para a pessoa humana e lhe possibilita a superação de todos os problemas e dificuldades, mas a fé não é mágica ou bruxaria que, através de rituais, possibilita a todas as pessoas que os utilizem a manipulação de Deus ou da natureza. A força da fé está na parceria com Deus e na adesão ao seu plano de amor. Quando nós fazemos isso, o sucesso das nossas atividades não está nas atividades em si, mas no próprio Deus que, conosco, realiza as suas obras. Logo, o poder da fé está na adesão e não no rito e a fé verdadeira é, antes de tudo, compromisso com Deus.
Fonte: CNBB em 11/08/2012 e 09/08/2014

Reflexão

Diante da incapacidade dos discípulos de curar o epilético, Jesus parece dar mostras de cansaço: “Até quando irei suportá-los?”. E recrimina seus discípulos “por causa de sua fraqueza na fé”. Aquela geração, sobretudo os discípulos, se contentavam em ganhar benefícios (partilha do alimento para a multidão) e maravilhar-se com os milagres operados por Jesus. Não basta. Jesus espera que o povo o reconheça como o Filho de Deus e assuma seu projeto de vida e libertação. Os discípulos têm necessidade de reforçar a fé para enfrentar as tribulações próprias do seguimento a Jesus. Estamos talvez no mesmo nível dos discípulos: somos uma geração sem fé autêntica. Não agimos em nome de Jesus. Então, os milagres não se dão ou acontecem raramente.
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 11/08/2018

Reflexão

Diante da incapacidade dos discípulos de curar o epilético, Jesus parece dar mostras de cansaço: “Até quando irei suportá-los?”. E recrimina seus discípulos “por causa de sua fraqueza na fé”. Aquela geração, sobretudo os discípulos, se contentavam em ganhar benefícios (partilha do alimento para a multidão) e maravilhar-se com os milagres operados por Jesus. Não basta. Jesus espera que o povo o reconheça como o Filho de Deus e assuma seu projeto de vida e libertação. Os discípulos têm necessidade de reforçar a fé para enfrentar as tribulações próprias do seguimento a Jesus. Estamos talvez no mesmo nível dos discípulos: somos uma geração sem fé autêntica. Não agimos em nome de Jesus. Então, os milagres não se dão ou acontecem raramente.
Oração
Ó Jesus, nosso Libertador, a cura que realizas em favor do menino epiléptico torna-se ocasião para nos instruíres sobre o poder da fé. Teus discípulos, por “sua fraqueza na fé”, não conseguiram curar a criança. Mas, para quem tem fé, como afirmas, “nada será impossível”. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 08/08/2020

Recadinho

Mais uma vez Jesus foi duro com seus discípulos! Faltou a eles a fé! Não esperemos realizar milagres. Mas que muito podemos fazer no íntimo de nosso coração isso é verdade! Como e quando? - Se os discípulos escolhidos a dedo estavam ali junto de Jesus e mesmo assim eram fracos na fé, que diremos nós, de nós? - Nossa tarefa não seria dia após dia trabalhar para que nossa fé cresça? - Será que os meios de comunicações que temos hoje ajudam em alguma coisa para aumentar nossa fé? - O que dizer do contexto social que os tempos de hoje apresentam à juventude? Nossos jovens estão sendo preparados para quê?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 09/08/2014

Meditando o evangelho

SEM FÉ, NADA É POSSÍVEL

A incapacidade dos discípulos de curar o menino epiléptico evidenciou o fato grave da pequenez de sua fé. Foi Jesus mesmo quem o disse, ao ser interrogado por eles sobre o motivo de terem sido incapazes de realizar o desejo daquele pai aflito.
Sem dúvida, os discípulos, no exercício da missão, experimentaram sua impotência diante de determinadas situações. Aparentemente, estavam fazendo tudo como o Mestre lhes tinha ensinado. Nada de anormal parecia estar ocorrendo com eles. Contudo, não conseguiam dar conta da tarefa de que foram incumbidos. Por quê? Porque faltou-lhes fé suficiente e confiança verdadeira em Jesus. A única solução consistia em converte-se, sinceramente, para o Senhor. Bastaria uma fé pequena como um grão de mostarda, para serem capazes de realizar portentos, até mesmo seriam capazes de transportar montanhas! "Transportar montanhas", no linguajar da época, referia-se a algo impossível de ser realizado pelo ser humano. Mas, até coisas humanamente impossíveis, tornam-se possíveis pelo poder da fé.
A eficiência da missão do discípulo depende, pois, de sua fé.
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Espírito de fé absoluta no Senhor, robustece a pequenez de minha fé, de maneira que eu possa ser eficiente no exercício da missão a mim confiada.
Fonte: Dom Total em 11/08/2018 08/08/2020

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1. NADA É IMPOSSÍVEL
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês)

Os discípulos viram-se em situações idênticas às de Jesus e foram solicitados a fazer milagres como ele. A missão dos discípulos correspondia àquela do Mestre e devia ser realizada, tomando-o como modelo. Contudo, nem sempre eles foram capazes de realizar, a contento, a tarefa recebida. E Jesus explicou-lhes o porquê não eram eficientes.
A ocasião surgiu quando alguém trouxe o filho para ser livre de uma terrível possessão demoníaca. Os discípulos não foram capazes de expulsar o demônio. Assim, o pai teve de recorrer diretamente a Jesus, que realizou o milagre desejado.
Quando se viram a sós com o Mestre, os discípulos perguntaram-lhe por que foram impotentes para expulsar o demônio. Ao que Jesus respondeu sem rodeios: porque vocês têm uma fé demasiado pequena. O que teria acontecido com os discípulos? Talvez não estivessem muito convencidos do que eram capazes, ou desconfiassem do próprio poder, ao se encontrarem diante de situações concretas. Ou, ainda, porque sua adesão ao Senhor não era consistente. Também poderia ser que o confronto com os poderes malignos do anti-Reino os intimidasse. Em todo caso, a mesquinhez de sua fé os bloqueava. Não poderiam dar continuidade à missão, sem possuir uma fé sólida. Com ela, tudo lhes seria possível, até mesmo o que, numa visão puramente humana, lhes pudesse parecer impossível, uma vez que tinham sido enviados a realizar grandes coisas.
Oração
Senhor Jesus, reforça minha fé para que, no cumprimento da missão, eu seja capaz de fazer o que aos olhos humanos parece impossível.
Fonte: NPD Brasil em 11/08/2012

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. A Fé é essencialmente transformadora...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Quantas vezes choramingamos diante de certas situações dentro da comunidade, que não conseguimos transformar, de quadros repetitivos, de pessoas que nunca mudam, de atitudes e testemunhos que vão contra o próprio evangelho. Às vezes até achamos que se tivéssemos algum poder dentro da instituição da igreja, resolveríamos a coisa do nosso jeito. É comum certas queixas “Ah se eu fosse o coordenador, ou o Padre dessa paróquia...”.
Não é o poder ditatorial que muda as pessoas e as situações, mas a Fé em Jesus Cristo, o agir em seu nome, o agir com Cristo, isso é, do mesmo modo, da mesma maneira que ele. Nesse sentido a Fé comprometida com a comunhão, é realmente poderosa e capaz de transformar qualquer situação adversa.
Não se sabe que tática ou estratégia os discípulos tentaram usar para curar o moço Lunático, mas o que se sabe é que a estratégia não funcionou e podemos supor que, possivelmente, eles tentaram a seu jeito, a seu modo, e em si mesmo não tinham, e nem nós temos, força suficiente para mudar as coisas e derrotar o Mal que oprime e escraviza as pessoas.
Mas essa experiência de uma Fé com tal poder de transformação deve iniciar-se em nós mesmos, mudando quem sabe, certos sentimentos estranhos ao Cristianismo, que insistem em se fazer presentes em nosso coração, pensamentos de grandeza, de dominação, ressentimentos e mágoas, espírito de grandeza que nos leva a concorrer com o outro. Primeiro é preciso consertar a casa, para depois experimentarmos esse potencial de uma Fé transformadora nas situações que nos rodeiam no dia a dia, ou nos acontecimentos da comunidade.
Mudar a situação não é TER FÉ QUE VAI DAR CERTO, mas é FAZER A COISA CERTA, sempre ao modo de Jesus, é a Fé que nos compromete e que nos envolve com todas as pessoas e situações de nossa vida, sem esquivarmo-nos ou nos omitir. A Fé como um grão de mostarda, que Jesus nos apresenta na exortação final deste evangelho, é semente pequenina, com potencialidade de crescer de tal modo que possamos transportar montanhas e remover quaisquer obstáculos que impeçam o coração humano de viver a comunhão com Deus, na relação com os irmãos, expulsando para longe os demônios que insistem em permanecer no coração dos homens... Dividindo e separando, deturpando as relações fraternas.

2. Senhor, tem compaixão do meu filho - Mt 17,14-20
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - Comece o Dia Feliz)

A mulher cananeia, que pediu a Jesus a cura de sua filha, demonstrou que tinha fé. Um homem levou seu filho aos discípulos de Jesus. O menino era doente, lunático ou epiléptico. Mais adiante se diz que um demônio saiu do menino. O fato é que os discípulos não conseguiram curá-lo. Então, o pai se dirigiu a Jesus e com muita humildade pediu: “Senhor, tem compaixão de meu filho”. O que não falta em Jesus é compaixão, mas e os discípulos? Eles mesmos perguntaram por que não conseguiram curar o menino. A resposta de Jesus foi simples e clara: “Por causa da fraqueza da vossa fé”. Aplica-se também aos discípulos o que Jesus disse antes: “Ó geração sem fé e perversa! Até quando vou ficar convosco? Até quando vou suportar-vos?”. Se nossa fé tivesse o tamanho de um grão de mostarda, nada nos seria impossível, mas nem esse tamanho ela tem. Resta-nos rezar com confiança: “Senhor, aumenta a minha fé!”.
Fonte: NPD Brasil em 08/08/2020

HOMILIA

A CURA DE UM MENINO

Estamos diante de um texto que nos revela o quanto é importante ter fé. Em Mateus encontramos muitas passagens em que Jesus insistentemente fala da necessidade de ter fé para operar curas e milagres.
Quando eles chegaram perto da multidão, um homem aproximou-se dele e lhe disse, caindo de joelhos: Senhor, tem piedade de meu filho: ele é lunático e sofre muito; cai muitas vezes no fogo ou na água. Embora eu o tenha trazido a teus discípulos, ele não o puderam curar.
O próprio Jesus nos garante que se tivermos fé mesmo que seja bem pequenininha como uma semente de mostarda, poderemos fazer proezas, coisas que nos parecem impossíveis. Durante a nossa vida e no nosso dia a dia estamos sempre tendo oportunidade para exercitamos a fé que nós recebemos no nosso Batismo. Muitas pessoas que buscam a Jesus se aproximam de nós porque somos instrumentos do Seu amor e da Sua salvação.
A fé com que nós acolhemos o povo que é carente, doente, sofredor e que, por isso, precisa de Jesus é o termômetro para que tenhamos ou não sucesso no nosso ministério. Vale muito mais a fé com que nós oramos pelas pessoas do que mesmo aquilo que as pessoas esperam de nós. Somos apenas portadores da graça de Deus e precisamos acreditar que Ele age por meio de nós. Não podemos duvidar por que aí então o Senhor dirá também a cerca de nós: “Ó gente sem fé e perversa!”
Os discípulos de Jesus só poderão ajudar os homens a discernir a realidade(ouvir) e dizer a palavra transformadora (falar) se estiverem plenamente convictos de que Deus quer realizar uma sociedade justa. A oração exprime a união íntima com Deus e com o seu plano, porque Deus pode desalienar o homem, vencendo o mal.
Você acredita no poder de Jesus quando você ora por alguém? – A oração que você faz por alguém é em Nome de Jesus ou baseada na sua fraqueza humana? – Você tem tido coragem de orar pedindo cura e libertação para aqueles que se aproximam de você? – Por quem você precisa orar neste momento atual?
Pai, vem em meu auxílio e reforça minha fé a fim de que eu possa pôr em prática a missão recebida, realizando as tarefas que Jesus me confiou para o serviço do Reino.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 09/08/2014

HOMILIA DIÁRIA

Como eu vivo a minha fé?

Postado por: homilia
agosto 11th, 2012

Hoje a liturgia celebra a memória de Santa Clara de Assis, que admirada com ideal de pobreza e vivência doEvangelho seguiu Francisco e fundou as Clarissas, ramo feminino dos Franciscanos. Quando a Igreja celebraa memória de um santo ela quer celebrar, na verdade, a Páscoa de Jesus na vida daquela pessoa, que demaneira heróica em sua vida viveu a intimidade com Deus, o serviço aos irmãos e buscou se assemelhar aCristo, o Salvador. Com isso, se torna modelo e intercessora para nós na pátria celeste.
O Evangelho de hoje nos apresenta um drama familiar: um pai que recorre a Jesus para sanar, libertar o malque afligia o seu filho. Sua prece? “Kyrie eleison!”, que quer dizer: “Senhor tende piedade deste meu filhoe põe fim a essa situação desoladora”.
Fica clara nesta passagem que o milagre não aconteceu por falta de fé dos discípulos de Jesus. Milagre é ajunção da nossa fé e atitude com a graça e o amor de Deus, que faz acontecer o milagre. O Senhor disse,certa vez aos Seus discípulos, que se eles tivessem fé do tamanho de um grão de mostarda eles fariamgrandes coisas – até mover montanhas! “Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de umasemente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’ e ela irá. E nada vos será impossível” (cf.Mt 17,20).
Aqui não se trata somente de “pouca” fé no sentido de quantidade, de força, mas da qualidade da fé. Uma féautêntica, pura, verdadeira n’Aquele que poderia libertar e curar aquele jovem.
Na Palavra de Deus diz que até o demônio tem fé e treme diante de Deus, mas não é uma fé que professa,que declara o Senhorio de Jesus, que determina minha vida, atitudes, escolhas. Por isso, não encontrandofirmeza na fé dos discípulos, o mal não abandonou aquele rapaz. Muitas vezes ainda temos uma fésupersticiosa ou uma fé “mágica”, que acha que basta pedir e esperar como um passe de mágica,automático, que sempre está ao nosso dispor.
Pior ainda quando acendemos uma vela para Deus e outra para o diabo, desculpe falar assim, uma fédividida. Vai à Santa Missa mas, depois, dá uma “passadinha” no centro espírita, na benzedeira ou no “pai desanto”. Muitos de nós, cristãos, não acreditamos que o Demônio exista. Mas para nós, católicos, pelaRevelação na Palavra de Deus, pela Tradição e pelo Magistério da Igreja é fato que existe o Demônio, o Diabo,o inimigo de Deus e dos homens. Vejamos o que diz o Catecismo da Igreja Católica:
§ 392 A Escritura fala de um pecado desses anjos. Esta “queda” consiste na opção livre desses espíritoscriados, que rejeitaram radical e irrevogavelmente a Deus e seu Reino. Temos um reflexo desta rebelião naspalavras do Tentador ditas a nossos primeiros pais: “E vós sereis como deuses” (Gn 3,5). O Diabo é “pecadordesde o princípio” (1Jo 3,8), “pai da mentira” (Jo 8,44).
§ 414 Satanás ou o Diabo, bem como os demais demônios, são anjos decaídos por terem se recusado livrementea servir a Deus a seu desígnio. Sua opção contra Deus é definitiva. Eles tentam associar o homem à sua revoltacontra Deus.
Contudo, o Evangelho fala do poder da fé verdadeira e autêntica para a qual nada é impossível. Nem o podere a influência do mal. Em primeiro lugar, fé é um dom de Deus. E, em segundo lugar, abertura e adesão dohomem a Deus: A fé é um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele. “Para que se presteesta fé, exigem-se a graça prévia adjuvante de Deus e os auxílios internos do Espírito Santo, que move ocoração e o converte a Deus, abre os olhos da mente e dá a todos suavidade no consentir e crer naverdade” (cf. Gl 1,15-16; Mt 11,25). Catecismo da Igreja Católica, 153.
Portanto, a fé é dom e tarefa. Precisamos nos abrir a graça de Deus e, crendo, fazer acontecer a nossa fé.Caminhar, crescer no exercício da fé através da vida de oração e intimidade com o Senhor e doconhecimento da Palavra de Deus e depositá-la no “banco” que a faz render que é a caridade e o serviço.
Diga-me como anda o seu relacionamento com Deus – e com os irmãos – e eu lhe direi como é a sua fé.
Padre Luizinho – Comunidade Canção Nova
Fonte: Canção Nova em 11/08/2012

HOMILIA DIÁRIA

Quem tem fé não se entrega ao desespero e à incredulidade

Quem tem fé não se entrega ao desespero, porque este mal arrasa os alicerces da nossa alma. O grande milagre da fé é nos ajudar a vencer a incredulidade!

Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’ e ela irá. E nada vos será impossível.” (Mateus 17, 20)

Jesus está triste e escandalizado com a falta de fé dos discípulos, porque eles trazem diante d’Ele um menino epiléptico e ninguém faz nada por esse garoto. Ninguém havia dado o tratamento, a confiança e a esperança de que os pais dessa criança precisavam. Muito pelo contrário, eles ficam sem alento e sem saber o que fazer, e o próprio Jesus os repreende: “Ó gente sem fé e perversa!” (Mateus 17,17), porque, na verdade, a falta de fé é uma perversidade. É nós conhecermos quem é Deus, sabermos quem é o nosso Deus e perdermos o referencial, a confiança e a certeza de que Ele pode por nós.
O grande milagre que a fé opera em nossos corações é nos ajudar a vencer, em primeiro lugar, a nossa incredulidade. Sim, essa é a grande obra da fé, porque não é questão de crer ou não crer em Deus, é questão de confiar no Senhor, saber do que Ele é capaz, saber que Ele está ao nosso lado aconteça o que acontecer! Por mais trágicas, difíceis e complicadas que sejam as situações da vida, nós não podemos perder a direção. Precisamos dizer como o apóstolo Paulo: “Eu sei em quem coloquei a minha fé, em quem eu depositei a minha confiança!” (II Tm 1, 12).
Quem tem fé não se entrega ao desespero, porque este mal arrasa os alicerces da nossa alma e do nosso coração, enfraquece-nos e nos deixa enfermos. O desespero nos tira as motivações e a esperança. Quem vive desesperado fica sem rumo, vive agitado, agita os outros e tira as nossas melhores perspectivas da vida.
Tenha fé e alimente a sua fé!  Volto a dizer: Ter fé é ter confiança, é saber que Deus cuida de nós por maiores que sejam as tribulações, os sofrimentos, a dor, a enfermidade e a situação financeira calamitosa! Por maior que seja o conflito, por maiores que sejam as decepções, quando não perdemos o rumo e não perdemos Deus no coração, tudo o mais nós conseguimos, porque Deus tudo faz de novo. A fé reinventa, a fé recria, a fé faz novas todas as coisas.
Quem vive da fé não conhece o desespero e tem a convicção de que existe um Deus que cuida de nós.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 09/08/2014

HOMILIA DIÁRIA

A incredulidade nos afasta da presença de Deus

É Jesus quem alimenta nossa fé e não nos deixa viver na incredulidade

“Porque a vossa fé é demasiado pequena. Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’ e ela irá. E nada vos será impossível.” (Mateus 17,20)

Jesus ficou escandalizado diante da atitude dos discípulos que O seguiam, que se “alimentaram” d’Ele, mas não foram capazes de atender a súplica de um pai que pedia pelo seu filho que sofria de epilepsia e buscava ser curado.
A questão não é ser curado ou não, a questão é não colocar a fé em prática, é não acolher, não amar, não orar nem pedir a intervenção do Céu. Caminhamos com Jesus e precisamos nos “alimentar” d’Ele. É Jesus quem alimenta a nossa fé e não nos deixa viver na incredulidade.
Ser incrédulo é acreditar que as coisas não têm solução, é deixar o coração caminhar nas trevas e não encontrar a luz. A incredulidade é deixar um pai desanimado, desemparado e não lhe mostrar o caminho da luz para aquela situação.
Vivemos na fé e precisamos alimentá-la, porque Jesus está dizendo: “Ó gente sem fé e perversa!”. É uma perversidade da alma e do coração vivermos com Jesus, na presença d’Ele, mas não alimentarmos nossa confiança n’Ele.
Há situações que parecem mais obscuras, sem luz, sem solução, mas em Deus depositamos nossa confiança. A nossa fé, muitas vezes, é demasiadamente pequena, mas precisa ser alimentada e cuidada, porque sem ela nós não subsistimos diante de Deus.
Sem fé não damos conta das montanhas que o mundo coloca a nossa frente. Alimentemos o mundo com a fé de Deus, que está em nosso coração.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 11/08/2018

HOMILIA DIÁRIA

Depositemos em Deus toda a nossa fé

“Jesus respondeu: ‘Porque a vossa fé é demasiado pequena. Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’ e ela irá. E nada vos será impossível.” (Mateus 17,20)

É duro ver o pai desesperado, triste e agoniado por aquilo que o filho está vivendo – uma epilepsia, com algumas manifestações psíquicas de transtorno – querer ajuda, querer que o filho seja liberto, e os discípulos não puderam fazer nada por Ele, pelo contrário, tiveram até medo.
É o que acontece conosco quando não temos fé, quando temos de lidar com realidades contrárias do que estamos acostumados, quando temos que lidar com o diferente.
Na época de Jesus, não se tinha um diagnóstico avançado e apurado para lidar com a epilepsia, bem como com outras patologias, doenças, enfermidades ou debilidades da própria natureza. Então, aquilo que era estranho, causava medo, pavor, susto ou achavam que aquilo era maldição ou qualquer coisa parecida.
Os tempos evoluíram e a epilepsia, a lepra e tantas outras enfermidades têm tratamentos, mas há outras realidades que são novas; há doenças e enfermidades que o corpo científico se debruça para saber como lidar e não tem uma resposta imediata. O que não se pode é se assustar, não se pode deixar de cuidar, de lidar e acolher qualquer ser humano por suas debilidades, sejam elas psicológicas, psíquicas e físicas.
A nossa fé nos leva a acolher, a cuidar e dar atenção, porque nem isso os discípulos puderam fazer com essa situação. Por isso, o pai estava tão desesperado.

Fé não é só crer em Deus, é colocar n’Ele toda a nossa confiança

Precisamos, pela fé, acalmar os corações, acalmar o nosso próprio coração. Precisamos iluminar a razão de tantos que vivem desesperados nas realidades da vida.
Jesus disse aos Seus discípulos que eles não tiveram fé ou que era uma fé demasiadamente pequena. Não tem régua para medir o tamanho de uma fé, o que existe é a intensidade da fé, da confiança e da esperança.
Como se mede a fé? É quando lidamos com as realidades que contrariam a nossa fé. É muito bonito ter fé quando estamos alegres e felizes, mas e quando as adversidades e os ventos contrários vêm? Se nos desesperamos, é sinal de que a nossa fé é ilusória porque nem pequena ela é, ela é menor do que um grão de mostarda, ou seja, quase que inexistente.
Fé não é só crer em Deus, é colocar n’Ele toda a nossa confiança. Aconteça o que acontecer, venha o que vier, eu sei em quem coloquei a minha fé e a minha confiança.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 08/08/2020

Oração Final
Pai Santo, transforma em fé verdadeira a minha vontade de crer, para que eu possa oferecê-la a Ti em sinal de minha gratidão. Eu creio, Senhor, mas aumenta a minha fé e ajuda-me a ser para meus companheiros de caminhada sinal do teu Amor e fonte de esperança. Por Jesus Cristo, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 11/08/2012

Oração Final
Pai Santo, nós cremos, mas é tímida a nossa fé. Assim, considera, Pai amoroso, em nosso favor, a grande vontade que temos de ter fé. E inunda-nos com o teu Espírito para que anunciemos ao mundo o grande dom que nos ofereces, o Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo vive e reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 09/08/2014

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, transforma em fé verdadeira a minha vontade de crer, para que eu possa oferecer-me inteiramente a Ti, em sinal de minha gratidão. Eu creio, Senhor, mas aumenta a minha fé e me ajuda a ser para meus companheiros de caminhada sinal do teu Amor e fonte de Esperança. Por Jesus Cristo, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 11/08/2018

ORAÇÃO FINAL
Pai amantíssimo, livra-nos das amarras que nos prendem às coisas materiais e impedem nossa entrada alegre e decidida no mundo encantado da Fé, que foi vivido e ensinado por Jesus de Nazaré. Dá-nos uma santa ousadia para nos entregarmos confiantes à profunda experiência que é a Presença do teu Mistério de Amor em nós. Pelo mesmo Jesus, o Cristo teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 08/08/2020


Nenhum comentário:

Postar um comentário