segunda-feira, 13 de julho de 2026

COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 14/07/2026

ANO A


Mt 11,20-24

Comentário do Evangelho

Apelo à conversão

Mateus narra estas imprecações de Jesus seguindo o estilo apocalíptico. É o mesmo estilo tradicional das imprecações proféticas sobre os inimigos de Israel, particularmente citando Tiro e Sidônia, recriminadas pelo profeta Isaías (Is 23,1-18). Corazim, de difícil identificação hoje, situar-se-ia a três quilômetros a noroeste de Cafarnaum. Betsaida, que é a cidade de Pedro, André e Filipe (Jo 1,44), situa-se a cerca de dez quilômetros a nordeste de Cafarnaum, próxima à desembocadura do rio Jordão no lago ("mar") da Galileia. Cafarnaum, à margem do lago, era a cidade que se tornou o centro de irradiação da missão de Jesus. Ela será julgada com mais rigor do que Sodoma, símbolo da corrupção na tradição de Israel.
Estas cidades representam o centro de poder econômico, político e religioso. As censuras, que são também um apelo à conversão, decorrem da sua rejeição à mensagem de Jesus que esteve tão próximo delas. Por outro lado, são os pobres e humildes que acolhem Jesus.
José Raimundo Oliva
Oração
Pai, que eu seja movido à conversão e à penitência pelo testemunho de Jesus, o qual me atrai para ti.
Fonte: Paulinas em 17/07/2012

Comentário do Evangelho

É através da conversão que se tem acesso ao Reino de Deus.

Jesus reveste-se do espírito dos profetas nessa invectiva contra as cidades que margeiam o Mar da Galileia. Em certo sentido, essa censura de Jesus às três cidades próximas do mar da Galileia, Corazim, Betsaida e Cafarnaum, revela o seu desalento em relação a elas, pois sua mensagem e suas obras não têm chegado ao coração das pessoas. Essa censura revela um traço importante dos “atos de poder de Jesus”: eles devem conduzir à conversão. Dito de outra maneira, a resposta adequada ao benefício recebido do Filho unigênito de Deus é a conversão. É através da conversão que se tem acesso ao Reino de Deus (Mt 4,17). A menção de Tiro, Sidônia e Sodoma, citadas em contexto de destruição (Is 23,1-12; Jr 25,22; Ez 28,11-23 etc.) serve para enfatizar a gravidade da dureza de coração das três cidades supramencionadas e, através delas, a de todo o Israel. Para o leitor do evangelho é uma exortação: o evangelho deve conduzir a uma verdadeira conversão. A conversão deve ser entendida, aqui, no sentido de Mc 1,15: trata-se apoiar a vida na pessoa e nas palavras de Jesus.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, que eu seja movido à conversão e à penitência pelo testemunho de Jesus, o qual me atrai para ti.
Fonte: Paulinas em 15/07/2014

Vivendo a Palavra

Aprendemos todos que ‘a quem muito foi dado, muito será pedido’. Aqui, o Mestre reforça esta ideia. Não se refere somente àquelas cidades que citou, mas, de modo especial, a nós, hoje, que recebemos dele a Boa Notícia de que o Reino do Pai já está em nós, para ser convivido entre nossos irmãos.
Fonte: Arquidiocese em 17/07/2012

Vivendo a Palavra

Corazim, Betsaida e Cafarnaum são os nomes das nossas cidades e Jesus fala para nós! Entre nós o Mestre está presente e salvando. Mas nem sempre valorizamos, ou percebemos. Nós nos acostumamos com o inefável Dom que recebemos e o guardamos como propriedade nossa, sem partilhá-lo com os irmãos.
Fonte: Arquidiocese em 15/07/2014

VIVENDO A PALAVRA

Aprendemos todos que ‘a quem muito foi dado, muito será pedido’. Aqui, o Mestre reforça esta ideia. Não se refere somente àquelas cidades que citou, mas, de modo especial, a nós, hoje, que recebemos dele a Boa Notícia de que o Reino do Pai já está em nós, para ser convivido entre os irmãos. A nossa vida espelha gratidão ao Pai Misericordioso?
Fonte: Arquidiocese em 17/07/2018

VIVENDO A PALAVRA

Jesus fala das cidades onde realizara milagres e lembra a responsabilidade da conversão, que elas não realizaram. Nossa Igreja é, hoje, como Corazin, Betsaida ou Cafarnaum: aqui se realizam os sinais maravilhosos da Presença do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Como tem sido a nossa atitude: vivemos fraternalmente, cheios de gratidão, conscientes e arrependidos dos nossos pecados? Somos protagonistas da nossa conversão?
Fonte: Arquidiocese em 14/07/2020

Reflexão

É comum nós vermos diversas pessoas que participam da vida da Igreja lamentando a incredulidade que existe no mundo moderno e os graves problemas que encontramos na humanidade que são, na maioria das vezes, conseqüências do pecado. Mas nós não paramos para pensar que isso acontece por causa da nossa falta de fé. Se todos nós tivéssemos de fato uma fé verdadeira, esta fé nos lançaria para o trabalho evangelizador e de transformação social ao invés de ficarmos lamentando a situação do mundo. Quem crê sabe que a única resposta plausível para os problemas do mundo se chama Evangelho e, por isso, sempre tem um renovado ardor missionário que o impele constantemente ao trabalho evangelizador.
Fonte: CNBB em 17/07/2012 e 15/07/2014 12/07/2016

Reflexão

Jesus se lamenta amargamente de algumas cidades que não acolheram sua presença libertadora nem deixaram o caminho do erro. Mesmo tendo Jesus feito aí “a maioria de seus milagres”, seus moradores não se converteram. Diriam os profetas: tinham olhos para ver e não viram, ouvidos para ouvir e não ouviram. Sua dureza de coração era pior que a dos habitantes de Tiro, Sidônia e Sodoma. Aquelas cidades não experimentaram a presença do Salvador; estas sim, e por isso serão julgadas com grande rigor. As palavras de Jesus, porém, não indicam condenação final; são graves advertências para que as pessoas se voltem para Deus. Ainda há tempo. Cada um de nós pode se perguntar: estou crescendo na fé e nas boas obras conforme os apelos que me vêm Palavra de Deus, das orações e da vida sacramental?
(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 17/07/2018

Reflexão

Jesus se lamenta amargamente de algumas cidades que não acolheram sua presença libertadora nem deixaram o caminho do erro. Mesmo tendo Jesus feito aí “a maioria de seus milagres”, seus moradores não se converteram. Diriam os profetas: tinham olhos para ver e não viram, ouvidos para ouvir e não ouviram. Sua dureza de coração era pior que a dos habitantes de Tiro, Sidônia e Sodoma. Aquelas cidades não experimentaram a presença do Salvador; estas sim, e por isso serão julgadas com grande rigor. As palavras de Jesus, porém, não indicam condenação final; são graves advertências para que as pessoas se voltem para Deus. Ainda há tempo. Cada um de nós pode se perguntar: estou crescendo na fé e nas boas obras conforme os apelos que me vêm da Palavra de Deus, das orações e da vida sacramental?
Oração
Ó Jesus, justo Juiz, tuas palavras não são de condenação, mas de advertência. És como uma zelosa mãe, que quer livrar do perigo o filhinho distraído ou teimoso. Desperta nossa consciência, Senhor, a fim de que possamos sentir tuas oportunas chamadas e seguir fazendo a vontade do Pai celeste. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 14/07/2020

Reflexão

Jesus repreende certas cidades por não ter acolhido sua mensagem de conversão. Conversão, para Mateus, significa abandonar a prática da justiça e começar vida justa, vida nova. São cidades ao redor do lago de Genesaré, onde ele atuou de forma mais acentuada. Por isso, essas cidades serão julgadas com mais rigor no dia do juízo. As palavras e as ações de Jesus têm o objetivo de levar as pessoas a abandonar o caminho que leva à desgraça e se voltar para o caminho que favorece a vida. O alerta de Jesus pode ser dirigido também às pessoas que são assíduas frequentadoras de nossas comunidades, mas que não vivem a justiça do Reino, a prática do amor, da solidariedade e da fraternidade. O que mais importa não é tanto ser membro dessa ou daquela comunidade ou Igreja e fazer parte do povo de Deus, mas viver como filhos e filhas de Deus.
(Dia a dia com o Evangelho 2022)
Fonte: Paulus em 12/07/2022

Recadinho

Deus realizou já muitos milagres em sua vida? - Você tem conseguido retribuir à bondade de Deus? - Você se dirige generosamente a Deus ou é interesseiro(a)? - Como o ambiente em que vive influencia em você? - Você consegue ser mensageiro(a) do Evangelho em todos os ambientes?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário Nacional em 15/07/2014

Meditando o evangelho

O JUÍZO SEVERO

A falta de abertura para aceitar a sua pregação irritava Jesus. A reação dos habitantes de duas cidades próximas de Cafarnaum, onde residia, irritou-o de modo particular. Apesar de sua pregação e dos milagres realizados em Corozaim e Betsaida, a  população mantinha-se insensível, não se demovendo de sua má conduta.
Jesus dirigiu palavras duríssimas contra estas cidades impenitentes, prevendo para elas uma terrível condenação. São consideradas piores que as cidades pagãs de Tiro e Sidônia. Se os pagãos tivessem tido a oportunidade de presenciar os milagres de Jesus e escutar sua pregação, sem dúvida teriam se convertido ao Reino. E mais: são piores que Sodoma, cuja fama de antro de pecadores era conhecida de longa data. Se os sodomitas tivessem tido o privilégio de contactar com Jesus, quiçá não tivessem tido o destino cruel que tiveram. O alerta de Jesus não deixa margem para dúvidas.
A maneira forte de falar, usada por Jesus, podia provocar a falsa impressão de que estivesse sendo movido pelo ódio. Nada disso! Sua denúncia tem o sabor da fala dos antigos profetas. Quando esses falavam duro, tinham o intuito de levar seus ouvintes a mudarem de vida. Deus não quer a morte do pecador, mas sua conversão. O mesmo deu-se com Jesus. Interessava-lhe, unicamente, a conversão de seus ouvintes. Por isso, falava com aspereza.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Senhor Jesus, não me deixes cair na insensibilidade das cidades impenitentes; que eu me converta diante do teu testemunho.
Fonte: Dom Total em 12/07/2016

Meditando o evangelho

IMPENITÊNCIA CENSURADA

Como os antigos profetas, Jesus lançou terríveis invectivas contras Corozaim, Betsaida e Cafarnaum, cidades que se recusaram a acolher sua pregação e converter-se de seus pecados. A impenitência destas cidades era injustificável. Afinal, a pregação de Jesus tinha sido suficientemente clara, revelando as exigências de Deus para aquele povo pecador. E mais, suas palavras haviam sido confirmadas por meio de numerosos milagres. Portanto, só lhes restava dar ouvidos às palavras de Jesus, e se converterem.
As palavras incisivas do Mestre são justificáveis. Sua passagem pela vida das pessoas corresponde a um apelo escatológico, último, dirigido pelo Pai. Rejeitá-lo significa fechar-se à oferta da salvação provinda de Deus. Acolhê-lo é sinal de abertura para o Pai e para a vida eterna propiciada por ele.
Seria admirável se Jesus, vendo alguém colocar-se no caminho da condenação, nada fizesse para demovê-lo desta atitude insensata. Ao falar duro, estava tentando chamar as cidades impenitentes ao bom senso. Bastava ver o que aconteceu com Sodoma e Gomorra, para se darem conta do futuro que teriam pela frente. Insistir na impenitência correspondia a caminhar para o mesmo destino delas.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Espírito de penitência, que eu saiba acolher o apelo de Jesus, e me disponha a mudar de vida, segundo as exigências do Reino.
Fonte: Dom Total em 17/07/2018 12/07/2022

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Ter Fé ou viver a Fé, eis a questão...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Este é um evangelho que cai como uma luva para todos nós, cristãos da pós-modernidade. Recentemente a mídia deu grande destaque ao fato do IBGE ter divulgado suas estatísticas onde um percentual grande de católicos deixou a nossa Igreja, migrando para igrejas evangélicas, principalmente as evangélicas do neo-pentecostalismo, que oferece a Religião do descompromisso, onde o membro não precisa fazer nada de concreto a não ser, pagar o dízimo, o resto Deus faz, é só pagar a taxa de contribuição que o milagre vem, principalmente o “Econômico” que transforma da noite para o dia endividados em empresários muito bem sucedidos. O homem da pós-modernidade busca exatamente esse tipo de religião e a nossa Igreja Católica não têm esse perfil. Resta uma pergunta: será que todos esses que deixaram a nossa igreja, como alardeia o IBGE, eram cristãos comprometidos com o evangelho e viviam a sua Fé? Há que se duvidar... E muito!
É este o tema do evangelho de hoje, pois em Corazim, Betsaida e Cafarnaum haviam muitas pessoas que se diziam “Cristãos Fervorosos”, desses que afirmavam categoricamente que TINHAM Fé, como hoje encontramos milhares de pessoas que garantem ter Fé, até mesmo em Jesus Cristo, aqui não se trata de TER, mas de VIVER a Fé, o que são coisas completamente diferentes.  Quem vive verdadeiramente a sua Fé, jamais abandona a igreja ou a troca por outra denominação cristã, simplesmente porque, com os olhos da Fé sabe ver nela os Sinais que Jesus continua a realizar, principalmente nos Sacramentos, que têm poder e eficácia para transformar a vida dos que o acolhem com Fé madura, comprometida com o evangelho.
O Conhecimento desta verdade aumenta e muito a nossa responsabilidade como cristãos, membros da nossa Igreja, pois muitas vezes, nos orgulhamos de ser católicos da gema, de nascença, entretanto apenas temos Fé, mas não a vivemos de modo maduro e responsável, comprometidos com o evangelho e seus valores revolucionários para o mundo de hoje. Nas outras igrejas cristãs também há sinais que Jesus se manifesta, mas eles não são tão contundentes como os nossos Sete Sacramentos, contudo, se não os valorizarmos enquanto sinais do Senhor em nossa vida, nossos irmãos de outras denominações, poderão se salvar por primeiro, por levarem a sério os Sinais que o Senhor realiza em suas comunidades…TER Fé, ou VIVER a Fé questão de compromisso ou descompromisso. Cada um examine-se a si próprio.

2. Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! - Mt 11,20-24
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - Comece o Dia Feliz)

Terminado o Discurso Missionário, seguem-se dois capítulos narrativos. O evangelista apresenta João Batista e coloca na boca de Jesus invectivas contra Corazin, Betsaida e Cafarnaum, aldeamentos judaicos contrapostos às cidades pagãs de Tiro e Sidônia, e à pecadora Sodoma. Os habitantes de Tiro, Sidônia e Sodoma terão um julgamento mais suave do que os moradores das cidades judaicas de Corazin, Betsaida e Cafarnaum. Por quê? Porque, se os milagres feitos nestas tivessem sido feitos naquelas, elas teriam se convertido, enquanto as cidades agraciadas não perceberam a graça que lhes fora concedida. Já se disse que corre mais risco de salvação o pároco do que os pecadores de sua freguesia. De fato, aquele que recebeu a revelação e a estudou não tem desculpa. Desculpa pode ter o ignorante sem culpa. É ignorante por não ter sido instruído por quem sabia! Os cristãos são herdeiros das promessas feitas a Israel. Ambos são responsáveis diante da humanidade, “que geme em dores esperando a manifestação dos filhos de Deus”.
Fonte: NPD Brasil em 14/07/2020

HOMILIA

CUIDADO COM A TUA INDIFERENÇA

Ai de ti Corozim, ai de ti Betsaida! Assim começou o duro sermão do Senhor Jesus Cristo para aqueles que não O aceitaram, nem mesmo diante de tantos prodígios realizados. As cidades de Corazim, Betsaida e Cafarnaum foram comparadas a Tiro, Sidom e Sodoma, respectivamente. E, por terem recusado a Palavra Viva de Deus, aquela geração terá um julgamento no dia do juízo final mais duro do que haverá para as cidades pagãs as quais foram comparadas.
Recusaram porque queriam um Cristo que fosse conforme o que haviam imaginado. Um que seria de acordo com as suas leis, que os atendesse segundo os seus pedidos, que fizesse as suas vontades. Um Cristo que não incomodaria a sua maneira de viver, o seu proceder, que não os alertasse para o seu modo de vida. Não queriam um Cristo que pregasse arrependimento, nem um que pregasse um reino que não é desse mundo. Queriam a restauração de Israel ao modo deles, para serem dominadores do mundo, e que Deus os deixasse em paz e tomando conta da terra. Queriam e até hoje muitos querem o que desejam em seu íntimo, um deus conforme as suas necessidades: o anticristo!
O Evangelho de hoje é de grande riqueza, pois possui muitos pontos de reflexão. O nosso destino é parcialmente traçado por Deus. Ele não é totalmente planejado ou traçado, porque Deus respeita o nosso livre arbítrio, ou seja, ele nos dá o direito de aceitar ou não o seu chamado. Betsaida era uma das cidades que entristeceram Jesus. Porque a pesar de ter sido a terra natal de Pedro, André e Felipe, de ter sido o lugar onde Jesus fez a maior parte dos milagres, Corozim e Betsaida eram cidades totalmente corrompidas, incrédulas e interesseiras.
Nas nossas convivências com o ambiente corrompido pelos que têm poder, os grandes, os sábios e inteligentes se não vigiarmos também nós seremos alvos de censura. Senão veja se por falta de vigilância o poder não corrompe o homem? Lance o seu olhar na nossa política brasileira ou de todos os países. Quantos homens bons e honestos se corrompem ao entrar na política? Quantos jovens crentes não mudam suas atitudes cristãs ao entrarem na universidade? Quantos homens e mulheres cristãos não mudam suas aparências e seus atos ao entrarem em certos empregos ou quando sobem seu poder aquisitivo? Quantos servos de Deus, comprometidos com o evangelho têm esfriado, ou têm deixado Jesus porque assimilaram a corrupção do mundo, o pecado do mundo? Assimilaram os prazeres do mundo.
E tu que não estás com os pés e as mãos lançados na política também podes ser sujeito da censura do Mestre por causa da tua indiferença. E por isso também poderás ser excluído do reino de Deus.
E para que isto não aconteça Jesus levanta a sua voz e diz: Ai de ti, pai, ai de ti mãe, ai de ti jovem, ai de ti professor, ai de ti chefe! Porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza. Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós. Tiro e Sidom eram cidades pagãs da Fenícia – atual Líbano, cidades que não viram os milagres e tudo o que Jesus fez. Portanto, presumi-se que por ignorância agiam e praticavam a maldade. Que o diz é o Próprio Jesus: Porque, se os milagres que foram feitos aí tivessem sido feitos na cidade de Sodoma, ela existiria até hoje. Pois eu afirmo a vocês que, no Dia do Juízo, Deus terá mais pena de Sodoma do que de ti.
Meu filho, minha filha, permita que te chame assim, não sejas morno, morna ou indiferente com o poder de Deus. Saia da lama, do barro que suja a tua alma, o teu espírito. Deixa te permanecer mergulhado, mergulhada no mundanismo. Tu e eu podemos ser a Betsaida de hoje quando nos mantemos indiferentes ante o sofrimento e a depravação dos nossos ambientes. Deus está falando e conversando conosco e nós fora de nós mesmos ou longe dos pensamentos deles! E às vezes dentro da própria Igreja ou na celebração litúrgica; Somos indiferentes quando sabemos da necessidade do irmão e não damos à mínima atenção; Somos indiferentes quando não andamos no caminho estreito, preferindo agir conforme a nossa vontade; Somos indiferentes quando achamos que Jesus irá tardar em voltar e que teremos muito tempo para desfrutar os prazeres da vida; Somos indiferentes quando conhecemos a Palavra de Deus, sabemos o que é do seu agrado e o que não é, conhecemos as profecias e relegamos tudo isso para o terceiro plano.
A nossa indiferença com Jesus poderá nos custar o preço de Corazim e Cafarnaum ou o preço das virgens néscias. O preço de ser deixados para trás. Quantos não vêm para Jesus por causa de problemas com os filhos ou com os pais? Muitas vezes é a perda trágica de um parente que nos faz sair da aldeia e buscar Jesus. Vivemos no nosso mundo egoísta, na nossa aldeia, no nosso conformismo, na nossa preguiça espiritual e muitas vezes não deixamos Jesus entrar nela. Colocamos muitas vezes nossos negócios, nossos alvos na frente de Jesus e não o reino de Deus em primeiro lugar. Muitas vezes estamos presos a religiões, culturas, idéias, traumas antigos, conceitos e preconceitos. E então, Jesus dirigindo-se a nós diz: Ai de ti Corazim! Ai de ti Betsaida! Converta-te para Deus e terás a vida eterna.
Pai, que eu seja movido à conversão e à penitência pelo testemunho de Jesus, o qual me atrai para ti.
Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
Fonte: Liturgia da Palavra em 15/07/2014

REFLEXÕES DE HOJE

TERÇA

Fonte: Liturgia Diária Comentada2 em 15/07/2014

HOMILIA DIÁRIA

Nossa indiferença pode nos excluir do Reino de Deus

Postado por: homilia
julho 17th, 2012

Betsaida foi uma das cidades que entristeceram Jesus, porque, apesar de ter sido a terra natal dos apóstolos Pedro, André e Felipe, de ter sido também o lugar onde o Senhor fez a maior parte de Seus milagres, Corazim e Betsaida eram cidades totalmente corrompidas, incrédulas e interesseiras. Mas que lições podemos tirar de toda esta situação?
Primeiro: se não vigiarmos, a nossa convivência com um ambiente corrompido nos corromperá. Quantos homens bons e honestos se corrompem ao entrar na política! Quantos jovens crentes mudam suas atitudes cristãs ao entrarem na universidade! Quantos homens e mulheres cristãos mudam suas aparências e seus atos ao entrarem em certos empregos ou quando sobem seu poder aquisitivo! Quantos servos de Deus, comprometidos com o Evangelho, têm esfriado ou deixado Jesus, porque assimilaram a corrupção, o pecado do mundo!
A segunda lição que aprendemos com Betsaida é que a nossa indiferença poderá nos excluir do Reino de Deus.
“Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidônia fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza. Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidônia, no dia do juízo, do que para vós”. Tiro e Sidônia eram cidades pagãs da Fenícia – atual Líbano, – cidades que não viram os milagres e tudo o que Jesus fez. Portanto, presumi-se que por ignorância agiam e praticavam a maldade. Quem o diz é o próprio Jesus: “Porque, se os milagres que foram feitos aí tivessem sido feitos na cidade de Sodoma, ela existiria até hoje. Pois eu afirmo a vocês que, no Dia do Juízo, Deus terá mais pena de Sodoma do que de você, Cafarnaum”.
Betsaida era indiferente com o poder de Deus. Era uma cidade mergulhada no mundanismo. A “Betsaida de hoje” somos nós quando somos indiferentes ao Senhor. Deus  está falando conosco, mas nós estamos conversando com outros, com o pensamento longe; às vezes, dentro da própria Igreja ou na Celebração Litúrgica.
Somos indiferentes quando sabemos da necessidade do irmão, mas não lhe damos a mínima atenção. Somos indiferentes quando não andamos no caminho estreito, preferindo agir conforme a nossa vontade. Somos indiferentes quando achamos que Jesus irá tardar a voltar e teremos muito tempo para desfrutar os prazeres da vida. Somos indiferentes quando conhecemos a Palavra de Deus, sabemos o que é do Seu agrado e o que não o é. Conhecemos as profecias, mas relegamos tudo isso para o terceiro plano.
A nossa indiferença com Jesus poderá nos custar o preço de Corazim e Cafarnaum ou o preço das virgens néscias, ou seja, o preço de ser deixados para trás. Quantos não vêm para Jesus por causa de problemas com os filhos ou com os pais? Muitas vezes, é a perda trágica de um parente que nos faz sair da aldeia e buscar Jesus. Vivemos no nosso mundo egoísta, na nossa aldeia, no nosso conformismo, na nossa preguiça espiritual e, muitas vezes, não deixamos Jesus entrar nela. Colocamos nossos negócios, nossos alvos na frente de Jesus e não o Reino de Deus em primeiro lugar. Muitas vezes, estamos (ou pensamos que estamos) presos a religiões, culturas, ideias, traumas antigos, conceitos e preconceitos. Então, Jesus, dirigindo-se a nós, diz: “Ai de ti Corazim! Ai de ti Betsaida!”
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 17/07/2012

HOMILIA DIÁRIA

Temos nos deixado converter pela Palavra de Deus?

Não é o título de cristãos que nos dará um lugar no Reino dos Céus. Temos de nos deixar moldar e converter pela Palavra de Deus.

Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido.” (Mateus 11, 20)

Jesus, com toda a firmeza de coração, fala com muita dureza das cidades onde Ele pregou o Evangelho. Além de pregar o Evangelho e anunciar o Reino de Deus nesses locais, o Senhor realizou muitos prodígios e milagres nessas cidades, daí porque Ele as repreende: “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Ai de ti Cafarnaum!” (Mateus 11, 21). O Senhor até diz que essas cidades serão jogadas no inferno, porque o que foi dado a elas não foi dado a tantas outras como, por exemplo, Sodoma e Gomorra, que foram condenadas. E que, se os prodígios que Corazim e Cafarnaum conheceram tivessem sido realizados em Sodoma ou Gomorra, essas cidades teriam se convertido. Por isso, o Senhor Jesus as repreende severamente.
Por que Jesus as repreende? Porque o povo se acostumou com os milagres d’Ele e os tratou de forma muito comum, normal, “é assim mesmo”, aquilo que Jesus realizava e não aderiu ao principal, ao fundamental no Reino de Deus, que é a conversão e a mudança de vida.
Essa Palavra cai também em nossos corações, hoje, para dizer a mim e a você: “Ai de nós” se nos acostumarmos com os milagres de Deus, com a graça de Deus, com os sacramentos d’Ele e não deixarmos que essas palavras convertam o nosso coração! Sim, nós, muitas vezes, temos graças e privilégios no Reino de Deus que outros não os têm!
Não adianta nos sentirmos melhores porque vamos à Santa Missa todos os dias, porque vamos à Missa todos os domingos, porque escutamos a Palavra de Deus, porque somos do grupo tal, da pastoral tal, e não nos convertermos à Palavra de Deus e e não a deixarmos nos moldar e mudar o nosso comportamento.
O fato é esse, meus irmãos, nós precisamos ser convertidos a Deus, não é o título de cristãos, não é o fato de sermos membros da Igreja e de comungarmos o Corpo e o Sangue do Senhor que nos dará um lugar no Reino dos Céus. Isso se torna até um peso e uma exigência maior, pois, no dia do julgamento, seremos lembrados que muito recebemos e talvez não tenhamos levado tão a sério as graças abundantes que Deus nos concedeu.
É hora de “colocarmos nossa barba de molho” e revermos nossa vida. A Palavra de Deus tem nos convertido? Temos nos deixado converter por ela?
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 15/07/2014

HOMILIA DIÁRIA

Faça da sua vida um grande milagre de Deus

Não seja um espectador de milagres, não fique olhando os milagres acontecerem na vida do outro sem permitir que eles aconteçam na sua vida

“Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido.” (Mateus 11, 20)

É muito duro para o coração de Deus ver que as pessoas olham para os milagres como se fossem espetáculos. É verdade que, todos os dias, vemos o milagre da vida, o milagre do amor e da presença de Deus no meio de nós.
Há milagres de Jesus que acontecem ao nosso redor e nos sensibilizam. Vemos pessoas sendo curadas, doentes sendo recuperados, pessoas extraviadas encontrarem o caminho da vida, amizades que não tinham mais jeito encontrarem o caminho da reconciliação, filhos que estavam perdidos voltarem para casa, casamentos que se dissiparam, se renovarem. São milagres para os nossos olhos!
Quando buscamos em Deus, vemos Seus milagres acontecerem! Não seja um espectador de milagres, não fique olhando eles acontecerem na vida do outro sem permitir que aconteçam na sua vida.
Não existe milagre maior do que a conversão de vida, a conversão de coração. Não existe milagre maior do que uma pessoa que estava decidida a fazer o mal e deixa de fazê-lo; não existe milagre maior do que uma pessoa que estava extraviada encontrar o caminho certo para sua vida.
Se olharmos com muita seriedade para nossa vida, veremos que todos nós precisamos de um milagre a cada dia. Precisamos do milagre de desistir de falar mal, de querer mal, de fazer mal ao outro. Aquele milagre que nos deixa, muitas vezes, decididos: “Eu não falo mais com fulano! Não quero mais!”, mas, de repente, o milagre acontece, estamos juntos novamente, estamos nos abraçando, reconciliando-nos.
O grande milagre que meus olhos testemunham é ver as pessoas se reconciliarem com Deus, voltarem para Ele. É ver o milagre das pessoas que se reconciliam com si mesmas, que estavam desgostosas com sua vida, achando-a sem sentido, mas, de repente, estão se amando novamente. O milagre das pessoas se reconciliarem entre si causa lágrimas aos nossos olhos.
O milagre da filha que não queria mais saber de seus pais, que estava brigada com eles e estão se amando novamente. O milagre dos irmãos que não se davam bem, mas, agora, encontraram um jeito de saber conviver. O milagre dos amigos que hoje nem se falam mais, mas encontraram no perdão a reconciliação.
Não basta falar de milagres, não basta contar as “historinhas” dos milagres de Jesus. Permita que os milagres aconteçam na sua vida, toque neles, toque em coisas que dentro de você foram resolvidas, e deixe a graça de Deus fazer impossíveis em sua vida!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 12/07/2016

HOMILIA DIÁRIA

O grande milagre é ter a vida transformada por Deus

As pessoas querem milagres, curas e coisas mágicas, mas o maior milagre é a conversão e a mudança de vida

“Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido.” (Mateus 11,20)

As pessoas querem milagres, curas e coisas mágicas, mas o maior milagre é a conversão e a mudança de vida. O milagre não é o espetáculo realizado em nome da fé, mas a nossa vida transformada.
Olhamos para a vida dos santos e queremos os milagres. Muitas vezes, as pessoas procuram santos que nem conhecem a história, mas sabem que ele realiza milagres, a causa dos impossíveis, as causas difíceis. Entretanto, precisamos olhar o milagre que Deus realizou na vida daquele santo, daquele homem e daquela mulher. Quando olhamos para a vida deles e vemos o que Deus fez, dizemos: “Realiza-se em mim, Senhor”.
O nosso impossível, as nossas causas difíceis estão projetadas, muitas vezes, em conquistas materiais, são dívidas que temos para pagar, situações que temos para resolver, curas que temos de alcançar. Às vezes, até conseguimos essas coisas, mas o essencial não se realizou.
Jesus está censurando as cidades onde Ele realizou boa parte de Seus milagres, pois as pessoas não compreenderam nem mergulharam na essência dos Seus milagres. Por isso, Jesus vai realizar pouquíssimos prodígios nessas cidades, como muitas vezes Ele não vai os realizar no nosso meio como muitos querem que aconteça.
Nossos olhares querem coisas mágicas no Céu, nossos olhares estão em busca de coisas extraordinárias. E não há nada mais extraordinário do que vidas convertidas e transformadas!
Quando eu olho para Francisco de Assis, nunca pedi uma graça para ele, mas eu só olho para ele e fico admirado, fico olhando e penso: “Que milagre é esse homem! O que ele era e o que se tornou depois que se encontrou com Jesus!”. Quando eu olho para Inácio de Loyola ou para Paulo, que era Saulo e se transformou.
Quando olho para a minha vida, encontro nela o milagre de Deus? Ele tem feito o milagre da transformação na minha vida? Eu vejo muitas convicções mudadas, mas eu sei que preciso que Deus realize o Seu milagre em mim. Eu não peço nada de material, não peço para Ele nada que seja focado em necessidades humanas. A minha humanidade tem sede de conversão, de santidade e mudança de santidade de vida. É esse milagre que eu quero e preciso a cada dia da minha vida.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 17/07/2018

HOMILIA DIÁRIA

Busquemos os verdadeiros milagres de Deus para a nossa vida

“Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido.” (Mateus 11,20)

É preciso dizer, em primeira mão, que o grande milagre é a conversão. Ninguém experimenta milagre na vida se não se converte ou não é convertido pela Palavra e pela graça de Deus.
Você quer milagre maior do que uma pessoa que é vingativa se tornar amorosa? Do que uma pessoa que era mundana se tornar santificada? Do que uma pessoa que cultivava só o mal dentro de si, mas, hoje, semeia o bem nas almas?
Olhemos para dentro de nós: qual é o milagre que experimentamos de Deus em nós? Por exemplo, se você ainda continua com aquela velha mágoa – às vezes, escuto a pessoa dizer: “Até hoje não consegui perdoar a minha mãe” –, você precisa de um milagre, pois passou por um trauma na sua infância e está com ele até hoje. Você precisa de um milagre, muitas vezes, no seu casamento, pois passou por decepções na noite de ontem ou há anos, e está com essa decepção até hoje!
Milagre é mudar a visão, o coração e a direção. Não pode uma pessoa ver o que Jesus realiza no meio de nós, e o coração ser sempre o mesmo, ser sempre aquele coração duro e fechado, ser aquela pessoa azeda e amarga. Aquela pessoa onde ela se faz não traz a graça, mas a presença dela é muito incômoda, porque só traz o negativo. Por isso, Jesus está censurando a maior parte das cidades, onde Seus milagres foram realizados porque as pessoas pararam no espetáculo, e não na graça.

Milagre é converter, é transformar a mente fechada num lugar onde a graça de Deus entra

Tomemos cuidado para a nossa fé não ser um espetáculo, onde vamos em busca de ver algo extraordinário acontecer, onde estamos com uma doença, enfermidade e essa doença saiu de nós, e vimos sair do outro.
Busco um milagre a cada dia, esse milagre sou eu. Sei que não sou mais aquele homem velho que já fui, mas também sei que não sou o homem que preciso ser. Eu preciso viver, querer e buscar, com toda a intensidade da minha alma, o milagre de Deus na minha vida. Mudar essa mentalidade, mudar pensamentos, arrancar ressentimentos, tirar todo esse azedume, amargura e essa visão retrógrada que, muitas vezes, temos. Tirar de cada um de nós toda e qualquer agressividade, todo esse espírito de querer combater, ter a razão, de querer mandar e fazer as coisas do nosso jeito.
Experimente, o grande milagre da vida é aquele que vence seu orgulho, soberba, suas vaidades e deixa-se conduzir pela humildade de Jesus. Se não formos convertidos, não entramos no Reino dos Céus. Por isso, milagre é converter, é transformar o que era velho em novo, é transformar a mente fechada num lugar onde a graça de Deus entra.
Milagre é transformar atos, atitudes e comportamentos. Milagre é vermos uma pessoa que fica no sofá o tempo inteiro, e essa pessoa é capaz de se levantar, mover-se, cuidar da sua própria saúde. Milagre é uma pessoa que fica o tempo inteiro com celular, com internet, com a televisão, e é capaz de deixar isso de lado para escutar a Deus e meditar a Sua Palavra.
Busquemos os milagres verdadeiros de Deus para a nossa vida.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 14/07/2020

HOMILIA DIÁRIA

O Senhor te dá uma nova oportunidade de conversão

“Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós, tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza.” (Mateus 11,21)

Meu irmão e minha irmã, todos nós precisamos de conversão. Seja qual for a etapa em que você esteja, que eu esteja, precisamos de conversão, precisamos de Cristo, precisamos mudar de vida. E o Senhor aqui está chamando a atenção daquelas cidades que, conheciam a Deus, que tinha um contato com Ele, mas que infelizmente não estavam acolhendo a Deus, não estavam acolhendo a Jesus Cristo.
Os sinais que Deus já havia concedido àquelas cidades, de Corazim e de Betsaida, os milagres, e infelizmente aqueles moradores, aquelas pessoas não haviam acolhido a Boa Nova de Nosso Senhor. E por isso Jesus deu este exemplo: “Se esses milagres tivessem ocorrido em Tiro e em Sidônia, eles teriam feito penitência. Mas vocês, mesmo diante dos sinais que foram dados aí, vocês não se converteram, vocês não fizeram penitência”.
Meu irmão e minha irmã, você que já caminha há muito tempo com o Nosso Senhor ou a não tanto tempo assim, veja os sinais que Nosso Senhor já realizou, perceba a ação de Deus, percebamos a ação d’Ele e nos convertamos. Seja qual for a etapa que você esteja, hoje, o Senhor nos chama a uma nova conversão e a abrir novamente o nosso coração, os nossos ouvidos, a nossa mente a Ele.

Precisamos de conversão, precisamos de Cristo, precisamos mudar de vida

Façamos um bom exame de consciência e voltemo-nos para o Senhor, façamos um bom exame de consciência e percebamos o quanto Deus age no meio de nós, o quanto Ele age na sua vida, através das pequenas coisas.
Não abandone Aquele que nunca te abandonou, mas ame Aquele que sempre te amou e que, hoje, te dá e me dá, uma nova oportunidade para recomeçar, uma nova oportunidade de conversão. Não fechemos o nosso coração, mas abramos o nosso coração ao Cristo, abramos o nosso coração a Ele, percebamos os sinais d’Ele na nossa vida.
É interessante que, no início da nossa caminhada espiritual, conseguimos perceber Deus em tantas coisas e, com o tempo, ficamos insensíveis. Somos chamados então a ter a sensibilidade novamente; a perceber Deus que nos fala através da Sua Palavra, perceber o Senhor que fala-nos através de uma canção, de uma música, perceber o Senhor que fala-nos nos fatos.
É ou não é verdade que o tempo hoje nos chama à santidade, à uma santidade maior? Conflitos, guerras, isso e aquilo, disse que me disse… O que o Senhor está nos falando hoje? Seja santo, seja santa, abramos os nossos ouvidos e o nosso coração à mensagem de Deus, ao Senhor que nos fala hoje. Em realidades concretas, o Senhor chama-nos à santidade.
A bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Márcio Prado
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 12/07/2022

Oração Final
Pai Santo, dá aos seguidores de tua Igreja serem seguidores das virtudes de Maria. Que sejamos humildes, alegres, compassivos, generosos e cuidadores cheios de amor para os nossos companheiros de caminho, especialmente os pobres e excluídos pela sociedade. Por Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 17/07/2012

Oração Final
Pai Santo, mantém-nos sempre prontos para sairmos de nós em busca do irmão. Ensina-nos a partilhar com ele o grande Dom que nos deste – o Cristo, tua Palavra Criadora que se fez carne em Jesus de Nazaré, viveu fazendo o bem, e hoje, ressuscitado dentre os mortos, contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 15/07/2014

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, que o teu Reino de Amor, vivido e proclamado por Jesus de Nazaré, não seja para nós apenas uma imagem bonita ou um discurso bem elaborado, mas transforme a nossa vida em permanente e fraterna união com todos os companheiros do Caminho. Pelo mesmo Cristo Jesus, teu Filho que se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Arquidiocese BH em 17/07/2018

ORAÇÃO FINAL
Pai querido, que estás presente em nós e no nosso meio pelo Espírito Santo, abre o nosso entendimento para que ouçamos com gratidão, guardemos cuidadosamente no coração, vivamos com alegria e anunciemos corajosamente aos irmãos a Palavra Encarnada que nos enviaste – Jesus Cristo, teu Filho que se fez nosso irmão e contigo vive e reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 14/07/2020

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