domingo, 21 de junho de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 21/06/2026

ANO A


12º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ano AVerde

Não tenhais medo!" Mt 10,31

Mt 10,26-33

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: “Não tenhais medo”, é a exortação central de Jesus para nós neste domingo. Em meio às provações e desafios da vida e da evangelização, o Senhor nos chama a confiar na Providência divina. Que esta Eucaristia nos dê o ânimo e a coragem necessários para sermos verdadeiras testemunhas do Evangelho, neste mundo tão dilacerado pelo pecado.
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/107537/21-de-junho-2026---12-domingo-tempo-comum.pdf

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, neste Dia do Senhor, nós, Igreja de batizados e batizadas, nos reunimos ao redor da mesa da Palavra e da Eucaristia para louvar a Deus e bendizê-lo. O mesmo Senhor nos envia em missão, para amar e servir aos irmãos. Todo o nosso ser exulta diante d'Aquele que nos dá coragem e afasta de nós o medo, assegurando-nos que jamais nos abandona. Por esta Eucaristia, peçamos a sua força para enfrentar, com fé e confiança, as lutas de cada dia.
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-38-12o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

“NÃO TENHAIS MEDO”

A Palavra de Deus deste domingo, 12° do tempo comum, atravessa toda a liturgia com uma ordem clara e insistente de Jesus: “Não tenhais medo”. Essa frase aparece três vezes no Evangelho, como se o Senhor conhecesse profundamente o coração humano e soubesse o quanto o medo nos paralisa, nos cala e, muitas vezes, nos afasta da missão.
O profeta Jeremias, na primeira leitura, nos apresenta o drama de quem foi fiel a Deus e, por isso mesmo, passou a ser perseguido, ridicularizado e ameaçado. Ele ouve cochichos, sente-se cercado, experimenta o medo. Mas, mesmo assim, faz uma profissão de fé belíssima: “O Senhor está comigo como um forte guerreiro”. Jeremias não nega o sofrimento, mas escolhe confiar. Ele nos ensina que a fé não elimina as dificuldades, mas nos dá forças para atravessá-las.
No Evangelho, Jesus prepara os discípulos para a realidade do anúncio do Reino. Ele não ilude ninguém: seguir o Evangelho tem um preço. Haverá rejeição, incompreensão e até perseguição. Contudo, Jesus faz questão de garantir: o medo não pode ter a última palavra. O discípulo não é maior que o mestre, mas também não está sozinho como não esteve o Mestre.
A imagem dos pardais é de uma delicadeza profunda: “Nenhum deles cai por terra sem o consentimento do Pai”. E Jesus vai ainda mais longe: “Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados”. Isso significa que nossa vida não é anônima diante de Deus. Cada dor, cada lágrima, cada luta é conhecida e acolhida pelo Pai. Quantas vezes também nós somos tentados a silenciar nossa fé por medo? Medo de sermos julgados, ridicularizados, excluídos. Medo de defender valores cristãos, medo de assumir publicamente nossa pertença a Cristo. Jesus é claro: quem O reconhece diante dos homens, Ele também reconhecerá diante do Pai. Não se trata de um discurso de ameaça, mas de uma relação de amor e fidelidade.
São Paulo, na segunda leitura, nos lembra que, se por um homem o pecado entrou no mundo, por um só homem, Jesus Cristo, a graça superabundou. O medo nasce muitas vezes do pecado, da desconfiança, da ruptura. A confiança nasce da graça, do amor gratuito de Deus que nos alcança antes mesmo de merecermos.
Portanto, irmãos e irmãs, não tenhamos medo de sermos cristãos de verdade. Não tenhamos medo de viver o Evangelho no cotidiano, na família, no trabalho, na comunidade. O medo pode bater à porta, mas não pode governar o coração. Quem governa nossa vida é o Deus que cuida até dos pardais e que entregou o próprio Filho por amor a nós.
Peçamos ao Senhor a graça de uma fé corajosa, serena e confiante. Que, mesmo em meio às dificuldades, possamos dizer com a vida: “O Senhor está comigo”. E, sustentados por essa certeza, caminhemos sem medo.
Dom Cícero Alves de França
Bispo Auxiliar de São Paulo
Vigário Episcopal – Região Belém
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Ano-50A-38-12o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

Comentário do Evangelho

Não tenhais medo


No Evangelho deste domingo, Jesus fala abertamente aos Seus discípulos sobre as incompreensões, perseguições e desafios que eles encontrariam ao anunciar o Reino de Deus. O Mestre sabe que o medo é uma das armas mais poderosas do mundo para nos paralisar na fé e no bem. Por isso, Ele insiste firmemente: “Não tenhais medo dos homens… Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma”.
Para arrancar o medo de nosso coração, Jesus nos revela o quanto somos preciosos para o Pai Celestial. Ele usa um exemplo simples da natureza: dois pardais são vendidos por uma ninharia, e, no entanto, nenhum deles cai no chão sem a permissão do Pai. Ele vai além e diz que até os cabelos da nossa cabeça estão todos contados. O Senhor conclui com uma declaração reconfortante: “Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais”. O único temor legítimo que devemos ter é o de nos afastarmos de Deus. Se permanecermos fiéis a Ele no escondido e O testemunharmos diante dos homens, Ele mesmo nos reconhecerá diante do Pai que está nos céus.
https://catequisar.com.br/liturgia/21-06-2026/

Reflexão

O medo impede o anúncio do Evangelho, o qual não pode permanecer oculto. As forças do mal colocam em perigo os valores do Reino. Uns mais e outros menos, todos temos algum medo: da morte, da violência, da escuridão, dos “monstros”… Tudo isso é muito normal. O Mestre apresenta também os motivos para não temer. Poderíamos dizer que há certa hierarquia de medos: uns têm fundamentos, outros nem tanto. A exemplo de Jesus, a coragem do cristão se fundamenta na confiança no Pai. Estando nas mãos de Deus, vivemos de forma mais serena e tranquila. O cristão se identifica pela sua coragem para enfrentar os desafios da vida. Jesus venceu o mundo e a morte, nessa vitória se fundamenta nossa esperança. Não podemos nos esquecer da Providência divina. O Pai celeste se preocupa até com os cabelos e com os pássaros, e nossa vida vale muito mais que um pássaro.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/dia-21-domingo-15/

Reflexão

«Não tenhais medo daqueles que matam o corpo»

P. Antoni POU OSB Monje de Montserrat
(Montserrat, Barcelona, Espanha)

Hoje, depois de escolher os doze, Jesus envia-os a pregar e os instrui. Adverte-os acerca da perseguição que possivelmente sofrerão e aconselha-os qual deve ser a sua atitude: « Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas são incapazes de matar a alma! Pelo contrário, temei Aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno!» (Mt 10,28). O relato deste domingo desenvolve o tema da perseguição por Cristo com um estilo que recorda a última bem-aventurança do Sermão da Montanha (cf Mt 5,11).
O discurso de Jesus é paradoxal: por um lado diz duas vezes “não temais”, e apresenta-nos um Pai providente que tem solicitude inclusive pelas aves do campo; mas por outro lado, não nos diz que este Pai nos salve as contrariedades, bem pelo contrário: se somos seus seguidores, muito possivelmente teremos a mesma sorte que Ele e os demais profetas. Como entender isto, então? A proteção de Deus é a sua capacidade de dar vida à nossa pessoa (nossa alma), e proporcionar-lhe felicidade inclusive nas tribulações e perseguições. Ele é quem pode dar-nos a alegria do seu Reino que provem de uma vida profunda, experimentável já agora e que é presente de vida eterna: «Todo aquele, pois, que se declarar por mim diante dos homens, também eu me declararei por ele diante do meu Pai que está nos céus.» (Mt 10,32).
Confiar em que Deus estará junto de nós nos momentos difíceis dá-nos valentia para anunciar as palavras de Jesus em plena luz, e dá-nos a energia capaz de fazer o bem, para que por meio das nossas obras a gente possa dar glória ao Pai celeste. Ensina-nos Santo Anselmo: «Fazei tudo por Deus e por aquela feliz e eterna vida que nosso Salvador se digna conceder-nos no céu».

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Ele garantiu-me a sua proteção; Não é, na minha força que me apoio. Tenho nas minhas mãos a sua palavra escrita. O que é que a sua palavra está a dizer-me? 'Eu estou convosco todos os dias, até o fim do mundo'» (São João Crisóstomo)

- Não há missão cristã no ensino da tranquilidade! Dificuldades e tribulações fazem parte da obra de evangelização, e nós somos chamados a encontrar nelas a oportunidade de verificar a autenticidade da nossa fé» (Francisco)

- «O discípulo de Cristo, não somente deve guardar a fé e viver dela, como ainda professá-la, dar firme testemunho dela e propagá-la (…). O serviço e testemunho da fé são requeridos para a salvação (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 1.816)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-06-21

Reflexão

A única esperança “confiável”

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, Jesus exorta-nos a manter uma esperança “fiável”, uma meta tão grande que nos permita enfrentar o cansativo presente. A verdadeira, a grande esperança que persiste apesar de todas as desilusões só pode ser Deus, que nos ama até ao extremo. Quem não conhece Deus, embora tenha múltiplas esperanças, no fundo não tem esperança.
A história assim o demonstrou: não é a ciência, nem a acção político-económica, que reconstrói o homem, mas o amor. Se existe uma amor absoluto, com a sua certeza absoluta, então —só então— o homem é redimido. Graças a Jesus Cristo estamos seguros de Deus (que não é uma longínqua “causa primeira”), porque o seu Filho unigénito se fez homem e se entregou totalmente por nós.
—Jesus, o teu amor dá-me a possibilidade de perseverar —dia a dia— no meio da imperfeição natural deste mundo. O teu reino não é um mais além imaginário, mas está presente onde Tu és amado.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-06-21

Comentário do Evangelho

Jesus nos pede para sermos corajosos e termos fé, mesmo em tempos de perseguição


Hoje, Jesus transmite-nos esperança. Por vezes há muito ruído no mundo: na rua, na televisão… Frequentemente, muito ruído acompanhado de más notícias. E tudo isso nos assusta. Deus, pelo contrário, actua de modo diverso: pouco ruído e muito bem. Lembras-te de Herodes? Muito ruído e nada de bom. Não conseguiu nada. O governador Pilatos?…
- Herodes acabou-se, Pôncio Pilatos acabou-se… Aqui quem reina é Jesus, Deus eterno. Se rezares, vais ouvi-Lo!
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-06-21

Meditação

A palavra: dos ouvidos ao coração! A palavra: dos ouvidos ao coração!

“O pecado entrou no mundo”, trazendo consigo a morte, e esta passou a todos “porque todos pecaram” (Rm 5,12). E “o pecado é iniquidade” (1Jo 3,4). E a iniquidade é o oposto da bondade, o total desconforto diante do bem, frente àqueles que o praticam.
É o que Jeremias experimenta: as injúrias que lhe fazem, as armadilhas que lhe armam na esperança de que caia num engano “e nós poderemos apanhá-lo e desforrar dele”. Buscam apagar aquela voz, mas que é a voz de suas próprias consciências, gritando-lhes que estão no erro, que os desqualifica e os desaprova por completo.
É o alerta que Jesus deixa àqueles que decidem segui-lo. E ainda os encoraja para a batalha. Sim, não tenham “medo dos homens”, do mal que lhes fizerem, mesmo com aparência de bem, pois “nada há de escondido que não seja conhecido”. Jamais temam a verdade!
O que Jesus lhes diz na amizade e intimidade, “na escuridão”, que proclamem “à luz do dia... sobre os telhados”, como Ele mesmo o fará, diante da multidão tomada de ódio mortal por Ele e frente àquele que se dizia capaz de o salvar ou de o mandar para a cruz. Ele queria tão somente ser fiel ao Pai e, assim, a nós, num amor invencível.
Como Ele, não temessem quem podia matar apenas “o corpo”, mas sem força de “matar a alma” e de “destruir a alma e o corpo no inferno”. Isto é, temessem tão somente a si mesmos, sua covardia ou medo, únicas forças capazes de levá-los a romper com Deus e com seu projeto de vida, optando então pelo anti-reino de Deus, a “segunda morte” do Apocalipse, a única que, de fato e plenamente, merece o título de morte.
E força a toda prova, para essa fidelidade à vida, Jesus também a garante: é o Pai que, muitíssimo mais que nós mesmos, não admite por nada perder um de nós, enquanto depender dele, pois a “segunda morte”, a eterna tristeza, longe de Deus, longe da vida, só a experimenta quem a escolhe, na contramão dos desígnios, do coração do Pai celeste.
Se Ele cuida de pardais que valem “algumas moedas”, não deixando que nenhum deles caia no chão sem seu consentimento, como não cuidará de nós, que valemos “mais do que muitos pardais”, a ponto de ter contados até os cabelos de nossas cabeças?
Então, protegidos por essa couraça, vamos nos declarar, seja a que preço for, a favor de Jesus, e assim também do Pai, diante dos homens, para que Ele-Jesus se declare a nosso favor diante de seu e nosso Pai “que está nos céus”!
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=21%2F06%2F2026&leitura=meditacao

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