sexta-feira, 1 de novembro de 2024

A Palavra entre nós - 01 de novembro, 6ª Feira, 30ª Semana do Tempo Comum


01 de novembro, 6ª Feira, 30ª Semana do Tempo Comum


– Hoje é dia 01 de novembro, 6ª Feira da 30ª Semana do Tempo Comum.

– Em uma refeição na casa de um dos chefes dos fariseus, Jesus se depara com uma situação gritante: uma pessoa doente, precisando de ajuda, está ali, diante dele e dos demais, num dia de sábado. Ninguém move um dedo para ajudá-la porque a Lei não permitia fazer nada em dia de sábado. Jesus os questiona sobre a Lei do sábado, mas eles se calam. O silêncio, nesse caso, significa omissão de socorro. Jesus não pode compactuar com isso. Há diante deles uma vida correndo risco. Para o espanto de todos, ele tomou o homem pela mão, curou-o e o despediu. Tomar pela mão significa ser solidário, fazer algo pelo outro, ajudar, comprometer-se com a vida dos que sofrem; enfim, é a essência dos ensinamentos de Jesus. Agradeça ao Senhor pela sua presença amorosa e solidária junto aos necessitados e enfermos, ajudando-nos a fazer o mesmo.

– Escute o Evangelho Segundo Lucas, Capítulo 14, versículos 1 a 6:

Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. Diante de Jesus, havia um hidrópico. Tomando a palavra, Jesus falou aos mestres da Lei e aos fariseus: "A Lei permite curar em dia de sábado, ou não?" Mas eles ficaram em silêncio. Então Jesus tomou o homem pela mão, curou-o e despediu-o. Depois lhes disse: "Se algum de vós tem um filho ou um boi que caiu num poço, não o tira logo, mesmo em dia de sábado?" E eles não foram capazes de responder a isso.

– Como eles permaneceram em silêncio, talvez chocados pelo seu procedimento, Jesus os questiona mais uma vez: Se alguém de vocês tem um filho ou um boi que caiu num poço, não o tiraria logo, mesmo em dia de sábado? Eles permaneceram em silêncio. Há casos em que a vida não espera. Jesus justifica dessa maneira sua ação libertadora na vida daquele homem. É isso que ele espera de cada um de nós. Se nos omitirmos em socorrer nossos irmãos necessitados, ele se entristece conosco, pois seus ensinamentos consistem no amor ao próximo e este amor se revela nas horas mais delicadas, quando as necessidades se afloram. É nessas ocasiões que revelamos nosso verdadeiro amor a Deus e nossa fidelidade a Cristo. Converse com Deus sobre as dificuldades que encontra para amar como Jesus.

– Você procura amar como Jesus nos ensinou? Que desafios encontra no cotidiano para amar como Jesus? Você tem consciência de que o amor de Jesus supera todo e qualquer sacrifício? Está ciente que a prática deste amor não está em função de nenhum limite de tempo e lugar?

“... É permitido ou não curar no sábado? Eles ficaram em silêncio. Então Jesus tomou o homem, curou-o e o despediu.” Jesus nos ensina priorizar sempre o bem que devemos fazer ao próximo necessitado. Que o Senhor lhe dê a graça de amar e servir como Jesus. Veja o que diz um trecho do poema Viver em estado de amor de José Tolentino Mendonça:

(...) “O amor é o verdadeiro despertador dos sentidos. As diversas patologias dos sentidos que anteriormente revisitamos mostram como, quando o amor está ausente, a nossa vitalidade hiberna. Uma das crises mais graves da nossa época é a separação entre conhecimento e amor. A mística dos sentidos, porém, busca aquela ciência que só se obtém amando. Amar significa abrir-se, romper o círculo do isolamento, habitar esse milagre que é conseguirmos estar plenamente conosco e com o outro. O amor é o degelo. Constrói-se como forma de hospitalidade, mas pede aos que o seguem uma desarmada exposição. Os que amam são, de certa maneira, mais vulneráveis. Não podem fazer de conta.

– Termina sua oração pedindo ao Senhor a graça de amar e servir, como Jesus, aos irmãos mais necessitados. É prioridade está atento aos irmãos, fazendo em favor deles o que podemos, para ajudá-los numa vida libertada de todos os males.

– “ SENHOR te abençoe e te guarde.
O SENHOR faça brilhar sobre ti a sua face e te seja propício.
O SENHOR volte para ti o seu rosto e te dê a paz.”


Homilia Diária | Liturgia de Hoje | Palavra do Dia - Padre Adriano Zandoná - (Lc 14,1-6) (01/11/24)



Canal do Youtube - Padre Adriano Zandoná

Publicad1 de nov. de 2024

Autor e consumador da fé | (Filipenses 1, 1-11) #2151 - Frei Gilson




Publicado 1 de nov. de 2024

Sentimentos de Cristo Jesus | Mãe Maria (01/11/2024) - Dom Walmor



Canal do Youtube: TV Horizonte

Publicado em 1 de nov. de 2024

Homilia Diária - 01.11.2024 | "Jesus tomou o homem pela mão, curou-o e despediu-o." - Padre Roger Araújo



Canal do Youtube: Padre Roger Araújo

Publicado em 1 de nov. de 2024

Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 14,1-6

1Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 2Diante de Jesus, havia um hidrópico. 3Tomando a palavra, Jesus falou aos mestres da Lei e aos fariseus: “A Lei permite curar em dia de sábado, ou não?” 4Mas eles ficaram em silêncio. Então Jesus tomou o homem pela mão, curou-o e despediu-o. 5Depois lhes disse: “Se algum de vós tem um filho ou um boi que caiu num poço, não o tira logo, mesmo em dia de sábado?” 6E eles não foram capazes de responder a isso.

01.11 • URGENTE - #minisermao - Lc 14,1-6 - Padre Joãozinho



Canal do Youtube: Padre Joãozinho

Publicado em 31 de out. de 2024


Pe. Joãozinho, scj - #minisermao - (01/11/24) - URGENTE

A vida é sempre uma questão urgente! Não deixe para depois o cuidado pelas pessoas e pelo ambiente! Jesus curou em dia de sábado. A lei ordenava o repouso, o descanso, e não se devia fazer nada naquele dia sagrado. Mas a vida é absolutamente sagrada! A saúde, o cuidado pelas pessoas estava acima de uma regra. A ambulância deve passar no sinal vermelho para chegar mais rápido e socorrer aquela pessoa doente. A vida depende daquela desobediência a uma regra! E quem está diante desta situação, mesmo que o sinal esteja verde, deve parar e deixar a vida passar (Lc 14,1-6).

Fonte do texto: Recebido via WhatsApp

Homilia Diária | O olhar de Jesus e o dos fariseus (Sexta-feira da 30.ª Semana do Tempo Comum) - Padre Paulo Ricardo



Canal do Youtube: Padre Paulo Ricardo

Publicado em 31 de out. de 2024

No Evangelho de hoje, dois olhares se cruzam e observam, e dois silêncios se acusam mutuamente. Um olhar é dos fariseus, o outro é de Cristo. O silêncio dos primeiros, observando com malícia, condena a Cristo como transgressor do sábado; mas o silêncio de Cristo, observando com bondade, os condena como transgressores do amor ao próximo. O motivo das condenações? Um hidrópico necessitado de cura, e um dia de sábado, que parece não permitir curar. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, 1.º de novembro, e perceba, com a parábola de hoje, o quanto Deus é compassivo e misericordioso com os pecadores.

HOMILIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) – Lc 14,1-6 - 01/11/2024


Promova o bem



Irmãos e irmãs, a liturgia deste dia mostra que Jesus cura um homem em dia de sábado, o que era proibido pela lei daquele tempo. Então, fazer o bem é a mensagem do Evangelho de hoje. Fazer o bem aos filhos de Deus é mais importante que se enclausurar em regras que esvaziam a espiritualidade, porque as regras existem para aperfeiçoar, mas também para proteger a pessoa.

Fazer o bem

Se ela deixa de exercer essa função, ela se torna desumana no sentido de não mais exercer a finalidade de ajudar a pessoa em seu crescimento espiritual. Que, neste dia, nos abramos para essa realidade, que vejamos mais a pessoa em si, que vejamos as pessoas a nossa volta, muito mais do que nos aprisionar apenas nas regras em relação à pessoa.
Que, neste dia, de maneira especial, nos empenhemos em ver além, em olhar os nossos irmãos em suas reais necessidades, e não naquilo que nós achamos que é o melhor para eles. Aquele homem do Evangelho precisava da cura, e Jesus entendeu isso e nos ensinou a ser assim também. Então, que vejamos além, vejamos além da regra, vejamos o bem que podemos fazer aos nossos irmãos no dia de hoje.
Deus abençoe você em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Padre Edison Oliveira é brasileiro, membro da Associação Internacional Privada de Fiéis – Comunidade Canção Nova no modo de compromisso do Núcleo.

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 01/11/2024

ANO B


Lc 14,1-6

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

Curar em dia de sábado



Em uma refeição, na casa de um fariseu, em um dia de sábado, Jesus cura um homem que tinha um tipo de edema causado por acúmulo de líquido no corpo. Jesus mais uma vez cura em dia de sábado para mostrar que o sábado foi feito para o ser humano e não o contrário. A pergunta de Jesus aos fariseus e doutores da Lei é realmente para ficar sem resposta: “Em dia de sábado, é permitido curar ou não?”. Ficaram em silêncio.
O que mais podiam fazer? Isso é pergunta que se faça, se é permitido curar, mesmo que seja em um sábado? A repetição de polêmicas por causa de curas em dia de sábado mostra de forma clara e definitiva que para Jesus sagrado é o ser humano. Foi por causa do ser humano que ele aceitou morrer na cruz.
No ambiente da graça de Deus não se pergunta se alguma coisa é permitida ou proibida. Tal pergunta se faz no ambiente da lei. A graça de Deus pergunta o que é o melhor para que o ser humano se torne, como Maria, cheio de graça. Permitido ou proibido é o que está escrito. O melhor, o que convém, será o que edifica o ser humano, a sociedade em que ele vive e a natureza que o envolve. “Tudo é permitido, escreve Paulo aos Coríntios, mas nem tudo constrói”. Guardemos todos os dias para reconstruir o paraíso!
Cônego Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2024’, Paulinas.
Fontes: https://catequisar.com.br/liturgia/curar-em-dia-de-sabado/ e https://www.comeceodiafeliz.com.br/evangelho/cura-de-um-hidropico-no-sabado-01112024

Reflexão

Coerente com sua missão de libertar as pessoas, Jesus, mais uma vez, vai causar certo transtorno. Desta vez, na casa de um chefe dos fariseus. Apegados à letra da Lei, eles punham a observância do sábado acima de qualquer outro mandamento. Não conseguiam entender que a cura de um ser humano é um modo de glorificar o Deus da vida! Decididos a manter sua posição fixa, permaneceram calados e confusos diante da pergunta do Mestre: “É permitido curar no sábado ou não?”. A hidropisia, ou acumulação de líquido, é figura do povo, “inchado pelo ensinamento dos fariseus, também estes inchados pelo orgulho pretensioso e hipócrita de serem perfeitos” (Ivo Storniolo). Jesus, com a implantação do Reino de Deus, mostra que sua missão é devolver ao ser humano a dignidade que lhe é devida.
(Dia a dia com o Evangelho 2024)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/1-sexta-feira-7/

Reflexão

«Em dia de sábado, é permitido curar ou não?»

Rev. D. Antoni CAROL i Hostench
(Sant Cugat del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje fixamos nossa atenção na pergunta aguçada que Jesus faz aos fariseus: «Em dia de sábado, é permitido curar ou não?» (Lc 14,3), e na significativa anotação que faz são Lucas: «E eles não foram capazes de responder a isso» (Lc 14,4).
São muitos os episódios evangélicos nos quais o Senhor joga na cara dos fariseus sua hipocrisia. É notável o empenho de Deus em nos deixar claro até que ponto lhe desagrada esse pecado –a falsa aparência, o engano vaidoso-, que situa-se nas antípodas daquele elogio de Cristo a Natanael: «Aí está um verdadeiro israelita, em quem não há falsidade» (Jo 1,47). Deus ama a simplicidade de coração, a ingenuidade do espírito e, pelo contrário, rechaça energicamente o que é emaranhado, o olhar vago, a dupla moral, a hipocrisia.
O significativo da pergunta do Senhor e da resposta silenciosa dos fariseus, é a má consciência que estes, no fundo, tinham. Diante jazia um doente que buscava sua cura por Jesus. O cumprimento da Lei judaica –mera atenção à letra com desprezo ao espírito- e a fátua presunção de sua conduta honorável os leva a escandalizar-se ante a atitude de Cristo que, levado pelo seu coração misericordioso, não se deixa amarrar pelo formalismo de uma lei, e quer devolver a saúde a quem carecia dela.
Os fariseus se dão conta de que sua conduta hipócrita não é justificável e, por isso, calam. Nesta parte resplandece uma clara lição: a necessidade de entender que a santidade é seguimento de Cristo –até o enamorar-se plenamente- e não frio cumprimento legal de uns preceitos. Os mandamentos são santos porque procedem diretamente da Sabedoria infinita de Deus, mas que é possível vive-los de uma maneira legalista e vazia, e então se dá a incongruência –autêntico sarcasmo- de pretender seguir a Deus para terminar indo atrás de nós mesmo.
Deixemos que a encantadora simplicidade da Virgem Maria se imponha nas nossas vidas.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Esse hidrópico foi curado em presença do fariseu, porque pela doença do corpo de uma pessoa se expressa a doença do coração do outro» (São Gregório Magno)

- «O caminho para ser fiéis à lei, sem descuidar a justiça, sem descuidar o amor, é o caminho contrário: desde o amor à integridade; desde o amor ao discernimento; desde o amor à lei. Esse é o caminho que nos ensina Jesus» (Francisco)

- «(...) Os regimes cuja natureza for contrária à lei natural, à ordem pública e aos direitos fundamentais das pessoas, não podem promover o bem comum das nações onde se impuseram» (Catecismo da Igreja Católica, n° 1901)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2020-10-30 (30/10/2020)

Reflexão

Origem do “Direito Natural”

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje não é fácil discernir o que é justo em questões antropológicas fundamentais. Poderia existir uma “cátedra” aceitável para todos? Como distinguir entre o bem e o mal, entre o Direito verdadeiro e o “direito aparente”? No que se refere à dignidade do homem, é evidente que o princípio da “maioria” não basta. Historicamente, os ordenamentos jurídicos foram quase sempre motivados de modo religioso.
Contudo, o cristianismo nunca impôs à sociedade um “Direito revelado”, antes apontou para a natureza e a razão como verdadeiras fontes do Direito; referiu-se a harmonia entre razão objetiva e subjetiva, uma harmonia que pressupõe que ambas as esferas estão fundadas na Razão criadora de Deus. Efetivamente, os teólogos cristãos juntaram-se ao movimento filosófico e jurídico surgido no Séc. II AC, quando se “encontraram” o Direito Natural social (desenvolvido pelos filósofos estóicos) e o Direito Romano.
—Deste contacto “providencial” nasceu a cultura jurídica ocidental, cuja importância é determinante para a humanidade.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2020-10-30

Comentário sobre o Evangelho

A compaixão divina supera o preceito do sábado


Hoje volta a polêmica absurda. Estamos no dia sábado: expectação! O que Jesus fará? De momento, Ele lança uma pergunta… É como se dissesse: É lícito amar no sábado, ou não? É lícito jejuar nos sábados, ou não?...
—Alguns que se achavam “muito religiosos” tinham dúvidas: «ficaram calados». Tu o que dizes? A resposta está clara! Mas há que ser consequentes: no domingo, menos “festinhas” e mais Deus, mais família, mais ajudar, mais…
https://family.evangeli.net/pt/feria/2020-10-30 (30/10/2020)

Meditação

Jesus aceitava o convite de fariseus, como também o de publicanos e outros que eram considerados pecadores. Os fariseus, que se apresentavam como justos e fiéis cumpridores da Lei, estavam a observá-lo, não com a intenção de conhecê-lo mais. Olhavam-no de forma preconceituosa, tendo já um julgamento sobre Ele. Isso condicionava seu modo de ver, impedindo-os de aceitá-lo.
Oração
SENHOR DEUS, revesti-nos das virtudes do Coração do vosso Filho e inflamai-nos com seu amor para que, configurados à sua imagem, mereçamos participar da eterna redenção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=01%2F11%2F2024&leitura=meditacao

COLETÂNEA DE HOMÍLIAS DIÁRIAS, COMENTÁRIOS E REFLEXÕES DO EVANGELHO DO DIA, DE ANOS ANTERIORES - 01/11/2024

ANO B


Lc 14,1-6

Comentário do Evangelho

Olhar com misericórdia.

É a terceira vez que Jesus é convidado para uma refeição na casa de um fariseu (7,36; 11,37). Esta repetição do encontro de Jesus com os fariseus em suas respectivas casas mostra que entre Jesus e os fariseus há uma mescla de simpatia e resistência. Essa proximidade relativa não impede Jesus de alertá-los. Os fariseus, efetivamente, desejam viver fielmente sua religião e creem servir a Deus através de suas práticas, sobretudo, uma determinada prática da Lei. Mas a rigidez quase obsessiva os cega, liga-os de modo estreito à letra do texto; a Lei de Deus é para eles um conjunto de regras e preceitos. Esse modo de cumprir a Lei, que eles julgavam ser o correto, fazia com que se esquecessem do essencial da Lei: o amor a Deus e o amor fraterno. Esse modo de interpretar a Lei os impedia de olhar para os outros com misericórdia e compreender: “É misericórdia que eu quero, não sacrifícios” (Os 6,6).
Nosso texto de hoje mostra uma refeição na casa de um dos chefes dos fariseus, durante o descanso sabático, dia dado pelo Senhor para celebrar o dom da vida, através da obra da criação, e a libertação do país da escravidão. Aproveitando-se da presença de um hidrópico, Jesus provoca a compreensão dos fariseus sobre o sentido da Lei de Deus: “Em dia de sábado, é permitido curar ou não? […] Se algum de vós tem um filho ou um boi que caiu num poço, não o tira logo daí, mesmo em dia de sábado?” (vv. 3.6). Eles não responderam a nenhuma pergunta porque, efetivamente, não tinham nada a responder.
Carlos Alberto Contieri, sj
Fonte: Paulinas em 01/11/2013

Comentário do Evangelho

Controvérsia sobre o descanso sabático.

Já dissemos anteriormente que Jesus várias vezes é convidado à casa de um fariseu para uma refeição, o que ele aceita. Não há onde Deus não esteja ou possa deixar de estar. No evangelho de Lucas, há dois outros relatos de refeição na casa de um fariseu (7,36; 11,37). No episódio de hoje, a refeição foi ocasião de controvérsia sobre o descanso sabático. É Jesus quem, durante a refeição, toma a iniciativa, ante a doença de um homem que estava diante dele, de pôr a questão aos doutores da lei e aos fariseus. A questão posta por Jesus visa ao verdadeiro sentido do descanso sabático. A rigidez inflexível na prática dos mandamentos da Lei de Deus torna os interlocutores de Jesus prisioneiros da letra do texto, em detrimento da finalidade última da Lei de Deus. O sábado é dom de Deus para celebrar a vida e o dom da libertação da “casa da escravidão”. A memória desses dois eventos salvíficos deveria, no dia de sábado (cf. Lc 13,16), mover todo fiel israelita à prática da misericórdia (cf. Os 6,6). A alternativa apresentada na pergunta de Jesus deixa os fariseus e os doutores da lei sem resposta. O silêncio deles é consentimento para a interpretação da Lei que Jesus propõe.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, predispõe-me a manifestar meu amor a quem precisa de mim, sem inventar justificativas para me dispensar desta obrigação urgente.
Fonte: Paulinas em 31/10/2014

Vivendo a Palavra

Fonte: Arquidiocese BH em 01/11/2013

VIVENDO A PALAVRA

O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. Quando Jesus aparentemente transgride a letra da Lei, na verdade Ele sobe a um novo patamar: estabelece o primado do Espírito e anuncia a chegada do Reino de Deus. Para nós, Igreja de Jesus, a ordem é que assumamos a liberdade de filhos de Deus. É vivermos a Lei do Amor.
Fonte: Arquidiocese BH em 30/10/2020

Reflexão

O Evangelho de hoje nos mostra claramente que a vida sempre se impõe diante da morte, a verdade sempre se impõe diante da mentira, da falsidade e do erro. A Lei de Deus foi feita para a vida e não para a morte e a interpretação verdadeira da Lei de Deus deve sempre contribuir para que a vida de todos seja melhor. Jesus denuncia os erros que existem na interpretação da Lei, as interpretações falsas, ou seja, que não apresentam nenhuma legitimidade por serem contraditórias ao espírito da Lei de Deus, por escravizarem quando deveriam libertar, por promoverem a morte quando deveriam promover a vida, e as interpretações mentirosas. Jesus denuncia aquelas interpretações que não estão de acordo com a Lei, mas sim com os interesses de quem as interpretou.
Fonte: CNBB em 01/11/2013 31/10/2014

Reflexão

Coerente com sua missão de libertar as pessoas, Jesus mais uma vez vai causar certo transtorno. Desta vez na casa de um chefe dos fariseus. Apegados à letra da lei, eles punham a observância do sábado acima de qualquer outro mandamento. Não conseguiam entender que a cura de um ser humano é um modo de glorificar o Deus da vida! Decididos a manter sua posição fixa, permaneceram calados e confusos diante da pergunta do Mestre: “É permitido curar no sábado ou não?”. A hidropisia, ou acumulação de líquido, é figura do povo, “inchado pelo ensinamento dos fariseus, também estes inchados pelo orgulho pretensioso e hipócrita de serem perfeitos” (Ivo Storniolo). Jesus, com a implantação do Reino de Deus, mostra que sua missão é devolver ao ser humano a dignidade que lhe é devida.
Oração
Divino Mestre, Jesus Cristo, mediante tuas atitudes aprendemos que não há nenhum dia em que seja proibido fazer o bem. Toda boa obra é agradável a Deus, como o foi certamente a libertação que ofereceste a esse homem. Não deixemos para amanhã as boas obras que podemos realizar hoje. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))
Fonte: Paulus em 30/10/2020

Recadinho

Hidrópico é uma pessoa que sofre de acúmulo de líquido e inchaço no corpo todo ou numa de suas partes como, por exemplo, no ventre. Jesus, ao entrar na casa de um dos principais fariseus para comer, realiza esta cura num sábado, que era dia de descanso e oração. Perguntamos: - Para fazer o bem há dia e hora? - O mais importante para Jesus não era se importar com a lei, mas com aquele que precisava de sua ajuda. Como Jesus minha comunidade se importa com as necessidades do próximo? - Para nós hoje o dia de dedicarmos a Deus é o domingo (ou sábado à tarde). Como me comporto nesta ocasião? - O que faço para Deus? - Tenho consciência de que frequentando a Deus estou me enriquecendo dele ou me comporto como se estivesse prestando um favor indo à igreja?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 – Santuário Nacional em 01/11/2013

Recadinho

Hidrópico é uma pessoa que sofre de acúmulo de líquido e inchaço no corpo todo ou numa de suas partes como, por exemplo, no ventre. Se Jesus podia curá-lo da doença, seria justo se omitir não agindo com misericórdia tão somente por ser dia de sábado? - Será que não sou fácil em arrumar escusas para não fazer o bem? - Ou sou generoso e disponível quando solicitado? - Minha comunidade é prestativa e acolhedora? - Cite algum exemplo.
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 – Santuário Nacional em 31/10/2014

Meditando o evangelho

O AMOR PELOS SOFREDORES

Ao se deparar com um ser humano sofredor, Jesus deixava de lado os casuísmos legais e se antecipava para curá-lo. Até mesmo a Lei do repouso sabático era olvidada. Ele não se perguntava se era, ou não, sábado, quando tomava a decisão de curar alguém. Pouco lhe importava saber se era permitido ou proibido curar naquele dia. Seu único propósito era socorrer quem estava atribulado pelos sofrimentos e aliviá-lo.
É preciso entender em que se fundamenta a liberdade de Jesus diante da tradição religiosa. No caso do repouso sabático, ele o entende na perspectiva da intenção original de Deus, quando o instituiu. O Deuteronômio relaciona esse repouso com a escravidão egípcia: "Lembra-te (Israel) de tua escravidão no Egito, donde o Senhor te libertou, com mão forte e braço estendido. Por isso, o Senhor manda-te guardar o sábado." Descansar no sábado era, pois, uma forma de preservar a dignidade humana contra a aviltamento da opressão e da escravidão. Era a celebração da libertação, obra da misericórdia divina.
Para Jesus, a cura do hidrópico encaixava-se perfeitamente bem no contexto do sábado. Aquele infeliz estava sendo libertado, pela bondade de Deus, de uma situação de escravidão, recuperando sua dignidade menosprezada.
Se fariseus e mestres da Lei ficaram chocados com a ação de Jesus, o Pai, sem dúvida alguma, a tinha como um gesto muito acertado.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Oração
Espírito de sensibilidade para com os sofredores, que nada me impeça de ajudar os que sofrem. Antes, que eu demonstre por eles um amor eficaz.
Fonte: Dom Total em 31/10/2014 30/10/2020

Oração
Deus eterno e todo-poderoso, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade e dai-nos amar o que ordenais para conseguirmos o que prometeis. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Dom Total em 31/10/2014

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Senhor do Sábado
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Um amigo muito espirituoso comentou comigo, sobre este evangelho, que Jesus parecia que gostava de “Cutucar a onça com vara curta”. Entrou na casa de um Fariseu notável em dia de sábado, para tomar uma refeição, estava sob a vigilância severa do grupo de Fariseus, e eis que ali estava um Homem Hidrópico. Há que se desconfiar até que os próprios Fariseus levaram este homem lá, para ver a reação de Jesus, achando que ele não teria o “topete” de fazer uma cura em dia de sábado, justo na casa de um Fariseu importante.
Não se sabe se foi armação dos Fariseus, pode até ser que sim, pois não era novidade que eles estavam “doidinhos” para pegar o Mestre em uma armadilha. Jesus, como sempre, manteve a serenidade e ainda perguntou se era permitido ou não, fazer curas em dia de Sábado. Os Fariseus nada disseram mas certamente com os olhares “fuzilaram” Jesus.
Se não fossem tão cegos e cabeças duras, se não tivessem um coração tão endurecido e fechado à Graça de Deus, e reconhecessem a Jesus como o Messias esperado e prometido que viera para Salvar a Humanidade, poderiam dar uma linda resposta.
“Olha mestre, ao Senhor tudo é permitido, pois hoje nós celebramos o repouso, o Dia em que nosso Deus Eterno e Poderoso criou todas as coisas, como o Senhor é o Filho Dele e Aquele que nós todos esperamos, tens o poder de restaurar e refazer todas as coisas, inclusive devolver a saúde a este nosso irmão, para nós será motivo de muitas alegrias e iremos dar Glórias a Deus. O Senhor nem precisava perguntar, és o Senhor da Vida e da História...”
Esta é a resposta que qualquer um de nós daria se lá estivéssemos. Então mudemos a pergunta, em lugar dos Fariseus está um grupo de zelosos agentes da pastoral do Batismo, com uma larga caminhada e que sabem de cor cada regra ou norma da Igreja “Deve-se batizar o filho de uma mãe solteira, ou não?”. “Pode um casal em segunda união receber a Comunhão?” “Pode um evangélico visitar a Igreja Católica e vir em uma celebração?” “Pode um católico ter amizade com um Espírita ou de outra religião, que não seja Cristã”? Tem outras perguntinhas iguais a essa, que a gente se engasga quando vai responder. Uma coisa é darmos uma resposta linda, estando lá, em lugar do Fariseu, outra é estarmos aqui, diante de situações onde, na maioria das vezes priorizamos a Lei, a Linha Pastoral, a norma, e esquecemos do mais importante: de acolher as pessoas, de ouvir suas histórias, de anunciarmos também a elas o Santo Evangelho que Liberta e dá a verdadeira Vida!
Jesus curou o homem enfermo e ainda fez uma pergunta muito provocante “Se o trabalho a ser feito, como tirar um Jumento do poço, for de interesse próprio, será que alguém vai pensar no Preceito Sabático?”. Ou seja, todo rigor e austeridade quando se aplica a Lei ao outro, quando for para o meu interesse, a lei sempre é mais branda.
A classe dos Fariseus há muito já se foi, mas o Espírito Farisaico está mais vivo do que nunca, principalmente nas comunidades que se dizem Cristãs.

2. Em dia de sábado, é permitido curar ou não? - Lc 14,1-6
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

Na quarta etapa da subida para Jerusalém, Jesus é convidado para uma refeição na casa de um dos chefes dos fariseus. Durante a refeição, Jesus mesmo toma a iniciativa e introduz alguns temas para a reflexão dos que lá se encontravam. Começou com o significado religioso do sábado. É a terceira vez em São Lucas que Jesus está na casa de um fariseu e a terceira vez em que discute o sentido do sábado. Lá estava um homem inchado por acúmulo de água no corpo. Lá estavam também doutores da Lei. Vem então a pergunta de Jesus: “Em dia de sábado, é permitido curar ou não?”. Em outras palavras: “Posso ou não curar este amigo de vocês?”. Pode ser que estivesse lá por conta própria, porque, depois de tê-lo curado, Jesus o despediu. A resposta foi um grande silêncio. Explorando ainda as relações de sentimentos, Jesus continua: “Se algum de vós tem um filho ou um boi que caiu num poço, não o tira logo daí, mesmo em dia de sábado?”. Continuaram em silêncio. Parece que a pergunta sobre o que é permitido e o que é proibido não faz parte dos ensinamentos de Jesus. São Paulo dirá que tudo é permitido, mas nem tudo convém. A pergunta deve ser sobre o que é melhor para o ser humano, o que liberta e constrói. Jesus curou o hidrópico no dia de sábado.
Fonte: NPD Brasil em 30/10/2020

Liturgia comentada

Mas eles se calaram... (Lc 14,1-6)
Quando Jesus Cristo nasceu na humilde gruta de Belém, o coro de anjos cantava a glória e a paz. Lá nas alturas, um hino de glória a Deus. Aqui na terra, augúrios de paz aos homens de boa vontade. Parece que a “boa vontade” (no latim de São Jerônimo, bonae voluntatis) é apenas outro sinônimo do amor.
Sim, da parte de Deus, a “boa vontade” é total, infinita: ele quer que todos se salvem, sem exceção. Já da parte dos homens, a coisa é mais complicada: aqui e ali, sempre aparece alguém de má vontade, fechado ao amor e ao perdão, escravo da lei, indisposto a acolher o dom gratuito de Deus.
Foi assim na sinagoga de Nazaré, como relata o Evangelho de hoje. Jesus se compadece de um enfermo e decide curá-lo. Na época, a medicina era considerada como simples “trabalho manual” (tradução literal do grego “cirurgia”: quiros= mão; ergon= trabalho). Por isso mesmo, as atividades médicas estavam incluídas entre os trabalhos proibidos no sábado judaico. Os adversários de Jesus (teriam eles, de propósito, levado o doente à reunião, como arapuca para o Mestre?!) estão de olho em seu comportamento.
É quando Jesus pergunta: “É permitido, ou não, curar no sábado?” E São Lucas, também ele médico, registra: “Mas eles se calaram.” Nem sim, nem não. Este silêncio é a marca registrada de sua má vontade. É o indicador de sua consciência turva. Calam-se para fugir de uma resposta franca. Sequer pretendem discutir a questão.
Senhor do sábado, Jesus cura prontamente o hidrópico. Legistas e fariseus, ali presentes, em lugar de se alegrarem com a cura do vizinho, condenam intimamente a atitude de Jesus. Mas Jesus ainda tem para eles um argumento insuperável: se um boi caísse no poço, em pleno dia de sábado, eles não estariam prontos a intervir para recuperar o animal? Ora, aos olhos de Deus, nós somos filhos muito amados. Não seria, pois, um preceito legal a impedir sua ação salvadora...
Em nossos dias, a Igreja de Jesus se esforça para entrar em diálogo com os vários setores da sociedade. Quer dialogar sobre a paz e o desarmamento, sobre a pobreza e a partilha dos bens, sobre o valor da família e os direitos da mulher, sobre a vida e a defesa dos fetos. Mas muitos se calam. Recusam-se ao diálogo. Já fecharam questão (e os corações). Irão adiante em seus projetos de morte e de poder, de lucro e dominação.
E nós? Qual será nossa reação aos sinais que Deus realiza em nossa vida?
Responderemos à Palavra de Deus?
Orai sem cessar: “É o Senhor quem cura as tuas enfermidades!” (Sl 103,3)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
santini@novaalianca.com.br
Fonte: NS Rainha em 01/11/2013

REFLEXÕES DE HOJE

01 DE NOVEMBRO - SEXTA

Fonte: Liturgia Diária Comentada2 em 01/11/2013

HOMILIA DIÁRIA

Que nada nos impeça de praticarmos o amor ao próximo

Não existe dia nem momento que nos impeça de praticarmos o amor ao próximo. Apliquemo-nos a viver isso, pois é algo fundamental na Lei de Deus.

“Então Jesus tomou o homem pela mão, curou-o e despediu-o.” (Lc 14,4b)

Meus queridos irmãos e irmãs, iniciando este mês de novembro, quando meditamos sobre a nossa futura vida, a nossa vida eterna junto de Deus, queremos que a Palavra do Senhor penetre o nosso coração e vá, dia a dia, transformando a nossa vida.
Lembramos que a Festa de todos os Santos – que no mundo inteiro é celebrada no dia 1º de novembro – nós a celebraremos, aqui no Brasil, no próximo domingo.
No Evangelho de hoje, quando os fariseus tentam colocar Jesus mais uma vez à prova, perguntando se era permitido ou não fazer uma cura no dia de sábado, Jesus apenas fez silêncio, aproximou-se do hidrópico e o curou.
Jesus mesmo perguntou: “Vocês não fariam um bem ao boi, à vaca, ao porco, ao animal de vocês, se fosse um dia de sábado ou um dia qualquer?”. É como se Ele estivesse nos dizendo que não existe dia para praticar a caridade, não existe momento para salvar o irmão, para estender a mão para quem estiver precisando. Nós não podemos ser escravos da Lei, inclusive a religiosa. Ela deve estar a serviço da vida.
Nós devemos observar os mandamentos do Senhor, cumprir os preceitos da Igreja, ser fiéis aos nossos compromissos, e tudo aquilo que corresponde à nossa vida junto a Deus. Mas nós nunca devemos ter desculpas para não praticar a caridade, para cuidar do outro, para atender os necessitados.
Você não pode deixar de cuidar do seu irmão, porque “tem muita coisa na Igreja para fazer”. Às vezes, ter muitos compromissos na Igreja nos tira do compromisso para com o próximo. Muitas vezes, você mulher ou você homem tem tantas reuniões na paróquia, na comunidade, e não tem tempo para seus filhos, para seu marido. Às vezes, o diálogo entre um e outro é tão difícil, porque cada um se ocupa com as outras coisas e não se ocupa com o essencial: o cuidado, o diálogo, a atenção que devemos ter uns para com os outros.
Precisamos cumprir os nossos preceitos, mas esses precisam nos ensinar a viver a caridade no sentido mais prático da palavra. Não existe dia nem momento que nos impeçam de praticarmos o amor ao próximo. Apliquemo-nos a viver isso, pois é algo fundamental na Lei de Deus.
Que Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 01/11/2013

HOMILIA DIÁRIA

A caridade deve ser o fio condutor de nossa vida

Seja qualquer dor, enfermidade, seja em qualquer dia da semana ou do mês, estejamos bem ou não, a caridade deve ser o fio que conduz a nossa vida!

Se algum de vós tem um filho ou um boi que caiu num poço, não o tira logo, mesmo em dia de sábado?” (Lucas 14, 5)

O Nosso Mestre Jesus foi convidado para fazer sua refeição na casa de um dos chefes dos fariseus. O Senhor não rejeitou nem mesmo os fariseus, que colocaram tantas dificuldades para a pregação do Evangelho e vai comer na casa deles. Ele poderia tratá-los com dureza por diversas realidades, mas o Seu amor era para com todos. Os fariseus, na verdade, não convidaram o Senhor porque O amavam muito, porque O queriam muito, mas sim porque mais uma vez eles queriam observar o comportamento do Senhor e encontrar contradição n’Ele.
Jesus já conhecia a maldade do coração dos fariseus. E ao entrar na casa daquele fariseu e encontrar ali um homem hidrópico, com inchaço e excesso de água no seu corpo, o Senhor tomou então a palavra e disse: “É permitido ou não curar em dia de sábado?”. Os fariseus sabendo que Jesus poderia dar uma resposta que fosse contrariá-los, nada quiseram responder.
Uma vez que eles nada responderam, Jesus mesmo tomou o homem pela mão, o curou, o despediu e disse o seguinte, antes que os fariseus dissessem alguma coisa: “Se algum de vós tem um filho ou um boi que caiu num poço, não o tira logo, mesmo em dia de sábado?’” (Lucas 14, 5). É claro que sim! Se seu filho está doente, não importa a condição, você vai dar tudo para cuidar dele!
Contudo, os fariseus, muitas vezes, apegados à lei deixaram de exercer a caridade, porque a [lei] colocaram acima do amor. Não há lei maior do que o amor! O sentido da lei é o amor pleno, vivido na vida e na prática.
Sim, meus irmãos, não podemos colocar dificuldades, empecilhos, não podemos colocar nosso orgulho, nossa autossuficiência, nossos preceitos morais, nossas obrigações religiosas, civis, seja lá o que for, como justificativa para deixar de fazer o bem ao próximo. Seja qualquer dor, enfermidade, seja em qualquer dia da semana ou do mês, estejamos bem ou não, a caridade deve ser o fio que conduz a nossa vida!
Amar o próximo, cuidar do próximo, dar o melhor de nós para o outro é o sentido mais pleno da lei. Nós sabemos quando alguém conhece Jesus Cristo de verdade não é quando essa pessoa fala bonito em nome do Senhor, prega e é capaz de curar e arrebanhar multidões. Nós conhecemos quando alguém ama Jesus pela caridade vivida em supremacia na sua vida, quando ele é capaz de morrer para si mesmo; e mesmo sem vontade de querer bem àquela pessoa ele também não lhe faz mal, mas sim o bem ao seu próximo.
Deus abençoe você!

HOMILIA DIÁRIA

Que nossa religião nos encaminhe para a caridade

“Tomando a palavra, Jesus falou aos mestres da Lei e aos fariseus: ‘A Lei permite curar em dia de sábado, ou não?’ Mas eles ficaram em silêncio. Então Jesus tomou o homem pela mão, curou-o e despediu-o.” (Lucas 14,3-4)

Estava diante de Jesus um hidrópico, um homem que tinha a mão seca e era um dia de sábado. Jesus estava diante dos religiosos da Sua época, eles eram chefes dos fariseus. Existiam pessoas mais religiosas que os fariseus? Imagina os chefes!
A pessoa religiosa que ainda tem dúvida se é permitido praticar o amor ou não, praticar a misericórdia ou não, é porque a religião dessa pessoa está seca, está presa simplesmente nos dogmas, e não está tomada pela graça.
Cuidado para que a nossa religião não vire uma religião farisaica, para que não vivamos uma religião somente de leis e preceitos, com nenhum desmerecimento; pelo contrário, precisamos das leis, dos preceitos, mandamentos, ensinamentos, precisamos dos direitos, precisamos de uma religião que nos encaminhe para vivermos a verdade. No entanto, vira maldade quando vivemos uma religião que não nos encaminha para a caridade.

Que religião hipócrita e maldita que não coloca o ser humano no cuidado, no amor e na importância!

A pessoa se sente mais religiosa porque faz tantas orações, porque coloca o véu na cabeça, porque participa do movimento tal, porque comunga todos os dias… Mas olhamos para o nosso lado: quantos hidrópicos como esse, quantas pessoas morrendo e sofrendo, e eu achando que sou o mais merecedor, porque Deus está comigo, porque sou abençoado e os outros são coitados e desmerecedores!
O mundo sofre, porque não há quem cuide dele, as pessoas passam fome porque não há quem reparta o seu pão, as pessoas ficam doentes porque muitas têm o melhor tratamento do mundo, mas o outro tem um total descaso. Outros se acham proprietários de Deus, e outros são tratados como não merecedores, os desgraçados do mundo.
Que religião hipócrita e maldita que não coloca o ser humano no cuidado, no amor e na importância! Por isso, diante do silêncio dos religiosos de Sua época, os mais religiosos, Jesus pega esse homem pela mão e o cura, cuida dele e dá a ele o Seu amor, independentemente se a religião achava certo ou não.
Muitas vezes, quem está fazendo o bem, cuidando bem, quem está acolhendo quem está sofrendo, são pessoas que nem creem em Deus. Porque as pessoas religiosas estão discutindo religião, estão atacando os outros, sentindo-se mais importantes que os outros, estão a serviço de ideologias, de dogmatismos, e o mundo está sofrendo e padecendo. Onde estão os seguidores de Deus que não se voltam para cuidar dos mais sofredores deste mundo?
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Fonte: Canção Nova em 30/10/2020

Fonte: Arquidiocese BH em 01/11/2013

ORAÇÃO FINAL
Pai, que nós desejamos celebrar com toda nossa alma, teu Nome é Santo! Dá-nos a mansidão dos justos e o brilho no olhar dos puros de coração. Livra-nos de julgamentos legalistas, condenações rígidas, e inunda o nosso espírito com a Luz do teu Espírito, que traz perdão, fraternidade, misericórdia, compaixão, alegria e paz. Por Jesus, o Cristo teu Filho e nosso Irmão, que contigo vive e reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 30/10/2020