sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Palavra se fez carne - 4 de agosto, 6ª feira, Memória de São João Maria Vianney


4 de agosto, 6ª feira, Memória de São João Maria Vianney

- Hoje é dia 4 de agosto, 6ª feira, Memória de São João Maria Vianney.

- O evangelista Mateus nos traz mais um ensinamento quando Jesus foi pregar na sinagoga em Jerusalém. Após algumas parábolas, hoje Jesus fala para nós sobre os pré-julgamentos que fazemos dos outros, seja pela aparência, pela cultura, pelo lugar ou família de origem, pelas condições financeiras e intelectuais e outros. Ele foi julgado por ser filho de carpinteiro e duvidaram que alguém tão simples e próximo deles, pudesse ter tanta sabedoria e realizar milagres. Veja se também você não faz pré-julgamentos das pessoas e começa assim tua oração.

-  Escuta o Evangelho de Mateus, capítulo 13, versículos 54 a 58:

Naquele tempo, Dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: "De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs não moram conosco? Então, de onde lhe vem tudo isso?" E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: "Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!" E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.

- Muitas vezes nos precipitamos e não vemos a essência das pessoas, como aconteceu com Jesus, desprezado em sua própria pátria, por aqueles que se acham fiéis, mas cheios de incredulidade. Uma vez que nos falta humildade e fé, não cremos que Deus utiliza como instrumento, os que estão bem ao nosso lado, para nos dar conselhos e orientações. Esquecemos de que nossa capacidade é graça de Deus, e não mérito nosso. Ele nos fala através de gestos de outros, palavras, acontecimentos, porém, de corações fechados, perdemos a chance de progredir espiritualmente. Jesus tinha mensagem de salvação e quantas pessoas não o ouviram. Não se abatendo, ele apenas continuou sua missão anunciando nos lugares onde encontrasse corações mais abertos. Peça ao Senhor que te ajude a ter o coração aberta para acolher e viver a sua palavra.

- Inspire-se na palavra de hoje e faça uma conexão com sua vivência. Reviva seu passado e presente até hoje e perceba se a aparência tem sido algo de importância em sua vida e não a essência. Se tem realizado pré-julgamentos sobre as pessoas?! Será que tem rejeitado orientações dos mais experientes inclusive daqueles de sua própria casa?

- “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!”, diz Jesus. Por terem um coração fechado, viram apenas o externo, um Jesus que tem raízes simples, sem títulos e nem privilégios, por isso é tão difícil aceitá-lo. Hoje, da mesma forma, esta imagem dos outros, é classificada e etiquetada como: inteligentes ou incompetentes, profundos ou superficiais, simpáticos ou chatos; úteis ou descartáveis… Desta forma, atrofiamos nossos olhos para perceber a novidade surpreendente que pode brotar no outro. Dizia o Pequeno Príncipe:

“só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos."

- A oração é a forma e o momento em que nos abandonamos em Deus e buscamos direcionamento e palavras de salvação. Entregue seu coração, sua vida, nas mãos do Senhor e seja fiel. Agradeça por este momento e peça para Ele te falar como não julgar as pessoas e ser um profeta em sua igreja doméstica. Que enxergue e sinta a presença de Deus no cotidiano e nas pequenas situações, como também, que não desanime caso seja acusado ou desprezado pelos corações fechados.

- Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.


A inveja é sempre um grande mal! | Mt 13,54-58 | Padre Adriano Zandoná (04/08/23)



Canal do Youtube - Padre Adriano Zandoná

Publicado em 3 de ago. de 2023

Proclamação do Evangelho (Mt 13,54-58)

Naquele tempo, dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs não moram conosco? Então de onde lhe vem tudo isso?” E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!” E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

A importância da fé | (Mt 13, 54-58) #1199 - Frei Gilson




Publicado em 4 de ago. de 2023

Conhecer o Pai | Mãe Maria (04/08/2023) - Dom Walmor



Canal do Youtube: TV Horizonte

Publicado em 4 de ago. de 2023

Homilia Diária - 04.08.2023 | "E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé." - Padre Roger Araújo



Canal do Youtube: Padre Roger Araújo

Publicado em 4 de ago. de 2023

Mateus 13,54-58

Naquele tempo, dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs não moram conosco? Então de onde lhe vem tudo isso?” E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!” E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.

Palavra da Salvação, 04/08/2023 com o Padre Rafael dos Santos



Canal do Youtube: WebTV Redentor

Publicado em 3 de ago. de 2023

São João Maria Vianney - Memória | Sexta-feira

Evangelho (Mt 13,54-58)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.
— A palavra do Senhor permanece eternamente, e esta é a palavra que vos foi anunciada. (1Pd 1,25)

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 54dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? 55Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56E suas irmãs não moram conosco? Então de onde lhe vem tudo isso?” 57E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!” 58E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Homilia Diária | São João Maria Vianney é uma resposta do Céu! (Memória de São João Maria Vianney) - Padre Paulo Ricardo



Canal do Youtube: PadrPaulo Ricardo

Publicado em 3 de ago. de 2023

Festejamos hoje a Memória de São João Maria Vianney, padroeiro dos párocos. Este modesto padre de aldeia, feito vítima de amor como outro Cristo, foi um raio de luz com que Deus iluminou as trevas em que submergiu a França depois da Revolução Francesa. O seu exemplo de penitência e total dedicação às almas é mais uma prova de que o cristão, para vencer o mundo, deve configurar-se ao Senhor pela caridade, pelo desprezo de si e pela cruz pacientemente suportada. Ouça a homilia do Padre Paulo Ricardo para esta sexta-feira, dia 4 de agosto, e recorramos juntos à intercessão do Santo Cura d’Ars!

Dia do Padre - O sacerdote é o amor do Coração de Jesus!


"O Sacerdote é o amor do coração de Jesus"
São João Maria Vianney

Caros irmãos (ãs),

Hoje é um dia para louvarmos, bendizermos e elevarmos nossa voz ao céu em louvor e gratidão pelo dom do sacerdócio que nos foi ofertado por Cristo para em Cristo e com Cristo ser sinal e meio para que nos tornássemos participantes do mistério da salvação e concretizássemos nossa certeza de céu.
Que grande alegria pelo dom da vida de cada sacerdote no mundo inteiro. Agradecemos a cada um que doa sua vida, sua juventude em favor da evangelização, da Igreja, da continuação da missão de Cristo.
Lembremo-nos dos sacerdotes que passaram por nossas vidas e contribuíram para que estivéssemos aqui. Eles foram canais de Deus para nós.
Aqui recordamos os padres que fazem parte da nossa história da salvação.
Estes foram responsáveis por nosso batismo, primeira comunhão, crisma, matrimônio e batismo de nosso filho.
Obrigado a cada um. Temos a convicção de que sem o sacerdote, nós fatalmente morreríamos, pois nossa alma definharia de fome e sede do Pão Eucarístico e dos sacramentos.
Sem o sacerdote não teríamos os Sacramentos: Batismo, Crisma, Matrimônio, Confissão, Eucaristia e a Unção dos enfermos.


Rezemos por nossos sacerdotes. Dobremos nossos joelhos para que cada vez mais as feridas sejam saradas na Igreja. Perseveremos para que na caminhada, nossos sacerdotes possam nos ter como suporte e que assim cresça a Igreja, cresça a graça e Cristo seja tudo em nós. Parabéns aos nossos queridos sacerdotes. Vossas mãos são comparadas ao útero de Nossa Senhora pois nelas é gerado Cristo para nós.
Fonte: texto adaptado

Fonte: Blog de Fabiano Marta Tobias em Agosto de 2012

Oração pelos Sacerdotes


Oração pelos Sacerdotes

Senhor Jesus, presente no Santíssimo Sacramento do Altar, que vos quisestes perpetuar entre nós por meio de vossos sacerdotes, fazei com que suas palavras sejam somente as vossas, que seus gestos sejam os vossos, que sua vida seja o fiel reflexo da vossa. Que eles sejam os homens que falem a Deus dos homens e falem aos homens de Deus. Que não tenham medo de servir, servindo a Igreja como ela quer ser servida. Que sejam homens, testemunhas do eterno nosso tempo, caminhando pelas estradas da história com vosso mesmo passo e fazendo o bem a todos. Que sejam fiéis aos seus compromissos, zelosos de sua vocação e de sua entrega, claros reflexos da própria identidade e que vivam com alegria o dom recebido. Tudo isso vos peço pela intercessão de vossa Mãe Santíssima: ela que esteve presente em vossa vida, esteja sempre presente na vida dos vossos sacerdotes.
Fonte: Seminário

Oração pelos padres


Oração pelos padres

Ó Deus que constituíste a teu único filho supremo e Eterno sacerdote para a glória de Tua majestade e salvação da humanidade, concede que aqueles que Ele escolheu como ministros e servidores de Seus ministérios sejam constantes em cumprir o ministério que receberam. Por Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém.
São João Paulo II

04/08 - DIA DO PADRE


Dia do Padre
Ser padre é ser "pai" de uma
comunidade inteira. Como tal, ele é
o homem da Palavra de Deus, da
Eucaristia, do perdão e da bênção,
exemplo de humildade, penitência e
tolerância, o pregador e conversor
da fé cristã. Enfim, é um
comunicador e entusiasta da Igreja,
que luta por uma vivência cristã
mais perfeita.

O Dia do Padre é celebrado oficialmente a 4 de agosto, data da Festa de São João Maria Vianney, desde 1929, quando o papa Pio XI o proclamou "homem extraordinário e todo apostólico, padroeiro celeste de todos os párocos de Roma e do mundo católico".
Padroeiro é o representante de uma categoria de pessoas, cuja vida e santidade comprovadas estimulam a uma vida de fé em comunhão com a vontade de Deus.
João Maria Vianney, nasceu na França, em 1786. Depois de passar por muitas dificuldades por causa de suas poucas habilidades, foi ordenado sacerdote. O bispo que o ordenou acreditou que o seu ministério não seria o do confessionário, pois achava que sua capacidade intelectual era muito limitada para dar conselhos.
Ele foi enviado para a pequenina Ars, no interior da França, como auxiliar do padre Balley, o mesmo que vislumbrou, por santa inspiração, seu dom e, confiando nele, o preparou para o sacerdócio. Padre Balley, outra vez inspirado, acreditou que o dom de seu auxiliar era justamente o do conselho e o colocou a serviço do confessionário. Assim, padre João Maria Vianney, homem justo, bom, extremado penitente e caridoso, converteu e uniu toda Ars. Amado e respeitado por todos os fiéis e pelo clero, sua fama de conselheiro correu por todo o mundo cristão. Assim, ele se tornou um dos mais famosos confessores da história da Igreja. Conhecido também como o Cura d'Ars, mais tarde, foi o pároco da cidade onde morreu, em 1859.
São João Maria Vianney, canonizado por Pio XI em 1925, é o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo apóstolo Paulo: "Deus escolheu o que no mundo não tem nome nem prestígio, aquilo que é nada, para assim mostrar a nulidade dos que são alguma coisa" (1Cor 1,28).
O padre entende o chamado para ser um servo de Deus, um sacerdote, um "pai" (padre) à semelhança de Cristo, que amou e deu sua vida ao povo pobre, simples e marginalizado. Nunca hesita, tudo aceita, confia e acredita em Deus e na sua Providência, e caminha seguro para a missão que lhe é designada.
A vida simples e a simplicidade dos ensinamentos de Jesus Cristo são o fundamento do seu ministério, único parâmetro e exemplo a seguir. A sua tarefa é continuar a missão de Jesus Cristo, o único e eterno sacerdote. É o padre que, por meio do Evangelho, leva os seres humanos a Deus, pela conversão da fé em Cristo. Por isso, é pessoa que nasce com esse dom e logo cedo, ou no momento oportuno, ouve o chamado do Pai para se consagrar a servir à comunidade, nos assuntos que se referem a Deus.
Ser padre é ser "pai" de uma comunidade inteira. Como tal, ele é o homem da Palavra de Deus, da Eucaristia, do perdão e da bênção, exemplo de humildade, penitência e tolerância, o pregador e conversor da fé cristã. Enfim, é um comunicador e entusiasta da Igreja, que luta por uma vivência cristã mais perfeita, dessa Igreja missionária, que não sobreviveria sem o sacerdote, como afirmou o próprio Jesus Cristo, seu fundador pela Paixão por nós.
Sua missão é construir comunidades, entender a alma humana e perdoar os pecados, evangelizar, unir e alimentar a comunidade por meio da Eucaristia. Confia nas palavras de Lucas 21,15 "(....) eu vos darei palavras tão acertadas que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater - e é verdadeira testemunha da fé, por sua oração, sacrifício e coragem cristã.
Fonte: Paulinas em 2014

HOMILIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) – Mt 13,54-58 - 04/08/2023


Somente Deus é capaz de realizar o impossível em sua vida

“Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: ‘De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? Não é Ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs não moram conosco? Então, de onde lhe vem tudo isso?’ E ficaram escandalizados por causa d’Ele. Jesus, porém, disse: ‘Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!’ E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé”. (Mateus 13,54-58) 



Jesus, ao ensinar na sinagoga de seu povoado, causou ali admiração entre os seus parentes e conhecidos. O texto nos diz que seus parentes e conhecidos diziam: “De onde Lhe vem essa sabedoria e esses milagres?”. Na verdade, os parentes e conhecidos de Jesus estão admirados porque, julgando conhecê-Lo, colocam em descrédito as Suas ações.
O Evangelho de hoje mostra-nos que os familiares de Jesus não deram muita abertura para que Deus agisse ali, porque eles achavam que já conheciam tudo, já sabiam quem era aquele tal Jesus. Por pensarem desta forma, eles se fecharam e não possibilitaram que os milagres acontecessem.

Precisamos ter fé e confiança que Deus tem poder para realizar o impossível na nossa vida

E assim também ocorre conosco quando, às vezes, temos essa pretensão de acharmos que já sabemos demais sobre Deus, que já conhecemos Deus na sua totalidade ou quando julgamos conhecer, entender e compreender o poder de Deus; quando nós não acreditamos no poder de Deus, quando julgamos que Deus não é capaz de realizar em nossa vida. E, assim, nós também nos fechamos para a graça de Deus, também não permitimos que Ele possa agir em nossa vida.
Quando julgamos conhecer suficientemente a Deus, acabamos limitando a sua ação em nossa vida, não porque Deus não teria poder, mas porque nós nos fechamos. Tudo isso dificulta que os milagres aconteçam!
É preciso viver a fé na humildade e na certeza de que Deus age em nossa vida de uma maneira imprevisível. Deus é imprevisível, meus irmãos; não temos como prever como Ele realizará na nossa vida, mas uma coisa precisamos ter: fé e confiança que Deus tem poder para realizar o impossível na nossa vida. Nada é impossível àquele que crê!
Desça sobre vós a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Bruno Antônio
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.

BOA NOITE! "Quem se ajoelha Diante de Deus... Não se curva diante de nenhuma dificuldade."

BOA NOITE!!! "Em qualquer parte onde palpite a vida, eis que a vida para crescer e aperfeiçoar-se roga o alimento do amor, tanto quanto pede a presença da luz." Tenha uma noite de paz.

Que os anjos embalem seu Sono e seus sonhos!! “As famílias constituem o primeiro lugar onde nos formamos como pessoas e, ao mesmo tempo, são os ‘tijolos’ para a construção da sociedade” Papa Francisco


quinta-feira, 3 de agosto de 2023

AO ENTRAR QUE VENHA COM DEUS... AO SAIR QUE DEUS TE ACOMPANHE…

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 04/08/2023

ANO A


Mt 13,54-58

Comentário do Evangelho

A falta de fé nos fecha para o que é de Deus

Jesus vai à sua cidade, Nazaré. O seu ensinamento causa a admiração de quem o ouve. O leitor mesmo do evangelho se admira com a facilidade com que Jesus expõe o seu ensinamento, dialoga e responde às questões que lhe são postas.
Há uma sabedoria que não se aprende pelas letras: ela é dom, fruto de uma profunda união entre o homem e Deus, entre Jesus e seu Pai. Os seus concidadãos são incrédulos (cf. v. 58) e pensam conhecer a origem de Jesus: “Não é ele o filho do carpinteiro?…” (vv. 55-56a). Por causa da falta de fé deles, não puderam acolher o dom de Deus, perderam a oportunidade de reconhecer o tempo da visita salvífica de Deus. A falta de fé nos fecha para o que é de Deus e nos impede de ver para além das aparências.
Nazaré é protótipo de rejeição de Jesus por Israel: “Um profeta só não é valorizado em sua própria cidade e na sua própria casa” (v. 57). É que a falta de fé impediu que a palavra cheia de sabedoria entrasse no mais profundo do coração deles e pudesse revelar que Jesus é mais do que o filho do carpinteiro.
Carlos Alberto Contieri, sj
Oração
Pai, livra-me da tentação de querer enquadrar-te em meus mesquinhos esquemas. Que eu saiba reconhecer e respeitar o teu modo de agir.
Fonte: Paulinas em 02/08/2013

Vivendo a Palavra

Sabedoria e milagres não são produto de muita cultura ou de estudos profundos. São dons do Espírito, que sopra onde quer e, não poucas vezes, aparecem em gente simples e humilde, pobre dos atributos valorizados pela sociedade dos homens: Eles se mostram nas crianças do Reino de Deus.
Fonte: Arquidiocese BH em 02/08/2013

VIVENDO A PALAVRA

Sabedoria e milagres não são produto de muita cultura ou de altos estudos acadêmicos. São dons do Espírito, que sopra onde quer e, não poucas vezes, aparecem em gente simples e humilde, pobre dos atributos valorizados pela sociedade consumista dos homens: tais dons se mostram nas ‘crianças’ do Reino de Deus.
Fonte: Arquidiocese BH em 02/08/2019

VIVENDO A PALAVRA

Jesus volta à sua terra. O episódio nos possibilita saber que Jesus pertencia a uma família simples, bem conhecida, do mesmo nível social que a maioria dos moradores do lugarejo. Conheciam Maria, a Mãe de Jesus, e sabiam o nome de cada parente dele. Entretanto, esses dados e a proximidade deles em relação a Jesus não lhe facilitaram o trabalho missionário. Por um lado, admiravam sua brilhante sabedoria e os milagres que realizava. Por outro, aos nazarenos faltou fé para chegarem a Deus por meio do humano. As pessoas se colocaram em uma posição tão inflexível, que Jesus ficou sem condições de operar milagres entre eles.
Fonte: Arquidiocese BH em 30/07/2021

Reflexão

Nosso olhar está sempre voltado para as realidades aparentes e, normalmente, estas realidades se sobrepõem diante do que é invisível aos nossos olhos. É o caso do Evangelho de hoje, que nos mostra que as pessoas estavam com os olhos fixos nas aparências de Jesus, na sua origem, na sua família e na sua profissão, não sendo capazes de enxergar além e ver nele aquilo que as suas obras tornavam manifesto que é a sua divindade. O resultado disso tudo é que as pessoas do tempo de Jesus não foram capazes de reconhecê-lo na sua totalidade, como verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Tudo isso aconteceu por causa da dureza de seus corações.
Fonte: CNBB em 02/08/2013

Reflexão

Jesus volta à sua terra. O episódio nos possibilita saber que Jesus pertencia a uma família simples, bem conhecida, do mesmo nível social que a maioria dos moradores do lugarejo. Conheciam Maria, a mãe de Jesus, e sabiam o nome de cada parente dele. Entretanto, esses dados e a proximidade deles em relação a Jesus, não lhe facilitaram o trabalho missionário. Por um lado admiravam sua brilhante sabedoria e os milagres que realizava. Por outro lado, aos nazarenos faltou fé para chegarem a Deus por meio do humano. O pessoal se colocou numa posição tão inflexível, que Jesus ficou sem condições de operar milagres entre eles. O ditado popular afirma que “santo de casa não faz milagres”. Por baixo da obstinada reação dos conterrâneos de Jesus havia, sem dúvida, uma pitada de inveja, ou muita!
(Dia a dia com o Evangelho 2019 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 02/08/2019

Reflexão

Jesus volta à sua terra. O episódio nos possibilita saber que Jesus pertencia a uma família simples, bem conhecida, do mesmo nível social que a maioria dos moradores do lugarejo. Conheciam Maria, a Mãe de Jesus, e sabiam o nome de cada parente dele. Entretanto, esses dados e a proximidade deles em relação a Jesus não lhe facilitaram o trabalho missionário. Por um lado, admiravam sua brilhante sabedoria e os milagres que realizava. Por outro, aos nazarenos faltou fé para chegarem a Deus por meio do humano. O pessoal se colocou numa posição tão inflexível, que Jesus ficou sem condições de operar milagres entre eles. O ditado popular afirma que “santo de casa não faz milagres”. Por baixo da obstinada reação dos conterrâneos de Jesus, havia sem dúvida uma pitada de inveja, ou muita!
Oração
Ó Jesus Messias, cheio de boa vontade, tu te pões a ensinar na sinagoga. Entre teus conterrâneos, despertas um misto de admiração, dúvidas e rejeição. Dá-nos, Senhor, coração e mente abertos para irmos além das aparências e reconhecermos que és o Filho de Deus e queres vida plena para nós. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2021 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)
Fonte: Paulus em 30/07/2021

Reflexão

Jesus volta à sua terra. O episódio nos possibilita saber que Jesus pertencia a uma família simples, bem conhecida, do mesmo nível social que a maioria dos moradores do lugarejo. Conheciam Maria, a mãe de Jesus, e sabiam o nome de cada parente dele. Entretanto, esses dados e a proximidade deles em relação a Jesus não lhe facilitaram o trabalho missionário. Por um lado, admiravam sua brilhante sabedoria e os milagres que realizava. Por outro lado, aos nazarenos faltou fé para chegarem a Deus por meio do humano. O pessoal se colocou numa posição tão inflexível, que Jesus ficou sem condições de operar milagres entre eles. O ditado popular afirma que “santo de casa não faz milagres”. Por baixo da obstinada reação dos conterrâneos de Jesus, havia sem dúvida uma pitada de inveja, ou muita!
(Dia a Dia com o Evangelho 2023)

Reflexão

«Um profeta só não é valorizado em sua própria cidade e na sua própria casa»

Rev. D. Jordi POU i Sabater
(Sant Jordi Desvalls, Girona, Espanha)

Hoje, como naquele tempo, é difícil falar de Deus àqueles que nos conhecem há muito tempo. No caso de Jesus, são João Crisóstomo comenta: «Os nazarenos admiravam-se Dele, mas essa admiração não os levava a crer, mas a sentir inveja, como se dissessem: `Porque Ele, e não eu´». Jesus conhecia bem aqueles que em vez ouvi-lo, escandalizavam-se por causa Dele. Eram parentes, amigos, vizinhos pessoas que Ele apreciava, mas justamente a eles não chegará a mensagem da salvação.
Nós —que não podemos fazer milagres nem temos a santidade de Cristo— não provocaremos inveja (ainda se por acaso possa acontecer, se realmente nos esforçarmos por viver como cristãos). Seja como for, nos encontraremos, como Jesus, com aqueles a quem amamos ou apreciamos, são os que menos nos escutam. Neste sentido, devemos recordar, também, que as pessoas veem mais os defeitos do que as virtudes, e aqueles que estiveram ao nosso lado durante anos podem dizer interiormente —Tu que fazias (ou fazes) isto ou aquilo, o que vais me ensinar?
Pregar ou falar de Deus entre as pessoas do nosso povo ou família é difícil, mas é necessário. É preciso dizer que Jesus quando ia a casa estava precedido pela fama de seus milagres e sua palavra. Talvez, nós precisaremos estabelecer um pouco de fama de santidade por fora (e dentro) de casa antes de “predicar” às pessoas da casa.
São João Crisóstomo acrescenta no seu comentário: «Presta atenção, por favor, na amabilidade do Mestre: não lhes castiga por não ouvi-lo, mas diz com doçura: `Um profeta só não é valorizado em sua própria cidade e na sua própria casa´(Mt 13,57). Resulta evidente que Jesus iria-se triste desse lugar, mas continuaria suplicando para que sua palavra salvadora fosse bem-vinda no seu povo.
E nós (que nada vamos perdoar ou deixar de lado), igual temos que orar para que a palavra de Jesus chegue até aqueles que amamos, mas não querem nos ouvir.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Um pouco de fé pode muito» (São João Crisóstomo)

- «A fé floresce quando nos deixamos “atrair” pelo Pai para Jesus, e vamos e Ele com o coração aberto. Aí nós recebemos o dom, o dom da Fé» (Francisco)

- «Para o cristão, crer em Deus é crer inseparavelmente em Aquele que Deus enviou, “no seu Filho muito amado” em quem Ele pôs todas as suas complacências (Mc 1,11). Deus mandou-nos que O escutássemos (...) (Mc9,7)» (Catecismo da Igreja Católica, n° 151)

Reflexão

A nova evangelização: necessidade de redescobrir a fé

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, frequentemente sucede que os cristãos se preocupam muito com as consequências sociais, culturais e políticas de seu compromisso, ao mesmo tempo em que continuam considerando a fé como um pressuposto óbvio da vida comum. Mas, na realidade, este pressuposto não aparece como tal, e inclusive com frequência é negado.
Necessitamos redescobrir o caminho da fé. Não podemos deixar que o sal se torne insosso e a luz permaneça oculta (cf. Mt 5,13-16). Como a samaritana, também o homem atual pode sentir de novo a necessidade de arrimar-se ao poço para escutar a Jesus, que convida a crer Nele e a extrair a água viva que flui da fonte (cf. Jo 4,14). Devemos descobrir de novo o gosto de alimentar-nos com a Palavra de Deus e o Pão da vida, oferecido como sustento a todos os que são seus discípulos (cf. Jo 6,51).
—Crer em Jesus Cristo é, portanto, o caminho para poder chegar de modo definitivo à salvação.

Meditação

Acontecem muitos milagres em minha vida? - Sei agradecer a Deus tanto bem que recebo, apesar das cruzes e dores? - Meus projetos de vida coincidem com aqueles que Deus me apresenta? - Peço a Deus que aumente minha fé? - Reconheço que também através das pessoas simples e humildes Deus tem sempre muito a me dizer?
Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R
Fonte: a12 - Santuário em 02/08/2013

Meditação

Voltando a sua cidade, não sabemos exatamente quando Jesus foi acolhido por seus conterrâneos com uma mistura de admiração e desconfiança. Desconfiança ou ciúme. Percebiam a sabedoria de suas palavras, mas não queriam aceitar suas ideias. Porque Ele não era nenhuma celebridade, mas era apenas o filho de Maria e do carpinteiro José. Bem como fazemos muitas vezes. Eu e você, como o acolhemos?
Oração
Deus de poder e misericórdia, que tornastes São João Maria Vianney um pároco admirável por sua solicitude pastoral, dai-nos, por sua intercessão e exemplo, conquistar no amor de Cristo os irmãos e irmãs para vós e alcançar com eles a glória eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Comentário sobre o Evangelho

Ninguém é profeta em sua própria terra


Hoje Jesus lança uma advertência que é muito útil para nós mesmos. Somos como “sua pátria” porque recebemos a fé desde pequenos. E temos o perigo de nos acostumar e deixar de apreciar a fé como o “tesouro” de nossa vida.
Como não envelhecer na fé? É questão de amizade com Jesus!

Meditando o evangelho

DONDE LHE VEM ESTA SABEDORIA?

As interrogações levantadas pelo povo de Nazaré, a respeito de Jesus, já tinham, de antemão, uma resposta. Tendo Jesus saído do meio deles, era impossível que tivesse poderes divinos, como sua sabedoria e seus milagres deixavam transparecer. Não dava para combinar o fato de Jesus ser um nazareno e, ao mesmo tempo, ter sido autorizado a realizar as obras de Deus.
Com isto os nazarenos não negavam que Deus pudesse intervir na história humana. Afinal, ele interviera continuamente na história de Israel, a partir da libertação do Egito por intermédio de Moisés. Os conterrâneos de Jesus estavam recusando-se a aceitar que Deus estivesse agindo a partir da família deste jovem de Nazaré. Isto não se enquadrava nos esquemas de esperança messiânica da época, segundo os quais, embora sendo homem, o Messias não assumiria as condições que Jesus apresentava. Faltavam-lhe grandeza e dignidade! Sua condição de filho de carpinteiro e de homem do povo depunham contra ele. Em suma, não tinha gabarito nem credenciais para a missão que estava realizando.
O pecado dos nazarenos consistiu em querer enquadrar Deus em seus curtos esquemas mentais. Como em Jesus Cristo Deus agiu à revelia das esperanças em voga, eles perderam a chance de acolher o Messias. Procuraram longe, aquele que estava bem perto!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total).
Oração
Pai, livra-me da tentação de querer enquadrar-te em meus mesquinhos esquemas. Que eu saiba reconhecer e respeitar o teu modo de agir.
Fonte: Dom Total em 02/08/2019 e 30/07/2021

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

1. O MESTRE SOB SUSPEITA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).

A sabedoria de Jesus deixou intrigada a população de Nazaré, onde ele vivera desde a infância: De onde lhe vinham tanta sabedoria e o poder de fazer milagres? Não era possível que o filho de um carpinteiro, bem conhecido no povoado, manifestasse uma sabedoria maior que a dos grandes mestres. Era inexplicável como alguém, cujos parentes nada tinham de especial, falasse com tamanha autoridade. Os concidadãos de Jesus suspeitavam dele, e não acreditavam de que estivesse falando e agindo por inspiração divina. Por este motivo, o Mestre tornou-se para eles motivo de escândalo.
A experiência de rejeição não chegou a desanimar Jesus. Ele se deu conta de estar vivendo uma situação semelhante à dos antigos profetas de Israel. Nenhum deles foi aceito e reconhecido pelo povo ao qual tinham sido enviados. Antes, todos foram desprezados e humilhados, quando não, assassinados de maneira perversa e desumana.
Jesus não perdeu tempo com quem se obstinava em não aceitá-lo. Por isso, não realizou em Nazaré muitos milagres. Seria perda de tempo, acarretaria ainda mais maledicência, acirraria os ânimos do povo. Por isso, seguiu em frente, buscando quem estivesse aberto para deixar-se tocar por sua mensagem. O fracasso não o abateu nem atenuou o ardor com que realizava a missão que o Pai lhe tinha confiado.
Oração
Senhor Jesus, que eu saiba inspirar-me no teu testemunho de coragem diante da rejeição e da suspeita, levando em frente a missão que me confiaste.
Fonte: NPD Brasil em 02/08/2013

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Santo de Casa…
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Quando Jesus chegou a sua “terrinha” de Nazaré, acompanhado dos discípulos, deve ter causado um verdadeiro “rebuliço”, pois a fama de suas pregações e milagres já tinha chegado por ali, e no sábado, como todo piedoso judeu, foi á celebração da palavra da comunidade, onde qualquer pessoa adulta poderia partilhar o ensinamento na hora da reflexão, e Jesus, usando desse direito, começou a pregar á sua gente fazendo a homilia.
O povinho da terra nunca tinha ouvido uma pregação feita com tanta sabedoria, que superava o ensinamento dos Mestres da Lei e Fariseus, imaginemos que na comunidade, algum ministro da palavra pregue melhor do que o padre...
E com o estudo teológico acessível aos leigos, isso hoje não seria novidade. Aquilo que causa muita admiração, também logo acabará despertando inveja e ciúmes. Basta que olhemos para os nossos trabalhos pastorais, onde o carisma das pessoas não deveria jamais perturbar o coração de ninguém, ao contrário, deveria motivar um hino de louvor, por Deus ter dado a alguém um carisma tão belo, colocado a serviço da comunidade. Mas logo surgem os questionamentos maldosos: Como é que ele faz isso? Onde aprendeu? Quem o ensinou, de onde é que vem todo esse saber? Será que o padre o autorizou? (Esta última coloquei por minha conta) E a admiração, contaminada por sentimentos de inveja, vai logo se transformando em desconfiança aumentando o questionamento: “Quem ele pensa que é, para falar assim com a gente? Será que ele não se enxerga? E ainda tem gente que o aplaude...” Os que não gostam muito do padre, logo vão afirmar que o sujeito faz parte da sua “panelinha”, ou então, irão inventar alguma coisa para que o padre “corte a asinha” do tal.
As pessoas, quando enxergam algo de extraordinário no carisma de alguém, começam a fazer do sujeito uma referência importante, acham que a sua oração é especial, que um toque de sua mão poderosa pode realizar curas prodigiosas, e em pouco tempo, a propaganda é tanta, que o tal não pode mais sair às ruas que é logo procurado para resolver os mais complicados problemas, inclusive de relacionamento entre as pessoas, apaziguar casais brigados, aconselhar jovens, e assim a sua palavra se torna poderosa e em consequência passa a ter poder religioso paralelo, e se na comunidade não houver um espaço para ele atuar, terão de criar um, pois ele precisa ser o centro das atenções.
Jesus não quis formar um grupo só para ele, para bater de frente com os Doutores da lei, escribas e fariseus, e como ele pertencia a uma das famílias do local, a ponto de sua mãe e seus irmãos serem de todos conhecidos, começaram a vê-lo como um vulgar, que nada de extraordinário tinha feito em Nazaré, para que merecesse toda aquela fama. Na verdade, Jesus não quis assumir o papel de “Salvador da Pátria”, diferente de muitos cristãos, que se julgam o máximo naquilo que fazem, e pensam que sem eles, a comunidade estaria perdida. Essa rejeição á ele, suas obras e ensinamentos, iria se ampliar e lhe traria consequências muito trágicas na cruz do calvário, tudo porque suas palavras anunciavam um reino novo, que exigia uma total renovação e mudança de vida.
Na sinagoga de Nazaré foi assim, e nas nossas comunidades, não é muito diferente. Quem prega mudanças de mentalidade e conduta, vai sempre arrumar uma bela de uma encrenca. Enfim, o Jesus que há dentro de nós, criado pelas nossas fantasias, ou fruto de nossas ideologias sociais ou políticas, não coincide com esse Jesus, Profeta de Nazaré, Ungido de Deus. E o pior, é que projetamos tudo isso nas pessoas que lideram a comunidade, nos cooperadores, nos coordenadores, nos ministros, nas catequistas, nos padres e diáconos e assim vai. Um dia, basta um desentendimento mais sério e o nosso Jesus idealizado “vai para o espaço” com a pastoral e o movimento.
Quanto mais somos realistas em nossa fé, mais nos adequamos á comunidade aceitando-a como ela é, quanto mais nos iludimos com o Jesus da nossa fantasia, mais difícil será vivermos em comunidade, aceitando as pessoas do jeito que elas são. Daí, como em Nazaré, nenhum milagre acontece, por causa dessa fé infantil e ilusória...

2. É o filho do carpinteiro?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

Jesus é verdadeiramente o Verbo de Deus encarnado. Verdadeiro homem, integrado em seu meio, conhecido como um dos nossos. É Jesus de Nazaré. Filho do carpinteiro, sua mãe se chama Maria, seus irmãos são Tiago, José, Simão e Judas. E ainda as suas irmãs. Nós entendemos por irmãos e irmãs membros próximos da família. Jesus viveu trinta anos a vida oculta de Nazaré como viviam todos os moradores do lugar. Vida oculta em relação à vida pública que ele começou depois de ter passado pelo batismo de João. Em Nazaré, sua vida não era oculta. Era simples e normal. Seus ensinamentos e seus milagres fazem os nazarenos perguntar de onde lhe vem sua sabedoria. Falam do filho do carpinteiro como de alguém que até então não tinha chamado a atenção por nada de extraordinário. Esse longo tempo de vida normal de Jesus em Nazaré é importante para a nossa espiritualidade. Jesus de Nazaré tem um rosto humano, sem se distinguir em nada de seus conterrâneos. A Carta aos Hebreus dirá que ele foi em tudo semelhante a nós, exceto no pecado. Sua humanidade não é abstrata nem é extraordinária. Ela valoriza a nossa vida de cada dia. Para nós, hoje, Nazaré é o lugar onde moramos e vivemos.
Fonte: NPD Brasil em 02/08/2019

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. A Fé vislumbra Deus
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Jesus está em sua comunidade onde faz o mesmo que vai fazendo em outros lugares, prega com sabedoria e realiza os sinais autênticos que evidenciam o seu Messianismo. Mas em Nazaré as pessoas o conhecem, sabem da sua origem e da sua história. Nutrem uma Fé racional demais, não conseguem vislumbrar algo especial no Filho de José e de Maria. Escutam seus ensinamentos e até se admiram com eles, veem alguns dos sinais que ali ele realiza, mas não acreditam.
Nas comunidades espera-se muito daquilo que as pessoas aparentam ser, quem vem de fora trazendo na bagagem algum título, é geralmente mais bem aceito que os da casa. A primeira condição para a pessoa ter algum cargo de responsabilidade, seja na vida pastoral ou em algum ministério, é o seu comprometimento pastoral. Muitas vezes, pessoas que se mudam para outras cidades fora da arquidiocese, querem uma carta de apresentação do Pároco e fazem questão de que na carta se coloque as funções que ela exerceu na comunidade. Estes são os cristãos carreiristas.
A Graça Divina, operante e santificante na vida do cristão batizado, não precisa de Curriculum ou qualquer referência anterior, ao viver a comunhão sincera com os irmãos e irmãs da comunidade, a Graça Divina vai se manifestando. As pessoas que questionavam sobre Jesus, possivelmente queriam alguma carta de alguém importante do âmbito religioso, dando conta de que ele era o esperado Messias.
Preocupados com a questão legalista do Formalismo religioso, não conseguem ver nos sinais que Jesus realiza, a ação de Deus que Nele age e por isso o rejeitam. Até o próprio Jesus se admira com essa rejeição, talvez imaginasse que, por ser a sua comunidade, seria bem aceito e bem acolhido.
Os carismas que vemos brotar em nossas comunidades, nas pessoas mais simples, devem despertar em nós alegria, por percebermos que se trata de um carisma Divino. Mas quando a nossa fé é por demais racional, ao contrário, a primeira reação é sentirmos inveja do outro, daí vem a rejeição e a tentativa de menosprezar o seu trabalho, exatamente como fez a comunidade de Nazaré a Jesus.
Jesus não realizou ali muitos milagres, não porque não tinha poderes para isso, mas porque foi sufocado em seu carisma. Os carismas na comunidade devem sempre ser incentivados e aprimorados, mas nunca sufocados!

2. Não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles - Mt 13,54-58
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

Terminado o Sermão das Parábolas, Jesus vai a Nazaré, sua cidade de criação, mas, diz o texto do Evangelho, “não fez ali muitos milagres por causa da incredulidade deles”. A incredulidade ou a falta de fé dos nazarenos impediu que Jesus fizesse muitos milagres entre eles. Quando Jesus faz milagres costuma dizer: “A tua fé te salvou”, “Seja feito como você crê”. Mesmo reconhecendo a sabedoria dos ensinamentos de Jesus e vendo alguns milagres que ele fez, os nazarenos não souberam dar-lhe o devido valor. Ao contrário, trataram Jesus com certo desprezo. No relato dos dez milagres, São Mateus conta que Jesus perguntou aos dois cegos que lhe pediram a cura: “Vocês creem que eu tenho poder de fazer isso?”. Responderam: “Sim”. E Jesus: “Seja feito segundo a vossa fé”. A fé é um dom, dado de graça. É a posse do que se espera. Que ela não nos falte. Na tradição judaica a fé, chamada de “emuná”, é de importância capital. Tem o sentido de uma convicção profunda e de uma confiança a toda prova em Deus, que é sempre fiel. O biblista Padre Schoekel explicou a fé como uma “confiança experimentada, a posse do que se espera, a percepção do que não se vê”.
Fonte: NPD Brasil em 30/07/2021

HOMILIA DIÁRIA

Quem tem fé sabe do que Deus é capaz

Quem tem fé sabe submeter-se a Deus. Sabe também do que Ele é capaz

Muitos ficavam admirados com a sabedoria de Jesus e com Seus milagres, mas, ao mesmo tempo, outros ficavam incrédulos, diminuíam-No e até O desprezavam, porque diziam: “Veja bem, ele não é um carpinteiro? Seus parentes não estão em nosso meio? De onde vem, então, toda essa sabedoria?”. Eles não reconheciam de onde vinha a verdadeira sabedoria do Senhor. Por isso, Jesus foi desprezado e Sua ação não foi recebida. Então, entre os parentes e conhecidos de Cristo, Ele não pôde realizar muitos milagres. A graça de Deus não atuou naquele lugar por causa da incredulidade.
Nós até podemos conhecer a grandeza do amor de Deus e dizer: “Oh, que maravilha! Deus faz!”… e assim por diante. Mas, quando somos incrédulos, ou seja, acreditamos que tudo pode ser humanamente resolvido, e não temos confiança na ação e no poder do Senhor, nós não experimentamos a Sua graça em nosso meio.
Claro que nós não podemos ter uma fé ingênua,  a qual não é autêntica no Senhor, mas manifestada de uma forma muito fanática, exagerada. Não! É preciso ter a fé que vem da confiança, da certeza de nunca duvidar daquilo de que Deus é capaz, do que Ele pode realizar no meio de nós.
Quem tem fé é submisso a Deus. Sabe colocar-se debaixo das Suas mãos, do Seu cuidado e proteção, sabe também do que Ele é capaz.
Quem tem fé não duvida do Senhor e também não O coloca à prova, exigindo que Ele faça isso ou aquilo para satisfazer as próprias necessidades. Quem tem fé é como uma criança que se coloca nos braços de seu pai e sabe que este tudo pode por ela.
Senhor, eu creio, mas aumentai a minha fé!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 02/08/2013

HOMILIA DIÁRIA

Quando temos fé, grandes milagres acontecem

“E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.” (Mateus 13,58)

Jesus foi a sua terra natal e, de modo particular, foi à sinagoga, aquela mesma sinagoga onde Ele cresceu, onde Ele aprendeu, onde todos O conheciam. Num primeiro momento, Ele causou admiração do reconhecimento, do acolhimento e de saber, de fato, abrir o coração para aquilo que trazia e falava.
Quando a sabedoria de Jesus se manifestou e provocou reação negativa, porque ela incomoda as situações mais cômodas do coração humano, começaram a rejeitá-Lo.
Quando Jesus disse que um profeta não é aceito em sua pátria, é porque aquela pátria, aquela família, aqueles parentes não acolhem a correção, a direção e a luz que os de casa podem trazer.
Quando olhamos para o nosso âmbito familiar, a nossa família é a nossa primeira correção, é o primeiro lugar onde a profecia acontece, porque os nossos nos conhecem de perto e ficamos muito incomodados quando eles nos corrigem.
A mulher, muitas vezes, não aceita ser corrigida pelo marido; o marido escuta todo mundo na rua, mas não aceita ser corrigido pela sua própria esposa. Os filhos vão ficando impacientes, e ainda vão criando rejeição pela correção dos seus pais.

Quando quebramos o nosso orgulho, grandes milagres acontecem na nossa vida e no nosso coração

A sabedoria que nos instrui e nos eleva é a sabedoria também que nos corrigi. Escutamos todos os pregadores que conhecemos de longe, mas aqueles que fazem parte da nossa convivência: o pároco da nossa paróquia, o irmão que convive conosco, já criamos uma resistência. Admiramos o que está longe e nos escandalizamos com aquilo que está perto, porque o perto atinge a nossa intimidade e, muitas vezes, não queremos ser tocados nem corrigidos.
Jesus é alguém próximo deles, alguém que cresceu com eles que está trazendo o Reino de Deus e a Palavra de Deus para eles. Precisamos ser Palavra de Deus para os nossos e precisamos que os nossos também sejam presença de Deus para a nossa vida. Podemos ter admiração e reconhecimento, mas podemos olhar para os nossos com escândalo e rejeição. Por isso, os milagres não aconteceram em Nazaré, por isso eles também não acontecem em nossa vida, pois nos falta a fé deste Deus que age e pode no meio dos nossos.
Quando quebramos o nosso orgulho, grandes milagres acontecem na nossa vida e no nosso coração.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 02/08/2019

HOMILIA DIÁRIA

A fé é o melhor milagre que experimentamos a cada dia

“‘Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!’ E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.” (Mateus 13,57-58)

A verdade é esta: onde não há fé, não há milagres; onde não há fé, não se alcança graça; onde não há fé, não se alcança intimidade e proximidade com o Senhor. Porque a nossa relação com o Senhor acontece na fé, por isso, precisamos cuidar para sermos homens e mulheres de fé. Não basta sermos pessoas de igreja.
Jesus está na Sua própria terra, na sua própria casa, Ele está entre os Seus. Mas ali eram mais familiares, pessoas conhecidas, do que homens e mulheres que acreditaram e colocaram a sua fé e confiança n’Ele. É preciso dizer que, muitas vezes, mesmo estando na igreja, nós não experienciamos os milagres de Deus em nossa vida. E não confunda milagres com espetáculos, não confunda milagres com mágicas, não confunda milagres também com apenas você ver uma pessoa que está doente ficar boa.
Acontecem muitos milagres assim, mas o milagre é a graça da fé e da ação de Deus no meio de nós. Tocamos no milagre da Eucaristia todos os dias, mas tem pessoas que não veem e não tocam na graça. Tocamos no milagre da confissão e não vejo transformação melhor, maior e mais sublime do que uma alma repleta de pecados que se aproxima do sacramento da confissão e sai dali um novo homem, uma nova mulher, quando se faz uma confissão verdadeira e profunda.

A fé realiza os milagres de Deus para a transformação do mundo, da sociedade e da nossa família

Quantos milagres eu mesmo já presenciei no confessionário, quantas almas saíram de lá renovadas e curadas, porque é isso que realiza em nós. E se for falar de cada um dos sacramentos, eles são verdadeiros milagres em nossa vida.
A graça do sacramento do matrimônio é a união do homem e da mulher, onde Deus faz um milagre a cada dia em pessoas tão diferentes. Sem fé, o matrimônio é até realizado e consumado, mas ele não chega realmente a experimentar o milagre. O primeiro milagre de Jesus foi num casamento, se você não vê os milagres acontecerem no seu casamento é porque falta fé; se você não vê os milagres acontecendo nos seus filhos é porque eles não são alimentados na fé. Não vemos os milagres de Deus em nossa vida, porque não alimentamos a nossa fé.
Às vezes, estamos com uma obstinação na cabeça, estamos determinados a fazer até coisas que são erradas, estamos determinados, de repente, a nos vingarmos, a nos voltarmos contra essa ou aquela pessoa. Você está até determinado a acabar com seu casamento, está determinado a sair de casa. Quantas coisas já vi a pessoa determinada a fazer e o milagre acontecer, o milagre da luz da direção de Deus.
Nazaré, a terra que viu Jesus crescer, a terra talvez mais agraciada que nós tenhamos, porque foi ali que cresceu a graça de Deus viva no meio de nós, ela não pode contemplar os milagres, porque eles não tinham fé.
Nós, muitas vezes, estamos na igreja, estamos no caminho de Deus, estamos até falando de Deus, mas não estamos vivendo da fé, não estamos alimentando a nossa fé, não estamos nutrindo a nossa fé, não estamos realmente sendo movidos pela fé. Estamos na igreja porque estamos, estamos na igreja porque é um lugar que nos faz bem, estamos na igreja porque aliviamos nossa consciência. Não é para isso não!
Estamos na igreja porque precisamos estar, para crescer na fé, para sermos homens e mulheres de fé. Precisamos ser pessoas realmente de fé, porque a fé realiza os milagres de Deus para a transformação do mundo, da sociedade e da nossa família. É a fé que faz milagres e a fé é o maior milagre que podemos experimentar a cada dia.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 30/07/2021

Oração Final
Pai Santo, dá-nos a simplicidade das crianças. Faze-nos parecidos com Jesus, o filho do Carpinteiro e de Maria; confiantes em tua proteção paterna; agradecidos por teu Amor infinito, e generosos na partilha com os irmãos do caminho. Pelo mesmo Jesus, o Cristo, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 02/08/2013

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, dá-nos a simplicidade das crianças: faze-nos parecidos com Jesus de Nazaré, o filho do Carpinteiro e de Maria; confiantes em tua proteção paterna; agradecidos por teu Amor infinito; e generosos na partilha com os irmãos do caminho dos dons e bens que nos emprestas. Pelo mesmo Jesus, o Cristo, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 02/08/2019

ORAÇÃO FINAL
Jesus Cristo, filho amado de Deus e nosso irmão, dá-nos, Senhor, coração e mente abertos para superarmos as aparências e reconhecermos que és o Filho de Deus e queres vida plena para nós. Amém.
Fonte: Arquidiocese BH em 30/07/2021