segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

A Voz do Pastor, 19/02/2023 com o Cardeal Orani João Tempesta


Canal do Youtube: WebTV Redentor
16 de fev. de 2023

7º Domingo do Tempo Comum

Evangelho (Mt 5,38-48)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 38“Vós ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’ 39Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda!
40Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! 41Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! 42Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado.
43Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’44Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! 45Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos.
46Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa?
48Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito!”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Homilia Diária | “Ó geração incrédula!” (Segunda-feira da 7.ª Semana do Tempo Comum) - Padre Paulo Ricardo


Canal do Youtube: Padre Paulo Ricardo

Publicado 19 de fev. de 2023

Depois de se transfigurar no alto do monte Tabor, o Senhor desce hoje da montanha e encontra uma humanidade desfigurada: um menino endemoniado, um pai quase a perder a fé de tanto desespero, uma multidão curiosa e discípulos que parecem confiar mais em si mesmos do que no poder da oração. Diante de tanta incredulidade, Jesus não pode senão desabafar: “Ó geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando terei de suportar-vos?”. Mas, logo depois, é consolado com uma prece sincera e humilde: “Senhor, eu tenho fé, mas ajuda a minha falta de fé”. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 20 de fevereiro, e peçamos a Cristo que venha em socorro da nossa pouca fé e nos dê a graça de perseverarmos contra a incredulidade e as desesperanças da vida.

Homilia | O remédio que cura e liberta nossas almas (7.º Domingo do Tempo Comum) - Padre Paulo Ricardo


Canal do Youtube: Padre Paulo Ricardo

Publicado 18 de fev. de 2023

Por mais custoso que seja, o amor aos inimigos, que o Evangelho deste domingo nos apresenta, é um verdadeiro remédio para as nossas almas, pois, além de curar antigas feridas, também nos liberta do ódio que alimentamos interiormente. Deus não nos quer reféns de sentimentos destruidores, que brotam de nossa natureza decaída, mas quer nos dar a liberdade do verdadeiro amor. Nesta meditação, Padre Paulo Ricardo apresenta essa lição tão bela quanto exigente do Evangelho, vivida primeiro pelo próprio Cristo, que nos amou quando, pelo pecado, éramos inimigos seus e de sua Cruz.

HOMILIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) – Mc 9,14-29 - 20/02/2023


Por meio da oração, abasteça a sua fé

“Jesus perguntou ao pai: ‘Desde quando ele está assim?’ O pai respondeu: ‘Desde criança. E muitas vezes, o espírito já o lançou no fogo e na água para matá-lo. Se podes fazer alguma coisa, tem piedade de nós e ajuda-nos’. Jesus disse: ‘Se podes!… Tudo é possível para quem tem fé’. O pai do menino disse em alta voz: ‘Eu tenho fé, mas ajuda a minha falta de fé’. Jesus viu que a multidão acorria para junto dele. Então ordenou ao espírito impuro: ‘Espírito mudo e surdo, eu te ordeno que saias do menino e nunca mais entres nele’. O espírito sacudiu o menino com violência, deu um grito e saiu.” (Marcos 9,21-26)



Meus irmãos, algo indispensável para termos eficácia na missão, se chama fé. E a fé só pode ser alimentada e sustentada pela vida de oração. Sem vida de oração, sem constância na oração, ficamos fracos na fé, nos tornamos pessoas inseguras; sinal de falta de fé, a insegurança é a falta de fé.
Os discípulos de Jesus não conseguiram expulsar esse tipo de demônio do menino porque estavam longe do Senhor e estavam inseguros, não tiveram fé na autoridade que o Senhor lhes havia dado para realizar as obras que Ele realizava. E Jesus, ao perceber a situação, exorta os Seus discípulos: “Uma geração incrédula, até quando tereis de suportá-los?”.
E, depois de exortar, Jesus toma à frente, ensinando que não podemos nos intimidar nem agir com insegurança, mas nós precisamos ter coragem porque tudo é possível para quem tem fé.

Sem vida de oração, sem constância na oração, ficamos fracos na fé

A fé nos faz agir com segurança e com ousadia; a fé nos faz ter atitudes. Jesus pegou o menino, levantou e ele ficou de pé. E Jesus, hoje, nos ensina como nós devemos nos portar e agir diante de situações de opressão, como essa que atingiu os meninos, a sua família e tantos daquela região.
Devemos agir com a segurança que a fé nos dá. E, para agirmos com fé, diante de situações difíceis, precisamos sustentar a fé com a oração. Sabemos que Deus tudo pode e, no entanto, muitas vezes, nos parece faltar a fé.
Aquele pai disse: “Senhor, eu tenho fé, eu creio, mas aumenta a minha fé. Eu creio, Senhor, mas ajuda a minha falta de fé”. E essa oração é uma mistura de fé e de incredulidade, perfeita manifestação dos homens.
Muitas vezes, nós acreditamos, mas somos incrédulos também. Por isso, meus irmãos, peçamos, neste dia, que o Senhor aumente a nossa fé diante das inseguranças que nós temos, diante dos medos, diante da falta de atitude, peçamos: “Senhor, eu creio, mas aumenta a minha fé”.
Desça sobre você a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém
Padre Bruno Antônio
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.

HOMILIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) – Mt 5,38-48 - 19/02/2023


No caminho do amor, você encontrará a perfeição do Pai

“Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos. Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito!” (Mateus 5,43-48)



Jesus nos ensina que, para nos tornarmos legítimos filhos de Deus Pai, precisamos percorrer o caminho extraordinário do amor que nos leva à perfeição. Deus Pai quer que sejamos perfeitos como Ele é perfeito, quer que sejamos santos como Ele é santo. E, pela graça do batismo, nos tornamos filhos daquele que é Santo, filhos daquele que é perfeito. Por isso, se nós somos filhos do Perfeito, significa que nós também podemos alcançar a perfeição a partir do seguimento de Seus ensinamentos.
Jesus nos ensina esse caminho extraordinário que nos leva ao Pai — o caminho do amor. E como um filho que quanto mais se relaciona com o seu pai, quanto mais está próximo de seu pai, vai ali adquirindo os hábitos, a afeição do seu pai, os costumes do seu pai, nós também quanto mais nos relacionamos com Jesus Cristo, quanto mais estamos próximo d’Ele, também iremos adquirir as suas feições, iremos adquirir os seus hábitos, os seus gestos, as feições da santidade.

Precisamos percorrer o caminho extraordinário do amor que nos leva à perfeição

Porque Jesus não só ensinou com palavras a amar os inimigos e a rezar por eles, como também vivenciou isso na cruz. E na cruz Jesus amou a todos, na cruz Ele viveu esse extraordinário amor àqueles que não O amavam. O amor de Deus Pai foi derramado na cruz de Seu Filho, como essa chuva abundante que cai e não faz distinção entre bons e maus, mas atinge a todos que se expõem a ela.
A proposta de Jesus é clara, meus irmãos, é inovadora e extraordinária. Amar os inimigos e rezar por aqueles que nos perseguem é a única forma de nos tornarmos perfeitos e santos, como Deus quer que nós sejamos. É por meio do caminho do amor, esse é o critério que nos torna filhos de Deus, pois não é possível ter um Deus que é Pai todo santo, justo e continuar praticando a injustiça e permanecer nas imperfeições.
Deus ama a todos sem distinção — bons e maus —, mas o seu amor é para que nós deixemos a nossa maldade. Ele nos ama para deixarmos de sermos injustos e maus. O nosso perdão e o nosso amor transformam a nossa vida e a vida daqueles que convivem conosco. Não é um caminho fácil, mas é o único caminho extraordinário do amor.
Desça sobre você a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Bruno Antônio
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.

Quais são os dias santos de guarda?


Os “dias santos”, em que todos os católicos são obrigados a assistir a Santa Missa, são:

1. Todos dos domingos do ano;

2. O dia de Natal;

3. A Epifania, festa dos reis magos, dia 06 de janeiro, mas que no Brasil passou para o domingo seguinte;

4. Ascensão de Jesus ao Céu;

5. Corpus Christi, sempre numa quinta feira após a oitava de Pentecostes;

6. Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, dia 1 de janeiro;

7. Festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, dia 8 de dezembro;

8. Assunção de Nossa Senhora, dia 15 de Agosto; no Brasil passou para o domingo mais próximo;

9. São José, dia 19 de março e 1 de maio;

10. São Pedro e São Paulo, dia 29 de junho; passou no Brasil para o domingo seguinte;

11. Festa de Todos os Santos, dia 1 de novembro, no Brasil passou para o domingo seguinte. (cf. Catecismo §2043 e Código de Direito Canônico, cânon 1246,1).

Ano Litúrgico


O Ano Litúrgico é o "calendário religioso". Por ele, o povo cristão revive anualmente todo o Mistério da Salvação centrado na Pessoa de Jesus, o Messias. O Ano Litúrgico contém as datas dos acontecimentos da História da Salvação; contudo, não coincide com o ano civil, que começa no dia primeiro de janeiro e termina no dia 31 de dezembro.

Prof. Felipe Aquino fala sobre Espiritualidade no Carnaval


FELIZ CARNAVAL!!! SE MANTENHA VIVO.... SE DIRIGIR NÃO BEBA E SE BEBER NÃO DIRIJA... VAMOS ACABAR COM TANTAS VÍTIMAS QUE O ÁLCOOL FAZ... SIM A CAMPANHA "MOTORISTA DA RODADA..."

FELIZ CARNAVAL!!! FIQUE VIVO. SE BEBER NÃO DIRIJA E NEM DÊ CARONA.

Carnaval e Quaresma


Carnaval e Quaresma

Vários autores explicam o nome Carnaval a partir do latim “carne vale”, isto é, “adeus carne” ou “despedida da carne”; o que significa que no Carnaval o consumo de carne era considerado lícito pela última vez antes dos dias de jejum quaresmal. Outros estudiosos recorrem à expressão “carnem levare”, suspender ou retirar a carne.
O Papa São Gregório Magno (590-604) teria dado ao último domingo antes da Quaresma (domingo da Quinquagésima), o título de “dominica ad carnes levandas”; o que teria gerado “carneval” ou carnaval. Um grupo de etimologistas apela para as origens pagãs do Carnaval: entre os gregos e romanos costumava-se fazer um cortejo com uma nave, dedicado ao deus Dionísio ou Baco, festa que chamavam em latim de “currus navalis” (nave carruagem), de donde teria vindo a forma Carnavale. Não é fácil saber a real origem do nome.
As mais antigas notícias do que hoje chamamos “Carnaval” datam, como se crê, do séc. VI antes de Cristo, na Grécia: há pinturas gregas em vasos com figuras mascaradas desfilando em procissão ao som de músicas em honra do deus Dionísio, com fantasias e alegorias; são certamente anteriores à era cristã. Outras festas semelhantes aconteciam na entrada do novo ano civil (mês de janeiro) ou pela aproximação da primavera, na despedida do inverno.
Eram festas religiosas, dentro da concepção pagã e da mitologia com a intenção de com esses ritos expiar as faltas cometidas no inverno ou no ano anterior e pedir aos deuses a fecundidade da terra e a prosperidade para a primavera e o novo ano. Por exemplo, para exprimir o cancelamento das culpas passadas, encenava-se a morte de um boneco que, depois de haver feito seu testamento e um transporte fúnebre, era queimado ou destruído. Em alguns lugares havia a confissão pública dos vícios. A denúncia das culpas muitas vezes se tornava algo teatral, como por exemplo, o cômico Arlequim que, antes de ser entregue à morte confessava os seus pecados e os alheios.
Tudo isso parece ter gerado abusos estimulados com o uso de máscaras, fantasias, cortejos, peças de teatro, etc. As religiões ditas “de mistérios” provenientes do Oriente e muito difusas no Império Romano, concorreram para o fomento das festividades carnavalescas. Estas tomaram o nome de “pompas bacanais” ou “saturnais” ou “lupercais”. Como essas demonstrações de alegria tornaram-se subversivas da ordem pública, o Senado Romano, no séc. II a.C. resolveu combater os bacanais e os seus adeptos acusados de graves ofensas contra a moralidade e contra o Estado.
Essas festividades populares podiam ser no dia 25 de dezembro (dia em que os pagãos celebravam Mitra ou o Sol Invicto) ou o dia 1º de janeiro (começo do novo ano), ou outras datas religiosas pagãs.
Quando o Cristianismo surgiu já encontrou esses costumes pagãos. E como o Evangelho não é contra as demonstrações de alegria desde que não se tornem pecaminosas, os missionários ao invés de se oporem formalmente ao Carnaval, procuraram cristianiza-lo, no sentido de depura-lo das práticas supersticiosas e mitológico. Aos poucos as festas pagãs foram sendo substituídas por solenidade do Cristianismo (Natal, Epifania do Senhor ou a Purificação de Maria, dita “festa da Candelária”, em vez dos mitos pagãos celebrados a 25 de dezembro, 6 de janeiro ou 2 de fevereiro). Por fim, as autoridades da Igreja parecem ter conseguido restringir a celebração oficial do Carnaval aos três dias que precedem a quarta-feira de cinzas.
Portanto, a Igreja não instituiu o Carnaval; teve, porém, de o reconhecer como fenômeno existente, e procurou subordina-lo aos princípios do Evangelho. A Igreja procurou também incentivar os Retiros espirituais e a adoração das Quarenta Horas nos dias anteriores à quarta-feira de cinzas. Sobretudo a Igreja fortaleceu a Quaresma.

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A Quaresma

“Quaresma” provém do latim “Quadragesima” e significa “quarenta dias”; é o período de preparação para a Páscoa do Senhor, cuja duração é de 40 dias. Inicia-se na Quarta-feira de Cinzas e se estende agora até a Quinta Feira Santa. É um tempo de “penitência, jejum e oração”, que a Igreja chama de “remédios contra o pecado”, para a busca da conversão da pessoa.
A Quaresma foi inspirada no período de tentação de Cristo no deserto, bem como os exemplos de Noé, em 40 dias na Arca, e Moisés, vagando por 40 anos no deserto do Sinai.
No início da Quaresma, na Quarta-feira de Cinzas, os fiéis têm suas frontes marcadas com cinzas, como os primitivos penitentes públicos, excluídos temporariamente da assembleia (lembrando Adão expulso do Paraíso, de onde vem a fórmula litúrgica: “Lembra-te de que és pó…”).
Esse tempo de penitência é recordado pela liturgia: as vestes e os paramentos usados são da cor roxa (no quarto domingo da Quaresma, pode-se usar o rosa, representando a alegria pela proximidade do término da tristeza, pela Páscoa); o Glória não é cantado ou rezado; a aclamação do “Aleluia” também não é feita; não se enfeitam os templos com flores; o uso de instrumentos musicais torna-se moderado.
É um tempo também favorável para os exercícios espirituais, as liturgias penitenciais, as peregrinações penitenciais. O mesmo pode-se aplicar a todas as sextas-feiras do ano, tidas como dias penitenciais como prescreve o cân. 1250 do Código de Direito Canônico.
O historiador Sócrates informa que já no séc. V, a Quaresma durava seis semanas em Roma, sendo três semanas dedicadas ao jejum: a primeira, a quarta e a sexta. Já no século IV a “Peregrinação de Etéria” fala de um jejum de oito semanas praticado pela comunidade de Jerusalém, excluídos os sábados e domingos; o que totaliza os 40 dias de jejum. No tempo de São Gregório Magno (590-604), Roma observava os 40 dias da Quaresma.

O Código de Direito Canônico afirma que:

Cân.1250 – “Os dias e tempos penitenciais, em toda a Igreja, são todas as sextas-feiras do ano e o tempo da Quaresma”.

Cân.1251 – “Observe-se a abstinência de carne ou de outro alimento, segundo as prescrições da Conferência dos Bispos, em todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; observem-se a abstinência e o jejum na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Cân.1252 – “Estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem completado catorze anos de idade; estão obrigados à lei do jejum todos os maiores de idade até os sessenta anos começados. Todavia, os pastores de almas e os pais cuidem que sejam formados para o genuíno sentido da penitência também os que não estão obrigados à lei do jejum e da abstinência, em razão da pouca idade”.

Para o Brasil a CNBB determinou que, exceto na Sexta-feira Santa, todas as outras sextas-feiras, inclusive as da Quaresma, têm sua abstinência convertida em “outras formas de penitência, principalmente em obras de caridade e exercícios de piedade”.

Prof. Felipe Aquino
Fonte: Cléofas em 2018

O que é o Carnaval?


Carnaval

Carnaval vem de currus navalis, pois entre os gregos e romanos se fazia um préstito em torno de um enorme carro em forma de navio dedicado ao deus Dionísio ou Baco. Já no século VI antes de Cristo, de fato, entre os gregos, havia festividades semelhantes às que ocorrem hoje. Depois dos gregos, entre os romanos e os antigos celtas e germanos havia análogas solenidades pela entrada do ano civil. Quando surgiu o cristianismo este deparou com tais comemorações que, inclusive, tinham um caráter penitencial, ou seja, queriam os pagãos expiar faltas cometidas no ano anterior. A Igreja procurou dar uma nova mentalidade a tais festas, expurgando toda mitologia e superstição, bem como a orgia que muitas vezes predominava.
Portanto, não foi a Igreja quem instituiu o Carnaval, mas, pelo contrário, ela procurou dar novos rumos ao que já acontecia. Conseguiu, também, que o Carnaval ficasse restrito a três dias antes da Quaresma. No início os cristãos eram mais moderados. Com o passar do tempo, sobretudo no Brasil, tudo descambou para a dissolução dos costumes, mormente, nos bailes e nas Escolas de Samba em cujos desfiles predominam o nudismo e toda espécie de erotismo. Esquece-se que os Mandamentos dados por Deus a Moisés são a vereda da libertação. Entre eles estão o Sexto e o Nono Mandamentos: “Não pecar contra a castidade” e “Não desejar a mulher do próximo” (cf. Ex 20,2-17; Deut 5,6-21).
Jesus em inúmeras passagens de sua pregação urgiu o cumprimento destes preceitos. Isto foi muito bem entendido, tanto que diz São Paulo: “Nem os impudicos, nem idólatras, nem adúlteros, nem depravados, nem de costumes infames, nem ladrões, nem cobiçosos, como também beberrões, difamadores ou gananciosos terão por herança o Reino de Deus (l Cor 6,9; Rom 1l, 24-27).
Condena o Apóstolo a prostituição (1 Cor 6,13 ss, 10,8; 2 Cor 12,21; Col3,5). É preciso, de fato, sempre evitar os desvarios da carne.
Guardar castidade significa: fazer um reto uso das faculdades sexuais que Deus colocou no nosso corpo dentro do plano de Deus. Para isto é mister perceber qual é o sentido profundo e valor exato da sexualidade. Deus preceituou que homem deixaria o pai e a mãe e se uniria a sua mulher, formando uma só carne (Gên. 2,24). Ele havia dito: “Não é bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma auxiliar igual a ele (Gên. 2,18). O Criador abençoou Noé e seus filhos e lhes ordenou: “Sede fecundos, multiplicai, enchei a terra”(Gên 9,1). O sexo está destinado, portanto, à união e ao crescimento no amor, possibilitando a criação de uma nova vida humana. O sexo foi feito para o matrimônio e o matrimônio foi elevado à sua prístina dignidade por Jesus Cristo, como está claríssimo no Evangelho (Mt 5,32). Jesus proclamou: “Bem-aventurados os puros, porque eles verão a Deus”. Para purificação interior tempo precioso é o da Quaresma, na qual ressoam as solenes palavras do profeta Joel: “Convertei-vos ao Senhor vosso Deus, porque ele é benigno e compassivo, paciente e de muita misericórdia e inclinado a suspender o castigo” (Joel 2,13). Tempo de conversão, isto é, de total mudança de vida dentro do programa traçado pelo livro do Apocalipse: “Aquele que é justo, justifique-se mais, e aquele que é santo, santifique-se mais” (Ap 22,11). Conversão do pecado à graça, da tibieza a uma vida mais generosa e fervorosa. Tempo em que todo cristão se esmera por adornar sua alma e lhe dar aquela beleza interior que a torne capaz de receber a plenitude das bênçãos divinas no maior dia do ano, que é a data da Páscoa do Senhor. Quaresma, época de intensificação ascética, de retificação da vida, de uma fundamental renovação. Cabem de modo peculiar ao período quaresmal as palavras paulinas: “Eis aqui um tempo favorável; eis aqui os dias da salvação” (2 Cor 6,12).Se é verdade que não há tempo, através do ano, que não esteja assinalado pelos benefícios divinos e no qual, por meio de sua graça, não tenhamos acesso à sua misericórdia, contudo, são estes uns dias especiais nos quais devemos trabalhar com mais ardor em nosso progresso espiritual e estimular nossos ânimos com uma mais intensa confiança no Pai misericordioso.
Côn. José Geraldo
Vidigal de Carvalho/CatolicaNetMariana – MG

Prof. Felipe Aquino

CARNAVAL - Conheça a história do Carnaval


Carnaval

Esta festa profana (civil) teve origem no Egito, onde há 4000 a.C., povos antigos celebravam a fertilidade e a colheita das primeiras lavouras. Os povos antigos cultuavam aos deuses, pois não conheciam o Único e Verdadeiro Deus, adorado pelos cristãos.
Portanto se explica a consagração das festas carnavalescas à deusa Ísis no Egito Antigo, e mais tarde, às Divindades Dionisus, Baco, Saturno e Pã do mundo greco-romano.
Com a evangelização dos povos, as festas pagãs não foram abolidas em seu caráter positivo marcado pelas músicas, danças, celebrações e outras manifestações culturais, mas purificadas dos excessos carnais que tinham reduzido as festas carnavalescas em manifestações do sexo, bebidas e cultos idolátricos.
No Cristianismo o carnaval foi se tornando ao longo da história um festejo das vésperas da Quaresma e de autêntica alegria, tanto assim, que no século XV o Papa Paulo II permitiu um carnaval romano em frente do seu palácio, e outras manifestações populares que irradiavam uma verdadeira inculturação do Evangelho.
Hoje muitos escolhem regredir ao modo pagão de viver o carnaval, e estes são os mesmos que correm os riscos de colherem as desgraças próprias do pecado. A Igreja não desistiu da festa do carnaval, por isso se multiplicam os retiros e acampamentos que promovem a verdadeira e sadia alegria, nestes dias que antecedem a Quaresma e próprios para festejarmos com segurança nos caminhos de Jesus.

O carnaval deveria ser expressão de festividade e alegria


O carnaval deveria ser expressão de festividade e alegria

O carnaval é uma das festas que mais traduzem a cultura e a identidade do povo brasileiro

Em meio à vibração do desfile e dos enredos, nossas raízes se tornam evidentes, revelando – em uma miscelânea de cores, contos e olhares – realidades que expressam as particularidades de nossa construção cultural enquanto povo e nação. Nesse evento, percebe-se, como que em um mosaico, o rosto de índios, escravos, brancos e caboclos em uma belíssima mistura que dá ao brasileiro o tom e a alegria que o faz “brilhar” no cenário dos povos. O carnaval é a celebração ápice de nossa cultura – mesmo não sendo genuinamente nossa –, é a festa que nos acrescenta visibilidade diante de todo o mundo!
A história tem revelado que um povo sem o hábito de celebrar sua cultura perde sua identidade. Contudo, em meio à beleza dos sons, confetes e serpentinas, que fazem parte dessa celebração, todo indivíduo tem a sincera missão de resgatar continuamente o real sentido e essência do que celebra.

Verdadeiros elementos do carnaval

Em uma sociedade que procura, a todo custo, fabricar motivos para alcançar novos lucros, faz-se necessário questionar quais são os verdadeiros elementos que, de fato, são integrantes da história do que festejamos. É claro que tal raciocínio poderá não agradar aos donos de cervejarias e aos distribuidores de “pedras mágicas” e entorpecentes, mas poderá muito nos acrescentar em vida e saúde, educando-nos para um sóbrio exercício de nossa alegria.
Nosso carnaval deveria ser expressão de festividade e alegria. No entanto, as estatísticas revelam não só uma celebração, mas também números exorbitantes de acidentes e tragédias, na maioria das vezes, impulsionados pelo efeito do álcool e das drogas.

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Não existe conexão entre alegria e destruição

A melhor forma de “extravasar-se” diante das dificuldades e tensões não é tornar a vida mais caótica. Nossas festividades precisam se tornar um palco no qual a vida apresente belíssimos espetáculos de arte e sensibilidade, e não, em histórias de sofrimento e tragédia (muitas vezes orquestradas pelo excesso de alcool e pelo uso de drogas), com isso aumentando as estatísticas de irresponsabilidade e destruição. Nosso povo precisa ser alegre sim, mas nada dominado por vícios e por um cenário de autodestruição; o que não combina com uma verdadeira alegria.
Vivamos, pois, bem e com uma verdadeira alegria esse momento “tão nosso”. No trânsito, nos relacionamentos e na avenida, pulemos manifestando nossa verdadeira identidade e espontaneidade, mostrando que somos apaixonados pela vida e sabemos encarar a dureza dos dias – como em um “belo drible” – com a sinceridade e a leveza de sermos eternos aprendizes.

Um bom e feliz carnaval a todos!

Acamp. de Carnaval - Pe. Adriano Zandoná "Deus nos convida a viver uma verdadeira alegria" 03/03/14