Pai,
reveste-me do amor e da fidelidade
necessárias para ser servidor do
Reino.
Que eu demonstre meu reconhecimento a
ti,
colocando minha vida a serviço do meu
próximo.
HOMILIA
A MULHER NÃO É
PRODUTO DE COMÉRCIO Lc 8,1-3
Jesus tinha um grupo de discípulas, formado de
mulheres que o seguia por dois motivos: Primeiro, eram mulheres que foram
curadas por Jesus, e em sinal de gratidão o seguiam para ajudá-lo em sua
caminhada, pois eram mulheres ricas. Vejam que uma delas era nada mais
nada menos a Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes. Não era fraca não! O
segundo motivo destas mulheres seguirem Jesus, é que a situação da mulher
naqueles tempos era de grande humilhação, inferioridade e discriminação
por parte dos homens, não havendo nenhuma consideração de igualdade entre
marido e mulher, muito pelo contrário a mulher servia apenas para procriar.
Como Jesus, era contra todo tipo de
discriminação e preconceito, defendia a igualdade da mulher em relação ao seu
marido. Mais uma motivo de gratidão daquelas mulheres para seguir o Mestre e o
ajudar em sua caminhada. Assim O grupinho das discípulas de Jesus estava
ligado a ele por laços de afeto e gratidão. Não se tratava de fãs, nem de
paquera, como alguém possa pensar. Jesus aceita essa colaboração do grupo
feminino, vendo isso de uma forma sadia e como uma ajuda muito bem-vinda.
E essas mulheres são tratadas em pé de igualdade com os discípulos e sua
tarefa consistia em prestar assistência a Jesus com seus bens, e, assim,
aliviá-lo de certas preocupações materiais, inevitáveis para qualquer ser
humano.
Comparando aquelas mulheres com as de hoje,
percebemos que todo extremismo acarreta uma situação oposta. A posição de
inferioridade da mulher em relação ao homem gerou o movimento de libertação
feminina que analisado nos mínimos detalhes, resultou em um movimento de
desvalorização feminina. Isto porque, libertação feminina não pode ser
interpretada como libertinagem feminina. Constantemente vemos garotas
dizendo e gritando palavrões pela rua. Certamente, isto não é
libertação feminina, mais sim desvalorização da menina.
Por outro lado, ser livre, não é ser promíscua,
não é fazer o que lhe vem na cabeça. Ser livre não é fugir do casamento, fugir
de construir uma família, e botar filhos no mundo sem pensar nas consequências.
Ser livre não é promover os famosos encontros de “ficar por ficar” com um
rapaz sem compromisso. Isto é tornar-se coisa, é instrumentalizar-se, para não
dizer escravizar-se. É tornar-se objeto de prazer dos homens. É isso que quer
dizer emacipação? Liberdade e igualdade de direitos? O que é ser mulher para
ti? Não tenho nada contra estas meninas que agem assim, pois elas não têm
culpa, pois são vítimas de uma mídia que as ensinou que liberdade da mulher
significa vulgarizar a mulher, significa comercializar o seu próprio corpo e
personalidade. Sabia de alguma coisa? A mulher não tem de ser submissa nem de
ser vista como objeto de prazer, ou de procriação. Mas precisa se valorizar, e
ser valorizada pela sociedade a partir dela mesma. Você que é mulher não se
conceder uma melancia, mulher produto. Porque estando no mercado serás
comercializada. E quanto mais saturação do mercado, menos valor terá. Sabemos
que no mundo as mulheres são mais do que os homens. Mas isso não significa que
você se coloque nas prateleiras do supermercado, da feira e do shopping Center!
É você que tem que trabalhar a sua própria personalidade e personeidade.
Precisa ser tratada em pé de igualdade pelos homens. E não em pé de mercadoria
ou comida, carro, casa, material de higiene etc.
É verdade que existem moças que por causa deste
ou de outro motivo se tornaram escravas do sexo, o que não justifica a sua
conduta. Mas também, mãe solteira, por exemplo, não pode ser discriminada, pois
são nossas irmãs em Cristo e precisam ser acolhidas, orientadas e se possível,
evangelizadas. Desse jeito, estamos dando à mulher, o valor que ela merece,
assim como nós gostaríamos que fosse tratada a nossa mãe. E não nos esqueçamos
que sempre atrás de um grande homem, está sempre uma grande mulher.
Pai, reveste-me do
amor e da fidelidade necessárias para ser servidor do Reino. Que eu demonstre
meu reconhecimento a ti, colocando minha vida a serviço do meu próximo.
Fonte Padre Bantu Mendonça Katchipwi Sayla
HOMILIA
A ressurreição de Jesus é o elemento principal
da nossa fé
Nós cremos, acreditamos e professamos com todo
o nosso coração a certeza de que Jesus está vivo e de que Ele ressuscitou dos
mortos.
“Se não há ressurreição dos mortos, então
Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, a
nossa pregação é vã e a vossa fé é vã também” (1 Coríntios 15, 13).
Amados irmãos e irmãs
no Senhor, fiz questão de hoje meditar a primeira leitura da liturgia, da Carta
de Paulo aos Coríntios, na qual ele enfatiza o tema da ressurreição dos mortos.
Este é um ponto fundamental da nossa fé, da nossa convicção religiosa, e só
podemos falar da ressurreição dos mortos a partir da ressurreição de Jesus.
A
ressurreição de Jesus é o elemento fundamental da nossa fé! A fé cristã não é
baseada no nascimento de Jesus, ela enfatiza os ensinamentos de Jesus, a vida
d’Ele e a morte d’Ele, mas o núcleo da fé cristã, o sentido da fé cristã, é a
ressurreição de Jesus. Como enfatiza São Paulo: “Se Cristo não tiver
ressuscitado tudo o que fazemos é perda de tempo”. Sim, sem essa certeza tudo
seria em vão, inútil! Nós cultuamos e celebramos um Deus que está morto? Não,
muito pelo contrário, nós cremos, acreditamos e professamos, com todo o nosso
coração, a certeza de que Jesus está vivo e de que Ele ressuscitou dos mortos.
E, assim como Jesus ressuscitou, nós também ressuscitaremos com Ele; esta é a
nossa fé, é a nossa esperança!
Meus
irmãos, no mundo em que vivemos há muitas confusões religiosas, há muitas
pregações, há muita mistura de elementos religiosos que não são compatíveis com
a nossa fé. Há muita gente pregando a reencarnação. Não estou combatendo e não
devemos, nenhum de nós, combater nenhuma religião, nenhuma filosofia, mas não
podemos nos alimentar nem nos enganar com elementos que são estranhos à nossa
fé e à nossa convicção religiosa.
Se
existem coisas boas em outras convicções religiosas – que bom – mas não nos
cabe misturar elementos estranhos à nossa fé e um deles é a reencarnação. Não
há compatibilidade entre ressurreição e reencarnação, não podemos crer em
Cristo vivo e ressuscitado e, ao mesmo tempo, também comungar de alimentos, de
elementos, de sentimentos, de outras convicções religiosas que não pregam a
ressurreição de Jesus.
Precisamos
nos cuidar, temos que ser convictos naquilo em que cremos e precisamos dar
razões a nossa fé! Nós
amamos a todos, queremos bem a todos, mas não comungamos dos pensamentos e dos
sentimentos religiosos que não convêm à nossa fé. A
reencarnação não é bíblica, não é cristã e não está de acordo com os
ensinamentos de Jesus. Nós cremos na ressurreição, assim como Jesus ressuscitou
nós também ressuscitaremos!
Deus
abençoe você!
Padre Roger Araújo
LEITURA ORANTE
Saudação
- A nós, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor
Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito
Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no
amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Ó Espírito Santo, amor do Pai e do
Filho!
Inspirai-me sempre aquilo que devo
pensar,
aquilo que devo dizer,
como eu devo dizê-lo,
aquilo que devo calar,
aquilo que devo escrever,
como eu devo agir,
aquilo que devo fazer, para procurar
a vossa glória, o bem das almas e
minha própria santificação.
Ó Jesus, toda a minha confiança está
em Vós.
Ó Maria, templo do Espírito Santo,
ensinai-nos a sermos fiéis Aquele que
habita em nosso coração.
(Cardeal Verdier)
1. Leitura
(Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio
atentamente o texto Lc 8,1-3, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
Algum tempo depois
Jesus saiu e viajou por cidades e povoados, anunciando a boa notícia do Reino
de Deus. Os doze discípulos foram com ele, e também algumas mulheres que haviam
sido livradas de espíritos maus e curadas de doenças. Eram Maria, chamada
Madalena, de quem tinham sido expulsos sete demônios; Joana, mulher de Cuza,
que era alto funcionário do governo de Herodes; Susana e muitas outras mulheres
que, com os seus próprios recursos, ajudavam Jesus e os seus discípulos.
No grupo de seguidores de Jesus
estavam também algumas mulheres, contra o costume dos rabinos da época.
Madalena, agradecida pela libertação recebida de Jesus, outras simpatizantes
que prestavam auxílio. A tradição conservou seus nomes: Joana, Susana e, muitas
outras que com seus recursos ajudavam Jesus e seus discípulos. Não eram pessoas
pobres e é admirável terem colocado a si mesmas e seus recursos a serviço do
Reino. Demonstra também a superação do preconceito e da condição de
inferioridade das mulheres. Eram discípulas e missionárias de Jesus.
2. Meditação
(Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Qual palavra mais me toca o coração?
Entro em diálogo com o texto.
Reflito
e atualizo.
O que o texto me diz no momento?
Falam da dignidade humana da
mulher, os bispos da América Latina e Caribe: "A
antropologia cristã ressalta a igual identidade entre homem e mulher em razão
de terem sido criados a imagem e semelhança de Deus. O mistério da Trindade nos
convida a viver uma comunidade de iguais na diferença. Em uma época marcada
pelo machismo, a prática de Jesus foi decisiva para significar a dignidade da
mulher e de seu valor indiscutível: falou com elas (cf Jo 4,27), teve singular
misericórdia com as pecadoras (cf. Lc 7,36-50; Jo 8,11), curou-as (cf. Mc
5,25-34), reivindicou sua dignidade (cf Jo 8,1-11), escolheu-as como primeiras
testemunhas de sua ressurreição (cf. Mt 28,9-10) e incorporou-as ao grupo de
pessoas que lhe eram mais próximas (cf. Lc 8,1-3). A figura de Maria, discípula
por excelência entre discípulos, é fundamental na recuperação da identidade da
mulher e de seu valor na Igreja. O canto do Magnificat mostra Maria como
mulher capaz de se comprometer com sua realidade e de ter uma voz profética
diante dela." (DAp 451).
Sou uma pessoa preconceituosa em relação à presença da mulher na Igreja?
Minha vida reflete a atitude de Jesus
em relação à presença das mulheres na evangelização?
3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo com o canto do Padre Zezinho, scj:
MULHER IGREJA
1- Eu te vejo tão jovem, tão cheia de
vida tão mulher como as outras mulheres da terra
Mas em ti qualquer coisa desperta
atenção: Deste a Deus o teu coração ( bis)
Igual Maria, igual a Marta, igual a
Clara, igual Tereza;
Igual Tereza, igual Clara, Igual
Maria Mãe de Jesus!
2- Eu te vejo ta frágil, tão forte de
graça, Tão mulher como as outras mulheres da terra;
Mas o mundo te olha sem compreender,
Deste a Deus teu corpo e teu ser. (bis)
3- Eu não sei quem tu és, nem recordo
o teu nome, És mulher, és irmã, és amor, és Igreja.
E se em ti qualquer coisa desperta
atenção, seja Deus em teu coração (bis)
4- Eu queria pedir neste canto que eu
canto pra lembra que tu és feminino da Igreja.
Por favor não te canses de tal
decisão: Fique em Deus o teu coração. (bis)
(CD Quietude, Pe.
Zezinho,scj)
4.Contemplação
(Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou eliminar do meu modo de
pensar e agir o preconceito e o sentimento de inferioridade em relação à
mulher. Vou demonstrar pela vida que o amor de Deus se revela no amor ao
próximo. Escolho uma frase ou palavra para memorizar. Vou repeti-la durante o
dia.
Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde.
Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se
compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê
a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai
e Filho e Espírito Santo. Amém.
Ir. Patrícia Silva, fsp
patricia.silva@paulinas.com.br
Oração Final
Pai Santo, ensina-nos a
generosidade, o desprendimento dos bens que Tu nos emprestas para a
peregrinação por este planeta-jardim encantado. Ensina-nos ainda, Pai amado, a
gratuidade e a misericórdia que foram vividas pelo Cristo Jesus, teu Filho que
se fez nosso Irmão e contigo reina na unidade do Espírito Santo.