quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Santo Antônio de Sant'Anna Galvão - 25 de outubro




Conhecido como “o homem da paz e da caridade”, Antônio de Sant’Anna Galvão nasceu no dia 10 de maio de 1739, na cidade de Guaratinguetá (SP).
Filho de Antônio Galvão, português natural da cidade de Faro em Portugal, e de Isabel Leite de Barros, natural da cidade de Pindamonhangaba, em São Paulo. O ambiente familiar era profundamente religioso. Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política.
O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou Antônio, com a idade de 13 anos, à Bahia, a fim de estudar no seminário dos padres jesuítas. Entre os anos de 1752 e 1756, realizou grandes progressos nos estudos e na prática cristã.
Em 1760, ingressou no noviciado da Província Franciscana da Imaculada Conceição, no Convento de São Boaventura do Macacu, na Capitania do Rio de Janeiro. Foi ordenado sacerdote no dia 11 de julho de 1762, sendo transferido para o Convento de São Francisco em São Paulo, a fim de aperfeiçoar-se em filosofia e teologia, e exercitar-se no apostolado. Foi neste período que realizou sua “entrega a Maria”, como seu filho e escravo perpétuo.
Em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje, Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição.
Cheio do espírito da caridade, não media sacrifícios para aliviar os sofrimentos alheios. Por isso, o povo a ele recorria em suas necessidades. A caridade de Frei Galvão brilhou, sobretudo, como fundador do mosteiro da Luz, pelo carinho com que formou as religiosas e pelo que deixou nos estatutos do então recolhimento da Luz. São páginas que tratam da espiritualidade, mas em particular da caridade de como devem ser vivida a vida religiosa e tratadas as pessoas de dentro e de fora do “recolhimento”.
Às 10 horas do dia 23 de dezembro de 1822, no Mosteiro da Luz de São Paulo, havendo recebido todos os sacramentos, adormeceu santamente no Senhor, contando com seus quase 84 anos de idade. Foi sepultado na Capela-Mor da Igreja do Mosteiro da Luz, e sua sepultura ainda hoje continua sendo visitada pelos fiéis.
Sobre a lápide do sepulcro de Frei Galvão está escrito para eterna memória: “Aqui jaz Frei Antônio de Sant’Anna Galvão, ínclito fundador e reitor desta casa religiosa, que tendo sua alma sempre em suas mãos, placidamente faleceu no Senhor no dia 23 de dezembro do ano de 1822”. Sob o olhar de sua Rainha, a Virgem Imaculada, sob a luz que ilumina o tabernáculo, repousa o corpo do escravo de Maria e do Sacerdote de Cristo, a continuar, ainda depois da morte, a residir na casa de sua Senhora ao lado de seu Senhor Sacramentado.
Frei Galvão é o religioso cujo coração é de Deus, mas as mãos e os pés são dos irmãos. Toda a sua pessoa era caridade, delicadeza e bondade: testemunhou a doçura de Deus entre os homens. Era o homem da paz, e como encontramos no Registro dos Religiosos Brasileiros: “O seu nome é em São Paulo, mais que em qualquer outro lugar, ouvido com grande confiança e não uma só vez, de lugares remotos, muitas pessoas o vinham procurar nas suas necessidades”.
O dia 25 de outubro, dia oficial do santo, foi estabelecido, na Liturgia, pelo saudoso Papa João Paulo II, na ocasião da beatificação de Frei Galvão em 1998 em Roma. Com a canonização do primeiro santo que nasceu, viveu e morreu no Brasil, a 11 de maio de 2007, o Papa Bento XVI manteve a data de 25 de outubro.
São Frei Galvão, rogai por nós!

Oração:

“Deus, pai de misericórdia, que fizeste  do bem-aventurado Frei Antônio de Sant’Anna Galvão um instrumento de caridade e de paz no meio dos irmãos, concedei-nos, por sua intercessão, favorecer sempre a verdadeira concórdia. Por Nosso Senhor Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.”

Referência:
Devocionário a Santo Frei Galvão – Editora Canção Nova.

Conheça 10 fatos sobre a vida de São Frei Galvão. Assista ao vídeo!


Fonte: Canção Nova em 2021

Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, o Frei Galvão

Religioso


Origens

Frei Galvão nasceu no dia 10 de maio de 1739 na Vila de Santo Antônio de Guaratinguetá, atual cidade de Guaratinguetá, no Vale do Paraíba. A vila estava na região chamada Capitania de São Paulo, hoje, Estado de São Paulo.
Frei Galvão era o quarto de dez filhos de uma família muito religiosa, rica e nobre. Seu pai, Antônio Galvão de França, português, era o capitão-mor (prefeito) da vila, comerciante que pertencia à Ordem Terceira Franciscana. A mãe de Antônio Galvão era Isabel Leite de Barros.

Adolescência

Frei Galvão, aos 13 anos de idade, foi enviado pelos pais ao seminário jesuíta Colégio de Belém, em Cachoeira, na Bahia, para estudar ciências humanas. Ele estudou no seminário de 1752 a 1756, onde progrediu nos estudos, especialmente na construção civil e na prática cristã.

Frei Galvão: o padroeiro dos engenheiros, arquitetos e construtores

Mãe Espiritual: Santa Ana

Em 1755, recebeu a notícia da morte prematura de sua mãe. Esse fato fez com que ele assumisse Santa Ana (Santana), de quem era devoto, como mãe espiritual. Tanto que seu futuro nome de religioso será “Frei Antônio de Santana Galvão”.

Franciscano

Tornou-se franciscano, no convento de Macacu, em Itaboraí, Rio de Janeiro. Em 11 de julho de 1762, o frei foi ordenado sacerdote e transferido para o Convento de São Francisco na cidade de São Paulo. Lá, ele continuou os estudos de filosofia e teologia.

Esplendor do Convento

Em 1768, foi nomeado confessor, pregador e porteiro do convento. Era um cargo importante na época. Frei Galvão se destacou nesse cargo de tal forma, que a Câmara Municipal lhe deu o título de o “novo esplendor do Convento”. Em 1770, foi convidado para ser membro da Academia Paulistana de Letras. Isso porque ele compunha peças poéticas em latim, odes, ritmos e epigramas.

O Pedido de Jesus

Entre 1769 e 1770, Frei Galvão recebeu a missão de ser confessor no Recolhimento de Santa Teresa, um tipo de convento que abrigava devotas de Santa Teresa de Ávila em São Paulo. Lá, ele conheceu a Irmã Helena Maria do Espírito Santo, uma freira penitente que dizia receber um pedido de Jesus: a fundação de um novo Recolhimento. Num tempo em que construções de conventos de ordens religiosas e até de igrejas estavam proibidas em todo o império pelo marquês de Pombal, Frei Galvão assumiu as consequências e fundou o novo Recolhimento, chamado Recolhimento Nossa Senhora da Luz.

A Fundação do Recolhimento Nossa Senhora da Luz

A Resistência da Fundação

A fundação foi inaugurada em 2 de fevereiro de 1774. A identidade espiritual da nova fundação era baseada na Ordem da Imaculada Conceição. Ele escreveu os estatutos, as regras e deu todo o amparo necessário. Um governador novo havia chegado a São Paulo e quis fechar o recolhimento. Frei Galvão obedeceu, mas as irmãs se recusaram a sair de lá. O governador então começou a agir com violência, enviando tropas e ameaçando destruir tudo. Mas o povo se revoltou e o governador teve que ceder. Assim, Frei Galvão voltou a liderar a construção e o recolhimento. O povo queria o Mosteiro da Luz. A construção demorou 28 anos e deu origem ao Bairro da Luz em São Paulo.

Mestre dos Noviços

Ao defender um homem, o frei acabou sendo preso. Mas o povo, as irmãs e o Bispo de São Paulo, Dom Manuel da Ressurreição, recorreram ao superior provincial, escrevendo-lhe que “nenhum dos habitantes desta cidade será capaz de suportar a ausência deste religioso por um único momento”. Depois, em 1781, Frei Galvão foi nomeado mestre de noviços em Macacu e, em 1798, assumiu o cargo de guardião do Convento de São Francisco. Em 1811, Frei Galvão fundou o Convento de Santa Clara em Sorocaba.

Grande Orientador e Caridoso, Frei Galvão

Onze meses depois, voltou para o Convento de São Francisco, em São Paulo. Ali, atendia o povo, orientava, aconselhava, rezava pelas pessoas e ensinava as irmãs. Era um homem de muita e intensa oração. Por isso, alguns fenômenos místicos em sua vida foram presenciados por testemunhas. Fenômenos como o dom da cura, dom de ciência, bilocação, levitação foram famosos durante sua vida, sempre em vista do bem de doentes, moribundos e necessitados.

As Pílulas

Certa ocasião, Frei Galvão foi a Guaratinguetá para pedir recursos para a construção do Mosteiro da Luz. Terminada sua missão, tinha que regressar por causa de compromissos no convento. Nisso, alguns homens vieram pedir que ele fosse até uma fazenda distante rezar por um amigo deles que estava padecendo com uma pedra no rim há dias. O homem estava quase morrendo. Impossibilitado de ir até lá, Frei Galvão teve uma inspiração: escreveu num pedacinho de papel uma frase do ofício de Nossa Senhora: “Depois do parto, ó Virgem, permaneceste intacta: Mãe de Deus, intercedei por nós”. Frei Galvão embrulhou o papelzinho em forma de pílula e deu aos amigos do doente dizendo que ele tomasse aquilo em clima de oração, rezando o terço de Nossa Senhora.

As Pílulas de Frei Galvão:  inúmeras graças alcançadas

Mais tarde, espalhou-se a notícia da cura daquele doente.  Tempos depois, o Frei foi procurado por um homem aflito. Sua esposa estava em trabalho de parto há quase um dia e corria risco de morte. O religioso fez três pílulas e deu ao homem com as mesmas recomendações. O homem levou as pílulas para a esposa, que as tomou e conseguiu dar à luz um filho com saúde. Daí em diante, a fama das pílulas de Frei Galvão se espalhou. O povo começou a procurá-las de tal maneira, que ele teve que pedir às irmãs do Recolhimento que produzissem as pílulas. Depois, ele as abençoava e as irmãs distribuíam para o povo. Desde esse tempo, há inúmeros relatos de graças alcançadas através das Pílulas de Frei Galvão.

Páscoa

Frei Galvão faleceu no Mosteiro da Luz, em 23 de dezembro de 1822, poucos meses depois da independência do Brasil. Faleceu na graça de Deus, com fama de santidade. Uma multidão de luto veio se despedir do santo que encantou a cidade de São Paulo. Ele foi sepultado na igreja do Mosteiro da Luz. Até hoje, o seu túmulo é destino de peregrinação de fiéis que vêm pedir e agradecer as graças recebidas pela sua intercessão.

Via de Santificação

Em 1998, Frei Galvão foi beatificado pelo Papa João Paulo II, recebendo os títulos de Homem da Paz e da Caridade e de Patrono da Construção Civil no Brasil. De seu processo de beatificação constam 27.800 graças documentadas, além de outras consideradas milagres. Em 2007, foi canonizado por Bento XVI, tornando-se o primeiro santo brasileiro.

Minha oração

“Poderoso santo brasileiro, que através da tua intensa devoção mariana alcançaste milhares de prodígios, sede o nosso protetor, nosso padroeiro, nosso pai espiritual. Dai a nós o mesmo amor a Maria para que sejamos santos como tu. Amém”

Frei Galvão, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 25 de outubro

- Em Roma, no cemitério de Trasão, junto à Via Salária Nova, os santos Crisanto e Daria, mártires. († c. 253)
- Em Soissons, na Gália, Bélgica, atualmente na França, os santos Crispim e Crispiniano, mártires. († c. s. III)
- Em Florença, na Etrúria, atualmente na Toscana, região da Itália, São Miniato, mártir. († c. s. III)
- Em Périgueux, na Aquitânia, França, São Frontão, considerado o primeiro anunciador do Evangelho nesta cidade. († c. s. III)
- Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, os santos Martírio, subdiácono, e Marciano, cantor. († c. 351)
- Em Bréscia, na Venécia, Itália, São Gaudêncio, bispo, que, ordenado por Santo Ambrósio. († c. 410)
- No território de Javols, na Gália, atualmente na França, Santo Hilário, bispo de Mende. († s. VI)
- Perto de Segóvia, na Hispânia, São Fruto, que levou vida eremítica entre ásperos rochedos. († c. 715)
- Em Pécs, na Hungria, Santo Amaro, bispo, que se fez monge e depois foi abade do mosteiro de São Martinho. († 1070)
- Em Vic, na Catalunha, região da Espanha, São Bernardo Calbó, bispo, que foi monge cisterciense e abade do seu mosteiro. († 1243)
- Em Borgo Sant’ António, no Piemonte, região da Itália, o falecimento do Beato Tadeu Machar, bispo de Cork e Cloyne, na Irlanda. († 1492)
- Em Nules, povoação próxima de Tortosa, na Espanha, o Beato Recaredo Centelles Abad, presbítero da Irmandade dos Sacerdotes Operários Diocesanos e mártir. († 1936)
- Em Alcira, na Espanha, as beatas Maria Teresa Ferragud Roig e suas filhas Maria de Jesus, Maria Verónica, Maria Felicidade Masiá Ferragud, virgens da Ordem das Clarissas Capuchinhas, e Josefa da Purificação, virgem da Ordem das Agostinhas Descalças, todas elas mártires.(† 1936)

Fonte:
- A vida de Frei Galvão – Maristela, Ed. Vozes
- Frei Antônio de Sant’Anna Galvão –  Mosteiro das Irmãs Concepcionistas
- Martirológio Romano

– Produção e edição: Melody de Paulo

– Oração: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova

Santo Antônio de Sant'Anna Galvão

Santo Antonio de Sant'Anna Galvão
Religioso franciscano
Frei Galvão
1739-1822

O brasileiro Antônio de Sant'Anna Galvão nasceu em 1739, em Guaratinguetá, São Paulo. Seu pai era Antônio Galvão de França, capitão-mor da província e terciário franciscano. Sua mãe era Isabel Leite de Barros, filha de fazendeiros de Pindamonhangaba. O casal teve 11 filhos. Eram cristãos caridosos, exemplares e transmitiram esse legado ao filho.
Quando tinha 13 anos, Antônio foi enviado para estudar com os jesuítas, ao lado do irmão José, que já estava no Seminário de Belém, na Bahia. Desse modo, na sua alma estava plantada a semente da vocação religiosa. Aos 21 anos, Antônio decidiu ingressar na Ordem franciscana, no Rio de Janeiro. Sua educação no seminário tinha sido tão esmerada que, após um ano, recebeu as ordens sacerdotais, em 1762. Uma deferência especial do papa, porque ele ainda não tinha completado a idade exigida.
Em 1768, foi nomeado pregador e confessor do Convento das Recolhidas de Santa Teresa, ouvindo e aconselhando a todos. Entre suas penitentes encontrou a irmã Helena Maria do Sacramento, figura que exerceu papel muito importante em sua obra posterior.
Irmã Helena era uma mulher de muita oração e de virtudes notáveis. Ela relatava suas visões ao frei Galvão. Nelas, Jesus lhe pedia que fundasse um novo Recolhimento para jovens religiosas, o que era uma tarefa difícil, devido à proibição imposta pelo marquês de Pombal em sua perseguição à Ordem dos jesuítas. Apesar disso, contrariando essa lei, frei Galvão, auxiliado pela irmã Helena, fundou, em fevereiro de 1774, o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência.
No ano seguinte, morreu irmã Helena, e os problemas com a lei de Pombal não tardaram a aparecer. O convento foi fechado, mas frei Galvão manteve-se firme na decisão, mesmo desafiando a autoridade do marquês. Finalmente, devido à pressão popular, o convento foi reaberto e o frei ficou livre para continuar sua obra. Os 14 anos seguintes foram dedicados à construção e ampliação do convento e também de sua igreja, inaugurada em 1802. Quase um século depois, essa obra tornar-se-ia um "patrimônio cultural da humanidade", por decisão da UNESCO.
Em 1811, a pedido do bispo de São Paulo, fundou o Recolhimento de Santa Clara, em Sorocaba. Lá, permaneceu 11 meses para organizar a comunidade e dirigir os trabalhos da construção da Casa. Nesse meio tempo, ele recebeu diversas nomeações, até de guardião do Convento de São Francisco, em São Paulo.
Com a saúde enfraquecida, recebeu autorização especial para residir no Recolhimento da Luz. Durante sua última enfermidade, frei Galvão foi morar num pequeno quarto, ajudado pelas religiosas que lhe prestavam algum alívio e conforto. Ele faleceu com fama de santidade em 23 de dezembro de 1822. Frei Galvão, a pedido das religiosas e do povo, foi sepultado na igreja do Recolhimento da Luz, que ele mesmo construíra.
Depois, o Recolhimento do frei Galvão tornou-se o conhecido Mosteiro da Luz, local de constantes peregrinações dos fiéis, que pedem e agradecem graças por sua intercessão. Frei Galvão foi beatificado pelo papa João Paulo II em 25 de outubro de 1998, e canonizado em 11 de maio de 2007 pelo papa Bento XVI, em São Paulo, Brasil.
Texto: Paulinas Internet
Fonte: Paulinas e Catolicanet em 2015

Beato Frei Antônio de Sant'Ana Galvão, Confessor

(+ São Paulo, 1822) Nascido em Guaratinguetá, em 1739, de uma família de muitas posses, descendia dos primeiros povoadores da Capitania e corria em suas veias sangue de bandeirantes. Foi ele próprio chamado " _Bandeirante de Crist", porque tinha na alma a grandeza, o arrojo e fortaleza de um verdadeiro bandeirante. Renunciou a uma brilhante situação no mundo e ingressou na Ordem franciscana. Fundou, em 1774, juntamente com Madre Helena Maria do Espírito Santo, o Mosteiro concepcionista de Nossa Senhora da Luz, na capital paulista. Não somente formou e conduziu nas vias da espiritualidade franciscana e concepcionista as religiosas desse mosteiro, mas também o edificou materialmente, ao longo de quase 50 anos de esforços contínuos. Foi o arquiteto, o engenheiro, o mestre de obras e muitas vezes o operário da sua edificação, que somente se tornou possível porque ele incansavelmente pedia, ao povo fiel, esmolas para a magnífica construção. Entregou sua alma a Deus em 1822 e foi beatificado em 1998. Até hoje sua sepultura, na capela do mosteiro, é visitada por multidões que acorrem a lhe pedir graças e milagres, e também à procura das famosas e prodigiosas "pílulas de Frei Galvã". A origem dessas pílulas é contada num folheto distribuído no próprio mosteiro: " Certo dia, Frei Galvão foi procurado por um senhor muito aflito, porque sua mulher estava em trabalho de parto e em perigo de perder a vida. Frei Galvão escreveu em três papelinhos o versículo do Ofício da Santíssima Virgem: Post partum Virgo Inviolata permansisti: Dei Genitrix intercede pro nobis (Depois do parto, ó Virgem, permanecestes intacta: Mãe de Deus, intercedei por nós). Deu-os ao homem, que por sua vez levou-os à esposa. Apenas a mulher ingeriu os papelinhos, que Frei Galvão enrolara como uma pílula, a criança nasceu normalmente. Caso idêntico deu-se com um jovem que se estorcia com dores provocadas por cálculos visicais. Frei Galvão fez outras pílulas semelhantes e deu-as ao moço. Após ingerir os papelinhos, o jovem expeliu os cálculos e ficou curado. Esta foi a origem dos milagrosos papelinhos, que, desde então, foram muito procurados pelos devoto de Santo Antônio de Sant'Anna Galvão2 intercessão do Servo de Deus".

Santo Antônio de Sant'Anna Galvão


Fundador e Guia do Mosteiro da Luz

Ordem do Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição - Concepcionistas

Primeiro santo de nacionalidade brasileira

Comem. litúrgica: 25 de outubro.  Canonizado em  11/05/07 - por ocasião da visita do Papa Bento XVI ao Brasil.l

Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, filho de pais piedosos  e  cuja família era reconhecida por sua grande caridade para com os pobres, nasceu em 1739 em Guaratinguetá, Estado de São Paulo, cidade situada bem próxima ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, tendo sido batizado com o nome de Antônio Galvão de França.
Viveu sua infância em meio à riqueza,  já que seu pai Antônio Galvão de França, como imigrante português,  era o capitão-mor da cidade, gozando de plenas regalias políticas e de situação econômica privilegiada.  A mãe, por sua vez,  era descendente de Fernão Dias Pais Leme, de linhagem nobre e  famoso desbravador dos sertões do Brasil por ocasião das expedições dos bandeirantes.
Os pais, preocupados em zelar pela esmerada educação dos filhos, matricularam Frei Galvão no Colégio de Belém,  que era administrado pelos padres da companhia de Jesus, onde já encontrava-se um de seus irmãos, de nome José. Era o ano de 1752 e Antônio Galvão tinha  treze anos de idade quando ingressou no Colégio. Lá permaneceu por quatro anos, onde aprendeu ciências humanas ao mesmo tempo que aprofundou-se nas verdades divinas.  Ao final desse período, manifestou ao pai o desejo de abraçar a vida religiosa. O próprio pai aconselhou-o a ingressar no convento dos franciscanos, já que havia um convento em Taubaté, não muito distante da sua terra, Guaratinguetá.  E foi assim que Frei Galvão iniciou sua jornada, renunciando a todo o conforto das riquezas e influência social, para dedicar-se exclusivamente ao serviço de Deus.
Aos 21 anos de idade,  fez o noviciado na Vila de Macacu,  Rio de Janeiro,  onde os confrades já percebiam o desabrochar da piedade e conduta exemplar que carregava consigo desde o tempo da infância. Em 1761 professou os  votos solenes e somente um ano depois,  por reconhecida sabedoria e já proclamadas virtudes,  recebeu o sacramento da Ordem.  Mesmo ordenado sacerdote,  optou por dar continuidade aos seus estudos de filosofia e teologia no Convento de São Francisco, em São Paulo. Após formar-se assumiu, respectivamente, os cargos de pregador, confessor dos leigos e  também porteiro do convento.
Distinguiu-se pela dedicação incansável ao sacramento da Penitência.  Fazia parte da sua rotina não só atender às pessoas que lhe procuravam no convento para confessar-se,  mas percorria caminhos extremamente longos a pé, para atender confissão dos fiéis nos mais longínquos rincões da cidade.  Tal dedicação fez com que seus superiores o nomeassem confessor de um recolhimento de piedosas mulheres,  em São Paulo.  Foi lá que encontrou-se com a Irmã Helena Maria do Espírito Santo,  religiosa de profunda oração e que lhe confidenciara que o próprio Jesus lhe revelara o pedido de fundar oficialmente um novo Recolhimento.  Após analisar, ouvir o parecer de pessoas sábias e esclarecidas no clero,  Frei Galvão considerou válidas as visões de Irmã Helena.  Assim, em 1774 fundou oficialmente o Recolhimento das "Recolhidas de Santa Teresa".
Um ano depois, Madre Helena teve morte repentina e Frei Galvão tornou-se a única referência espiritual das Recolhidas, trabalho que exerceu com grande zelo e humildade.  Como crescesse vertiginosamente o número de vocacionadas,  Frei Galvão dedicou-se por quatorze anos não só cuidando da ampliação do Recolhimento, mas também na construção da Igreja,  inaugurada em 15 de agosto de 1802.  Foi o próprio frade quem arquitetou e empreendeu a edificação,  trabalhando como mestre de obras e  como pedreiro.
Só em 1929, porém,  que este Recolhimento viria a  transformar-se no Recolhimento de Nossa Senhora da  Conceição, que deu origem a outros nove mosteiros, os quais tem Frei Galvão como fundador e guia.  Daí o nome "Mosteiro das Concepcionistas", ou mais conhecido popularmente como "Mosteiro da Luz", sendo este o mesmo prédio projetado e construído pelo fundador.
Foi  filho fiel, consagrado e devotíssimo à Santíssima Virgem Maria, entregando-se a uma vida austera, de freqüentes orações e duras penitências, ornadas com diligente caridade ao  próximo.  Como orientador espiritual das Recolhidas,  prescreveu-lhes estatutos próprios,  dando às mulheres diretrizes evangélicas marcadas pela caridade, oração, pobreza total, intensa penitência e amor fidelíssimo a Nossa Senhora. Constam, nesses  inscritos de Frei Galvão:

"A padroeira é Maria Santíssima Senhora Nossa"
"As casas  religiosas são casas de abundantes penalidades onde se  alcança a coroa de um prolongado martírio".
"Cédula irrevogável de filial entrega a Maria Santíssima, minha Senhora".

Era um franciscano simples que, normalmente no silêncio noturno, costumava aliviar os pobres em suas necessidades materiais e espirituais. Os doentes lhe procuravam freqüentemente,  pois a ocasião não era propícia para tratamentos médicos adequados, tanto pela falta de recursos financeiros como pela limitação científica da época.
Numa dessas ocasiões,  um jovem que padecia de dores renais violentíssimas lhe procurou, pois, diante da grave enfermidade já vislumbrava a  face da morte aproximando-se em passo acelerado.  Foi quando o santo frade,  tomando às mãos pena e papel, escreveu uma frase em latim do Ofício de Nossa Senhora.  Enrolou-o em forma de pílula e pediu ao jovem enfermo que a tomasse. Tão logo ingeriu a pílula, as dores cessaram e segundos  depois,  expeliu um grande cálculo.  Ainda em meio a esse  milagre,  um senhor chegou ao local suplicando orações  e que lhe desse qualquer remédio para a mulher que, naquele momento,  sofria de sérias  complicações de parto.  Frei Galvão fez outra pilulazinha semelhante à primeira pediu que a levasse à esposa. Logo que a tomou, a criança nasceu,  sem qualquer tipo de complicação para a mãe e para o filho.
A partir disso o poder milagroso das pílulas de Frei Galvão espalhou-se pela região e tantas pessoas dirigiam-se ao local que teve que ensinar as Irmãs do Recolhimento a confeccioná-las e dar às pessoas necessitadas, o que elas fazem até hoje.  Curiosamente, na imensa relação de graças alcançadas por intercessão de Frei Galvão junto ao Mosteiro da Luz,  embora 60 a 70% das curas estejam relacionadas a cura do câncer, grande parte refere-se a curas de cálculos renais, gravidez, parto e também de casais que,  não conseguindo ter filhos, foram atendidos.
Frei Galvão foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 25 de outubro de 1998. Na manhã de 23 de fevereiro de 2007, na Sala do Consistório do Palácio Apostólico, o Papa Bento XVI anunciou a canonização de cinco beatos, dentre eles, Frei Galvão, nascido em Guaratinguetá/SP.  A cerimônia foi realizada no dia 11 de maio de 2007 no Campo de Marte e presidida pelo Santo Padre em visita ao Brasil por ocasião da V Conferência Geral do Conselho Episcopal Latino Americano e do Caribe, esta no Santuário Nacional de Aparecida.  Com essa canonização,  Frei Galvão é o primeiro brasileiro nato a receber a honra dos altares.  Faleceu em 23 de dezembro de 1822. Seu corpo repousa na igreja do Recolhimento da Luz, que ele mesmo construiu e  é local de contínuas e fervorosas peregrinações. Lá também encontra-se sepultado o corpo da co-fundadora Irmã Helena Maria do Espírito Santo. 
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Como obter as pílulas de Frei Galvão?
As pílulas de Frei Galvão são confeccionadas e fornecidas pelas Irmãs Concepcionistas do Mosteiro da Luz a qualquer pessoa. Basta enviar uma carta solicitando as pílulas e esclarecendo que já possui a Novena da Santíssima Trindade (tópicos seguintes) e peça às irmãs que reze por suas intenções. Não esquecer de colocar dentro desse envelope, um outro envelope selado e destinado a você mesmo, para poupar as Irmãs de trabalho e despesas postais. O endereço delas é o seguinte:
Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz
Av. Tiradentes, 676  -  Bairro da Luz
          CEP: 01102-000  São Paulo   SP

Depois de receber as pílulas, como fazer a novena de Frei Galvão?

É muito simples. Você vai receber três pílulas no envelope. Tenha em mãos a Novena da Santíssima Trindade (próximo tópico) e tome uma pílula no primeiro dia da novena, outra no quinto e a  última no nono dia. (Para quem não sabe,  novena significa significa nove dias, devendo-se a cada dia rezar uma vez a oração da Santíssima Trindade). Nos casos mais graves, pode-se fazer a "Novena de Fogo" que, ao invés de nove dias, corresponde à nove horas seguidas, ou seja,  a cada hora reza-se a oração da Santíssima Trindade, obedecendo-se o mesmo critério: uma pílula na primeira hora, outra na quinta e a última na nona hora da novena. 

Novena da Santíssima Trindade
Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo,eu vos adoro, louvo e vos dou graças pelos benefícios que me fizestes.Peço-vos, por tudo o que fez e sofreu vosso Servo, Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, que aumenteis em mim a fé, a esperança e a caridade, e vos digneis conceder-me a graça que ardentemente desejo. Amém.
Rezar (Também nas intenções das Irmãs):
1 Pai-Nosso, 1 Ave-Maria e 1 Glória ao Pai

Não esqueça de comunicar às Irmãs do Mosteiro da Luz as graças e milagres alcançados através da Novena de Frei Galvão. O endereço postal é o mesmo que mencionamos acima.
Reflexões:
O Papel de Frei Galvão ao escrever sua história de santidade, remonta seus primeiros passos como legislador das Concepcionistas, prescrevendo, de próprio punho, as regras das "Recolhidas da Imaculada Conceição". Regras, aliás,  que indicam o caminho da Cruz e de um "prolongado martírio",  mas revestido de ternura e compaixão com os que sofrem, com os pobres e doentes.  Isso traduz uma vida de verdadeira entrega e amor cristão: assumir a Cruz e ao mesmo tempo aliviar as dores do próximo. Virtude tão santa e perpetuada pelas mãos das Concepcionistas, que tantos alívios concedem ao Povo de Deus com suas orações e com a distribuição das miraculosas pílulas de Frei Galvão.
Os brasileiros  se alegram e agradecem a Deus por este momento tão especial e significativo para a Igreja, de ver elevado aos altares o primeiro filho da Terra da Santa Cruz.  Um presente ornamentado com as mais belas jóias de piedosa devoção e calorosa emoção pela presença do Santo Padre em nosso País, que pessoalmente presidiu  a canonização no Campo de Marte para na seqüência, seguir para a V Conferência Episcopal  no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, que tão próxima encontra-se à cidade de Guaratinguetá.
Um ambiente onde tudo está muito próximo, um aconchego que faz lembrar o pedido do pai de Frei Galvão, quando este decidiu ingressar na vida religiosa: Que optasse pelo convento de Taubaté, próximo à Guaratinguetá, onde morava a família, para ficar "mais pertinho" do filho recém vocacionado. Nisso vemos o carinho e a delicadeza da Mãe, que ornamentou carinhosamente a casa em dia de festa, colocando as coisas em seu devido lugar, para que tudo ocorresse em perfeita harmonia com a história do nosso santo, Seu devotíssimo servo.  Fatos evidentes que nos certificam a inexistência do acaso.
Santo Antônio de Sant'Anna Galvão, soldado de Maria, protetor dos aflitos, pai das Concepcionistas, orgulho dos franciscanos, rogai por nós!
Fonte: Página Oriente em 2015

Santo Antonio de Sant'Ana Galvão

NascimentoNo ano de 1739
Local nascimentoGuaratinguetá (São Paulo)
OrdemFranciscana
Local vidaSão Paulo
EspiritualidadeDe uma família de muitas posses, descendia dos primeiros povoadores da Capitania e corria em suas veias sangue de bandeirantes. Foi ele próprio chamado "Bandeirante de Cristo", porque tinha na alma a grandeza, o arrojo e fortaleza de um verdadeiro bandeirante. Renunciou a uma brilhante situação no mundo e ingressou na Ordem franciscana. Fundou, em 1774, juntamente com Madre Helena Maria do Espírito Santo, o Mosteiro concepcionista de Nossa Senhora da Luz, em São Paulo. Não somente formou e conduziu nas vias da espiritualidade franciscana e concepcionista as religiosas desse mosteiro mas também o edificou materialmente, ao longo de quase 50 anos de perseverantes esforços Foi arquiteto, engenheiro, mestre de obras e muitas vezes o operário da sua edificação, que somente se tornou possível porque ele incansavelmente pedia esmolas para a magnífica construção. Foi beatificado em 1998. Até hoje sua sepultura, na capela do mosteiro, é visitada por multidões de pessoas, que lhe pedem graças e milagres, e também à procura das famosas e prodigiosas "pílulas de Frei Galvão". A origem dessas pílulas é contada num folheto distribuído no próprio mosteiro: "Certo dia, Frei Galvão foi procurado por um senhor muito aflito, porque sua mulher estava em trabalho de parto e em perigo de perder a vida. Frei Galvão escreveu em três papelinhos o versículo do Ofício da Santíssima Virgem: Post partum Virgo Inviolata permansisti: Dei Genitrix intercede pro nobis (Depois do parto, ó Virgem, permanecestes intacta: Mãe de Deus, intercedei por nós). Deu-os ao homem, que por sua vez levou-os à esposa. Apenas a mulher ingeriu os papelinhos, que Frei Galvão enrolara como uma pílula, a criança nasceu normalmente. Caso idêntico deu-se com um jovem que se estorcia com dores provocadas por cálculos visicais. Frei Galvão fez outras pílulas semelhantes e deu-as ao moço. Após ingerir os papelinhos, o jovem expeliu os cálculos e ficou curado. Esta foi a origem dos milagrosos papelinhos, que, desde então, foram muito procurados pelos devotos de Frei Galvão, e até hoje o Mosteiro fornece para as pessoas que têm fé na intercessão do Servo de Deus".
Local morteSão Paulo
MorteNo ano de 1822
Fonte informaçãoOs cinco minutos dos santos - J. Alves
OraçãoÓ Deus, que inspirastes ao Beato Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, extraordinária caridade com os enfermos, os aflitos e os escravos de sua época no Brasil, dai-me o vosso espírito de amor para que eu saiba suportar com paciência meus sofrimentos. Intercedei junto a Jesus Cristo, que tanto amastes, e neste momento de dor, (fazer o pedido) não me falte a força e a coragem de suportar a doença; fortalecei meu ânimo onde, passando pelo sofrimento, purifique-me dos meus pecados e também possa ajudar meus irmãos mais necessitados. Amém.
Outros Santos do diaOutros santos do dia: São Gaudêncio; Marcelino (papa e márt); Crisanto e Dária, Crispim e Crispiniano (protetores dos sapateiros e coureiros); Proto e Januário (márts); Teódocio, Lúcio, Marcos, Pedro, Cláudio (márts); Cleto (cf.) Bonifácio I (papa); Valentim e Engrácia (márts); Miniato e frutos de Segóvia.
Fonte: ASJ em 2015

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 25/10/2023

ANO A


Lc 12,39-48

Comentário do Evangelho

Discípulos conscientes

A vinda do Filho do Homem, mencionada dentro deste texto sobre a vigilância, é a revelação de que, a partir de Jesus, o humano se torna o lugar do encontro com Deus. Libertos das ambições do mundo, os discípulos, confiantes no Pai, não devem ficar inertes, apáticos, acomodados. A eles foi revelada a vontade do Pai, oferecendo a todos o Reino de amor, na fraternidade e no serviço. Cabe, então, aos discípulos empenhar-se em servir o Filho do Homem presente em seus irmãos. Na comunhão de amor com os irmãos acontece a comunhão de vida eterna com Deus.
Percebe-se que a menção aos castigos cruéis, no fim da parábola, não corresponde à índole de Jesus, correndo por conta das comunidades vinculadas a Jerusalém, com sua tradição de "culpa e castigo", própria do Primeiro Testamento.
José Raimundo Oliva
Oração
Pai, leva-me a tomar consciência de que muito será exigido de mim, pois muito me foi dado. Que minha vida seja compatível com minha condição de discípulo do teu Reino.
Fonte: Paulinas em 24/10/2012

Comentário do Evangelho

Busca que exige “vigilância”.

É bastante provável que o “atraso da parúsia” tenha criado na comunidade cristã primitiva um clima de desânimo e de laxismo. Isto pode ser verificado pela insistência e pelo espaço que o tema da vigilância ocupa no relato (vv. 35.40.43). Nosso texto é constituído por uma série de conselhos que Jesus dá aos discípulos; compreenda-se que eram os responsáveis pela vida da comunidade.
Trata-se de agir em conformidade com a vontade de Deus (v. 47) – isto é o essencial para a comunidade cristã.
A história, nosso caminho para a pátria celeste, é o lugar do testemunho dos cristãos.
Antes de tudo é preciso ter presente que o Reino é dom de Deus (v. 32; cf. vv. 22-31), e que, por isso mesmo, ninguém pode tirá-lo ou se apropriar dele como sendo seu. Daí que não há o que temer (v. 31). Da comunidade é exigido não se dispersar, nem ser assimilada pelos bens terrenos, mas viver o valor fundamental de sua vocação: buscar o Reino de Deus (v. 31). Este é o seu tesouro (v. 34)! Esta busca exige “vigilância” (vv. 35.40.43) e, como toda busca, empenho para buscar, encontrar e realizar a vontade de Deus.
A comunidade cristã deve ser caracterizada pela disponibilidade cultivada pela iluminação da Palavra de Deus: “Ficai de prontidão, com o cinto amarrado e as lâmpadas acesas” (v. 35).
O Senhor vem continuamente ao encontro do seu povo. A imprevisibilidade desse encontro exige a atitude religiosa da vigilância. É ela que possibilita viver a expectativa e o desejo permanentes desse encontro vital para a vida e o testemunho cristãos.
Carlos Alberto Contieri,sj
Fonte: Paulinas em 23/10/2013

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

O ADMINISTRADOR FIEL E PRUDENTE


Já se passaram cinquenta anos desde a cruz e a ressurreição. A Igreja continua sua missão entre fé e incertezas. Há certa inquietude em relação à parusia. Jesus responde com duas parábolas: o dono da casa e o ladrão; e o senhor e o administrador. Não importa saber o dia ou a hora da vinda do Senhor.
O que verdadeiramente importa é a fidelidade e a vigilância. “Ficai preparados!”: esse é o pedido de Jesus. O critério fundamental é o amor que se faz serviço, ponto central da segunda parábola. O administrador fiel é imagem dos apóstolos; no tempo de Lucas, são os responsáveis pelas comunidades cristãs. Eles devem cuidar de pessoas, especialmente da caridade. Lucas acrescenta um fato: o Senhor está demorando. A parusia é adiada.
A pergunta, então, é: como a Igreja deve agir, já que o Senhor está demorando? A Igreja, especialmente seus líderes, deve manter uma vida fervorosa de oração, a escuta atenta da Palavra, a vivência da comunhão eucarística, a prática da caridade e da justiça, e a força da missão querigmática. “É assim que o servo espera a vinda do seu Senhor!”.

Vivendo a Palavra

Jesus nos adverte mais uma vez sobre a necessidade de estarmos vigilantes. E esclarece que vigiar não é ficar parado, esperando, mas cumprir a vontade do Pai – ‘dar comida a todos na hora certa’ – cuidando, especialmente, dos pobres, dos pequenos, dos discriminados pelos homens.
Fonte: Arquidiocese BH em 24/10/2012

VIVENDO A PALAVRA

«Senhor, estás ensinando só para nós, ou para todos?» Pedro mostra sua fragilidade humana: a lição de Jesus é também para os ‘outros’, ou apenas para os seus amigos? Não poucas vezes também nós, hoje, caímos na mesma dúvida e, esquecidos de nossos próprios erros, colocamo-nos na posição de juízes dos irmãos e pensamos em privilégios no Reino de Deus...
Fonte: Arquidiocese BH em 23/10/2019

Reflexão

O Filho do Homem vai chegar na hora em que menos esperamos, pois ele está sempre chegando até nós nos pobres e necessitados. Os que esperam a vinda de Jesus somente no último dia tornam-se pregadores do fim do mundo e vivem uma fé ritual, são incapazes de amar verdadeiramente e, na verdade, não conhecem Jesus presente em suas vidas, possuem uma fé egoísta, pois a espera de Jesus não é para o encontro com ele, mas para ganhar o prêmio eterno. A longa espera e a falta de vivência concreta do amor faz com que essas pessoas desanimem e maltratem seus irmãos e irmãs, fazendo-se merecedores da sorte dos infiéis.
Fonte: CNBB em 24/10/2012 e 23/10/2013

Reflexão

Nas coisas de Deus, quem é o administrador fiel e prudente? É aquele que não se desvia do caminho de Jesus, está sempre atento a seus apelos, e na alegria continua servindo ao rebanho dele. É recomendação atual, não só para o povo em geral, mas também para as lideranças religiosas: bispos, padres, diáconos, ministros e agentes de pastoral. O evangelho apresenta o cristão vigilante com a mentalidade de administrador e não de patrão. Só Deus é o Senhor. A Igreja precisa menos de “patrões” e mais de “servos”. Pelo batismo, todos assumem responsabilidades e devem pôr-se a serviço dos outros. Portanto, sem usar sua função com autoritarismo e ares de poder, cada um é convidado a empenhar-se humildemente a serviço da comunidade, sabendo que pode contar com a graça de Deus.
(Dia a dia com o Evangelho 2019 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Fonte: Paulus em 23/10/2019

Reflexão

Nas coisas de Deus, quem é o administrador fiel e prudente? É aquele que não se desvia do caminho de Jesus, está sempre atento a seus apelos e, na alegria, continua servindo ao rebanho dele. Essa é uma recomendação atual, não só para o povo em geral, mas também para as lideranças religiosas: bispos, padres, diáconos, ministros e agentes de pastoral. O Evangelho apresenta o cristão vigilante com a mentalidade de administrador, e não de patrão. Só Deus é o Senhor. A Igreja precisa menos de “patrões” e mais de “servos”. Pelo batismo, todos assumem responsabilidades e devem pôr-se a serviço dos outros. Portanto, sem usar sua função com autoritarismo e ares de poder, cada um é convidado a empenhar-se humildemente a serviço da comunidade, sabendo que pode contar com a graça de Deus.
Oração
Ó Jesus, Filho do Homem, chegará o momento em que nós, discípulos do Reino, teremos de prestar contas de nossas atitudes. Maior rigor será aplicado aos líderes das comunidades, pois desempenham serviços de maior responsabilidade. Ajuda-nos, Senhor, a administrar a parcela que nos é confiada. Amém.
(Dia a dia com o Evangelho 2021 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)
Fonte: Paulus em 20/10/2021

Reflexão

Nas coisas de Deus, quem é o administrador fiel e prudente? É aquele que não se desvia do caminho de Jesus, está sempre atento a seus apelos, e na alegria continua servindo ao rebanho dele. É recomendação atual, não só para o povo em geral, mas também para as lideranças religiosas: bispos, padres, diáconos, ministros e agentes de pastoral. O Evangelho apresenta o cristão vigilante com a mentalidade de administrador e não de patrão. Só Deus é o Senhor. A Igreja precisa menos de “patrões” e mais de “servos”. Pelo batismo, todos assumem responsabilidades e devem pôr-se a serviço dos outros. Portanto, sem usar sua função com autoritarismo e ares de poder, cada um é convidado a empenhar-se humildemente a serviço da comunidade, sabendo que pode contar com a graça de Deus.
(Dia a Dia com o Evangelho 2023)

Reflexão

«Vós também ficai preparados! Pois na hora em que menos pensais, virá o Filho do Homem»

Rev. D. Josep Lluís SOCÍAS i Bruguera
(Badalona, Barcelona, Espanha)

Hoje, com a leitura deste fragmento do Evangelho, podemos ver que cada pessoa é um administrador: quando nascemos, nos é dada uma herança nos genes e algumas capacidades para nos realizarmos na vida. Descobrimos que estas potencialidades e a própria vida são dons de Deus, pois nós nada fizemos para consegui-las. É um presente pessoal, único e intransferível e, é isso o que nos confere a nossa personalidade. São os talentos de que o próprio Jesus nos fala (cf. Mt 25,15), as qualidades que devemos fazer crescer durante a nossa existência.
«Pois na hora em que menos pensais, virá o Filho do Homem» (Lc 12,40), Termina dizendo Jesus no primeiro parágrafo. A nossa esperança está na vinda do Senhor Jesus no fim dos tempos; mas agora e aqui também Jesus se faz presente na nossa vida, na simplicidade e na complexidade de cada momento. É hoje quando, com a força do Senhor, podemos viver o seu Reino. Santo Agostinho nos o lembra com as palavras do Salmo 32,12: «Ditosa a nação cujo Deus é o Senhor, para que podamos ser conscientes disso, formando parte desta nação».
«Vós também ficai preparados!» (Lc 12,40), esta exortação representa uma chamada à fidelidade, a qual está subordinada ao egoísmo. Temos a responsabilidade de saber "dar resposta" aos bens que recebemos juntos com a nossa vida. «Conhecendo a vontade do senhor» (Lc 12,47), é aquilo a que chamamos a nossa "consciência" e, é o que nos torna dignamente responsáveis pelos nossos atos. A resposta generosa pela nossa parte à face da humanidade, à face de cada um dos seres vivos, é algo justo e cheio de amor.

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Tomara o Senhor se dignasse a me despertar do sono de minha desídia, eu, que ainda sendo vil, sou seu servo! Tomara me inflamasse no desejo de seu amor incomensurável e me acendesse com o fogo de sua divina caridade» (São Columbano, abade)

- «A sonolência dos discípulos segui sendo ao longo dos séculos uma ocasião favorável para o poder do mal. Essa falta de sensibilidade das almas confere um poder no mundo ao maligno» (Bento XVI)

- «Em jesus, “o Reino de Deus está perto”. Ele apela à conversão e à fé, mas também à vigilância. Na oração, o discípulo vela, atento Aquele que é e que vem(...). Em comunhão com o Mestre, a oração dos discípulos é um combate; é vigiando na oração que não se cai na tentação» (Catecismo da Igreja Católica, n° 2612)

Reflexão

A sonolência dos discípulos e o poder do mal

REDAÇÃO evangeli.net (elaborado com base nos textos de Bento XVI)
(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje, o chamamento à vigilância aparece como uma urgência muito imediata. Já tinha sido um tema central no anúncio em Jerusalém, mas, aponta antecipadamente à história futura do cristianismo. A sonolência dos discípulos segue sendo ao longo dos séculos uma ocasião favorável para o poder do mal.
Esta sonolência é um embotamento da alma, que não se deixa inquietar por toda a injustiça e o sofrimento que devastam a terra. É uma insensibilidade que prefere ignorar tudo isso; se tranquiliza pensando que, no fundo, não é tão grave e, assim pode permanecer na autocomplacência da própria existência satisfeita. Mas, esta falta de sensibilidade das almas, tanto pelo que se refere à cercania de Deus como ao poder ameaçador do mal, outorga um poder no mundo ao maligno.
—Diante nossos espíritos adormecidos, Tu, Senhor dizes de Ti mesmo: “Morro de tristeza”. Eu te respondo: Quero velar contigo!

Meditação

“A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!” Mais uma vez, somos convidados a pensar em nossa responsabilidade. Somos privilegiados, recebemos de Deus as condições de vida favoráveis, fomos educados no Evangelho, somos suficientemente informados, temos várias aptidões. Temos de nos perguntar se estamos usando bem de todas essas graças para o nosso bem e para a felicidade dos outros. Ainda temos tempo para mudar e melhorar.
Oração
Deus, Pai de misericórdia, que fizestes de Santo Antônio de Sant’Ana Galvão um instrumento de caridade e de paz no meio dos irmãos, concedei-nos, por sua intercessão, favorecer sempre a verdadeira concórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Comentário sobre o Evangelho

O Servo Vigilante: Sirvamos com amor e diligência enquanto esperamos o retorno do Senhor


Hoje, Jesus Cristo adverte-nos de que a vida não é uma “farra”… Para além do tempo - que para todos acaba - há a eternidade, a Eternidade de Deus.
- Imaginas-te a viver a eternidade à base de festins, bebedeiras, discussões…? Bastante aborrecido!, não? Na eternidade, ou se vive de amor, ou se vive morto de aborrecimento.

Meditando o evangelho

O SERVO PRUDENTE E FIEL

O discípulo do Reino não se deixa pegar de surpresa. Pelo contrário, ele se precaver e cuida para não deixar o pecado se apoderar de seu coração, indispondo-o a receber o Senhor. Sua atenção deve ser como a de um homem que guarda sua casa, sabendo a que horas virá o ladrão. O homem sábio protege sua propriedade e frustra a ação do arrombador. O ladrão não o pega desprevenido.
O cristão sabe apenas que o Senhor virá de maneira improvisa e não quer se deixar pegar de surpresa. Daí seu esforço para superar a preguiça e a indolência. Ele age sempre com prudência e fidelidade. A prudência leva-o a não perder de vista a exortação do Senhor que anunciou sua vinda como certa. A fidelidade mantém-no na via traçada pelo Senhor, porque sabe que é inútil optar por desvios ou falsas propostas de salvação. A prudência coloca diante dele o Reino e o que está reservado para quem se encontrar preparado, por ocasião da vinda do Senhor. A fidelidade convence-o de que vale a pena consagrar toda a vida ao Senhor e ao seu Reino.
Sobretudo, o cristão está convencido da responsabilidade que lhe foi confiada. Na ausência do Senhor, compete-lhe entregar-se, sem reserva, à construção do Reino. É arriscado não levar a sério esta missão. Bem-aventurado quem for encontrado fazendo o bem!
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)
Oração
Senhor Jesus, reforça minha responsabilidade no serviço ao Reino, para eu ser encontrado fazendo o bem.
Fonte: Dom Total em 23/10/2019 e 20/10/2021

COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Cargos de confiança
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Vamos entender o que é um cargo de confiança, o governante nomeia alguém para um cargo de confiança, comandando uma área ou um setor de trabalho da sua administração.
É alguém em quem ele confia cegamente, honesto, íntegro, e que pensa e age exatamente como ele pensaria e agiria, estando no comando direto daquele setor. Tem uma boa remuneração, não precisa fazer concurso, mas em compensação tem responsabilidades pesadas, e terá que estar sempre prestando contas ao Administrador que lhe confiou tal encargo. Essa deveria de ser a linha de conduta, mas... Infelizmente os apadrinhamentos políticos criam cada vez mais cargos de confiança, para atender as conveniências do partido e do eleitorado, e os favorecimentos políticos estão em todas as esferas da nossa Vida Pública, de maneira vergonhosa e pecaminosa.
No evangelho que refletimos, Jesus está falando dos Cargos de Confiança, que Deus delega a algumas pessoas na sua vocação cristã, pensando aqui na vida de família e comunidade.
Qualquer encargo que se tem, na vida da Igreja, seja em comunidade, paróquia ou até mesmo na Diocese ou arquidiocese, não é por mérito e muito menos por apadrinhamento político (pelo menos não deveria ser, pois comunidade cristã é o último lugar onde se pode fazer barganha de cargos e funções). O evangelho começa nos lembrando de que aquilo que fazemos, ou pelo qual somos responsáveis, não é nosso, não nos pertence, é transitório e pode nos ser tomado a qualquer momento, sem aviso prévio, nesse sentido compreende-se, de maneira mais profunda, o dom da vida que Deus nos concede.
São Pedro, com suas pergunta, quer saber se aquilo tem algo a ver com o grupo dos discípulos, ou é só para o povão. Pobre do Pedro poderia dormir sem essa, pois Jesus lembra com rigor a responsabilidade que eles têm, enquanto discípulos, de alimentar o povo com o trigo, dando-lhes vida e não os deixando perecer. O recado é muito direto para todos nós, que temos alguma função na comunidade, seja ela qual for, estamos á frente de todos, não para mandar e desmandar, dar ordens e ser obedecido, dominar e ser importante, mas para servir, para ajudar as pessoas a crescerem na Fé e na Vida da Igreja.
A advertência final, é de que, seremos energicamente cobrador diante de Deus, se as pessoas que ele nos confiou perecerem, por falta de cuidados e atenção. Pode até ser que elas se salvem, e a gente se perca, porque o Senhor confiou em nós, e não correspondemos a sua confiança. Pensei nisso, você que aí na comunidade tem um encargo considerado "importante".

2. Estejam preparados! - Lc 12,39-48
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - comece o dia feliz)

As recomendações de Jesus no caminho para Jerusalém mostram seu amor e seu interesse por nós. Ele quer o nosso bem e a nossa salvação. Portanto, diz ele, “estejam preparados. O Filho do Homem que é ele mesmo virá a qualquer momento”. Jesus se refere à sua vinda final, quando virá julgar os vivos e os mortos. Não sabemos quando será nem como será. Sabemos, porém, que há uma vinda anterior, na hora da nossa morte, quando ele virá nos buscar e nos levar para a casa do Pai. Venha quando vier, venha quando quiser, ele nos encontrará fazendo o bem.

3. UM ALERTA PARA OS LÍDERES
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total)

A parábola do dispenseiro prudente e fiel é uma chamada de atenção para os líderes das comunidades cristãs, na perspectiva da demora em consumar-se a segunda vinda do Senhor.
O dispenseiro confiável corresponde ao líder que exerce a tarefa de coordenar a comunidade, sem extrapolar os limites de suas atribuições. No trato com os irmãos e as irmãs, sabe ser benevolente e justo, fraterno e solidário, equânime e respeitoso. Ele não cede à tentação de sentir-se superior aos demais, nem de fazer acepção de pessoas. Antes, exerce a liderança, consciente de estar a serviço do Senhor, a quem deverá prestar contas.
O dispenseiro insensato assemelha-se ao líder que tiraniza a comunidade, despreza as pessoas, e é inescrupuloso no trato com elas. Comporta-se como se fosse o senhor de seus semelhantes. Um senhor impiedoso e cruel! Os efeitos danosos de sua atitude são imediatamente sentidos pela comunidade, a qual se dispersa, desanima, perde o gosto de testemunhar sua fé.
A reação do senhor diante das duas atitudes contrastantes alerta para o destino de cada tipo de líder: quem é fiel receberá a bênção divina, em forma de herança dos bens eternos. Sua fidelidade a um projeto histórico torná-lo-á merecedor de um prêmio celeste. Já o líder tirano será punido com severidade, recebendo a mesma sorte dos ímpios, ou seja, o castigo eterno.
Oração
Espírito de fraterna bondade, ilumina nossos líderes para que exerçam com responsabilidade a missão recebida, conscientes de que deverão prestar contas ao Pai.
Fonte: NPD Brasil em 23/10/2019

HOMILIA DIÁRIA

Estou ciente da minha responsabilidade?

Postado por: homilia
outubro 24th, 2012

Quem é maduro para Deus senão aquele que assume a própria responsabilidade? Vivemos numa sociedade onde a culpa não existe. E mais: estamos expostos a um rolo de acontecimentos, com seu emaranhado de causas e consequências.
Vale a pena ouvir as palavras que Jesus nos dirige com máxima atenção: “Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes” (Lc 12,40).
Qual é a razão desta advertência de Jesus? É que os homens e as mulheres facilmente se metem num jogo de “empurra-empurra”. Os que erram “são os outros”, os culpados não somos nós, não sou eu. Para mim, tudo o que faço está certo. Portanto, a culpa não existe e, se existe, é dos outros, é dos dirigentes, é do governo, é da hierarquia.
Não esqueça que também é índice de maturidade cristã saber examinar-se e reconhecer a própria parte de responsabilidade. Nós somos responsáveis de muitos males que acontecem no mundo.
Jesus nos dirige a palavra: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa?” (Lc 12,42). O Evangelho apresenta o cristão vigilante com a psicologia do administrador, não do patrão. Todos querem ser “patrões” e querem mandar! Se esquecem que só Deus é o Senhor. Foi dito que o mundo iria melhor se tivesse menos arquitetos e mais pedreiros, menos discussões e mais trabalhos. Provavelmente, o mundo e a Igreja precisam menos de patrões e mais de servos.
Concluindo: diremos que estas duas parábolas – a da chegada inesperada do ladrão e a do comportamento do servo que aguarda a chegada do senhor – continuam o tema escatológico da vinda gloriosa do Filho do Homem.
O primeiro grande acontecimento escatológico é a Encarnação. É o nascimento de Jesus. É a presença do Filho do Homem – Jesus, Filho de Deus – na história ao longo dos tempos. A partir de Jesus, o humano se torna o lugar do encontro com Deus.
Os discípulos, na diversidade de seus dons, são chamados ao serviço e à vida construindo o mundo novo possível, onde Deus se faz presente pelo amor. Por isso, esperando continuamente a chegada imprevisível do Senhor que serve, a comunidade cristã deve permanecer atenta, concretizando a busca do Reino através da prontidão no serviço fraterno.
Quero que você saiba que a responsabilidade é ainda maior quando se sabe o que deve ser feito. E você sabe tudo o que deve fazer para ter como herança a vida eterna. Muito lhe será exigido, pois diz Jesus: “A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Canção Nova em 24/10/2012

HOMILIA DIÁRIA

Devemos honrar o nosso corpo como o lugar da morada de Deus

Devemos honrar o nosso corpo como o lugar da morada de Deus. Você sabe que o nosso corpo é um sacrário, é um templo vivo, é o lugar onde Deus habita.

“Irmãos, que o pecado não reine mais em vosso corpo mortal, levando-vos a obedecer às suas paixões.” (Rm 6,12)

Vamos meditar a Palavra de Deus a partir da Primeira Leitura (cf. Rm 6,12-18) da Santa Missa de hoje, esta bonita carta que São Paulo escreveu aos romanos.
O convite do apóstolo Paulo é justamente este – uma vez que nós conhecemos Cristo e Ele nos libertou da escravidão, sobretudo da escravidão do pecado e da morte – o pecado não deve mais reinar em nosso corpo.
Você sabe que, em certas ocasiões, nós seguimos as inclinações que o nosso corpo tem – quando digo corpo, digo a nossa natureza humana, natureza mortal, que, muitas vezes, nos chama ao pecado. Quando você olha para o seu corpo, você vê que todo ele pode ser ocasião de pecado – a língua, os ouvidos, os olhos, os membros inferiores e superiores, da ponta dos nossos pés até os cabelos, nós podemos nos deixar ser seduzidos pelo pecado e o pecado nos levar a nos entregar a ele.
Nós conhecemos a Cristo e Ele passou a reinar e a viver em nós graças ao batismo que nos foi concedido. Devemos honrar, cada vez mais, o nosso corpo como o lugar da morada de Deus. Você sabe que o nosso corpo é um sacrário, é um templo vivo, é o lugar onde Deus habita.
É esse corpo mortal que recebeu a graça do batismo, mas esse mesmo corpo recebe, para se fortalecer na fé, a graça da Eucaristia, do Corpo e do Sangue de Cristo, que circula em nós. Como devemos honrar o Cristo que habita em nós; como devemos honrar esse Cristo que faz moradia em nós!
Nós, muitas vezes, podemos nos sentir fracos, impotentes, seduzidos pelo mal, e o pecado reinar em nós; mas é por isso mesmo que nós precisamos da força de Cristo, do amor de Jesus reinando em nossos corações.
Nós precisamos nos decidir, a cada dia, a entregar o nosso corpo, e tudo o que somos e temos, para ser o lugar da moradia de Deus e não o lugar da morada do pecado. Por isso, a cada dia, devemos nos levantar e fazer a persignação ou orar: Pelo sinal da santa cruz, livrai-nos, Deus, Nosso Senhor, de todos os nossos inimigos; e depois traçar o sinal da cruz: em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo, de forma a permitir que todo o nosso corpo seja marcado para ser o templo de Deus, o lugar da morada do Senhor.
Que Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

HOMILIA DIÁRIA

Correspondamos à graça de Deus

“A quem muito foi dado muito será pedido; a quem muito foi confiado muito mais será exigido!” (Lucas 12,48)

O Senhor Nosso Deus é justo e misericordioso. É muito importante prestarmos atenção nesses dois adjetivos, porque nós queremos que Deus seja somente misericordioso, e Ele é extremamente misericordioso para conosco. Ele não nos trata de acordo com os nossos pecados, mas nos trata de acordo com o seu coração.
Ele vem ao nosso encontro, a cada dia, para cuidar de nós, para nos mostrar o seu amor, para nos levantar, para não nos deixar caídos e prostrados nas estradas da vida. O Senhor bom e misericordioso cuida de nós, e precisamos responder ao amor misericordioso de Deus com a nossa vigilância, com o nosso cuidado e com a nossa responsabilidade pelos nossos atos, pelas nossas atitudes, pelas nossas escolhas e pela vida que nós levamos.
Quem responde pelos nossos atos e escolhas somos nós. Quem responde pelo que fazemos ou deixamos de fazer somos nós. É a atitude da maturidade, é a atitude do discípulo, do servo que é responsável por aquilo que lhe foi confiado.

A graça de Deus está agindo em nós, sobre nós, na nossa vida e no nosso tempo

A verdade é que Deus não tem nos confiado pouco, por isso mesmo, Ele é bondoso, misericordioso e, sobretudo, muito justo.
Não podemos esperar que Deus trate uma pessoa que não teve nem a graça de conhecê-Lo, de ser evangelizado como nós somos a cada dia. A Palavra de Deus é semeada, é colocada, somos advertidos, formados e informados sobre a ação de Deus, por isso precisamos corresponder a tamanha graça.
Não sejamos como aquele servo infiel, preguiçoso, relaxado, acomodado, que quer se fazer prevalecer da bondade e da misericórdia de Deus, por isso não toma atitude, não se converte, por isso peca e diz: “Depois Deus perdoa”, e não se empenha em mudar de vida, não repara os seus maus, faz vista grossa diante das coisas ou, então, se compara: “Meu pecado é pequeno, grande é o daquele outro”.
Talvez, até a materialidade do que o outro faça seja maior do que a minha, mas a minha consciência é muito mais iluminada, porque muito mais recebo de graça de Deus. Por isso, aí está o tamanho da responsabilidade para com o sagrado.
Deus tem sido muito bom e nos revelado Seus tesouros. A Sua graça está agindo em nós, sobre nós, na nossa vida e no nosso tempo. Agora, é preciso ter responsabilidade e seriedade com a graça recebida.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 23/10/2019

HOMILIA DIÁRIA

Vivamos a nossa fé na expectativa do encontro com o Senhor

“Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes.” (Lucas 12,40)

É preciso alegrar-se para esperar o Senhor que vai chegar, não é na tristeza, no descaso, não é no pouco-caso, mas é com o coração alegre na esperança de que o Senhor virá. É que para nós pensar no Senhor que vai chegar é pensar que vamos ter que partir nessa vida, porque o Senhor vem ao nosso encontro ou nós vamos ao encontro d’Ele, e não importa em que ponto esse encontro aconteça, mas é o encontro mais esperado do coração humano. Esse anseio do encontro com o Senhor não pode sair de dentro de nós, porque senão viveremos uma fé vacilante e frustrante.
Se estivermos apenas vivendo uma fé que nos deixa presos e ancorados a esta vida, não seremos o administrador fiel e prudente na qual o Evangelho nos exorta. Viveremos nossa fé em função do tempo presente, em função dos nossos interesses dessa vida humana e mundana, mas de forma alguma pode e deve ser assim. Devemos viver a nossa fé na expectativa do encontro com o Senhor. Primeiro, encontramo-nos com o Senhor a cada dia e não podemos passar nem um dia sem encontrá-Lo. Encontramo-nos com o Senhor no irmão, na Palavra, na Eucaristia, nós nos encontramos com Ele na oração, na prática do amor fraterno, da caridade, do cuidado com os mais pobres; encontramo-nos com o Senhor quando nos reunimos em nome d’Ele.

Precisamos estar preparados, a cada dia, para esse encontro com o Senhor, porque Ele não vai nos avisar

Cada encontro nosso com o Senhor deve acender em nosso coração a expectativa do nosso encontro definitivo com Ele. Desculpa, mas a nossa fé está muito equivocada, estamos, muitas vezes, vivendo como se Deus estivesse distante de nós, e estamos ignorando os encontros ordinários e extraordinários que nós temos com Ele em nossa vida, por isso que o coração não se acende, por isso que, muitas vezes, a morte surpreende, decepciona, ilude a tantos, machuca muitos ainda, porque não entendemos o sentido do encontro.
Precisamos estar preparados, a cada dia, para esse encontro com o Senhor, porque Ele não vai avisar: “Olha, vou chegar amanhã”. O Senhor está entre nós e vai chegar de uma forma definitiva para que o coração daquele que é Seu discípulo fiel e prudente, na alegria, O encontre. O nosso encontro com o Senhor não será triste; será triste não nos encontrarmos com Ele, sermos afastados d’Ele.
Às vezes, sentimos a tristeza quando uma pessoa querida nossa parte, é a tristeza da separação humana, mas se não tivermos no fundo da alma um sentimento de fé, esperança e alegria — porque o meu que aqui sofria, agora se alegra na presença de Deus —, é porque não vivemos uma fé de expectativa, não vivemos uma fé que nos remete às alturas e ao encontro do Senhor. Vivemos uma fé em função da minha realidade neste mundo, e é por isso que o Senhor está dizendo: “Ficai preparados. Ficai espertos”, porque não podemos esperar que vai ser no nosso tempo.
Deus nos surpreende, e que a surpresa final da vida não seja desagradável, porque não estamos sendo fiéis nem prudentes, mas sejamos, a cada dia, administradores fiéis e prudentes da graça de Deus, encontrando-nos com o Senhor, porque o encontro definitivo será uma bênção e uma alegria sem fim.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
Fonte: Canção Nova em 20/10/2021

Oração Final
Pai Santo, dá-nos força e perseverança para nos mantermos vigilantes. E que, em nossa vigília, estejamos atentos às necessidades e carências dos nossos companheiros de peregrinação nesta terra, que já é parte do teu Reino de Amor. Nós te pedimos pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 24/10/2012

ORAÇÃO FINAL
Pai Santo, dá-nos força para andar pelo único caminho que temos para fazer o mundo mais santo, que é nos tornarmos melhores, cuidando da conversão pessoal. Não permitas, amado Pai, que sejamos vencidos pela tentação de julgar o próximo, mas dá-nos sabedoria e perseverança para seguir o Cristo Jesus, nosso Irmão Maior, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: Arquidiocese BH em 23/10/2019

GOTAS DE MISERICÓRDIA - Diário de Santa Faustina §367


Diário de Santa Faustina §367

“† Em determinado momento, Jesus me fez conhecer que, quando Lhe peço alguma coisa na intenção que frequentemente me recomendam, está sempre pronto a conceder Suas graças, embora as almas nem sempre queiram aceitá-las: Meu Coração está repleto de grande misericórdia para com as almas, e especialmente para com os pobres pecadores. Oh, se pudessem compreender que Eu sou para eles o melhor Pai, que por eles jorrou do Meu Coração o Sangue e a Água como de uma fonte transbordante de misericórdia. Para eles resido no sacrário e como Rei de Misericórdia desejo conceder graças às almas, mas não querem aceitá-las. Ao menos tu vem visitar-Me com a maior frequência possível e toma essas graças que eles não querem aceitar, pois com isso consolarás Meu Coração. Oh, como é grande a indiferença das almas para com tanta bondade, para com tantas provas de amor. O Meu Coração se enche somente de ingratidão, de esquecimento por parte das almas que vivem no mundo; para tudo têm tempo, apenas não têm tempo para vir buscar as Minhas graças.”

JESUS, EU CONFIO EM VÓS!!!





Boa Tarde! Te desejo uma tarde feliz na companhia de Deus!

BOA TARDE! "Sou de uma existência onde o amor fala mais alto, o coração bate mais forte e as flores ainda têm perfume."

Boa Tarde! “Nenhum mal te atingirá, nenhum flagelo chegará à tua tenda, porque aos seus anjos Ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos.” Salmos 91:10-11