quinta-feira, 18 de agosto de 2022

GOTAS DE MISERICÓRDIA - Diário de Santa Faustina §278


Diário de Santa Faustina §278

Ó Amor, ó profundeza da Vossa humilhação, ó mistério da felicidade – porque é que tão poucos Vos conhecem?! Por que não encontrais reciprocidade? Ó Amor Divino, por que ocultais a Vossa beleza? Ó Inconcebível e Infinito, quanto melhor Vos conheço – tanto menos Vos compreendo, mas porque não Vos posso compreender – mais compreendo a Vossa grandeza."

JESUS, EU CONFIO EM VÓS!!!!





quarta-feira, 17 de agosto de 2022

AO ENTRAR QUE VENHA COM DEUS... AO SAIR QUE DEUS TE ACOMPANHE…

LEITURA ORANTE DO DIA 17/08/2022



LEITURA ORANTE

Mt 20,1-16a - O Senhor convida trabalhadores em todas as horas


Preparamo-nos para a Leitura Orante,
rezando com todos os internautas:
Espírito Santo que procede do Pai e do Filho,
tu estás em mim, falas em mim,
rezas em mim, ages em mim.
Ensina-me a fazer espaço à tua palavra,
à tua oração,
à tua ação em mim para que eu possa
conhecer o mistério da vontade do Pai. Amém.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Lemos atentamente o texto: Mt 20,1-16a e observamos o
ensinamento de Jesus na parábola.
Os trabalhadores da plantação de uvas Jesus disse:
- O Reino do Céu é como o dono de uma plantação de uvas que saiu de manhã bem cedo para contratar trabalhadores para a sua plantação. Ele combinou com eles o salário de costume, isto é, uma moeda de prata por dia, e mandou que fossem trabalhar na sua plantação. Às nove horas, saiu outra vez, foi até a praça do mercado e viu ali alguns homens que não estavam fazendo nada. Então disse: "Vão vocês também trabalhar na minha plantação de uvas, e eu pagarei o que for justo."
- E eles foram. Ao meio-dia e às três horas da tarde o dono da plantação fez a mesma coisa com outros trabalhadores. Eram quase cinco horas da tarde quando ele voltou à praça. Viu outros homens que ainda estavam ali e perguntou: "Por que vocês estão o dia todo aqui sem fazer nada?" - "É porque ninguém nos contratou!" - responderam eles.
- Então ele disse: "Vão vocês também trabalhar na minha plantação."
- No fim do dia, ele disse ao administrador:
"Chame os trabalhadores e faça o pagamento, começando com os que foram contratados por último e terminando pelos primeiros."
- Os homens que começaram a trabalhar às cinco horas da tarde receberam uma moeda de prata cada um. Então os primeiros que tinham sido contratados pensaram que iam receber mais; porém eles também receberam uma moeda de prata cada um. Pegaram o dinheiro e começaram a resmungar contra o patrão, dizendo:
"Estes homens que foram contratados por último trabalharam somente uma hora, mas nós aguentamos o dia todo debaixo deste sol quente. No entanto, o pagamento deles foi igual ao nosso!"
- Aí o dono disse a um deles:
"Escute, amigo! Eu não fui injusto com você. Você não concordou em trabalhar o dia todo por uma moeda de prata? Pegue o seu pagamento e vá embora. Pois eu quero dar a este homem, que foi contratado por último, o mesmo que dei a você. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com o meu próprio dinheiro? Ou você está com inveja somente porque fui bom para ele?" E Jesus terminou, dizendo:
- Assim, aqueles que são os primeiros serão os últimos(...).
Refletindo
O Senhor convida os trabalhadores, em horas diferentes: "Vão vocês também trabalhar na minha plantação de uvas". E a cada um paga o mesmo valor. Ninguém recebeu mais ou menos. Deus valoriza a todos e distribui seus dons a quem quer e como quer. A recompensa é igual não porque Deus é injusto, mas porque ele é bom. A recompensa não é quantitativa. Equivale à dedicação e interesse pelo trabalho. O Reino é sempre um dom gratuito de Deus.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para nós, hoje?
Não devemos "cobrar" de Deus pelo que fizemos em favor dos irmãos. Também não devemos nos contentar com o que já fizemos. Devemos desejar sempre que Deus realize em nós o seu Projeto.
Meditando
Na Conferência de Aparecida, os bispos disseram: "Quando cresce no cristão a consciência de pertencer a Cristo, em razão da gratuidade e alegria que produz, cresce também o ímpeto de comunicar a todos o dom desse encontro. A missão não se limita a um programa ou projeto, mas é compartilhar a experiência do acontecimento do encontro com Cristo, testemunhá-lo e anunciá-lo de pessoa a pessoa, de comunidade a comunidade e da Igreja a todos os confins do mundo (cf. At 1,8)". (DAp 145).

Os operários da vinha na meditação do Papa Francisco
O Papa Francisco explica parábola em que “o dono da vinha sai cinco vezes à praça e chama a trabalhar para ele: às seis, às nove, às doze, às três e às cinco da tarde. Comove a imagem deste proprietário que sai várias vezes à praça à procura de trabalhadores para a sua vinha”.

Segundo o Papa “aquele patrão representa Deus que chama todos e chama sempre. Deus age assim também hoje: continua a chamar qualquer um, a qualquer hora, para convidar a trabalhar no seu Reino. Este é o estilo de Deus, que por nossa vez somos chamados a acolher e imitar. Ele não está fechado em seu mundo, mas ‘sai’ continuamente em busca das pessoas, porque não quer ninguém excluído de seu projeto de amor ". "Deus está sempre em saída, procurando por nós".

Da mesma forma“as nossas comunidades também são chamadas a sair dos vários tipos de ‘fronteiras’ que possam existir, para oferecer a todos a palavra de salvação que Jesus veio trazer. Trata-se de abrir-se a horizontes de vida que ofereçam esperança a quem estaciona nas periferias existenciais e ainda não experimentou, ou perdeu, a força e a luz do encontro com Cristo”.

“A Igreja deve ser como Deus: sempre em saída. E quando a Igreja não é em saída, adoece de muitos males.  ‘Por que essas doenças na Igreja? Porque não está em saída’. É verdade que quando alguém sai corre o perigo de um acidente. Mas é melhor uma Igreja acidentada por sair, anunciar o Evangelho, do que uma Igreja doente de fechamento. Deus sempre sai, porque é Pai, porque ama. A Igreja deve fazer o mesmo: sempre em saída”.

A segunda atitude do dono da vinha na parábola evangélica, que representa Deus, é o seu modo de recompensar os trabalhadores. Ele combina com os primeiros operários contratados pela manhã o pagamento de uma moeda. Àqueles que se juntam a seguir, ao invés, diz: ‘Eu vos pagarei o que for justo’. No final do dia, o patrão da vinha manda dar a todos a mesma recompensa, isto é, uma moeda”.

“Os que tinham trabalhado desde a manhã ficam indignados e resmungam contra o patrão, mas ele insiste: quer dar o máximo da recompensa a todos, inclusive àqueles que chegaram por último. E aqui se entende que Jesus não está falando do trabalho e do salário justo, mas do Reino de Deus e da bondade do Pai celestial”.

Com efeito, sublinhou o Papa“Deus se comporta assim: não olha para o tempo e para os resultados, mas para a disponibilidade e a generosidade com a qual nos colocamos ao seu serviço. O agir de Deus é mais do que justo, no sentido que vai além da justiça e se manifesta na Graça. Doando-nos a Graça, Ele nos oferece mais do que nós merecemos”.

“E, então, quem raciocina com a lógica humana, quem espera nos méritos conquistados com a própria capacidade, de primeiro passa a ser o último. Por outro lado, quem se entrega com humildade à misericórdia do Pai, passa do último ao primeiro”concluiu o Papa Francisco.

3. Oração (Vida)
O que o texto nos leva a dizer a Deus?
Rezamos espontaneamente, com salmos ou outras orações e
concluímos com o canto Venham trabalhar na minha vinha,
de Dom Pedro Brito Guimarães.

1.Venham trabalhar na minha vinha
Dilatar meu Reino entre as nações
Convidar meu povo ao banquete
Quero habitar nos corações.

Unidos pela força da oração
Ungidos pelo Espírito da missão
Vamos juntos construir
Uma Igreja em ação.

2.Venham trabalhar na minha vinha
Espalhar na terra o meu amor
Muitos não conhecem a Boa Nova
Vivem como ovelhas sem pastor.

3.Venham trabalhar na minha vinha
Com fervor meu nome proclamar
Que ninguém se queixe ao fim do dia
Ninguém me chamou a trabalhar.

4. Contemplação (Vida e Missão)
Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?
Nosso novo olhar é de gratidão a Deus que nos ama de forma gratuita
e confia em nós para que  realizemos com alegria a missão que  nos cabe.

Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp

Palavra se fez carne - 17 de agosto, 4ª feira, 20ª Semana do Tempo Comum


17 de agosto, 4ª feira, 20ª Semana do Tempo Comum


- Hoje é dia 17 de agosto, 4ª feira, 20ª Semana do Tempo Comum.

- Deus te ama, sem condições, gratuitamente. Deixa que Ele te fale como um amigo ao seu amigo. Acolhe a graça deste momento e não deixes perder nada do que Deus tem para ti. Experimenta a alegria de estar na sua presença, sem constrangimentos. Confia-te totalmente ao seu amor e começa a tua oração.

- Escute o Evangelho de Mateus, capítulo 20, versículos 1 a 16a:

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: "O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. À nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, e lhes disse: 'Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo'. E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa. Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: 'Por que estais aí o dia inteiro desocupados?' Eles responderam: 'Porque ninguém nos contratou'. O patrão lhes disse: 'Ide vós também para a minha vinha'. Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: 'Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros! Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. Em seguida vieram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata. Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: 'Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro'. Então o patrão disse a um deles: 'Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?' Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos".

- O texto nos aponta um contraste entre a generosidade e o ressentimento de alguém, o que nos faz recordar nossas próprias atitudes, principalmente, quando nos comparamos a outras pessoas e questionamos a bondade divina. Perceba que o Evangelho de hoje nos convida a rever nossas atitudes nos fazendo perceber ao mesmo tempo, o quanto a generosidade divina se faz presente constantemente em nossas vidas. Acolha com zelo este convite e permita-se meditar de modo muito particular e pessoal com essa Palavra.

- quais atitudes você se sente impulsionado a realizar a partir do evangelho de hoje? Você se alegra com o bem dos outros, mesmo daqueles que te são menos queridos? Em que situações você se deixa dominar pela inveja?

- “Os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos", diz o evangelho de hoje. Refletindo sobre este texto o Pe. Adraldo Palaoro diz assim:

“Na vinha do Senhor, a lógica que preside é diferente: não é lógica capitalista, não é a contabilização dos feitos e das grandiosidades individuais. Na vinha do Senhor, a fecundidade é resultado da consciência da honra de ser chamado por Ele, não importando o tempo e menos ainda o valor monetário ou a busca de reconhecimento do serviço realizado. Gratuidade e generosidade são as atitudes do coração, marcas de quem trabalha nessa vinha do Reino.”

- Termina sua oração pedindo ao Senhor que te ajude a viver a gratuidade e a generosidade. Peça também pela paz no mundo.

- Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Um prêmio igual para todos | (Mt 20, 1-16) #848- Meditação da Palavra - Frei Gilson



Publicado em 17 de ago. de 2022

Mãe Maria | Dom Walmor – 17/08/2022


Canal do Youtube: TV Horizonte

Publicado em 17 de ago. de 2022

Homilia Diária - 17.08.2022 | “os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos” - Padre Roger Araújo


Canal do Youtube: Padre Roger Araújo

Publicado em 17 de ago. de 2022

(Mt 20,1-16a)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: “O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’.
E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa. Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: ‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’ Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para a minha vinha’. Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!’
Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. Em seguida vieram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata. Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: ‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’.
Então o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’ Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.

Palavra da Salvação, 17/08/2022 com o Padre Arnaldo Rodrigues


Canal do Youtube: WebTV Redentor

Publicado em 16 de ago. de 2022

Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?

Evangelho (Mt 20,1-16a)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 1“O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. 2Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. 3Às nove horas da manhão patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praçadesocupados4e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’.
5E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa. 6Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: ‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’ 7Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para a minha vinha’. 8Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!’
9Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. 10Em seguida vieram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata. 11Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: 12‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’.
13Então o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? 14Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. 15Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’ 16aAssim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Homilia Diária | Não caia na lógica do diabo! (Quarta-feira da 20.ª Semana do Tempo Comum) - Padre Paulo Ricardo


Canal do Youtube: Padre Paulo Ricardo

Publicado em 16 de ago. de 2022

A figura do patrão misericordioso, que concede a mesma recompensa tanto aos que trabalharam desde o começo do dia quanto aos que chegaram mais tarde à sua vinha, oferece-nos a ocasião de refletirmos sobre o pecado da inveja. Em que consiste essa lógica verdadeiramente diabólica, que fez caírem Lúcifer, Caim e os trabalhadores insatisfeitos da parábola do Evangelho? Como podemos fugir da tristeza pela graça fraterna, que é, segundo a doutrina de Santo Tomás, um dos seis pecados contra o Espírito Santo? Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta quarta-feira, dia 17 de agosto, e descubra a resposta.

HOMILIA DIÁRIA - (CANÇÃO NOVA) – Mt 20,1-16a - 17/08/2022


Busque amar a todos sem distinção

“Então, o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti’.” (Mateus 20,13-14)



Meus irmãos, Nosso Senhor conta esta parábola, conta esta história, este ensinamento aos Seus discípulos, ao povo de Deus. Conta a história deste patrão que saiu para contratar e chamou uma turma às nove, outra ao meio-dia, outra às três da tarde e, por último, os da cinco horas da tarde; e ele havia combinado uma moeda de prata, o que equivale ao trabalho de um dia de um empregado, de um dia.
E o patrão começou a acertar as contas com os últimos, com aqueles que chegaram às cinco, às três, às doze e às nove. Os últimos imaginavam que receberiam mais. Por quê? “Bom, se os últimos receberam uma moeda e trabalharam bem menos que nós, então significa que iremos receber mais”. Mas aí o patrão refrescou a memória deles: “Olha, não combinamos uma moeda de prata? Você está chateado porque eu estou sendo bom? Você está com inveja?”.
Meus irmãos, esta parábola tão significativa, tão bonita, é para dizer que Nosso Senhor chama alguns mais cedo para o Seu Reino, outros um pouquinho mais tarde, outros até no final da vida, mas todos recebem o mesmo salário, todos recebem o mesmo amor de Nosso Senhor. O amor de Deus para com todos é para com todos. Ele não faz discriminação, Ele ama a todos, Ele quer bem a todos.

Cuidemos para não amar com distinção – e o pior: amar por interesse

Os primeiros acharam que receberiam mais, mas eles estavam com inveja, porque aquele patrão estava sendo bom. O amor de Deus não privilegia ninguém, Ele ama a todos. Ele foi diferente na forma de amar? Sim! Mas Ele amou a todos, aqueles que chegaram primeiro e aqueles que chegaram por último. Talvez a forma do amor do Senhor seja diferente, mas Ele ama a todos. Assim deveríamos fazer também nós, deveríamos amar a todos sem distinção: aqueles que são mais próximos a nós e aqueles que são também desconhecidos.
Esta parábola nos ensina, meus irmãos, que o Senhor trata bem a todos e ama a todos. Cuidemos, meus irmãos, para não amarmos somente aqueles que nos fazem bem, aqueles que nos são caros, aqueles que são – se assim eu posso dizer – da mesma classe social, do nosso grupo, daquele que pensa igual a nós.
Cuidemos para não amar com distinção – e o pior: amar por interesse. Não devemos amar por interesse. Não seja interesseiro, não seja interesseira. Cuidemos para não amar somente aqueles que podem nos favorecer. Interesseiro! Interesseira! Amemos a todos. Vamos tratar bem a todos, respeito a todos, mas também exortação a todos.
Não vamos ficar – como costumamos dizer aqui na Canção Nova – com respeito humano de não falar com aquele que tem que falar alguma coisa, que tem que exortar, que tem que chamar atenção. Seja rico ou seja pobre, exortemos, amemos. Seja amigo ou não, exortemos, amemos aquele amigo. Não sejamos interesseiros no nosso amor, mas tenhamos um amor desinteressado, e que o nosso único interesse seja em ajudar o irmão, seja amar aquele irmão. Não o interesse de ser beneficiado, mas de salvar aquela alma, salvar aquele filho, aquela filha.
Abençoe-vos o Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!
Padre Márcio Prado
Sacerdote da Comunidade Canção Nova.