sábado, 25 de julho de 2026

HOMÍLIA DIÁRIA, COMENTÁRIO E REFLEXÃO DO EVANGELHO DO DIA - 26/07/2026

ANO A


17º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ano A - Verde

O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipoMt 13,44

Mt 13,44-52

Ambientação

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: O Reino de Deus é comparado a um tesouro, aquele que o encontra reveste-se de grande alegria e deixa tudo para possuí-lo. Tamanha graça não é, meramente, fruto do esforço humano, emana gratuitamente do próprio Deus.
https://diocesedeapucarana.com.br/storage/107706/26-de-julho-de-2026---17-Domingo-do-Tempo-Comum-A.pdf

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, louvado seja o Senhor que nos reuniu neste domingo para que, por Ele, ofereçamos ao Pai um sacrifício de louvor. Confiantes de que “tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus”, aproximamo-nos do altar para apresentar nossa vida e o empenho com que buscamos colaborar na edificação do Reino anunciado por Jesus. Rezemos nesta Eucaristia por nossos avós e idosos, para que sejam sempre reconhecidos como uma presença valiosa em nossas famílias e na sociedade.
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-43-17o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

O TESOURO DO REINO: NOSSA RIQUEZA

A liturgia deste domingo convida-nos a refletir sobre as nossas prioridades, os valores sobre os quais fundamentamos a nossa existência. Recorda-nos que o cristão deve construir a sua vida sobre os valores propostos por Jesus.
A primeira leitura apresenta-nos o exemplo de Salomão, rei de Israel. Ele é o modelo do homem “sábio”, que consegue perceber e escolher o que é importante e que não se deixa seduzir e alienar por valores efêmeros. O Senhor fala com Salomão através de um sonho. No Antigo Testamento, o “sonho” aparece, com alguma frequência, como uma forma privilegiada de Deus comunicar-se com os homens e de lhes indicar os seus caminhos. Salomão, consciente da grandeza da sua tarefa e das suas próprias limitações, não pede a Deus riqueza, e sim sabedoria, um coração “sábio”, o dom de distinguir entre o bem e o mal e a capacidade de governar com justiça. A prece do rei é atendida e Deus lhe concede uma “sabedoria” inigualável e lhe acrescenta ainda outros três dons: a riqueza, a glória e a longa vida. A figura de Salomão questiona todos aqueles que detêm responsabilidades na comunidade. Convida-os a uma verdadeira atitude de serviço, não buscando a realização dos próprios esquemas pessoais, mas sim o benefício de toda a comunidade, a concretização do bem comum.
No Evangelho, recorrendo à linguagem das parábolas, Jesus recomenda aos seus discípulos que façam do Reino de Deus a sua prioridade fundamental. Concluímos, neste domingo, a leitura do capítulo dedicado às “parábolas do Reino” (cf. Mt 13). Nele, recorrendo a imagens e comparações simples, sugestivas e questionantes (“parábolas”), Jesus apresenta esse mundo novo de liberdade e de vida nova que Ele veio trazer, o qual Ele chama Reino dos Céus. As parábolas de hoje – a do negociante a procura de pérolas e a do agricultor que encontra um tesouro – falam, em primeiro lugar, da atitude do homem diante do Reino.
O Reino dos Céus é, portanto, este tesouro único, incomparável porque é só nele que o homem encontra a salvação, realiza seu destino de vida e de bem-aventurança eterna. A parábola do tesouro escondido e a parábola da pérola preciosa, sugerem que o Reino proposto por Jesus (esse mundo de paz, de amor, de fraternidade, de serviço, de reconciliação que Jesus veio anunciar e oferecer) é um “tesouro” precioso, que os discípulos devem abraçar, antes de qualquer outro valor ou proposta. Os cristãos são, antes de mais, aqueles que encontraram algo de único, de fundamental, de decisivo: o Reino dos Céus. São convidados pelo Mestre Jesus a descobrir a realidade do Reino, a entender as suas exigências, a comprometer-se com os seus valores. Escolher o Reino é optar radicalmente por Deus e pelos valores do Evangelho.
Essas parábolas também nos dizem algo mais: o tesouro escondido, pelo qual é preciso vender tudo, é sim, o Reino dos Céus, isto é, uma realidade, mas é também em primeiro lugar uma pessoa: é o próprio Jesus. Segui-lo, escolhê-lo pela vida e voltar a escolhê-lo sempre de novo, ser seu discípulo significa ter feito a escolha certa, a única que assegura o tesouro nos céus. É ele a pérola preciosa.
Dom Celso Alexandre
Bispo Auxiliar de São Paulo
Vigário Episcopal para a Região Ipiranga
https://arquisp.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Ano-50A-43-17o-DOMINGO-DO-TEMPO-COMUM.pdf

Comentário do Evangelho

O Tesouro do Reino de Deus


No Evangelho deste domingo, Jesus nos ensina o valor incomparável do Reino dos Céus através de parábolas curtas e profundas. Ele compara o Reino a um tesouro escondido num campo. O homem que o encontra fica tão cheio de alegria que vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo. Em seguida, compara a uma pérola de grande valor: o comerciante que a encontra vende todos os seus bens para poder adquiri-la.
Essas duas imagens nos mostram que encontrar a Deus e viver os Seus ensinamentos não é um fardo pesado, mas uma descoberta libertadora e cheia de felicidade. Quando compreendemos o amor de Cristo, tudo o mais no mundo passa a ter uma importância secundária. Por fim, a parábola da rede lançada ao mar nos lembra do discernimento e da paciência de Deus, que acolhe a todos e, no final dos tempos, recolherá os bons para a vida eterna. O Evangelho de hoje é um convite para colocarmos o Senhor no centro absoluto de nossas escolhas diárias.
https://catequisar.com.br/liturgia/26-07-2026/

Reflexão

Jesus continua ensinando sobre o Reino dos Céus com três parábolas: tesouro, pérola e rede. As duas primeiras (tesouro e pérola) ensinam o valor do investimento no Reino de Deus, considerado um bem maior. A terceira (rede) revela a realidade da comunidade (sociedade), composta de pessoas comprometidas e pessoas descom-promissadas. Essas parábolas mostram a complexidade do mistério do Reino dos Céus. Com as três parábolas, Jesus nos convida a acolher o Reino, considerado um bem maior, que merece investimento acima de tudo. O que Deus nos oferece tem valor infinito, precisamos fazer todo esforço para tornar o Reino sempre mais uma realidade, abandonando o que não contribui para com ele. Devemos ser como o “dono da casa que tira de seu cofre coisas novas e velhas”. A Bíblia é o baú que guarda coisas “novas e velhas”, temos a chave para abri-la e tirar dela as propos-tas do Reino. Precisamos ser pessoas sábias para discernir aquilo que realmente é valioso daquilo que não traz benefícios à vida.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/dia-26-domingo-15/

Reflexão

«Um tesouro escondido num campo um negociante que procura pérolas preciosas»

Rev. D. Enric PRAT i Jordana
(Sort, Lleida, Espanha)

Hoje, o Evangelho quer ajudar-nos a olhar para dentro, a encontrar algo escondido: «O Reino dos Céus é como um tesouro escondido num campo» (Mt 13,44). Quando falamos de tesouro referimo-nos a algo de valor excepcional, de apreciação máxima, não a coisas ou situações que, ainda que amadas, não deixam de ser fugazes e bijuteria barata, como as satisfações e prazeres temporais: aquilo com que tanta gente se extenua procurando no exterior, e com o que se desencanta uma vez encontrado e experimentado.
O tesouro que Jesus propõe está enterrado no mais profundo da nossa alma, no próprio núcleo da nossa alma. É o Reino de Deus. Consiste em encontrar-nos amorosamente, de maneira misteriosa, com a Fonte da vida, da beleza, da verdade e do bem, e em permanecer unidos à mesma Fonte até que, cumprido o tempo da nossa peregrinação, e livres de toda a bijuteria inútil, o Reino do céu que procuramos no nosso coração e que cultivamos na fé e no amor, se abra como uma flor e apareça o brilho do tesouro escondido.
Alguns, como São Paulo ou o próprio bom ladrão, encontraram-se subitamente com o Reino de Deus ou de maneira inesperada, porque os caminhos do senhor são infinitos, mas normalmente, para chegar a descobrir o tesouro, há que procurá-lo intencionalmente: «O Reino dos Céus é também como um negociante que procura pérolas preciosas» (Mt 13,45). Talvez este tesouro só seja encontrado por aqueles que não se dão por satisfeitos facilmente, pelos que não se contentam com pouca coisa, pelos idealistas, pelos aventureiros.
Na ordem temporal, dos inquietos e inconformados dizemos que são pessoas ambiciosas, e no mundo do espírito, são os santos. Eles estão dispostos a vender tudo para comprar o campo, como diz São João da Cruz: «Para chegar a possuir tudo, não queiras possuir algo em nada»

Pensamentos para o Evangelho de hoje

- «Considerem, meus filhos: o tesouro do homem cristão não está na terra, mas no céu. Portanto, o nosso pensamento deve estar sempre orientado para onde está o nosso tesouro» (São João Mª Vianney)

- «A pessoa de Jesus é o tesouro escondido, é a pérola de grande valor. Ele é a descoberta fundamental, que pode dar um rumo decisivo à nossa vida, enchendo-a de sentido» (Francisco)

- «(…) A fé dos fiéis é a fé da Igreja recebida dos Apóstolos, tesouro de vida que se enriquece na medida em que é partilhada» (Catecismo da Igreja Católica, nº 949)
https://evangeli.net/evangelho/feria/2026-07-26

Reflexão

Parábolas do “tesouro” e da “pérola” (O Reino de Deus)

Rev. D. Enric CASES i Martín
(Barcelona, Espanha)

Hoje, Mateo põe ante nossa consideração duas parabolas sobre o Reino dos Céus. O anúncio dos Céus é essencial na predicação de Jesus. Mas a natureza desse Reino não era entendida pela maioria. Só se encontra uma boa compreensão como a que Jesus pede ao bom ladrão, cravado junto a Ele na Cruz, quando reconhece Jesus como Rei dum Reino que virá depois daquela terrível morte. Só poderia ser um Reino espiritual.
Jesus fala do Reino como um tesouro escondido, cujo descobrimento causa alegria e estimula a compra do campo para poder gozar dele para sempre. Mas, ao mesmo tempo, atingir o Reino significa procurá-lo com interesse e esforço, até o ponto de vender tudo o que se possui: a pérola que adquire o que tem dado tudo e tem aceitado perder tudo.
—O Reino é paz, amor, justiça e liberdade. Atingi-lo é, por sua vez, dom de Deus e responsabilidade humana.
https://evangeli.net/evangelho-master/feria/2026-07-26

Comentário do Evangelho

Parábolas de Jesus: O tesouro escondido


Hoje ouvimos falar do Reino dos Céus. Jesus dedicou tempo e esforço para explicar este “tesouro”. É algo tão sublime que o Mestre só podia descrevê-lo com parábolas ou comparações.
—O Reino de Jesus é muito mais bonito do que o imaginável. Mas sabemos algo fundamental: é o tesouro de nossa vida, que podemos começar já a gostar desde agora. Não irás trocar por algum “tesourinho” mundano?
https://family.evangeli.net/pt/feria/2026-07-26

Meditação

A palavra: dos ouvidos ao coração!

“Deus reúne os fiéis em sua casa”, como faz hoje conosco, e “ele mesmo dá vigor e força a seu povo”. E como ficou contente com Salomão por não lhe pedir vida longa nem riqueza nem morte dos inimigos, “mas sim sabedoria para praticar a justiça” e para “discernir entre o bem e o mal”.
Como àquele rei, que Deus nos dê hoje “um coração sábio e inteligente” que encontre o tesouro por excelência: o seu Reino. Experiência que nos apaixone, que nos leve a vender ou perder tudo o mais que nos tenha atraído até hoje, para o adquirir. Que pudéssemos lhe confidenciar: “Sem vós nada tem valor”.
Se já ocorreu que o encontramos ou descobrimos, gratidão à Providência que nos guiou até lá! Se somos ainda “comprador que procura pérolas preciosas”, não desistamos, aquela “de grande valor” existe e nos espera.
E o que seria esse Reino tão maravilhoso? É a filiação divina, o Pai não se contenta em nos dar coisas, por mais preciosas que sejam, quer dar o que para Ele mesmo é o supremo valor, que é sua vida de Pai a partilhar conosco.
Sim, “aqueles”, e são todos, “que Ele contemplou com seu amor desde sempre, a esses ele predestinou a serem conformes à imagem de seu Filho, para que esse seja o primogênito numa multidão de irmãos”.
A esses que chamou, “também os tornou justos” e “também os glorificou”. Sim, em seu Filho à sua direita, de certo modo, já nos tem igualmente junto de si, por nossa vital união com o Filho. Que tesouro! Seus filhos e filhas, a partir de seu Primogênito, e constituindo sua sonhada humanidade, uma “multidão de irmãos”. É seu céu, de certo modo e intensidade, já antecipado na terra.
É o que explicita um pouco mais na parábola logo a seguir: “O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar”. Temos aqui um passivo teológico, isto é, rede lançada por Ele-Deus. É claro, todo pescador deseja apenas peixes bons em sua rede, e nosso Pescador celeste não é diferente.
Trata-se de parábola, mas seu amor de Pai não perde tempo nem ocasião de fazer seu alerta profético. Quem sabe sou ainda um peixe que não presta, servindo apenas para ser jogado fora, com que Ele não se conforma enquanto depende dele. Mas respeita minha cabeça dura e teimosa, se dela eu não abro mão, pois quer a todos nós como “peixes bons”, destinados aos seus “cestos”, ao seu céu, à sua eterna e feliz convivência.
Sim, sonho de que jamais desiste: reunir os fiéis, seus filhos e filhas no Filho, “em sua casa”!
Pe. Domingos Sávio, C.Ss.R.
https://www.a12.com/reze-no-santuario/deus-conosco?data=26%2F07%2F2026&leitura=meditacao


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